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	Comentários sobre: É pau, é pedra, é o fim do caminho: greve dos professores e sindicalismo de Estado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Francisco Rogério dos Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-136450</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Rogério dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 01:26:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Encontrei este artigo apenas agora, pois estava procurando “pistas” para as teses do XXIV Congresso da APEOESP. Não milito em nenhuma corrente interna do sindicato, embora seja militante sindical. Participei desta última greve, em comando de greve. Enfim, de “cabo a rabo”. Concordo com boa parte do que é colocado no texto. A “parte” que eu discordo é tornar os “independentes” mocinhos. Os “independentes” que atacaram o caminhão, pelo que observei “in loco”, são militantes do PCO. O Toninho comandava as ações. Os “independentes” que puxaram o coro pela continuidade da greve formavam um bloco coeso na assembléia, organizado, com suas bandeiras. Um bloco coeso e organizado se dá através de um comando, um combinado anterior. Quando digo que estes “independentes” não são “mocinhos”, não estou querendo fazer juízo de valor de sua ação na assembléia. O que quero dizer é que também eles formam um grupo com objetivos político-partidários. É claro que unificar os professores estaduais com os municipais enfraqueceria a Articulação e os seus aliados, e isso fazia parte da estratégia dos “independentes”. Esses interesses partidários, revolucionários ou conservadores, sempre vão existir no “seio” sindical. Isto é tão certo quanto à improbabilidade de um bando de independentes “de verdade” (sem vínculos com correntes organizadas) chegar ao poder no sindicato. O grande problema, a meu ver, é a incapacidade de todos esses grupos oposicionistas. Uma parte desta oposição foi cooptada pelo aparelho burocrático, como está bem explicado no texto. A outra parte, os “independentes”, não conseguem uma inserção maior nas massas. Precisariam sair de seu casulo teórico-revolucionário. Fazerem-se compreendidos pelos professores comuns, que não estão preocupados com a revolução proletária na próxima esquina, mas com o seu cotidiano penoso. Calma, não sou tão alienado a ponto de achar que o cotidiano penoso não tenha haver com o sistema. Eu sei que tem. É que os raios solares, sem filtro, queimam, e afastam as pessoas. Sitiar o caminhão e espancá-lo não me parece uma estratégia que vá conseguir agregar mais do que os militantes do PCO. É o que eu vi lá embaixo do MASP. Os professores “sem-corrente” (aqueles preocupados apenas com o cotidiano) estavam acuados, no fundo do vão, observando tudo aquilo, perplexos, e se movimentando “pra lá” e “pra cá”, fugindo das investidas da polícia. Concluo assim: a APEOESP precisa de uma situação e de uma oposição menos acomodada. A situação e parte da oposição acomodada no aparelho. E outra parte da oposição acomodada em seu isolamento teórico-revolucionário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei este artigo apenas agora, pois estava procurando “pistas” para as teses do XXIV Congresso da APEOESP. Não milito em nenhuma corrente interna do sindicato, embora seja militante sindical. Participei desta última greve, em comando de greve. Enfim, de “cabo a rabo”. Concordo com boa parte do que é colocado no texto. A “parte” que eu discordo é tornar os “independentes” mocinhos. Os “independentes” que atacaram o caminhão, pelo que observei “in loco”, são militantes do PCO. O Toninho comandava as ações. Os “independentes” que puxaram o coro pela continuidade da greve formavam um bloco coeso na assembléia, organizado, com suas bandeiras. Um bloco coeso e organizado se dá através de um comando, um combinado anterior. Quando digo que estes “independentes” não são “mocinhos”, não estou querendo fazer juízo de valor de sua ação na assembléia. O que quero dizer é que também eles formam um grupo com objetivos político-partidários. É claro que unificar os professores estaduais com os municipais enfraqueceria a Articulação e os seus aliados, e isso fazia parte da estratégia dos “independentes”. Esses interesses partidários, revolucionários ou conservadores, sempre vão existir no “seio” sindical. Isto é tão certo quanto à improbabilidade de um bando de independentes “de verdade” (sem vínculos com correntes organizadas) chegar ao poder no sindicato. O grande problema, a meu ver, é a incapacidade de todos esses grupos oposicionistas. Uma parte desta oposição foi cooptada pelo aparelho burocrático, como está bem explicado no texto. A outra parte, os “independentes”, não conseguem uma inserção maior nas massas. Precisariam sair de seu casulo teórico-revolucionário. Fazerem-se compreendidos pelos professores comuns, que não estão preocupados com a revolução proletária na próxima esquina, mas com o seu cotidiano penoso. Calma, não sou tão alienado a ponto de achar que o cotidiano penoso não tenha haver com o sistema. Eu sei que tem. É que os raios solares, sem filtro, queimam, e afastam as pessoas. Sitiar o caminhão e espancá-lo não me parece uma estratégia que vá conseguir agregar mais do que os militantes do PCO. É o que eu vi lá embaixo do MASP. Os professores “sem-corrente” (aqueles preocupados apenas com o cotidiano) estavam acuados, no fundo do vão, observando tudo aquilo, perplexos, e se movimentando “pra lá” e “pra cá”, fugindo das investidas da polícia. Concluo assim: a APEOESP precisa de uma situação e de uma oposição menos acomodada. A situação e parte da oposição acomodada no aparelho. E outra parte da oposição acomodada em seu isolamento teórico-revolucionário.</p>
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		<title>
		Por: Zeca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-119169</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zeca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 16:02:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu nem milito porque tenho dificuldade de adaptação e identificação com aquilo que é o professorado. Uma peãozada trabalhando nas piores condições, em alguns casos no meio de baratas e fezes mas se sentindo a mais digna classe média, portadora da moral e redentora da nação. E gostei muito do que disse o prof independente. A questão de simplesmente fazerem um trabalho intelectual os faz pensarem que são membros de alguma ordem superior aos trabalhadores braçais. Na verdade, minha militância é individual para me manter minimamente livre dos chefes e dos professores mais conservadores. Uma luta árdua!

