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	Comentários sobre: Luta por moradia em pequenas e médias cidades brasileiras (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/03/74251/#comment-109945</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 20:47:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Caio,

no caso das cidades pequenas (e uma cidade com 30 mil habitantes já está muito acima da média dos municípios brasileiros, por incrível que pareça) é relativamente fácil para as prefeituras locais implementar certas gratuidades (transportes, hortas comunitárias, internet a cabo e/ou wifi, etc.) porque as sedes dos municípios são minúsculas e por isto os custos são infinitamente menores.

Já nas cidades médias, o que se vive lá, a meu ver, são os conflitos próprios dos processos de urbanização acelerada. Na medida em que os laços sociais se tornam mais impessoais e em que a economia local se insere em certas cadeias produtivas mais integradas ao &quot;núcleo duro&quot; do capitalismo, aquilo que antes se resolvia com uma &quot;boa conversa de vizinhos&quot; agora só se resolve com luta, porque as classes sociais passam a perceber-se enquanto tal a partir da enorme divergência de seus interesses.

Mas lá vou eu novamente adiantar assunto. Muito disto foi tratado na parte seguinte deste ensaio. Peço que aguarde um pouco para voltarmos ao assunto, pois ela traz elementos importantes para a discussão deste &quot;replay&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Caio,</p>
<p>no caso das cidades pequenas (e uma cidade com 30 mil habitantes já está muito acima da média dos municípios brasileiros, por incrível que pareça) é relativamente fácil para as prefeituras locais implementar certas gratuidades (transportes, hortas comunitárias, internet a cabo e/ou wifi, etc.) porque as sedes dos municípios são minúsculas e por isto os custos são infinitamente menores.</p>
<p>Já nas cidades médias, o que se vive lá, a meu ver, são os conflitos próprios dos processos de urbanização acelerada. Na medida em que os laços sociais se tornam mais impessoais e em que a economia local se insere em certas cadeias produtivas mais integradas ao &#8220;núcleo duro&#8221; do capitalismo, aquilo que antes se resolvia com uma &#8220;boa conversa de vizinhos&#8221; agora só se resolve com luta, porque as classes sociais passam a perceber-se enquanto tal a partir da enorme divergência de seus interesses.</p>
<p>Mas lá vou eu novamente adiantar assunto. Muito disto foi tratado na parte seguinte deste ensaio. Peço que aguarde um pouco para voltarmos ao assunto, pois ela traz elementos importantes para a discussão deste &#8220;replay&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Caio		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 04:45:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mesmo pretendendo se focar na luta por moradia, o artigo já está discutindo a organização do espaço urbano nessas cidades de modo mais amplo. Então aproveito a deixa para falar do transporte coletivo e lembrar que hoje, no Brasil, todas as experiências concretas de Tarifa Zero nos transportes públicos acontecem em municípios pequenos. É o caso de Agudos (SP) com 32 mil habitantes, Porto Real (RJ) com 16 mil habitantes ou Potirendaba (SP) com 15 mil habitantes. Há outras cidades, em Minas e SP, mas não me recordo agora. De modo geral, são projetos vindos &quot;de cima para baixo&quot;, não são resultado direto de lutas dos trabalhadores dessas cidades. Num contexto já diferente, outras cidades, um pouco maiores (100-200 mil habitantes) como Guarapuava, Jaraguá do Sul e Diamantina, derrubaram aumentos nas tarifas a partir de mobilizações populares nos últimos dois anos.
Enfim, se estamos vivendo mesmo um replay dos processos de urbanização dos anos 1950-80, talvez esse seja um elemento novo. Talvez tenhamos nessas cidades um horizonte mais favorável para as lutas por transporte público, que além de tudo já carregam o acúmulo das lutas e debates travadas nas cidades grandes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo pretendendo se focar na luta por moradia, o artigo já está discutindo a organização do espaço urbano nessas cidades de modo mais amplo. Então aproveito a deixa para falar do transporte coletivo e lembrar que hoje, no Brasil, todas as experiências concretas de Tarifa Zero nos transportes públicos acontecem em municípios pequenos. É o caso de Agudos (SP) com 32 mil habitantes, Porto Real (RJ) com 16 mil habitantes ou Potirendaba (SP) com 15 mil habitantes. Há outras cidades, em Minas e SP, mas não me recordo agora. De modo geral, são projetos vindos &#8220;de cima para baixo&#8221;, não são resultado direto de lutas dos trabalhadores dessas cidades. Num contexto já diferente, outras cidades, um pouco maiores (100-200 mil habitantes) como Guarapuava, Jaraguá do Sul e Diamantina, derrubaram aumentos nas tarifas a partir de mobilizações populares nos últimos dois anos.<br />
Enfim, se estamos vivendo mesmo um replay dos processos de urbanização dos anos 1950-80, talvez esse seja um elemento novo. Talvez tenhamos nessas cidades um horizonte mais favorável para as lutas por transporte público, que além de tudo já carregam o acúmulo das lutas e debates travadas nas cidades grandes&#8230;</p>
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