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	Comentários sobre: O feminismo no espelho dos comentários	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: I Pessoa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-132408</link>

		<dc:creator><![CDATA[I Pessoa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 22:04:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei muito do comentário de Acauam, achei muito sensato. escreveu muitas coisas que eu gostaria de ter escrito, mas o tempo e o esforço não permitiram. Meu maior incômodo, de fato, foi colocar todas as feministas como excludentes - vi algum comentário, em algum destes textos, que caracterizavam as mulheres/feministas que discordavam deles como excludentes também. Deixei de levar a sério e passei a rir. 

Há tantos feminismos, tantas ondas, tantos mares. Que o debate continue onde é possível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito do comentário de Acauam, achei muito sensato. escreveu muitas coisas que eu gostaria de ter escrito, mas o tempo e o esforço não permitiram. Meu maior incômodo, de fato, foi colocar todas as feministas como excludentes &#8211; vi algum comentário, em algum destes textos, que caracterizavam as mulheres/feministas que discordavam deles como excludentes também. Deixei de levar a sério e passei a rir. </p>
<p>Há tantos feminismos, tantas ondas, tantos mares. Que o debate continue onde é possível.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-132245</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2013 07:36:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a Acauam:

1- Me causa muito estranhamento que alguém caracterize como &quot;risco&quot; para a construção da luta feminista que o Reinaldo Azevedo fale mal de feministas. Acaso essas militantes são leitoras deste sujeito? Como é possível que o que saia da caneta deste autor mobilize militantes de esquerda? Se há um risco nisso, seria antes o de se crer no potencial de luta de um tal perfil de militantes que se deixam pautar pela extrema direita.

2- Me parece falsa a dialética apontada no texto, entre o feminismo includente e o excludente. Pois a organização excludente, no caso do feminismo, em realidade é expressão da dialética sexista. Ou seja, reproduz o verso machista, da separação dos gêneros, da imposição de um mundo pautado pelo sexismo, não apenas em âmbito ideológico (nas suas prerrogativas socio-biológicas, onde não importa a ordem dos fatores, o resultado é sempre uma absoluta e intransponível barreira entre os gêneros), mas sexista também em âmbito prático na organização das lutas, quando o espaço exclusivo de mulheres deixa de ser encarado como um simples fato da vida para elevar-se a instrumento e paradigma político [e supostamente disputa hierárquica interna, segundo alguns comentadores e sugestões do texto, embora pessoalmente nunca tenha presenciado isso. Minha crítica fica quiçá num plano mais ideológico mesmo].


