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	Comentários sobre: Patrões de esquerda, padrões de direita	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Emerson Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-110427</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 03:31:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não podemos confundir duas coisas distintas: uma revista &quot;para&quot; o público de esquerda e uma revista feita pela esquerda. As pessoas de esquerda também são um mercado consumidor (e que antes da Caros Amigos havia sido pouco explorado por empresas capitalistas). Lamentar-se que a Caros Amigos acabe é como lamentar que os shoppings não vendam mais camisas do Che.
O que precisamos é de um veículo de comunicação produzido pela militância de esquerda, não por uma empresa que faça isso por nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não podemos confundir duas coisas distintas: uma revista &#8220;para&#8221; o público de esquerda e uma revista feita pela esquerda. As pessoas de esquerda também são um mercado consumidor (e que antes da Caros Amigos havia sido pouco explorado por empresas capitalistas). Lamentar-se que a Caros Amigos acabe é como lamentar que os shoppings não vendam mais camisas do Che.<br />
O que precisamos é de um veículo de comunicação produzido pela militância de esquerda, não por uma empresa que faça isso por nós.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Humberto Cavalcanti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-110370</link>

		<dc:creator><![CDATA[Humberto Cavalcanti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 20:55:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Discordo um pouco. Só cheguei a comprar a CM quando havia a coluna de Marilene Felinto (e muito eventualmente por alguma entrevista de capa). Marilene Felinto deixa claro no seu blog que saiu por discordar de condições contratuais. Mulher independente, corajosa o suficiente pra cair fora muito antes. 
E não acho a revista seja de esquerda. Era caricata.
Era e é uma revista de uma mesmice só, edição a edição, é a preguiça de pensar e repensar (e de se autocriticar, coisa rara). Na minha opinião (se me permitem destoar) o colunista que aparece em tudo que é canto, Sader, é um samba de uma nota só, ou não diz nada além do senso comum de aluno de ciencias políticas e sociologia de 1º semestre. Ou de último, como anda nosso ensino...
Discordo, enfim, por não achar um trabalho de conteúdo notável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo um pouco. Só cheguei a comprar a CM quando havia a coluna de Marilene Felinto (e muito eventualmente por alguma entrevista de capa). Marilene Felinto deixa claro no seu blog que saiu por discordar de condições contratuais. Mulher independente, corajosa o suficiente pra cair fora muito antes.<br />
E não acho a revista seja de esquerda. Era caricata.<br />
Era e é uma revista de uma mesmice só, edição a edição, é a preguiça de pensar e repensar (e de se autocriticar, coisa rara). Na minha opinião (se me permitem destoar) o colunista que aparece em tudo que é canto, Sader, é um samba de uma nota só, ou não diz nada além do senso comum de aluno de ciencias políticas e sociologia de 1º semestre. Ou de último, como anda nosso ensino&#8230;<br />
Discordo, enfim, por não achar um trabalho de conteúdo notável.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Sidnei		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-110322</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sidnei]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 16:26:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Célio, veja essa matéria e aí veja se suas sugestões são possíveis. 

http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/apos-demissao-jornalistas-da-caros-amigos-pautam-debate-sobre-precarizacao-da-profissao/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Célio, veja essa matéria e aí veja se suas sugestões são possíveis. </p>
<p><a href="http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/apos-demissao-jornalistas-da-caros-amigos-pautam-debate-sobre-precarizacao-da-profissao/" rel="nofollow ugc">http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/apos-demissao-jornalistas-da-caros-amigos-pautam-debate-sobre-precarizacao-da-profissao/</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-109706</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 15:03:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Célio,
creio que o que se debate aqui é que uma revista que se diz se esquerda, mas que pratica o mesmo método de exploração dos trabalhadores que as grandes empresas capitalistas é em sí uma contradição de termos.

Creio que ninguém é contra que a esquerda tenha grandes e destacados veículos de idéias e informação/notícias, no entanto há que se traçar a linha em algum momento entre o que é aceitável e o que não há como maneira de sustentar tal veículo. Já imaginou uma revista sobre ecologismo que usa papéis feitos com madeira de desmatamento ilegal, tinta com poluentes, etc?

Não se trata de boicotar a Caros Amigos para que ela suma do mapa, mas sim para que ela deixe de praticar os padrões da direita para que então possa ser um veículo de esquerda como um todo, não apenas no discurso, deixando de apoiar-se nas práticas capitalista mais sórdidas para existir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Célio,<br />
creio que o que se debate aqui é que uma revista que se diz se esquerda, mas que pratica o mesmo método de exploração dos trabalhadores que as grandes empresas capitalistas é em sí uma contradição de termos.</p>
<p>Creio que ninguém é contra que a esquerda tenha grandes e destacados veículos de idéias e informação/notícias, no entanto há que se traçar a linha em algum momento entre o que é aceitável e o que não há como maneira de sustentar tal veículo. Já imaginou uma revista sobre ecologismo que usa papéis feitos com madeira de desmatamento ilegal, tinta com poluentes, etc?</p>
<p>Não se trata de boicotar a Caros Amigos para que ela suma do mapa, mas sim para que ela deixe de praticar os padrões da direita para que então possa ser um veículo de esquerda como um todo, não apenas no discurso, deixando de apoiar-se nas práticas capitalista mais sórdidas para existir.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Célio Ishikawa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-109194</link>

		<dc:creator><![CDATA[Célio Ishikawa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 00:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sou contra o boicote a  Caros Amigos

O tema é complexo e infelizmente vou ter de ir escrevendo sem revisar muito, mas vamos lá.

