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	Comentários sobre: Lições do Brasil para Portugal	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Patrícia Vieira Machado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125230</link>

		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Vieira Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2013 13:51:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho a impressão de que tamanha pretensão pode não agradar muito os portugueses.

Na minha reles opinião, para ser bem objectiva, penso que esse perigo está longe de ser real por aqui. 
Em Portugal, as pessoas são no geral - que fique claro que estou generalizando - um pouco mais criteriosas que no Brasil (sim, é verdade, e não vou agora falar dos defeitos prototípicos dos portugueses para me desculpar) e há décadas (há pelo menos quatro décadas) que em Portugal as pessoas sabem muito bem qual é o lado delas. 

Portugal não é essa confusão continental que é o nosso Brasil. É um país mais homogêneo, e os problemas, pelo menos depois de 1974, parecem ser quase sempre os mesmos, as crises parecem ser quase sempre as mesmas. A crise aqui são os cortes no Estado para salvar a economia. Estou errada?

O que eu li de mais esclarecedor nos últimos tempos sobre como funciona Portugal, e me surpreendeu muito que fosse um artigo do Diário Económico, foi isso: 

http://economico.sapo.pt/noticias/vitor-gaspar-inventou-uma-maquina-que-transforma-o-sofrimento-em-dinheiro_168571.html  

(&quot;Vítor Gaspar inventou uma máquina que transforma o sofrimento em dinheiro&quot;)

É de há umas semanas e me esclareceu também, muito indirectamente, sobre um movimento de uma &quot;juventude de Direita&quot; (não sei se eles gostariam dessa definição e não pretendo ofender) que se manifestou em São Paulo pela desestatização do transporte. A economia vira quase um jogo para essa gente. O que importam as pessoas? Eles nunca tiveram que pegar um ônibus, estão a anos luz de perceberem o que é precisar de escola ou hospital público. A fome, então, é uma realidade tão distante que nem sequer cogitam a idéia. 

Enfim, acho que os portugueses ficariam ofendidos com esse artigo, por serem comparados com aquela massa amorfa que se viu nas ruas por aí.

Quanto a isso, entretanto, acho até que ficou algum saldo positivo das manifestações da massa amorfa e irresponsável que se proliferaram por todo o país (sem tirar o mérito ao MPL que trabalhou muito para que as suas manifestações tivessem a atenção que mereciam). Sem estar aí é difícil sentir exatamente como isso se vai dar, mas pelo que tenho visto de longe (principalmente pelo facebook, para dizer a verdade, e por uma ou outra mídia independente) tenho a impressão de que as pessoas não vão mais tolerar a bandalheira desavergonhada com que nos acostumámos nos últimos anos, e espero que não mesmo. 

