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	Comentários sobre: O “nacionalismo de base proletária” e o papel do PCP (2ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127546</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2013 15:57:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você dê as voltas que der que toda a sua conversa da treta resulta nisto: não cabe a nenhuma força de esquerda fazer alguma coisa nacionalmente. Ou se faz a partir de uma concertação internacional onde as acções em cada país estão sancionadas por todos ou não se faz. Isto é uma rede de tretas para assegurar que nunca nada seja feito e que, ao fim ao cabo, as forças que comandam a situação continuem não só o seu predomínio mas a sua predação das economias e do trabalho de povos como Portugal.

Depois o seu marxismo, eu já notei, é feito essencialmente de &quot;name droping&quot;, ou seja, você não trata nada de Marx sistematicamente e vem agora largar o nome da ideologia alemã como se ela fosse alguma justificação para a imbecilidade das posições em que você quer enfiar o trabalho das esquerdas.

Qualquer organização política de trabalhadores tem que fazer o que nenhuma organização internacional pode fazer - conquistar terreno no seu país. Sem este trabalho o trabalho internacional não tem base, fica-se por reuniões e conferências. A sua esquerda, ou lá o que é que você é, não tem mais nada para oferecer senão o debate e análise infinitas. Enfim, você quer só conversa e mais conversa enquanto, no entretanto, a situação se mantém e na Grécia até já o grande capital vai dando ajuda aos nazis do aurora dourada.

E depois você não contrapôs nada do que eu disse antes. É possivel sim que a UE se constitua numa federação de Estados fascistas, nada o impede teoricamente - basta aparecer o motivo certo. 

Depois, uma vez que você recusa a implantação nacional das lutas de esquerda você transporta o núcleo decisório para longe do terreno onde os trabalhadores actuam,portanto, reafirmo, é a sua própria posição que tende à centralização e ao isolamento do poder político em relação ao terreno onde laboram os povos e suas organizações - volto portanto a apelidar a sua proposta como Federal-Fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você dê as voltas que der que toda a sua conversa da treta resulta nisto: não cabe a nenhuma força de esquerda fazer alguma coisa nacionalmente. Ou se faz a partir de uma concertação internacional onde as acções em cada país estão sancionadas por todos ou não se faz. Isto é uma rede de tretas para assegurar que nunca nada seja feito e que, ao fim ao cabo, as forças que comandam a situação continuem não só o seu predomínio mas a sua predação das economias e do trabalho de povos como Portugal.</p>
<p>Depois o seu marxismo, eu já notei, é feito essencialmente de &#8220;name droping&#8221;, ou seja, você não trata nada de Marx sistematicamente e vem agora largar o nome da ideologia alemã como se ela fosse alguma justificação para a imbecilidade das posições em que você quer enfiar o trabalho das esquerdas.</p>
<p>Qualquer organização política de trabalhadores tem que fazer o que nenhuma organização internacional pode fazer &#8211; conquistar terreno no seu país. Sem este trabalho o trabalho internacional não tem base, fica-se por reuniões e conferências. A sua esquerda, ou lá o que é que você é, não tem mais nada para oferecer senão o debate e análise infinitas. Enfim, você quer só conversa e mais conversa enquanto, no entretanto, a situação se mantém e na Grécia até já o grande capital vai dando ajuda aos nazis do aurora dourada.</p>
<p>E depois você não contrapôs nada do que eu disse antes. É possivel sim que a UE se constitua numa federação de Estados fascistas, nada o impede teoricamente &#8211; basta aparecer o motivo certo. </p>
<p>Depois, uma vez que você recusa a implantação nacional das lutas de esquerda você transporta o núcleo decisório para longe do terreno onde os trabalhadores actuam,portanto, reafirmo, é a sua própria posição que tende à centralização e ao isolamento do poder político em relação ao terreno onde laboram os povos e suas organizações &#8211; volto portanto a apelidar a sua proposta como Federal-Fascismo.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127502</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2013 08:50:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário de João tem tanto de estúpido como de manipulador e por isso merece um breve esclarecimento. Primeiro porque o internacionalismo implica um esbatimento das nacionalidades e não uma soma de nações. Segundo, a tese dos fascistas é, na generalidade, precisamente a da criação de um universo de nações fascistas que se dariam fraternalmente para todo o sempre. No fundo, o &quot;internacionalismo&quot; dos fascistas partilha da mesma espinha dorsal do &quot;internacionalismo&quot; do PCP: criar uma europa de nações livres, soberanas e independentes e sem estruturas supra-nacionais de decisão, sejam elas a UE, sejam elas resultado do comunismo como «projecto histórico-mundial» de acordo com a formulação de Marx e de Engels na sua obra &quot;A ideologia alemã&quot;.

