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	Comentários sobre: Feliz 2013: o som de um mundo ressurgindo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Sinais de fumo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-300386</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sinais de fumo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2015 18:08:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao reler um livro, topei com um diálogo que me trouxe de volta para essa discussão. Dentro e fora do marxismo, o absurdo costuma nascer da mais perfeita coerência. Não por acaso ela caminha junto com a identidade.

“Dois jovens conversam:

“A: Você não quer ser médico?

“B: Por causa da profissão, os médicos estão sempre lidando com os moribundos, e isso endurece as pessoas. Depois, com a institucionalização crescente, os médicos passam a representar em face do doente a empresa com sua hierarquia. Muitas vezes, ele se vê tentado a se apresentar como o administrador da morte. Ele se torna o agente da grande empresa em face dos consumidores. Quando se trata de automóveis, isso não é tão grave assim, mas quando os bens administrados são a vida e os consumidores são pessoas que sofrem, trata-se de uma situação em que não gostaria de me encontrar. A profissão do médico de família talvez fosse mais inofensiva, mas ela está em decadência.

“A: Você acha que não deveria mais haver médicos e que deveríamos voltar aos charlatães?

“B: Não disse isso. Só tenho horror de me tornar médico, e sobretudo um desses diretores-médicos com poder de comando sobre um hospital público. Apesar disso, acho que é melhor, naturalmente, que haja médicos e hospitais do que deixar os doentes morrer. Também não quero ser nenhum promotor público, mas acho que dar liberdade aos assaltantes seria um mal muito maior do que a existência dessa corporação que os põe na cadeia. A justiça é racional. Não sou contra a razão, só quero enxergar a forma que ela assumiu.

“A: Você está se contradizendo. Você se aproveita o tempo todo dos serviços dos médicos e dos juizes. Você é tão culpado quanto eles próprios. Só que você não quer se dar ao trabalho de fazer o
que os outros fazem por você. Sua própria existência pressupõe o princípio a que você gostaria
de escapar.

“B: Não nego isso, mas a contradição é necessária. Ela é uma resposta à contradição objectiva da sociedade. Quando a divisão do trabalho é tão diferenciada como hoje em dia, é possível que em dado lugar se manifeste um horror responsável pela culpabilidade de todos. Se esse horror se difundir, e pelo menos uma pequena parte da humanidade se tornar consciente dele, talvez os
manicómios e as penitenciárias se tornem mais humanos e os tribunais acabem se tornando supérfluos. Mas não é absolutamente por isso que eu quero ser escritor. Eu só queria ver com maior
clareza a situação terrível em que tudo se encontra hoje em dia.

“A: Mas se todos pensassem como você, e ninguém quisesse sujar as mãos, então não haveria nem médicos nem juizes, e o mundo pareceria ainda mais horrível.

“B: Mas é justamente isso que me parece questionável, pois, se todos pensassem como eu, espero, não apenas os remédios contra o mal iam diminuir, mas o próprio mal. A humanidade ainda tem outras possibilidades. Eu não sou a humanidade inteira e não posso simplesmente tomar o seu lugar
em meus pensamentos. O preceito moral que diz que cada uma de minhas acções deveria poder ser
tomada como uma máxima universal é muito problemático. Ele ignora a história. Por que minha
aversão a ser médico deveria equivaler à opinião de que não deve haver médicos? Na verdade, há tantas pessoas aí que podem ser bons médicos e têm mais de uma chance de vir a ser médicos; Se eles se comportarem moralmente dentro dos limites traçados actualmente para sua profissão. terão
minha admiração. Talvez cheguem mesmo a minorar o mal que descrevi para você; talvez, ao contrário, agravem-no ainda mais, apesar de toda a sua competência técnica e toda a sua moralidade. Minha vida, tal como a imagino, meu horror e minha vontade de conhecer parecem-me tão justificados como a própria profissão de médico, mesmo que eu não possa ajudar directamente a
ninguém.

“A: Mas se você soubesse que você poderia, se estudasse para médico, vir a salvar a vida de um
a pessoa amada, vida que ela perderia com toda a certeza, não fosse por você, você não se dedicaria
imediatamente ao estudo da medicina?