Resta saber o que os portugueses acham desse suposto &quot;perigo&quot; da necessidade de revolução descambar em fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho a impressão de que tamanha pretensão pode não agradar muito os portugueses.</p>
<p>Na minha reles opinião, para ser bem objectiva, penso que esse perigo está longe de ser real por aqui.<br />
Em Portugal, as pessoas são no geral &#8211; que fique claro que estou generalizando &#8211; um pouco mais criteriosas que no Brasil (sim, é verdade, e não vou agora falar dos defeitos prototípicos dos portugueses para me desculpar) e há décadas (há pelo menos quatro décadas) que em Portugal as pessoas sabem muito bem qual é o lado delas. </p>
<p>Portugal não é essa confusão continental que é o nosso Brasil. É um país mais homogêneo, e os problemas, pelo menos depois de 1974, parecem ser quase sempre os mesmos, as crises parecem ser quase sempre as mesmas. A crise aqui são os cortes no Estado para salvar a economia. Estou errada?</p>
<p>O que eu li de mais esclarecedor nos últimos tempos sobre como funciona Portugal, e me surpreendeu muito que fosse um artigo do Diário Económico, foi isso: </p>
<p><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/vitor-gaspar-inventou-uma-maquina-que-transforma-o-sofrimento-em-dinheiro_168571.html" rel="nofollow ugc">http://economico.sapo.pt/noticias/vitor-gaspar-inventou-uma-maquina-que-transforma-o-sofrimento-em-dinheiro_168571.html</a>  </p>
<p>(&#8220;Vítor Gaspar inventou uma máquina que transforma o sofrimento em dinheiro&#8221;)</p>
<p>É de há umas semanas e me esclareceu também, muito indirectamente, sobre um movimento de uma &#8220;juventude de Direita&#8221; (não sei se eles gostariam dessa definição e não pretendo ofender) que se manifestou em São Paulo pela desestatização do transporte. A economia vira quase um jogo para essa gente. O que importam as pessoas? Eles nunca tiveram que pegar um ônibus, estão a anos luz de perceberem o que é precisar de escola ou hospital público. A fome, então, é uma realidade tão distante que nem sequer cogitam a idéia. </p>
<p>Enfim, acho que os portugueses ficariam ofendidos com esse artigo, por serem comparados com aquela massa amorfa que se viu nas ruas por aí.</p>
<p>Quanto a isso, entretanto, acho até que ficou algum saldo positivo das manifestações da massa amorfa e irresponsável que se proliferaram por todo o país (sem tirar o mérito ao MPL que trabalhou muito para que as suas manifestações tivessem a atenção que mereciam). Sem estar aí é difícil sentir exatamente como isso se vai dar, mas pelo que tenho visto de longe (principalmente pelo facebook, para dizer a verdade, e por uma ou outra mídia independente) tenho a impressão de que as pessoas não vão mais tolerar a bandalheira desavergonhada com que nos acostumámos nos últimos anos, e espero que não mesmo. </p>
<p>Resta saber o que os portugueses acham desse suposto &#8220;perigo&#8221; da necessidade de revolução descambar em fascismo.</p>
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		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125156</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2013 03:53:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O blogger que assina &quot;João Bernardo&quot; é que tece longos comentários que não têm significado histórico. Nos tempos da traulitada das ruas uns batiam hoje de um lado e amanhã batiam do outro...!? É isso? &quot;Big fucking deal&quot;... se mais houvessem do que comunistas e nazis à porrada nas ruas mais transferências dessas ocorreriam com os outros também. Do que você fala é da muita gente que apareceu para a política nesses dias de porrada e de depressão económica e que, portanto, dado o carácter informe dos primeiros momentos de acção política, é muito natural que houvesse falta de consistência política em muito desse pessoal.

O facto relevante, o que você ou não sabia ou preferiu não mencionar, é que os nazis em 1928 tinham cerca de 2,5% e em 1933 chegaram a 43% (aumentaram cerca de 40%, repito 40%). Os comunistas em 1928 tinham 10% e em 1933 12%. 

