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	Comentários sobre: Uma análise sobre o atual estágio da luta de classes no Brasil	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: R.U.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-285610</link>

		<dc:creator><![CDATA[R.U.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2015 14:02:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma boa parte dos comentários (especialmente no viés do &quot;anarco&quot;-petismo de Leo Vinícius) e da visão de mundo presente no texto: a farsa dos &quot;ganhos reais&quot; no salário mínimo, jogando fora de questão a desvalorização do real nos últimos 21 anos, uma suposta &quot;saída da pobreza&quot; (ou da miséria conforme o gosto e a manipulação estatística de quem fala), dando a entender que do ponto de vista proletário ou as manifestações foram inválidas ou foram coisa de uma elite que supostamente empobreceu (pasme!!!) - independente do lucro bancário no país ser o maior do mundo e independente do agronegócio. Está claro que o aumento das passagens de ônibus foi só o golpe derradeiro de uma série de broncas acumuladas desde a década anterior, resultante de todos os golpes praticados pelo governo petista (o continuísmo tucano) e respaldados pela aparelhagem sindical articulada com o Estado. Os aparelhos auxiliares (M$T, MPL e outros) tentaram extinguir o mais rápido possível a revolta em favor do Estado e do petismo (&quot;perigo de direita!&quot;, dirão)- e isso não questiona o que estava em jogo: a luta não ocorreu por causa do MPL, mas apesar dele.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma boa parte dos comentários (especialmente no viés do &#8220;anarco&#8221;-petismo de Leo Vinícius) e da visão de mundo presente no texto: a farsa dos &#8220;ganhos reais&#8221; no salário mínimo, jogando fora de questão a desvalorização do real nos últimos 21 anos, uma suposta &#8220;saída da pobreza&#8221; (ou da miséria conforme o gosto e a manipulação estatística de quem fala), dando a entender que do ponto de vista proletário ou as manifestações foram inválidas ou foram coisa de uma elite que supostamente empobreceu (pasme!!!) &#8211; independente do lucro bancário no país ser o maior do mundo e independente do agronegócio. Está claro que o aumento das passagens de ônibus foi só o golpe derradeiro de uma série de broncas acumuladas desde a década anterior, resultante de todos os golpes praticados pelo governo petista (o continuísmo tucano) e respaldados pela aparelhagem sindical articulada com o Estado. Os aparelhos auxiliares (M$T, MPL e outros) tentaram extinguir o mais rápido possível a revolta em favor do Estado e do petismo (&#8220;perigo de direita!&#8221;, dirão)- e isso não questiona o que estava em jogo: a luta não ocorreu por causa do MPL, mas apesar dele.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Srta. Vanessa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-285533</link>

		<dc:creator><![CDATA[Srta. Vanessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2015 12:30:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Política do Tripé = Ciclos econômicos

Governo Genius.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Política do Tripé = Ciclos econômicos</p>
<p>Governo Genius.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-129207</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2013 19:43:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Indico @s leitor@s o texto do André Singer que saiu hoje na Folha. Acredito que estes dados apresentados pelo Singer ajuda a corroborar a hip[otese que apresentei no texto divulgado pelo Passapalvra.


Leiam e tirem as suas dúvidas.


Desemprego e manifestações

&quot; O relatório de junho, divulgado pelo IBGE na quarta-feira, revela que, embora pequeno, o crescimento da taxa de desemprego aponta para uma inversão de tendência. Enquanto antes as oscilações eram sazonais, com a curva de longo prazo inclinada para o aumento da demanda por mão de obra, agora se percebe um avanço paulatino da desocupação.

Se o dado for lido em conjunto com os resultados das pesquisas de opinião do mês passado, veremos que a população intuiu a reversão de sinal, o que ajuda a entender as jornadas de protestos. A situação do mercado de trabalho está longe de ser a explicação única ou definitiva,
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

mas pode ter sido o pano de fundo para o mal-estar que explodiu de repente.

