<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: O povo nos acordou? A perplexidade da esquerda frente às revoltas	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2013/06/79837/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 19 Jun 2023 17:06:13 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Rafael Estrela		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-126803</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael Estrela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2013 15:21:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-126803</guid>

					<description><![CDATA[Olá, Caio.

Me pergunto quem seja a classe trabalhadora ou o proletariado. Há tempos atrás ela era identificado com o operariado e, em parte, quando lembrado, com o campesinato. Essa identificação ocorria porque os patrões eram mais facilmente também identificados como os donos das fábricas e das terras, ou seja, os meios de produção material e dos meios de subsistência. Nos tempos atuais esses patrões se transformaram em investidores do grande mercado que extrapola em muito as fronteiras nacionais de qualquer país, de modo que seus escritórios não são mais as salas ao alto da fábrica, mas salas em prédios de negócio padronizados. O efeito que a todos nós surpreendeu do MPL ou das revoltas contra os aumentos da passagem não estaria ligado diretamente ao fato de que todos nós, ao pagarmos uma passagem de ônibus - cuja destinação principal é o lucro daquele empresário - não estaríamos sendo tratados de forma similar aos operários das fábricas e nos colocando, desta maneira, a todos, no mesmo estatuto de proletariado? Se estendermos o pensamento para todos os serviços e produtos que consumimos - telefonia, luz, gás, alimentação etc. - e que estão na mão daqueles mesmos empresários não estaríamos agindo da mesma forma que aquele trabalhador que recebe seu salário e o gasta na loja do seu próprio patrão? E ainda, a preços injustos que o fazem ser escravizado por dívidas impagáveis? A meu ver, os movimentos partidários de esquerda, como do PSTU e PCB, estão defasados quanto ao seu discurso, o mesmo há mais de, sei lá, 30 anos. E todas as suas declarações sempre me parecem em falta de sintonia com o que acontece nas ruas, pois agem como se já soubessem de tudo e não tivessem nada a aprender nas ruas. A rua ensina, isso eu aprendi indo às ruas. É isto o que nos faz pesar, repensar e mudarmos nossas opiniões. Mas os militantes dos partidos de esquerda parecem muito mais interessados em sobrepor seus discursos feitos em pautas de pequenas reuniões do que também a aprender com os acontecimentos. Certa vez fui propor a alguns jovens militantes (à época do pronunciamento da Dilma) que apoiássemos a vinda dos médicos cubanos e o plebiscito, ao mesmo tempo que exigindo neste intensa participação popular. A resposta foi &quot;não me sinto contemplado por esta pauta petista&quot; e fim de conversa. Tudo vira briga de partido! Muito difícil o diálogo. Penso que se os partidos fossem mais humildes e se aproximar da população sem o discurso &quot;somos guias das massas&quot; todos nós ganharíamos e o movimento seria fortalecido. E isto também sem precisar hostilizar ou querer expulsar das ruas os coxinhas, porque muitos desses, oriundos da classe média, são, embora não tenham consciência, membros da classe trabalhadora ou do proletariado, pois todos estão submetidos aos interesses megalomaníacos do empresariado. Quanto mais compreendermos que o proletariado somos nós e que, por isso, desde sempre a classe trabalhadora já está nas ruas, melhor, e melhor ainda se ela tomar consciência de si mesma. No dia 11 foi patética a fuga do trio elétrico da CUT, disparando inclusive bem próximo a manifestantes para fugir do gás, não sem antes tentar desmobilizar o movimento sugerindo que todos fossem embora. Sabemos das corrupções nos sindicatos e também da proximidade de alguns destes com o empresariado, o que serve para reforçar e ideia de que a classe trabalhadora é eu, você, João, Maria e cada um que paga a conta da Light ou da Oi, por exemplo; portanto, cada um que vai para a rua sem bandeira ou mesmo pintadinho de verde e amarelo. Muita gente vai para as ruas disposta a repensar suas opiniões e são confundidas com coxinhas. Da mesma forma que é importante protegermos a garotada do rótulo opressor do vandalismo, também precisamos cuidar do preconceito em não rotular qualquer um praticamente sem uma bandeira vermelha (falando de maneira geral) de coxinha ou apolitizado. É importante a união, e não a desagregação interna nas manifestações. 