Eu ainda me lembro de há vários anos ter visto na Festa do Avante o sucesso de vendas do primeiro tomo das obras escolhidas do Marx e do Engels, tomo que incluía precisamente &quot;A ideologia alemã&quot;. Na altura não percebia como era possível haver tanta gente a comprar aquele livro e, ao mesmo tempo, existir tanta gente no PCP sem conhecimentos mínimos do marxismo. O comentador João trata de nos lembrar como é possível coexistir um desconhecimento total da obra de Marx (que está longe de não ser contraditória e cheia de equívocos) numa organização que faz do marxismo a sua (pretensa) base teórica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário de João tem tanto de estúpido como de manipulador e por isso merece um breve esclarecimento. Primeiro porque o internacionalismo implica um esbatimento das nacionalidades e não uma soma de nações. Segundo, a tese dos fascistas é, na generalidade, precisamente a da criação de um universo de nações fascistas que se dariam fraternalmente para todo o sempre. No fundo, o &#8220;internacionalismo&#8221; dos fascistas partilha da mesma espinha dorsal do &#8220;internacionalismo&#8221; do PCP: criar uma europa de nações livres, soberanas e independentes e sem estruturas supra-nacionais de decisão, sejam elas a UE, sejam elas resultado do comunismo como «projecto histórico-mundial» de acordo com a formulação de Marx e de Engels na sua obra &#8220;A ideologia alemã&#8221;.</p>
<p>Eu ainda me lembro de há vários anos ter visto na Festa do Avante o sucesso de vendas do primeiro tomo das obras escolhidas do Marx e do Engels, tomo que incluía precisamente &#8220;A ideologia alemã&#8221;. Na altura não percebia como era possível haver tanta gente a comprar aquele livro e, ao mesmo tempo, existir tanta gente no PCP sem conhecimentos mínimos do marxismo. O comentador João trata de nos lembrar como é possível coexistir um desconhecimento total da obra de Marx (que está longe de não ser contraditória e cheia de equívocos) numa organização que faz do marxismo a sua (pretensa) base teórica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127468</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2013 02:02:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Convém lembrar que o fascismo também pode ser internacionalista e, em última análise, federalista - tudo depende de encontrar a formulação certa.

Só no caso de alguém pensar que o federalismo é obstáculo ao fascismo. Não é.

Sobre um ensaio de internacionalismo fascista:

http://en.wikipedia.org/wiki/1934_Montreux_Fascist_conference]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Convém lembrar que o fascismo também pode ser internacionalista e, em última análise, federalista &#8211; tudo depende de encontrar a formulação certa.</p>
<p>Só no caso de alguém pensar que o federalismo é obstáculo ao fascismo. Não é.</p>
<p>Sobre um ensaio de internacionalismo fascista:</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/1934_Montreux_Fascist_conference" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/1934_Montreux_Fascist_conference</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ratma Luap Naej		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ratma Luap Naej]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2013 09:12:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80768#comment-127346</guid>

					<description><![CDATA[Defender o &quot;o povo da nossa nação&quot; em detrimento do &quot;interesses de rapina&quot; de outros países é, sem qualquer margem de dúvida, o melhor adubo para fertilizar ambiguidades e alianças bizarras entre esquerda e direita patriótica - tudo em nome das riquezas que estão a ser usurpadas pelos estrangeiros. 

Todo um conjunto de ideias que serve para angariar votos dos que empunham bandeiras (e discutem rivalidades entre nações, e não conflitos entre classes sociais) e semear confusões no interior da própria esquerda.

Para seguirmos o fundamental debate sobre a importância das questões de classe, talvez fosse interessante nos atentarmos para a reportagem publicada hoje (16 de julho) na seção &quot;Mercado Aberto&quot; do caderno Dinheiro do jornal brasileiro Folha de São Paulo. São dados de uma pesquisa interessante - que esclarece, vejam só, o quanto a influência das corporações e sua soberania de suas ações/decisões são percebidas - ainda que difusamente em alguns casos - como extremamente relevantes pelas pessoas inquiridas sobre o tema. A reportagem ainda menciona, ainda que sem grandes precisões sobre o assunto, que as empresas são mais admiradas que os governos e políticos.

Talvez fosse mais importante nos concentrarmos nessas questões relacionadas à soberania das empresas (que em alguns casos se apoiam em nacionalismos vários, quando isso lhes convêm, é claro - exemplo das multinacionais &quot;brasileiras&quot; apoiadas com linhas de financiamento especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, do Brasil) do que simplesmente vocalizar discursos nacionalistas que dividem aqueles que lutam pela transformação radical autônoma das relações sociais atuais.

***

CORPORAÇÕES EM ALTA

Apenas 37% dos entrevistados pela Ipsos em 24 países acreditam que políticos são mais relevantes e podem conduzir mais mudanças no mundo do que as empresas.

A maioria (63%) das pessoas confia mais na efetividade do meio corporativo do que dos governos públicos.

Mais de 18 mil pessoas foram consultadas para a elaboração do levantamento em março deste ano.

Os números brasileiros são semelhantes à média geral: 61% dos entrevistados no país apostam mais no potencial das empresas.

As mesmas respostas do Brasil foram encontradas entre os argentinos.

A China e a Itália são os únicos países que apresentam índices mais elevados para os políticos do que para o setor privado, com 56% e 53%, respectivamente.

A Alemanha chama a atenção por ter 79% de aprovação para as empresas. A vizinha França também tem números elevados de preferência corporativa, com 70%.