Gostaria de dizer, para situar, que não sou jornalista, e meu envolvimento com a Caros Amigos se deu num seguinte episódio: fui tentar mostrar meus quadrinhos para ser colaborador e fui recusado, e na ocasião não guardei mágoas, pensei que tudo bem eu querer participado e não terem deixado, que continuaria a respeitar a Caros Amigos, que a lição a ser aprendida é que não se trata de nenhum reduto que salva jornalista/artistas da esquerda (aliás em frente a situação atual, parece ser justamente o contrário, é explorador desses mesmos). 

A lição que apendi daquela vez foi que Caros Amigos não era MangaShonen. No Japão existia uma publicação de quadrinhos (ou melhor, mangás), chamada &quot;Mangashonen&quot;, que não tinha perfil mercantil, mas quando foi fechada os artistas choraram, não porque os valores que pagavam eram os melhores, mas porque era uma grande ajuda, uma incubadora de novos talentos, muitos artistas em início de carreira trabalhavam com a Mangashonen, e daí se desenvolviam e iam para outras publicações. Quando um artista falhava e não entregava seu trabalho no prazo, as editoras mais comerciais furiosamente boicotavam o artista fechando-lhe portas, Mangashonen também fucava brava, mas geralmente era a primeira a estender novamente a mã. Os editores, davam dicas como &quot;seu mangá era divertido, e nós publicamos, mas fique atento que faltava isso e aquilo e não seria publicado em revistas mais comerciais&quot;. A revista era um espaço para quem era iniciante e também para os que queriam experimentar, e por fugir da fórmula certa de sucesso abrindo espaço para esses trabalhos, não era muito comercial e não conseguia se vender muito, um dia acabou falindo. Isso não quer dizer que não existiram &quot;sucessores&quot;, mas provavelmente não tinham esse balanceamento, ou eram muito só para iniciantes (infelizmente o mundo é cruel e quer dizer que era vista como dose sinônimo de arte ruim), ou muito experimentais/artísticas, para uma elite.

Tá, mas aqui eu disse que Caros Amigos não é/era como Mangashonen. No quesito remuneração, as pessoas não eram salvas pela Caros Amigos, ao contrário, comentei que meu trabalho foi recusado a um casal de amigos - ela artista plástica, ele fotógrafo - e eles disseram que eu não tinha muito a ganhar mesmo, e que eles colaboraram várias vezes mas o ganho maior foi talvez se projetar ou de afirmar publicamente uma ideologia, mas em termos de remuneração eles tinham muita raiva. Ela me disse do episódio em que uma pessoa lá de dentro a chamou para dar más notícias sobre a remuneração e ela sentiu raiva pois a pessoa estava usando um anel de prata.

Um outro episódio... lembro que certa vez o designer gráfico da revista Trip (não lembro, acho que o Rafic Rafah) se voluntariou para fazer um projeto gráfico para Caros, e eles aceitaram imediatamente. Sei lá, eu não tinha gostado muito daquele episódio, pois ainda que o projeto fosse bonito, reproduzia uma coisa mais mainstream e não dava espaço para novos artistas...

Puxa vida, enquanto escrevo noto que se eu quisesse boicotar a Caros tinha vários motivos, então é até engraçado que tinha me proposto a defender o contrário... mas vamos lá.

Bom, quanto ao ato do boicote. Eu não sei, me parece que o gesto do boicote é muito batido, a Trip por exemplo publicou besteira quanto ao estupro e propuseram boicote. Folha, Veja, Estadão, desses nem preciso dizer que campanhas para boicote são corriqueiros deivdo à linha editorial deles. O que me deixa temeroso, é que campanha para boicote à Caros Amigos tende a funcionar... boicotar a Coca-cola, mesmo nós de esquerda não conseguimos resitir por muito tempo, já com um &quot;produto&quot; como a Caros é diferente. quem consome é mais gente como nós e se n´so boicotarmos, mais infelizmente do que felizmente, terá sido uma das nossas campanhas mais bem sucedidas.