Grande Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Caio.</p>
<p>Me pergunto quem seja a classe trabalhadora ou o proletariado. Há tempos atrás ela era identificado com o operariado e, em parte, quando lembrado, com o campesinato. Essa identificação ocorria porque os patrões eram mais facilmente também identificados como os donos das fábricas e das terras, ou seja, os meios de produção material e dos meios de subsistência. Nos tempos atuais esses patrões se transformaram em investidores do grande mercado que extrapola em muito as fronteiras nacionais de qualquer país, de modo que seus escritórios não são mais as salas ao alto da fábrica, mas salas em prédios de negócio padronizados. O efeito que a todos nós surpreendeu do MPL ou das revoltas contra os aumentos da passagem não estaria ligado diretamente ao fato de que todos nós, ao pagarmos uma passagem de ônibus &#8211; cuja destinação principal é o lucro daquele empresário &#8211; não estaríamos sendo tratados de forma similar aos operários das fábricas e nos colocando, desta maneira, a todos, no mesmo estatuto de proletariado? Se estendermos o pensamento para todos os serviços e produtos que consumimos &#8211; telefonia, luz, gás, alimentação etc. &#8211; e que estão na mão daqueles mesmos empresários não estaríamos agindo da mesma forma que aquele trabalhador que recebe seu salário e o gasta na loja do seu próprio patrão? E ainda, a preços injustos que o fazem ser escravizado por dívidas impagáveis? A meu ver, os movimentos partidários de esquerda, como do PSTU e PCB, estão defasados quanto ao seu discurso, o mesmo há mais de, sei lá, 30 anos. E todas as suas declarações sempre me parecem em falta de sintonia com o que acontece nas ruas, pois agem como se já soubessem de tudo e não tivessem nada a aprender nas ruas. A rua ensina, isso eu aprendi indo às ruas. É isto o que nos faz pesar, repensar e mudarmos nossas opiniões. Mas os militantes dos partidos de esquerda parecem muito mais interessados em sobrepor seus discursos feitos em pautas de pequenas reuniões do que também a aprender com os acontecimentos. Certa vez fui propor a alguns jovens militantes (à época do pronunciamento da Dilma) que apoiássemos a vinda dos médicos cubanos e o plebiscito, ao mesmo tempo que exigindo neste intensa participação popular. A resposta foi &#8220;não me sinto contemplado por esta pauta petista&#8221; e fim de conversa. Tudo vira briga de partido! Muito difícil o diálogo. Penso que se os partidos fossem mais humildes e se aproximar da população sem o discurso &#8220;somos guias das massas&#8221; todos nós ganharíamos e o movimento seria fortalecido. E isto também sem precisar hostilizar ou querer expulsar das ruas os coxinhas, porque muitos desses, oriundos da classe média, são, embora não tenham consciência, membros da classe trabalhadora ou do proletariado, pois todos estão submetidos aos interesses megalomaníacos do empresariado. Quanto mais compreendermos que o proletariado somos nós e que, por isso, desde sempre a classe trabalhadora já está nas ruas, melhor, e melhor ainda se ela tomar consciência de si mesma. No dia 11 foi patética a fuga do trio elétrico da CUT, disparando inclusive bem próximo a manifestantes para fugir do gás, não sem antes tentar desmobilizar o movimento sugerindo que todos fossem embora. Sabemos das corrupções nos sindicatos e também da proximidade de alguns destes com o empresariado, o que serve para reforçar e ideia de que a classe trabalhadora é eu, você, João, Maria e cada um que paga a conta da Light ou da Oi, por exemplo; portanto, cada um que vai para a rua sem bandeira ou mesmo pintadinho de verde e amarelo. Muita gente vai para as ruas disposta a repensar suas opiniões e são confundidas com coxinhas. Da mesma forma que é importante protegermos a garotada do rótulo opressor do vandalismo, também precisamos cuidar do preconceito em não rotular qualquer um praticamente sem uma bandeira vermelha (falando de maneira geral) de coxinha ou apolitizado. É importante a união, e não a desagregação interna nas manifestações.<br />
Grande Abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio Martins Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124792</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio Martins Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 00:25:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124792</guid>

