<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Patavinas	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2013/05/77927/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2013/05/77927/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 May 2023 11:44:45 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Malanga nas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77927/#comment-244486</link>

		<dc:creator><![CDATA[Malanga nas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 20:53:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77927#comment-244486</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns Michele pelo texto.
O texto consegue inverter a perspectiva da questão educacional. Pois ela é muitas vezes abordada do ponto de vista do profissional da educação. Essa abordagem da questão educacional feita pelo profissional da educação é bastante clara nas disciplinas dos cursos de licenciatura. Há em raros casos citações da parte dos professores nessas disciplinas de que o aluno não é apenas um sujeito passível na relação de ensino e aprendizagem. Mas é um indivíduo ativo nesse processo, que é afetado e também afeta.
O que quero dizer com isso? Que para os profissionais que estão dentro de sala de aula no ensino regular e para os professores dos cursos de licenciatura o aluno não passa de tabula rasa. 
Logicamente se alguém fizer essa afirmação numa disciplina de um curso de licenciatura é capaz do professor fingir um infarto para discordar do comentador. Mas o que importa não é o fingimento, mas sim como na atuação pratica se é percebido o aluno.
Essa perspectiva de perceber o aluno como tabula rasa vai incidir no pensamento dos profissionais da educação de que o mal comportamento do aluno é resultado apenas de sua falta de vontade para aprender, ou no jargão educacional &quot;o aluno é preguiçoso&quot;. A preguiça enquanto categoria explicativa. A tomada do termo preguiça como categoria explicativa do comportamento do aluno vai resultar em casos como o do comentário do Marcos, que diga de passagem é muito pontual, e em várias outras distorções.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns Michele pelo texto.<br />
O texto consegue inverter a perspectiva da questão educacional. Pois ela é muitas vezes abordada do ponto de vista do profissional da educação. Essa abordagem da questão educacional feita pelo profissional da educação é bastante clara nas disciplinas dos cursos de licenciatura. Há em raros casos citações da parte dos professores nessas disciplinas de que o aluno não é apenas um sujeito passível na relação de ensino e aprendizagem. Mas é um indivíduo ativo nesse processo, que é afetado e também afeta.<br />
O que quero dizer com isso? Que para os profissionais que estão dentro de sala de aula no ensino regular e para os professores dos cursos de licenciatura o aluno não passa de tabula rasa.<br />
Logicamente se alguém fizer essa afirmação numa disciplina de um curso de licenciatura é capaz do professor fingir um infarto para discordar do comentador. Mas o que importa não é o fingimento, mas sim como na atuação pratica se é percebido o aluno.<br />
Essa perspectiva de perceber o aluno como tabula rasa vai incidir no pensamento dos profissionais da educação de que o mal comportamento do aluno é resultado apenas de sua falta de vontade para aprender, ou no jargão educacional &#8220;o aluno é preguiçoso&#8221;. A preguiça enquanto categoria explicativa. A tomada do termo preguiça como categoria explicativa do comportamento do aluno vai resultar em casos como o do comentário do Marcos, que diga de passagem é muito pontual, e em várias outras distorções.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mateus Pinho Bernardes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77927/#comment-123016</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mateus Pinho Bernardes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jun 2013 20:17:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77927#comment-123016</guid>

					<description><![CDATA[Texto interessante e melhor ainda as críticas do Marcos.
Afinal de contas, o que nós &quot;comedores de giz&quot; - minha principal refeição no ambiente de trabalho - temos de estratégias frente as adversidades??
Que projeto de esquerda temos na área da educação?
Se alguém souber favor, compartilhe.
Estamos precisando.
E muito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto interessante e melhor ainda as críticas do Marcos.<br />
Afinal de contas, o que nós &#8220;comedores de giz&#8221; &#8211; minha principal refeição no ambiente de trabalho &#8211; temos de estratégias frente as adversidades??<br />
Que projeto de esquerda temos na área da educação?<br />
Se alguém souber favor, compartilhe.<br />
Estamos precisando.<br />
E muito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77927/#comment-120671</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2013 00:45:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77927#comment-120671</guid>

					<description><![CDATA[Cara Michele,

Tenho a mania (defeito) de escrever de sopetão. Eu gostei muito do seu texto. Ele é uma crônica, embora não sei se escrever uma tenha sido sua intenção. E postei alguns vídeos do Youtube como forma de dizer que tem muito assunto para crônica sobre a realidade escolar. Seria bom ler outros mais.


