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	Comentários sobre: O Estado e a Nação &#8211; I. A noção de Estado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77152/#comment-241726</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 17:08:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Breno,

a disputa eleitoral pode não ser totalmente irrelevante. Por exemplo, a chegada de Lula ao poder representou um momento de alavancagem de uma renovação dos gestores brasileiros. Ou seja, as eleições permitiram a ascensão de candidatos a gestores que reforçaram os mecanismos da mais-valia relativa.

Mas é como eu disse no comentário anterior. As eleições seleccionam que fracção dos gestores vão governar, não que uma nova sociedade vá surgir a partir dali. O que não é o mesmo dizer que a democracia liberal é irrelevante para os trabalhadores. É sempre melhor lutar dentro de um regime democrático do que em ditadura...

abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Breno,</p>
<p>a disputa eleitoral pode não ser totalmente irrelevante. Por exemplo, a chegada de Lula ao poder representou um momento de alavancagem de uma renovação dos gestores brasileiros. Ou seja, as eleições permitiram a ascensão de candidatos a gestores que reforçaram os mecanismos da mais-valia relativa.</p>
<p>Mas é como eu disse no comentário anterior. As eleições seleccionam que fracção dos gestores vão governar, não que uma nova sociedade vá surgir a partir dali. O que não é o mesmo dizer que a democracia liberal é irrelevante para os trabalhadores. É sempre melhor lutar dentro de um regime democrático do que em ditadura&#8230;</p>
<p>abraços</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77152/#comment-241718</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 16:13:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Okay,
Não havia entendido o excerto.

De qualquer forma, na linha do texto, a disputa do Estado via eleições (ano eleitoral aqui no Brasil) seria inútil, a não ser que o objetivo fosse fortalecer o capitalismo, visto que

&#039;Os princípios organizativos da estrutura estatal presidem a uma tomada de decisões no sentido de: 1) Favorecer as condições de reprodução do capitalismo.&#039;

Essa leitura rompe com a posição programática de um parte considerável da esquerda por cá, que utiliza os exemplos de Allende e de Chavez como modelos a serem &#039;repetidos&#039;.

abs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Okay,<br />
Não havia entendido o excerto.</p>
<p>De qualquer forma, na linha do texto, a disputa do Estado via eleições (ano eleitoral aqui no Brasil) seria inútil, a não ser que o objetivo fosse fortalecer o capitalismo, visto que</p>
<p>&#8216;Os princípios organizativos da estrutura estatal presidem a uma tomada de decisões no sentido de: 1) Favorecer as condições de reprodução do capitalismo.&#8217;</p>
<p>Essa leitura rompe com a posição programática de um parte considerável da esquerda por cá, que utiliza os exemplos de Allende e de Chavez como modelos a serem &#8216;repetidos&#8217;.</p>
<p>abs</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77152/#comment-241476</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2014 21:21:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77152#comment-241476</guid>

					<description><![CDATA[Breno,

Depende do que você entende por estruturalista. Se se referir ao estudo das regularidades e a um primado das instituições sobre o fenoménico e sobre a espuma dos dias, claro que é estruturalista. Tal como todo o pensamento social mais inovador.

Sobre a citação em questão. Parece-me óbvio que os governos não determinam as políticas de alto a baixo, especialmente nos países em que o Estado nacional é apenas uma parcela da soberania transnacional das empresas e de organismos supranacionais. Mesmo que hipoteticamente vivêssemos num mundo em que os Estados nacionais fossem a única modalidade política de soberania, o problema mantinha-se. Ou seja, há na esquerda europeia uma lamentação lacrimosa pelo retorno ao Estado nacional, como se alguma vez o  poder tivesse estado nos governos e nos parlamentos. Como se a classe dominante fosse sinónimo de um governo ou de um partido. Pelo contrário, as decisões e os interesses fundamentais dos capitalistas são sempre anteriores relativamente aos governos. É isso que lhes permite ficar tranquilos com a rotatividade entre quem vai para os governos.