					<description><![CDATA[josesoaresmelo, o próprio artigo explica isso. Não fomos todos pegos de surpresa porque o que aconteceu em São Paulo não foi inteiramente novo. Na verdade, foi um tipo de mobilização que vinha tomando várias capitais do Brasil desde 2003, na Revolta do Buzú de Salvador, em geral em torno da pauta do transporte, que chegou em São Paulo (e explodiu pro resto do país) definitivamente só agora. Uma parte da militância, ainda que pequena, vinha dando atenção a esse processo - aqui neste site mesmo você pode encontrar vários exemplos de reflexões que vão nesse sentido. A existência do Movimento Passe Livre se explica pelo mesmo motivo.

Até porque a luta contra o aumento não foi uma insurreição espontânea, foi uma jornada de mobilizações construída e planejada e empreendida pelo MPL São Paulo em conjunto com várias outras organizações e movimentos da cidade.

Claro que hoje é possível afirmar certas coisas com muito mais certeza... Mas não é possível ignorar que, para esse processo ter acontecido, é porque havia antes militantes e movimentos que enxergavam, com maior ou menor clareza, que esse era um caminho de luta possível, e buscaram trilha-lo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>josesoaresmelo, o próprio artigo explica isso. Não fomos todos pegos de surpresa porque o que aconteceu em São Paulo não foi inteiramente novo. Na verdade, foi um tipo de mobilização que vinha tomando várias capitais do Brasil desde 2003, na Revolta do Buzú de Salvador, em geral em torno da pauta do transporte, que chegou em São Paulo (e explodiu pro resto do país) definitivamente só agora. Uma parte da militância, ainda que pequena, vinha dando atenção a esse processo &#8211; aqui neste site mesmo você pode encontrar vários exemplos de reflexões que vão nesse sentido. A existência do Movimento Passe Livre se explica pelo mesmo motivo.</p>
<p>Até porque a luta contra o aumento não foi uma insurreição espontânea, foi uma jornada de mobilizações construída e planejada e empreendida pelo MPL São Paulo em conjunto com várias outras organizações e movimentos da cidade.</p>
<p>Claro que hoje é possível afirmar certas coisas com muito mais certeza&#8230; Mas não é possível ignorar que, para esse processo ter acontecido, é porque havia antes militantes e movimentos que enxergavam, com maior ou menor clareza, que esse era um caminho de luta possível, e buscaram trilha-lo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124770</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 21:15:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124770</guid>

					<description><![CDATA[Tem zilhões de análises dos acontecimentos na web, cada buscando definir sua própria versão dos fatos, sujeitos e fenómenos.

Na direita, o claro propósito de sequestrar a interpretação, para seu próprio uso. Mas na direita institucional a situação não é diferente. Desde os avisos de &quot;cuidado com o golpe&quot; a manifestos apaixonados (vide Carta Maior), clamando a esquerda instituciona(lizada) a ocupar os &quot;espaços&quot;. No fim, fico com a impressão que a temporada da guerra de posições em busca da hegemonia do momentum foi aberta no momento em que o MPL e combatentes da Esquerda Anticapitalista destamparam a rolha da garrafa da cena de lutas no Brasil.

Precisamos ter clareza dessas disputas, que não as nossas, isto é, não estamos aqui preocupados com a agenda do poder/eleitoral, já bastante antecipada. A hora é das formigas, trabalho lento, anónimo e paciente, a esquerda e abaixo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem zilhões de análises dos acontecimentos na web, cada buscando definir sua própria versão dos fatos, sujeitos e fenómenos.</p>
<p>Na direita, o claro propósito de sequestrar a interpretação, para seu próprio uso. Mas na direita institucional a situação não é diferente. Desde os avisos de &#8220;cuidado com o golpe&#8221; a manifestos apaixonados (vide Carta Maior), clamando a esquerda instituciona(lizada) a ocupar os &#8220;espaços&#8221;. No fim, fico com a impressão que a temporada da guerra de posições em busca da hegemonia do momentum foi aberta no momento em que o MPL e combatentes da Esquerda Anticapitalista destamparam a rolha da garrafa da cena de lutas no Brasil.</p>
<p>Precisamos ter clareza dessas disputas, que não as nossas, isto é, não estamos aqui preocupados com a agenda do poder/eleitoral, já bastante antecipada. A hora é das formigas, trabalho lento, anónimo e paciente, a esquerda e abaixo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124758</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 19:24:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124758</guid>

