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	Comentários sobre: O fascismo de Perón (2ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-237050</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 15:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Afirmo que não se trata apenas de enfoques diferentes, o teu e o meu, que - aliás, ao que me parece - não são excludentes, mas co-inerentes. Trata-se, isto sim, de uma diferença de escala: da paixão individual (molecular) à consciência de classe (molar). 
Da substância (em-si) ao sujeito (para-si), em cada momento do processo (metanoia), subjaz - como virtualidade - o partido histórico da revolução proletária mundial. 
Zé Ninguém não é &#039;proletário&#039;, mas &#039;cidadão, eleitor, contribuinte&#039; - sua paixão é a ordem, com ou sem progresso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afirmo que não se trata apenas de enfoques diferentes, o teu e o meu, que &#8211; aliás, ao que me parece &#8211; não são excludentes, mas co-inerentes. Trata-se, isto sim, de uma diferença de escala: da paixão individual (molecular) à consciência de classe (molar).<br />
Da substância (em-si) ao sujeito (para-si), em cada momento do processo (metanoia), subjaz &#8211; como virtualidade &#8211; o partido histórico da revolução proletária mundial.<br />
Zé Ninguém não é &#8216;proletário&#8217;, mas &#8216;cidadão, eleitor, contribuinte&#8217; &#8211; sua paixão é a ordem, com ou sem progresso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-237045</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 14:29:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não concordo, Ulisses, com esse enfoque. Uma paixão só pode ser superada por outra mais forte. A confiança dos proletários uns nos outros e em si mesmos, autoconfiança &quot;objetiva, perceptível aos sentidos e, portanto, um poder fora de qualquer dúvida&quot;, é o único modo de suplantar a confiança na classe dominante e no poder, que se baseia primariamente na desconfiança dos proletários frente a si mesmos, aliados ao poder antes de tudo por medo a bodes expiatórios - por ex. &quot;estrangeiros&quot;, &quot;judeus&quot;, &quot;imigrantes&quot;, &quot;criminalidade&quot;, &quot;vagabundos&quot;, &quot;vândalos&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não concordo, Ulisses, com esse enfoque. Uma paixão só pode ser superada por outra mais forte. A confiança dos proletários uns nos outros e em si mesmos, autoconfiança &#8220;objetiva, perceptível aos sentidos e, portanto, um poder fora de qualquer dúvida&#8221;, é o único modo de suplantar a confiança na classe dominante e no poder, que se baseia primariamente na desconfiança dos proletários frente a si mesmos, aliados ao poder antes de tudo por medo a bodes expiatórios &#8211; por ex. &#8220;estrangeiros&#8221;, &#8220;judeus&#8221;, &#8220;imigrantes&#8221;, &#8220;criminalidade&#8221;, &#8220;vagabundos&#8221;, &#8220;vândalos&#8221;.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-236980</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2014 16:58:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pode-se &#039;amar o poder&#039;. E mais: pode-se desejar o fascismo (cfr. Wilhelm Reich, Deleuze&#038;Guattari etc.), no auge da normopatia.
Potência subjugada acarreta auto-estranhamento, poder alheio e identificação com o opressor. O desejo que não age é o mesmo que engendra a peste emocional. O impotente Zé Ninguém se supercompensa na submissão ao poder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se &#8216;amar o poder&#8217;. E mais: pode-se desejar o fascismo (cfr. Wilhelm Reich, Deleuze&amp;Guattari etc.), no auge da normopatia.<br />
Potência subjugada acarreta auto-estranhamento, poder alheio e identificação com o opressor. O desejo que não age é o mesmo que engendra a peste emocional. O impotente Zé Ninguém se supercompensa na submissão ao poder.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: M.B.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-120356</link>

		<dc:creator><![CDATA[M.B.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2013 14:58:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para variar, o JB prefere prefere evadir-se dos questionamentos.

O artigo do prof. Helgio Trindade [ http://www.derechos.org/nizkor/brazil/libros/neonazis/cap5.html
] já realiza toda a discussão bibliográfica que o JB prefere ignorar sumariamente. Alguns pensadores latino-americanos tinham visões parecidas com a do JB, e que foram superadas por uma compreensão contextual dos movimentos e regimes autoritários e conservadores.

