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	Comentários sobre: A batalha pelas ocupações em Atenas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Grouxo Marxista		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 13:58:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tem algumas novidades a respeito da luta em Grécia no mesmo site (libcom): uma manifestação de 10.000 pessoas em solidariedade aos 92 presos da ocupação, que se diz ser a maior manif já organizada por anarquistas. O que é interessante e ao mesmo tempo um problema, porque boa parte do esforço da polícia e da mídia nos últimos anos vem sendo justamente conseguir acabar com as manifestações conjuntas e incontroláveis de &#039;pacíficos&#039; e &#039;violentos&#039;, anarquista e não anarquistas, e boa parte da força (e do medo que impunham) que estes tinham vinha do fato de fazerem junto e não definirem a sua prática contestatória no campo ideológico anarquista, na minha opinião. 

Ao meesmo tempo, há (mais) uma onda de ataques incendiários a prédios públicos, inclusive o escritório do Primeiro Ministro e, curiosamente, às casas de vários membros importantes do governo e dos meios de comunicação, que lá são em grande parte tratados como parte do sistema repressivo ou do governo, com boa razão.

Esses ataques incendiários são frequentes na Grécia desde 2008, que eu saiba, e tem um perfil semelhante: grupos com nomes exóticos como Minoria Militante, Amantes da Anarquia, Conspiração das Células de Fogo, que fazem atentados isolados e que contribuem para o clima de guerra civil. Teve até um caso tristemente célebre em 2010, na ocasião de uma das maiores manifestações que houveram contra a austeridade na Grécia, em que um grupo incendiou um banco e assassinou acidentalmente um grupo de funcionários que estava preso dentro do banco por imposição da gerência. Foi um duro golpe no movimento. Algumas das respostas públicas mais contundentes à repressão que se seguiu veio justamente das ocupas, inclusive essa Skaramaga. 

Apesar do tom triunfalista do relato, em comparação com o que se via na Grécia há 4 anos atrás, acho que o governo e as forças policias gregas estão nem um pouco intimidadas. Eles vem aprendendo com a experiência de confronto constante e acho que sabem que se conseguirem acabar com as ocupas boa parte do problema deles acaba. Espero que realmente se consiga resistir por lá e se expanda, porque são também as ocupas e suas movimentações que se contrapõem ao fascismo crescente naquele país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem algumas novidades a respeito da luta em Grécia no mesmo site (libcom): uma manifestação de 10.000 pessoas em solidariedade aos 92 presos da ocupação, que se diz ser a maior manif já organizada por anarquistas. O que é interessante e ao mesmo tempo um problema, porque boa parte do esforço da polícia e da mídia nos últimos anos vem sendo justamente conseguir acabar com as manifestações conjuntas e incontroláveis de &#8216;pacíficos&#8217; e &#8216;violentos&#8217;, anarquista e não anarquistas, e boa parte da força (e do medo que impunham) que estes tinham vinha do fato de fazerem junto e não definirem a sua prática contestatória no campo ideológico anarquista, na minha opinião. </p>
<p>Ao meesmo tempo, há (mais) uma onda de ataques incendiários a prédios públicos, inclusive o escritório do Primeiro Ministro e, curiosamente, às casas de vários membros importantes do governo e dos meios de comunicação, que lá são em grande parte tratados como parte do sistema repressivo ou do governo, com boa razão.</p>
<p>Esses ataques incendiários são frequentes na Grécia desde 2008, que eu saiba, e tem um perfil semelhante: grupos com nomes exóticos como Minoria Militante, Amantes da Anarquia, Conspiração das Células de Fogo, que fazem atentados isolados e que contribuem para o clima de guerra civil. Teve até um caso tristemente célebre em 2010, na ocasião de uma das maiores manifestações que houveram contra a austeridade na Grécia, em que um grupo incendiou um banco e assassinou acidentalmente um grupo de funcionários que estava preso dentro do banco por imposição da gerência. Foi um duro golpe no movimento. Algumas das respostas públicas mais contundentes à repressão que se seguiu veio justamente das ocupas, inclusive essa Skaramaga. </p>
<p>Apesar do tom triunfalista do relato, em comparação com o que se via na Grécia há 4 anos atrás, acho que o governo e as forças policias gregas estão nem um pouco intimidadas. Eles vem aprendendo com a experiência de confronto constante e acho que sabem que se conseguirem acabar com as ocupas boa parte do problema deles acaba. Espero que realmente se consiga resistir por lá e se expanda, porque são também as ocupas e suas movimentações que se contrapõem ao fascismo crescente naquele país.</p>
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