Sobre o Allende e sobre as várias tentativas de governos de esquerda. Bom, a verdade é que o Allende não foi propriamente anti-capitalista, apenas procurou passar a bússola de controlo da soberania das empresas para o Estado num contexto em que a soberania das empresas se tornou hegemónica a nível internacional, mais ainda no caso ocidental. A mobilização popular no caso chileno foi sempre no sentido de fortalecer o  poder de mando de sectores que tentavam construir um capitalismo de Estado (e que foram aproveitados pelo Pinochet como a nacionalização do cobre) e muito menos de expandir organismos de base. Se a contenda, se o antagonismo de classes se tivesse operado entre uma classe trabalhadora auto-organizada e uma anterior classe dominante de certeza que os traços da revolta não teriam tido lugar no ataque ao Palácio de Moncada. Claro que houve uma bárbara repressão logo a seguir mas a viragem da experiência da Unidade Popular  para o novo regime de Pinochet foi esse episódio golpista. Portanto, dentro do centro do poder político e não nas empresas ou nas ruas. Isso comprova que o processo transferiu-se fundamentalmente para o seio do Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Breno,</p>
<p>Depende do que você entende por estruturalista. Se se referir ao estudo das regularidades e a um primado das instituições sobre o fenoménico e sobre a espuma dos dias, claro que é estruturalista. Tal como todo o pensamento social mais inovador.</p>
<p>Sobre a citação em questão. Parece-me óbvio que os governos não determinam as políticas de alto a baixo, especialmente nos países em que o Estado nacional é apenas uma parcela da soberania transnacional das empresas e de organismos supranacionais. Mesmo que hipoteticamente vivêssemos num mundo em que os Estados nacionais fossem a única modalidade política de soberania, o problema mantinha-se. Ou seja, há na esquerda europeia uma lamentação lacrimosa pelo retorno ao Estado nacional, como se alguma vez o  poder tivesse estado nos governos e nos parlamentos. Como se a classe dominante fosse sinónimo de um governo ou de um partido. Pelo contrário, as decisões e os interesses fundamentais dos capitalistas são sempre anteriores relativamente aos governos. É isso que lhes permite ficar tranquilos com a rotatividade entre quem vai para os governos.</p>
<p>Sobre o Allende e sobre as várias tentativas de governos de esquerda. Bom, a verdade é que o Allende não foi propriamente anti-capitalista, apenas procurou passar a bússola de controlo da soberania das empresas para o Estado num contexto em que a soberania das empresas se tornou hegemónica a nível internacional, mais ainda no caso ocidental. A mobilização popular no caso chileno foi sempre no sentido de fortalecer o  poder de mando de sectores que tentavam construir um capitalismo de Estado (e que foram aproveitados pelo Pinochet como a nacionalização do cobre) e muito menos de expandir organismos de base. Se a contenda, se o antagonismo de classes se tivesse operado entre uma classe trabalhadora auto-organizada e uma anterior classe dominante de certeza que os traços da revolta não teriam tido lugar no ataque ao Palácio de Moncada. Claro que houve uma bárbara repressão logo a seguir mas a viragem da experiência da Unidade Popular  para o novo regime de Pinochet foi esse episódio golpista. Portanto, dentro do centro do poder político e não nas empresas ou nas ruas. Isso comprova que o processo transferiu-se fundamentalmente para o seio do Estado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77152/#comment-241443</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2014 17:45:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77152#comment-241443</guid>

					<description><![CDATA[Ótimo texto. Gostaria de tirar algumas dúvidas.

