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	Comentários sobre: Goiânia: sobre o autoritarismo eleitoral no movimento estudantil	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Grouxo Marxista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117679</link>

		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 23:11:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Segue a minha resposta aos comentários do Hugo e dos demais, publicada no último sábado e até agora sem resposta.

&quot;Não concordo, Hugo, que haja uma romantização do ME como alternativa ao burocratismo. O que há é justamente uma crítica de como a prática burocrática está presente dentro do movimento estudantil. Essa prática pressupõe um alheamento das bases das decisões do movimento e, óbvio, pressupõe também que as bases permitam que as decisões de um movimento que lhe pertence lhe sejam tomadas. 

Mas eu acho que, principalmente, a luta que envolve a burocratização do movimento está na criação de condições que incentivam ou impedem a participação mais ampla possível nas decisões. Essas condições, concretamente, foram dadas pelos grupos que tinham experiência em organização de assembleias e tinham uma maior força númerica organizada: o DCE e alguns grupos de esquerda que viriam a ser o CLGE. As condições dadas foram as que favoreceram uma disputa de cúpula entre esses dois grupos, e eu devo dizer isso como alguém que fez parte de uma dessas &#039;cúpulas&#039; mesmo insistindo na soberania da assembleia o tempo todo.

Eu acho que a maioria dos estudantes percebeu isso e passou a boicotar os nossos espaços e manifestações. Isso aconteceu a partir do fim da segunda assembleia... na terceira passamos a ter participação de dez, vinte pessoas, quando antes tínhamos centenas. Ir viajar ou ignorar o chamado da assembleia não é &#039;falta de consciência&#039; ou &#039;fugir da luta&#039;, na minha opinião é um boicote, é uma discordância bem clara. Quem concorda mata aula, não viaja, vai pro pau. Quem acha que não é possível diálogo, não faz nada disso. E se acha, tem suas razões. Não é uma questão de picaretagem vs autenticidade na luta, mas de condições concretas de luta e participação.... e na minha opinião, tem a ver com a tendência em todas as lutas da classe trabalhadora para a criação de gestores da luta que se responsabilizam pelo apassivamento dos demais e o seu fortalecimento como &#039;representante das massas&#039;.

Quanto à sua avaliação do DCE, também discordo. A disputa pelo DCE não foi uma disputa grupo partidário versus grupos independentes. As últimas gestões do DCE, pelo menos nos últimos cinco anos, foram todas hegemonizadas por grupos partidários que aparelharam a estrutura, só que grupos partidários e oposição ao governo: PSOL, PCB e PSTU e uns independentes inocentes úteis. Se hoje há uma enorme distanciamento dos estudantes em relação a essa entidade e a maioria das entidades estudantis, esses grupos tem muito pelo que responder. Se hoje há uma despolitização imensa do movimento estudantil, não é apenas por um determinismo geral de um &#039;refluxo das lutas&#039;, mas por conta do contexto de luta dos últimos anos concretamente aqui na UFG. Eu acho que os partidos tem um peso imenso nisso e tem uma influência bastante grande nos independentes que atuam de forma análoga. Episódios como esse do debate eleitoral, como as práticas cupulistas da última greve, pra mim contribuem demais pra despolitização dos estudantes. E não temos que ter paciência pra lidar com isso. Temos que quebrar essas tradições, criticar ferrenhamente quem as pratica mesmo sem perceber e principalmente as organizações que promovem isso, temos que ir pro enfrentamento interno e isso vai possibilitar que a gente consiga enfrentar as direções de faculdade, de universidade, os governos. Se houver interesse nisso, claro.

Também não tenho como concordar que o saldo da greve foi positivo. Na minha opinião foi bastante negativo, foi uma derrota pesada para os estudantes da UFG do ponto de vista político e do ponto de vista organizativo. Um momento de euforia que não deu em nada pra mim é pior que a continuidade da mesma passividade. As reuniões do CLGE, totalmente travadas pelas articulações anteriores dos grupos envolvidos... Pessoalmente, fiquei muito mais desmotivado para atuar politicamente dentro da UFG; eu e meus colegas da FACOMB continuamos praticamente isolados sofrendo ainda mais perseguições depois da greve e da ocupa e só conseguimos mudar a nossa situação depois de uma ameaça de morte e a entrada de uns calouros mais abertos pras coisas. Se teve um efeito positivo, pra mim, foi ganhar a coragem pra romper com um monte de coisa que eu nem conhecia direito. 

Agora que eu tô pensando, a nossa situação só melhorou quando conseguimos achar um jeito de abrir, fazer as pessoas também participarem mais das coisas e decidirem o que era melhor... e isso implica em quebrar o poder de ser o único que está por dentro, o único que sabe organizar assembleia, os únicos que entendem o que tá rolando. Implica ter o trabalho de repassar todas as informações, explicar o seu ponto de vista como o SEU e não o &quot;nosso&quot;, um &quot;nosso&quot; que ainda não foi construído... implica também em uma transformação mais profunda e mais demorada.Vencer o estranhamento é isso. É ter condições de tomar conta do que lhe diz respeito e enfrentar quem te expropria do controle da tua via, das tuas ações políticas. E isso não é só coragem, não é só voluntarismo. É também interesse... interesse de classe, interesse na autonomia, na revolução, interesse em algo além do que construir o seu próprio grupo, implica em alguns riscos.... E pra mim isso faltou durante a greve. E falta na prática autoritária que marca a maior parte do movimento estudantil na UFG hoje...