“B: Provavelmente, mas você mesmo está vendo que, com seu gosto por uma coerência inexorável, você acaba tendo de recorrer a um exemplo absurdo, enquanto eu, com minha teimosia sem nenhum sentido prático e com minhas contradições, não me afastei do bom-senso.

“Esse diálogo se repete sempre que uma pessoa não quer abrir mão do pensamento em benefício da
prática. Ela vai sempre encontrar a lógica e a coerência no lado contrário. Quem for contra a vivissecção não deve mais fazer nenhum movimento respiratório, porque isto pode custar a vida a um bacilo. A lógica está a serviço do progresso e da reacção, ou, em todo caso, da realidade. Mas, na época de uma educação radicalmente realista, os diálogos tornaram-se mais raros, e o interlocutor neurótico B precisa de uma força sobre-humana para não ficar são.”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao reler um livro, topei com um diálogo que me trouxe de volta para essa discussão. Dentro e fora do marxismo, o absurdo costuma nascer da mais perfeita coerência. Não por acaso ela caminha junto com a identidade.</p>
<p>“Dois jovens conversam:</p>
<p>“A: Você não quer ser médico?</p>
<p>“B: Por causa da profissão, os médicos estão sempre lidando com os moribundos, e isso endurece as pessoas. Depois, com a institucionalização crescente, os médicos passam a representar em face do doente a empresa com sua hierarquia. Muitas vezes, ele se vê tentado a se apresentar como o administrador da morte. Ele se torna o agente da grande empresa em face dos consumidores. Quando se trata de automóveis, isso não é tão grave assim, mas quando os bens administrados são a vida e os consumidores são pessoas que sofrem, trata-se de uma situação em que não gostaria de me encontrar. A profissão do médico de família talvez fosse mais inofensiva, mas ela está em decadência.</p>
<p>“A: Você acha que não deveria mais haver médicos e que deveríamos voltar aos charlatães?</p>
<p>“B: Não disse isso. Só tenho horror de me tornar médico, e sobretudo um desses diretores-médicos com poder de comando sobre um hospital público. Apesar disso, acho que é melhor, naturalmente, que haja médicos e hospitais do que deixar os doentes morrer. Também não quero ser nenhum promotor público, mas acho que dar liberdade aos assaltantes seria um mal muito maior do que a existência dessa corporação que os põe na cadeia. A justiça é racional. Não sou contra a razão, só quero enxergar a forma que ela assumiu.</p>
<p>“A: Você está se contradizendo. Você se aproveita o tempo todo dos serviços dos médicos e dos juizes. Você é tão culpado quanto eles próprios. Só que você não quer se dar ao trabalho de fazer o<br />
que os outros fazem por você. Sua própria existência pressupõe o princípio a que você gostaria<br />
de escapar.</p>
<p>“B: Não nego isso, mas a contradição é necessária. Ela é uma resposta à contradição objectiva da sociedade. Quando a divisão do trabalho é tão diferenciada como hoje em dia, é possível que em dado lugar se manifeste um horror responsável pela culpabilidade de todos. Se esse horror se difundir, e pelo menos uma pequena parte da humanidade se tornar consciente dele, talvez os<br />
manicómios e as penitenciárias se tornem mais humanos e os tribunais acabem se tornando supérfluos. Mas não é absolutamente por isso que eu quero ser escritor. Eu só queria ver com maior<br />
