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	Comentários sobre: Para sair do sufoco: 3º dia da ocupação do Incra	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70863/#comment-96508</link>

		<dc:creator><![CDATA[xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2013 04:48:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Caio e demais,

Pois é: eu tinha já a informação sobre essa história das greves dos anos 1960 - e é sim quase certa a ideia de que uma das dificuldades da Cimento Perus (que levou a sua falência) foram as inúmeras paralisações e conflitos sociais naquele período. 

Eu ia, como fiz acima (usando o Niemeyer como disparador), fazer mais uma dessas &quot;histórias circulares&quot; e falar justamente desse episódio - para ligá-lo, assim, com o momento atual de litígio que presenciamos. Você, no entanto, já o fez brilhantemente - e só resta agora, a todos nós, continuarmos a apoiar essa importante e divulgarmos essas informações.

Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Caio e demais,</p>
<p>Pois é: eu tinha já a informação sobre essa história das greves dos anos 1960 &#8211; e é sim quase certa a ideia de que uma das dificuldades da Cimento Perus (que levou a sua falência) foram as inúmeras paralisações e conflitos sociais naquele período. </p>
<p>Eu ia, como fiz acima (usando o Niemeyer como disparador), fazer mais uma dessas &#8220;histórias circulares&#8221; e falar justamente desse episódio &#8211; para ligá-lo, assim, com o momento atual de litígio que presenciamos. Você, no entanto, já o fez brilhantemente &#8211; e só resta agora, a todos nós, continuarmos a apoiar essa importante e divulgarmos essas informações.</p>
<p>Abraço.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70863/#comment-96498</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2013 02:56:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Interessante lembrar que a Cimento Perus, que nos anos 1960 tinha fábricas no noroeste de São Paulo (no bairro de Perus e no município de Cajamar), enfrentou uma das mais longas greves da história do Brasil - a &quot;Greve dos 7 Anos&quot; -, entre 1962 e 1969. Só de ver o tempo pelo qual a luta se estendeu, já dá pra pensar na dimensão da rede de solidariedade que o movimento operário construiu na região, e imaginar como essa luta teve impactos muito além da fábrica. Os trabalhadores da Cimento Perus se intitulavam &quot;queixadas&quot;, em referência aos nossos porcos-do-mato arretados, que se agrupam pra espantar o predador.
A Cimento Perus foi adquirida pelo grupo JJ Abdalla nos anos 1950. Pelo que eu sabia, a empresa não tinha resistido aos 7 anos de greve, e isso tinha levado os donos à falência. Curioso pensar que essa falência, na qual um dos fatores foi a luta social, tenha levado a família a perder das terras em Americana e que, 40 anos depois, elas voltariam a ser palco de batalha da luta de classes.
Não sei se essa história é conhecida pelos companheiros do Passa Palavra, mas de qualquer modo, havendo essa ligação entre os queixadas de ontem e os sem-terra de hoje, talvez valesse a pena publicar alguma coisa a respeito por aqui... Mas não sei, um artigo inédito sobre o tema parece difícil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante lembrar que a Cimento Perus, que nos anos 1960 tinha fábricas no noroeste de São Paulo (no bairro de Perus e no município de Cajamar), enfrentou uma das mais longas greves da história do Brasil &#8211; a &#8220;Greve dos 7 Anos&#8221; -, entre 1962 e 1969. Só de ver o tempo pelo qual a luta se estendeu, já dá pra pensar na dimensão da rede de solidariedade que o movimento operário construiu na região, e imaginar como essa luta teve impactos muito além da fábrica. Os trabalhadores da Cimento Perus se intitulavam &#8220;queixadas&#8221;, em referência aos nossos porcos-do-mato arretados, que se agrupam pra espantar o predador.<br />
A Cimento Perus foi adquirida pelo grupo JJ Abdalla nos anos 1950. Pelo que eu sabia, a empresa não tinha resistido aos 7 anos de greve, e isso tinha levado os donos à falência. Curioso pensar que essa falência, na qual um dos fatores foi a luta social, tenha levado a família a perder das terras em Americana e que, 40 anos depois, elas voltariam a ser palco de batalha da luta de classes.<br />
Não sei se essa história é conhecida pelos companheiros do Passa Palavra, mas de qualquer modo, havendo essa ligação entre os queixadas de ontem e os sem-terra de hoje, talvez valesse a pena publicar alguma coisa a respeito por aqui&#8230; Mas não sei, um artigo inédito sobre o tema parece difícil.</p>
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		<title>
		Por: xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70863/#comment-96306</link>

		<dc:creator><![CDATA[xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 17:30:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A história que não está nos livros: Oscar Niemeyer morreu há 44 dias. Ele projetou, ao lado de Lúcio Costa, a cidade de Brasília - quem construiu, nunca é demais lembrar (ver Brecht), a capital foram os operários que, no decorrer desse processo, se destruíram fisicamente (acidentes de trabalho e mortes) e mentalmente. Grande parte do material utilizado para a construção foi fornecido pela Cimento Perus - então, na época, propriedade da família Abdalla, a mesma que hoje quer desapropriar o terreno onde estão instaladas 68 famílias do Assentamento Milton Santos. Tempos depois, Brasília foi a sede de governo da longa Ditadura Civil-Militar - ditadura esta que torturou a então guerrilheira Dilma Rousseff. Dilma que, hoje presidente, pode assinar o decreto pela desapropriação por interesse social da área do Assentamento Milton Santos e impedir um desastre enorme para a luta pela reforma agrária no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história que não está nos livros: Oscar Niemeyer morreu há 44 dias. Ele projetou, ao lado de Lúcio Costa, a cidade de Brasília &#8211; quem construiu, nunca é demais lembrar (ver Brecht), a capital foram os operários que, no decorrer desse processo, se destruíram fisicamente (acidentes de trabalho e mortes) e mentalmente. Grande parte do material utilizado para a construção foi fornecido pela Cimento Perus &#8211; então, na época, propriedade da família Abdalla, a mesma que hoje quer desapropriar o terreno onde estão instaladas 68 famílias do Assentamento Milton Santos. Tempos depois, Brasília foi a sede de governo da longa Ditadura Civil-Militar &#8211; ditadura esta que torturou a então guerrilheira Dilma Rousseff. Dilma que, hoje presidente, pode assinar o decreto pela desapropriação por interesse social da área do Assentamento Milton Santos e impedir um desastre enorme para a luta pela reforma agrária no Brasil.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: sandro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70863/#comment-96292</link>

		<dc:creator><![CDATA[sandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 13:29:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sinceramente não gostaria de ta na pele dessas familias pois com estao gestao do incra-sp nao vao conseguir nada pois wellinston, timotio, hernando shrek e jorginho querem receber seus salarios e nada mais, é uma pena o incra ser entregue a pessoas que nao querem nada com nada, não entendemos como a dilma entrega o incra nestas maos tao erradas, coitado desta autarquia tao importante nestas maos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente não gostaria de ta na pele dessas familias pois com estao gestao do incra-sp nao vao conseguir nada pois wellinston, timotio, hernando shrek e jorginho querem receber seus salarios e nada mais, é uma pena o incra ser entregue a pessoas que nao querem nada com nada, não entendemos como a dilma entrega o incra nestas maos tao erradas, coitado desta autarquia tao importante nestas maos.</p>
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