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	Comentários sobre: Protestos virtuais e impotência política (3)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Anos 90		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-312269</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anos 90]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2017 18:15:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na vida, as coisas possuem uma expressão física e também expressão estética. Quando o Passa Palavra pergunta sobre se será possível construir uma ponte entre os dois blocos dos trabalhadores basta perguntar se o militante revolucionário tem o porteiro do prédio entre os amigos no Facebook. Ou só tem gente com diploma? 

E perguntar também se ele vai até onde moram os pobres.Ou fica só nos meios tradicionais da esquerda chic? 

Parece que vai demorar muito, se ocorrer, para que esse abismo seja atravessado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na vida, as coisas possuem uma expressão física e também expressão estética. Quando o Passa Palavra pergunta sobre se será possível construir uma ponte entre os dois blocos dos trabalhadores basta perguntar se o militante revolucionário tem o porteiro do prédio entre os amigos no Facebook. Ou só tem gente com diploma? </p>
<p>E perguntar também se ele vai até onde moram os pobres.Ou fica só nos meios tradicionais da esquerda chic? </p>
<p>Parece que vai demorar muito, se ocorrer, para que esse abismo seja atravessado.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: neonazismo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113424</link>

		<dc:creator><![CDATA[neonazismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 17:20:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&#038;v=PAAvYFG7Hjc]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&#038;v=PAAvYFG7Hjc" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&#038;v=PAAvYFG7Hjc</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: TiTa Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113248</link>

		<dc:creator><![CDATA[TiTa Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 19:27:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É o que pode observar também, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, nas manifestações contra as remoções. O problema é o mesmo, mas cada um na sua, não se comunicam, não unem forças num problema tão evidentemente comum.
No caso das obras do Maracanã, quantas manifestações isoladas tivemos: foram os índios e os atletas, fora os prejudicados passivos que não se manifestaram, estudantes e grupos assistidos pelos programas sociais do próprio governo. Parece que no Rio temos vários Maracanãs em demolição.
Hoje foi a vez do Horto [ http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/04/04/remocao-no-horto-uniao-oab-alerj-e-associacao-de-moradores-se-reunem/ ].Pelo jeito mais gente sem ter para onde ir.

O pior de tudo, você abordou muito bem e é verdade,
-Por isto mesmo, o caráter atomístico dos “cidadãos” faz de seus protestos públicos campo fértil para apropriações. Aos manifestantes se juntaram os mais diversos grupos de gestores e seus partidos, como o Fora do Eixo, o PT e o PSOL. Mas nem de longe esta indignação – palavra em moda – foi provocada e canalizada por estes setores.-
O pior é que quando não conseguem se apropriar, fazem tudo e conseguem, é fato, minar. São peritos nisto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o que pode observar também, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, nas manifestações contra as remoções. O problema é o mesmo, mas cada um na sua, não se comunicam, não unem forças num problema tão evidentemente comum.<br />
No caso das obras do Maracanã, quantas manifestações isoladas tivemos: foram os índios e os atletas, fora os prejudicados passivos que não se manifestaram, estudantes e grupos assistidos pelos programas sociais do próprio governo. Parece que no Rio temos vários Maracanãs em demolição.<br />
Hoje foi a vez do Horto [ <a href="http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/04/04/remocao-no-horto-uniao-oab-alerj-e-associacao-de-moradores-se-reunem/" rel="nofollow ugc">http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/04/04/remocao-no-horto-uniao-oab-alerj-e-associacao-de-moradores-se-reunem/</a> ].Pelo jeito mais gente sem ter para onde ir.</p>
<p>O pior de tudo, você abordou muito bem e é verdade,<br />
-Por isto mesmo, o caráter atomístico dos “cidadãos” faz de seus protestos públicos campo fértil para apropriações. Aos manifestantes se juntaram os mais diversos grupos de gestores e seus partidos, como o Fora do Eixo, o PT e o PSOL. Mas nem de longe esta indignação – palavra em moda – foi provocada e canalizada por estes setores.-<br />
O pior é que quando não conseguem se apropriar, fazem tudo e conseguem, é fato, minar. São peritos nisto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Yoseph		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113186</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yoseph]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 11:37:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom texto!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom texto!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113123</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 04:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O João Bernardo fala de &quot;o Brasil&quot;; o Miguel fala de &quot;região portuguesa&quot; - já não consegue dizer Portugal... -e é uma amostra sintomática do que são as relações internacionais; um vai para a mesa partilhar soberania enquanto outro agradece a parte que lhe cabe aí enquanto ao mesmo tempo preserva a sua o mais que pode.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João Bernardo fala de &#8220;o Brasil&#8221;; o Miguel fala de &#8220;região portuguesa&#8221; &#8211; já não consegue dizer Portugal&#8230; -e é uma amostra sintomática do que são as relações internacionais; um vai para a mesa partilhar soberania enquanto outro agradece a parte que lhe cabe aí enquanto ao mesmo tempo preserva a sua o mais que pode.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113103</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 02:03:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ai meu Deus, o que é que PT e PCdoB têm a ver com nazismo? Quanta viagem! Volta e meia aparecem uns completamente desorientados por aqui...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ai meu Deus, o que é que PT e PCdoB têm a ver com nazismo? Quanta viagem! Volta e meia aparecem uns completamente desorientados por aqui&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Clarice		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-113009</link>