Convém olhar em conjunto os números que expressam a dificuldade de encontrar postos com carteira assinada e os que dão conta da percepção a respeito por parte dos eleitores.
De um lado, temos a suave curva ascendente dos que não conseguem achar lugar no mercado (gráfico ao lado).

De outro, vê-se a queda abrupta dos que opinam no sentido de que tal situação vai melhorar (gráfico ao lado).
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Deduz-se de ambas as informações que a retração, mesmo que moderada, das oportunidades de trabalho, provavelmente somada aos sintomas de que há um baixo ritmo de atividade econômica, levou os entrevistados a concluírem que o horizonte turvou.

Observando uma série histórica apresentada pelo Datafolha desde 2007, o único ponto abaixo do atual no que diz respeito à expectativa de queda do desemprego se encontra em março de 2009. Naquele momento, quando se vivia o pior da crise financeira internacional no Brasil, apenas 17% do eleitorado acreditava que a desocupação iria diminuir. Agora são 19%.

Para que não reste dúvida sobre causa e consequência, note-se que o grosso da mudança na expectativa de melhora do emprego já havia ocorrido quando do início das demonstrações de massa. Foi capturada pelo &quot;survey&quot; fechado em 7 de junho, como se comprova no segundo gráfico. A voz das ruas só potencializou o pessimismo&quot;.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2013/07/1317669-desemprego-e-manifestacoes.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Indico @s leitor@s o texto do André Singer que saiu hoje na Folha. Acredito que estes dados apresentados pelo Singer ajuda a corroborar a hip[otese que apresentei no texto divulgado pelo Passapalvra.</p>
<p>Leiam e tirem as suas dúvidas.</p>
<p>Desemprego e manifestações</p>
<p>&#8221; O relatório de junho, divulgado pelo IBGE na quarta-feira, revela que, embora pequeno, o crescimento da taxa de desemprego aponta para uma inversão de tendência. Enquanto antes as oscilações eram sazonais, com a curva de longo prazo inclinada para o aumento da demanda por mão de obra, agora se percebe um avanço paulatino da desocupação.</p>
<p>Se o dado for lido em conjunto com os resultados das pesquisas de opinião do mês passado, veremos que a população intuiu a reversão de sinal, o que ajuda a entender as jornadas de protestos. A situação do mercado de trabalho está longe de ser a explicação única ou definitiva,<br />
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress</p>
<p>mas pode ter sido o pano de fundo para o mal-estar que explodiu de repente.</p>
<p>Convém olhar em conjunto os números que expressam a dificuldade de encontrar postos com carteira assinada e os que dão conta da percepção a respeito por parte dos eleitores.<br />
De um lado, temos a suave curva ascendente dos que não conseguem achar lugar no mercado (gráfico ao lado).</p>
<p>De outro, vê-se a queda abrupta dos que opinam no sentido de que tal situação vai melhorar (gráfico ao lado).<br />
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress</p>
<p>Deduz-se de ambas as informações que a retração, mesmo que moderada, das oportunidades de trabalho, provavelmente somada aos sintomas de que há um baixo ritmo de atividade econômica, levou os entrevistados a concluírem que o horizonte turvou.</p>
<p>Observando uma série histórica apresentada pelo Datafolha desde 2007, o único ponto abaixo do atual no que diz respeito à expectativa de queda do desemprego se encontra em março de 2009. Naquele momento, quando se vivia o pior da crise financeira internacional no Brasil, apenas 17% do eleitorado acreditava que a desocupação iria diminuir. Agora são 19%.</p>
<p>Para que não reste dúvida sobre causa e consequência, note-se que o grosso da mudança na expectativa de melhora do emprego já havia ocorrido quando do início das demonstrações de massa. Foi capturada pelo &#8220;survey&#8221; fechado em 7 de junho, como se comprova no segundo gráfico. A voz das ruas só potencializou o pessimismo&#8221;.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2013/07/1317669-desemprego-e-manifestacoes.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2013/07/1317669-desemprego-e-manifestacoes.shtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-128275</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2013 13:50:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A recorrente crise econômica demonstra que a atual dinâmica da acumulação do capital não permite ou impede que o valor, em escala mundial, seja produzido e mensurado pelo trabalho vivo. Com a aplicação da robótica e da micro-eletrônica, o trabalho vivo tende desaparecer. 
O dinheiro começa a perder fundamento e fica &quot;sem pé nem cabeça&quot; - a crise se agrava ininterruptamente. A sobrevivência do capitalismo é autofagia e autodestruição. Programatica e pragmaticamente falando, a meta da abolição revolucionária do trabalho assalariado deixou de ser utópica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A recorrente crise econômica demonstra que a atual dinâmica da acumulação do capital não permite ou impede que o valor, em escala mundial, seja produzido e mensurado pelo trabalho vivo. Com a aplicação da robótica e da micro-eletrônica, o trabalho vivo tende desaparecer.<br />
O dinheiro começa a perder fundamento e fica &#8220;sem pé nem cabeça&#8221; &#8211; a crise se agrava ininterruptamente. A sobrevivência do capitalismo é autofagia e autodestruição. Programatica e pragmaticamente falando, a meta da abolição revolucionária do trabalho assalariado deixou de ser utópica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-127671</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2013 14:44:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recomendo @s comp@s a leitura do último artigo do Arbex &quot;Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária&quot;.