Queria também notar que, no mais mais, pelo menos um integrante do DCE se manifestou publicamente no artigo do Passa Palavra. Gostaria de saber a opinião dos companheiros a respeito da manifestação do Flávio publicamente, no espaço do site. Fica o convite.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue a minha resposta aos comentários do Hugo e dos demais, publicada no último sábado e até agora sem resposta.</p>
<p>&#8220;Não concordo, Hugo, que haja uma romantização do ME como alternativa ao burocratismo. O que há é justamente uma crítica de como a prática burocrática está presente dentro do movimento estudantil. Essa prática pressupõe um alheamento das bases das decisões do movimento e, óbvio, pressupõe também que as bases permitam que as decisões de um movimento que lhe pertence lhe sejam tomadas. </p>
<p>Mas eu acho que, principalmente, a luta que envolve a burocratização do movimento está na criação de condições que incentivam ou impedem a participação mais ampla possível nas decisões. Essas condições, concretamente, foram dadas pelos grupos que tinham experiência em organização de assembleias e tinham uma maior força númerica organizada: o DCE e alguns grupos de esquerda que viriam a ser o CLGE. As condições dadas foram as que favoreceram uma disputa de cúpula entre esses dois grupos, e eu devo dizer isso como alguém que fez parte de uma dessas &#8216;cúpulas&#8217; mesmo insistindo na soberania da assembleia o tempo todo.</p>
<p>Eu acho que a maioria dos estudantes percebeu isso e passou a boicotar os nossos espaços e manifestações. Isso aconteceu a partir do fim da segunda assembleia&#8230; na terceira passamos a ter participação de dez, vinte pessoas, quando antes tínhamos centenas. Ir viajar ou ignorar o chamado da assembleia não é &#8216;falta de consciência&#8217; ou &#8216;fugir da luta&#8217;, na minha opinião é um boicote, é uma discordância bem clara. Quem concorda mata aula, não viaja, vai pro pau. Quem acha que não é possível diálogo, não faz nada disso. E se acha, tem suas razões. Não é uma questão de picaretagem vs autenticidade na luta, mas de condições concretas de luta e participação&#8230;. e na minha opinião, tem a ver com a tendência em todas as lutas da classe trabalhadora para a criação de gestores da luta que se responsabilizam pelo apassivamento dos demais e o seu fortalecimento como &#8216;representante das massas&#8217;.</p>
<p>Quanto à sua avaliação do DCE, também discordo. A disputa pelo DCE não foi uma disputa grupo partidário versus grupos independentes. As últimas gestões do DCE, pelo menos nos últimos cinco anos, foram todas hegemonizadas por grupos partidários que aparelharam a estrutura, só que grupos partidários e oposição ao governo: PSOL, PCB e PSTU e uns independentes inocentes úteis. Se hoje há uma enorme distanciamento dos estudantes em relação a essa entidade e a maioria das entidades estudantis, esses grupos tem muito pelo que responder. Se hoje há uma despolitização imensa do movimento estudantil, não é apenas por um determinismo geral de um &#8216;refluxo das lutas&#8217;, mas por conta do contexto de luta dos últimos anos concretamente aqui na UFG. Eu acho que os partidos tem um peso imenso nisso e tem uma influência bastante grande nos independentes que atuam de forma análoga. Episódios como esse do debate eleitoral, como as práticas cupulistas da última greve, pra mim contribuem demais pra despolitização dos estudantes. E não temos que ter paciência pra lidar com isso. Temos que quebrar essas tradições, criticar ferrenhamente quem as pratica mesmo sem perceber e principalmente as organizações que promovem isso, temos que ir pro enfrentamento interno e isso vai possibilitar que a gente consiga enfrentar as direções de faculdade, de universidade, os governos. Se houver interesse nisso, claro.</p>
<p>Também não tenho como concordar que o saldo da greve foi positivo. Na minha opinião foi bastante negativo, foi uma derrota pesada para os estudantes da UFG do ponto de vista político e do ponto de vista organizativo. Um momento de euforia que não deu em nada pra mim é pior que a continuidade da mesma passividade. As reuniões do CLGE, totalmente travadas pelas articulações anteriores dos grupos envolvidos&#8230; Pessoalmente, fiquei muito mais desmotivado para atuar politicamente dentro da UFG; eu e meus colegas da FACOMB continuamos praticamente isolados sofrendo ainda mais perseguições depois da greve e da ocupa e só conseguimos mudar a nossa situação depois de uma ameaça de morte e a entrada de uns calouros mais abertos pras coisas. Se teve um efeito positivo, pra mim, foi ganhar a coragem pra romper com um monte de coisa que eu nem conhecia direito. </p>
<p>Agora que eu tô pensando, a nossa situação só melhorou quando conseguimos achar um jeito de abrir, fazer as pessoas também participarem mais das coisas e decidirem o que era melhor&#8230; e isso implica em quebrar o poder de ser o único que está por dentro, o único que sabe organizar assembleia, os únicos que entendem o que tá rolando. Implica ter o trabalho de repassar todas as informações, explicar o seu ponto de vista como o SEU e não o &#8220;nosso&#8221;, um &#8220;nosso&#8221; que ainda não foi construído&#8230; implica também em uma transformação mais profunda e mais demorada.Vencer o estranhamento é isso. É ter condições de tomar conta do que lhe diz respeito e enfrentar quem te expropria do controle da tua via, das tuas ações políticas. E isso não é só coragem, não é só voluntarismo. É também interesse&#8230; interesse de classe, interesse na autonomia, na revolução, interesse em algo além do que construir o seu próprio grupo, implica em alguns riscos&#8230;. E pra mim isso faltou durante a greve. E falta na prática autoritária que marca a maior parte do movimento estudantil na UFG hoje&#8230;</p>
<p>Queria também notar que, no mais mais, pelo menos um integrante do DCE se manifestou publicamente no artigo do Passa Palavra. Gostaria de saber a opinião dos companheiros a respeito da manifestação do Flávio publicamente, no espaço do site. Fica o convite.&#8221;</p>
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		<title>
		Por: Uma discussão no facebook		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Uma discussão no facebook]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 22:58:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não pude deixar de ver algumas repercussões nesse texto para além da declaração do Flávio, do DCE, aqui no Passa Palavra, só que no facebook. No interesse de que a discussão seja o mais pública possível, segue a reprodução dos textos, para quem tiver paciência de os ler:

Hugo: 

&quot;Quando questiono a cultura partidária é exatamente no sentido de todos os elementos trazidos pelo Eduardo nesse texto. Atitudes em defesa da organização, do partido, do sindicato, do grupelho que são reacionárias se colocadas frente à frente com a intenção revolucionária. Porque passamos a agir em um Centro Acadêmico como os partidos agem no estado, como os professores agem na administração escolar (básica e superior) etc. Autoritarismo para não perder cargos, ideologização (no sentido de falsa consciência do Marx, ou seja, mentiras e dissimulações) para manipular o coletivo. Admiro a experiência democratizante do C.A. da Psi e me entristeço que isso esteja impregnado, como parece pelo relato, no C.A. de Letras. E continuo pensando que a experiência da greve avançou em relação à isso.&quot;

Arthur: 

&quot;Hugo, então, várias coisas pra debater sobre esse acontecimento. Eu participei do debate eleitoral da Letras pela manhã. Acho que o cara inclusive esqueceu algumas intervenções que eu e mais gente (inclusive de outros cursos) fizeram. No geral eu concordo, o debate de chapa focou num tom burocrático e eu pontuei isso lá. E isso revela o nível de politização e de consciência sobre o que acontece na universidade. É um processo contraditório, que ao mesmo tempo tem elementos avançados como estudantes discutindo e tendo disputa política e elementos inertes como o grau de politização. Temos que ter nada mais que paciência. Eu já achei muito bom lá ter tido movimentação e disposição pra mobilizar e disputar uma entidade de representação política. Isso hoje em dia não é qualquer coisa.
Mas eu gostaria de saber da sua avaliação sobre o que o autor do texto coloca sobre a greve. Eu, você e outros participamos da greve - e debatemos muito o caráter da greve, se o comando local de greve dos estudantes era representativo. O comando era uma panelinha (segundo o autor)? Temos que fazer essa reflexão.
Acho, em síntese, o que o cara traz no texto não em essência uma cultura partidária - se fosse isso, o que diríamos do CAPsi -, mas sim o fenômeno (ainda) atípico do movimento estudantil em Goiás, como a falta de movimentação e politização a nível geral dos estudantes. Eu faço uma aposta que isso está mudando, mesmo que num movimento embrionário, mas está mudando. E tem mais uma coisa, Hugo. Lembro de você dizer que, depois da sua experiência na greve, você ia ler mais Lenin. Você está cumprindo o prometido? rs
Um abraço camarada, vamos debatendo

Hugo:

&quot;Bem, quanto à greve, eu discordo dele e, me lembrando de que é, me lembro que o Eduardo não esteve em muitas ocasiões. Lembro dele vendendo jornal em duas oportunidades. Com todos os limites de todas as pessoas envolvidas, acho que foi um grande avanço na organização do ME. O texto das nossas bandeiras e pautas praticamente pautou o texto nacional ou então, oque é melhro ainda, foi tão comum que ficou praticamente igual. Só de termos feito algo assim já é um grande avanço. Não foi um sindicato ou o DCE quem mancumunou algo para outros aprovarem, nos debatemos para construir do início, com escuta de todas as demandas. Muitos de nós erramos pela falta de paciência com quem estava chegando tratando pessoas como se elas devessem saber de berço o que é o ME e como se faz no ME. Outras ficaram o tempo todo tentando demonstrar que um Comando Local de Greve não dirigista não daria certo. E tentavam boicotar toda e qualquer atividade. Outros agiam como se apenas a própria opinião ou pensamento valesse a pena e não tinham a coragem e a capacidade de descerem da iluminação teórica sobre a revolução para lidar com a inexperiência, o não saber, o estar a caminho. Tipo assim, eu só vou fazer algo com quem pensa igual a mim e do jeito que eu penso que vai dar certo. O que é extremamente autoritário e por isso se aproxima de atitudes questionadas pelo Eduardo. Então, autoritarismo, burocratismo etc. não ocorre só de uma forma e nem de forma pura. E haviam quem rompesse qualquer construção com quem tivesse uma atitude autoritária, mesmo que essa atitude fosse vencida pelo grupo e a pessoa admitisse a derrota e continuasse em frente. Os tais dos modelos falaram alto mas acabamos aprendendo que é possível criar novidades novas.&quot;