Ou seja, quem colocou Hitler no poder não foram os votos dos comunistas mas em boa parte, embora não única, os dos sociais-democratas que de um período a outro passaram de cerca de 30% para cerca de 18% - uma perda de cerca de 40% da sua representatividade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blogger que assina &#8220;João Bernardo&#8221; é que tece longos comentários que não têm significado histórico. Nos tempos da traulitada das ruas uns batiam hoje de um lado e amanhã batiam do outro&#8230;!? É isso? &#8220;Big fucking deal&#8221;&#8230; se mais houvessem do que comunistas e nazis à porrada nas ruas mais transferências dessas ocorreriam com os outros também. Do que você fala é da muita gente que apareceu para a política nesses dias de porrada e de depressão económica e que, portanto, dado o carácter informe dos primeiros momentos de acção política, é muito natural que houvesse falta de consistência política em muito desse pessoal.</p>
<p>O facto relevante, o que você ou não sabia ou preferiu não mencionar, é que os nazis em 1928 tinham cerca de 2,5% e em 1933 chegaram a 43% (aumentaram cerca de 40%, repito 40%). Os comunistas em 1928 tinham 10% e em 1933 12%. </p>
<p>Ou seja, quem colocou Hitler no poder não foram os votos dos comunistas mas em boa parte, embora não única, os dos sociais-democratas que de um período a outro passaram de cerca de 30% para cerca de 18% &#8211; uma perda de cerca de 40% da sua representatividade.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125139</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2013 00:44:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O leitor que assina «João» confunde filiações partidárias com base eleitoral. Quando as pessoas fazem confusões tão grandes é conveniente serem um pouco mais modestas ou, pelo menos, mais bem educadas. A afirmação de que no último ano da república de Weimar as transferências de filiados entre o KPD e as SA chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações encontra-se em Renzo DE FELICE, &lt;em&gt;Explicar o Fascismo&lt;/em&gt;, Lisboa: Edições 70, 1978, pág. 283 e em Jean Pierre FAYE, &lt;em&gt;Langages Totalitaires. Critique de la Raison -- l’Économie -- Narrative&lt;/em&gt; (ed. corr.), Paris: Hermann, 1980, pág. 485 n. A afirmação de Hitler aos seus comensais de que na época da pancadaria nas ruas 90% do NSDAP era composto por elementos de esquerda encontra-se em &lt;em&gt;Hitler’s Table Talk, 1941-1944. His Private Conversations&lt;/em&gt;, Nova Iorque: Enigma, 2000, pág. 138. A afirmação de que no KPD, entre 1930 e 1932, os abandonos e as novas adesões chegaram a uma taxa superior a 50% dos membros encontra-se em Hermann WEBER, &lt;em&gt;La Trasformazione del Comunismo Tedesco. La Stalinizzazione della KPD nella Repubblica di Weimar&lt;/em&gt;, Milão: Feltrinelli, 1979, pág. 31. Já agora, a citação de Pierre BROUÉ, feita num comentário posterior, encontra-se no seu livro &lt;em&gt;The German Revolution, 1917-1923&lt;/em&gt;, Londres: The Merlin Press, 2006, pág. 911.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O leitor que assina «João» confunde filiações partidárias com base eleitoral. Quando as pessoas fazem confusões tão grandes é conveniente serem um pouco mais modestas ou, pelo menos, mais bem educadas. A afirmação de que no último ano da república de Weimar as transferências de filiados entre o KPD e as SA chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações encontra-se em Renzo DE FELICE, <em>Explicar o Fascismo</em>, Lisboa: Edições 70, 1978, pág. 283 e em Jean Pierre FAYE, <em>Langages Totalitaires. Critique de la Raison &#8212; l’Économie &#8212; Narrative</em> (ed. corr.), Paris: Hermann, 1980, pág. 485 n. A afirmação de Hitler aos seus comensais de que na época da pancadaria nas ruas 90% do NSDAP era composto por elementos de esquerda encontra-se em <em>Hitler’s Table Talk, 1941-1944. His Private Conversations</em>, Nova Iorque: Enigma, 2000, pág. 138. A afirmação de que no KPD, entre 1930 e 1932, os abandonos e as novas adesões chegaram a uma taxa superior a 50% dos membros encontra-se em Hermann WEBER, <em>La Trasformazione del Comunismo Tedesco. La Stalinizzazione della KPD nella Repubblica di Weimar</em>, Milão: Feltrinelli, 1979, pág. 31. Já agora, a citação de Pierre BROUÉ, feita num comentário posterior, encontra-se no seu livro <em>The German Revolution, 1917-1923</em>, Londres: The Merlin Press, 2006, pág. 911.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125112</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2013 20:25:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado pelo esclarecimento, João. Só com os dados tive dificuldades de entender aquela questão. Nada como um pouco de história... Uma lição a tirar é que se os indivíduos aderem a um campo político sem saber o que fazem num primeiro momento, ou se oscilam entre certos campos políticos, isto não significa que tais campos sejam uma ficção. E não há um militante experiente que não tenha se assustado com os fatos do dia 20/06. Eu já havia conhecido fascistas, isto infelizmente é comum, mas o fascismo só conheci pessoalmente naquele dia, ainda que em status nascendi. Agora que o &quot;gigante acordou&quot; temos que ficar atentos, pois ele anda por aí a solta..., tem mesmo razão o Leo Vinicius...

