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	Comentários sobre: Para lá do imediato e do ícone: a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rodrigo Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-114144</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 03:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Posição do Partido Socialismo y Libertad sobre as eleições do dia 14 - http://laclase.info/nacionales/ante-las-elecciones-del-14-de-abril

Mais interessante é esse documento aqui, o Acuerdo Sindical para la unidad de acción para la defensa de los derechos ladorales, que relata a condição dos trabalhadores chineses na Venezuela, entre outras coisas - http://laclase.info/movimiento-obrero/acuerdo-sindical-para-la-unidad-de-accion-para-la-defensa-de-los-derechos-laborale]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Posição do Partido Socialismo y Libertad sobre as eleições do dia 14 &#8211; <a href="http://laclase.info/nacionales/ante-las-elecciones-del-14-de-abril" rel="nofollow ugc">http://laclase.info/nacionales/ante-las-elecciones-del-14-de-abril</a></p>
<p>Mais interessante é esse documento aqui, o Acuerdo Sindical para la unidad de acción para la defensa de los derechos ladorales, que relata a condição dos trabalhadores chineses na Venezuela, entre outras coisas &#8211; <a href="http://laclase.info/movimiento-obrero/acuerdo-sindical-para-la-unidad-de-accion-para-la-defensa-de-los-derechos-laborale" rel="nofollow ugc">http://laclase.info/movimiento-obrero/acuerdo-sindical-para-la-unidad-de-accion-para-la-defensa-de-los-derechos-laborale</a></p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-113242</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 18:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Baader,

como reconheci acima, nem esse era o objectivo do texto, nem o meu conhecimento do fenómeno comunal na Venezuela é o suficiente para o avaliar em toda a sua extensão. Agora, existe um princípio social que me parece válido. Se essas experiências comunais forem realmente autonomistas, então elas teriam/terão de se confrontar directamente com o poder do Estado e da economia capitalistas. O que significa que se essas se mantiverem por um longo período de tempo, então das duas uma: ou mantêm o nome e algumas especificidades cooperativas mas não superadoras do capitalismo, e já fazem parte de um processo de formação de uma nova hierarquia, por incipiente que seja; ou então há que explicar detalhadamente o que ali se passa.

Assim, se você puder fornecer elementos que permitam elucidar mais limpidamente o que se passa nas comunas, penso que isso só beneficiaria o debate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Baader,</p>
<p>como reconheci acima, nem esse era o objectivo do texto, nem o meu conhecimento do fenómeno comunal na Venezuela é o suficiente para o avaliar em toda a sua extensão. Agora, existe um princípio social que me parece válido. Se essas experiências comunais forem realmente autonomistas, então elas teriam/terão de se confrontar directamente com o poder do Estado e da economia capitalistas. O que significa que se essas se mantiverem por um longo período de tempo, então das duas uma: ou mantêm o nome e algumas especificidades cooperativas mas não superadoras do capitalismo, e já fazem parte de um processo de formação de uma nova hierarquia, por incipiente que seja; ou então há que explicar detalhadamente o que ali se passa.</p>
<p>Assim, se você puder fornecer elementos que permitam elucidar mais limpidamente o que se passa nas comunas, penso que isso só beneficiaria o debate.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Baader		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-113229</link>

		<dc:creator><![CDATA[Baader]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 17:26:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autor fez uma análise bastante consistente. Mas esqueceu-se de avaliar os papéis dos chamados círculos bolivarianos, com fortes traços autonomistas, e de discorrer sobre a reforma feita nas formas de propriedade que, ao contrário do que o autor sugere, acaba significando uma ruptura maior em relação ao capitalismo tal qual o conhecemos, embora seja notória que essa ruptura esteja aquém da necessária para o combate ao capitalismo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor fez uma análise bastante consistente. Mas esqueceu-se de avaliar os papéis dos chamados círculos bolivarianos, com fortes traços autonomistas, e de discorrer sobre a reforma feita nas formas de propriedade que, ao contrário do que o autor sugere, acaba significando uma ruptura maior em relação ao capitalismo tal qual o conhecemos, embora seja notória que essa ruptura esteja aquém da necessária para o combate ao capitalismo!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Newton Gama		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-111475</link>

		<dc:creator><![CDATA[Newton Gama]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 16:45:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Corretíssimo que a martirização de Chavez e seu legado só faz perder à esquerda ligada à essência da verdade. 