http://www.viomundo.com.br/politica/jose-arbex-jr-conjuntura-no-brasil-pode-desembocar-em-crise-revolucionaria.html

Para além da tese da crise revolucionária, acho que este texto ajuda esclarecer um pouco os pontos delineados pelo texto comentado.

&quot;Do ponto de vista do capital financeiro mundial, a conjuntura ideal seria aquela que lhe permitisse manter taxas de lucro astronômicas no Brasil (como as exibidas pelos bancos), numa situação de “ordem” e estabilidade social.

Mas rimar paraíso financeiro com ordem social não será mais possível no Brasil. O capital não pode abrir mão da taxa de lucros, ainda que isso signifique pressionar o governo para arrancar da população as poucas conquistas sociais já alcançadas (por exemplo, com investimentos ainda menores nos setores de educação e saúde, para assegurar a remuneração do capital, por meio do superávit primário).

Dilma está entre a cruz e a espada. Para atender ao capital, terá que enfrentar a população nas ruas; para atender às demandas da população, terá que romper, ou pelo menos resistir ao capital.

Os prazos são cada vez mais curtos, como mostra a valorização crescente do dólar (mais de 10% em dois meses), e com ela o preço do petróleo importado, dos insumos agrícolas e das máquinas que empregam tecnologia de ponta, com todas as consequências para a vida.

Até quando o governo federal conseguirá manobrar para impedir que a população sinta em cheio os efeitos da crise econômica?