Saudações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelo esclarecimento, João. Só com os dados tive dificuldades de entender aquela questão. Nada como um pouco de história&#8230; Uma lição a tirar é que se os indivíduos aderem a um campo político sem saber o que fazem num primeiro momento, ou se oscilam entre certos campos políticos, isto não significa que tais campos sejam uma ficção. E não há um militante experiente que não tenha se assustado com os fatos do dia 20/06. Eu já havia conhecido fascistas, isto infelizmente é comum, mas o fascismo só conheci pessoalmente naquele dia, ainda que em status nascendi. Agora que o &#8220;gigante acordou&#8221; temos que ficar atentos, pois ele anda por aí a solta&#8230;, tem mesmo razão o Leo Vinicius&#8230;</p>
<p>Saudações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125088</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2013 17:04:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Ora, em 1932 as transferências de filiados entre o Partido Comunista Alemão e as milícias nazis, as SA, chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações.&quot;


Os nazis nas eleições alemãs de 1928 tem 2,6% de votos e os Comunistas têm 10,6%; quando Hitler chega definitivamente ao poder nas eleições de 1933, ele chega com 43% tendo os Comunistas obtido 12,32%. 

Quem diz que os nazis receberam um grande impulso eleitoral de comunistas que mudaram de campo é uma de duas coisas: ou é um mentiroso ou retira factos históricos do mesmo local de onde o banqueiro irlandês John Bowe retirou certos números que apresentou ao seu governo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ora, em 1932 as transferências de filiados entre o Partido Comunista Alemão e as milícias nazis, as SA, chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações.&#8221;</p>
<p>Os nazis nas eleições alemãs de 1928 tem 2,6% de votos e os Comunistas têm 10,6%; quando Hitler chega definitivamente ao poder nas eleições de 1933, ele chega com 43% tendo os Comunistas obtido 12,32%. </p>
<p>Quem diz que os nazis receberam um grande impulso eleitoral de comunistas que mudaram de campo é uma de duas coisas: ou é um mentiroso ou retira factos históricos do mesmo local de onde o banqueiro irlandês John Bowe retirou certos números que apresentou ao seu governo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Tomazine		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-125082</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2013 16:47:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Algumas considerações que merecem ser melhor desenvolvidas (quem sabe em um artigo sobre o que se passa na esquerda do Rio de Janeiro na atual conjuntura?):

- É um fato que, para tomarem as proporções que tomaram, os protestos se diluíram, e não nos deve causar muita estranheza isso. A esquerda urbana brasileira não tem base suficiente para colocar nas ruas centenas de milhares de manifestantes, e muito menos um trabalho de propaganda política sistemático e em grande escala para se contrapor à propaganda ideológica cotidiana das relações capitalistas, e, desse modo, pautar uma manifestação com milhões de pessoas nas ruas. Os partidos de esquerda há muito deixaram de lado o trabalho de base e os movimentos sociais estão fragmentados, quando não burocratizados e transformados, por suas relações, em partidos ou ongs.

- O &quot;sequestro&quot; das manifestações pela direita não foi tão inequívoco como relatam aqui os companheiros do Passa Palavra. Se pautas abstratas e o sentimento nacionalista ganharam grandes proporções entre os manifestantes, é inegável que demandas por mais investimentos em educação, saúde e transportes públicos continuaram sendo as principais. Ademais, a caracterização dos caras-pintadas de verde e amarelo como nacionalistas de direita precisa ser melhor depurada. Muitos deles tomam a bandeira como representação da coisa pública e têm uma opinião política progressista, embora pouco desenvolvida e sem se engajarem em organizações (e com pouca disposição para fazê-lo, o que os torna também pouco propensos a se organizarem pela direita). No mais, as medidas reformistas encaminhadas pelo governo federal para responder aos clamores da rua apontam muito mais para uma reforma progressista das instituições políticas no âmbito nacional do que para uma simples manipulação de caráter moralista.  

- A semana seguinte a das manifestações do dia 20 (denominada pelo PP como a &quot;Revolta dos Coxinhas&quot;) foi claramente uma semana de ações políticas nas ruas pautadas pela esquerda. Mesmo sem as proporções milionárias do dia 20, elas podem ser consideradas como as maiores manifestações de esquerda nas cidades brasileiras nas últimas décadas e contrastam drasticamente com o fracasso das manifestações convocadas pela direita nessa mesma semana. Na minha opinião, isso denota a limitação da capacidade de mobilização dos setores da direita ainda a demonstrações efêmeras e com pouco fôlego, tendo portanto pouca capacidade de ganharem organicidade.   