Grouxo:

&quot;Ele não avalia a greve em geral, na minha opinião, avalia apenas as primeiras assembleias que tiveram de fato uma participação massiva. E em ambas as assembleias, achei o diagnóstico dele bastante exato. Realmente aconteceu de ficar uma patota de dez-doze pessoas de costas para os outros 300, 400 estudantes envolvidos( e isso incluía pessoas do que veio a ser o comando de greve e ainda não era e da atual gestão do DCE) arranjando entre si como que seria decidido o que foi. Não foi à toa que a nossa greve, apesar da participação massiva das primeiras assembleias, foi profundamente esvaziada. A maioria absoluta dos estudantes participou dessas duas assembleias e de mais nada. Se pá foram justamente os momentos que você viu o Eduardo, Hugo.&quot;

Hugo:

&quot;Agora, não acho que devemos ter nada mais que paciência. A paciência forma para a continuidade e para a espera de um ente exterior que resolverá tudo, seja uma divindade ou um &quot;quadro político&quot;. Penso que é necessário cuidado principalmente com quem está chegando, mas enfrentar sempre as tentativas de burocratização.

Sim Grouxo Marxista, foi exatamente nesses momentos. Isso realmente aconteceu, houve momento em que o DCE perdeu o controle da assembleia nas duas primeiras, a que deflagrou a greve e a que compôs o CLGE. Entendo que, para quem estava indo pela primeira vez, essa situação é desmotivadora, mas conheço parte das pessoas que foram nessas assembleias e ouvi delas mesmas que estavam lá para saber se ia ou não ter greve mesmo. Muitas eu chamei por mais de uma vez e simplesmente diziam que não queriam, que iam viajar, que tinham outras coisas para fazer. Não todas é claro. Estou dizendo isso pois também percebi uma romantização do ME como alternativa ao burocratismo. Eu concordo plenamente que a gestão PT-PCdoB, que tomou no golpe o DCE dos grupos independentes, tentou manter no cabresto o tempo todo. Não só esses dois partidos, havia militantes de outros partidos ou organizações que tentaram. Agora, é isso o que existe e é isso o que temos de enfrentar no ME. E vi muita gente fugindo da luta ou achando que enfrentar essas situações era ficar calado pra não criar tensão ou sair fora. Ambas posturas pra mim são de sair fora pois ambas resultam no mesmo: deixa eles mostrarem o autoritarismo pra gente poder dizer como eles estão equivocados e irmos embora com justificativa. Nesse momento em que um grupo foi lá para a frente tentar combinar tudo, eu inclusive fiz isso, houve também quem questionou e propôs a abertura. É uma luta de classes, de modelos, de sexos, de territórios... tudo junto e misturado. A luta é enfrentamento mesmo. O ME é feito por quem topa fazer enfrentamento e não por quem fica chorando mágoas porque não ficou do jeito que queria. Então, ao invés de ficar só reclamando a atitude deveria ser de ir lá e dar um basta. Como teve quem fizesse. Não foi uma assembleia qualquer não, houve tensão da plenária o tempo todo, com o Leandro, comigo, com a Paula Andréia Falcão, com a Marcela Coimbra, com o Arthur Dunck Oliveira e por ai vai. O problema pra mim, não é errar, é se negar a aprender com o erro. E nessa assembleia, lembro que a plenária deixou isso muito claro, cada um que ia lá e insistia no erro, a plenária botava no lugar. Isso foi feito o tempo todo no CLGE. Mas muitos e muitas se negaram a participar por que queriam um partido soviético em que todo mundo tem de pensar igual, falar igual e fazer igual. Para ir para o acampamento como CLGE nos encontramos e debatemos se iríamos como comando ou cada um individualmente. Para fazer as manifestações, nos encontrávamos com divulgação nos meios que tínhamos: facebook, sim! Todo mundo sabia que era nessa ferramenta que estávamos divulgando, não somos proprietários dos meiso de produção pra divulgar na TV Anhanguera. Ter picareta no ME como em qualquer lugar em que se organize uma luta, isso vai ter sempre, acredito que mesmo depois da revolução, agora, interessa é o enfrentamento disso e também o reconhecimento dos avanços dos companheiros/as de luta. Vencer o estranhamento que a alienação produz em nós para com nossos companheiros de interesses revolucionários.&quot;

Eduardo:

