<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Feminismo ou emancipação? Movimento estudantil português nos anos sessenta	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2013/05/76982/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 06 Feb 2019 21:39:26 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Rita Delgado &#38; João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-391843</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rita Delgado &#38; João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 21:39:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-391843</guid>

					<description><![CDATA[Lilith,

Será que criar peixes em aquário os prepara para sobreviverem no alto mar? Irão precisar de aquários durante toda a vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lilith,</p>
<p>Será que criar peixes em aquário os prepara para sobreviverem no alto mar? Irão precisar de aquários durante toda a vida.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-391739</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 15:23:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-391739</guid>

					<description><![CDATA[Lilith, pessoalmente acho necessário fazer certa distinção neste tema para evitar confusão. Acho que qualquer ser humano, homem mulher e outras coisas mais, devem construir e frequentar espaços íntimos com pessoas próximas, de confiança, para falar dos assuntos mais delicados. Isso é importante para poder encarar a vida nos seus âmbitos mais públicos e hostis, e é uma excelente arma contra a doutrinação que vem das instâncias mais poderosas de sentido comum da nossa sociedade. Seja discutir o machismo de um marido, seja expressar um incômodo com a disciplina e a &quot;filosofia&quot; da empresa onde se trabalha, etc. Se não temos lugares assim, reservados, para discutir o sentido comum que nos é imposto, é muito mais fácil sucumbir a esta ideologia ou terminar sendo apenas indiferente. Isso pode ser um grupo de amigas, mas também pode ser um grupo militante.
Especificamente com as mulheres, acho muito importante que se juntem para falar sobre suas opressões específicas, sobre o cotidiano dos casais, especialmente quando aparecem problemas graves. Isso pode ser em uma atividade feminista ou pode ser tomando uma cerveja, num jantar, etc. Agora, Jo Freeman, no seu &quot;célebre&quot; &quot;A tirania da falta de estrutura&quot; (também traduzido de outras formas: https://www.nodo50.org/insurgentes/textos/autonomia/21tirania.htm) já dava um bom retrato do que ocorre quando um grupo mistura espaço de relatos, de contenção, etc, com espaço político. Essa zona cinza não apenas é contraproducente, é também perigosa em termos políticos. E ao meu ver, é quando esta lógica do espaço exclusivo de contenção se transfere para um espaço político, aí jaz o problema. Isso é o que eu tenho visto pessoalmente também na experiência de companheiras próximas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lilith, pessoalmente acho necessário fazer certa distinção neste tema para evitar confusão. Acho que qualquer ser humano, homem mulher e outras coisas mais, devem construir e frequentar espaços íntimos com pessoas próximas, de confiança, para falar dos assuntos mais delicados. Isso é importante para poder encarar a vida nos seus âmbitos mais públicos e hostis, e é uma excelente arma contra a doutrinação que vem das instâncias mais poderosas de sentido comum da nossa sociedade. Seja discutir o machismo de um marido, seja expressar um incômodo com a disciplina e a &#8220;filosofia&#8221; da empresa onde se trabalha, etc. Se não temos lugares assim, reservados, para discutir o sentido comum que nos é imposto, é muito mais fácil sucumbir a esta ideologia ou terminar sendo apenas indiferente. Isso pode ser um grupo de amigas, mas também pode ser um grupo militante.<br />
Especificamente com as mulheres, acho muito importante que se juntem para falar sobre suas opressões específicas, sobre o cotidiano dos casais, especialmente quando aparecem problemas graves. Isso pode ser em uma atividade feminista ou pode ser tomando uma cerveja, num jantar, etc. Agora, Jo Freeman, no seu &#8220;célebre&#8221; &#8220;A tirania da falta de estrutura&#8221; (também traduzido de outras formas: <a href="https://www.nodo50.org/insurgentes/textos/autonomia/21tirania.htm" rel="nofollow ugc">https://www.nodo50.org/insurgentes/textos/autonomia/21tirania.htm</a>) já dava um bom retrato do que ocorre quando um grupo mistura espaço de relatos, de contenção, etc, com espaço político. Essa zona cinza não apenas é contraproducente, é também perigosa em termos políticos. E ao meu ver, é quando esta lógica do espaço exclusivo de contenção se transfere para um espaço político, aí jaz o problema. Isso é o que eu tenho visto pessoalmente também na experiência de companheiras próximas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lilith		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-391727</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lilith]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 14:12:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-391727</guid>

