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	Comentários sobre: O fascismo de Perón (1ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-113041</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:29:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Proletários: &quot;de casa para o trabalho e do trabalho para casa&quot;.
Proletárias: &quot;sala, quarto, cozinha, cama e mesa - apenas casa&quot;. 
Eis a &#039;antecipação&#039; - aliás, corporativo-populista - da &#039;reivindicação feminista&#039; ofertada por Eva Braun [sorry, Perón]...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proletários: &#8220;de casa para o trabalho e do trabalho para casa&#8221;.<br />
Proletárias: &#8220;sala, quarto, cozinha, cama e mesa &#8211; apenas casa&#8221;.<br />
Eis a &#8216;antecipação&#8217; &#8211; aliás, corporativo-populista &#8211; da &#8216;reivindicação feminista&#8217; ofertada por Eva Braun [sorry, Perón]&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-110908</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Mar 2013 12:58:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Curioso. Evita Perón antecipou em alguns anos a reivindicação feminista de &quot;salários para o trabalho doméstico&quot; pautada por Selma James (http://en.wikipedia.org/wiki/Selma_James), Silvia Federici (http://en.wikipedia.org/wiki/Silvia_Federici) e Mariarosa Dalla Costa (http://libcom.org/tags/mariarosa-dalla-costa). 

Eis alguns artigos sobre esta reivindicação:

http://nbjournal.org/2007/07/selma-james-and-the-wages-for-housework-c%0D%0Aampaign/

http://en.wikipedia.org/wiki/International_Wages_for_Housework_Campaign

http://caringlabor.files.wordpress.com/2010/11/federici-wages-against-housework.pdf

Não por acaso uma conhecida feminista anticapitalista, Angela Davis, foi contrária à campanha, optando por avançar a pauta da ampliação dos serviços sociais (creche, escola, etc.) e inclusão nestes serviços de outros tipicamente domésticos (o que chama de &quot;socialização do trabalho doméstico&quot;):