					<description><![CDATA[Caro Caio Martins, parabéns pelo texto. Apenas, faço duas observações. 1) é preciso refletir sobre os limites da identidade &quot;periferia&quot;, que reúne de tudo, inclusive uma perspectiva liberal de direita (na voz de quem diz que &quot;a periferia precisa de oportunidade&quot;). 2) não podemos esquecer que há uma diversidade de trabalho de base na periferia já sendo feito, também pela direita. Não há espaço vazio na política sobretudo nos bolsões de pobreza cheios de gente. Mas, de modo geral, concordo com o caminho apontado nas entre linhas: é preciso ir rumo a classe trabalhadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Caio Martins, parabéns pelo texto. Apenas, faço duas observações. 1) é preciso refletir sobre os limites da identidade &#8220;periferia&#8221;, que reúne de tudo, inclusive uma perspectiva liberal de direita (na voz de quem diz que &#8220;a periferia precisa de oportunidade&#8221;). 2) não podemos esquecer que há uma diversidade de trabalho de base na periferia já sendo feito, também pela direita. Não há espaço vazio na política sobretudo nos bolsões de pobreza cheios de gente. Mas, de modo geral, concordo com o caminho apontado nas entre linhas: é preciso ir rumo a classe trabalhadora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124731</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 16:06:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124731</guid>

					<description><![CDATA[Sobretudo, é hora de:
1) substituir, por tecnologicamente obsoleta, a bola de cristal;
2) contratar um novo decodificador do I Ching;
3) enforcar o tarólogo nas tripas da cartomante ou vice-versa;
4) mostrar com quantos between se faz um among.
Então, será possível não só prever, mas evitar que continuem IMPUNEMENTE [sic] quebrando ovos e escamoteando omeletes.
Em verdade vos digo etc amém.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobretudo, é hora de:<br />
1) substituir, por tecnologicamente obsoleta, a bola de cristal;<br />
2) contratar um novo decodificador do I Ching;<br />
3) enforcar o tarólogo nas tripas da cartomante ou vice-versa;<br />
4) mostrar com quantos between se faz um among.<br />
Então, será possível não só prever, mas evitar que continuem IMPUNEMENTE [sic] quebrando ovos e escamoteando omeletes.<br />
Em verdade vos digo etc amém.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: josesoaresmelo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124714</link>

		<dc:creator><![CDATA[josesoaresmelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 14:21:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124714</guid>

					<description><![CDATA[Da parte da esquerda institucional e moderada, isso ficou claro na postura desastrada do prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), que demonstrou total inabilidade em lidar com os protestos.
&quot;Já entre as organizações da extrema-esquerda, parece haver muitas vezes um desencaixe entre sua forma e a forma que o movimento assume na rua. Não tanto – como se poderia supor – por causa da estrutura hierarquizada do partido, mas muito mais por uma diferença do ritmo e da linguagem que exige a política da rua. Isso fica visível, por exemplo, na dificuldade dos militantes em estabelecer relação com os demais manifestantes. Parece que passamos tanto tempo em reuniões, negociando e escrevendo notas, que desaprendemos a lutar na rua! Agora estamos reaprendendo na marra…&quot;

Esse artigo é um verdadeiro &quot;chutar cachorro morto&quot;.
Antes do fato, nenhuma previsão. Depois dele, essa crítica de quem sabia tudo. Me poupem! Porque não admitir que todos foram pegos de surpresa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da parte da esquerda institucional e moderada, isso ficou claro na postura desastrada do prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), que demonstrou total inabilidade em lidar com os protestos.<br />
&#8220;Já entre as organizações da extrema-esquerda, parece haver muitas vezes um desencaixe entre sua forma e a forma que o movimento assume na rua. Não tanto – como se poderia supor – por causa da estrutura hierarquizada do partido, mas muito mais por uma diferença do ritmo e da linguagem que exige a política da rua. Isso fica visível, por exemplo, na dificuldade dos militantes em estabelecer relação com os demais manifestantes. Parece que passamos tanto tempo em reuniões, negociando e escrevendo notas, que desaprendemos a lutar na rua! Agora estamos reaprendendo na marra…&#8221;</p>
<p>Esse artigo é um verdadeiro &#8220;chutar cachorro morto&#8221;.<br />
Antes do fato, nenhuma previsão. Depois dele, essa crítica de quem sabia tudo. Me poupem! Porque não admitir que todos foram pegos de surpresa?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: INDIANA		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124609</link>