3- Por fim, me parece que tudo o que sobrou foram as críticas retóricas ao texto. Gosto de acreditar que não houve um esgotamento da opinião divergente, mas a impressão que dá é que não se pode transformar a energia que foi capaz de mobilizar fortes reações emotivas, como nos muitos comentários, em reações intelectivas, em construção de crítica e conhecimento propriamente de esquerda. Pessoalmente acho uma pena que na esquerda autônoma não se tenha em muito alta estima o exercício reflexivo e crítico em sua forma mais básica e milenar, a escrita. E não, não estou me refirindo a um saber acadêmico. Talvez seja justamente este o problema, os próprios militantes destes meios em grande parte advindos de instituições acadêmicas paracem ficar presos numa pseudo-crítica do saber acadêmico que os torna tão quadrados a ponto de não se arriscarem na produção de outro tipo de literatura e conhecimento autônomo e emancipado do saber acadêmico, que bebe de suas fontes ao mesmo tempo que de outras, e que serve menos para criar verdades e mais para impulsionar uma luta. Tudo o que é escrito e publicado é posto à crítica, posto à prova. Quem não quer ser posto à prova não publica, guarda as suas idéias dentro de seus grupinhos e torce para ninguém de dentro sair por aí pensando muito, lendo coisas por aí.
E na hora de tentar desenvolver um pensamento em oposição, ao invés de demostrar a força de suas próprias idéias, apenas se retira, ou faz a crítica da retória, deixando a entender que o mais grave hoje seria a falta de modos no momento de se escrever, e não o silêncio das idéias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a Acauam:</p>
<p>1- Me causa muito estranhamento que alguém caracterize como &#8220;risco&#8221; para a construção da luta feminista que o Reinaldo Azevedo fale mal de feministas. Acaso essas militantes são leitoras deste sujeito? Como é possível que o que saia da caneta deste autor mobilize militantes de esquerda? Se há um risco nisso, seria antes o de se crer no potencial de luta de um tal perfil de militantes que se deixam pautar pela extrema direita.</p>
<p>2- Me parece falsa a dialética apontada no texto, entre o feminismo includente e o excludente. Pois a organização excludente, no caso do feminismo, em realidade é expressão da dialética sexista. Ou seja, reproduz o verso machista, da separação dos gêneros, da imposição de um mundo pautado pelo sexismo, não apenas em âmbito ideológico (nas suas prerrogativas socio-biológicas, onde não importa a ordem dos fatores, o resultado é sempre uma absoluta e intransponível barreira entre os gêneros), mas sexista também em âmbito prático na organização das lutas, quando o espaço exclusivo de mulheres deixa de ser encarado como um simples fato da vida para elevar-se a instrumento e paradigma político [e supostamente disputa hierárquica interna, segundo alguns comentadores e sugestões do texto, embora pessoalmente nunca tenha presenciado isso. Minha crítica fica quiçá num plano mais ideológico mesmo].</p>
<p>3- Por fim, me parece que tudo o que sobrou foram as críticas retóricas ao texto. Gosto de acreditar que não houve um esgotamento da opinião divergente, mas a impressão que dá é que não se pode transformar a energia que foi capaz de mobilizar fortes reações emotivas, como nos muitos comentários, em reações intelectivas, em construção de crítica e conhecimento propriamente de esquerda. Pessoalmente acho uma pena que na esquerda autônoma não se tenha em muito alta estima o exercício reflexivo e crítico em sua forma mais básica e milenar, a escrita. E não, não estou me refirindo a um saber acadêmico. Talvez seja justamente este o problema, os próprios militantes destes meios em grande parte advindos de instituições acadêmicas paracem ficar presos numa pseudo-crítica do saber acadêmico que os torna tão quadrados a ponto de não se arriscarem na produção de outro tipo de literatura e conhecimento autônomo e emancipado do saber acadêmico, que bebe de suas fontes ao mesmo tempo que de outras, e que serve menos para criar verdades e mais para impulsionar uma luta. Tudo o que é escrito e publicado é posto à crítica, posto à prova. Quem não quer ser posto à prova não publica, guarda as suas idéias dentro de seus grupinhos e torce para ninguém de dentro sair por aí pensando muito, lendo coisas por aí.<br />
E na hora de tentar desenvolver um pensamento em oposição, ao invés de demostrar a força de suas próprias idéias, apenas se retira, ou faz a crítica da retória, deixando a entender que o mais grave hoje seria a falta de modos no momento de se escrever, e não o silêncio das idéias.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Acauam		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-132037</link>

		<dc:creator><![CDATA[Acauam]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2013 19:00:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82057#comment-132037</guid>

					<description><![CDATA[Bom, tenho acompanhado toda a polêmica que os três textos do passa palavra sobre o que eles definem como feminismo excludente e tenho também algumas considerações a fazer. Peço desculpa desde já, pois tendo a ser um tanto prolixo quando o assunto me interessa.