Dilma procura “enquadrar” o movimento das ruas, canalizando as energias para as vias institucionais, configuradas pelas propostas de Constituinte (que teve curtíssima vida) e de plebiscito sobre a reforma política (incapaz, até o momento, de agregar um núcleo capaz de lhe dar forma concreta e eficaz).&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo @s comp@s a leitura do último artigo do Arbex &#8220;Conjuntura no Brasil pode desembocar em crise revolucionária&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/politica/jose-arbex-jr-conjuntura-no-brasil-pode-desembocar-em-crise-revolucionaria.html" rel="nofollow ugc">http://www.viomundo.com.br/politica/jose-arbex-jr-conjuntura-no-brasil-pode-desembocar-em-crise-revolucionaria.html</a></p>
<p>Para além da tese da crise revolucionária, acho que este texto ajuda esclarecer um pouco os pontos delineados pelo texto comentado.</p>
<p>&#8220;Do ponto de vista do capital financeiro mundial, a conjuntura ideal seria aquela que lhe permitisse manter taxas de lucro astronômicas no Brasil (como as exibidas pelos bancos), numa situação de “ordem” e estabilidade social.</p>
<p>Mas rimar paraíso financeiro com ordem social não será mais possível no Brasil. O capital não pode abrir mão da taxa de lucros, ainda que isso signifique pressionar o governo para arrancar da população as poucas conquistas sociais já alcançadas (por exemplo, com investimentos ainda menores nos setores de educação e saúde, para assegurar a remuneração do capital, por meio do superávit primário).</p>
<p>Dilma está entre a cruz e a espada. Para atender ao capital, terá que enfrentar a população nas ruas; para atender às demandas da população, terá que romper, ou pelo menos resistir ao capital.</p>
<p>Os prazos são cada vez mais curtos, como mostra a valorização crescente do dólar (mais de 10% em dois meses), e com ela o preço do petróleo importado, dos insumos agrícolas e das máquinas que empregam tecnologia de ponta, com todas as consequências para a vida.</p>
<p>Até quando o governo federal conseguirá manobrar para impedir que a população sinta em cheio os efeitos da crise econômica?</p>
<p>Dilma procura “enquadrar” o movimento das ruas, canalizando as energias para as vias institucionais, configuradas pelas propostas de Constituinte (que teve curtíssima vida) e de plebiscito sobre a reforma política (incapaz, até o momento, de agregar um núcleo capaz de lhe dar forma concreta e eficaz).&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-126417</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2013 16:57:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Práxis revolucionária: 
a) pensar&#038;agir &quot;classista&quot; e, simultaneamente, 
b) afirmar a tese &quot;aclassista&quot; da necessária autossupressão comunista do proletariado, na comunidade humana mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Práxis revolucionária:<br />
a) pensar&amp;agir &#8220;classista&#8221; e, simultaneamente,<br />
b) afirmar a tese &#8220;aclassista&#8221; da necessária autossupressão comunista do proletariado, na comunidade humana mundial.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-126165</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 13:25:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A crítica revolucionária do capitalismo tem que começar reafirmando os conceitos de dominação formal e de dominação real, como fases históricas do desenvolvimento capitalista.
Se não o fizer, será forçada a substituir a teoria do proletariado - a crítica da economia política - por sua caricatura, uma apologia da sociedade capitalista: a ideologia socialdemocrata, que inclui o leninismo e o anarquismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crítica revolucionária do capitalismo tem que começar reafirmando os conceitos de dominação formal e de dominação real, como fases históricas do desenvolvimento capitalista.<br />
Se não o fizer, será forçada a substituir a teoria do proletariado &#8211; a crítica da economia política &#8211; por sua caricatura, uma apologia da sociedade capitalista: a ideologia socialdemocrata, que inclui o leninismo e o anarquismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-126092</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 00:06:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Comp@s, não se trata defender o capital não-rentista frente ao rentista, mas apenas de compreender a base econômica na qual foi possível a inclusão do subproletariado no mercado interno. 


O fator econômico - o aumento da tarifa - foi o gatilho disparador das revoltas no Brasil. No entanto, isso não explica o que fez com que a situação continuasse mesmo com a revogação do aumento da tarifa. Para isso, talvez fosse necessário lançar mão do conceito de sobredeterminação de Althusser. Retomando Mao, Althusser procura pensar o processo histórico a partir de (algumas) contradições que, num determinado momento, entram em fusão, gerando assim uma explosão (revolução, no caso de Althusser) social. Claro que a relação entre as contradições são determinadas, em última instância, pela contradição econômica. Tal como parece ter ocorrido em São Paulo. Um problema econômico trouxe a tona diversos outros problemas (contradições) juntos. 