&quot;Boa noite, pessoal! Estou sem muito tempo para entrar no debate agora. Mas gostaria de pontuar que a crítica que fiz em relação à greve, foi dirigida a momentos pontuais, como Grouxo disse, não foi em relação à greve como um todo. Eu não participei de todos os momentos da greve, mas nas três assembleias que fui aconteceu o que narrei aqui. Acredito que o que a greve deixou foi principalmente positivo. E realmente não podemos deixar que os problemas sejam usados como desculpa para desfazer o que foi construido.&quot;

Gabriel:

&quot;Hugo Leonnardo, são elementos que temos que conversar, agora eu lamento a genralização com a qual você trata essa questão uma vez que essa cultura se extende por grande parte de nossa cultura e sociedade e como você bem colocou no comentário que curti, às vezes falamos que fazemos algo absolutamente diferente de tudo, mas que em essência não mudamos, e ainda temos que discutir depois o que faze se chamar algo de partido (creio que isso não é simplesmente a participação ou não nas eleições como uma legenda), como materialista você sabe que não apenas o nome que damos paras coisas que fazem elas serem algo, tem muito antipartidário ai que temo seu partido. Nem sempre o que parece é e nem sempre o que falamos se materializam em nossas PRÁXIS... aparece mala!&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não pude deixar de ver algumas repercussões nesse texto para além da declaração do Flávio, do DCE, aqui no Passa Palavra, só que no facebook. No interesse de que a discussão seja o mais pública possível, segue a reprodução dos textos, para quem tiver paciência de os ler:</p>
<p>Hugo: </p>
<p>&#8220;Quando questiono a cultura partidária é exatamente no sentido de todos os elementos trazidos pelo Eduardo nesse texto. Atitudes em defesa da organização, do partido, do sindicato, do grupelho que são reacionárias se colocadas frente à frente com a intenção revolucionária. Porque passamos a agir em um Centro Acadêmico como os partidos agem no estado, como os professores agem na administração escolar (básica e superior) etc. Autoritarismo para não perder cargos, ideologização (no sentido de falsa consciência do Marx, ou seja, mentiras e dissimulações) para manipular o coletivo. Admiro a experiência democratizante do C.A. da Psi e me entristeço que isso esteja impregnado, como parece pelo relato, no C.A. de Letras. E continuo pensando que a experiência da greve avançou em relação à isso.&#8221;</p>
<p>Arthur: </p>
<p>&#8220;Hugo, então, várias coisas pra debater sobre esse acontecimento. Eu participei do debate eleitoral da Letras pela manhã. Acho que o cara inclusive esqueceu algumas intervenções que eu e mais gente (inclusive de outros cursos) fizeram. No geral eu concordo, o debate de chapa focou num tom burocrático e eu pontuei isso lá. E isso revela o nível de politização e de consciência sobre o que acontece na universidade. É um processo contraditório, que ao mesmo tempo tem elementos avançados como estudantes discutindo e tendo disputa política e elementos inertes como o grau de politização. Temos que ter nada mais que paciência. Eu já achei muito bom lá ter tido movimentação e disposição pra mobilizar e disputar uma entidade de representação política. Isso hoje em dia não é qualquer coisa.<br />
Mas eu gostaria de saber da sua avaliação sobre o que o autor do texto coloca sobre a greve. Eu, você e outros participamos da greve &#8211; e debatemos muito o caráter da greve, se o comando local de greve dos estudantes era representativo. O comando era uma panelinha (segundo o autor)? Temos que fazer essa reflexão.<br />
Acho, em síntese, o que o cara traz no texto não em essência uma cultura partidária &#8211; se fosse isso, o que diríamos do CAPsi -, mas sim o fenômeno (ainda) atípico do movimento estudantil em Goiás, como a falta de movimentação e politização a nível geral dos estudantes. Eu faço uma aposta que isso está mudando, mesmo que num movimento embrionário, mas está mudando. E tem mais uma coisa, Hugo. Lembro de você dizer que, depois da sua experiência na greve, você ia ler mais Lenin. Você está cumprindo o prometido? rs<br />
Um abraço camarada, vamos debatendo</p>
<p>Hugo:</p>
<p>&#8220;Bem, quanto à greve, eu discordo dele e, me lembrando de que é, me lembro que o Eduardo não esteve em muitas ocasiões. Lembro dele vendendo jornal em duas oportunidades. Com todos os limites de todas as pessoas envolvidas, acho que foi um grande avanço na organização do ME. O texto das nossas bandeiras e pautas praticamente pautou o texto nacional ou então, oque é melhro ainda, foi tão comum que ficou praticamente igual. Só de termos feito algo assim já é um grande avanço. Não foi um sindicato ou o DCE quem mancumunou algo para outros aprovarem, nos debatemos para construir do início, com escuta de todas as demandas. Muitos de nós erramos pela falta de paciência com quem estava chegando tratando pessoas como se elas devessem saber de berço o que é o ME e como se faz no ME. Outras ficaram o tempo todo tentando demonstrar que um Comando Local de Greve não dirigista não daria certo. E tentavam boicotar toda e qualquer atividade. Outros agiam como se apenas a própria opinião ou pensamento valesse a pena e não tinham a coragem e a capacidade de descerem da iluminação teórica sobre a revolução para lidar com a inexperiência, o não saber, o estar a caminho. Tipo assim, eu só vou fazer algo com quem pensa igual a mim e do jeito que eu penso que vai dar certo. O que é extremamente autoritário e por isso se aproxima de atitudes questionadas pelo Eduardo. Então, autoritarismo, burocratismo etc. não ocorre só de uma forma e nem de forma pura. E haviam quem rompesse qualquer construção com quem tivesse uma atitude autoritária, mesmo que essa atitude fosse vencida pelo grupo e a pessoa admitisse a derrota e continuasse em frente. Os tais dos modelos falaram alto mas acabamos aprendendo que é possível criar novidades novas.&#8221;</p>