O Boicote, como ação dentro do capitalismo, também daria a ilusão de que no meio editorial as revistas se mantém graças às vendas, não, como o Julio Delmanto colocou, tem a publicidade, em boa parte estatal, e chamaria a atenção para outro aspecto: os empecilhos ao jornalismo investigativo, pois os processos que colocam em cima dos alternativos levam à quebrar os que têm opinião independente. Como o Luis Nassif coloca, a lei tinha de mudar, pois se um grande jornal/revista (claro que ele se refere à Veja) quebra a reputação de alguém com meias verdades, é penalizada com algo que eles pagam com troco deles, enquanto que um independente, mesmo denunciando alguém com verdades inteiras, só pelo fato de ameaçar a honra de um poderoso, só por leve suspeita de calúnia/difamação, já consegue ser calado, quebrado só em tentar se defender pagando honorários advocatícios (por isso uma das sugestões de Nassif é que as penas sejam por porcentagem e não por valores definidos, só assim as grandes sentiriam o pesar em seus bolsos). Enfim, sei que a Caros também foi vitimada por isso e relfetindo historicamente, na época de Karl Marx, as revistas não podiam ser abertas sem um abusivo calção, um valor que elas deveriam pagar caso cometessem calúnia/difamação, e não bastava você juntar gráfica, papel, jornalista, sem esse valor calção você não podia abrir uma empresa de jornalismo e isso é visto como uma medida arbitrária dos bismarcks alemãs para censuar a imprensa operária e vejo que a situação não mudou muito a partie de lá para cá.

Ainda mais preocupante, não é só na imprensa alternativa que o jornalismo investigativo está a perigo, leiam esse ótimo artigo &quot;Caro, trabalhoso, Chato&quot; da revista Piauí ( http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-49/anais-da-imprensa/caro-trabalhoso-chato ) em que se comenta que nos EUA eentidades filantrópicas estão financiando o jornalismo investigativo pois o interesse dos grandes jornais (mesmo do jornal que desbaratou Watergate) tem diminuído muito. Esse movimento de uma ação (o jornalismo investigativo) deixar o âmbito capitalista de compra e venda (e olha que o povo adora escândalos) para ser financiado pela lógica não capitalista da solidariedade (tá, &quot;solidariedade&quot; entre aspas, pois não é de &quot;companehiros&quot;, mas daqueles grandes filantropos ricos dos EUA), é bem preocupante.

Acho que boicote, nessas horas, dá a falsa sensação de que o jornalismo ainda funciona como a Coca-cola, sobrevivendo por compra e venda (e pensando bem, nem a Coca-cola funciona estritamente assim), então o boicote é um movimento nada pedagógico, e talvez até alimente a falsa impressão de que pode surgir um outro veicúlo de esquerda que renascera com compra-e-venda de seus exemplares, mas dessa vez respeitando os emrpegados.

Aliás, será que surgirá outra publicação em papel? O artigo acima, da Piauí, comenta que a publicação em papel em si está em perigo, e pensando bem, o magnata Murdock outro dia tava prometendo brigar com a internet, e dessa vez as pessoas tavam fazendo desdém a esse conquistador ganancioso.

O que eu quero aqui é traçar um panorama do cenário, e daí que o boicote (eficiente no caso da Caros) me preocupa também. Bem, na verdade estamos numa era de transição que ninguém sabe bem aonde vai dar, eu não creio que o papel desaparecerá, mas o meu amigo quadrinista Cadu Simões acha que o futuroi é internet/tablets/Kindle.

Um dia os blogs será tão importantes quanto jornalões? Provável, pois tem gente que substituiu a leitura de Folha/Estadão por Luis Nassif (e blogosfera orbitrando ao redor), Mas nessa era de transição incompleta, existir um veículo impresso ainda tem relevância, e muitos blogs as pessoas começam a ler pois &quot;apareceu na revista Capricho/Superinteresante, etc&quot;

Nesse sentido, a Caros Amigos ainda tem esse papel de sugerir novidades (e deve ter gente que começou a ler algum blog porque a CAros recomendou).

Ah, e na equação não se definiu como ficará o jornalismo investigativo. Talvez no futuro, ONGs financiem blogueiros que vivem apenas de seu blog (e eles nem estarão postando toda hora, como os blogueiros profissionais de hoje, pois se é investigativo, só vçao publicar após juntar considerável material) e quando começarem a publicar, talvez outra ONG ajude a divulgar nas redes sociais, de forma que um escândalo do tipo Watergate se espalhe pelas boca do povo por rewittadas, compartilhamentos, retumblr, etc sem existir um grande jornal por trás... sei lá, talvez seja assim, talvez não.

Bem, mas reparem também nos veículos que citei: Luis Nassif? Blog próprio (com atualização toda hora, e não no modelo que imaginei acima). Eu? Fui para Mad onde fiquei um tempo (é que curiosmente, a Mad brasileira por força de seu editor, mesmo reporduzindo conteúdo da Mad americana, dá um bom espaço para quadrinista iniciante, e em alguns raros casos até alternativos e experimentais, o Latuff uma vez publicou lá, Ah sim, mas Mad também não é Mangashonen e pagava muito mal, uma vez reclamei isso numa lista de emails e tive problemas por isso). Uma jornalista que é digna de nota é a Natália Viana. O nome ficou na minha cabeça pois eu via os textos dela bem escrito para o jornal da Puc-sp, quando ela ainda era estudante, e depois fiquei contente que ela tinha dio para Caros Amigos. Aliás na visita que eu fiz à Caros, eu disse que admirava a revista e que uma matéria em que Natália se passou por desempregada é inesquecível. Uma coisa meio triste é que a pessoa da Caros com que conversei não lembrava muito da Natália nem da dita matéria, talvez relfexto da alta rotação dentro da Caros, que não consegue segurar ninguém com remuneração atrativa. Bom Natália Viana agora é da Apublica, que trouxe um cara falando inglês da Wikileaks e o cara por sua vez, disse que esperava que a Apublica seja uma espécie de filial da Wikileaks. Enfim, tenho orgulho de ter estudado na mesma época que essa menina, embora não tenhamos nos encontrado nunca dentro da Puc quando éramos estudantes (é meu orgulho fica mais no &quot;eu lia os artigos dela quando ela estudava&quot;). Ah, Apublica estava vendendo camisetas e posteres, para ajudar a se manter, enfim, não é um modelo de compra/venda de exemplares, e se isso não gera custos de publicação, tem outros custos e camisetas/posteres devem ajudar só um pouquinho.