clareza a situação terrível em que tudo se encontra hoje em dia.</p>
<p>“A: Mas se todos pensassem como você, e ninguém quisesse sujar as mãos, então não haveria nem médicos nem juizes, e o mundo pareceria ainda mais horrível.</p>
<p>“B: Mas é justamente isso que me parece questionável, pois, se todos pensassem como eu, espero, não apenas os remédios contra o mal iam diminuir, mas o próprio mal. A humanidade ainda tem outras possibilidades. Eu não sou a humanidade inteira e não posso simplesmente tomar o seu lugar<br />
em meus pensamentos. O preceito moral que diz que cada uma de minhas acções deveria poder ser<br />
tomada como uma máxima universal é muito problemático. Ele ignora a história. Por que minha<br />
aversão a ser médico deveria equivaler à opinião de que não deve haver médicos? Na verdade, há tantas pessoas aí que podem ser bons médicos e têm mais de uma chance de vir a ser médicos; Se eles se comportarem moralmente dentro dos limites traçados actualmente para sua profissão. terão<br />
minha admiração. Talvez cheguem mesmo a minorar o mal que descrevi para você; talvez, ao contrário, agravem-no ainda mais, apesar de toda a sua competência técnica e toda a sua moralidade. Minha vida, tal como a imagino, meu horror e minha vontade de conhecer parecem-me tão justificados como a própria profissão de médico, mesmo que eu não possa ajudar directamente a<br />
ninguém.</p>
<p>“A: Mas se você soubesse que você poderia, se estudasse para médico, vir a salvar a vida de um<br />
a pessoa amada, vida que ela perderia com toda a certeza, não fosse por você, você não se dedicaria<br />
imediatamente ao estudo da medicina?</p>
<p>“B: Provavelmente, mas você mesmo está vendo que, com seu gosto por uma coerência inexorável, você acaba tendo de recorrer a um exemplo absurdo, enquanto eu, com minha teimosia sem nenhum sentido prático e com minhas contradições, não me afastei do bom-senso.</p>
<p>“Esse diálogo se repete sempre que uma pessoa não quer abrir mão do pensamento em benefício da<br />
prática. Ela vai sempre encontrar a lógica e a coerência no lado contrário. Quem for contra a vivissecção não deve mais fazer nenhum movimento respiratório, porque isto pode custar a vida a um bacilo. A lógica está a serviço do progresso e da reacção, ou, em todo caso, da realidade. Mas, na época de uma educação radicalmente realista, os diálogos tornaram-se mais raros, e o interlocutor neurótico B precisa de uma força sobre-humana para não ficar são.”</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-109522</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 14:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[With a little help of Simone Weil: &quot;A transposição é um critério básico para uma verdade. O que não pode ser transposto não é uma verdade; assim como o que não muda de aparência conforme o ponto de vista não é um objeto, mas uma alucinação.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>With a little help of Simone Weil: &#8220;A transposição é um critério básico para uma verdade. O que não pode ser transposto não é uma verdade; assim como o que não muda de aparência conforme o ponto de vista não é um objeto, mas uma alucinação.&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Chanson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-109430</link>

