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	Comentários sobre: 6 de Julho: um brasileiro em Lisboa	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Vavá Filho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/81583/#comment-129859</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vavá Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2013 16:37:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Valente,

Boa pergunta. Decerto muitos presentes àquela “concentração” em Belém fizeram o mesmo questionamento, mas talvez de outra forma e provavelmente em silêncio. Relembrando algumas conversas daquele sábado, recordo a importância conferida por alguns manifestantes ao princípio da “unidade na ação”. Considerando a situação da maior parte das outras organizações que integram as “frentes amplas”, vejo a aliança com o PCP como uma espécie de “entrismo” que não visa, de imediato, disputar a base do PCP, mas a sua estrutura. Daí a subserviência diante de um ato inócuo e controlado. Isso se tornou mais evidente para mim quando soube que o MAS se aproxima do PCP também no campo econômico: ambos defendem a saída da zona do euro. No limite, acredito que sim, “grande parte dessa esquerda gostaria de estar no lugar do PCP”, ao menos dessa nova esquerda trotskista importada do Brasil. 

E no Brasil? Em Salvador, a “esquerda anticapitalista” (entenda-se, anarquistas e autonomistas) tem questionado abertamente o “aparelhismo” partidário nas assembleias e manifestações dos últimos dois meses. Nem sempre esta ação é bem sucedida, mas um fato novo e positivo é que a assimilação das lutas sociais pelos partidos nunca foi pautada de forma tão franca e aberta. O destino final do movimento, bem como a sua relação com os partidos, é ainda imprevisível. Esta crítica, nas assembleias e manifestações, tem causado não apenas o enfraquecimento dos partidos, mas o surgimento (ou reorganização) de grupos independentes que se identificam com o campo libertário.  

Mas, quando volto a pensar na sua pergunta e no contexto português, lembro-me também do que escutei de um militante de esquerda no Porto, em 2009, quando o perguntei sobre a existência de grupos anticapitalistas e antiautoritários em Portugal. 
Resposta: “Em Portugal, isso é folclore”. 
Até hoje eu não sei a causa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Valente,</p>
<p>Boa pergunta. Decerto muitos presentes àquela “concentração” em Belém fizeram o mesmo questionamento, mas talvez de outra forma e provavelmente em silêncio. Relembrando algumas conversas daquele sábado, recordo a importância conferida por alguns manifestantes ao princípio da “unidade na ação”. Considerando a situação da maior parte das outras organizações que integram as “frentes amplas”, vejo a aliança com o PCP como uma espécie de “entrismo” que não visa, de imediato, disputar a base do PCP, mas a sua estrutura. Daí a subserviência diante de um ato inócuo e controlado. Isso se tornou mais evidente para mim quando soube que o MAS se aproxima do PCP também no campo econômico: ambos defendem a saída da zona do euro. No limite, acredito que sim, “grande parte dessa esquerda gostaria de estar no lugar do PCP”, ao menos dessa nova esquerda trotskista importada do Brasil. </p>
<p>E no Brasil? Em Salvador, a “esquerda anticapitalista” (entenda-se, anarquistas e autonomistas) tem questionado abertamente o “aparelhismo” partidário nas assembleias e manifestações dos últimos dois meses. Nem sempre esta ação é bem sucedida, mas um fato novo e positivo é que a assimilação das lutas sociais pelos partidos nunca foi pautada de forma tão franca e aberta. O destino final do movimento, bem como a sua relação com os partidos, é ainda imprevisível. Esta crítica, nas assembleias e manifestações, tem causado não apenas o enfraquecimento dos partidos, mas o surgimento (ou reorganização) de grupos independentes que se identificam com o campo libertário.  </p>
<p>Mas, quando volto a pensar na sua pergunta e no contexto português, lembro-me também do que escutei de um militante de esquerda no Porto, em 2009, quando o perguntei sobre a existência de grupos anticapitalistas e antiautoritários em Portugal.<br />
Resposta: “Em Portugal, isso é folclore”.<br />
Até hoje eu não sei a causa.</p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/07/81583/#comment-129353</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2013 22:16:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um texto muito interessante. Nesse sentido, gostaria de perguntar o seguinte ao seu autor. A certa altura do texto você fala dos «Microfones restritos aos donos do ato: o PCP e a sua central sindical, a CGTP». De facto, esse é um dos problemas em Portugal: a presença de um sector stalinista bem organizado e que é hegemónico na esquerda portuguesa. Quando falo em hegemónico refiro-me ao facto duplo de que têm mais militantes do que provavelmente toda a restante esquerda portuguesa à esquerda do PS; e que conseguem ir manobrando todas as lutas sociais - inclusive as que tiveram uma maior espontaneidade no passado. A questão que deve ser colocada é porque a restante esquerda tolera essa hegemonia de sectores que controlam e enquadram as lutas sociais de molde a transformar a classe trabalhadora numa massa (conforme referi aqui: http://passapalavra.info/2013/07/80768)? Ainda recentemente como aludi aqui (http://viasfacto.blogspot.pt/2013/07/as-vanguardas-esclarecidas-atacam-de.html) e como o João Bernardo muito bem lembrou na caixa de comentários (http://passapalavra.info/2013/07/81639), houve um caso flagrante de desculpabilização da actuação do que eu chamo de cangalheiros das revoluções. Em suma, porque a restante esquerda tolera e desculpabiliza os comportamentos nocivos do eixo PCP-CGTP? Será que, afinal, grande parte dessa esquerda gostaria de estar no lugar do PC e, dessa forma, reproduzir alguns desses mesmos comportamentos? Ou será que nós na esquerda anticapitalista e internacionalista simplesmente também não queremos aprender com o passado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto muito interessante. Nesse sentido, gostaria de perguntar o seguinte ao seu autor. A certa altura do texto você fala dos «Microfones restritos aos donos do ato: o PCP e a sua central sindical, a CGTP». De facto, esse é um dos problemas em Portugal: a presença de um sector stalinista bem organizado e que é hegemónico na esquerda portuguesa. Quando falo em hegemónico refiro-me ao facto duplo de que têm mais militantes do que provavelmente toda a restante esquerda portuguesa à esquerda do PS; e que conseguem ir manobrando todas as lutas sociais &#8211; inclusive as que tiveram uma maior espontaneidade no passado. A questão que deve ser colocada é porque a restante esquerda tolera essa hegemonia de sectores que controlam e enquadram as lutas sociais de molde a transformar a classe trabalhadora numa massa (conforme referi aqui: <a href="http://passapalavra.info/2013/07/80768" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/07/80768</a>)? Ainda recentemente como aludi aqui (<a href="http://viasfacto.blogspot.pt/2013/07/as-vanguardas-esclarecidas-atacam-de.html" rel="nofollow ugc">http://viasfacto.blogspot.pt/2013/07/as-vanguardas-esclarecidas-atacam-de.html</a>) e como o João Bernardo muito bem lembrou na caixa de comentários (<a href="http://passapalavra.info/2013/07/81639" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/07/81639</a>), houve um caso flagrante de desculpabilização da actuação do que eu chamo de cangalheiros das revoluções. Em suma, porque a restante esquerda tolera e desculpabiliza os comportamentos nocivos do eixo PCP-CGTP? Será que, afinal, grande parte dessa esquerda gostaria de estar no lugar do PC e, dessa forma, reproduzir alguns desses mesmos comportamentos? Ou será que nós na esquerda anticapitalista e internacionalista simplesmente também não queremos aprender com o passado?</p>
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