<p>Grouxo:</p>
<p>&#8220;Ele não avalia a greve em geral, na minha opinião, avalia apenas as primeiras assembleias que tiveram de fato uma participação massiva. E em ambas as assembleias, achei o diagnóstico dele bastante exato. Realmente aconteceu de ficar uma patota de dez-doze pessoas de costas para os outros 300, 400 estudantes envolvidos( e isso incluía pessoas do que veio a ser o comando de greve e ainda não era e da atual gestão do DCE) arranjando entre si como que seria decidido o que foi. Não foi à toa que a nossa greve, apesar da participação massiva das primeiras assembleias, foi profundamente esvaziada. A maioria absoluta dos estudantes participou dessas duas assembleias e de mais nada. Se pá foram justamente os momentos que você viu o Eduardo, Hugo.&#8221;</p>
<p>Hugo:</p>
<p>&#8220;Agora, não acho que devemos ter nada mais que paciência. A paciência forma para a continuidade e para a espera de um ente exterior que resolverá tudo, seja uma divindade ou um &#8220;quadro político&#8221;. Penso que é necessário cuidado principalmente com quem está chegando, mas enfrentar sempre as tentativas de burocratização.</p>
<p>Sim Grouxo Marxista, foi exatamente nesses momentos. Isso realmente aconteceu, houve momento em que o DCE perdeu o controle da assembleia nas duas primeiras, a que deflagrou a greve e a que compôs o CLGE. Entendo que, para quem estava indo pela primeira vez, essa situação é desmotivadora, mas conheço parte das pessoas que foram nessas assembleias e ouvi delas mesmas que estavam lá para saber se ia ou não ter greve mesmo. Muitas eu chamei por mais de uma vez e simplesmente diziam que não queriam, que iam viajar, que tinham outras coisas para fazer. Não todas é claro. Estou dizendo isso pois também percebi uma romantização do ME como alternativa ao burocratismo. Eu concordo plenamente que a gestão PT-PCdoB, que tomou no golpe o DCE dos grupos independentes, tentou manter no cabresto o tempo todo. Não só esses dois partidos, havia militantes de outros partidos ou organizações que tentaram. Agora, é isso o que existe e é isso o que temos de enfrentar no ME. E vi muita gente fugindo da luta ou achando que enfrentar essas situações era ficar calado pra não criar tensão ou sair fora. Ambas posturas pra mim são de sair fora pois ambas resultam no mesmo: deixa eles mostrarem o autoritarismo pra gente poder dizer como eles estão equivocados e irmos embora com justificativa. Nesse momento em que um grupo foi lá para a frente tentar combinar tudo, eu inclusive fiz isso, houve também quem questionou e propôs a abertura. É uma luta de classes, de modelos, de sexos, de territórios&#8230; tudo junto e misturado. A luta é enfrentamento mesmo. O ME é feito por quem topa fazer enfrentamento e não por quem fica chorando mágoas porque não ficou do jeito que queria. Então, ao invés de ficar só reclamando a atitude deveria ser de ir lá e dar um basta. Como teve quem fizesse. Não foi uma assembleia qualquer não, houve tensão da plenária o tempo todo, com o Leandro, comigo, com a Paula Andréia Falcão, com a Marcela Coimbra, com o Arthur Dunck Oliveira e por ai vai. O problema pra mim, não é errar, é se negar a aprender com o erro. E nessa assembleia, lembro que a plenária deixou isso muito claro, cada um que ia lá e insistia no erro, a plenária botava no lugar. Isso foi feito o tempo todo no CLGE. Mas muitos e muitas se negaram a participar por que queriam um partido soviético em que todo mundo tem de pensar igual, falar igual e fazer igual. Para ir para o acampamento como CLGE nos encontramos e debatemos se iríamos como comando ou cada um individualmente. Para fazer as manifestações, nos encontrávamos com divulgação nos meios que tínhamos: facebook, sim! Todo mundo sabia que era nessa ferramenta que estávamos divulgando, não somos proprietários dos meiso de produção pra divulgar na TV Anhanguera. Ter picareta no ME como em qualquer lugar em que se organize uma luta, isso vai ter sempre, acredito que mesmo depois da revolução, agora, interessa é o enfrentamento disso e também o reconhecimento dos avanços dos companheiros/as de luta. Vencer o estranhamento que a alienação produz em nós para com nossos companheiros de interesses revolucionários.&#8221;</p>
<p>Eduardo:</p>
<p>&#8220;Boa noite, pessoal! Estou sem muito tempo para entrar no debate agora. Mas gostaria de pontuar que a crítica que fiz em relação à greve, foi dirigida a momentos pontuais, como Grouxo disse, não foi em relação à greve como um todo. Eu não participei de todos os momentos da greve, mas nas três assembleias que fui aconteceu o que narrei aqui. Acredito que o que a greve deixou foi principalmente positivo. E realmente não podemos deixar que os problemas sejam usados como desculpa para desfazer o que foi construido.&#8221;</p>
<p>Gabriel:</p>
<p>&#8220;Hugo Leonnardo, são elementos que temos que conversar, agora eu lamento a genralização com a qual você trata essa questão uma vez que essa cultura se extende por grande parte de nossa cultura e sociedade e como você bem colocou no comentário que curti, às vezes falamos que fazemos algo absolutamente diferente de tudo, mas que em essência não mudamos, e ainda temos que discutir depois o que faze se chamar algo de partido (creio que isso não é simplesmente a participação ou não nas eleições como uma legenda), como materialista você sabe que não apenas o nome que damos paras coisas que fazem elas serem algo, tem muito antipartidário ai que temo seu partido. Nem sempre o que parece é e nem sempre o que falamos se materializam em nossas PRÁXIS&#8230; aparece mala!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Flávio Batista do Nascimento		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117413</link>