Woman, race and class (Angela Davis)
http://www.marxists.org/subject/women/authors/davis-angela/housework.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso. Evita Perón antecipou em alguns anos a reivindicação feminista de &#8220;salários para o trabalho doméstico&#8221; pautada por Selma James (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Selma_James" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/Selma_James</a>), Silvia Federici (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Silvia_Federici" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/Silvia_Federici</a>) e Mariarosa Dalla Costa (<a href="http://libcom.org/tags/mariarosa-dalla-costa" rel="nofollow ugc">http://libcom.org/tags/mariarosa-dalla-costa</a>). </p>
<p>Eis alguns artigos sobre esta reivindicação:</p>
<p><a href="http://nbjournal.org/2007/07/selma-james-and-the-wages-for-housework-campaign/" rel="nofollow ugc">http://nbjournal.org/2007/07/selma-james-and-the-wages-for-housework-campaign/</a></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/International_Wages_for_Housework_Campaign" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/International_Wages_for_Housework_Campaign</a></p>
<p><a href="http://caringlabor.files.wordpress.com/2010/11/federici-wages-against-housework.pdf" rel="nofollow ugc">http://caringlabor.files.wordpress.com/2010/11/federici-wages-against-housework.pdf</a></p>
<p>Não por acaso uma conhecida feminista anticapitalista, Angela Davis, foi contrária à campanha, optando por avançar a pauta da ampliação dos serviços sociais (creche, escola, etc.) e inclusão nestes serviços de outros tipicamente domésticos (o que chama de &#8220;socialização do trabalho doméstico&#8221;):</p>
<p>Woman, race and class (Angela Davis)<br />
<a href="http://www.marxists.org/subject/women/authors/davis-angela/housework.htm" rel="nofollow ugc">http://www.marxists.org/subject/women/authors/davis-angela/housework.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-110098</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 17:41:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Ilha,
A justificação dessa passagem encontra-se na n. 34, toda ela referente ao livro de Hugo del Campo mencionado na bibliografia. Certamente não será difícil encontrar a obra em bibliotecas no Brasil. Especialmente importante é a pág. 94, onde, referindo-se aos sindicalistas anarquistas, Hugo del Campo escreveu: «sus constantes esfuerzos por mantener la independencia del movimiento sindical frente a los partidos políticos — que se había transformado, de hecho, en abierta hostilidad hacia socialistas y comunistas — había contribuído a que la inserción de éstos en el movimiento obrero sólo se lograra de forma tardía y superficial, y ello es uno de los factores que sin duda facilitaría la tarea al peronismo». Ora, o resultado desta recusa da acção política reflecte o que sucedera com o próprio Proudhon, cuja herança é uma das mais ambíguas do movimento operário. Numa espécie de não-artigo que publiquei há seis meses neste site (http://passapalavra.info/?p=63916 ) abordei muito de passagem esta questão, a propósito do nacional-bolchevismo e em geral do socialismo nacionalista. Para compreender melhor o problema será bom recordar que na secção francesa da Associação Internacional dos Trabalhadores a liquidação política dos proudhonianos não se deveu aos discípulos de Marx, que praticamente não estavam então representados em França, mas ao grupo dos socialistas antiautoritários e, portanto, hostis ao marxismo, entre os quais Varlin foi a figura preponderante. Isto ajuda a situar politicamente o proudhonismo.
Quanto à sua segunda pergunta, como posso responder-lhe? O passado passou, é impossível encená-lo de novo, e a história das lutas sociais serve para analisarmos as nossas derrotas e as contradições que não conseguimos superar. A questão que eu coloco a mim próprio é a de saber qual será a postura adequada de um anticapitalismo consequente nas actuais democracias. Ora, quando vejo a extrema-esquerda, aquela mesma em que eu participo, substituir a perspectiva de classes pelo multiculturalismo, aceitar a ecologia e o misticismo da natureza e confundir exploração com parasitismo e exploradores com banqueiros, quando vejo isto penso que os anticapitalistas estão hoje enleados numa teia não menos complexa e colocados numa posição não menos incómoda do que estavam na Argentina há sessenta ou setenta anos atrás.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Ilha,<br />
A justificação dessa passagem encontra-se na n. 34, toda ela referente ao livro de Hugo del Campo mencionado na bibliografia. Certamente não será difícil encontrar a obra em bibliotecas no Brasil. Especialmente importante é a pág. 94, onde, referindo-se aos sindicalistas anarquistas, Hugo del Campo escreveu: «sus constantes esfuerzos por mantener la independencia del movimiento sindical frente a los partidos políticos — que se había transformado, de hecho, en abierta hostilidad hacia socialistas y comunistas — había contribuído a que la inserción de éstos en el movimiento obrero sólo se lograra de forma tardía y superficial, y ello es uno de los factores que sin duda facilitaría la tarea al peronismo». Ora, o resultado desta recusa da acção política reflecte o que sucedera com o próprio Proudhon, cuja herança é uma das mais ambíguas do movimento operário. Numa espécie de não-artigo que publiquei há seis meses neste site (<a href="http://passapalavra.info/?p=63916" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=63916</a> ) abordei muito de passagem esta questão, a propósito do nacional-bolchevismo e em geral do socialismo nacionalista. Para compreender melhor o problema será bom recordar que na secção francesa da Associação Internacional dos Trabalhadores a liquidação política dos proudhonianos não se deveu aos discípulos de Marx, que praticamente não estavam então representados em França, mas ao grupo dos socialistas antiautoritários e, portanto, hostis ao marxismo, entre os quais Varlin foi a figura preponderante. Isto ajuda a situar politicamente o proudhonismo.<br />
Quanto à sua segunda pergunta, como posso responder-lhe? O passado passou, é impossível encená-lo de novo, e a história das lutas sociais serve para analisarmos as nossas derrotas e as contradições que não conseguimos superar. A questão que eu coloco a mim próprio é a de saber qual será a postura adequada de um anticapitalismo consequente nas actuais democracias. Ora, quando vejo a extrema-esquerda, aquela mesma em que eu participo, substituir a perspectiva de classes pelo multiculturalismo, aceitar a ecologia e o misticismo da natureza e confundir exploração com parasitismo e exploradores com banqueiros, quando vejo isto penso que os anticapitalistas estão hoje enleados numa teia não menos complexa e colocados numa posição não menos incómoda do que estavam na Argentina há sessenta ou setenta anos atrás.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: joão ilha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-110090</link>

		<dc:creator><![CDATA[joão ilha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 16:19:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa Tarde,
João Bernardo.