Quando o autor fala 
&#039;Os princípios organizativos da estrutura estatal presidem a uma tomada de decisões no sentido de:
1) Favorecer as condições de reprodução do capitalismo. Por isso as políticas que os governos aplicam (o que é diferente de decidir) não são fruto de incompetência nem estritamente um programa ideológico da facção de um partido, mas o seu objectivo global é o de somar vantagens políticas e/ou económicas para o conjunto dos empresários, gestores e proprietários de capital. Achar que os governos “estão no poder” apenas para usufruto dos seus membros, ou reduzir as ligações dos governos a grupos económicos (por exemplo, o caso Banco Português de Negócios) a uma troca de favores pessoais ou a “amiguismo”, só serve para obscurecer a durabilidade e a reprodução de toda uma mesma estrutura de práticas governativas e do fulcro das políticas económica, fiscal e laboral.&#039; 

não estaria reproduzindo um tipo de pensamento tipicamente estruturalista? Na linha indicada no texto, o que poderíamos dizer sobre a experiência de Allende n Chile?

Se for possível, gostaria que o autor apresentasse mais elementos para comprovar a tese que destaquei nesse comentário.

Obrigado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto. Gostaria de tirar algumas dúvidas.</p>
<p>Quando o autor fala<br />
&#8216;Os princípios organizativos da estrutura estatal presidem a uma tomada de decisões no sentido de:<br />
1) Favorecer as condições de reprodução do capitalismo. Por isso as políticas que os governos aplicam (o que é diferente de decidir) não são fruto de incompetência nem estritamente um programa ideológico da facção de um partido, mas o seu objectivo global é o de somar vantagens políticas e/ou económicas para o conjunto dos empresários, gestores e proprietários de capital. Achar que os governos “estão no poder” apenas para usufruto dos seus membros, ou reduzir as ligações dos governos a grupos económicos (por exemplo, o caso Banco Português de Negócios) a uma troca de favores pessoais ou a “amiguismo”, só serve para obscurecer a durabilidade e a reprodução de toda uma mesma estrutura de práticas governativas e do fulcro das políticas económica, fiscal e laboral.&#8217; </p>
<p>não estaria reproduzindo um tipo de pensamento tipicamente estruturalista? Na linha indicada no texto, o que poderíamos dizer sobre a experiência de Allende n Chile?</p>
<p>Se for possível, gostaria que o autor apresentasse mais elementos para comprovar a tese que destaquei nesse comentário.</p>
<p>Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: B Haeming		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77152/#comment-118239</link>

		<dc:creator><![CDATA[B Haeming]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 06:25:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77152#comment-118239</guid>

					<description><![CDATA[Joao,

Leio esse texto e vejo similaridades gritantes com algumas reivindicações feitas no Brasil. Muito se especula em relação à presença do Estado na tomada de decisões e seus gastos, como a Copa do Mundo e os estádios multimilionários, ou casos de corrupção, enfim, tudo que serve para asseverar a fumaça que encobre a compreenssão do papel e modus operandi do Estado e sua relação com as classes dominantes.

Mesmo sabendo que essa mitificação é inerente ao capitalismo, me assombra haver tamanha confusão, tamanha demanda por diminuição do papel do Estado, sendo que políticas desenvolvimentistas são até hoje um instrumento eficiente de contenção de revoltas sociais em virtude da expansão do capital.O Estado nasceu, cresceu e até hoje se faz presente por esse concatenamento de interesses dominantes, e como efeito a manutenção do status quo em todos os sentido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joao,</p>
<p>Leio esse texto e vejo similaridades gritantes com algumas reivindicações feitas no Brasil. Muito se especula em relação à presença do Estado na tomada de decisões e seus gastos, como a Copa do Mundo e os estádios multimilionários, ou casos de corrupção, enfim, tudo que serve para asseverar a fumaça que encobre a compreenssão do papel e modus operandi do Estado e sua relação com as classes dominantes.</p>
<p>Mesmo sabendo que essa mitificação é inerente ao capitalismo, me assombra haver tamanha confusão, tamanha demanda por diminuição do papel do Estado, sendo que políticas desenvolvimentistas são até hoje um instrumento eficiente de contenção de revoltas sociais em virtude da expansão do capital.O Estado nasceu, cresceu e até hoje se faz presente por esse concatenamento de interesses dominantes, e como efeito a manutenção do status quo em todos os sentido.</p>
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