No entanto é confuso, insuficiente o argumento que a pobreza deveria ter sido atenuada numa política calcada na modernização da estrutura econômica? Este autor sabe por acaso o que é modernização? Ou então segue aquele projeto estratégico no qual se engrandecem as estruturas econômicas para aí, então, sobrepor as forças ecônomicas dos blocos imperialistas. Só mais uma projeção, entre tantas. Até agora essa idéia se provou errada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Corretíssimo que a martirização de Chavez e seu legado só faz perder à esquerda ligada à essência da verdade. </p>
<p>No entanto é confuso, insuficiente o argumento que a pobreza deveria ter sido atenuada numa política calcada na modernização da estrutura econômica? Este autor sabe por acaso o que é modernização? Ou então segue aquele projeto estratégico no qual se engrandecem as estruturas econômicas para aí, então, sobrepor as forças ecônomicas dos blocos imperialistas. Só mais uma projeção, entre tantas. Até agora essa idéia se provou errada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-110648</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 03:59:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não é muito fácil ler os textos da Liga Bolchevique Internacionalista/LBI, mas uma das comparações que eles fazem p/ justificar o apoio crítico ao PSUV/Nicolás Maduro, me chamou a atenção em especial:

&quot;[...] o apoio crítico dado pelos revolucionários à candidatura Lula em 1989, diga-se de passagem, reivindicado por absolutamente todas as correntes políticas que se reivindicam trotskistas em nosso país, também pode explicar como é possível apoiar criticamente no terreno das eleições um candidato reformista ou nacionalista burguês, se em determinado momento as massas usam esta candidatura para expressar, ainda que deformadamente, sua luta contra o imperialismo.&quot;

Que formulação interessante: as massas usam essa candidatura... as massas usam... não temos aí aquela história do rabo que supostamente abana o cachorro? Ou me falta espírito dialético?