					<description><![CDATA[De mediato este artigo me convenceu muito. Penso também que essa divisão reforça a lógica dualista que legitima as hierarquias, a dominação. Lembrei que entre homem e mulher há várias outras identificações que não se enquadrariam nesses coletivos exclusivistas... Mas buskei os argumentos que provavelmente as feministas disporiam e que eu gostaria de conversar aki com vocês: 

      Visto que as mulheres estão acostumadas a - muitas vezes inconscientemente - dar mais razão a palavra de um homem do a palavra de uma mulher; sentir-se inferiorizada perante um homem e por isso não defender sua ideia com a mesma garra que ela defenderia perante suas amigas; ser quase sempre interrompida em suas falas por uma voz máscula e alta e então calar-se, ou diminuir sua energia de ação, etc, os grupos exclusivistas não teriam o seu valor? Sem falar das mulheres que tem traumas da figura masculina, ou que simplesmente não tem afinidade para construir algo conjuntamente; esses grupos não teriam o seu valor se pensarmos em um espaço em que as mulheres possam exercitar o seu &quot;empoderamento&quot; e cura para depois voltar a se unir com os homens?

Gratidão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De mediato este artigo me convenceu muito. Penso também que essa divisão reforça a lógica dualista que legitima as hierarquias, a dominação. Lembrei que entre homem e mulher há várias outras identificações que não se enquadrariam nesses coletivos exclusivistas&#8230; Mas buskei os argumentos que provavelmente as feministas disporiam e que eu gostaria de conversar aki com vocês: </p>
<p>      Visto que as mulheres estão acostumadas a &#8211; muitas vezes inconscientemente &#8211; dar mais razão a palavra de um homem do a palavra de uma mulher; sentir-se inferiorizada perante um homem e por isso não defender sua ideia com a mesma garra que ela defenderia perante suas amigas; ser quase sempre interrompida em suas falas por uma voz máscula e alta e então calar-se, ou diminuir sua energia de ação, etc, os grupos exclusivistas não teriam o seu valor? Sem falar das mulheres que tem traumas da figura masculina, ou que simplesmente não tem afinidade para construir algo conjuntamente; esses grupos não teriam o seu valor se pensarmos em um espaço em que as mulheres possam exercitar o seu &#8220;empoderamento&#8221; e cura para depois voltar a se unir com os homens?</p>
<p>Gratidão</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mário de mãos dadas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-118400</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário de mãos dadas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 15:56:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-118400</guid>

					<description><![CDATA[&quot;proibição de andar de mão dada em público&quot;, proibição feita pelo regime fascista. 
Conversava e andava na rua com uma amiga militante e, em dado momento em que peguei na sua mão, ela brincou comigo, dizendo que eu não poderia andar de mãos dadas com ela, pois como havia aprendido com certas feministas, isto demonstrava um sentimento de posse masculina sobre sua fêmea. Teria que ser ela a segurar a minha mão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;proibição de andar de mão dada em público&#8221;, proibição feita pelo regime fascista.<br />
Conversava e andava na rua com uma amiga militante e, em dado momento em que peguei na sua mão, ela brincou comigo, dizendo que eu não poderia andar de mãos dadas com ela, pois como havia aprendido com certas feministas, isto demonstrava um sentimento de posse masculina sobre sua fêmea. Teria que ser ela a segurar a minha mão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117965</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 12:17:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117965</guid>

					<description><![CDATA[Ulisses,
Acabei de lhe enviar a tese do Miguel Cardina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses,<br />
Acabei de lhe enviar a tese do Miguel Cardina.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117959</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 11:50:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117959</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo

Solicito o obséquio do envio da referida tese, se não for incômodo.

