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	Comentários sobre: MST S.A. (3ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Waldorf		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-938990</link>

		<dc:creator><![CDATA[Waldorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 18:08:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aparentemente o Sr. Steiner tbm aventurou-se na área de educação/pedagogia. Aqui na Faculdade a professora de Didiática (uma ecológica que me afirmou em sala de aula que a terra não precisava de adubo, pois se bastava, já possuindo os nutrientes necessários à planta) nos convidou para uma vivência em uma escola particular que utiliza a metodologia Waldorf. Qual não foi minha surpresa ao dar um google e constatar que  o criador era o Sr. Steiner, já citado nesses textos do João Bernardo.

Creio que reprovarei essa disciplina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aparentemente o Sr. Steiner tbm aventurou-se na área de educação/pedagogia. Aqui na Faculdade a professora de Didiática (uma ecológica que me afirmou em sala de aula que a terra não precisava de adubo, pois se bastava, já possuindo os nutrientes necessários à planta) nos convidou para uma vivência em uma escola particular que utiliza a metodologia Waldorf. Qual não foi minha surpresa ao dar um google e constatar que  o criador era o Sr. Steiner, já citado nesses textos do João Bernardo.</p>
<p>Creio que reprovarei essa disciplina.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-158435</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 21:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Kátia Abreu afirma que o MST já não é problema: &quot;Precisamos de 15 anos para vencer o MST. Para nós hoje não tem nada mais importante que solucionar a questão indígena&quot; (Não estou bem certo de que se trate de uma citação procedente, mas que faz sentido, faz...) (https://www.facebook.com/eduardo.v.decastro/posts/10152055517059154)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Kátia Abreu afirma que o MST já não é problema: &#8220;Precisamos de 15 anos para vencer o MST. Para nós hoje não tem nada mais importante que solucionar a questão indígena&#8221; (Não estou bem certo de que se trate de uma citação procedente, mas que faz sentido, faz&#8230;) (<a href="https://www.facebook.com/eduardo.v.decastro/posts/10152055517059154" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/eduardo.v.decastro/posts/10152055517059154</a>)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: camila antero		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119915</link>

		<dc:creator><![CDATA[camila antero]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 21:58:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[depois que li &quot;O criador da agricultura orgânica foi fulano&quot;, não tive coragem de prosseguir na leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>depois que li &#8220;O criador da agricultura orgânica foi fulano&#8221;, não tive coragem de prosseguir na leitura.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119613</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2013 10:06:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gustavo,
O seu último comentário suscitou-me duas reflexões, não necessariamente críticas, mas um prolongamento.
A primeira é que hoje as companhias transnacionais, com o recurso sistemático à terceirização, consideram em muitos casos vantajoso agregar microempresas e mesmo estimular a formação de cooperativas de produtores, tanto na indústria e nos serviços como na agricultura. Nestes casos, que se contam aos milhões por todo o mundo, a manutenção de uma independência formal no plano das relações jurídicas de propriedade conjuga-se com a integração no plano das relações económicas.
A segunda reflexão diz respeito à conversão de um conceito num insulto. É corrente a extrema-esquerda brasileira insultar o governo federal chamando-lhe &lt;em&gt;neoliberal&lt;/em&gt;, quando ele é exactamente o contrário, é um governo que não abandona o mercado a si próprio e que usa poderosos mecanismos de intervenção. Só que não se trata dos mecanismos arcaicos do capitalismo de Estado, de que a esquerda leninista é tão saudosa, mas de mecanismos modernos, antes de mais o BNDES, mas também os fundos de pensão sindicais, dada a conversão das principais centrais em instrumentos do poder executivo.