Os russos, por outro lado, ficaram divididos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Defender o &#8220;o povo da nossa nação&#8221; em detrimento do &#8220;interesses de rapina&#8221; de outros países é, sem qualquer margem de dúvida, o melhor adubo para fertilizar ambiguidades e alianças bizarras entre esquerda e direita patriótica &#8211; tudo em nome das riquezas que estão a ser usurpadas pelos estrangeiros. </p>
<p>Todo um conjunto de ideias que serve para angariar votos dos que empunham bandeiras (e discutem rivalidades entre nações, e não conflitos entre classes sociais) e semear confusões no interior da própria esquerda.</p>
<p>Para seguirmos o fundamental debate sobre a importância das questões de classe, talvez fosse interessante nos atentarmos para a reportagem publicada hoje (16 de julho) na seção &#8220;Mercado Aberto&#8221; do caderno Dinheiro do jornal brasileiro Folha de São Paulo. São dados de uma pesquisa interessante &#8211; que esclarece, vejam só, o quanto a influência das corporações e sua soberania de suas ações/decisões são percebidas &#8211; ainda que difusamente em alguns casos &#8211; como extremamente relevantes pelas pessoas inquiridas sobre o tema. A reportagem ainda menciona, ainda que sem grandes precisões sobre o assunto, que as empresas são mais admiradas que os governos e políticos.</p>
<p>Talvez fosse mais importante nos concentrarmos nessas questões relacionadas à soberania das empresas (que em alguns casos se apoiam em nacionalismos vários, quando isso lhes convêm, é claro &#8211; exemplo das multinacionais &#8220;brasileiras&#8221; apoiadas com linhas de financiamento especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, do Brasil) do que simplesmente vocalizar discursos nacionalistas que dividem aqueles que lutam pela transformação radical autônoma das relações sociais atuais.</p>
<p>***</p>
<p>CORPORAÇÕES EM ALTA</p>
<p>Apenas 37% dos entrevistados pela Ipsos em 24 países acreditam que políticos são mais relevantes e podem conduzir mais mudanças no mundo do que as empresas.</p>
<p>A maioria (63%) das pessoas confia mais na efetividade do meio corporativo do que dos governos públicos.</p>
<p>Mais de 18 mil pessoas foram consultadas para a elaboração do levantamento em março deste ano.</p>
<p>Os números brasileiros são semelhantes à média geral: 61% dos entrevistados no país apostam mais no potencial das empresas.</p>
<p>As mesmas respostas do Brasil foram encontradas entre os argentinos.</p>
<p>A China e a Itália são os únicos países que apresentam índices mais elevados para os políticos do que para o setor privado, com 56% e 53%, respectivamente.</p>
<p>A Alemanha chama a atenção por ter 79% de aprovação para as empresas. A vizinha França também tem números elevados de preferência corporativa, com 70%.</p>
<p>Os russos, por outro lado, ficaram divididos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127263</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2013 21:48:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ulisses, se você torturar o significante por tempo suficiente você e capaz de fazer dele uma coisa e o seu contrário. O que você não consegue fazer é tornar o sistema financeiro amigo do Estado social e dos trabalhadores. Portanto, só posso considerar os seus jogos de letras como conversa para boi dormir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses, se você torturar o significante por tempo suficiente você e capaz de fazer dele uma coisa e o seu contrário. O que você não consegue fazer é tornar o sistema financeiro amigo do Estado social e dos trabalhadores. Portanto, só posso considerar os seus jogos de letras como conversa para boi dormir.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127219</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2013 15:43:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há tempos, faz-se necessário algum rigor terminológico e/ou conceitual.
Sugerimos, para começar:
P&quot;C&quot;P, em lugar de PCP;
Muniscota, em lugar de comunista (para sequazes do P&quot;C&quot;P e congêneres do nacional-bolchevismo tardio);
Modju, em lugar de militante, para designar o muniscota e outros fascistas (vermelhos, inclusive).
Outros verbetes serão elencados, quando se fizer necessário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos, faz-se necessário algum rigor terminológico e/ou conceitual.<br />
Sugerimos, para começar:<br />
P&#8221;C&#8221;P, em lugar de PCP;<br />
Muniscota, em lugar de comunista (para sequazes do P&#8221;C&#8221;P e congêneres do nacional-bolchevismo tardio);<br />
Modju, em lugar de militante, para designar o muniscota e outros fascistas (vermelhos, inclusive).<br />
Outros verbetes serão elencados, quando se fizer necessário.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127115</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 20:09:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;ver o mundo como uma batalha entre países escondendo as classes e os seus interesses pordetrás dessa fachada e ver o mundo como uma batalha entre países de uma maneira natural e inconsciente.&quot;

Pois bem. Passemos a considerar que não precisamos de cuidar de nós, do nosso país, da nossa capacidade de resolver os nossos problemas, da nossa capacidade de encontrar mecanismos de aferição da vontade popular e instrumentos para a sua concretização e esclarecimento. 