Saúde &#038; Autonomia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo</p>
<p>Solicito o obséquio do envio da referida tese, se não for incômodo.</p>
<p>Saúde &amp; Autonomia</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117885</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 19:13:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117885</guid>

					<description><![CDATA[Thiago,
Não verifiquei se o livro publicado difere da tese, mas tenho a tese em pdf e vou enviar-lha para o seu endereço electrónico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago,<br />
Não verifiquei se o livro publicado difere da tese, mas tenho a tese em pdf e vou enviar-lha para o seu endereço electrónico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thiago		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117883</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 19:05:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117883</guid>

					<description><![CDATA[Olá João Bernardo fui atrás da tese &quot;Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal, 1964-1974&quot; e encontrei este site https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/15488?mode=full&#038;submit_simple=Mostrar+registo+em+formato+completo mas para baixar a tese parece que tem q se registrar eu não tenho certeza sei que procurei no site e não achei o local de registro, vc sabe comno ter acesso a tese?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá João Bernardo fui atrás da tese &#8220;Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal, 1964-1974&#8221; e encontrei este site <a href="https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/15488?mode=full&#038;submit_simple=Mostrar+registo+em+formato+completo" rel="nofollow ugc">https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/15488?mode=full&#038;submit_simple=Mostrar+registo+em+formato+completo</a> mas para baixar a tese parece que tem q se registrar eu não tenho certeza sei que procurei no site e não achei o local de registro, vc sabe comno ter acesso a tese?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117829</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 09:43:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117829</guid>

					<description><![CDATA[Danilo Nakamura,
As suas questões exigiriam uma resposta em vários volumes. Movimento sindical não existia, visto que os sindicatos eram fascistas. Nos últimos anos do regime, já no governo de Marcelo Caetano, o Partido Comunista (ilegal e clandestino) conseguiu ganhar as eleições em alguns desses sindicatos fascistas e constituiu com eles a Intersindical, que está na origem da actual CGTP. A repressão dentro das empresas e por ocasião das greves, todas elas ilegais, era muito forte. Não lhe será difícil encontrar bibliografia se começar a pesquisar a história do fascismo. Para uma obra de síntese, indico Fernando ROSAS, Fernando MARTINS, Luciano do AMARAL e Maria Fernanda ROLLO [s. d.] &lt;em&gt;O Estado Novo (1926-1974)&lt;/em&gt;, em José Mattoso (org.) &lt;em&gt;História de Portugal&lt;/em&gt;, vol. VII, [Lisboa]: Estampa. Quanto à «realidade das fábricas» não conheço nenhum estudo de síntese, mas há estudos sociológicos dispersos. Vale a pena procurar na &lt;em&gt;Análise Social&lt;/em&gt;. Não entendo a pergunta se «Salazar também buscou criar essa separação entre os sexos». A separação já existia, numa sociedade tradicionalista e predominantemente rural como era Portugal em 1926. Mas Salazar deliberada e sistematicamente aprofundou e manteve as divisões entre os sexos e especialmente os espaços separados para mulheres e homens. O livro de Irene Flunser PIMENTEL, &lt;em&gt;Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto&lt;/em&gt;, Lisboa: A Esfera dos Livros, 2006, é interessante porque mostra o contraste entre a sociedade europeia moderna, representada pelos refugiados políticos (não eram só judeus, mas também outros antifascistas germânicos que se tinham refugiado em França e tiveram de fugir aquando da derrota francesa) e a sociedade portuguesa, rural e provinciana. Aliás, a vinda desses refugiados foi importante para acelerar a transformação cultural da sociedade portuguesa. Você pergunta também se «o apartheid existia». &lt;em&gt;Apartheid&lt;/em&gt; racial, tal como houve na África do Sul? No plano legal não existia, embora houvesse uma enorme segregação nas colónias. No Portugal metropolitano havia pouquíssimos negros, porque o fascismo não permitia a ida de trabalhadores negros para a metrólope. Mas havia alguns negros e negras a estudar nas Universidades. Sobre isso vale a pena procurar dados relativos à história da Casa dos Estudantes do Império, que era uma espécie de Associação dos estudantes oriundos das colónias. Finalmente, sobre o movimento estudantil vale a pena ler: Gabriela LOURENÇO, Joge COSTA e Paulo PENA, &lt;em&gt;Grandes Planos. Oposição Estudantil à Ditadura&lt;/em&gt;, 1956-1974, Lisboa: Âncora e Associação 25 de Abril, 2001. E sobre a oposição esquerdista nos dez últimos anos do fascismo é imprescindível a leitura de um livro excelente: Miguel CARDINA, &lt;em&gt;Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal, 1964-1974&lt;/em&gt;, Lisboa: Tinta-da-China, 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Danilo Nakamura,<br />
As suas questões exigiriam uma resposta em vários volumes. Movimento sindical não existia, visto que os sindicatos eram fascistas. Nos últimos anos do regime, já no governo de Marcelo Caetano, o Partido Comunista (ilegal e clandestino) conseguiu ganhar as eleições em alguns desses sindicatos fascistas e constituiu com eles a Intersindical, que está na origem da actual CGTP. A repressão dentro das empresas e por ocasião das greves, todas elas ilegais, era muito forte. Não lhe será difícil encontrar bibliografia se começar a pesquisar a história do fascismo. Para uma obra de síntese, indico Fernando ROSAS, Fernando MARTINS, Luciano do AMARAL e Maria Fernanda ROLLO [s. d.] <em>O Estado Novo (1926-1974)</em>, em José Mattoso (org.) <em>História de Portugal</em>, vol. VII, [Lisboa]: Estampa. Quanto à «realidade das fábricas» não conheço nenhum estudo de síntese, mas há estudos sociológicos dispersos. Vale a pena procurar na <em>Análise Social</em>. Não entendo a pergunta se «Salazar também buscou criar essa separação entre os sexos». A separação já existia, numa sociedade tradicionalista e predominantemente rural como era Portugal em 1926. Mas Salazar deliberada e sistematicamente aprofundou e manteve as divisões entre os sexos e especialmente os espaços separados para mulheres e homens. O livro de Irene Flunser PIMENTEL, <em>Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto</em>, Lisboa: A Esfera dos Livros, 2006, é interessante porque mostra o contraste entre a sociedade europeia moderna, representada pelos refugiados políticos (não eram só judeus, mas também outros antifascistas germânicos que se tinham refugiado em França e tiveram de fugir aquando da derrota francesa) e a sociedade portuguesa, rural e provinciana. Aliás, a vinda desses refugiados foi importante para acelerar a transformação cultural da sociedade portuguesa. Você pergunta também se «o apartheid existia». <em>Apartheid</em> racial, tal como houve na África do Sul? No plano legal não existia, embora houvesse uma enorme segregação nas colónias. No Portugal metropolitano havia pouquíssimos negros, porque o fascismo não permitia a ida de trabalhadores negros para a metrólope. Mas havia alguns negros e negras a estudar nas Universidades. Sobre isso vale a pena procurar dados relativos à história da Casa dos Estudantes do Império, que era uma espécie de Associação dos estudantes oriundos das colónias. Finalmente, sobre o movimento estudantil vale a pena ler: Gabriela LOURENÇO, Joge COSTA e Paulo PENA, <em>Grandes Planos. Oposição Estudantil à Ditadura</em>, 1956-1974, Lisboa: Âncora e Associação 25 de Abril, 2001. E sobre a oposição esquerdista nos dez últimos anos do fascismo é imprescindível a leitura de um livro excelente: Miguel CARDINA, <em>Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal, 1964-1974</em>, Lisboa: Tinta-da-China, 2011.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/76982/#comment-117798</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2013 23:29:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=76982#comment-117798</guid>