		<dc:creator><![CDATA[Clarice]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 12:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não se pode esquecer de mencionar o fato do PT/PCdoB se alinharem com a bancada evangélica para engordar as fileiras do fascismo. O fato do PT/PCdoB se colocarem como construtores do Nazismo coloca em xeque uma série de questões não explicitadas. As perseguições políticas que PT/PCdoB travam contra cidadãos apartidários e anticapitalistas os coloca na mira de outros sérios fatores que não estão levando em conta. Esquecem que os perseguidos possuem memória e sabem muito bem identificar as figuras fantasiadas de ONGS e instituições financiadas pelos mesmos partidos citados acima e que não se intimidaram diante das ameaças. Acreditam realmente que a impunidade prevalecerá. Veremos!!!

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/04/517842.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não se pode esquecer de mencionar o fato do PT/PCdoB se alinharem com a bancada evangélica para engordar as fileiras do fascismo. O fato do PT/PCdoB se colocarem como construtores do Nazismo coloca em xeque uma série de questões não explicitadas. As perseguições políticas que PT/PCdoB travam contra cidadãos apartidários e anticapitalistas os coloca na mira de outros sérios fatores que não estão levando em conta. Esquecem que os perseguidos possuem memória e sabem muito bem identificar as figuras fantasiadas de ONGS e instituições financiadas pelos mesmos partidos citados acima e que não se intimidaram diante das ameaças. Acreditam realmente que a impunidade prevalecerá. Veremos!!!</p>
<p><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/04/517842.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/04/517842.shtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Serras Pereira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-112998</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Serras Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 10:11:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo,

compreendo, sem dúvida, as tuas razões, e, mais ainda, num grau ou noutro, valem também para as condições da região portuguesa. Mas o problema é que não há termo de uso corrente a que não possamos pôr objecções semelhantes: &quot;socialismo&quot;, &quot;comunismo&quot;, &quot;democracia&quot;, &quot;anticapitalismo&quot;, &quot;espaço público&quot;, e até mesmo, se virmos bem, &quot;razão&quot;, &quot;racionalidade&quot;, &quot;ciência&quot; ou &quot;teoria&quot;. Por isso, e porque não podemos limitar-nos a forjar novos termos a todo o momento, teremos de nos valer criticamente dos existentes, tentando explicitar o sentido que lhes damos. Dito isto, reconheço que é, caso a caso, que teremos de decidir a preferência que damos a um termo ou outro. Ainda assim, se, por exemplo, eu prefiro falar de democratização das relações de poder, relações sociais de produção incluídas, a fazê-lo de &quot;construção do socialismo&quot;, tenho o cuidado de dizer, em sendo caso disso, que, em certo sentido, são a mesma coisa - ou que, o que vem a dar no mesmo, a &quot;construção do socialismo&quot; que defendo só pode, para não se transformar no seu contrário (reciclagem da dominação de classe&quot;), fazer-se através da participação em pé de igualdade dos produtores na gestão da produção. Mas, claro, não encontro divergências de fundo entre nós a este propósito. 