Relendo o texto a partir desta nota é possível extrair algumas considerações: 1) o excessivo foco econômico do &quot;lulismo&quot; apenas colocou panos quentes nos problemas que, com o aumento do poder econômico, foram deixados de lado, mas na medida em que o remédio vai perdendo efeito, a &quot;doença&quot; volta aparecer; 
2)O modo pelo qual a esquerda vai lidar com esta fenda histórica vai depender da capacidade de se apresentar como oposição real ao padrão (conciliatório) vigente. Não foi a toa que o MPL conseguiu despontar neste cenário, um coletivo que não precisa fazer &quot;cálculos&quot; políticos para saber se é viável ou não uma ação, consegue, dependendo da situação, impor uma agenda política de lutas que as organizações clássicas e com mais &quot;estruturas&quot; não conseguem. 

3)Além disso, gostaria de acrescentar que as diversas pautas específicas não eram apenas um modo da direita de desviar o foco das manifestações, mas, estas pautas específicas também encontravam eco nos problemas &quot;vividos&quot; pela massa que saiu as ruas. Claro que o foco no aumento da tarifa proporcionou uma vitória inimaginável, mas tratar as outras pautas como manobra da &quot;direita&quot; é não ter capacidade de reverter seu significado em nosso favor: por exemplo, o tema da corrupção precisa ser abordado mediante a perspectiva de que isso é inerente ao capitalismo, não precisamos de leis ou novas sanções, mas precisamos acabar com este sistema corrupto (o capitalismo) - tal saída semelhante foi pensada pela cúpula petista: transformar a corrupção em crime hediondo é buscar responder certos anseios que encontram ecos em diversos setores da sociedade brasileira..

Tem uma metáfora que simboliza bem o &quot;lulismo&quot;: Um veterinário chegou numa fazenda em que fazia 20 anos que ninguém cuidava dos bichos. Logo de cara, o veterinário aplicou um vermífugo, depois de um tempo os bichos ficaram gordos e bonitos. Mas essa política só funciona por um tempo, depois que o efeito acaba, volta à tona os males que causaram os problemas. O mesmo parece acontecer com o &quot;lulismo&quot;. Seu prazo de validade está contado, e os efeitos já estão sendo sentidos nas ruas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comp@s, não se trata defender o capital não-rentista frente ao rentista, mas apenas de compreender a base econômica na qual foi possível a inclusão do subproletariado no mercado interno. </p>
<p>O fator econômico &#8211; o aumento da tarifa &#8211; foi o gatilho disparador das revoltas no Brasil. No entanto, isso não explica o que fez com que a situação continuasse mesmo com a revogação do aumento da tarifa. Para isso, talvez fosse necessário lançar mão do conceito de sobredeterminação de Althusser. Retomando Mao, Althusser procura pensar o processo histórico a partir de (algumas) contradições que, num determinado momento, entram em fusão, gerando assim uma explosão (revolução, no caso de Althusser) social. Claro que a relação entre as contradições são determinadas, em última instância, pela contradição econômica. Tal como parece ter ocorrido em São Paulo. Um problema econômico trouxe a tona diversos outros problemas (contradições) juntos. </p>
<p>Relendo o texto a partir desta nota é possível extrair algumas considerações: 1) o excessivo foco econômico do &#8220;lulismo&#8221; apenas colocou panos quentes nos problemas que, com o aumento do poder econômico, foram deixados de lado, mas na medida em que o remédio vai perdendo efeito, a &#8220;doença&#8221; volta aparecer;<br />
2)O modo pelo qual a esquerda vai lidar com esta fenda histórica vai depender da capacidade de se apresentar como oposição real ao padrão (conciliatório) vigente. Não foi a toa que o MPL conseguiu despontar neste cenário, um coletivo que não precisa fazer &#8220;cálculos&#8221; políticos para saber se é viável ou não uma ação, consegue, dependendo da situação, impor uma agenda política de lutas que as organizações clássicas e com mais &#8220;estruturas&#8221; não conseguem. </p>
<p>3)Além disso, gostaria de acrescentar que as diversas pautas específicas não eram apenas um modo da direita de desviar o foco das manifestações, mas, estas pautas específicas também encontravam eco nos problemas &#8220;vividos&#8221; pela massa que saiu as ruas. Claro que o foco no aumento da tarifa proporcionou uma vitória inimaginável, mas tratar as outras pautas como manobra da &#8220;direita&#8221; é não ter capacidade de reverter seu significado em nosso favor: por exemplo, o tema da corrupção precisa ser abordado mediante a perspectiva de que isso é inerente ao capitalismo, não precisamos de leis ou novas sanções, mas precisamos acabar com este sistema corrupto (o capitalismo) &#8211; tal saída semelhante foi pensada pela cúpula petista: transformar a corrupção em crime hediondo é buscar responder certos anseios que encontram ecos em diversos setores da sociedade brasileira..</p>
<p>Tem uma metáfora que simboliza bem o &#8220;lulismo&#8221;: Um veterinário chegou numa fazenda em que fazia 20 anos que ninguém cuidava dos bichos. Logo de cara, o veterinário aplicou um vermífugo, depois de um tempo os bichos ficaram gordos e bonitos. Mas essa política só funciona por um tempo, depois que o efeito acaba, volta à tona os males que causaram os problemas. O mesmo parece acontecer com o &#8220;lulismo&#8221;. Seu prazo de validade está contado, e os efeitos já estão sendo sentidos nas ruas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pitaqueiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-125925</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pitaqueiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2013 15:47:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caio, também os pobres serão afetados com um crescimento econômico menor prolongado. É questão de tempo. Ademais, a crise abre horizontes pra os dois lados. tanto pra direita avançar via &quot;reformas&quot;, quanto pra esquerda.