Eu dou aulas com alunos no Facebook, alunos no Youtube, alunos ouvindo música. Já o fiz com alunos fazendo rinha na sala, dançando rap, cantando sertanejo, debatendo uma infinidade de coisas.

Hoje, é normal que os alunos estejam fisicamente na sala e mentalmente no mundo, na rede (fica a dica de pesquisa para quem precisa de tema). Tenho um aluno que é um clássico de insucesso escolar. É a terceira vez que leciono para ele e ele não sai do primeiro ano do ensino médio. Mas é um sucesso no Youtube, produz vídeos,é humorista, e uma celebridade local, muito sucesso no relacionamento com pessoas. Sei que ele vai ser novamente reprovado - não por mim que devo ser o único que lhe dá notas e aguento opressão das professoras nos conselhos. Ao mesmo tempo, sei de todo o sucesso de que o menino é capaz. 

As escolas são boas como locais de encontro, pois é bom a socialização, os jovens juntos. Mas como máquinas de ensino funcionam limitadamente. Me parece que a molecada se empenha em pegar aquele básico realmente útil e com o restante fogem para a net ou para outros ambientes psicológicos mais. Mas se viram depois. Desenvolvem capacidades em outros cantos que as permitem sobreviver. A educação sentimental, por exemplo, muito importante para se forjar uma pessoa, passa ao largo do currículo oficial. 

Mas queria pontuar algo. Naquilo que é o grande fracasso de nossa tentativa de ser esquerda - do nosso fracasso moral ao fracasso técnico - salta aos olhos o fracasso no campo educacional. Não tem ninguém na esquerda preocupado com educação pública. Não há um único projeto, nenhum grupo, nenhum movimento significativo como em outras áreas. Há projeto rural, há projeto habitacional, de transporte, cultural, de mídia, mas ninguém tem projeto educacional. Os da esquerda que falam em &quot;educação&quot; falam de salários e sindicatos, coisas de fora. Ninguém fala de sala de aula, como em tua crônica. 

Esse desinteresse pela escola pública deixa marcas até em outros cantos. Num exemplo, Tragtenberg é muito louvado, lido e estudado. Mas todas as pesquisas se limitam ao Tragtenberg professor universitário. Até hoje, ninguém se interessou em estudar a vivência pedagógica do Maurício nas escolas públicas. E aí se cria um mito. Tragtenberg não foi um universitário que escreveu sobre educação. Mas um professor da rede que foi tão bom que pode ensinar na universidade. O que se passou naqueles anos, entre os alunos da rede, onde isso está documentado, estudado?

Enfim, quando apontamos para a secretaria nada mais fazemos que esconder nossa ausência de projeto. E me parece que nenhum projeto vai surgir enquanto dentro da própria esquerda ser professor da rede básica seja visto como uma derrota pessoal. O professor não encontra espaço na própria esquerda - tente escrever nas revistas várias, tem que ser universitário. Assim, só vai ter projeto empresarial e clerical porque nos debates da esquerda nunca há espaço para quem é do chão de sala.