Abraço

miguel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,</p>
<p>compreendo, sem dúvida, as tuas razões, e, mais ainda, num grau ou noutro, valem também para as condições da região portuguesa. Mas o problema é que não há termo de uso corrente a que não possamos pôr objecções semelhantes: &#8220;socialismo&#8221;, &#8220;comunismo&#8221;, &#8220;democracia&#8221;, &#8220;anticapitalismo&#8221;, &#8220;espaço público&#8221;, e até mesmo, se virmos bem, &#8220;razão&#8221;, &#8220;racionalidade&#8221;, &#8220;ciência&#8221; ou &#8220;teoria&#8221;. Por isso, e porque não podemos limitar-nos a forjar novos termos a todo o momento, teremos de nos valer criticamente dos existentes, tentando explicitar o sentido que lhes damos. Dito isto, reconheço que é, caso a caso, que teremos de decidir a preferência que damos a um termo ou outro. Ainda assim, se, por exemplo, eu prefiro falar de democratização das relações de poder, relações sociais de produção incluídas, a fazê-lo de &#8220;construção do socialismo&#8221;, tenho o cuidado de dizer, em sendo caso disso, que, em certo sentido, são a mesma coisa &#8211; ou que, o que vem a dar no mesmo, a &#8220;construção do socialismo&#8221; que defendo só pode, para não se transformar no seu contrário (reciclagem da dominação de classe&#8221;), fazer-se através da participação em pé de igualdade dos produtores na gestão da produção. Mas, claro, não encontro divergências de fundo entre nós a este propósito. </p>
<p>Abraço</p>
<p>miguel</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-112988</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 09:02:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Miguel
Dou-te razão etimologicamente e ainda politicamente, no sentido em que usas o conceito. O problema é que os conceitos e as palavras se distinguem, tendo as palavras o valor que o contexto social lhes confere, e aqui no Brasil &lt;em&gt;cidadania&lt;/em&gt; faz parte da panóplia de termos com que o PT e a CUT difundem a sua imagem de sociedade. O &lt;em&gt;cidadão&lt;/em&gt; é apresentado como um indivíduo isolado no mercado da política, do mesmo modo que os bens se apresentam isoladamente no mercado da economia. Nesta perspectiva, o &lt;em&gt;cidadão&lt;/em&gt; é considerado como um elemento de um quadro jurídico e não como parte constitutiva de relações económicas e sociais. A palavra tem aqui conotações conceptuais diferentes das que tem em Portugal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel<br />
Dou-te razão etimologicamente e ainda politicamente, no sentido em que usas o conceito. O problema é que os conceitos e as palavras se distinguem, tendo as palavras o valor que o contexto social lhes confere, e aqui no Brasil <em>cidadania</em> faz parte da panóplia de termos com que o PT e a CUT difundem a sua imagem de sociedade. O <em>cidadão</em> é apresentado como um indivíduo isolado no mercado da política, do mesmo modo que os bens se apresentam isoladamente no mercado da economia. Nesta perspectiva, o <em>cidadão</em> é considerado como um elemento de um quadro jurídico e não como parte constitutiva de relações económicas e sociais. A palavra tem aqui conotações conceptuais diferentes das que tem em Portugal.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Serras Pereira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/74509/#comment-112983</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Serras Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 08:17:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=74509#comment-112983</guid>

					<description><![CDATA[Texto muito importante e que, nas grandes linhas, aprovo sem hesitar. No entanto, parece-me menos feliz na apreciação exclusivamente negativa que faz do termo &quot;cidadãods&quot; tomando-o como expressão de individualismo e privatização.
Vejamos, pois.