Apesar disso, eu acho que qualquer pessoa que venha a falar de autonomia do professorado de luta ante o sindicato deveria pesquisar, entrevistar, fazer um levantamento sobre a experiência daquela turma que mais conseguir levar isso adiante. Me refiro ao pessoal que teve alguns de seus membros exonerados em 2000 e a Resistência Popular. É uma baita experiência que não pode ser descartada. Quem quer realmente militar não pode desprezar a luta heroica deles. Fazer isso implicará em quebrar a cara em muitos pontos nos quais eles possuem algo a dizer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nem milito porque tenho dificuldade de adaptação e identificação com aquilo que é o professorado. Uma peãozada trabalhando nas piores condições, em alguns casos no meio de baratas e fezes mas se sentindo a mais digna classe média, portadora da moral e redentora da nação. E gostei muito do que disse o prof independente. A questão de simplesmente fazerem um trabalho intelectual os faz pensarem que são membros de alguma ordem superior aos trabalhadores braçais. Na verdade, minha militância é individual para me manter minimamente livre dos chefes e dos professores mais conservadores. Uma luta árdua!</p>
<p>Apesar disso, eu acho que qualquer pessoa que venha a falar de autonomia do professorado de luta ante o sindicato deveria pesquisar, entrevistar, fazer um levantamento sobre a experiência daquela turma que mais conseguir levar isso adiante. Me refiro ao pessoal que teve alguns de seus membros exonerados em 2000 e a Resistência Popular. É uma baita experiência que não pode ser descartada. Quem quer realmente militar não pode desprezar a luta heroica deles. Fazer isso implicará em quebrar a cara em muitos pontos nos quais eles possuem algo a dizer.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Ana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-119081</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:33:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Atualmente, a maioria das greves pode ser originada das decisões dos sindicatos. Não que inexista uma base disposta a lutar, e neste ponto procuro refletir sobre as colocações do Manolo. As condições atuais de trabalho dos professores impedem inúmeras vezes uma organização prévia, cotidiana, no local de trabalho. Somos sufocados com cobranças, número elevado de alunos, trabalhos extra-classe, etc, e muitas vezes o desgaste é tamanho que queremos chegar em casa o mais rápido e ficar isolado em algum canto até conseguir recuperar as forças. 

Acontece que na greve esta rotina extenuante é quebrada, e se não foi a base que a puxou, é seu dever se apropriar dela e procurar construir a partir daí outras relações, impossíveis (ou extremamente difíceis) em situações “normais” do cotidiano do trabalho. 

