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	Comentários sobre: &#8220;Um escracho não é mais que o colocar em prática da organização civil”	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77286/#comment-118290</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 15:11:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[na Argentina os altos funcionários do governo Kirchnerista sofrem escrachos públicos quando frequentam lugares da alta classe média (a qual fazem parte...). Passeando com seus filhos pelo shopping center recebem vaias espontâneas e coletivas, andando pela rua, chega-se ao ponto até de terem objetos atirados contra seus carros, em função de que eles podem comprar dólares sem limitações, enquanto a classe média elitista tem de penar para poder viajar para Miami. Esse é um país com uma fortíssima cultura de escracho.

Pessoalmente tenho achado interessante no caso do Levante, os escrachos das figuras da ditadura no Brasil, pois muitas vezes expõe-se algo que ninguém nem tinha idéia, de que teu vizinho era um torturador, tema que muitos brasileiros consideram não apenas de uma outra época mas de um outro mundo, algo que não lhes afetou. Uma forma de reativar uma memória no país. 
No entanto, como no exemplo destes escrachos e dos escrachos mencionados no texto, são organizações de esquerda usando esta técnica. O que será quando a direita começar a fazê-lo? Serão tachados de fascistas, de instigadores da irracionalidade das massas?
Apenas para finalizar a reflexão, a entrevistada pinta a coisa com tanta naturalidade, como se o escracho fosse uma prática óbvia da organização civil. Tem que ficar claro que o escracho é uma OPÇÃO tomada por uma organização civil. As opções sempre podem ser boas ou ruins, nenhuma delas é algo apenas natural de uma organização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>na Argentina os altos funcionários do governo Kirchnerista sofrem escrachos públicos quando frequentam lugares da alta classe média (a qual fazem parte&#8230;). Passeando com seus filhos pelo shopping center recebem vaias espontâneas e coletivas, andando pela rua, chega-se ao ponto até de terem objetos atirados contra seus carros, em função de que eles podem comprar dólares sem limitações, enquanto a classe média elitista tem de penar para poder viajar para Miami. Esse é um país com uma fortíssima cultura de escracho.</p>
<p>Pessoalmente tenho achado interessante no caso do Levante, os escrachos das figuras da ditadura no Brasil, pois muitas vezes expõe-se algo que ninguém nem tinha idéia, de que teu vizinho era um torturador, tema que muitos brasileiros consideram não apenas de uma outra época mas de um outro mundo, algo que não lhes afetou. Uma forma de reativar uma memória no país.<br />
No entanto, como no exemplo destes escrachos e dos escrachos mencionados no texto, são organizações de esquerda usando esta técnica. O que será quando a direita começar a fazê-lo? Serão tachados de fascistas, de instigadores da irracionalidade das massas?<br />
Apenas para finalizar a reflexão, a entrevistada pinta a coisa com tanta naturalidade, como se o escracho fosse uma prática óbvia da organização civil. Tem que ficar claro que o escracho é uma OPÇÃO tomada por uma organização civil. As opções sempre podem ser boas ou ruins, nenhuma delas é algo apenas natural de uma organização.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77286/#comment-118277</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 12:53:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu sou contrário ao escracho em todas as ocasiões e contra quem quer que seja, incluindo os praticados pelas feministas e quejandos ou os que tenham como alvo deputados que votem programas de austeridade ou quaisquer outros. O escracho é uma forma de linchagem moral, repulsiva como o são todas as linchagens, uma soma de cobardias que se dão força só por serem muitas e as vítimas serem poucas. Pior ainda do que um exercício colectivo de cobardia, o escracho é uma escola de cobardia, e é este tipo de aprendizagem que sobretudo me preocupa. A linchagem moral pode ser suportada com altivez pela vítima, que sairá assim fortalecida da prova, mas revela sempre a baixeza dos linchadores e contribui para os aviltar mais ainda. Uma forma especial de escracho foi muito usada em 1944 e 1945 nos países europeus libertados da ocupação nazi. Consistia em rapar o cabelo das mulheres acusadas de terem tido relações sexuais com soldados alemães e em humilhá-las publicamente. Quem não souber do que se trata, pode ver aqui:

http://www.google.com.br/search?safe=off&amp;hl=pt-BR&amp;site=imghp&amp;tbm=isch&amp;source=hp&amp;biw=1280&amp;bih=692&amp;q=tondues+de+la+lib%C3%A9ration&amp;oq=tondues+de+la+lib%C3%A9ration&amp;gs_l=img.12

Na Bélgica chegaram a pôr algumas dentro de jaulas do Jardim Zoológico, e existem fotografias disso. Antes do 25 de Abril, quando eu era ainda leninista, já sentia pelas linchagens morais a mesma repulsa que sinto hoje, a ponto de ter tido durante anos, na minha mesa de trabalho, a fotografia de uma destas mulheres, de cabeça rapada, exposta ao escracho da populaça. A dignidade, a extraordinária altivez com que ela enfrentava os insultos, o seu olhar frio, constituiu para mim uma lição diária. Aprendi muito com essa fotografia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou contrário ao escracho em todas as ocasiões e contra quem quer que seja, incluindo os praticados pelas feministas e quejandos ou os que tenham como alvo deputados que votem programas de austeridade ou quaisquer outros. O escracho é uma forma de linchagem moral, repulsiva como o são todas as linchagens, uma soma de cobardias que se dão força só por serem muitas e as vítimas serem poucas. Pior ainda do que um exercício colectivo de cobardia, o escracho é uma escola de cobardia, e é este tipo de aprendizagem que sobretudo me preocupa. A linchagem moral pode ser suportada com altivez pela vítima, que sairá assim fortalecida da prova, mas revela sempre a baixeza dos linchadores e contribui para os aviltar mais ainda. Uma forma especial de escracho foi muito usada em 1944 e 1945 nos países europeus libertados da ocupação nazi. Consistia em rapar o cabelo das mulheres acusadas de terem tido relações sexuais com soldados alemães e em humilhá-las publicamente. Quem não souber do que se trata, pode ver aqui:</p>
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<p>Na Bélgica chegaram a pôr algumas dentro de jaulas do Jardim Zoológico, e existem fotografias disso. Antes do 25 de Abril, quando eu era ainda leninista, já sentia pelas linchagens morais a mesma repulsa que sinto hoje, a ponto de ter tido durante anos, na minha mesa de trabalho, a fotografia de uma destas mulheres, de cabeça rapada, exposta ao escracho da populaça. A dignidade, a extraordinária altivez com que ela enfrentava os insultos, o seu olhar frio, constituiu para mim uma lição diária. Aprendi muito com essa fotografia.</p>
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