1. O &quot;cidadão&quot; é uma instituição social e colectiva por excelência, e, nesse sentido, exprime que o indivíduo socializa e politiza ou retoma explícita e criticamente, tornando-a uma questão comum, a sua socialização de partida e as condições sociais de existência que partilha com outros. Mais ainda: ao afirmar-se como cidadão activo reivindica participar em pé de igualdade no governo dos assuntos e problemas colectivos, e começa a afirmar-se como governante, ou a reivindicar o exercício do poder político pelos governados como condição da sua legitimidade. A cidadania activa - potencialmente governante - é, pois, a recusa da condição hierárquica de súbdito, pressupõe a acção comum, concebe e pratica a política como liberdade e responsabilidade não-profissional e igualitária de todos, rejeita a especialização classista dos representantes que a tornam prerrogativa de uns quantos sobre a instauração da passividade geral.

2. Assim entendida, a cidadania não ignora, mas levanta e põe na ordem do dia a questão das classes e da sua abolição. É, por definição, anti-classista. A igualdade e a participação igualitária dos cidadãos no exercício do poder é inseparável da recusa da hierarquia entre governantes e governados, proprietários e proletários, gestores e geridos, e assim por diante. A conquista da cidadania activa e plena implica a destruição da sociedade de classes, da sua divisão política do trabalho e da sua divisão do trabalho político. 

3. Por tudo isto, parece-me que a reivindicação da cidadania governante deve ser assumida e adoptada como aspecto necessário da democratização anticapitalista que este texto nos propõe como tarefa, em vez de rejeitada como expressão ou sintoma de &quot;individualismo&quot; ou de &quot;privatização&quot;.

Saudações solidárias

msp]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto muito importante e que, nas grandes linhas, aprovo sem hesitar. No entanto, parece-me menos feliz na apreciação exclusivamente negativa que faz do termo &#8220;cidadãods&#8221; tomando-o como expressão de individualismo e privatização.<br />
Vejamos, pois.</p>
<p>1. O &#8220;cidadão&#8221; é uma instituição social e colectiva por excelência, e, nesse sentido, exprime que o indivíduo socializa e politiza ou retoma explícita e criticamente, tornando-a uma questão comum, a sua socialização de partida e as condições sociais de existência que partilha com outros. Mais ainda: ao afirmar-se como cidadão activo reivindica participar em pé de igualdade no governo dos assuntos e problemas colectivos, e começa a afirmar-se como governante, ou a reivindicar o exercício do poder político pelos governados como condição da sua legitimidade. A cidadania activa &#8211; potencialmente governante &#8211; é, pois, a recusa da condição hierárquica de súbdito, pressupõe a acção comum, concebe e pratica a política como liberdade e responsabilidade não-profissional e igualitária de todos, rejeita a especialização classista dos representantes que a tornam prerrogativa de uns quantos sobre a instauração da passividade geral.</p>
<p>2. Assim entendida, a cidadania não ignora, mas levanta e põe na ordem do dia a questão das classes e da sua abolição. É, por definição, anti-classista. A igualdade e a participação igualitária dos cidadãos no exercício do poder é inseparável da recusa da hierarquia entre governantes e governados, proprietários e proletários, gestores e geridos, e assim por diante. A conquista da cidadania activa e plena implica a destruição da sociedade de classes, da sua divisão política do trabalho e da sua divisão do trabalho político. </p>
<p>3. Por tudo isto, parece-me que a reivindicação da cidadania governante deve ser assumida e adoptada como aspecto necessário da democratização anticapitalista que este texto nos propõe como tarefa, em vez de rejeitada como expressão ou sintoma de &#8220;individualismo&#8221; ou de &#8220;privatização&#8221;.</p>
<p>Saudações solidárias</p>
<p>msp</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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