Características em comum com o fascismo se encontram em vários movimentos ou regimes políticos. Racismo, autoritarismo, machismo, xenofobia, homofobia, anticomunismo/antimarxismo, fundamentalismo étnico e religioso, chauvinismo, expansionismo, anti-semitismo e militarismo se encontram em vários grupos políticos. A Ku Klux Klan e a Action Française, por exemplo, compartilhavam todas essas características com o fascismo, ANTES do surgimento do fascismo, antes de Corradini ou Kita Ikki. O ovo da serpente estava posto há algumas décadas, mas foram as Guerras Mundiais que o chocaram.

Considero que a pior abordagem não é essa do JB, e sim a 3ª parte de &quot;As origens do totalitarismo&quot; da Hannah Arendt, pelo método um tanto tosco de exagerar semelhanças e abstraír diferenças entre a URSS e o III Reich, curiosamente contrariando as 1ª e 2ª parte do próprio livro. Depois disso, métodos semelhantes aos dos &quot;Estados totalitários&quot; foram usados na &quot;luta contra o totalitarismo&quot; durante a Guerra Fria (amigos meus sofreram isso na pele, nos anos 1970).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para variar, o JB prefere prefere evadir-se dos questionamentos.</p>
<p>O artigo do prof. Helgio Trindade [ <a href="http://www.derechos.org/nizkor/brazil/libros/neonazis/cap5.html" rel="nofollow ugc">http://www.derechos.org/nizkor/brazil/libros/neonazis/cap5.html</a><br />
] já realiza toda a discussão bibliográfica que o JB prefere ignorar sumariamente. Alguns pensadores latino-americanos tinham visões parecidas com a do JB, e que foram superadas por uma compreensão contextual dos movimentos e regimes autoritários e conservadores.</p>
<p>Características em comum com o fascismo se encontram em vários movimentos ou regimes políticos. Racismo, autoritarismo, machismo, xenofobia, homofobia, anticomunismo/antimarxismo, fundamentalismo étnico e religioso, chauvinismo, expansionismo, anti-semitismo e militarismo se encontram em vários grupos políticos. A Ku Klux Klan e a Action Française, por exemplo, compartilhavam todas essas características com o fascismo, ANTES do surgimento do fascismo, antes de Corradini ou Kita Ikki. O ovo da serpente estava posto há algumas décadas, mas foram as Guerras Mundiais que o chocaram.</p>
<p>Considero que a pior abordagem não é essa do JB, e sim a 3ª parte de &#8220;As origens do totalitarismo&#8221; da Hannah Arendt, pelo método um tanto tosco de exagerar semelhanças e abstraír diferenças entre a URSS e o III Reich, curiosamente contrariando as 1ª e 2ª parte do próprio livro. Depois disso, métodos semelhantes aos dos &#8220;Estados totalitários&#8221; foram usados na &#8220;luta contra o totalitarismo&#8221; durante a Guerra Fria (amigos meus sofreram isso na pele, nos anos 1970).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-119366</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:27:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes de se tornar o hirsuto comandante plenipotenciário do crocodilo oliverde e de se crer absolvido pela história, um escanhoado advogado cubano admirava Perón e enaltecia a &#039;jefatura&#039;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de se tornar o hirsuto comandante plenipotenciário do crocodilo oliverde e de se crer absolvido pela história, um escanhoado advogado cubano admirava Perón e enaltecia a &#8216;jefatura&#8217;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-119362</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:06:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=73793#comment-119362</guid>