		<dc:creator><![CDATA[INDIANA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2013 18:56:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124609</guid>

					<description><![CDATA[CUIDADO, ENQUANTO QUEBRAMOS A CABEÇA E TENTAMOS EMBASAR TD A TEORIA ACUMULADA PARA ANALISAR OS FATOS, A PERIFERIA FARÁ A REVOLUÇÃO !!!



UNIÃO ESTUNDANTIL/PERIFERICA
SOMOS TODOS MARGINAIS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CUIDADO, ENQUANTO QUEBRAMOS A CABEÇA E TENTAMOS EMBASAR TD A TEORIA ACUMULADA PARA ANALISAR OS FATOS, A PERIFERIA FARÁ A REVOLUÇÃO !!!</p>
<p>UNIÃO ESTUNDANTIL/PERIFERICA<br />
SOMOS TODOS MARGINAIS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sandro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124255</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 17:58:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124255</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns ao MPL e aos movimentos libertários pela luta e conquista!!!

E importante reflexão do Caio Martins sobre as lutas e ações diretas nas ruas!!!

Abraços,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns ao MPL e aos movimentos libertários pela luta e conquista!!!</p>
<p>E importante reflexão do Caio Martins sobre as lutas e ações diretas nas ruas!!!</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124231</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 12:27:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124231</guid>

					<description><![CDATA[Sem problema Taiguara, meu comentário não foi no sentido de autodefesa, mas para deixar clara a minha posição, pois há mesmo oportunismos e ranços de todos os lados. De qualquer forma, vc tem razão, em tempos de luta intensa, anos viram meses, meses viram dias, e assim por diante. Tanto o texto, quanto os comentários me parecem datados e dizem respeito à conjuntura da semana passada. Já temos realmente novos fatos e também novas análises aqui mesmo no passapalavra. Avancemos!

Abç!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem problema Taiguara, meu comentário não foi no sentido de autodefesa, mas para deixar clara a minha posição, pois há mesmo oportunismos e ranços de todos os lados. De qualquer forma, vc tem razão, em tempos de luta intensa, anos viram meses, meses viram dias, e assim por diante. Tanto o texto, quanto os comentários me parecem datados e dizem respeito à conjuntura da semana passada. Já temos realmente novos fatos e também novas análises aqui mesmo no passapalavra. Avancemos!</p>
<p>Abç!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/79837/#comment-124197</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 03:14:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=79837#comment-124197</guid>

					<description><![CDATA[irado,

Só para esclarecer também, quando disse que havia demagogia entre os que criticavam a &quot;retirada&quot; do MPL, eu não me referia ao seu comentário, mas a um monte de patifaria que tenho lido e ouvido por aí. 

Mas, olha como são as coisas. Até quinta-feira estávamos com o MPL nas ruas, hoje é domingo. A grande imprensa já encontrou tempo de dizer que o MPL se retirou das lutas, que repensou e que agora torna a elas - isso em menos de 3 dias. Dias intensos esses, não?

Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>irado,</p>
<p>Só para esclarecer também, quando disse que havia demagogia entre os que criticavam a &#8220;retirada&#8221; do MPL, eu não me referia ao seu comentário, mas a um monte de patifaria que tenho lido e ouvido por aí. </p>
<p>Mas, olha como são as coisas. Até quinta-feira estávamos com o MPL nas ruas, hoje é domingo. A grande imprensa já encontrou tempo de dizer que o MPL se retirou das lutas, que repensou e que agora torna a elas &#8211; isso em menos de 3 dias. Dias intensos esses, não?</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