- É mais provável que o cenário político que emergirá dos presentes acontecimentos seja mais favorável à intensificação das formas organizativas já existentes da esquerda (principalmente dos movimentos sociais) e à proliferação de novas formas, como assembleias populares em favelas e periferias, espaços até então hegemonizados por associações chapa-branca ou mafiosas e ongs. 

- O país continuará sendo uma importante vitrine mundial e as contradições do modelo &quot;liberal desenvolvimentista&quot; adotado pelo PT seguirão sendo acirradas nos próximos anos, de modo que o cenário continuará propenso a grandes manifestações. Os setores da esquerda que souberem intensificar o trabalho de base (principalmente aquele articulado a uma dimensão territorial) e sua estratégia de comunicação terão maiores possibilidades de influir sobre os rumos políticos dos acontecimentos. Aliás, o maior envolvimento dos setores mais pauperizados da classe trabalhadora nas manifestações vindouras tenderá a acirrar ainda mais os ataques das forças de reação, e nesse sentido creio que os exageros analíticos do tipo que o Passa Palavra     tem realizado serão de grande valia para antecipar um cenário em que a direita e a extrema-direita efetivamente ameassem sequestrar o protesto e organizar a massa amorfa de grande parte dos manifestantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas considerações que merecem ser melhor desenvolvidas (quem sabe em um artigo sobre o que se passa na esquerda do Rio de Janeiro na atual conjuntura?):</p>
<p>&#8211; É um fato que, para tomarem as proporções que tomaram, os protestos se diluíram, e não nos deve causar muita estranheza isso. A esquerda urbana brasileira não tem base suficiente para colocar nas ruas centenas de milhares de manifestantes, e muito menos um trabalho de propaganda política sistemático e em grande escala para se contrapor à propaganda ideológica cotidiana das relações capitalistas, e, desse modo, pautar uma manifestação com milhões de pessoas nas ruas. Os partidos de esquerda há muito deixaram de lado o trabalho de base e os movimentos sociais estão fragmentados, quando não burocratizados e transformados, por suas relações, em partidos ou ongs.</p>
<p>&#8211; O &#8220;sequestro&#8221; das manifestações pela direita não foi tão inequívoco como relatam aqui os companheiros do Passa Palavra. Se pautas abstratas e o sentimento nacionalista ganharam grandes proporções entre os manifestantes, é inegável que demandas por mais investimentos em educação, saúde e transportes públicos continuaram sendo as principais. Ademais, a caracterização dos caras-pintadas de verde e amarelo como nacionalistas de direita precisa ser melhor depurada. Muitos deles tomam a bandeira como representação da coisa pública e têm uma opinião política progressista, embora pouco desenvolvida e sem se engajarem em organizações (e com pouca disposição para fazê-lo, o que os torna também pouco propensos a se organizarem pela direita). No mais, as medidas reformistas encaminhadas pelo governo federal para responder aos clamores da rua apontam muito mais para uma reforma progressista das instituições políticas no âmbito nacional do que para uma simples manipulação de caráter moralista.  </p>
<p>&#8211; A semana seguinte a das manifestações do dia 20 (denominada pelo PP como a &#8220;Revolta dos Coxinhas&#8221;) foi claramente uma semana de ações políticas nas ruas pautadas pela esquerda. Mesmo sem as proporções milionárias do dia 20, elas podem ser consideradas como as maiores manifestações de esquerda nas cidades brasileiras nas últimas décadas e contrastam drasticamente com o fracasso das manifestações convocadas pela direita nessa mesma semana. Na minha opinião, isso denota a limitação da capacidade de mobilização dos setores da direita ainda a demonstrações efêmeras e com pouco fôlego, tendo portanto pouca capacidade de ganharem organicidade.   </p>
<p>&#8211; É mais provável que o cenário político que emergirá dos presentes acontecimentos seja mais favorável à intensificação das formas organizativas já existentes da esquerda (principalmente dos movimentos sociais) e à proliferação de novas formas, como assembleias populares em favelas e periferias, espaços até então hegemonizados por associações chapa-branca ou mafiosas e ongs. </p>
<p>&#8211; O país continuará sendo uma importante vitrine mundial e as contradições do modelo &#8220;liberal desenvolvimentista&#8221; adotado pelo PT seguirão sendo acirradas nos próximos anos, de modo que o cenário continuará propenso a grandes manifestações. Os setores da esquerda que souberem intensificar o trabalho de base (principalmente aquele articulado a uma dimensão territorial) e sua estratégia de comunicação terão maiores possibilidades de influir sobre os rumos políticos dos acontecimentos. Aliás, o maior envolvimento dos setores mais pauperizados da classe trabalhadora nas manifestações vindouras tenderá a acirrar ainda mais os ataques das forças de reação, e nesse sentido creio que os exageros analíticos do tipo que o Passa Palavra     tem realizado serão de grande valia para antecipar um cenário em que a direita e a extrema-direita efetivamente ameassem sequestrar o protesto e organizar a massa amorfa de grande parte dos manifestantes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-124937</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 21:16:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80169#comment-124937</guid>