		<dc:creator><![CDATA[Chanson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 02:49:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Então não se pode ser contra a &quot;universalização da cultura&quot;(termo extremamente ambíguo, aliás) mantendo-se nos marcos da modernidade e aceitando-a, nos seus termos? E se se é, se é automaticamente fascista. Compreendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então não se pode ser contra a &#8220;universalização da cultura&#8221;(termo extremamente ambíguo, aliás) mantendo-se nos marcos da modernidade e aceitando-a, nos seus termos? E se se é, se é automaticamente fascista. Compreendo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-108559</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 10:12:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=70843#comment-108559</guid>

					<description><![CDATA[Chanson,
Peço desculpa de só agora responder, mas nos últimos tempos os comentários aqui foram mais do que os habituais e o seu escapou-me. Você perguntara-me: «não posso ser contra o capitalismo tanto como “universalização da cultura” quanto como sistema de exploração?» Claro que pode, muitos o foram e continuam a ser, e para isso reivindicam, contra o capitalismo, uma tradição e uma sociedade tradicional. Pode sê-lo, mas não se engane de área política. Peter Sloterdijk (&lt;em&gt;Critique of Cynical Reason&lt;/em&gt;, Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press, 1987, pág. 206) definiu o fascismo como uma «revolta moderna contra a modernidade». Valdimir Tismaneanu (&lt;em&gt;Fantasies of Salvation. Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe&lt;/em&gt;, Princeton, Nova Jersey: Princeton University Press, 1998, pág. 110) adoptou uma formulação idêntica ao escrever que «as origens do fascismo residem numa ruptura trágica com a modernidade em nome da modernidade» e numa perspectiva vizinha Francesco Germinario (&lt;em&gt;Estranei alla Democrazia. Negazionismo e Antisemitismo nella Destra Radicale Italiana&lt;/em&gt;, Pisa: Biblioteca Franco Serantini, 2001, pág. 45) caracterizou o fascismo como «uma reacção moderna aos estragos provocados pela modernização». É que, ao contrário do que usualmente se imagina, o fascismo pretendeu-se e pretende-se anticapitalista. Recomendo-lhe que leia atentamente o livro de Julius Evola &lt;em&gt;Rivolta contro il mondo moderno&lt;/em&gt;, que eu conheço apenas na versão em inglês (&lt;em&gt;Revolt Against the Modern World&lt;/em&gt;, Rochester, Vermont: Inner Traditions International, 1995). Talvez você e outros acabem por descobrir qual é o campo político a que realmente pertencem. A não ser que entretanto mudem de opiniões, claro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chanson,<br />
Peço desculpa de só agora responder, mas nos últimos tempos os comentários aqui foram mais do que os habituais e o seu escapou-me. Você perguntara-me: «não posso ser contra o capitalismo tanto como “universalização da cultura” quanto como sistema de exploração?» Claro que pode, muitos o foram e continuam a ser, e para isso reivindicam, contra o capitalismo, uma tradição e uma sociedade tradicional. Pode sê-lo, mas não se engane de área política. Peter Sloterdijk (<em>Critique of Cynical Reason</em>, Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press, 1987, pág. 206) definiu o fascismo como uma «revolta moderna contra a modernidade». Valdimir Tismaneanu (<em>Fantasies of Salvation. Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe</em>, Princeton, Nova Jersey: Princeton University Press, 1998, pág. 110) adoptou uma formulação idêntica ao escrever que «as origens do fascismo residem numa ruptura trágica com a modernidade em nome da modernidade» e numa perspectiva vizinha Francesco Germinario (<em>Estranei alla Democrazia. Negazionismo e Antisemitismo nella Destra Radicale Italiana</em>, Pisa: Biblioteca Franco Serantini, 2001, pág. 45) caracterizou o fascismo como «uma reacção moderna aos estragos provocados pela modernização». É que, ao contrário do que usualmente se imagina, o fascismo pretendeu-se e pretende-se anticapitalista. Recomendo-lhe que leia atentamente o livro de Julius Evola <em>Rivolta contro il mondo moderno</em>, que eu conheço apenas na versão em inglês (<em>Revolt Against the Modern World</em>, Rochester, Vermont: Inner Traditions International, 1995). Talvez você e outros acabem por descobrir qual é o campo político a que realmente pertencem. A não ser que entretanto mudem de opiniões, claro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Chanson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-106612</link>

		<dc:creator><![CDATA[Chanson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 03:05:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu não reivindico a palavra de ordem zapatista. Argumentei com um conteúdo um pouco mais profundo que uma palavra de ordem. Aparentemente, JB, você ignorou.