A última greve dos professores estaduais em Goiás teve neste sentido uma experiência próxima ao que digo que acho importante relatar. Os professores queriam greve e estavam se organizando para isso. O sindicato, por sua vez, não podia permitir que a greve fosse decretada sem sua interferência. Chamou uma assembleia e foi declarada a greve. Alguns professores pararam as atividades, outros não. Não porque discordavam das pautas, mas porque estavam cansados de servirem de massa de manobra ao sindicato. 

O que aconteceu? Aqueles que pararam começaram a organizar reuniões e debates independentes nas escolas em que trabalhavam, após se organizarem e terem claro o porque de lutar, aderiram a greve. Se a escola vizinha ainda não tinha entrado em greve, estes professores iam até ela, faziam reuniões, debates, e mais uma escola entrava em greve. Foi assim em inúmeros pontos da capital e região metropolitana. Estes grupos criaram correntes e conseguiram estabelecer uma dinâmica diferente no início da greve, o sindicato foi menosprezado e até barrado de entrar em muitas escolas e a greve ganhava força. Isso em minha opinião foi o mais importante, a criação de novas relações sociais. 

Infelizmente o desfecho não foi diferente de outras greves de professores, a meu ver, porque esta prática inicial foi abandonada por estes grupos no decorrer do movimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, a maioria das greves pode ser originada das decisões dos sindicatos. Não que inexista uma base disposta a lutar, e neste ponto procuro refletir sobre as colocações do Manolo. As condições atuais de trabalho dos professores impedem inúmeras vezes uma organização prévia, cotidiana, no local de trabalho. Somos sufocados com cobranças, número elevado de alunos, trabalhos extra-classe, etc, e muitas vezes o desgaste é tamanho que queremos chegar em casa o mais rápido e ficar isolado em algum canto até conseguir recuperar as forças. </p>
<p>Acontece que na greve esta rotina extenuante é quebrada, e se não foi a base que a puxou, é seu dever se apropriar dela e procurar construir a partir daí outras relações, impossíveis (ou extremamente difíceis) em situações “normais” do cotidiano do trabalho. </p>
<p>A última greve dos professores estaduais em Goiás teve neste sentido uma experiência próxima ao que digo que acho importante relatar. Os professores queriam greve e estavam se organizando para isso. O sindicato, por sua vez, não podia permitir que a greve fosse decretada sem sua interferência. Chamou uma assembleia e foi declarada a greve. Alguns professores pararam as atividades, outros não. Não porque discordavam das pautas, mas porque estavam cansados de servirem de massa de manobra ao sindicato. </p>
<p>O que aconteceu? Aqueles que pararam começaram a organizar reuniões e debates independentes nas escolas em que trabalhavam, após se organizarem e terem claro o porque de lutar, aderiram a greve. Se a escola vizinha ainda não tinha entrado em greve, estes professores iam até ela, faziam reuniões, debates, e mais uma escola entrava em greve. Foi assim em inúmeros pontos da capital e região metropolitana. Estes grupos criaram correntes e conseguiram estabelecer uma dinâmica diferente no início da greve, o sindicato foi menosprezado e até barrado de entrar em muitas escolas e a greve ganhava força. Isso em minha opinião foi o mais importante, a criação de novas relações sociais. </p>
<p>Infelizmente o desfecho não foi diferente de outras greves de professores, a meu ver, porque esta prática inicial foi abandonada por estes grupos no decorrer do movimento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tabita Abramo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-119066</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tabita Abramo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 16:08:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Santiago,

Concordo com você. Os professores não são uma categoria homogênea, e há milhares de pretendentes a cargos de confiança e algumas (nem tantas assim, penso!) madames. Constituem, possivelmente, uma camada de &quot;não-mobilizáveis&quot;, pelo menos na atual conjuntura (no Chile, onde a educação pública vem sendo completamente devastada, creio que até esses grupos estão se mexendo, no calor da resistência que se forja por lá).

No entanto, discordo sobre a necessidade de &quot;dividirmos as coisas&quot;, pois isso o governo já tem feito admiravelmente. Já somos muitos grupos diferentes trabalhando sob o mesmo &quot;chão de escola&quot;. Além disso, o professor e talvez principalmente a professora que se acha &quot;classe média&quot; tem dado com a cara na porta, sofrendo as mesmas mazelas que atormentam os demais colegas (superlotação das salas de aula, violência crescente nas escolas etc). Há um processo, em curso há décadas, de proletarização dos docentes. 