Parece-me que é neste quadro muito amplo de uma reestruturação do capitalismo que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; procurou analisar as relações do MST com várias empresas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,<br />
O seu último comentário suscitou-me duas reflexões, não necessariamente críticas, mas um prolongamento.<br />
A primeira é que hoje as companhias transnacionais, com o recurso sistemático à terceirização, consideram em muitos casos vantajoso agregar microempresas e mesmo estimular a formação de cooperativas de produtores, tanto na indústria e nos serviços como na agricultura. Nestes casos, que se contam aos milhões por todo o mundo, a manutenção de uma independência formal no plano das relações jurídicas de propriedade conjuga-se com a integração no plano das relações económicas.<br />
A segunda reflexão diz respeito à conversão de um conceito num insulto. É corrente a extrema-esquerda brasileira insultar o governo federal chamando-lhe <em>neoliberal</em>, quando ele é exactamente o contrário, é um governo que não abandona o mercado a si próprio e que usa poderosos mecanismos de intervenção. Só que não se trata dos mecanismos arcaicos do capitalismo de Estado, de que a esquerda leninista é tão saudosa, mas de mecanismos modernos, antes de mais o BNDES, mas também os fundos de pensão sindicais, dada a conversão das principais centrais em instrumentos do poder executivo.<br />
Parece-me que é neste quadro muito amplo de uma reestruturação do capitalismo que o <em>Passa Palavra</em> procurou analisar as relações do MST com várias empresas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119529</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 20:49:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-119529</guid>

					<description><![CDATA[João,
Tenho a impressão que não é nem uma coisa nem outra: o modelo a que Claudionor &quot;Neguinho&quot; Vieira se refere é o &lt;a href=&quot;http://www.mda.gov.br/portal/saf/programas/biodiesel/2286217&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel&lt;/a&gt; um programa interministerial do governo brasileiro, ou seja não é nem a relação específica com uma empresa (a Brasil Ecodiesel) nem a parceria com a generalidade das empresas capitalistas como dei a entender.
Isto talvez seja um detalhe menor - e provavelmente é - neste pequeno debate entre nós mas... então não estamos a falar apenas da subjugação direta de movimentos sociais por empresas capitalistas, mas de uma relação entre trabalhadores, Estado e empresas. Talvez seja um detalhe menor - e provavelmente é - porque Estado, aqui, é entendido como mero mecanismo de dominação da classe trabalhadora pelo Kapital, para resumir muito grosseiramente o artigo por você citado.
Uma coisa é certa: se dependesse apenas das empresas (do mercado), os moedores de cana e sementes (os segundos na cadeia de valor do biodiesel, os que produzem o óleo a partir das plantas, conforme Fig. 1 &lt;a href=&quot;http://www.ipc-undp.org/pub/IPCWorkingPaper73.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;neste trabalho&lt;/a&gt; ) ignorariam solenemente os agricultores familiares. Não terá sido por outro motivo que não as duras regras do mercado que a Ecodiesel foi deixando de adquirir dos pequenos agricultores e acabou por perder o &lt;a href=&quot;http://www.mda.gov.br/portal/saf/programas/biodiesel/2286313&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Selo Combustível Social&lt;/a&gt;, que lhe garantiria redução de impostos e privilégio em concorrências, a título de compensação pelo aumento da complexidade do seu processo de aquisição de matéria-prima (com a &quot;obrigação&quot; de atender os pequenos produtores).
O Estado, em outras épocas, deixaria ao sabor do mercado e todos seriam felizes (menos os pequenos agricultores que, a essa altura já teriam certamente acabado por vender a sua terra e ido para a cidade).
O fato é que o Estado entrou, o Programa foi criado, e hoje, por exemplo, com a prolongada estiagem no Nordeste do Brasil, &lt;a href=&quot;http://blog.planalto.gov.br/produtores-de-cana-de-acucar-do-nordeste-afetados-pela-seca-receberao-subsidio/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;acena com subsídios para ajudar os pequenos agricultores produtores de cana a se manter&lt;/a&gt; .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
Tenho a impressão que não é nem uma coisa nem outra: o modelo a que Claudionor &#8220;Neguinho&#8221; Vieira se refere é o <a href="http://www.mda.gov.br/portal/saf/programas/biodiesel/2286217" rel="nofollow">Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel</a> um programa interministerial do governo brasileiro, ou seja não é nem a relação específica com uma empresa (a Brasil Ecodiesel) nem a parceria com a generalidade das empresas capitalistas como dei a entender.<br />
Isto talvez seja um detalhe menor &#8211; e provavelmente é &#8211; neste pequeno debate entre nós mas&#8230; então não estamos a falar apenas da subjugação direta de movimentos sociais por empresas capitalistas, mas de uma relação entre trabalhadores, Estado e empresas. Talvez seja um detalhe menor &#8211; e provavelmente é &#8211; porque Estado, aqui, é entendido como mero mecanismo de dominação da classe trabalhadora pelo Kapital, para resumir muito grosseiramente o artigo por você citado.<br />