					<description><![CDATA[Irado,
No meu último comentário quis acrescentar alguns números à sua argumentação, com a qual estou de acordo. Explicando-me melhor, durante os períodos de ascensão do fascismo, antes de os movimentos fascistas estarem consolidados em regimes, não havia uma clivagem nítida entre os fascistas e a esquerda e, portanto, é improcedente argumentar que a existência de uma massa de gente confusa gritando palavras de ordem genéricas e moralistas e envolvendo-se em bandeiras nacionais nada significa de preciso. É que o risco está nessa falta de precisão. Os lugares comuns e as ideias feitas circulam por toda a sociedade e quando se convertem em temas de luta o fascismo ou a direita conservadora — são duas forças políticas distintas — podem tomá-los como agente de mobilização. Os muitos milhares de pessoas que íam dos comunistas para os nazis e dos nazis para os comunistas procuravam confusamente os mesmos temas em ambos os campos. No seu célebre romance &lt;em&gt;Berlin Alexanderplatz&lt;/em&gt;, Döblin deu-nos o retrato dessa confusão. E foram os fascistas quem dela se aproveitou. Referindo-se ao Partido Comunista Alemão, Pierre Broué escreveu que «bastava um aparelho de 8.000 funcionários permanentes para manter de pé um partido cujos membros continuamente mudavam e eram substituídos». Os comunistas alemães viam essa circulação de membros como um factor benéfico, porque pensavam que podiam assim atrair fascistas para o seu campo e fazer com eles a revolução. Do mesmo modo, uma década antes, na Itália, Gramsci e Togliatti haviam imaginado que podiam atrair para o comunismo a massa fascista plebeia, a gente de Fiume, os seguidores de D’Annunzio. A história, para quem a faz, está por fazer, por isso não devemos lançar culpas sobre quem navegou sem mapa nem bússola, e naufragou. Mas hoje, quando graças ao martírio deles o mapa está feito e a bússola disponível, sabemos que a movimentação de massas inexperientes mobilizadas por temas difusos é um risco que exige uma grande lucidez e frieza de apreciação.