Por último, sobre o erro tático de &quot;se começar toda luta pela greve&quot;, você deve ter percebido no texto a nossa crítica à forma oportunista e burocrática como a greve foi proposta e tocada, desde o início, pela direção do sindicato. Não fazemos parte do grupo que quer &quot;declarar greve a todo momento&quot;, mas sim construir desde baixo uma mobilização (que inclui greve, mas não só!) para se contrapôr ao projeto dos governos, permitido pela burocracia sindical.

Não que isso seja fácil - mas se fosse, não seria LUTA!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Santiago,</p>
<p>Concordo com você. Os professores não são uma categoria homogênea, e há milhares de pretendentes a cargos de confiança e algumas (nem tantas assim, penso!) madames. Constituem, possivelmente, uma camada de &#8220;não-mobilizáveis&#8221;, pelo menos na atual conjuntura (no Chile, onde a educação pública vem sendo completamente devastada, creio que até esses grupos estão se mexendo, no calor da resistência que se forja por lá).</p>
<p>No entanto, discordo sobre a necessidade de &#8220;dividirmos as coisas&#8221;, pois isso o governo já tem feito admiravelmente. Já somos muitos grupos diferentes trabalhando sob o mesmo &#8220;chão de escola&#8221;. Além disso, o professor e talvez principalmente a professora que se acha &#8220;classe média&#8221; tem dado com a cara na porta, sofrendo as mesmas mazelas que atormentam os demais colegas (superlotação das salas de aula, violência crescente nas escolas etc). Há um processo, em curso há décadas, de proletarização dos docentes. </p>
<p>Por último, sobre o erro tático de &#8220;se começar toda luta pela greve&#8221;, você deve ter percebido no texto a nossa crítica à forma oportunista e burocrática como a greve foi proposta e tocada, desde o início, pela direção do sindicato. Não fazemos parte do grupo que quer &#8220;declarar greve a todo momento&#8221;, mas sim construir desde baixo uma mobilização (que inclui greve, mas não só!) para se contrapôr ao projeto dos governos, permitido pela burocracia sindical.</p>
<p>Não que isso seja fácil &#8211; mas se fosse, não seria LUTA!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Prof Independente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118987</link>

		<dc:creator><![CDATA[Prof Independente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 02:26:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Complementando o comentário de Santiago, gostaria de lembrar que essa &quot;ausência&quot; de consciência de classe não é algo exclusivo do professorado. 

A subjetividade dos professores ainda é fortemente determinada pela nebulosa divisão entre o trabalho manual e intelectual.  Este tipo de inquietude reflete, em diferentes posições, as muitas confusões entre o trabalho produtivo e não-produtivo.

Ficou evidente a heterogeneidade dos professores nesta greve. Os professores contratados representam um número cada vez maior, visto que as péssimas condições para lecionar fomentam a desistência de muitos profissionais. Esses professores que são categoria &quot;o&quot; trazem consigo novas concepções de luta que, pelo acerto ou pelo erro devem ser analisadas.

A mobilização dos professores por meio de assembleias regionais, reuniões, fóruns e outros espaços seria bastante interessante. Porém, como levantou Manolo, o tempo é uma variável importante no capital. Além disso, vale lembrar que os membros da diretoria possuem tempo de sobra para realizar o processo de articulação, uma vez que são &quot;liberados&quot; de suas funções na unidade escolar.