		<dc:creator><![CDATA[Flávio Batista do Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2013 19:59:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eduardo, 

Ao ler o teu texto me ative a refletir sobre as nossas ações na universidade. Faço parte da Gestão Ouse Falar, a última gestão do DCE-UFG. Construímos muitas propostas, atos em defesa das cotas, agora na câmara municipal contra o plano diretor implementado pela prefeitura. Mas o trabalho de base, sempre foi o fôlego do movimento estudantil e queríamos ter feito mais. Me preocupa bastante a falta de debates profundas a cerca das posições e idéias expressadas por um determinado grupo. Questionar é forçar a construção de um mundo melhor. Os espaços  do movimento estudantil não podem se prender a estruturas burocráticas, não podem reproduzir a lógica dominante, onde as vozes das minorias são silenciadas. O movimento estudantil organizado em entidades como C.A (Centro Acadêmicos) DCEs(Diretório Central dos Estudantes), Executivas, UNE (União Nacional dos Estudantes), ANEL (Assembléia Nacional de Estudantes Livres) tem como grande missão permitir as mais diversas vivências, num espaço de disputa e construção de ideias como a universidade, criar e recriar diariamente a nossa ação como sujeitos críticos e ativos, para nortear o caminho e se sentir parte de uma grande movimentação na superação das desigualdades. É um espaço de construção da esperança de dias melhores. É nosso papel apontar as contradições de uma sociedade marcada pela desigualdade e intolerância, conjuntamente criar as condições para sua superação. Deste modo, nós do DCE também temos nosso parcela de culpa. Claro entendemos que o momento é duro, os anos de neoliberalismo conduziu nossa geração a uma apatia terrível aos dilemas do país ou mesmo das decisões sobre o futuro do próprio bairro, queríamos conseguir abarcar todos os cursos, mas o nosso grande desafio na verdade é primeiro; possibilitar ao estudante se compreender que o DCE e os CAs pertencem a ele, e somente coletivamente poderemos superar tais desafios. Nos colocamos a disposição para juntos construirmos um debate profundo sobre o papel do movimento estudantil na universidade, bem como acatar sugestões. E deixamos nossa posição bem definida; é nosso direito como estudante ocupar, debater, apontar os rumos, dos espaços públicos desta universidade. É nosso papel apontar as contradições em nenhum momento precisaremos de pedir licença para existir. Forte abraço!

Flávio Batista 
Coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UFG]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, </p>
<p>Ao ler o teu texto me ative a refletir sobre as nossas ações na universidade. Faço parte da Gestão Ouse Falar, a última gestão do DCE-UFG. Construímos muitas propostas, atos em defesa das cotas, agora na câmara municipal contra o plano diretor implementado pela prefeitura. Mas o trabalho de base, sempre foi o fôlego do movimento estudantil e queríamos ter feito mais. Me preocupa bastante a falta de debates profundas a cerca das posições e idéias expressadas por um determinado grupo. Questionar é forçar a construção de um mundo melhor. Os espaços  do movimento estudantil não podem se prender a estruturas burocráticas, não podem reproduzir a lógica dominante, onde as vozes das minorias são silenciadas. O movimento estudantil organizado em entidades como C.A (Centro Acadêmicos) DCEs(Diretório Central dos Estudantes), Executivas, UNE (União Nacional dos Estudantes), ANEL (Assembléia Nacional de Estudantes Livres) tem como grande missão permitir as mais diversas vivências, num espaço de disputa e construção de ideias como a universidade, criar e recriar diariamente a nossa ação como sujeitos críticos e ativos, para nortear o caminho e se sentir parte de uma grande movimentação na superação das desigualdades. É um espaço de construção da esperança de dias melhores. É nosso papel apontar as contradições de uma sociedade marcada pela desigualdade e intolerância, conjuntamente criar as condições para sua superação. Deste modo, nós do DCE também temos nosso parcela de culpa. Claro entendemos que o momento é duro, os anos de neoliberalismo conduziu nossa geração a uma apatia terrível aos dilemas do país ou mesmo das decisões sobre o futuro do próprio bairro, queríamos conseguir abarcar todos os cursos, mas o nosso grande desafio na verdade é primeiro; possibilitar ao estudante se compreender que o DCE e os CAs pertencem a ele, e somente coletivamente poderemos superar tais desafios. Nos colocamos a disposição para juntos construirmos um debate profundo sobre o papel do movimento estudantil na universidade, bem como acatar sugestões. E deixamos nossa posição bem definida; é nosso direito como estudante ocupar, debater, apontar os rumos, dos espaços públicos desta universidade. É nosso papel apontar as contradições em nenhum momento precisaremos de pedir licença para existir. Forte abraço!</p>
<p>Flávio Batista<br />
Coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UFG</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117379</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2013 10:49:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li o &quot;Vamos a luta!&quot; (nome do grupo) acima e por falta de atenção achei que ele se repetia em baixo, não como nome do grupo, mas como palavra de ordem.... Só depois vi que tinha me equivocado. Mas de todas as formas se não disse &quot;Vamos à luta!&quot; acredito que diria.... rsrsrsrs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li o &#8220;Vamos a luta!&#8221; (nome do grupo) acima e por falta de atenção achei que ele se repetia em baixo, não como nome do grupo, mas como palavra de ordem&#8230;. Só depois vi que tinha me equivocado. Mas de todas as formas se não disse &#8220;Vamos à luta!&#8221; acredito que diria&#8230;. rsrsrsrs</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2013 22:55:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76663#comment-117346</guid>