Tá, talvez tenha me enrolado: o que quero dizer é: como fica um cenário sem a Caros Amigos? Onde as pessoas vão? orbitar na blogosfera do Nassif? (sem resolver muito o problema do jornalismo investigativo?) Ir para Apublica (que mesmo que tenha a importância investigativa do Wikileaks, em termos de financiamento/sustentabilidade é complicada?) Eu falei que a Piauí é boa, mas como se sabe, ela não é muito de esquerda. Mad... bom, mais para quadrinistas. Trip? Eu acho a Trip muito legal, não sei bem como é relamente por dentro . Quando visitei a redação deles era bem bonito, vendem um estilo de vida alternativo-surfista, mas na minha avaliação, pode até ser que a Caros venda um estilo de vida alternativo-esquerdista, mas em termos de publicidade eu não gosto muito que os anunciantes, na ânsia de vender dentro da Trip, fazem umas coisas em que você não sabe direito quando está lendo a revista e quando está lendo publicidade... Tá, mas continuando, Le Monde Diplomatique (Diplô)? Legal, mas ainda não chegou a popularização da Caros Amigos. Revista Viração e outros pequenos? Bem, muito pequenos, com devido respeito. Jornal Brasil de Fato? Bem, alguns nção gostaram do seu lulismo (e por isso José Arbex saiu do conselho). CMI (Central da Mídia Indpendente)? Olha, aí sim vira uma coisa 100% voluntária, e as matérias se perdem no meio de brigas ideológicas e para ser sincero muitos devem ter abandonado para ficar no facebook.   

Eu quero dizer que sou contra o boicote pois ainda vai ficar um buraco muito grande. A Caros é cheio de problemas, e para falar a verdade, faz tempo que não leio (acho que tinha ficado intelectualizado demais com muitos textos em espanhol e toques de francês entre os colunistas, e também porque sabia que a revista tinha sido muito processada por exemplo quanto à matérias como filho do FHC e imaginava que isso devia ter minado seu lado provocador), mas para a pergunta que Delmanto fez nos comentários do PassaPalavra: 

&quot;quer dizer que a esquerda brasileira é TÃO patética a ponto de ser REFÉM de uma publicação de dez mil leitores?!??&quot;

a minha resposta é que sim, não refém, mas dependente do que a Caros foi/é. E a coisa tem de ser vista nesse cenário complexo de fim da publicação em papel, jornalismo investigativo sendo financiada por filantropos, internet concorrendo com jornais tradicionais, mas ainda com blogs sites dependendo de serem mencionados por veículos impressos para serem acessados, e dentro da internet, o deslocamento do da atenção que está migrando do conteúdo  produzido coeltivamente (CMI, PassaPalavra), para conetúdo individualizado (Blogs, ou pior, facebook). Paralelamente, Wikileaks/Apublica estão atuando (e se pensarmos que os boatos são de que o Papa renunciou por causa de um VaticanoLeaks, a gente pensa &quot;caramba&quot;...) 

De forma, que não são apenas 10 mil leitores, se contar a internet e a conjuntura toda, devem ser muito mais! Não se trata de mencionar &quot;Caros Amigos&quot; (ver como ela é mencionada no GoogleTrends), mas de pensar que sem a Caros Amigos, provavelmente diminuem os leitores de APublica, talvez do Luis Nassif, os jornalistas estarão se vendo colaborando para Trip ou Piauí, mesmo os leitores da Diplô podem diminuir se a população pensar que está &quot;saindo de moda&quot; existirem veículos de esquerda, enfim, os efeitos serão grandes.