No texto entre a nota 33 e 34, há a seguinte frase: &quot;Foi como se a inspiração proudhoniana inicial retomasse a hegemonia na fase senil.&quot; Por que fazes este comentário, ja que não tenho conhecimento grande da obra de Proudhon?
E qual seria uma postura adequada de um anticapitalismo consequente num fascismo como este?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa Tarde,<br />
João Bernardo.</p>
<p>No texto entre a nota 33 e 34, há a seguinte frase: &#8220;Foi como se a inspiração proudhoniana inicial retomasse a hegemonia na fase senil.&#8221; Por que fazes este comentário, ja que não tenho conhecimento grande da obra de Proudhon?<br />
E qual seria uma postura adequada de um anticapitalismo consequente num fascismo como este?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-109546</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 16:37:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pode-se baixar o referido livro no seguinte link:
http://es.scribd.com/doc/51727360/Los-origenes-del-peronismo-Portantiero-Murmis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se baixar o referido livro no seguinte link:<br />
<a href="http://es.scribd.com/doc/51727360/Los-origenes-del-peronismo-Portantiero-Murmis" rel="nofollow ugc">http://es.scribd.com/doc/51727360/Los-origenes-del-peronismo-Portantiero-Murmis</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-109487</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 09:34:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lucas,
Não conheço o livro, mas hei-de conhecer, depois do que você me diz. Muito obrigado pela indicação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,<br />
Não conheço o livro, mas hei-de conhecer, depois do que você me diz. Muito obrigado pela indicação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-109440</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 03:55:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, me foi recomendado por amigos porteños politólogos (palavra bem argentina) o livro &quot;Estudios sobre los orígenes del peronismo&quot;, de M. Murmis e J.C. Portantiero. Ainda não o li inteiro, mas na introdução se comenta que é uma obra que, ainda que não sustente as hipóteses hoje mais em voga, foi essencial para a formação deste campo de estudos. Você conhece a obra? Tem alguma opinião a respeito?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, me foi recomendado por amigos porteños politólogos (palavra bem argentina) o livro &#8220;Estudios sobre los orígenes del peronismo&#8221;, de M. Murmis e J.C. Portantiero. Ainda não o li inteiro, mas na introdução se comenta que é uma obra que, ainda que não sustente as hipóteses hoje mais em voga, foi essencial para a formação deste campo de estudos. Você conhece a obra? Tem alguma opinião a respeito?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alice		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73791/#comment-109320</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 14:25:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=73791#comment-109320</guid>

					<description><![CDATA[Valeu por trazer essas discussoes ao Brasil. Quem é que entende o peronismo? Acho que nem mesmo os argentinos(as). Gosto bastante da postura e dos textos do John William Cook, &quot;delegado&quot; do Perón, principalmente quando estava em Cuba. Mas essa é outra estória... o que eu queria comentar sao os vínculos peronismo e lulismo, ou seja, que o Lula e o Pt sao mais peronistas que &quot;los K&quot;:)
Espero as outras partes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valeu por trazer essas discussoes ao Brasil. Quem é que entende o peronismo? Acho que nem mesmo os argentinos(as). Gosto bastante da postura e dos textos do John William Cook, &#8220;delegado&#8221; do Perón, principalmente quando estava em Cuba. Mas essa é outra estória&#8230; o que eu queria comentar sao os vínculos peronismo e lulismo, ou seja, que o Lula e o Pt sao mais peronistas que &#8220;los K&#8221;:)<br />
Espero as outras partes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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