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	Comentários sobre: Reflexões sobre o Bilhete Mensal	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75693/#comment-119245</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 16:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caio,
com relação a essa reportagem, ela me pareceu bem tosca. A não ser que eu a tenha lido mal, esses 10% são os passageiros que hoje já tomam mais do que 46 viagens. Oras, a política que o Prefeito está tentando implementar é justamente uma forma de incentivar que mais gente faça mais viagens, em fins de semana, por exemplo, para consumir (seja mercadorias, serviços ou lazer). Logo não se pode pegar as pessoas que hoje fazem de 40 a 45 viagens por mês e simplemente dizer que para essas não fará sentido, uma vez que a medida é justamente para incentivar as pessoas a rodarem mais pela cidade.

É provável que quem faça apenas 10 viagens por mês não compre este bilhete, mas quem faze um número elevado, próximo a 46, vai poder fazer um cálculo se pretende ter o uso ilimitado para aproveitar nos fins de semana (ou até durante a semana) ou não.

As críticas do MPL seguem sendo importantes, pois esse projeto não inclui ninguém que estava de fora no transporte público: quem já era excluído antes seguirá sendo excluído. O que estão fazendo é oferecer vantagens aos trabalhadores assalariados para que circulem mais pela cidade e fortaleçam o giro econômico na cidade. A internet pública, que estão negociando agora, vai num sentido similar: é um serviço público que incentiva o consumo e o giro de dinheiro, considerando o papel que hoje a internet tem na compra de mercadorias e serviços (e talvez principalmente na publicidade destes). 

São serviços que podem deixar uma cidade mais habitável e mais amigável para as classes baixas e médias, coisa que para São Paulo já é um avanço. No entanto pouco servem para os que já são tradicionalmente excluídos. No caso do transporte, o texto do MPL deixa claro como a questão da exclusão e a do financiamento da máfia das empresas de transporte ficam intocas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio,<br />
com relação a essa reportagem, ela me pareceu bem tosca. A não ser que eu a tenha lido mal, esses 10% são os passageiros que hoje já tomam mais do que 46 viagens. Oras, a política que o Prefeito está tentando implementar é justamente uma forma de incentivar que mais gente faça mais viagens, em fins de semana, por exemplo, para consumir (seja mercadorias, serviços ou lazer). Logo não se pode pegar as pessoas que hoje fazem de 40 a 45 viagens por mês e simplemente dizer que para essas não fará sentido, uma vez que a medida é justamente para incentivar as pessoas a rodarem mais pela cidade.</p>
<p>É provável que quem faça apenas 10 viagens por mês não compre este bilhete, mas quem faze um número elevado, próximo a 46, vai poder fazer um cálculo se pretende ter o uso ilimitado para aproveitar nos fins de semana (ou até durante a semana) ou não.</p>
<p>As críticas do MPL seguem sendo importantes, pois esse projeto não inclui ninguém que estava de fora no transporte público: quem já era excluído antes seguirá sendo excluído. O que estão fazendo é oferecer vantagens aos trabalhadores assalariados para que circulem mais pela cidade e fortaleçam o giro econômico na cidade. A internet pública, que estão negociando agora, vai num sentido similar: é um serviço público que incentiva o consumo e o giro de dinheiro, considerando o papel que hoje a internet tem na compra de mercadorias e serviços (e talvez principalmente na publicidade destes). </p>
<p>São serviços que podem deixar uma cidade mais habitável e mais amigável para as classes baixas e médias, coisa que para São Paulo já é um avanço. No entanto pouco servem para os que já são tradicionalmente excluídos. No caso do transporte, o texto do MPL deixa claro como a questão da exclusão e a do financiamento da máfia das empresas de transporte ficam intocas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75693/#comment-119198</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 23:24:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais de um mês depois, saiu um levantamento na Folha confirmando que o recorte do Bilhete Mensal é de fato bem restrito. Na época do texto, o MPL apontou isso, mas não tinha números... Talvez agora fique mais visível:

&quot;Bilhete Único Mensal só valerá a pena para 10% dos passageiros&quot;
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/05/1280728-bilhete-unico-mensal-so-valera-a-pena-para-10-dos-passageiros.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de um mês depois, saiu um levantamento na Folha confirmando que o recorte do Bilhete Mensal é de fato bem restrito. Na época do texto, o MPL apontou isso, mas não tinha números&#8230; Talvez agora fique mais visível:</p>
<p>&#8220;Bilhete Único Mensal só valerá a pena para 10% dos passageiros&#8221;<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/05/1280728-bilhete-unico-mensal-so-valera-a-pena-para-10-dos-passageiros.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/05/1280728-bilhete-unico-mensal-so-valera-a-pena-para-10-dos-passageiros.shtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lúcio Gregori		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75693/#comment-117988</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lúcio Gregori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 18:13:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75693#comment-117988</guid>

					<description><![CDATA[O texto, muito bom, remete a uma discussão que é central na questão da mobilidade que é a articulação entre esta e a expansão especulativa e (des)organização imobiliária da cidade. De resto mostra, como existe em muitos dirigentes uma concepção implícita de diferentes “oportunidades” para o viver na cidade. Na realidade diferentes oportunidades para diferentes categorias de renda. Sem o dizer,o texto torna claro que já não se fala mais em direitos para todos, “coisa pública”. Agora fala-se em “abertura de novas oportunidades”.
O subsídio como apontado no texto, para algo que ajudará a ocupar a ociosidade do sistema fora do pico, como o bilhete mensal segundo os dirigentes afirmam ,é algo espantoso, para dizer o mínimo.
Se existe ociosidade, o sistema é ineficiente. Não faz o menor sentido subsidiar a ineficiência. Certamente o correto para diminuir essa ineficiência é baixar a tarifa para todos como diz o texto, pois a tarifa está impedindo o uso dos lugares ociosos no entre-pico.
E nem se diga que a redução de tarifa pode provocar  superlotação no horário de pico. Isso só comprovaria um subdimensionamento do sistema nesse horário.
Não há como escapar do óbvio ou seja, tarifa pode ser  também reguladora de demanda e , nos transportes coletivos urbanos, geradora de ineficiência no sistema.
O prof.João Luis da Silva Dias já estudara o assunto de maneira detalhada em “Tarifa Zero e eficiência nos transportes coletivos urbanos”, publicado pela Fundação João Pinheiro em 1991.
Mas como se vê, Mrs Tatcher fez muita gente repensar o modo de encarar o mundo.
E não de transformá-lo,como pensaram e propuseram, dentre outros, Milton Santos e David Harvey.
Sinal dos novos, mas não tão novos, tempos de Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto, muito bom, remete a uma discussão que é central na questão da mobilidade que é a articulação entre esta e a expansão especulativa e (des)organização imobiliária da cidade. De resto mostra, como existe em muitos dirigentes uma concepção implícita de diferentes “oportunidades” para o viver na cidade. Na realidade diferentes oportunidades para diferentes categorias de renda. Sem o dizer,o texto torna claro que já não se fala mais em direitos para todos, “coisa pública”. Agora fala-se em “abertura de novas oportunidades”.<br />
O subsídio como apontado no texto, para algo que ajudará a ocupar a ociosidade do sistema fora do pico, como o bilhete mensal segundo os dirigentes afirmam ,é algo espantoso, para dizer o mínimo.<br />
Se existe ociosidade, o sistema é ineficiente. Não faz o menor sentido subsidiar a ineficiência. Certamente o correto para diminuir essa ineficiência é baixar a tarifa para todos como diz o texto, pois a tarifa está impedindo o uso dos lugares ociosos no entre-pico.<br />
E nem se diga que a redução de tarifa pode provocar  superlotação no horário de pico. Isso só comprovaria um subdimensionamento do sistema nesse horário.<br />
Não há como escapar do óbvio ou seja, tarifa pode ser  também reguladora de demanda e , nos transportes coletivos urbanos, geradora de ineficiência no sistema.<br />
O prof.João Luis da Silva Dias já estudara o assunto de maneira detalhada em “Tarifa Zero e eficiência nos transportes coletivos urbanos”, publicado pela Fundação João Pinheiro em 1991.<br />
Mas como se vê, Mrs Tatcher fez muita gente repensar o modo de encarar o mundo.<br />
E não de transformá-lo,como pensaram e propuseram, dentre outros, Milton Santos e David Harvey.<br />
Sinal dos novos, mas não tão novos, tempos de Brasil?</p>
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