Acrescento uma coisa:
O mapa está feito relativamente àquele assunto. Mas como, na história, o velho aparece sempre sob uma forma nova, deparámos em 20 de Junho com algo de que não tínhamos experiência, a inversão política de um movimento a partir de dentro. Nas palavras de Leo Vinicius, «Esse é um dado novo na luta de classes, e que terá que ser levado em conta de agora em diante».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado,<br />
No meu último comentário quis acrescentar alguns números à sua argumentação, com a qual estou de acordo. Explicando-me melhor, durante os períodos de ascensão do fascismo, antes de os movimentos fascistas estarem consolidados em regimes, não havia uma clivagem nítida entre os fascistas e a esquerda e, portanto, é improcedente argumentar que a existência de uma massa de gente confusa gritando palavras de ordem genéricas e moralistas e envolvendo-se em bandeiras nacionais nada significa de preciso. É que o risco está nessa falta de precisão. Os lugares comuns e as ideias feitas circulam por toda a sociedade e quando se convertem em temas de luta o fascismo ou a direita conservadora — são duas forças políticas distintas — podem tomá-los como agente de mobilização. Os muitos milhares de pessoas que íam dos comunistas para os nazis e dos nazis para os comunistas procuravam confusamente os mesmos temas em ambos os campos. No seu célebre romance <em>Berlin Alexanderplatz</em>, Döblin deu-nos o retrato dessa confusão. E foram os fascistas quem dela se aproveitou. Referindo-se ao Partido Comunista Alemão, Pierre Broué escreveu que «bastava um aparelho de 8.000 funcionários permanentes para manter de pé um partido cujos membros continuamente mudavam e eram substituídos». Os comunistas alemães viam essa circulação de membros como um factor benéfico, porque pensavam que podiam assim atrair fascistas para o seu campo e fazer com eles a revolução. Do mesmo modo, uma década antes, na Itália, Gramsci e Togliatti haviam imaginado que podiam atrair para o comunismo a massa fascista plebeia, a gente de Fiume, os seguidores de D’Annunzio. A história, para quem a faz, está por fazer, por isso não devemos lançar culpas sobre quem navegou sem mapa nem bússola, e naufragou. Mas hoje, quando graças ao martírio deles o mapa está feito e a bússola disponível, sabemos que a movimentação de massas inexperientes mobilizadas por temas difusos é um risco que exige uma grande lucidez e frieza de apreciação.</p>
<p>Acrescento uma coisa:<br />
O mapa está feito relativamente àquele assunto. Mas como, na história, o velho aparece sempre sob uma forma nova, deparámos em 20 de Junho com algo de que não tínhamos experiência, a inversão política de um movimento a partir de dentro. Nas palavras de Leo Vinicius, «Esse é um dado novo na luta de classes, e que terá que ser levado em conta de agora em diante».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-124932</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 20:16:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80169#comment-124932</guid>

					<description><![CDATA[Bem, confuso agora fiquei eu...

João, com estes números você quer evidenciar o que exatamente? As oscilações de um certo contingente social entre um campo político e outro? Uma certa incoerência entre prática e ideologia? Ou simplesmente que o fascismo pode ser sustentado na prática por indivíduos de esquerda?

É certo que em meu comentário eu não considerei as possíveis oscilações de um campo a outro, apenas me referi àquela primeira escolha dos citados jovens que nunca tinham ido às ruas, ainda que estes possam mudar de campo político no curso das manifestações.

Saudações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, confuso agora fiquei eu&#8230;</p>
<p>João, com estes números você quer evidenciar o que exatamente? As oscilações de um certo contingente social entre um campo político e outro? Uma certa incoerência entre prática e ideologia? Ou simplesmente que o fascismo pode ser sustentado na prática por indivíduos de esquerda?</p>
<p>É certo que em meu comentário eu não considerei as possíveis oscilações de um campo a outro, apenas me referi àquela primeira escolha dos citados jovens que nunca tinham ido às ruas, ainda que estes possam mudar de campo político no curso das manifestações.</p>
<p>Saudações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-124929</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 19:46:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80169#comment-124929</guid>