Este governo não tem que ser defendido, mas discordo um pouco do pessoal que acha que os capitalistas não têm motivo para substitui-lo. Parte do capital quer gestores dispostos a manter as &quot;conquistas para o capital&quot; dos últimos anos conjugadas à inovações, chamadas por esses setores, curiosamente, de reformas estruturais. Obviamente a direita também tem as suas.  

E, por fim, essa análise do Bresser é furada, mas estou sem tempo de explicar. O &quot;rentista&quot; não é mais vilão que o &quot;não-rentista&quot;. As sombras sempre têm relação com a realidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio, também os pobres serão afetados com um crescimento econômico menor prolongado. É questão de tempo. Ademais, a crise abre horizontes pra os dois lados. tanto pra direita avançar via &#8220;reformas&#8221;, quanto pra esquerda.</p>
<p>Este governo não tem que ser defendido, mas discordo um pouco do pessoal que acha que os capitalistas não têm motivo para substitui-lo. Parte do capital quer gestores dispostos a manter as &#8220;conquistas para o capital&#8221; dos últimos anos conjugadas à inovações, chamadas por esses setores, curiosamente, de reformas estruturais. Obviamente a direita também tem as suas.  </p>
<p>E, por fim, essa análise do Bresser é furada, mas estou sem tempo de explicar. O &#8220;rentista&#8221; não é mais vilão que o &#8220;não-rentista&#8221;. As sombras sempre têm relação com a realidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80348/#comment-125808</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2013 14:23:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se alguns leitores estiverem interessados em ler uma crítica às concepções de Bresser Pereira mencionadas acima, remeto-os para o segundo artigo, «Desindustrialização ou avanço tecnológico?» (http://passapalavra.info/2011/08/43703 ) da série que intitulei «Brasil hoje e amanhã». É interessante verificar que um certo tipo de esquerda reencontra em Bresser Pereira o seu ideólogo e papagueia acriticamente as teses que nos últimos anos ele passou a defender.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se alguns leitores estiverem interessados em ler uma crítica às concepções de Bresser Pereira mencionadas acima, remeto-os para o segundo artigo, «Desindustrialização ou avanço tecnológico?» (<a href="http://passapalavra.info/2011/08/43703" rel="ugc">http://passapalavra.info/2011/08/43703</a> ) da série que intitulei «Brasil hoje e amanhã». É interessante verificar que um certo tipo de esquerda reencontra em Bresser Pereira o seu ideólogo e papagueia acriticamente as teses que nos últimos anos ele passou a defender.</p>
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