Uma coisa é certa: se dependesse apenas das empresas (do mercado), os moedores de cana e sementes (os segundos na cadeia de valor do biodiesel, os que produzem o óleo a partir das plantas, conforme Fig. 1 <a href="http://www.ipc-undp.org/pub/IPCWorkingPaper73.pdf" rel="nofollow">neste trabalho</a> ) ignorariam solenemente os agricultores familiares. Não terá sido por outro motivo que não as duras regras do mercado que a Ecodiesel foi deixando de adquirir dos pequenos agricultores e acabou por perder o <a href="http://www.mda.gov.br/portal/saf/programas/biodiesel/2286313" rel="nofollow">Selo Combustível Social</a>, que lhe garantiria redução de impostos e privilégio em concorrências, a título de compensação pelo aumento da complexidade do seu processo de aquisição de matéria-prima (com a &#8220;obrigação&#8221; de atender os pequenos produtores).<br />
O Estado, em outras épocas, deixaria ao sabor do mercado e todos seriam felizes (menos os pequenos agricultores que, a essa altura já teriam certamente acabado por vender a sua terra e ido para a cidade).<br />
O fato é que o Estado entrou, o Programa foi criado, e hoje, por exemplo, com a prolongada estiagem no Nordeste do Brasil, <a href="http://blog.planalto.gov.br/produtores-de-cana-de-acucar-do-nordeste-afetados-pela-seca-receberao-subsidio/" rel="nofollow">acena com subsídios para ajudar os pequenos agricultores produtores de cana a se manter</a> .</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119504</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 17:33:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-119504</guid>

					<description><![CDATA[Gustavo,
Mas o modelo que «começou errado», a que o dirigente do MST Claudionor Vieira, o Neguinho, se refere, o modelo de que «não se aproveita nada», não é o modelo da parceria com a generalidade das empresas capitalistas, mas só com a Brasil Ecodiesel. Neste caso os assentados do MST foram um elemento da concorrência entre a Brasil Ecodiesel e a Petrobras Biocombustível (PBio), em benefício desta última. E dadas as relações da Petrobras com o aparelho de Estado e com os fundos de pensão, esta questão remete para outro artigo publicado neste site, &lt;em&gt;Estado e movimentos sociais&lt;/em&gt; (http://passapalavra.info/2012/02/52448 ).
É certo que todos nós precisamos de ganhar a vida e queremos ganhá-la nas melhores condições. Mas contrariamente ao capitalista, que leva uma existência única, a de acumular capital, o trabalhador leva, na melhor das hipóteses, duas existências, a de melhorar o salário e a de lutar contra o capital. Ora, será que uma organização de luta contra o capitalismo deverá ter também a função de estabelecer parcerias com os capitalistas? Isto foi o que sucedeu com os sindicatos, que na sequência desse processo se converteram eles próprios em empresários capitalistas, um tema que abordei pela primeira vez num livro publicado em 1987 e voltei a tratar mais recentemente num livro escrito em conjunto com Luciano Pereira (&lt;em&gt;Capitalismo Sindical&lt;/em&gt;, São Paulo: Xamã, 2008). É assim que organizações de luta contra o capitalismo se convertem no seu oposto, em grupos de pressão subordinados às regras do mercado de trabalho. Limitações da luta é uma coisa, e é o que a sensatez exige na maior parte do tempo. Mas um movimento que surge como anticapitalista e depois estabelece parcerias com empresários para melhorar os rendimentos dos seus associados não está a conduzir uma luta num âmbito limitado; está a fazer o oposto, a inserir-se nos mecanismos do capitalismo. O MST estará ainda na encruzilhada e uma tomada de consciência entre os seus miltantes poderá alterar-lhe o rumo? Ou o seu caminho já está traçado, como o dos sindicatos actuais?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,<br />
Mas o modelo que «começou errado», a que o dirigente do MST Claudionor Vieira, o Neguinho, se refere, o modelo de que «não se aproveita nada», não é o modelo da parceria com a generalidade das empresas capitalistas, mas só com a Brasil Ecodiesel. Neste caso os assentados do MST foram um elemento da concorrência entre a Brasil Ecodiesel e a Petrobras Biocombustível (PBio), em benefício desta última. E dadas as relações da Petrobras com o aparelho de Estado e com os fundos de pensão, esta questão remete para outro artigo publicado neste site, <em>Estado e movimentos sociais</em> (<a href="http://passapalavra.info/2012/02/52448" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/02/52448</a> ).<br />