Consideremos sim que todos os que vêm, vêm em paz. Acreditemos em tudo o que qualquer outro governo de outro país nos disser, assinemos de cruz qualquer acordo que nos propuserem porque concerteza que o nosso interesse já está sempre salvaguardado por iniciativa da outra parte. 

Não há disputas entre os países da UE no que respeita às verbas e atribuições do Orçamento comunitário nem nada. Tal como não existe lançamentos de projectos comuns da UE com o fito de beneficiar as indústrias e os serviços dos países mais poderosos e desenvolvidos.

Ah. Exemplo prático. Acreditemos também que foram razões técnicas que impediram o avião de Morales de aterrar em Portugal para reabastecimento, que até seria Morales que deveria pedir desculpas a Portugal por ter sugerido que o governo português mentiu quando disse que foram só razões técnicas. 

Eu defendo que é preciso muito cuidado antes de abdicar formal e legalmente de soberania desde logo orque se deve preservar alguma distância em relação ao que outros países nos propõem, ou seja, não devemos considerar à partida que nunca vão querer tirar vantagem de nós, ou nós de outros. 

Você parte daqui para dizer que eu vivo sob o princípio de que entre os países só há luta. Não. Não há só luta, mas também há luta. A ilusão parece-me ser a sua. A de que não há luta, conflito senão porque existem países. Pois bem, acabar com os países não vai impedir a existência de lutas e conflitos, até porque os países só acabam efectivamente dentro de um império que tenha a força suficiente para esmagar qualquer veleidade de retorno à indepêndência de qualquer região. Então essa paz de que vocês falam feita de supressão dos países acaba por pressupor um sinistro aparelho de repressão global, na escala europeia.

Se você me vier dizer que uma federação se constrói sem estes mecanismos centrais de repressão das periferias e das regiões no que, nelas, pode ser contrário ao interesse tal como é percebido das instituições centrais, então você não deve saber como é que se constroi uma federação e como a dinâmica é sempre de maior e maior centralização - sendo que no caso europeu, uma vez que implica povos diferentes, as consequências podem ser explosivas.

Mais uma vez indico que o crescimento da extrema-direita por exemplo em França nasce muito do que é a percepção de perda de soberania. Por isso eu volto a defender que a promoção desenfreada da abdicação das soberanias em favor de uma estrura federalista pode causar uma explosão de nacionalismos assim que uma crise económica mais séria abale a federação. Então, onde vocês estão a ver nacionalismo, eu vejo bom senso e prudência para que, precisamente, não se caia no nacionalismo, seja como promotor dele (como poderá ser, por exemplo, o caso francês) ou como sua vítima (como poderão ser as comunidades de imigrantes).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;ver o mundo como uma batalha entre países escondendo as classes e os seus interesses pordetrás dessa fachada e ver o mundo como uma batalha entre países de uma maneira natural e inconsciente.&#8221;</p>
<p>Pois bem. Passemos a considerar que não precisamos de cuidar de nós, do nosso país, da nossa capacidade de resolver os nossos problemas, da nossa capacidade de encontrar mecanismos de aferição da vontade popular e instrumentos para a sua concretização e esclarecimento. </p>
<p>Consideremos sim que todos os que vêm, vêm em paz. Acreditemos em tudo o que qualquer outro governo de outro país nos disser, assinemos de cruz qualquer acordo que nos propuserem porque concerteza que o nosso interesse já está sempre salvaguardado por iniciativa da outra parte. </p>
<p>Não há disputas entre os países da UE no que respeita às verbas e atribuições do Orçamento comunitário nem nada. Tal como não existe lançamentos de projectos comuns da UE com o fito de beneficiar as indústrias e os serviços dos países mais poderosos e desenvolvidos.</p>
<p>Ah. Exemplo prático. Acreditemos também que foram razões técnicas que impediram o avião de Morales de aterrar em Portugal para reabastecimento, que até seria Morales que deveria pedir desculpas a Portugal por ter sugerido que o governo português mentiu quando disse que foram só razões técnicas. </p>
<p>Eu defendo que é preciso muito cuidado antes de abdicar formal e legalmente de soberania desde logo orque se deve preservar alguma distância em relação ao que outros países nos propõem, ou seja, não devemos considerar à partida que nunca vão querer tirar vantagem de nós, ou nós de outros. </p>
<p>Você parte daqui para dizer que eu vivo sob o princípio de que entre os países só há luta. Não. Não há só luta, mas também há luta. A ilusão parece-me ser a sua. A de que não há luta, conflito senão porque existem países. Pois bem, acabar com os países não vai impedir a existência de lutas e conflitos, até porque os países só acabam efectivamente dentro de um império que tenha a força suficiente para esmagar qualquer veleidade de retorno à indepêndência de qualquer região. Então essa paz de que vocês falam feita de supressão dos países acaba por pressupor um sinistro aparelho de repressão global, na escala europeia.</p>
<p>Se você me vier dizer que uma federação se constrói sem estes mecanismos centrais de repressão das periferias e das regiões no que, nelas, pode ser contrário ao interesse tal como é percebido das instituições centrais, então você não deve saber como é que se constroi uma federação e como a dinâmica é sempre de maior e maior centralização &#8211; sendo que no caso europeu, uma vez que implica povos diferentes, as consequências podem ser explosivas.</p>
<p>Mais uma vez indico que o crescimento da extrema-direita por exemplo em França nasce muito do que é a percepção de perda de soberania. Por isso eu volto a defender que a promoção desenfreada da abdicação das soberanias em favor de uma estrura federalista pode causar uma explosão de nacionalismos assim que uma crise económica mais séria abale a federação. Então, onde vocês estão a ver nacionalismo, eu vejo bom senso e prudência para que, precisamente, não se caia no nacionalismo, seja como promotor dele (como poderá ser, por exemplo, o caso francês) ou como sua vítima (como poderão ser as comunidades de imigrantes).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: NB		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127110</link>