Célio Ishikawa
(nome artístico nos quadrinhos: Dedo Zuka)
Por ter ficado muito tempo na Puc-sp, viu Natália Viana escrever, viu Brasil de Fato nascer no Fórum Social Mundial, Viu pessoal comentando que a Diplô iria ter filial Brasileira, viu Apublica nascer, viu amigos estudantes de jornalismo do ótimo Contraponto (jornal laboratório da Puc-sp) irem trablahar na Caros Amigos e... infelizmente viu eles sendo demitidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou contra o boicote a  Caros Amigos</p>
<p>O tema é complexo e infelizmente vou ter de ir escrevendo sem revisar muito, mas vamos lá.</p>
<p>Gostaria de dizer, para situar, que não sou jornalista, e meu envolvimento com a Caros Amigos se deu num seguinte episódio: fui tentar mostrar meus quadrinhos para ser colaborador e fui recusado, e na ocasião não guardei mágoas, pensei que tudo bem eu querer participado e não terem deixado, que continuaria a respeitar a Caros Amigos, que a lição a ser aprendida é que não se trata de nenhum reduto que salva jornalista/artistas da esquerda (aliás em frente a situação atual, parece ser justamente o contrário, é explorador desses mesmos). </p>
<p>A lição que apendi daquela vez foi que Caros Amigos não era MangaShonen. No Japão existia uma publicação de quadrinhos (ou melhor, mangás), chamada &#8220;Mangashonen&#8221;, que não tinha perfil mercantil, mas quando foi fechada os artistas choraram, não porque os valores que pagavam eram os melhores, mas porque era uma grande ajuda, uma incubadora de novos talentos, muitos artistas em início de carreira trabalhavam com a Mangashonen, e daí se desenvolviam e iam para outras publicações. Quando um artista falhava e não entregava seu trabalho no prazo, as editoras mais comerciais furiosamente boicotavam o artista fechando-lhe portas, Mangashonen também fucava brava, mas geralmente era a primeira a estender novamente a mã. Os editores, davam dicas como &#8220;seu mangá era divertido, e nós publicamos, mas fique atento que faltava isso e aquilo e não seria publicado em revistas mais comerciais&#8221;. A revista era um espaço para quem era iniciante e também para os que queriam experimentar, e por fugir da fórmula certa de sucesso abrindo espaço para esses trabalhos, não era muito comercial e não conseguia se vender muito, um dia acabou falindo. Isso não quer dizer que não existiram &#8220;sucessores&#8221;, mas provavelmente não tinham esse balanceamento, ou eram muito só para iniciantes (infelizmente o mundo é cruel e quer dizer que era vista como dose sinônimo de arte ruim), ou muito experimentais/artísticas, para uma elite.</p>
<p>Tá, mas aqui eu disse que Caros Amigos não é/era como Mangashonen. No quesito remuneração, as pessoas não eram salvas pela Caros Amigos, ao contrário, comentei que meu trabalho foi recusado a um casal de amigos &#8211; ela artista plástica, ele fotógrafo &#8211; e eles disseram que eu não tinha muito a ganhar mesmo, e que eles colaboraram várias vezes mas o ganho maior foi talvez se projetar ou de afirmar publicamente uma ideologia, mas em termos de remuneração eles tinham muita raiva. Ela me disse do episódio em que uma pessoa lá de dentro a chamou para dar más notícias sobre a remuneração e ela sentiu raiva pois a pessoa estava usando um anel de prata.</p>
<p>Um outro episódio&#8230; lembro que certa vez o designer gráfico da revista Trip (não lembro, acho que o Rafic Rafah) se voluntariou para fazer um projeto gráfico para Caros, e eles aceitaram imediatamente. Sei lá, eu não tinha gostado muito daquele episódio, pois ainda que o projeto fosse bonito, reproduzia uma coisa mais mainstream e não dava espaço para novos artistas&#8230;</p>
<p>Puxa vida, enquanto escrevo noto que se eu quisesse boicotar a Caros tinha vários motivos, então é até engraçado que tinha me proposto a defender o contrário&#8230; mas vamos lá.</p>
<p>Bom, quanto ao ato do boicote. Eu não sei, me parece que o gesto do boicote é muito batido, a Trip por exemplo publicou besteira quanto ao estupro e propuseram boicote. Folha, Veja, Estadão, desses nem preciso dizer que campanhas para boicote são corriqueiros deivdo à linha editorial deles. O que me deixa temeroso, é que campanha para boicote à Caros Amigos tende a funcionar&#8230; boicotar a Coca-cola, mesmo nós de esquerda não conseguimos resitir por muito tempo, já com um &#8220;produto&#8221; como a Caros é diferente. quem consome é mais gente como nós e se n´so boicotarmos, mais infelizmente do que felizmente, terá sido uma das nossas campanhas mais bem sucedidas.</p>
<p>O Boicote, como ação dentro do capitalismo, também daria a ilusão de que no meio editorial as revistas se mantém graças às vendas, não, como o Julio Delmanto colocou, tem a publicidade, em boa parte estatal, e chamaria a atenção para outro aspecto: os empecilhos ao jornalismo investigativo, pois os processos que colocam em cima dos alternativos levam à quebrar os que têm opinião independente. Como o Luis Nassif coloca, a lei tinha de mudar, pois se um grande jornal/revista (claro que ele se refere à Veja) quebra a reputação de alguém com meias verdades, é penalizada com algo que eles pagam com troco deles, enquanto que um independente, mesmo denunciando alguém com verdades inteiras, só pelo fato de ameaçar a honra de um poderoso, só por leve suspeita de calúnia/difamação, já consegue ser calado, quebrado só em tentar se defender pagando honorários advocatícios (por isso uma das sugestões de Nassif é que as penas sejam por porcentagem e não por valores definidos, só assim as grandes sentiriam o pesar em seus bolsos). Enfim, sei que a Caros também foi vitimada por isso e relfetindo historicamente, na época de Karl Marx, as revistas não podiam ser abertas sem um abusivo calção, um valor que elas deveriam pagar caso cometessem calúnia/difamação, e não bastava você juntar gráfica, papel, jornalista, sem esse valor calção você não podia abrir uma empresa de jornalismo e isso é visto como uma medida arbitrária dos bismarcks alemãs para censuar a imprensa operária e vejo que a situação não mudou muito a partie de lá para cá.</p>
