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	Comentários sobre: Luta por moradia em pequenas e médias cidades brasileiras (1)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 03:18:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Outra coisa: pode ter certeza que nos comentários vai chover gente das cidades citadas. É que aparecem tão poucas vezes nos mecanismos de busca que a curiosidade vai terminar trazendo-as para cá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra coisa: pode ter certeza que nos comentários vai chover gente das cidades citadas. É que aparecem tão poucas vezes nos mecanismos de busca que a curiosidade vai terminar trazendo-as para cá.</p>
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		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 03:15:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Giancarlo, o perrengue é maior do que parece. Mais adiante mostrarei algumas condições gerais que estas lutas enfrentam, e algumas situações práticas. Por outro lado, não me agrada o papel de &quot;vidente&quot;, mas tenho para mim que o &quot;futuro&quot; da luta por moradia está nestes lugares. 

Para se ter uma ideia das complicações envolvidas, nesta série sequer considerei as ocupações individuais. Pelo simples fato de quem em alguns destes municípios &lt;em&gt;todo&lt;/em&gt; o território municipal urbano foi formado deste jeito, e por razões às vezes muito prosaicas. 

Sei de municípios cujas terras pertencem, legalmente, a santos católicos; é um problema quase irresolvível no campo jurídico, porque santos não têm personalidade jurídica e as paróquias em geral não querem chamar para si a responsabilidade para não pagar impostos pela terra. Resultado? O povo vai ocupando, vai vivendo, pode ser até que pague aforamento, mas com o tempo mesmo isso vai sendo abandonado, e o embrulho fundiário está feito. (Se não me falha a memória, Formosa do Rio Bonito (BA) é exatamente um destes casos de &quot;terras de santo&quot;.)

Sei de outros municípios onde é impossível determinar onde começam e onde terminam certas terras documentadas porque nas escrituras a coisa está escrita mais ou menos assim: &quot;minhas terras limitam-se pela frente com a estrada Tal, pela direita com as terras de Fulano, pela esquerda com as terras de Beltrano e pelo fundo &lt;em&gt;com quem de direito&lt;/em&gt;&quot;. Quando se lê esse &lt;em&gt;com quem de direito&lt;/em&gt; numa escritura pública de terras do início do século XX, pode ter certeza que o dono deste documento foi tomando terras na marra até encontrar com Fulano e Beltrano que lhe resistiram, e como no fundo não havia limites deixaram a coisa registrada exatamente assim no cartório. Imagine que a área urbana o município -- não lembro agora se vi esta escritura em Santa Maria da Vitória (BA), mas se não estou enganado foi no extremo oeste baiano há muitos anos -- cresceu exatamente em cima deste &quot;&lt;em&gt;com quem de direito&lt;/em&gt;&quot;; que há suspeitas fortes de que estas terras são na verdade terras públicas griladas durante uma das mudanças das leis de terras brasileiras; e que os livros de tombo mais antigos do cartório de imóveis sumiram há tanto tempo que ninguém mais sabe como isto foi acontecer. Resultado? Mais uma vez o povo vai ocupando, resistindo à pistolagem e fazendo a cidade crescer. 

O que era antes disputa pela terra rural está virando, também, disputa pela terra urbana, e tudo muito rápido. Mas vou ficar por aqui, senão me empolgo e termino adiantando muito assunto. Aguarde as outras partes e vamos debatendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Giancarlo, o perrengue é maior do que parece. Mais adiante mostrarei algumas condições gerais que estas lutas enfrentam, e algumas situações práticas. Por outro lado, não me agrada o papel de &#8220;vidente&#8221;, mas tenho para mim que o &#8220;futuro&#8221; da luta por moradia está nestes lugares. </p>
<p>Para se ter uma ideia das complicações envolvidas, nesta série sequer considerei as ocupações individuais. Pelo simples fato de quem em alguns destes municípios <em>todo</em> o território municipal urbano foi formado deste jeito, e por razões às vezes muito prosaicas. </p>
<p>Sei de municípios cujas terras pertencem, legalmente, a santos católicos; é um problema quase irresolvível no campo jurídico, porque santos não têm personalidade jurídica e as paróquias em geral não querem chamar para si a responsabilidade para não pagar impostos pela terra. Resultado? O povo vai ocupando, vai vivendo, pode ser até que pague aforamento, mas com o tempo mesmo isso vai sendo abandonado, e o embrulho fundiário está feito. (Se não me falha a memória, Formosa do Rio Bonito (BA) é exatamente um destes casos de &#8220;terras de santo&#8221;.)</p>
<p>Sei de outros municípios onde é impossível determinar onde começam e onde terminam certas terras documentadas porque nas escrituras a coisa está escrita mais ou menos assim: &#8220;minhas terras limitam-se pela frente com a estrada Tal, pela direita com as terras de Fulano, pela esquerda com as terras de Beltrano e pelo fundo <em>com quem de direito</em>&#8220;. Quando se lê esse <em>com quem de direito</em> numa escritura pública de terras do início do século XX, pode ter certeza que o dono deste documento foi tomando terras na marra até encontrar com Fulano e Beltrano que lhe resistiram, e como no fundo não havia limites deixaram a coisa registrada exatamente assim no cartório. Imagine que a área urbana o município &#8212; não lembro agora se vi esta escritura em Santa Maria da Vitória (BA), mas se não estou enganado foi no extremo oeste baiano há muitos anos &#8212; cresceu exatamente em cima deste &#8220;<em>com quem de direito</em>&#8220;; que há suspeitas fortes de que estas terras são na verdade terras públicas griladas durante uma das mudanças das leis de terras brasileiras; e que os livros de tombo mais antigos do cartório de imóveis sumiram há tanto tempo que ninguém mais sabe como isto foi acontecer. Resultado? Mais uma vez o povo vai ocupando, resistindo à pistolagem e fazendo a cidade crescer. </p>
<p>O que era antes disputa pela terra rural está virando, também, disputa pela terra urbana, e tudo muito rápido. Mas vou ficar por aqui, senão me empolgo e termino adiantando muito assunto. Aguarde as outras partes e vamos debatendo.</p>
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		Por: Giancarlo Sanguinetti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73732/#comment-108219</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo Sanguinetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 23:04:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Interessante a perspectiva do texto. Difícil é contabilizar as inúmeras ocupações de imóveis feitas por famílias ou pessoas individuais que não se apresentam como &quot;movimentos sociais&quot;... Isto nas metrópoles e nas cidades pequenas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante a perspectiva do texto. Difícil é contabilizar as inúmeras ocupações de imóveis feitas por famílias ou pessoas individuais que não se apresentam como &#8220;movimentos sociais&#8221;&#8230; Isto nas metrópoles e nas cidades pequenas&#8230;</p>
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