		<dc:creator><![CDATA[NB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 19:16:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todo o comentário de João traduz uma postura nacionalista pois coloca as nações no centro dos seus comentários disparatados. Eu qe não presto muito tempo a estas coisas Pressinto facilmente que o nacionalismo é isso mesmo; ver o mundo como uma batalha entre países escondendo as classes e os seus interesses pordetrás dessa fachada e ver o mundo como uma batalha entre países de uma maneira natural e inconsciente.
vendo as coisas a distância o nacionalismo é invísivel para a esquerda como o neoliberalsmo é invisivel para a direita. Ambos apresentam-se inevitáveis e naturais para os que os defendem e para o público exterior. MAs ambos são ideologias que defendem sempre interesses de classe. esquecer isso é a maior vitória de qualquer ideologia. E De qualquer classe que quer continuar a mandar nos destinos do mundo. Esperar que o partido comunista assuma-se como nacionalista com todas as letras é uma espera idêntica à de um empresário assumir que explora os seus empregados. Inacreditável a inocência de pessoas que se dizem de esquerda mas que são reaccionárias até à medula.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o comentário de João traduz uma postura nacionalista pois coloca as nações no centro dos seus comentários disparatados. Eu qe não presto muito tempo a estas coisas Pressinto facilmente que o nacionalismo é isso mesmo; ver o mundo como uma batalha entre países escondendo as classes e os seus interesses pordetrás dessa fachada e ver o mundo como uma batalha entre países de uma maneira natural e inconsciente.<br />
vendo as coisas a distância o nacionalismo é invísivel para a esquerda como o neoliberalsmo é invisivel para a direita. Ambos apresentam-se inevitáveis e naturais para os que os defendem e para o público exterior. MAs ambos são ideologias que defendem sempre interesses de classe. esquecer isso é a maior vitória de qualquer ideologia. E De qualquer classe que quer continuar a mandar nos destinos do mundo. Esperar que o partido comunista assuma-se como nacionalista com todas as letras é uma espera idêntica à de um empresário assumir que explora os seus empregados. Inacreditável a inocência de pessoas que se dizem de esquerda mas que são reaccionárias até à medula.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127098</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 17:03:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80768#comment-127098</guid>

					<description><![CDATA[Ratma,

Veja que são três textos iguais. Todos dizem a mesma coisa. Que o PCP é um partido nacionalista. Eu afirmei que já não há expansão de conteúdo e não há. O que você lê do ano passado é o que lê este ano. O mesmo texto é reciclado vezes sem conta.

A tese, a única tese que interessa ao Passa Palavra, quanto à metéria em pauta, aquela que repete em todos os textos e que é todos esses textos é a de que o PCP é um partido nacionalista que defende o isolamento internacional do país. 

Por isso eu digo que o tratamento do programa do PCP nos textos que menciona é superficial na medida em que, por exemplo, se deduz de uma proposta de organização económica que, como se vê, é praticamente decalcada da Constituição Portuguesa (Economia mista, etc, toda essa parte), um projecto nacionalista. Ora qualquer projecto nacionalista passa e sempre passou por uma clara afirmação de raça nacional, do português verdadeiro contra o emigrante que lhe vem tirar o trabalho etc e tal. Todos nós conhecemos a conversa.  


Então eu acho incrível que se insista que o PCP é nacionalista sem mostrar no Programa do PCP onde é que ele se coloca nessa posição. Sabe porqúe é que não mostra? Porque não existe. Porque no Programa do PCP não consta nem nunca constou a discriminação racial, nem conversa de povo superior e inferior.

O que existe no programa do PCP é o interesse pelo desenvolvimento do país e um dos instrumentos que são fundamentais para o PCP é a preservação de mecanismos de decisão no interior do país à disposiçao do povo português - é isto que é soberania nacional, é preservar instrumentos efectivos de capacidade de auto-determinação. Isto o mais possível é claro, o PCP também sabe que os países vivem de relações com outros países.  

 
Qualquer trabalho intelectualmente são sobre as posições do PCP acerca de relações internacionais citaria o que o PCP defende, iria ao Programa e traria para a discussão quais as posições do PCP. Nada disso é feito. Portanto, só me cabe insistir que o nacionalismo que vocês atribuem ao PCP é inventado. É que assim seria preciso também dizer o mesmo da Constituição portuguesa, seria preciso afirmar que temos uma Constituição nacionalista. Seria também preciso dizer o mesmo de todos os demais partidos que também falam e defendem a soberania nacional. E o mesmo do povo que em geral também defende que Portugal seja soberano. 