Que o seu texto traga mais textos do povo que come giz. Saúde!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Michele,</p>
<p>Tenho a mania (defeito) de escrever de sopetão. Eu gostei muito do seu texto. Ele é uma crônica, embora não sei se escrever uma tenha sido sua intenção. E postei alguns vídeos do Youtube como forma de dizer que tem muito assunto para crônica sobre a realidade escolar. Seria bom ler outros mais.</p>
<p>Eu dou aulas com alunos no Facebook, alunos no Youtube, alunos ouvindo música. Já o fiz com alunos fazendo rinha na sala, dançando rap, cantando sertanejo, debatendo uma infinidade de coisas.</p>
<p>Hoje, é normal que os alunos estejam fisicamente na sala e mentalmente no mundo, na rede (fica a dica de pesquisa para quem precisa de tema). Tenho um aluno que é um clássico de insucesso escolar. É a terceira vez que leciono para ele e ele não sai do primeiro ano do ensino médio. Mas é um sucesso no Youtube, produz vídeos,é humorista, e uma celebridade local, muito sucesso no relacionamento com pessoas. Sei que ele vai ser novamente reprovado &#8211; não por mim que devo ser o único que lhe dá notas e aguento opressão das professoras nos conselhos. Ao mesmo tempo, sei de todo o sucesso de que o menino é capaz. </p>
<p>As escolas são boas como locais de encontro, pois é bom a socialização, os jovens juntos. Mas como máquinas de ensino funcionam limitadamente. Me parece que a molecada se empenha em pegar aquele básico realmente útil e com o restante fogem para a net ou para outros ambientes psicológicos mais. Mas se viram depois. Desenvolvem capacidades em outros cantos que as permitem sobreviver. A educação sentimental, por exemplo, muito importante para se forjar uma pessoa, passa ao largo do currículo oficial. </p>
<p>Mas queria pontuar algo. Naquilo que é o grande fracasso de nossa tentativa de ser esquerda &#8211; do nosso fracasso moral ao fracasso técnico &#8211; salta aos olhos o fracasso no campo educacional. Não tem ninguém na esquerda preocupado com educação pública. Não há um único projeto, nenhum grupo, nenhum movimento significativo como em outras áreas. Há projeto rural, há projeto habitacional, de transporte, cultural, de mídia, mas ninguém tem projeto educacional. Os da esquerda que falam em &#8220;educação&#8221; falam de salários e sindicatos, coisas de fora. Ninguém fala de sala de aula, como em tua crônica. </p>
<p>Esse desinteresse pela escola pública deixa marcas até em outros cantos. Num exemplo, Tragtenberg é muito louvado, lido e estudado. Mas todas as pesquisas se limitam ao Tragtenberg professor universitário. Até hoje, ninguém se interessou em estudar a vivência pedagógica do Maurício nas escolas públicas. E aí se cria um mito. Tragtenberg não foi um universitário que escreveu sobre educação. Mas um professor da rede que foi tão bom que pode ensinar na universidade. O que se passou naqueles anos, entre os alunos da rede, onde isso está documentado, estudado?</p>
<p>Enfim, quando apontamos para a secretaria nada mais fazemos que esconder nossa ausência de projeto. E me parece que nenhum projeto vai surgir enquanto dentro da própria esquerda ser professor da rede básica seja visto como uma derrota pessoal. O professor não encontra espaço na própria esquerda &#8211; tente escrever nas revistas várias, tem que ser universitário. Assim, só vai ter projeto empresarial e clerical porque nos debates da esquerda nunca há espaço para quem é do chão de sala.</p>
<p>Que o seu texto traga mais textos do povo que come giz. Saúde!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77927/#comment-120515</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2013 20:31:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77927#comment-120515</guid>

					<description><![CDATA[Isso é uma crônica?

Harlem Shake na escola pública: http://www.youtube.com/watch?v=0anYcROwNe0

Esquiando na escada: http://www.youtube.com/watch?v=ntWK8PCle98

Montanha russa: http://www.youtube.com/watch?v=Wkzk3tjp7PU

Dirigindo  na aula:  http://www.youtube.com/watch?v=AdNmY9vKmiA

Busão na escola:  http://www.youtube.com/watch?v=6arlD3sMC9A

Guerra de bolacha: http://www.youtube.com/watch?v=oxy5qNayN_A

Dançando funk: http://www.youtube.com/watch?v=PXbTwCQDx8k

Futebol com bolinha de papel: http://www.youtube.com/watch?v=g-d9H1QMsPY

Briga na sala (cadeira voando): http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0

Sensualizando na sala: http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é uma crônica?</p>
<p>Harlem Shake na escola pública: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0anYcROwNe0" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=0anYcROwNe0</a></p>
<p>Esquiando na escada: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ntWK8PCle98" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=ntWK8PCle98</a></p>
<p>Montanha russa: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wkzk3tjp7PU" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=Wkzk3tjp7PU</a></p>
<p>Dirigindo  na aula:  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AdNmY9vKmiA" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=AdNmY9vKmiA</a></p>
<p>Busão na escola:  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6arlD3sMC9A" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=6arlD3sMC9A</a></p>
<p>Guerra de bolacha: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oxy5qNayN_A" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=oxy5qNayN_A</a></p>
<p>Dançando funk: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PXbTwCQDx8k" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=PXbTwCQDx8k</a></p>
<p>Futebol com bolinha de papel: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g-d9H1QMsPY" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=g-d9H1QMsPY</a></p>
<p>Briga na sala (cadeira voando): <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0</a></p>
<p>Sensualizando na sala: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=wfzLVFvn_t0</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