http://www.lbiqi.org/jornal-luta-operaria/no-253-1a-quinzena-de-marco-2013/impulsionar-o-sentimento-anti-imperialista-das-massas-apoiar-maduro-sem-capitular-ao-chavismo-e-seu-programa-nacionalista-burgues 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é muito fácil ler os textos da Liga Bolchevique Internacionalista/LBI, mas uma das comparações que eles fazem p/ justificar o apoio crítico ao PSUV/Nicolás Maduro, me chamou a atenção em especial:</p>
<p>&#8220;[&#8230;] o apoio crítico dado pelos revolucionários à candidatura Lula em 1989, diga-se de passagem, reivindicado por absolutamente todas as correntes políticas que se reivindicam trotskistas em nosso país, também pode explicar como é possível apoiar criticamente no terreno das eleições um candidato reformista ou nacionalista burguês, se em determinado momento as massas usam esta candidatura para expressar, ainda que deformadamente, sua luta contra o imperialismo.&#8221;</p>
<p>Que formulação interessante: as massas usam essa candidatura&#8230; as massas usam&#8230; não temos aí aquela história do rabo que supostamente abana o cachorro? Ou me falta espírito dialético?</p>
<p><a href="http://www.lbiqi.org/jornal-luta-operaria/no-253-1a-quinzena-de-marco-2013/impulsionar-o-sentimento-anti-imperialista-das-massas-apoiar-maduro-sem-capitular-ao-chavismo-e-seu-programa-nacionalista-burgues" rel="nofollow ugc">http://www.lbiqi.org/jornal-luta-operaria/no-253-1a-quinzena-de-marco-2013/impulsionar-o-sentimento-anti-imperialista-das-massas-apoiar-maduro-sem-capitular-ao-chavismo-e-seu-programa-nacionalista-burgues</a> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-109265</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 09:30:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aconselho aos admiradores da política de Hugo Chávez a leitura de dois artigos que João Valente Aguiar publicou no &lt;em&gt;Vias de Facto&lt;/em&gt;
http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-i-o-irracionalismo.html 
http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-ii-os-elogios-da.html
e de outro de Miguel Madeira também no &lt;em&gt;Vias de Facto&lt;/em&gt;
http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/as-ligacoes-escondidas-do-chavismo.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconselho aos admiradores da política de Hugo Chávez a leitura de dois artigos que João Valente Aguiar publicou no <em>Vias de Facto</em><br />
<a href="http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-i-o-irracionalismo.html" rel="nofollow ugc">http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-i-o-irracionalismo.html</a><br />
<a href="http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-ii-os-elogios-da.html" rel="nofollow ugc">http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/ainda-sobre-chavez-ii-os-elogios-da.html</a><br />
e de outro de Miguel Madeira também no <em>Vias de Facto</em><br />
<a href="http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/as-ligacoes-escondidas-do-chavismo.html" rel="nofollow ugc">http://viasfacto.blogspot.pt/2013/03/as-ligacoes-escondidas-do-chavismo.html</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-107760</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 18:09:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[sobre o projeto de comunas na Venezuela, recomendo &quot;De los consejos comunales a las comunas&quot;, da Marta Harnecker, onde o leitor pode ter uma boa noção do que é esse projeto e de suas dificuldades e obstáculos (bem como de seus limites no contexto atual do país).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sobre o projeto de comunas na Venezuela, recomendo &#8220;De los consejos comunales a las comunas&#8221;, da Marta Harnecker, onde o leitor pode ter uma boa noção do que é esse projeto e de suas dificuldades e obstáculos (bem como de seus limites no contexto atual do país).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-107735</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 15:43:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Apenas quanto ao Norberto Ceresole, que assessorou o Chávez nos primeiros anos (quando este ainda falava em &quot;Terceira Via&quot;), parece que ele foi expulso na Venezuela já em 1999. Aqui tem um texto do próprio Ceresole criticando a deriva do Chávez para a esquerda e seu apoio a grupelhos marxistas - https://www.facebook.com/photo.php?fbid=533709700006511&#038;l=62aea985c6 

E se é pra lembrar desse assessor, não vale deixar de apontar também a ascendência que tiveram a Marta Harnecker, o Heinz Dieterich e o Fidel, claro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas quanto ao Norberto Ceresole, que assessorou o Chávez nos primeiros anos (quando este ainda falava em &#8220;Terceira Via&#8221;), parece que ele foi expulso na Venezuela já em 1999. Aqui tem um texto do próprio Ceresole criticando a deriva do Chávez para a esquerda e seu apoio a grupelhos marxistas &#8211; <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=533709700006511&#038;l=62aea985c6" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/photo.php?fbid=533709700006511&#038;l=62aea985c6</a> </p>
<p>E se é pra lembrar desse assessor, não vale deixar de apontar também a ascendência que tiveram a Marta Harnecker, o Heinz Dieterich e o Fidel, claro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel Caribé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-107697</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Caribé]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 13:16:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como pode a esquerda que defende a Venezuela por ser um país democrático, ser a mesma que incondicionalmente apóia Cuba, fingindo não existir ali uma ditadura? 

Como pode a extrema-esquerda brasileira apoiar Chávez, ressaltando seus feitos na economia venezuelana principalmente, e pelas bandas de cá se colocar na oposição aos governos de Lula/Dilma, ignorando seus números bem mais expressivos?
 
Como pode a esquerda brasileira no poder ser tão fascinada pelo governante venezuelano agora morto, pelo seu discurso antiimperialista principalmente, quando o Brasil a esta altura se projeta sobre o mundo com uma força desproporcional em relação aos seus vizinhos, e coopera sem um pingo de vergonha com os países que até então, e nas palavras do próprio Chávez, representavam o demônio?
 