Eu acompanhei as manifestações no Brasil, acompanhei pela televisão e o que vi insistentemente foi aquela gente toda a mostrar o seu amor pelo seu país e pela ideia de um país mais justo e mais próspero. 

Vi que constantemente cantavam o hino nacional e exibiam a bandeira - e não é daqueles grupinhos de extrema-direita que apareceram que eu falo, mas do brasileiro médio, digamos assim, que saiu à rua ou que não tendo saído apoiou. Diga-me lá, aquelas manifestações são, para você, manifestações nacionalistas? 

Mas há um outro factor, fundamental. Nada nos garante que nós tomando a iniciativa de deixar caír a ideia de soberania nacional que os outros nos acompanharão. O perigo é, portanto, que abdiquemos da soberania nacional simplesmente em favor de outros países que não abdiquem dela - e falo de países da UE. É impensável que a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Espanha, a Itália, a Irlanda (que lutou ainda no sec.XX por ela contra a Inglaterra) abandonem a ideia de soberania nacional - lembro-os do referendo do ratado de Lisboa que foi rejeitado na Irlanda e que, basicamente, a UE não aceitou e forçou à repetição do referendo. Uma vergonha e um ensaio do que poderá ser a UE federada.

Então o federalismo que avançar vai ser nesta base, que é a de sempre: a de disputa por vantagens e poderes comparativos, agora num outro contexto, o de uma federação. 

A Alemanha e a França não vão aceitar o federalismo enquanto ele não implicar que ficam com mais poder do que o que têm agora. É assim. Não se tenha dúvidas. Então, de nossa parte, não há que ir a correr oferecer a nossa soberania nacional, que é, enfim, mais uma versão do bom aluno, agora em relação ao federalismo. É preciso dizer a este pessoal que quer Portugal como o bom aluno, seja da troika, seja, como aqui, do federalismo, que não há professor. 

Você fala das armadilhas do nacionalismo de esquerda, seja lá o que isso for, mas não vê as armadilhas do vosso internacionalismo. A armadilha já a referi: é que você vá oferecer a soberania portuguesa de bandeja a outros que poderão muito bem recebê-la sem no entanto oferecer a sua em troca.

Vocês defendem um internacionalismo sem nações. Ora sem nações, sem países, não há internacionalismo. É o próprio conceito de internacionalismo que é impossível sem incluir o conceito de nação ou de país.

A verdade é que cada governo de cada país está preocupado primeiro com o seu país e só depois com os países aliados. Assim é também na UE. Não podemos esperar que os outros estejam tão preocupados connosco do que com eles mesmos e portanto não podemos ficar sem instrumentos de executar a vontade expressa dos portugueses, de maiorias e de minorias também.

Por fim, para quem quiser ler o que de facto o PCP pensa pode ler:

http://www.pcp.pt/programa-do-pcp#4_2

No capítulo II, ponto 5, é tratada a questão das relações internacionais e das posições de princípio que o PCP defende que Portugal tenha.

E ainda, é fácil para um país como Portugal abandonar a sua soberania nas mãos de outros, é fácil porque é um país enfraquecido e pouco próspero no contexto europeu e portanto náo é difícil seguir o canto da seria de que a UE resolverá tudo isso e que quanto mais UE e menos Portugal melhor. 

É mais difícil preservá-la sem se isolar dos outros. O que o PCP defende não é nenhum isolacionismo como é por aqui dito. Defende sim este caminho mais difícil de preservar soberania sem abdicar de relacionar-se com o mundo.

E estranho ainda que em vez de atacar a ideia de soberania, o Passa Palavra e o sr. JVA, não laborem sobre os mecanismos de preservação da soberania dentro do federalismo. Porque não me parece que o povo português abandone de bom grado a ideia de perder a sua soberania e concerteza que desejará, caso se constitua uma federação, que Portugal continue um país soberano. É que se o federalismo implica o abandono da soberania então isto quer dizer que ela se vai deslocar para outro ponto, para as instituições federais.