No entanto, devo dizer que concordo consigo, JB. Apenas incluo entre os termos que você citou alguns outros, como &quot;liberdade universal&quot;, &quot;opressão&quot; e &quot;autonomia&quot; (sem aspas francesas, apesar do meu nome ser francês).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não reivindico a palavra de ordem zapatista. Argumentei com um conteúdo um pouco mais profundo que uma palavra de ordem. Aparentemente, JB, você ignorou.</p>
<p>No entanto, devo dizer que concordo consigo, JB. Apenas incluo entre os termos que você citou alguns outros, como &#8220;liberdade universal&#8221;, &#8220;opressão&#8221; e &#8220;autonomia&#8221; (sem aspas francesas, apesar do meu nome ser francês).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-104165</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2013 11:43:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A palavra de ordem «criar um mundo onde caibam vários mundos» é muito simpática, é como «viva a liberdade». Mas tem o enorme inconveniente de ser ambígua, cada um a pode ler como quiser. Ora, mais tarde ou mais cedo chega um momento em que as pressões práticas esclarecem as ambiguidades. Geralmente, porém, as ambiguidades esclarecidas na prática perduram no plano ideológico sob a forma de palavras gastas. A esquerda é um cemitério de palavras gastas. «Social-democracia», «socialismo», «comunismo», «partido dos trabalhadores», «internacionalismo», «nacionalizações», quantas e quantas mais, tudo isso significou alguma coisa antes de significar o contrário ou simplesmente não significar nada. Mas, se observarmos com atenção, já no início aqueles termos eram ambíguos. Uma boa parte da actividade dos cientistas consiste em definir os termos cada vez mais rigorosamente, enquanto uma boa parte da actividade dos chefes políticos consiste em tornar os termos cada vez mais ambíguos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra de ordem «criar um mundo onde caibam vários mundos» é muito simpática, é como «viva a liberdade». Mas tem o enorme inconveniente de ser ambígua, cada um a pode ler como quiser. Ora, mais tarde ou mais cedo chega um momento em que as pressões práticas esclarecem as ambiguidades. Geralmente, porém, as ambiguidades esclarecidas na prática perduram no plano ideológico sob a forma de palavras gastas. A esquerda é um cemitério de palavras gastas. «Social-democracia», «socialismo», «comunismo», «partido dos trabalhadores», «internacionalismo», «nacionalizações», quantas e quantas mais, tudo isso significou alguma coisa antes de significar o contrário ou simplesmente não significar nada. Mas, se observarmos com atenção, já no início aqueles termos eram ambíguos. Uma boa parte da actividade dos cientistas consiste em definir os termos cada vez mais rigorosamente, enquanto uma boa parte da actividade dos chefes políticos consiste em tornar os termos cada vez mais ambíguos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-103952</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 16:22:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu compartilho da curiosidade do Chanson. Aparentemente o JB não acredita que a máxima zapatista de &quot;criar um mundo onde caibam vários mundos&quot; seja possível, ou mesmo desejável. Pra mim a questão não está clara. Se houver algum texto onde o posicionamento é melhor desenvolvido, peço que me envie a fonte. Se não, gostaria de pode ver você desenvolver melhor o raciocínio JB.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu compartilho da curiosidade do Chanson. Aparentemente o JB não acredita que a máxima zapatista de &#8220;criar um mundo onde caibam vários mundos&#8221; seja possível, ou mesmo desejável. Pra mim a questão não está clara. Se houver algum texto onde o posicionamento é melhor desenvolvido, peço que me envie a fonte. Se não, gostaria de pode ver você desenvolver melhor o raciocínio JB.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-98612</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 00:53:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me parece que a crítica acerca da industria farmacêutica é importante de ser feita, bem como a utilização de doenças como parte da chamada de doutrina de choque para controle social, o Passa Palavra publicou artigos sobre isto na ocasião da Gripe Suína(http://passapalavra.info/?p=4063 &#038; http://passapalavra.info/?p=4356); contudo, isto não deve ser confundido com a apologia de métodos de &quot;cura xamânico&quot; ou fortalecimento de &quot;lideranças tradicionais&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece que a crítica acerca da industria farmacêutica é importante de ser feita, bem como a utilização de doenças como parte da chamada de doutrina de choque para controle social, o Passa Palavra publicou artigos sobre isto na ocasião da Gripe Suína(<a href="http://passapalavra.info/?p=4063" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=4063</a> &amp; <a href="http://passapalavra.info/?p=4356" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=4356</a>); contudo, isto não deve ser confundido com a apologia de métodos de &#8220;cura xamânico&#8221; ou fortalecimento de &#8220;lideranças tradicionais&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Chanson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-98571</link>

		<dc:creator><![CDATA[Chanson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2013 21:39:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=70843#comment-98571</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo, fico com uma dúvida a martelar a minha cabeça: não posso ser contra o capitalismo tanto como &quot;universalização da cultura&quot; quanto como sistema de exploração?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo, fico com uma dúvida a martelar a minha cabeça: não posso ser contra o capitalismo tanto como &#8220;universalização da cultura&#8221; quanto como sistema de exploração?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70843/#comment-97986</link>

		<dc:creator><![CDATA[alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 00:39:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=70843#comment-97986</guid>

					<description><![CDATA[Curioso que o luís otávio, que pretende conhecer o processo político no Brasil, venha reproduzir uma notícia plantada de que a ocupação do instituto Lula foi feita por uma corrente do psol. Seria pura ignorância ou propositalmente estaria usando o método stalinista e seus brilhantes argumentos deploráveis?  A quem interessa negar que esta luta no instituto foi levada adiante por assentados, mesmo sem o apoio do MST?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso que o luís otávio, que pretende conhecer o processo político no Brasil, venha reproduzir uma notícia plantada de que a ocupação do instituto Lula foi feita por uma corrente do psol. Seria pura ignorância ou propositalmente estaria usando o método stalinista e seus brilhantes argumentos deploráveis?  A quem interessa negar que esta luta no instituto foi levada adiante por assentados, mesmo sem o apoio do MST?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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