					<description><![CDATA[É curioso como a ausência de alguns fatos às vezes deixa tantas dúvidas. No Ato de ontem, aqui no Rio de janeiro, a direita organizada não teve sucesso em fazer seu trabalho de fascistização da luta, tal como fizeram em outros dias, e especialmente no dia 20. O ato tinha uma composição social de no mínimo cinco frações: esquerda organizada, esquerda desorganizada de classe média, esquerda desorganizada de periferia, coxinhas, e direita infiltrada. Além disso haviam 1400 policiais que nos cercavam o tempo todo, num ato que deve ter tido de 30 a 50 mil pessoas. Depois do raxa na Cinelândia, que descrevi em http://passapalavra.info/2013/06/80235, ficamos em número menor, em ruas estreitas, e absolutamente vulneráveis à ação da direita infiltrada aliada à polícia e, para surpresa de muitos, não houve repressão. Então fiquei com algumas pulgas atrás da orelha, sobre o porque de tudo ter se passado pacificamente, que divido com vocês pra ver se vocês me ajudam a entender o que passou: 1) a direita fracassou na geração do caos/repressão ou não estava planejando isso ontem? 2) será que os debates crescentes em todo o país e a crescente politização da sociedade, tiveram papel e a partir de agora os coxinhas não serão cooptados pela ideologia fascista tão facilmente? (e. portanto, a base social do fascismo brasileiro era mais frágil que pensávamos) 3) Será que tudo foi bem no Ato porque a esquerda era esmagadora maioria e a composição social do Ato de ontem impedia as práticas da direita? 4) Será que a própria direita mudou de tática, e se mudou, foi episódico por conta do Ato do Rio ser majoritariamente da esquerda organizada ou tem que ver com a habilidosa reação do governo que temos assistido? Ou seria pela fraqueza da direita organizada frente à organização da esquerda que temos praticado nos últimos dias? 5) Será que a ausência dos Partidos e organizações no prosseguimento do ato até a Fetranspor teve papel importante nesse &quot;correr bem&quot; do Ato? Ou seja, será que sem as bandeiras a direita perde o interesse em gerar o caos e fascistizar a luta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É curioso como a ausência de alguns fatos às vezes deixa tantas dúvidas. No Ato de ontem, aqui no Rio de janeiro, a direita organizada não teve sucesso em fazer seu trabalho de fascistização da luta, tal como fizeram em outros dias, e especialmente no dia 20. O ato tinha uma composição social de no mínimo cinco frações: esquerda organizada, esquerda desorganizada de classe média, esquerda desorganizada de periferia, coxinhas, e direita infiltrada. Além disso haviam 1400 policiais que nos cercavam o tempo todo, num ato que deve ter tido de 30 a 50 mil pessoas. Depois do raxa na Cinelândia, que descrevi em <a href="http://passapalavra.info/2013/06/80235" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/06/80235</a>, ficamos em número menor, em ruas estreitas, e absolutamente vulneráveis à ação da direita infiltrada aliada à polícia e, para surpresa de muitos, não houve repressão. Então fiquei com algumas pulgas atrás da orelha, sobre o porque de tudo ter se passado pacificamente, que divido com vocês pra ver se vocês me ajudam a entender o que passou: 1) a direita fracassou na geração do caos/repressão ou não estava planejando isso ontem? 2) será que os debates crescentes em todo o país e a crescente politização da sociedade, tiveram papel e a partir de agora os coxinhas não serão cooptados pela ideologia fascista tão facilmente? (e. portanto, a base social do fascismo brasileiro era mais frágil que pensávamos) 3) Será que tudo foi bem no Ato porque a esquerda era esmagadora maioria e a composição social do Ato de ontem impedia as práticas da direita? 4) Será que a própria direita mudou de tática, e se mudou, foi episódico por conta do Ato do Rio ser majoritariamente da esquerda organizada ou tem que ver com a habilidosa reação do governo que temos assistido? Ou seria pela fraqueza da direita organizada frente à organização da esquerda que temos praticado nos últimos dias? 5) Será que a ausência dos Partidos e organizações no prosseguimento do ato até a Fetranspor teve papel importante nesse &#8220;correr bem&#8221; do Ato? Ou seja, será que sem as bandeiras a direita perde o interesse em gerar o caos e fascistizar a luta?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/80169/#comment-124925</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 18:41:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80169#comment-124925</guid>

					<description><![CDATA[Depois de ler o comentário de Irado, creio que algumas percentagens ajudarão a perspectivar o problema dos elementos confusos. Hitler chegou ao poder na Alemanha nos últimos dias de Janeiro de 1933. Ora, em 1932 as transferências de filiados entre o Partido Comunista Alemão e as milícias nazis, as SA, chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações. E em Novembro de 1941 Hitler recordou num círculo de comensais que na época da pancadaria nas ruas 90% do partido nazi era composto por elementos de esquerda. Paralelamente, no Partido Comunista Alemão, entre 1930 e 1932, os abandonos e as novas adesões chegaram a uma taxa superior a 50% dos membros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler o comentário de Irado, creio que algumas percentagens ajudarão a perspectivar o problema dos elementos confusos. Hitler chegou ao poder na Alemanha nos últimos dias de Janeiro de 1933. Ora, em 1932 as transferências de filiados entre o Partido Comunista Alemão e as milícias nazis, as SA, chegaram a 80% do conjunto dos membros destas duas organizações. E em Novembro de 1941 Hitler recordou num círculo de comensais que na época da pancadaria nas ruas 90% do partido nazi era composto por elementos de esquerda. Paralelamente, no Partido Comunista Alemão, entre 1930 e 1932, os abandonos e as novas adesões chegaram a uma taxa superior a 50% dos membros.</p>
]]></content:encoded>
		
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