Cada país tentará o mais possível colonizar as instituições. E porquê? Porque sabem que uma coisa é a retórica federalista e outra coisa é a realidade, o seu povo, no seu país, a que tem de responder e por quem é obrigado a não abdicar de soberania. É que não são os partidos que decidem sobre a soberania, são os povos, e os que estão habituados a tê-la não vão largá-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ratma,</p>
<p>Veja que são três textos iguais. Todos dizem a mesma coisa. Que o PCP é um partido nacionalista. Eu afirmei que já não há expansão de conteúdo e não há. O que você lê do ano passado é o que lê este ano. O mesmo texto é reciclado vezes sem conta.</p>
<p>A tese, a única tese que interessa ao Passa Palavra, quanto à metéria em pauta, aquela que repete em todos os textos e que é todos esses textos é a de que o PCP é um partido nacionalista que defende o isolamento internacional do país. </p>
<p>Por isso eu digo que o tratamento do programa do PCP nos textos que menciona é superficial na medida em que, por exemplo, se deduz de uma proposta de organização económica que, como se vê, é praticamente decalcada da Constituição Portuguesa (Economia mista, etc, toda essa parte), um projecto nacionalista. Ora qualquer projecto nacionalista passa e sempre passou por uma clara afirmação de raça nacional, do português verdadeiro contra o emigrante que lhe vem tirar o trabalho etc e tal. Todos nós conhecemos a conversa.  </p>
<p>Então eu acho incrível que se insista que o PCP é nacionalista sem mostrar no Programa do PCP onde é que ele se coloca nessa posição. Sabe porqúe é que não mostra? Porque não existe. Porque no Programa do PCP não consta nem nunca constou a discriminação racial, nem conversa de povo superior e inferior.</p>
<p>O que existe no programa do PCP é o interesse pelo desenvolvimento do país e um dos instrumentos que são fundamentais para o PCP é a preservação de mecanismos de decisão no interior do país à disposiçao do povo português &#8211; é isto que é soberania nacional, é preservar instrumentos efectivos de capacidade de auto-determinação. Isto o mais possível é claro, o PCP também sabe que os países vivem de relações com outros países.  </p>
<p>Qualquer trabalho intelectualmente são sobre as posições do PCP acerca de relações internacionais citaria o que o PCP defende, iria ao Programa e traria para a discussão quais as posições do PCP. Nada disso é feito. Portanto, só me cabe insistir que o nacionalismo que vocês atribuem ao PCP é inventado. É que assim seria preciso também dizer o mesmo da Constituição portuguesa, seria preciso afirmar que temos uma Constituição nacionalista. Seria também preciso dizer o mesmo de todos os demais partidos que também falam e defendem a soberania nacional. E o mesmo do povo que em geral também defende que Portugal seja soberano. </p>
<p>Eu acompanhei as manifestações no Brasil, acompanhei pela televisão e o que vi insistentemente foi aquela gente toda a mostrar o seu amor pelo seu país e pela ideia de um país mais justo e mais próspero. </p>
<p>Vi que constantemente cantavam o hino nacional e exibiam a bandeira &#8211; e não é daqueles grupinhos de extrema-direita que apareceram que eu falo, mas do brasileiro médio, digamos assim, que saiu à rua ou que não tendo saído apoiou. Diga-me lá, aquelas manifestações são, para você, manifestações nacionalistas? </p>
<p>Mas há um outro factor, fundamental. Nada nos garante que nós tomando a iniciativa de deixar caír a ideia de soberania nacional que os outros nos acompanharão. O perigo é, portanto, que abdiquemos da soberania nacional simplesmente em favor de outros países que não abdiquem dela &#8211; e falo de países da UE. É impensável que a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Espanha, a Itália, a Irlanda (que lutou ainda no sec.XX por ela contra a Inglaterra) abandonem a ideia de soberania nacional &#8211; lembro-os do referendo do ratado de Lisboa que foi rejeitado na Irlanda e que, basicamente, a UE não aceitou e forçou à repetição do referendo. Uma vergonha e um ensaio do que poderá ser a UE federada.</p>
<p>Então o federalismo que avançar vai ser nesta base, que é a de sempre: a de disputa por vantagens e poderes comparativos, agora num outro contexto, o de uma federação. </p>
<p>A Alemanha e a França não vão aceitar o federalismo enquanto ele não implicar que ficam com mais poder do que o que têm agora. É assim. Não se tenha dúvidas. Então, de nossa parte, não há que ir a correr oferecer a nossa soberania nacional, que é, enfim, mais uma versão do bom aluno, agora em relação ao federalismo. É preciso dizer a este pessoal que quer Portugal como o bom aluno, seja da troika, seja, como aqui, do federalismo, que não há professor. </p>
<p>Você fala das armadilhas do nacionalismo de esquerda, seja lá o que isso for, mas não vê as armadilhas do vosso internacionalismo. A armadilha já a referi: é que você vá oferecer a soberania portuguesa de bandeja a outros que poderão muito bem recebê-la sem no entanto oferecer a sua em troca.</p>
<p>Vocês defendem um internacionalismo sem nações. Ora sem nações, sem países, não há internacionalismo. É o próprio conceito de internacionalismo que é impossível sem incluir o conceito de nação ou de país.</p>
<p>A verdade é que cada governo de cada país está preocupado primeiro com o seu país e só depois com os países aliados. Assim é também na UE. Não podemos esperar que os outros estejam tão preocupados connosco do que com eles mesmos e portanto não podemos ficar sem instrumentos de executar a vontade expressa dos portugueses, de maiorias e de minorias também.</p>
<p>Por fim, para quem quiser ler o que de facto o PCP pensa pode ler:</p>
<p><a href="http://www.pcp.pt/programa-do-pcp#4_2" rel="nofollow ugc">http://www.pcp.pt/programa-do-pcp#4_2</a></p>
<p>No capítulo II, ponto 5, é tratada a questão das relações internacionais e das posições de princípio que o PCP defende que Portugal tenha.</p>
<p>E ainda, é fácil para um país como Portugal abandonar a sua soberania nas mãos de outros, é fácil porque é um país enfraquecido e pouco próspero no contexto europeu e portanto náo é difícil seguir o canto da seria de que a UE resolverá tudo isso e que quanto mais UE e menos Portugal melhor. </p>
<p>É mais difícil preservá-la sem se isolar dos outros. O que o PCP defende não é nenhum isolacionismo como é por aqui dito. Defende sim este caminho mais difícil de preservar soberania sem abdicar de relacionar-se com o mundo.</p>
<p>E estranho ainda que em vez de atacar a ideia de soberania, o Passa Palavra e o sr. JVA, não laborem sobre os mecanismos de preservação da soberania dentro do federalismo. Porque não me parece que o povo português abandone de bom grado a ideia de perder a sua soberania e concerteza que desejará, caso se constitua uma federação, que Portugal continue um país soberano. É que se o federalismo implica o abandono da soberania então isto quer dizer que ela se vai deslocar para outro ponto, para as instituições federais.</p>
<p>Cada país tentará o mais possível colonizar as instituições. E porquê? Porque sabem que uma coisa é a retórica federalista e outra coisa é a realidade, o seu povo, no seu país, a que tem de responder e por quem é obrigado a não abdicar de soberania. É que não são os partidos que decidem sobre a soberania, são os povos, e os que estão habituados a tê-la não vão largá-la.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ratma Luap Naej		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/80768/#comment-127027</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ratma Luap Naej]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 05:37:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=80768#comment-127027</guid>