- De cara, devo dizer que considero o primeiro texto da série (“Dois feminismos: um que inclui e outro que exclui”) o melhor de todos, por razões que discutirei na sequência. Creio que ele levanta aspectos e contradições importantes no interior não só do feminismo, mas de qualquer movimento de luta por reconhecimento, em especial a tendência e o risco muito real de essencialização da diferença (tratado pelo terceiro artigo em termos de “biologização do social”), e que precisam ser encarados de frente (e são, na verdade) por esses coletivos. Contudo, discordo da forma como as questões apontadas pelos companheirxs &#124; Pessoa e Gehenna, com relação ao momento ruim em que surgem essas críticas, foram encaminhadas. Não que eu concorde exatamente com os termos colocados por elxs (o de não ser o melhor momento para se fazer críticas), mas não acredito que se trata também de um mero desejo semi-stalinista pela construção de um pensamento único avesso as críticas, mesmo porque, o consenso não é o único modo de triunfo da ideologia que, aliás, pode ser ainda mais forte ali mesmo onde reina a verdade, sendo este, inclusive, o modelo preferido pelo capitalismo. Pensando nesses termos, em que estar perto da “verdade” significa, ao mesmo tempo, estar mais perto do ideológico, é que podemos pensar no risco da série de artigos do passa palavra. Desse modo, creio responder diretamente a crítica feita por dokonal em 8 de agosto, de que “sob o pretexto de que a forma (o estilo), o conteúdo ou o momento de escrever e publicar o texto estão equivocados, as mesmas pessoas que reconhecem existir a necessidade de crítica a certas tendências do feminismo pretendem descaracterizar a crítica feita pelo Passa Palavra”. Na verdade, acredito que é exatamente esse um daqueles casos que Adorno adoraria, em que a ideologia se encontra mais na forma que propriamente no plano do conteúdo. E é por isso que iremos fazer uma crítica ao desenvolvimento formal dos ensaios em questão.

- Leandro Narloch, ex-Veja, escreveu no “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” que Zumbi dos Palmares tinha seus próprios escravos, e não existem a princípio razões para duvidar de que o fato possa ser “verdadeiro”. Contudo, junte-se a isso a intenção polêmica do livro expressa desde o título com a referência ao jornal em que o senhor Leandro trabalhava e pronto, está dado o salto para um livro conservador anticotas, para dizer o mínimo. Ou seja, a ideologia não está nos fatos, ou não apenas neles. Acho que faltou algo desse movimento nos artigos do passa palavra, o reconhecimento humilde da possibilidade da crítica se converter em seu oposto (cuidado que é levado mais a sério no primeiro artigo). Imaginar, por exemplo, um artigo de Reinaldo Azevedo citando o conjunto de ensaios em um artigo chamado “Nem os petralhas esquerdopatas aguentam mais as feministas peludas”. Isso é, existe um risco de desserviço com relação a necessidade de integração da esquerda presente na postura do passa palavra, risco que eles afirmam ser um dos problemas principais do feminismo excludente. Não pelo conteúdo do que é dito, mas por sua opção formal de se utilizar de um tom polêmico. E sim, é possível minimizar esses riscos – tanto, que o primeiro artigo o faz.

 - O primeiro artigo minimiza esse risco da passagem para o polo oposto ao levar em consideração o aspecto complexo de seu objeto. Desde o título «Dois feminismos: um que inclui e outro que exclui», estamos diante de duas faces do feminismo, uma excludente e outra transformadora que serão consideradas em seus aspectos positivos e negativos. [Mesmo aqui, contudo, acredito que já se encontra um problema de base, pois é esse dualismo que vai tornar possível a passagem para a polarização seguinte, bem mais prejudicial, na medida em que o polo positivo será deixado de lado. Esse artigo seria mais interessante se considerasse não só a existência - acertada - dos dois polos, mas também a relação de necessidade dialética entre ambos, como partes de um mesmo feminismo. Em que medida os aspectos progressistas do feminismo, responsáveis por avanços sociais, engendram por seu próprio desenvolvimento os aspectos regressivos e (esse o movimento mais interessante que o passa palavra deixa de examinar) de que forma os traços negativos – a possibilidade de essencialização do gênero mediante as formas de segregação – podem também oferecer condições de superação de tais dicotomias]. 