É certo que todos nós precisamos de ganhar a vida e queremos ganhá-la nas melhores condições. Mas contrariamente ao capitalista, que leva uma existência única, a de acumular capital, o trabalhador leva, na melhor das hipóteses, duas existências, a de melhorar o salário e a de lutar contra o capital. Ora, será que uma organização de luta contra o capitalismo deverá ter também a função de estabelecer parcerias com os capitalistas? Isto foi o que sucedeu com os sindicatos, que na sequência desse processo se converteram eles próprios em empresários capitalistas, um tema que abordei pela primeira vez num livro publicado em 1987 e voltei a tratar mais recentemente num livro escrito em conjunto com Luciano Pereira (<em>Capitalismo Sindical</em>, São Paulo: Xamã, 2008). É assim que organizações de luta contra o capitalismo se convertem no seu oposto, em grupos de pressão subordinados às regras do mercado de trabalho. Limitações da luta é uma coisa, e é o que a sensatez exige na maior parte do tempo. Mas um movimento que surge como anticapitalista e depois estabelece parcerias com empresários para melhorar os rendimentos dos seus associados não está a conduzir uma luta num âmbito limitado; está a fazer o oposto, a inserir-se nos mecanismos do capitalismo. O MST estará ainda na encruzilhada e uma tomada de consciência entre os seus miltantes poderá alterar-lhe o rumo? Ou o seu caminho já está traçado, como o dos sindicatos actuais?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119495</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:40:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-119495</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo,
Não, não foi sutil ironia, mas apenas a vontade de agregar mais material ao debate, mesmo que ele não se configure como prova final e definitiva daquilo que quero exprimir (até porque não acredito muito em provas finais e definitivas).
Agradeço a sua leitura crítica do texto.
Ainda assim - ou seja, sem retirar, de forma alguma, o mérito da sua leitura - não consigo deixar de notar a escala razoavelmente grandiosa dessa parceria MST x Indústria dos Biocombustíveis (aproximadamente 100.000 famílias envolvidas), por um lado, e verificar que a suposta adesão aos mecanismos capitalistas parece estar longe de ser uma opção dada, consolidada, ou mesmo almejada como fim em si mesma, dentro do movimento(impressão que alguém como eu, um não militante do MST, tem quando lê as séries do PP), haja vista as palavras do mesmo Neguinho que você cita: &#039;&lt;i&gt;Para o dirigente do MST, “o modelo começou errado”, baseado na superexploração do trabalho dos agricultores, no endividamento familiar e na monocultura. “Chocava-se frontalmente com a nossa concepção de agricultura familiar e camponesa”. Vieira avalia que do modelo de produção verificado nas parcerias iniciais “não se aproveita nada”. Ou melhor: “aproveita-se a comprovação de que esse modelo não se aproveita de forma alguma. Nem do ponto de vista ambiental, nem do social e nem do econômico”&#039;&lt;/i&gt;&#039;. (pg 8)
Desconsiderar estes aspectos - benefícios modestos, mas benefícios, e numa escala nada desprezível; consciência das limitações e horizontes da luta, mas ainda assim, perseverança nela -, para ficar com uma argumentação que você usou no debate com outro comentador, também pode ser uma forma enviesada de me dar razão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,<br />
Não, não foi sutil ironia, mas apenas a vontade de agregar mais material ao debate, mesmo que ele não se configure como prova final e definitiva daquilo que quero exprimir (até porque não acredito muito em provas finais e definitivas).<br />
Agradeço a sua leitura crítica do texto.<br />
Ainda assim &#8211; ou seja, sem retirar, de forma alguma, o mérito da sua leitura &#8211; não consigo deixar de notar a escala razoavelmente grandiosa dessa parceria MST x Indústria dos Biocombustíveis (aproximadamente 100.000 famílias envolvidas), por um lado, e verificar que a suposta adesão aos mecanismos capitalistas parece estar longe de ser uma opção dada, consolidada, ou mesmo almejada como fim em si mesma, dentro do movimento(impressão que alguém como eu, um não militante do MST, tem quando lê as séries do PP), haja vista as palavras do mesmo Neguinho que você cita: &#8216;<i>Para o dirigente do MST, “o modelo começou errado”, baseado na superexploração do trabalho dos agricultores, no endividamento familiar e na monocultura. “Chocava-se frontalmente com a nossa concepção de agricultura familiar e camponesa”. Vieira avalia que do modelo de produção verificado nas parcerias iniciais “não se aproveita nada”. Ou melhor: “aproveita-se a comprovação de que esse modelo não se aproveita de forma alguma. Nem do ponto de vista ambiental, nem do social e nem do econômico”&#8217;</i>&#8216;. (pg 8)<br />
Desconsiderar estes aspectos &#8211; benefícios modestos, mas benefícios, e numa escala nada desprezível; consciência das limitações e horizontes da luta, mas ainda assim, perseverança nela -, para ficar com uma argumentação que você usou no debate com outro comentador, também pode ser uma forma enviesada de me dar razão</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119480</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 15:29:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-119480</guid>

					<description><![CDATA[Gustavo,
O seu comentário, se não for uma subtil ironia, deixa-me perplexo, já que o relatório no primeiro &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; confirma a sistematicidade do relacionamento do MST com empresas capitalistas, precisamente o tema desta série de artigos.
