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	Comentários sobre: O espectro de pés de barro: uma resposta a João Valente Aguiar	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/02/73093/#comment-112463</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 18:20:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vocês são loucos. Então o PCP por falar em interesse nacional é um risco para a emergência de fascismos - mas não falam de interesse nacional também os partidos federalistas? E o micro-ensaio frascizante com o Monti em Itália, de onde veio? Não veio da pressão das políticas comuns da UE?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês são loucos. Então o PCP por falar em interesse nacional é um risco para a emergência de fascismos &#8211; mas não falam de interesse nacional também os partidos federalistas? E o micro-ensaio frascizante com o Monti em Itália, de onde veio? Não veio da pressão das políticas comuns da UE?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: JNM		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/02/73093/#comment-105729</link>

		<dc:creator><![CDATA[JNM]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 09:37:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Miguel,

A diferença entre a minha análise e a do João concentra-se não tanto na «recuperação dos temas soberanistas», a qual identifico, mas num protagonismo que o PCP teria numa ação que não se limitaria à construção de um senso comum nacionalista. A referência a um domínio efetivo sobre a Intersindical ou a uma influência junto de associações militares realizado pelo João reflete, na minha interpretação, um reconhecimento de um papel se quisermos «logístico» a desempenhar pelo PCP. O que argumento é que essa força já não existe.
O cenário que defendo supõe uma saída do euro, não focando o texto «os perigos de “fascização” […] veiculados também pelo federalismo tecnocrático e autoritário»… embora sejam vários os sinais de fortalecimento de uma mão direita europeia. Esta tendência, contudo, não nos deve afastar da Europa e reduzir a ação política a um conjunto delimitado de quilómetros (a afirmação da fronteira tem constituído, justamente, uma importante arma levantada por essa mão direita), mas sim fazer dela o terreno de luta. 

Abraço,

José Nuno Matos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Miguel,</p>
<p>A diferença entre a minha análise e a do João concentra-se não tanto na «recuperação dos temas soberanistas», a qual identifico, mas num protagonismo que o PCP teria numa ação que não se limitaria à construção de um senso comum nacionalista. A referência a um domínio efetivo sobre a Intersindical ou a uma influência junto de associações militares realizado pelo João reflete, na minha interpretação, um reconhecimento de um papel se quisermos «logístico» a desempenhar pelo PCP. O que argumento é que essa força já não existe.<br />
O cenário que defendo supõe uma saída do euro, não focando o texto «os perigos de “fascização” […] veiculados também pelo federalismo tecnocrático e autoritário»… embora sejam vários os sinais de fortalecimento de uma mão direita europeia. Esta tendência, contudo, não nos deve afastar da Europa e reduzir a ação política a um conjunto delimitado de quilómetros (a afirmação da fronteira tem constituído, justamente, uma importante arma levantada por essa mão direita), mas sim fazer dela o terreno de luta. </p>
<p>Abraço,</p>
<p>José Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Miguel Serras Pereira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/02/73093/#comment-105597</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Serras Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 21:56:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Zé Nuno,

o teu texto é muito interessante e mereceria um comentário mais completo do que este. Mas o meu ponto aqui é o seguinte: apesar de talvez o João ter dado por vezes outra ideia, eu, pelo menos, nunca o li como defendendo a tese de que a haver, no caso de ruptura do euro e de implosão da UE, uma experiência fascista em Portugal, esta seria protagonizada pelo PCP. Este limitar-se-ia a abrir-lhe caminho através da recuperação de temas soberanistas e nacionalistas a pretexto de luta contra a troika e da reprodução e eventual reforço da subordinação das concepções e formas de organização do &quot;descontentamento&quot; e da revolta às concepções e formas hierárquicas já hoje governantes.  Podemos acrescentar que outro aspecto do contributo do PCP para a reacção resulta do modo como tende a encerrar a necessária luta contra a austeridade actual num beco sem saída. 

Se, por outro lado, pretendes mostrar - no que te secundo inteiramente - que os perigos de &quot;fascização&quot;, digamos assim, podem ser veiculados também pelo federalismo tecnocrático e autoritário que, invocando a Europa e a integração, se propõe já hoje como disposto a reciclar sob formas mais eficazes os aparelhos soberanistas, então, terás de reconhecer que a política de oposição à troika nos termos em que o PCP a formula só pode contribuir para conter e recalcar a emergência dos regimes alternativos dessa acção política anticapitalista porque democrática, e democrática porque anticapitalista, à falta da qual vamos alimentando a servidão voluntária ou a menoridade culpada que nos expropria da liberdade e da responsabilidade igualitárias desse outro nome da autonomia que é o horizonte da plena cidadania activa.

Quanto ao resto, subscrevo no essencial o que dizes - ainda que fosse possível argumentar que haverá quem possa dizer que subestimas as potencialidades regressivas da situação actual - um pouco como tu tens a impressão de que o João as sobrestima.

Abraço

miguel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Zé Nuno,</p>
<p>o teu texto é muito interessante e mereceria um comentário mais completo do que este. Mas o meu ponto aqui é o seguinte: apesar de talvez o João ter dado por vezes outra ideia, eu, pelo menos, nunca o li como defendendo a tese de que a haver, no caso de ruptura do euro e de implosão da UE, uma experiência fascista em Portugal, esta seria protagonizada pelo PCP. Este limitar-se-ia a abrir-lhe caminho através da recuperação de temas soberanistas e nacionalistas a pretexto de luta contra a troika e da reprodução e eventual reforço da subordinação das concepções e formas de organização do &#8220;descontentamento&#8221; e da revolta às concepções e formas hierárquicas já hoje governantes.  Podemos acrescentar que outro aspecto do contributo do PCP para a reacção resulta do modo como tende a encerrar a necessária luta contra a austeridade actual num beco sem saída. </p>
<p>Se, por outro lado, pretendes mostrar &#8211; no que te secundo inteiramente &#8211; que os perigos de &#8220;fascização&#8221;, digamos assim, podem ser veiculados também pelo federalismo tecnocrático e autoritário que, invocando a Europa e a integração, se propõe já hoje como disposto a reciclar sob formas mais eficazes os aparelhos soberanistas, então, terás de reconhecer que a política de oposição à troika nos termos em que o PCP a formula só pode contribuir para conter e recalcar a emergência dos regimes alternativos dessa acção política anticapitalista porque democrática, e democrática porque anticapitalista, à falta da qual vamos alimentando a servidão voluntária ou a menoridade culpada que nos expropria da liberdade e da responsabilidade igualitárias desse outro nome da autonomia que é o horizonte da plena cidadania activa.</p>
<p>Quanto ao resto, subscrevo no essencial o que dizes &#8211; ainda que fosse possível argumentar que haverá quem possa dizer que subestimas as potencialidades regressivas da situação actual &#8211; um pouco como tu tens a impressão de que o João as sobrestima.</p>
<p>Abraço</p>
<p>miguel</p>
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