<p>Ainda mais preocupante, não é só na imprensa alternativa que o jornalismo investigativo está a perigo, leiam esse ótimo artigo &#8220;Caro, trabalhoso, Chato&#8221; da revista Piauí ( <a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-49/anais-da-imprensa/caro-trabalhoso-chato" rel="nofollow ugc">http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-49/anais-da-imprensa/caro-trabalhoso-chato</a> ) em que se comenta que nos EUA eentidades filantrópicas estão financiando o jornalismo investigativo pois o interesse dos grandes jornais (mesmo do jornal que desbaratou Watergate) tem diminuído muito. Esse movimento de uma ação (o jornalismo investigativo) deixar o âmbito capitalista de compra e venda (e olha que o povo adora escândalos) para ser financiado pela lógica não capitalista da solidariedade (tá, &#8220;solidariedade&#8221; entre aspas, pois não é de &#8220;companehiros&#8221;, mas daqueles grandes filantropos ricos dos EUA), é bem preocupante.</p>
<p>Acho que boicote, nessas horas, dá a falsa sensação de que o jornalismo ainda funciona como a Coca-cola, sobrevivendo por compra e venda (e pensando bem, nem a Coca-cola funciona estritamente assim), então o boicote é um movimento nada pedagógico, e talvez até alimente a falsa impressão de que pode surgir um outro veicúlo de esquerda que renascera com compra-e-venda de seus exemplares, mas dessa vez respeitando os emrpegados.</p>
<p>Aliás, será que surgirá outra publicação em papel? O artigo acima, da Piauí, comenta que a publicação em papel em si está em perigo, e pensando bem, o magnata Murdock outro dia tava prometendo brigar com a internet, e dessa vez as pessoas tavam fazendo desdém a esse conquistador ganancioso.</p>
<p>O que eu quero aqui é traçar um panorama do cenário, e daí que o boicote (eficiente no caso da Caros) me preocupa também. Bem, na verdade estamos numa era de transição que ninguém sabe bem aonde vai dar, eu não creio que o papel desaparecerá, mas o meu amigo quadrinista Cadu Simões acha que o futuroi é internet/tablets/Kindle.</p>
<p>Um dia os blogs será tão importantes quanto jornalões? Provável, pois tem gente que substituiu a leitura de Folha/Estadão por Luis Nassif (e blogosfera orbitrando ao redor), Mas nessa era de transição incompleta, existir um veículo impresso ainda tem relevância, e muitos blogs as pessoas começam a ler pois &#8220;apareceu na revista Capricho/Superinteresante, etc&#8221;</p>
<p>Nesse sentido, a Caros Amigos ainda tem esse papel de sugerir novidades (e deve ter gente que começou a ler algum blog porque a CAros recomendou).</p>
<p>Ah, e na equação não se definiu como ficará o jornalismo investigativo. Talvez no futuro, ONGs financiem blogueiros que vivem apenas de seu blog (e eles nem estarão postando toda hora, como os blogueiros profissionais de hoje, pois se é investigativo, só vçao publicar após juntar considerável material) e quando começarem a publicar, talvez outra ONG ajude a divulgar nas redes sociais, de forma que um escândalo do tipo Watergate se espalhe pelas boca do povo por rewittadas, compartilhamentos, retumblr, etc sem existir um grande jornal por trás&#8230; sei lá, talvez seja assim, talvez não.</p>
<p>Bem, mas reparem também nos veículos que citei: Luis Nassif? Blog próprio (com atualização toda hora, e não no modelo que imaginei acima). Eu? Fui para Mad onde fiquei um tempo (é que curiosmente, a Mad brasileira por força de seu editor, mesmo reporduzindo conteúdo da Mad americana, dá um bom espaço para quadrinista iniciante, e em alguns raros casos até alternativos e experimentais, o Latuff uma vez publicou lá, Ah sim, mas Mad também não é Mangashonen e pagava muito mal, uma vez reclamei isso numa lista de emails e tive problemas por isso). Uma jornalista que é digna de nota é a Natália Viana. O nome ficou na minha cabeça pois eu via os textos dela bem escrito para o jornal da Puc-sp, quando ela ainda era estudante, e depois fiquei contente que ela tinha dio para Caros Amigos. Aliás na visita que eu fiz à Caros, eu disse que admirava a revista e que uma matéria em que Natália se passou por desempregada é inesquecível. Uma coisa meio triste é que a pessoa da Caros com que conversei não lembrava muito da Natália nem da dita matéria, talvez relfexto da alta rotação dentro da Caros, que não consegue segurar ninguém com remuneração atrativa. Bom Natália Viana agora é da Apublica, que trouxe um cara falando inglês da Wikileaks e o cara por sua vez, disse que esperava que a Apublica seja uma espécie de filial da Wikileaks. Enfim, tenho orgulho de ter estudado na mesma época que essa menina, embora não tenhamos nos encontrado nunca dentro da Puc quando éramos estudantes (é meu orgulho fica mais no &#8220;eu lia os artigos dela quando ela estudava&#8221;). Ah, Apublica estava vendendo camisetas e posteres, para ajudar a se manter, enfim, não é um modelo de compra/venda de exemplares, e se isso não gera custos de publicação, tem outros custos e camisetas/posteres devem ajudar só um pouquinho.</p>