					<description><![CDATA[Não tenciono perder tempo com este leitor, que conheço de outros comentários. Limito-me a salientar que no meu livro &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta&lt;/em&gt; (Porto: Afrontamento, 2003) defini desde início o fascismo num contexto intercontinental e não só europeu, tanto num dos capítulos centrais, &lt;em&gt;Os contornos do fascismo&lt;/em&gt;, como no capítulo dedicado a &lt;em&gt;O momento histórico dos fascismos&lt;/em&gt;. Nesses como noutros capítulos analisei extensa e repetidamente o caso do Japão e, para mais, dediquei todo um capítulo à formação da noção de &lt;em&gt;terceiro mundo&lt;/em&gt;, analisando o fascismo, além do Japão (de novo), nas Índias Orientais holandesas, no Timor português, nas Filipinas, na Indochina, na Birmânia, na Índia, nos países árabes e no movimento de Marcus Garvey, sediado nos Estados Unidos. Mais do que isto, considerei que na génese do fascismo se situam o italiano Enrico Corradini e o japonês Kita Ikki, contemporâneos mas ignorando-se reciprocamente. O fascismo foi desde o seu início um projecto político mundial e não só europeu, e foi assim que eu o estudei e apresentei. Mas repito que não gastarei mais tempo com este leitor e remeto os leitores interessados para a obra referida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenciono perder tempo com este leitor, que conheço de outros comentários. Limito-me a salientar que no meu livro <em>Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta</em> (Porto: Afrontamento, 2003) defini desde início o fascismo num contexto intercontinental e não só europeu, tanto num dos capítulos centrais, <em>Os contornos do fascismo</em>, como no capítulo dedicado a <em>O momento histórico dos fascismos</em>. Nesses como noutros capítulos analisei extensa e repetidamente o caso do Japão e, para mais, dediquei todo um capítulo à formação da noção de <em>terceiro mundo</em>, analisando o fascismo, além do Japão (de novo), nas Índias Orientais holandesas, no Timor português, nas Filipinas, na Indochina, na Birmânia, na Índia, nos países árabes e no movimento de Marcus Garvey, sediado nos Estados Unidos. Mais do que isto, considerei que na génese do fascismo se situam o italiano Enrico Corradini e o japonês Kita Ikki, contemporâneos mas ignorando-se reciprocamente. O fascismo foi desde o seu início um projecto político mundial e não só europeu, e foi assim que eu o estudei e apresentei. Mas repito que não gastarei mais tempo com este leitor e remeto os leitores interessados para a obra referida.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: M.B.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/73793/#comment-119360</link>

		<dc:creator><![CDATA[M.B.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2013 14:43:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A crítica às políticas de “conciliação” entre capital e trabalho dentro do capitalismo, especialmente por métodos autoritários, é necessária. Porém volto a criticar a insistência do João Bernardo em banalizar o conceito de “fascismo”. Ao invés de pôr regimes políticos em seus devidos contextos histórico-geográficos, o JB parece preferir a busca de indícios que “lembrem” o fascismo europeu. Reduz assim o fascismo a um “tipo-ideal” do que ele acha que é fascismo, desistoricizando o conceito político-sociológico.

Como contraponto, deixo um link para o texto do prof. Hélgio Trindade, sobre o debate sobre o “fascismo latino-americano”. Ele expõe com clareza os argumentos contra a caracterização de governos latino-americanos, sejam os populistas (Perón, Vargas, Cárdenas, etc), sejam as ditaduras de segurança nacional (Videla, Pinochet, Médici, etc), como &quot;regimes fascistas&quot;. Não quer dizer que não existissem influências e semelhanças nos métodos de governo com o fascismo. Ou que muitos dos comandantes dessas ditaduras não fossem simpatizantes dos fascismos europeus. Mas é patente, também, a influência, p.ex., do liberalismo econômico e doutrinas militares imperialistas (Guerra Assimétrica francesa, ou &quot;Guerra Suja&quot;, p.ex.).

http://www.derechos.org/nizkor/brazil/libros/neonazis/cap5.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crítica às políticas de “conciliação” entre capital e trabalho dentro do capitalismo, especialmente por métodos autoritários, é necessária. Porém volto a criticar a insistência do João Bernardo em banalizar o conceito de “fascismo”. Ao invés de pôr regimes políticos em seus devidos contextos histórico-geográficos, o JB parece preferir a busca de indícios que “lembrem” o fascismo europeu. Reduz assim o fascismo a um “tipo-ideal” do que ele acha que é fascismo, desistoricizando o conceito político-sociológico.</p>
<p>Como contraponto, deixo um link para o texto do prof. Hélgio Trindade, sobre o debate sobre o “fascismo latino-americano”. Ele expõe com clareza os argumentos contra a caracterização de governos latino-americanos, sejam os populistas (Perón, Vargas, Cárdenas, etc), sejam as ditaduras de segurança nacional (Videla, Pinochet, Médici, etc), como &#8220;regimes fascistas&#8221;. Não quer dizer que não existissem influências e semelhanças nos métodos de governo com o fascismo. Ou que muitos dos comandantes dessas ditaduras não fossem simpatizantes dos fascismos europeus. Mas é patente, também, a influência, p.ex., do liberalismo econômico e doutrinas militares imperialistas (Guerra Assimétrica francesa, ou &#8220;Guerra Suja&#8221;, p.ex.).</p>
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