					<description><![CDATA[O comentador João está, como bem assinalou João Valente Aguiar, tentando se desviar do principal debate em questão e dos argumentos aqui colocados em cena para serem levados em conta quando se trata de discutir sobre os perigos e armadilhas do nacionalismo de esquerda. 

Além do mais, conforme também assinalou João Valente, é errônea a afirmação do comentador João de que os documentos do PCP não estão sob o escrutínio daqueles que visam criticar com fatos e análises os posicionamentos dessa organização em relação ao EURO e a União Europeia.

Talvez não fosse necessário gastar tanta tinta ou, mais propriamente nesse caso, dedos no teclado para tentar esclarecer quem só quer soprar fumaça de confusão e acusações. Mesmo assim, relembro apenas e tão somente três recentes artigos publicados aqui neste site - e que, dentre outros elementos, citam e tomam como parte para a análise alguns documentos da lavra do PCP:

Behemoth mata Leviatã e morre (1ª parte) - http://passapalavra.info/2012/11/67107

Behemoth mata Leviatã e morre (2ª parte) - http://passapalavra.info/2012/11/67391

Sinal vermelho ou farol? 2) o farol - http://passapalavra.info/2012/12/67887

Dentre outros textos que poderiam ser citados e, principalmente, devidamente lidos, criticados e debatidos. No mais, só nos resta fazer o que vem sendo muito bem empreendido pelo João Valente e muitos outros neste e noutros sites (e em coletivos de base de bairros e organizações autogeridas) - qual seja, dar consequência as palavras de Júlio Cortázar, aqui publicadas no último Citando... &quot;Nada está perdido, se tivermos a coragem de proclamar que tudo está perdido e que devemos começar de novo.&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentador João está, como bem assinalou João Valente Aguiar, tentando se desviar do principal debate em questão e dos argumentos aqui colocados em cena para serem levados em conta quando se trata de discutir sobre os perigos e armadilhas do nacionalismo de esquerda. </p>
<p>Além do mais, conforme também assinalou João Valente, é errônea a afirmação do comentador João de que os documentos do PCP não estão sob o escrutínio daqueles que visam criticar com fatos e análises os posicionamentos dessa organização em relação ao EURO e a União Europeia.</p>
<p>Talvez não fosse necessário gastar tanta tinta ou, mais propriamente nesse caso, dedos no teclado para tentar esclarecer quem só quer soprar fumaça de confusão e acusações. Mesmo assim, relembro apenas e tão somente três recentes artigos publicados aqui neste site &#8211; e que, dentre outros elementos, citam e tomam como parte para a análise alguns documentos da lavra do PCP:</p>
<p>Behemoth mata Leviatã e morre (1ª parte) &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2012/11/67107" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/11/67107</a></p>
<p>Behemoth mata Leviatã e morre (2ª parte) &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2012/11/67391" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/11/67391</a></p>
<p>Sinal vermelho ou farol? 2) o farol &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2012/12/67887" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/12/67887</a></p>
<p>Dentre outros textos que poderiam ser citados e, principalmente, devidamente lidos, criticados e debatidos. No mais, só nos resta fazer o que vem sendo muito bem empreendido pelo João Valente e muitos outros neste e noutros sites (e em coletivos de base de bairros e organizações autogeridas) &#8211; qual seja, dar consequência as palavras de Júlio Cortázar, aqui publicadas no último Citando&#8230; &#8220;Nada está perdido, se tivermos a coragem de proclamar que tudo está perdido e que devemos começar de novo.&#8221;.</p>
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