Leio na pág. 7 do pdf: «Claudionor Vieira, o Neguinho, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Piauí, explica que o movimento está em tratativas com a empresa [Petrobras Biocombustível (PBio)], uma vez que existe a perspectiva de ampliação das parcerias da PBio com os pequenos agricultores para atender a capacidade instalada da usina de Quixadá, no Ceará».
Depois de evocar os maus resultados das parcerias com a Brasil Ecodiesel, primeira companhia privada a investir maciçamente no biodiesel, e de indicar que foram aprendidas as lições do insucesso, o relatório continua, na pág. 8: «Na região da usina da Petrobras em Quixadá (CE), o MST desenvolve os projetos com a empresa já levando em conta boa parte dos ensinamentos advindos da experiência no Piauí. Iniciada em 2007, a produção contava primeiramente com cerca de 300 produtores, em quatro municípios. Em 2008, a quantidade de famílias envolvidas passou para 1.600, chegando a pouco mais de 3.300 em 2010». E, segundo Antonia Ivoneide Melo Silva, a Nenê, do Assentamento 25 de Maio, na cidade de Madalena, dirigente do MST-CE: «Os agricultores [...] se organizam em uma cooperativa, que trabalha em parceria com a PBio» [pág. 8].
Quanto às relações do MST com a PBio na Bahia, vejam-se as declarações de Julio César Vasconcelos Campos, do MST, nas págs 10-11. Saliento a seguinte passagem do relatório, na pág. 11: «Entre as grandes vantagens para os agricultores, Campos destaca que a Petrobrás é uma opção ao atravessador, e que houve melhora do preço [...]».
Finalmente, o relatório apresenta uma avaliação de síntese: «Nos estados do Nordeste, produtores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avaliam positivamente as parcerias com a Petrobrás [...]» [pág. 36].
Espero que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;, nos próximos artigos em que analisar a evolução do MST, leve em conta este interessantíssimo relatório.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,<br />
O seu comentário, se não for uma subtil ironia, deixa-me perplexo, já que o relatório no primeiro <em>link</em> confirma a sistematicidade do relacionamento do MST com empresas capitalistas, precisamente o tema desta série de artigos.<br />
Leio na pág. 7 do pdf: «Claudionor Vieira, o Neguinho, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Piauí, explica que o movimento está em tratativas com a empresa [Petrobras Biocombustível (PBio)], uma vez que existe a perspectiva de ampliação das parcerias da PBio com os pequenos agricultores para atender a capacidade instalada da usina de Quixadá, no Ceará».<br />
Depois de evocar os maus resultados das parcerias com a Brasil Ecodiesel, primeira companhia privada a investir maciçamente no biodiesel, e de indicar que foram aprendidas as lições do insucesso, o relatório continua, na pág. 8: «Na região da usina da Petrobras em Quixadá (CE), o MST desenvolve os projetos com a empresa já levando em conta boa parte dos ensinamentos advindos da experiência no Piauí. Iniciada em 2007, a produção contava primeiramente com cerca de 300 produtores, em quatro municípios. Em 2008, a quantidade de famílias envolvidas passou para 1.600, chegando a pouco mais de 3.300 em 2010». E, segundo Antonia Ivoneide Melo Silva, a Nenê, do Assentamento 25 de Maio, na cidade de Madalena, dirigente do MST-CE: «Os agricultores [&#8230;] se organizam em uma cooperativa, que trabalha em parceria com a PBio» [pág. 8].<br />
Quanto às relações do MST com a PBio na Bahia, vejam-se as declarações de Julio César Vasconcelos Campos, do MST, nas págs 10-11. Saliento a seguinte passagem do relatório, na pág. 11: «Entre as grandes vantagens para os agricultores, Campos destaca que a Petrobrás é uma opção ao atravessador, e que houve melhora do preço [&#8230;]».<br />
Finalmente, o relatório apresenta uma avaliação de síntese: «Nos estados do Nordeste, produtores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avaliam positivamente as parcerias com a Petrobrás [&#8230;]» [pág. 36].<br />
Espero que o <em>Passa Palavra</em>, nos próximos artigos em que analisar a evolução do MST, leve em conta este interessantíssimo relatório.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-119471</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2013 14:38:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-119471</guid>

					<description><![CDATA[Lendo o estudo &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://reporterbrasil.org.br/documentos/AgriculturaFamiliar_Biodiesel2010.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;A agricultura familiar e o programa nacional de biodiesel&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; pergunto-me se não há uma excessiva sobrevalorização das limitações do movimento em questão nesta e noutras séries de artigos.