Para além das disputas internas das diversas correntes nas reuniões de Representantes de Escola nas subsedes, pode-se pensar numa discussão que fomente formas de organização que prevaleçam o conjunto da categoria. O fundamental é não nos ausentarmos dos entraves políticos sustentados pelo governo e sindicato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complementando o comentário de Santiago, gostaria de lembrar que essa &#8220;ausência&#8221; de consciência de classe não é algo exclusivo do professorado. </p>
<p>A subjetividade dos professores ainda é fortemente determinada pela nebulosa divisão entre o trabalho manual e intelectual.  Este tipo de inquietude reflete, em diferentes posições, as muitas confusões entre o trabalho produtivo e não-produtivo.</p>
<p>Ficou evidente a heterogeneidade dos professores nesta greve. Os professores contratados representam um número cada vez maior, visto que as péssimas condições para lecionar fomentam a desistência de muitos profissionais. Esses professores que são categoria &#8220;o&#8221; trazem consigo novas concepções de luta que, pelo acerto ou pelo erro devem ser analisadas.</p>
<p>A mobilização dos professores por meio de assembleias regionais, reuniões, fóruns e outros espaços seria bastante interessante. Porém, como levantou Manolo, o tempo é uma variável importante no capital. Além disso, vale lembrar que os membros da diretoria possuem tempo de sobra para realizar o processo de articulação, uma vez que são &#8220;liberados&#8221; de suas funções na unidade escolar.</p>
<p>Para além das disputas internas das diversas correntes nas reuniões de Representantes de Escola nas subsedes, pode-se pensar numa discussão que fomente formas de organização que prevaleçam o conjunto da categoria. O fundamental é não nos ausentarmos dos entraves políticos sustentados pelo governo e sindicato.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Santiago		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118955</link>

		<dc:creator><![CDATA[Santiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 19:46:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77424#comment-118955</guid>

					<description><![CDATA[Manolo,

O teu relato exemplifica o que afirmei. Seria necessário começar com essas reuniões, esses debates nas escolas, fazer encontros regionais, criar laços, força e acumular discussões. O professorado é basicamente analfabeto político. Entretanto, sabendo de antemão que grossa parcela do professorado é da turma &quot;odeio passeatas&quot;, se vê como classe média e não como trabalhadores. Há ainda os milhares de chefes e as milhares que estão esperando para sê-lo. Ou seja, a bandeira da unidade teria que ser jogada fora e o professorado pobre teria que se assumir como trabalhadores de luta ante o professorado classe média.

Foi isto que quis dizer. Como você citou, hoje os sindicatos declaram greve e depois os militantes das correntes ou funcionários do sindicato vão avisar os professores que eles estão em greve. Não tem debate, encontro, reunião, acúmulo de discussão, nada. Isso deveria ser invertido e a greve ser o resultado de um acúmulo de forças. 

Isso tudo implicaria romper a atual cultura de individualismo. Hoje, no geral, o que temos é cada professor tentando se virar como pode no caos geral que são as escolas públicas. Cada um toca sua vida e pronto. Mas tenho visto que os professores que estão em condições de ser lideranças, chamar o debate, possuem respeito entre os demais, geralmente fecham com o governo, são politicamente submissos e adeptos de uma pedagogia autoritária. A educação não é um campo fértil para revolucionários, contrariamente ao que pensam os jovens e contrariamente as mentiras contadas nos cursos de humanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo,</p>
<p>O teu relato exemplifica o que afirmei. Seria necessário começar com essas reuniões, esses debates nas escolas, fazer encontros regionais, criar laços, força e acumular discussões. O professorado é basicamente analfabeto político. Entretanto, sabendo de antemão que grossa parcela do professorado é da turma &#8220;odeio passeatas&#8221;, se vê como classe média e não como trabalhadores. Há ainda os milhares de chefes e as milhares que estão esperando para sê-lo. Ou seja, a bandeira da unidade teria que ser jogada fora e o professorado pobre teria que se assumir como trabalhadores de luta ante o professorado classe média.</p>
<p>Foi isto que quis dizer. Como você citou, hoje os sindicatos declaram greve e depois os militantes das correntes ou funcionários do sindicato vão avisar os professores que eles estão em greve. Não tem debate, encontro, reunião, acúmulo de discussão, nada. Isso deveria ser invertido e a greve ser o resultado de um acúmulo de forças. </p>
<p>Isso tudo implicaria romper a atual cultura de individualismo. Hoje, no geral, o que temos é cada professor tentando se virar como pode no caos geral que são as escolas públicas. Cada um toca sua vida e pronto. Mas tenho visto que os professores que estão em condições de ser lideranças, chamar o debate, possuem respeito entre os demais, geralmente fecham com o governo, são politicamente submissos e adeptos de uma pedagogia autoritária. A educação não é um campo fértil para revolucionários, contrariamente ao que pensam os jovens e contrariamente as mentiras contadas nos cursos de humanas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118944</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:30:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77424#comment-118944</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118928&quot;&gt;Santiago&lt;/a&gt;.