<p>Tá, talvez tenha me enrolado: o que quero dizer é: como fica um cenário sem a Caros Amigos? Onde as pessoas vão? orbitar na blogosfera do Nassif? (sem resolver muito o problema do jornalismo investigativo?) Ir para Apublica (que mesmo que tenha a importância investigativa do Wikileaks, em termos de financiamento/sustentabilidade é complicada?) Eu falei que a Piauí é boa, mas como se sabe, ela não é muito de esquerda. Mad&#8230; bom, mais para quadrinistas. Trip? Eu acho a Trip muito legal, não sei bem como é relamente por dentro . Quando visitei a redação deles era bem bonito, vendem um estilo de vida alternativo-surfista, mas na minha avaliação, pode até ser que a Caros venda um estilo de vida alternativo-esquerdista, mas em termos de publicidade eu não gosto muito que os anunciantes, na ânsia de vender dentro da Trip, fazem umas coisas em que você não sabe direito quando está lendo a revista e quando está lendo publicidade&#8230; Tá, mas continuando, Le Monde Diplomatique (Diplô)? Legal, mas ainda não chegou a popularização da Caros Amigos. Revista Viração e outros pequenos? Bem, muito pequenos, com devido respeito. Jornal Brasil de Fato? Bem, alguns nção gostaram do seu lulismo (e por isso José Arbex saiu do conselho). CMI (Central da Mídia Indpendente)? Olha, aí sim vira uma coisa 100% voluntária, e as matérias se perdem no meio de brigas ideológicas e para ser sincero muitos devem ter abandonado para ficar no facebook.   </p>
<p>Eu quero dizer que sou contra o boicote pois ainda vai ficar um buraco muito grande. A Caros é cheio de problemas, e para falar a verdade, faz tempo que não leio (acho que tinha ficado intelectualizado demais com muitos textos em espanhol e toques de francês entre os colunistas, e também porque sabia que a revista tinha sido muito processada por exemplo quanto à matérias como filho do FHC e imaginava que isso devia ter minado seu lado provocador), mas para a pergunta que Delmanto fez nos comentários do PassaPalavra: </p>
<p>&#8220;quer dizer que a esquerda brasileira é TÃO patética a ponto de ser REFÉM de uma publicação de dez mil leitores?!??&#8221;</p>
<p>a minha resposta é que sim, não refém, mas dependente do que a Caros foi/é. E a coisa tem de ser vista nesse cenário complexo de fim da publicação em papel, jornalismo investigativo sendo financiada por filantropos, internet concorrendo com jornais tradicionais, mas ainda com blogs sites dependendo de serem mencionados por veículos impressos para serem acessados, e dentro da internet, o deslocamento do da atenção que está migrando do conteúdo  produzido coeltivamente (CMI, PassaPalavra), para conetúdo individualizado (Blogs, ou pior, facebook). Paralelamente, Wikileaks/Apublica estão atuando (e se pensarmos que os boatos são de que o Papa renunciou por causa de um VaticanoLeaks, a gente pensa &#8220;caramba&#8221;&#8230;) </p>
<p>De forma, que não são apenas 10 mil leitores, se contar a internet e a conjuntura toda, devem ser muito mais! Não se trata de mencionar &#8220;Caros Amigos&#8221; (ver como ela é mencionada no GoogleTrends), mas de pensar que sem a Caros Amigos, provavelmente diminuem os leitores de APublica, talvez do Luis Nassif, os jornalistas estarão se vendo colaborando para Trip ou Piauí, mesmo os leitores da Diplô podem diminuir se a população pensar que está &#8220;saindo de moda&#8221; existirem veículos de esquerda, enfim, os efeitos serão grandes.</p>
<p>Célio Ishikawa<br />
(nome artístico nos quadrinhos: Dedo Zuka)<br />
Por ter ficado muito tempo na Puc-sp, viu Natália Viana escrever, viu Brasil de Fato nascer no Fórum Social Mundial, Viu pessoal comentando que a Diplô iria ter filial Brasileira, viu Apublica nascer, viu amigos estudantes de jornalismo do ótimo Contraponto (jornal laboratório da Puc-sp) irem trablahar na Caros Amigos e&#8230; infelizmente viu eles sendo demitidos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-109126</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 18:02:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguém precisava dizer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém precisava dizer.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-109102</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 15:32:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo aqui essa matéria que saiu na Folha me veio à mente que talvez não tenha ficado claro por esse texto um detalhe da situação dos trabalhadores da Caros, que se não muda muito ao menos é um agravante a meu ver: não é que a revista paga por contrato Pessoa Jurídica, com nota fiscal, como a maioria dos órgãos faz pra pagar MENOS impostos e dar menos direitos, o que já é bizaro - lá não se tinha CONTRATO ALGUM, não se paga IMPOSTO ALGUM e não se dá DIREITO ALGUM. Você não assina nada, ganha um cheque em algum momento do mês, às vezes parcelado, e só. Se você morrer, no outro dia entra outro e já era. 