O que o estudo aponta não seria um bom exemplo de que tem havido um esforço e até mesmo resultados positivos? Segundo &lt;a href=&quot;http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=12292082&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;informações do governo&lt;/a&gt;, &quot;a produção de biocombustíveis movimentou mais de R$ 2 bilhões para a agricultura familiar brasileira na safra 2011/2012&quot; num universo de &quot;aproximadamente 105 mil famílias de agricultores em todo o País.&quot;
No estudo a que me referi inicialmente, o que se vê são narrativas de lutas do MST que destoam do caráter fisiológico que esta e outras séries de artigos do PP atribuem ao movimento, ainda que essas lutas pareçam se dar num horizonte ideológico bem mais modesto do que o horizonte dos primórdios do MST.
Resultados como os que o estudo apresenta - até certo ponto positivos, mas sem deixar de possuir também contradições - não seriam mais representativos da realidade atual do movimento?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o estudo <i><a href="http://reporterbrasil.org.br/documentos/AgriculturaFamiliar_Biodiesel2010.pdf" rel="nofollow">A agricultura familiar e o programa nacional de biodiesel</a></i> pergunto-me se não há uma excessiva sobrevalorização das limitações do movimento em questão nesta e noutras séries de artigos.<br />
O que o estudo aponta não seria um bom exemplo de que tem havido um esforço e até mesmo resultados positivos? Segundo <a href="http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=12292082" rel="nofollow">informações do governo</a>, &#8220;a produção de biocombustíveis movimentou mais de R$ 2 bilhões para a agricultura familiar brasileira na safra 2011/2012&#8221; num universo de &#8220;aproximadamente 105 mil famílias de agricultores em todo o País.&#8221;<br />
No estudo a que me referi inicialmente, o que se vê são narrativas de lutas do MST que destoam do caráter fisiológico que esta e outras séries de artigos do PP atribuem ao movimento, ainda que essas lutas pareçam se dar num horizonte ideológico bem mais modesto do que o horizonte dos primórdios do MST.<br />
Resultados como os que o estudo apresenta &#8211; até certo ponto positivos, mas sem deixar de possuir também contradições &#8211; não seriam mais representativos da realidade atual do movimento?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75301/#comment-115844</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 13:33:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75301#comment-115844</guid>

					<description><![CDATA[Leo V,
Bom, eu, como alguém sem vínculo com o MST mas interessado na questão, também venho acompanhando a série de artigos do PP. Como tal, me parece que é exatamente nesse âmbito que você classifica de filosófico que o artigo quer entrar e, abrindo espaço para comentários, debater.
Retirar essa questão do debate, me parece, é fugir disso que o PP teima em debater.
Ou não entendi nada??]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V,<br />
Bom, eu, como alguém sem vínculo com o MST mas interessado na questão, também venho acompanhando a série de artigos do PP. Como tal, me parece que é exatamente nesse âmbito que você classifica de filosófico que o artigo quer entrar e, abrindo espaço para comentários, debater.<br />
Retirar essa questão do debate, me parece, é fugir disso que o PP teima em debater.<br />
Ou não entendi nada??</p>
]]></content:encoded>
		
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