Embora, como Santiago mesmo reconhece, suas avaliações quantitativas sejam estimativas e não dados concretos, acho os pontos levantados por ele bastante precisos. E podem ser extrapolados, com os devidos ajustes, para os trabalhadores da educação em outros estados.

Só gostaria de acrescentar uma coisa, com base numa experiência junto a professoras da rede municipal de Salvador acontecida anos atrás (antes de Orkut e Facebook). Uma vez que durante um dia da semana as professoras tinham que fazer o &quot;plantão pedagógico&quot; (não lembro o nome exato), uma delas, velha militante, resolveu propor-lhes que no período anterior às assembleias da campanha salarial os &quot;plantões pedagógicos&quot; fossem dedicados à discussão das condições de trabalho e ao estabelecimento de uma pauta própria, vinda desta discussão, a ser apresentada na assembleia. Como ela achava necessário um &quot;elemento externo&quot; para ajudar a mobilizar, me chamou para facilitar o debate.

A partir destes encontros, que juntaram professoras de várias escolas da mesma regional num só lugar (foram se chegando aos poucos, na medida em que souberam da existência deste espaço), em coisa de três semanas havia sido possível não apenas levantar com relativo aprofundamento inúmeros problemas (carga horária excessiva, jornada tripla, falta de material didático básico (giz, cartolina, etc.), inadequação do material didático e pedagógico entregue pela Secretaria de Educação (livros estranhos ao plano pedagógico, etc.), defasagem salarial...) como também começar uma discussão sobre causas desta situação (baixa capacidade de arrecadação da Prefeitura, redirecionamento de verbas da educação (que ficaram por anos abaixo do critério constitucional), esfacelamento da &quot;base aliada&quot; do prefeito, etc.).

O resultado: tudo isto foi sintetizado numa carta aberta à categoria, lida durante uma das assembleias. Foi esta carta que fez com que a greve, que já havia sido iniciada, durasse mais algumas semanas e conseguisse resultados &quot;um pouco melhores&quot; que a direção da APLB (o sindicato dos professores) havia planejado. Tentou-se manter este ritmo depois da greve, mas foi impossível. A principal razão foi um dos problemas apontados: a sobrecarga de trabalho, agravada pela necessidade de reposição das aulas.

Com isto, quero dizer que não acho &quot;erro tático&quot; começar qualquer coisa a partir da greve. Ás vezes é meio que uma imposição das condições de trabalho só se ter maior facilidade para mobilizar quando há greve. Se haverá greve ou não, isto, na maioria dos casos na educação, está além do controle dos trabalhadores do setor (infelizmente), e sob controle quase total dos sindicatos. Como a greve é um momento onde as atividades são paralisadas, é exatamente a hora em que há tempo livre para se tentar estabelecer relações que durem para além dela. Nada impede que se faça qualquer coisa antes ou depois dela (reuniões, atos, paralisações pontuais, etc.), mas a greve é um momento a se aproveitar para fazer com maior intensidade tudo o que se faria sem ela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118928">Santiago</a>.</p>
<p>Embora, como Santiago mesmo reconhece, suas avaliações quantitativas sejam estimativas e não dados concretos, acho os pontos levantados por ele bastante precisos. E podem ser extrapolados, com os devidos ajustes, para os trabalhadores da educação em outros estados.</p>
<p>Só gostaria de acrescentar uma coisa, com base numa experiência junto a professoras da rede municipal de Salvador acontecida anos atrás (antes de Orkut e Facebook). Uma vez que durante um dia da semana as professoras tinham que fazer o &#8220;plantão pedagógico&#8221; (não lembro o nome exato), uma delas, velha militante, resolveu propor-lhes que no período anterior às assembleias da campanha salarial os &#8220;plantões pedagógicos&#8221; fossem dedicados à discussão das condições de trabalho e ao estabelecimento de uma pauta própria, vinda desta discussão, a ser apresentada na assembleia. Como ela achava necessário um &#8220;elemento externo&#8221; para ajudar a mobilizar, me chamou para facilitar o debate.</p>
<p>A partir destes encontros, que juntaram professoras de várias escolas da mesma regional num só lugar (foram se chegando aos poucos, na medida em que souberam da existência deste espaço), em coisa de três semanas havia sido possível não apenas levantar com relativo aprofundamento inúmeros problemas (carga horária excessiva, jornada tripla, falta de material didático básico (giz, cartolina, etc.), inadequação do material didático e pedagógico entregue pela Secretaria de Educação (livros estranhos ao plano pedagógico, etc.), defasagem salarial&#8230;) como também começar uma discussão sobre causas desta situação (baixa capacidade de arrecadação da Prefeitura, redirecionamento de verbas da educação (que ficaram por anos abaixo do critério constitucional), esfacelamento da &#8220;base aliada&#8221; do prefeito, etc.).</p>
<p>O resultado: tudo isto foi sintetizado numa carta aberta à categoria, lida durante uma das assembleias. Foi esta carta que fez com que a greve, que já havia sido iniciada, durasse mais algumas semanas e conseguisse resultados &#8220;um pouco melhores&#8221; que a direção da APLB (o sindicato dos professores) havia planejado. Tentou-se manter este ritmo depois da greve, mas foi impossível. A principal razão foi um dos problemas apontados: a sobrecarga de trabalho, agravada pela necessidade de reposição das aulas.</p>
<p>Com isto, quero dizer que não acho &#8220;erro tático&#8221; começar qualquer coisa a partir da greve. Ás vezes é meio que uma imposição das condições de trabalho só se ter maior facilidade para mobilizar quando há greve. Se haverá greve ou não, isto, na maioria dos casos na educação, está além do controle dos trabalhadores do setor (infelizmente), e sob controle quase total dos sindicatos. Como a greve é um momento onde as atividades são paralisadas, é exatamente a hora em que há tempo livre para se tentar estabelecer relações que durem para além dela. Nada impede que se faça qualquer coisa antes ou depois dela (reuniões, atos, paralisações pontuais, etc.), mas a greve é um momento a se aproveitar para fazer com maior intensidade tudo o que se faria sem ela.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Santiago		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118928</link>