Como pode toda uma geração de lutadores sociais, provavelmente não só da América do Sul, ficar temerosa com a morte do &quot;comandante&quot;, e não depositar nem um pouco de fé nos trabalhadores venezuelanos? Que revolução foi/é esta em que eles não sabem andar por si ou até mesmo escolher outro para os representarem?
 
Como podem chamar o que se tem na Venezuela de socialismo, se nem as instituições antigas da sociedade venezuelana foram postas no chão, muito menos se criaram outras novas nas quais pudéssemos estar agora polemizando em torno delas? Como a Venezuela chegou ao socialismo sem nenhuma ruptura, sem ter criado nenhuma dualidade de poder?

Como pode a fração menos reprimida dos trabalhadores, a dita classe média, apesar de ser tecnicamente a mais explorada, ser tão racista, e portanto irracional, a ponto de odiar os novos governantes não pelos seus projetos políticos e econômicos, mas pelos traços físicos que carregam, pela origem proletária que tiveram? 

Como pode esta mesma classe média ser tão cínica a ponto de fingir que não sabe que, apesar de tudo, o que se tem na Venezuela é uma democracia, e mesmo assim odiar Chávez por ser um ditador, mas meses atrás estava a pedir um golpe do STF?
 
Como é que podemos ainda nos iludir, ou pelo menos não ficarmos atentos às contradições, quando em um passado não muito longínquo os peronismos e varguismos, só pra ficar nos dois mais importantes, caracterizaram os governos deste sul e eram de tudo, menos de esquerda?
 
Como pode ser a morte de Chávez a unificar as esquerdas neste momento, a ponto de vermos todos os tons de vermelho, alguns até já verdes, chorarem juntos e se desesperaram pelo fim da revolução bolivariana quando aqui temos algo muito parecido, mas estamos cada um na sua trincheira?

Como podemos todos nós termos nos afundado nesse mar de ignorância e de ilusões? Em que esquina da nossa história jogamos no lixo o internacionalismo e o compromisso com a razão? Quando nos foi autorizado tirarmos do sujeito comum o protagonismo das mudanças para depositarmos nos heróis, comandantes ou presidentes?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como pode a esquerda que defende a Venezuela por ser um país democrático, ser a mesma que incondicionalmente apóia Cuba, fingindo não existir ali uma ditadura? </p>
<p>Como pode a extrema-esquerda brasileira apoiar Chávez, ressaltando seus feitos na economia venezuelana principalmente, e pelas bandas de cá se colocar na oposição aos governos de Lula/Dilma, ignorando seus números bem mais expressivos?</p>
<p>Como pode a esquerda brasileira no poder ser tão fascinada pelo governante venezuelano agora morto, pelo seu discurso antiimperialista principalmente, quando o Brasil a esta altura se projeta sobre o mundo com uma força desproporcional em relação aos seus vizinhos, e coopera sem um pingo de vergonha com os países que até então, e nas palavras do próprio Chávez, representavam o demônio?</p>
<p>Como pode toda uma geração de lutadores sociais, provavelmente não só da América do Sul, ficar temerosa com a morte do &#8220;comandante&#8221;, e não depositar nem um pouco de fé nos trabalhadores venezuelanos? Que revolução foi/é esta em que eles não sabem andar por si ou até mesmo escolher outro para os representarem?</p>
<p>Como podem chamar o que se tem na Venezuela de socialismo, se nem as instituições antigas da sociedade venezuelana foram postas no chão, muito menos se criaram outras novas nas quais pudéssemos estar agora polemizando em torno delas? Como a Venezuela chegou ao socialismo sem nenhuma ruptura, sem ter criado nenhuma dualidade de poder?</p>
<p>Como pode a fração menos reprimida dos trabalhadores, a dita classe média, apesar de ser tecnicamente a mais explorada, ser tão racista, e portanto irracional, a ponto de odiar os novos governantes não pelos seus projetos políticos e econômicos, mas pelos traços físicos que carregam, pela origem proletária que tiveram? </p>
<p>Como pode esta mesma classe média ser tão cínica a ponto de fingir que não sabe que, apesar de tudo, o que se tem na Venezuela é uma democracia, e mesmo assim odiar Chávez por ser um ditador, mas meses atrás estava a pedir um golpe do STF?</p>
<p>Como é que podemos ainda nos iludir, ou pelo menos não ficarmos atentos às contradições, quando em um passado não muito longínquo os peronismos e varguismos, só pra ficar nos dois mais importantes, caracterizaram os governos deste sul e eram de tudo, menos de esquerda?</p>
<p>Como pode ser a morte de Chávez a unificar as esquerdas neste momento, a ponto de vermos todos os tons de vermelho, alguns até já verdes, chorarem juntos e se desesperaram pelo fim da revolução bolivariana quando aqui temos algo muito parecido, mas estamos cada um na sua trincheira?</p>
<p>Como podemos todos nós termos nos afundado nesse mar de ignorância e de ilusões? Em que esquina da nossa história jogamos no lixo o internacionalismo e o compromisso com a razão? Quando nos foi autorizado tirarmos do sujeito comum o protagonismo das mudanças para depositarmos nos heróis, comandantes ou presidentes?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73528/#comment-107607</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 03:46:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=73528#comment-107607</guid>