					<description><![CDATA[Gostei do texto. 

Há um diálogo direto com o texto que o Coletivo Passapalavra escreveu sobre os movimentos feministas nos dias de hoje.

No contexto político de Portugal dos anos 60, existiu movimentos universitários que lutaram pelo fim do apartheid imposto pelo salazarismo. Aqui, com as especificidades do momento atual, existem grupos que reivindicam espaços exclusivos.

Gostaria de saber se os autores poderiam informar como eram os movimentos sociais fora da universidade (movimento sindical e outros)? O apartheid existia? Como era a realidade das fábricas? Salazar também buscou criar essa separação entre os sexos?

É isso... Obrigado pelo texto! Se puderem responder ou indicar alguma leitura, eu agradeço também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do texto. </p>
<p>Há um diálogo direto com o texto que o Coletivo Passapalavra escreveu sobre os movimentos feministas nos dias de hoje.</p>
<p>No contexto político de Portugal dos anos 60, existiu movimentos universitários que lutaram pelo fim do apartheid imposto pelo salazarismo. Aqui, com as especificidades do momento atual, existem grupos que reivindicam espaços exclusivos.</p>
<p>Gostaria de saber se os autores poderiam informar como eram os movimentos sociais fora da universidade (movimento sindical e outros)? O apartheid existia? Como era a realidade das fábricas? Salazar também buscou criar essa separação entre os sexos?</p>
<p>É isso&#8230; Obrigado pelo texto! Se puderem responder ou indicar alguma leitura, eu agradeço também.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