- Ou seja, no primeiro artigo o feminismo não é encarado como adversário (o interlocutor pressuposto é mais amplo, alguém que pode “desconhecer” as vantagens do feminismo), pois o feminismo é considerado também como lugar de experiências positivas. A propósito, é por não perceber esse movimento, bastante óbvio no texto, que algumas críticas fáceis tentaram reduzir os argumentos apresentados, taxando-os de machistas e afins, o que deixou seus autores obviamente putos – com razão - deslocando o que poderia ser o início de um debate mais profundo. Não estamos, portanto, querendo culpar o coletivo passa palavra pelos rumos dos acontecimentos sem, contudo, desconsiderar também o seu maior lugar de autoridade na qualidade de produtor dos artigos e detentores da ‘marca’ passa palavra. No mais, interessa pouco aqui se o ovo ou a galinha, a questão é que desde o título do segundo artigo, «Duas ou três coisas sobre o feminismo», o feminismo será reduzido a apenas um dos seus aspectos, justamente seu polo excludente. “Assim, pudemos constatar que aqueles questionamentos ignoraram um dos objetivos expressos no artigo — o apoio ao feminismo transformador. Isso tornou pública uma dimensão que ao mesmo tempo sustenta e expressa a estrutura que busca justificar as práticas de exclusão, pois ali qualificamos como excludente aquele feminismo que procura enquadrar o homem como um criminoso potencial, e é esta noção que pretendemos agora atacar”. A estratégia desse e do terceiro texto, «O feminismo no espelho dos comentários» é concentrar o ataque nos pressupostos negativos do modelo feminista e, embora ainda afirme não se tratar de todo feminismo, ao não apresentar no texto essa positividade, o feminismo passa a ser o alvo dos ataques, forçando os que são contrários a se posicionar, em alguma medida, contrários ao texto. Ou seja, a partir do segundo artigo não se deixa espaços para se entender que o feminismo está para além daquilo que ali se condena, como ficava claro no primeiro. São palavras de alguém irritado. Ainda que seus autores não sejam antifeministas, o tom do seu texto o é, na medida em que os aspectos positivos do feminismo desaparecem do horizonte. Ao invés de dialética, passa-se ao confronto, a disputa pela “verdade”. Desse modo, é mais facilmente cooptado pelo pacto com o diabo, engrossando as fileiras antifeministas (o texto, não seus autores, é sempre bom deixar bem claro), ainda que bem articulado em suas críticas. A mudança de forma, de tom, e de interlocutor (deixa de ser o feminismo e suas contradições para se empenhar no combate ao feminismo excludentes) cobra seu preço.

- Não que o tom polêmico não possa cumprir função crítica. O filme Borat, por exemplo, usa a polêmica de modo progressista, para desvelar o pior do conservadorismo americano, e existem claras vantagens em operar assim contra uma ideologia hegemônica (polemizar com Feliciano, ao invés de debater, parece o melhor caminho em termos estratégicos). É óbvio que os americanos são bem mais complexos do que aquilo que o pseudodocumentário apresenta, mas o retrato redutor funciona perfeitamente bem na medida em que cumpre a função de confrontar certa ideologia hegemônica. Contudo, a transposição da mesma estratégia para o feminismo traz problemas, porque nem as conquistas feministas são hegemônicas e nem o feminismo excludente é a prática feminista majoritária nesses coletivos. Ou seja, é fácil imaginar uma sociedade dominada pelos valores conservadores atacados no filme, mas a imagem de uma sociedade dominada por feministas que querem acabar com os homens só existe em distopias conservadoras. O peso do ataque é, então, redimensionado.  Por isso, alguns argumentos apresentados pelo texto soam como generalizações apressadas, que deveriam ser cuidadosamente matizadas, justificando-se apenas em função da polêmica: “é certo que este auto-enclausuramento caracteriza diversos meios considerados de esquerda, mas o feminismo excludente é talvez o campo que mais longe vai no fanatismo delirante”. A resposta cínica mais óbvia seria: é mesmo companheiro? Camarada Stalin, feminista convicto, que o diga... A propósito, o desmedido dessa resposta é por si revelador do movimento que um tipo de argumentação polêmica tende a provocar. 