		<dc:creator><![CDATA[Santiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:03:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77424#comment-118928</guid>

					<description><![CDATA[1- Não houve uma greve dos professores, mas uma luta dos setores mais precarizados dentre o professorado. Os professores não são uma categoria homogênea. É necessário começar a dividir as coisas. 

2- Onde trabalho, tem professora casada com pequeno empresário, policial federal, comerciantes. Uma parcela significativa da categoria é formada por professoras de classe média. Com a renda dos maridos mais as heranças elas conseguem ser classe média, embora o baixo salário. Essas professoras são o peso mais conservador na educação, inclusive discriminam os alunos e os professores pobres. Para elas não existe mobilização.

3- A educação possui uns 30 mil cargos de confiança. Se somarmos quem ocupa cargos de chefia com quem pretende ocupar cargos de chefia, de saída vamos ter quase uns 50 mil que não vão participar de greve. Se junto esse número com o das professoras madames, tenho mais de 100 mil que não vai participar de movimento nunca. O governo tem uma base sólida nas professoras madames e nos ocupantes e pretendentes a cargo de chefia. 

4- Dos professores que sobram - nem madames, nem chefes - que são os mobilizáveis, há o problema da imensidão do Estado. Tanto é que o Orkut e o Facebook têm servido como principal espaço de discussão dos professores. Não há encontros ou assembleias regionais, não há fóruns, não há espaços de discussão. 

5- Reclamar dos chefes sindicais não dá em nada. Seria necessário construir esses encontros, espaços de discussão, para se criar força com o tempo. Entretanto, nada surgiu até agora. Ou seja, vai continuar como está. 