Agora o maior descaramento pra mim é esse cidadão sair dizendo aos quatro cantos que a revista vai continuar e tal. Como eu disse no texto, provavelmente gente pra colaborar vai aparecer, e não os condeno, há muito pouco espaço por aí mesmo. Mas e o empregador? ASSUME que ta ilegal com todo mundo e vai ficar na maior, contratando uma nova redação e pronto? 

Se alguém que manja de direito estiver lendo aqui podia esclarecer como isso é possível e se não é possível que &quot;alguém&quot; faça uma denúncia dessa patifaria no Ministério do Trabalho caso uma nova redação seja formada. 

Por fim, infelizmente não apareceram ainda nos comentários os defensores, discretos ou não, da atitude do Nabuco, mas tem chegado a mim vários argumentos deles. O principal está no texto: a revista é um patrimônio da esquerda, blablablá. Só questiono pra essas pessoas: quer dizer que a esquerda brasileira é TÃO patética a ponto de ser REFÉM de uma publicação de dez mil leitores?!??! É realmente impossível que com essa nova morte moral da Caros Amigos, afinal não é a primeira, surja algo pra suprir essa lacuna? Se é, aí é melhor ir pra casa mesmo ne, se não conseguimos nem isso...

Agradeço aos comentários, feitos aqui e no email pessoal,
abraços,
Júlio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo aqui essa matéria que saiu na Folha me veio à mente que talvez não tenha ficado claro por esse texto um detalhe da situação dos trabalhadores da Caros, que se não muda muito ao menos é um agravante a meu ver: não é que a revista paga por contrato Pessoa Jurídica, com nota fiscal, como a maioria dos órgãos faz pra pagar MENOS impostos e dar menos direitos, o que já é bizaro &#8211; lá não se tinha CONTRATO ALGUM, não se paga IMPOSTO ALGUM e não se dá DIREITO ALGUM. Você não assina nada, ganha um cheque em algum momento do mês, às vezes parcelado, e só. Se você morrer, no outro dia entra outro e já era. </p>
<p>Agora o maior descaramento pra mim é esse cidadão sair dizendo aos quatro cantos que a revista vai continuar e tal. Como eu disse no texto, provavelmente gente pra colaborar vai aparecer, e não os condeno, há muito pouco espaço por aí mesmo. Mas e o empregador? ASSUME que ta ilegal com todo mundo e vai ficar na maior, contratando uma nova redação e pronto? </p>
<p>Se alguém que manja de direito estiver lendo aqui podia esclarecer como isso é possível e se não é possível que &#8220;alguém&#8221; faça uma denúncia dessa patifaria no Ministério do Trabalho caso uma nova redação seja formada. </p>
<p>Por fim, infelizmente não apareceram ainda nos comentários os defensores, discretos ou não, da atitude do Nabuco, mas tem chegado a mim vários argumentos deles. O principal está no texto: a revista é um patrimônio da esquerda, blablablá. Só questiono pra essas pessoas: quer dizer que a esquerda brasileira é TÃO patética a ponto de ser REFÉM de uma publicação de dez mil leitores?!??! É realmente impossível que com essa nova morte moral da Caros Amigos, afinal não é a primeira, surja algo pra suprir essa lacuna? Se é, aí é melhor ir pra casa mesmo ne, se não conseguimos nem isso&#8230;</p>
<p>Agradeço aos comentários, feitos aqui e no email pessoal,<br />
abraços,<br />
Júlio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: E o José Arbex?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-109099</link>

		<dc:creator><![CDATA[E o José Arbex?]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 15:11:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cadê?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cadê?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Karin		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-108981</link>

		<dc:creator><![CDATA[Karin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 04:08:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigada Júlio  por ter escrito e publicado esse texto!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigada Júlio  por ter escrito e publicado esse texto!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fillipe martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74029/#comment-108954</link>

		<dc:creator><![CDATA[fillipe martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 00:56:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esquerda com dono? Esquerda- trabalhadores com patrao? Onde esta a capacidade de outo organizaçao? trabalho cooperativo? socialismo e su coraçao- meios de produçao nas maos dos trabalhadores?? Tudo muito estranho - é muita educaçao!
saludo revolucionario aos trabalhadores livres, sem emprego, porem, agora sim, livres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esquerda com dono? Esquerda- trabalhadores com patrao? Onde esta a capacidade de outo organizaçao? trabalho cooperativo? socialismo e su coraçao- meios de produçao nas maos dos trabalhadores?? Tudo muito estranho &#8211; é muita educaçao!<br />
saludo revolucionario aos trabalhadores livres, sem emprego, porem, agora sim, livres.</p>
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