- Um dos principais recursos formais da polêmica é a generalização, a adequação do Outro à uma imagem prévia necessariamente redutora -  o que não significa que seja falsa. Nos dois últimos textos, fica-se com a impressão de que o feminismo excludente é a prática hegemônica dos coletivos feministas (o que o primeiro texto demonstrou não ser totalmente verdadeiro). Os autores dos textos reclamaram que nunca tiveram que excluir tantos comentários ofensivos. O tom polêmico, contudo, espera gerar respostas apaixonadas, e cabe aqui um questionamento infantil: ué, mas não foi você quem começou? O gato ou o Quico? Afinal, polemizar é provocar, e todo mundo sabe que feministas não tem sangue de barata. Aliás, pode-se dizer que os autores dos textos contam com essa reação apaixonada, uma vez que o objetivo principal dos últimos artigos é materializar a presença perigosa das feministas excludentes. O tom polêmico, assim, funciona antes como armadilha, ou instrumento de poder: “Houve ainda outra vantagem em termos adotado um estilo polêmico, pois isto fez com que opositoras e opositores à nossa posição em relação a este assunto evidenciassem em seus comentários os aspectos preocupantes para os quais justamente procurávamos chamar a atenção”. A mudança de estilo serve para confirmar a argumentação anterior, mais do que fazer avançar o debate, confirmando a imagem “demonizada” (porque parcial e perfeitamente “fechada”) de suas “opositoras”. 

- Ao final, é claro, os textos do passa palavra conseguem atingir seu objetivo: provar que estavam certos. Mas, não seria o verdadeiro avanço do pensamento o exato oposto, o esforço para conseguir abalar as próprias certezas, ou em termos mais negativos, violentar o próprio pensamento? Uma boa resposta feminista (que eu sou incapaz de realizar) aos artigos seria, por exemplo, fugir das armadilhas criadas pelo estilo polêmico e demonstrar o quanto dessa necessidade de polemizar surge das tensões estruturais entre o conceito de gênero e alguns padrões conceituais da “velha” esquerda (Spivak, Judith Butler) como classe social, trabalho, etc. Não para criar nova polêmica afirmando que tais conceitos estão superados, mas para inverter a perspectiva e pensar, por exemplo, se não seria no interior dessas novas fissuras que as velhas estruturas de poder se realizam, a partir de suas mediações identitárias (um debate que já tem bem seus 50 anos). Em suma, a polêmica acaba por tolher, infelizmente, o potencial crítico do debate, justamente por se preocupar em marcar posição mediante a construção de argumentos de autoridade e generalizações. E ainda que os últimos textos afirmem que o feminismo é mais do que aquela dimensão criticada, é óbvio que esse suplemento positivo é atonizado, só aparecendo enquanto fantasmagoria. Nesse sentido é justa a reclamação das companheiras que afirmaram que usar Valerie Solanas foi um golpe baixo. O coletivo respondeu a isso: “No entanto, em ciências sociais, onde não há possibilidade de construir experiências laboratoriais, recorre-se habitualmente a casos extremos para mostrar as potencialidades de desenvolvimento existentes em formas menos extremas. Este mesmo recurso metodológico se deve empregar na luta política. Quem não quiser fazê-lo corre o risco daqueles que diziam aqui isso não acontecerá, mas depois…”. Ou seja, a intenção principal seria crítica, revelando uma prática comum no feminismo, cuja consequência nefasta pode ser a realização da caricatura. Na verdade, eu que não sou cientista social sei que essa estratégia argumentativa é usada também com intenções, por assim dizer, menos “nobres”. Reinaldo Azevedo, por exemplo - meu malvado favorito - sempre evoca o stalinismo para apontá-lo como consequência inevitável de todo e qualquer movimento de esquerda, (até o Fora do Eixo pra ele é uma movimento de comunistinhas). A imagem faz tabula rasa das contradições presentes dos movimentos, e cria sua própria teleologia deslegitimadora. Em suma, pode até fazer algum sentido, mas a passagem nesses casos é rápida demais, e visa confundir mais do que esclarecer. Ou melhor, polemizar. E como é uma imagem rebaixada, a argumentação lógica (não, seu Reinaldo, nem todo movimento de esquerda recairá no stalinismo) fica algo deslocada, porque não parece ter nenhum lugar possível na representação. As respostas, então, são passionais, e perversamente confirmam a “intolerância” do Outro. Outra caricatura infantil cabe aqui: o passa palavra xinga as feministas de Valerie. Elas respondem com um sonoro Valerie é seu avô e o passa palavra retruca, chamado as moças de intolerantes, confirmando perversamente que elas são mesmo, Valeries em potencial... Não é esse o mesmíssimo círculo vicioso que o artigo rejeita nas feministas excludentes, de que o homem é um agressor machista em potencial?