6- Existe um erro tático de se começar toda luta pela greve, o que gera de imediato grandes prejuízos aos professores. Boa parte dos independentes e dos mais aguerridos acham que declarar greve a todo momento é ser de luta e não param pra pensar no equívoco tático. As lutas deveriam começar com atos, paralisações pontuais e chegar na greve somente quando se tivesse um acúmulo de forças.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1- Não houve uma greve dos professores, mas uma luta dos setores mais precarizados dentre o professorado. Os professores não são uma categoria homogênea. É necessário começar a dividir as coisas. </p>
<p>2- Onde trabalho, tem professora casada com pequeno empresário, policial federal, comerciantes. Uma parcela significativa da categoria é formada por professoras de classe média. Com a renda dos maridos mais as heranças elas conseguem ser classe média, embora o baixo salário. Essas professoras são o peso mais conservador na educação, inclusive discriminam os alunos e os professores pobres. Para elas não existe mobilização.</p>
<p>3- A educação possui uns 30 mil cargos de confiança. Se somarmos quem ocupa cargos de chefia com quem pretende ocupar cargos de chefia, de saída vamos ter quase uns 50 mil que não vão participar de greve. Se junto esse número com o das professoras madames, tenho mais de 100 mil que não vai participar de movimento nunca. O governo tem uma base sólida nas professoras madames e nos ocupantes e pretendentes a cargo de chefia. </p>
<p>4- Dos professores que sobram &#8211; nem madames, nem chefes &#8211; que são os mobilizáveis, há o problema da imensidão do Estado. Tanto é que o Orkut e o Facebook têm servido como principal espaço de discussão dos professores. Não há encontros ou assembleias regionais, não há fóruns, não há espaços de discussão. </p>
<p>5- Reclamar dos chefes sindicais não dá em nada. Seria necessário construir esses encontros, espaços de discussão, para se criar força com o tempo. Entretanto, nada surgiu até agora. Ou seja, vai continuar como está. </p>
<p>6- Existe um erro tático de se começar toda luta pela greve, o que gera de imediato grandes prejuízos aos professores. Boa parte dos independentes e dos mais aguerridos acham que declarar greve a todo momento é ser de luta e não param pra pensar no equívoco tático. As lutas deveriam começar com atos, paralisações pontuais e chegar na greve somente quando se tivesse um acúmulo de forças.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tabita Abramo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118765</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tabita Abramo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:25:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alexandre,

Muito obrigada pelos elogios ao texto, que ajudei a escrever. Você supõe que sou homem (se refere ao &quot;sr.&quot;...), mas veja, sou mulher! ;)

Fazemos parte das várias lutas da nossa classe, somos professores, atuantes por aí e também temos encontrado aqui no coletivo Passapalavra um espaço de interlocução e ação.

Vamos nos organizar para que nenhum professor(a) mais seja &quot;OVNI&quot;, mas respeitado, bem pago e tenha condições de exercer sua profissão com dignidade, respondendo à altura dos desafios que se colocam para os educadores. E para isso precisamos superar não só essa direção, mas também essa estrutura de sindicato, que nos liga (nos prende!) ao Estado, nosso patrão. Direções burocráticas, oportunistas e sem independência de classe nunca faltarão num sindicato que é um rio de dinheiro, jorrando facinho para os bolsos dos negociadores de plantão. 

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alexandre,</p>
<p>Muito obrigada pelos elogios ao texto, que ajudei a escrever. Você supõe que sou homem (se refere ao &#8220;sr.&#8221;&#8230;), mas veja, sou mulher! ;)</p>
<p>Fazemos parte das várias lutas da nossa classe, somos professores, atuantes por aí e também temos encontrado aqui no coletivo Passapalavra um espaço de interlocução e ação.</p>
<p>Vamos nos organizar para que nenhum professor(a) mais seja &#8220;OVNI&#8221;, mas respeitado, bem pago e tenha condições de exercer sua profissão com dignidade, respondendo à altura dos desafios que se colocam para os educadores. E para isso precisamos superar não só essa direção, mas também essa estrutura de sindicato, que nos liga (nos prende!) ao Estado, nosso patrão. Direções burocráticas, oportunistas e sem independência de classe nunca faltarão num sindicato que é um rio de dinheiro, jorrando facinho para os bolsos dos negociadores de plantão. </p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alexandre Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77424/#comment-118737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2013 17:55:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77424#comment-118737</guid>

					<description><![CDATA[Meu camarada, este foi o maior e melhor balanço sobre a greve que eu vi até o momento, análise sucinta de todas as situações. Estou contigo em qualquer momento... Caso o Sr. faça parte de algum grupo de análise social em geral, por favor me indique. Seria um grande prazer!

Professor categoria OVNI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu camarada, este foi o maior e melhor balanço sobre a greve que eu vi até o momento, análise sucinta de todas as situações. Estou contigo em qualquer momento&#8230; Caso o Sr. faça parte de algum grupo de análise social em geral, por favor me indique. Seria um grande prazer!</p>
<p>Professor categoria OVNI.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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