					<description><![CDATA[O Norberto Ceresole, admirador do Nolte e negacionista do holocausto, era um confidente próximo de Chavez. O próprio Chavez sempre se afirmou admirador do Péron e penso que os círculos bolivarianos representavam algum tipo de proto-milícia.

Sobre a questão comunal na Venezuela. Confesso que conheço pouco o fenómeno mas o assunto merece dois breves apontamentos. Primeiro, importa separar &quot;controlo operário&quot; de &quot;gestão operária&quot;. Para quem não se lembra foi Maurice Brinton um dos que mais insistiu nesta distinção durante a década de 70 a propósito da sua análise da experiência soviética. Ou seja, enquanto o controlo implica uma co-participação (que se vai tornando uma alienação total futura) do poder dos trabalhadores com a nomeação de gestores pelo Estado, a gestão operária representava a linha iniciada com a Comuna de Paris e que se prolongou nas experiências de real administração dos locais de trabalho numa base completamente desprovida de uma direcção cristalizada e que era amovível e controlada pela base de forma democrática.

Em segundo lugar, apesar de menos relevante, importa lembrar que esses empreendimentos comunais eram claramente minoritários no panorama geral venezuelano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Norberto Ceresole, admirador do Nolte e negacionista do holocausto, era um confidente próximo de Chavez. O próprio Chavez sempre se afirmou admirador do Péron e penso que os círculos bolivarianos representavam algum tipo de proto-milícia.</p>
<p>Sobre a questão comunal na Venezuela. Confesso que conheço pouco o fenómeno mas o assunto merece dois breves apontamentos. Primeiro, importa separar &#8220;controlo operário&#8221; de &#8220;gestão operária&#8221;. Para quem não se lembra foi Maurice Brinton um dos que mais insistiu nesta distinção durante a década de 70 a propósito da sua análise da experiência soviética. Ou seja, enquanto o controlo implica uma co-participação (que se vai tornando uma alienação total futura) do poder dos trabalhadores com a nomeação de gestores pelo Estado, a gestão operária representava a linha iniciada com a Comuna de Paris e que se prolongou nas experiências de real administração dos locais de trabalho numa base completamente desprovida de uma direcção cristalizada e que era amovível e controlada pela base de forma democrática.</p>
<p>Em segundo lugar, apesar de menos relevante, importa lembrar que esses empreendimentos comunais eram claramente minoritários no panorama geral venezuelano.</p>
]]></content:encoded>
		
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