					<description><![CDATA[Que bom que o texto serviu para reflexão. E como bem disse, Vamos à luta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que bom que o texto serviu para reflexão. E como bem disse, Vamos à luta!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Pde Melo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76663/#comment-117234</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Pde Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2013 02:27:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76663#comment-117234</guid>

					<description><![CDATA[Cara muito bem escrito suas reflexões, as levarei ao movimento estudantil da UFU. A partir da minha vivencia no movimento daqui, desde 2007 até então, acredito que o que vc vivencia é comum entre as formas de organização, mas não natural. São, como apresentou, os políticos profissionais, os amiguinhos ou a menin@ gostos@ que queremos transar. 

Pq os estudantes que radicalizam são tratados como &quot;não fez a leitura correta&quot;, &quot;só quer bagunçar&quot;, &quot;só quer ficar horrorizando e criticando todo mundo&quot;, &quot;não produz nada&quot;, &quot;onde vc estava qdo decidimos?&quot;, mas são estes estudantes profissionais, seus amiguinhos, que tão tornando essa apatia ao movimento como algo natural nas universidades. O que vc narra, referindo-se ao que vivenciou na greve, foi o mesmo que aconteceu aqui na UFU, sob as decisões de pouquissimos do grupo Juntos! e Vamos a Luta!, ambos partidários. Votamos o indicativo de greve em um momento de informes, onde levantavamos o que estava ocorrendo pelo Brasil e na própria UFU. 

Realmente, precisamos fazer estas reflexões. O CA é um braço do Instituto ? Da faculdade? Ou o espaço de organização da luta estudantil. Pq, como militante, vivenciamos as pessoas assumirem os discursos acadêmicos e burocráticos ? Se nas disciplinas de licenciatura, questionamos o modelo da universidade. E qdo nos organizamos decidimos reproduzir o mesmo modelo ? 

Agradeço pela reflexão. 
Gabriel, Estudante de História UFU.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara muito bem escrito suas reflexões, as levarei ao movimento estudantil da UFU. A partir da minha vivencia no movimento daqui, desde 2007 até então, acredito que o que vc vivencia é comum entre as formas de organização, mas não natural. São, como apresentou, os políticos profissionais, os amiguinhos ou a menin@ gostos@ que queremos transar. </p>
<p>Pq os estudantes que radicalizam são tratados como &#8220;não fez a leitura correta&#8221;, &#8220;só quer bagunçar&#8221;, &#8220;só quer ficar horrorizando e criticando todo mundo&#8221;, &#8220;não produz nada&#8221;, &#8220;onde vc estava qdo decidimos?&#8221;, mas são estes estudantes profissionais, seus amiguinhos, que tão tornando essa apatia ao movimento como algo natural nas universidades. O que vc narra, referindo-se ao que vivenciou na greve, foi o mesmo que aconteceu aqui na UFU, sob as decisões de pouquissimos do grupo Juntos! e Vamos a Luta!, ambos partidários. Votamos o indicativo de greve em um momento de informes, onde levantavamos o que estava ocorrendo pelo Brasil e na própria UFU. </p>
<p>Realmente, precisamos fazer estas reflexões. O CA é um braço do Instituto ? Da faculdade? Ou o espaço de organização da luta estudantil. Pq, como militante, vivenciamos as pessoas assumirem os discursos acadêmicos e burocráticos ? Se nas disciplinas de licenciatura, questionamos o modelo da universidade. E qdo nos organizamos decidimos reproduzir o mesmo modelo ? </p>
<p>Agradeço pela reflexão.<br />
Gabriel, Estudante de História UFU.</p>
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