- Quem tem culpa ou razão nesse caso? Vai saber... em todo caso, o tom com que as críticas são feitas a partir do segundo texto é bem mais problemático a meu ver que seu conteúdo, que tem muito de verdadeiro (ainda que deva ser debatido pois, assim como acontece no racismo cordial brasileiro, o machismo pode existir inclusive ali onde as diferenças de gênero são completamente desacreditadas, não sendo suficiente, portanto, reconhecer que essas diferenças não existem). Ou seja, o aspecto formal do texto produz um ruído ideológico difícil de definir (não se resolve tachando seus autores de machistas), mas cuja identificação permite entender as reações indignadas dxs moçxs que deixam de ser, assim, facilmente classificadas como feministas excludentes, na medida em que foram sendo criadas pelos próprios textos que as atacava. No máximo, dá pra dizer que elas caíram direitinho na cama que foi cuidadosamente armada, mas essa “vitória” não deixa de ser bem amarga para um site que é bastante sério.  Como comenta muito sensatamente a companheira Nina Karina, em 25 de julho de 2013, “Foi o próprio passapalavra que forçou respostas nessa direção, ao mudar o tom e o formato do artigo, construindo-o como argumento de autoridade. O terceiro então, é praticamente a confirmação da própria superioridade, que recua diante da necessidade de debater para fazer a mesma coisa que acusa nas feministas excludentes: rebaixar o lugar do Outro como uma imagem que confirma meu próprio lugar de fala”. As respostas foram rebaixadas porque o tom polêmico rebaixa o debate, mesclando argumentação séria com rebaixamento do lugar de fala do outro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, tenho acompanhado toda a polêmica que os três textos do passa palavra sobre o que eles definem como feminismo excludente e tenho também algumas considerações a fazer. Peço desculpa desde já, pois tendo a ser um tanto prolixo quando o assunto me interessa.</p>
<p>&#8211; De cara, devo dizer que considero o primeiro texto da série (“Dois feminismos: um que inclui e outro que exclui”) o melhor de todos, por razões que discutirei na sequência. Creio que ele levanta aspectos e contradições importantes no interior não só do feminismo, mas de qualquer movimento de luta por reconhecimento, em especial a tendência e o risco muito real de essencialização da diferença (tratado pelo terceiro artigo em termos de “biologização do social”), e que precisam ser encarados de frente (e são, na verdade) por esses coletivos. Contudo, discordo da forma como as questões apontadas pelos companheirxs | Pessoa e Gehenna, com relação ao momento ruim em que surgem essas críticas, foram encaminhadas. Não que eu concorde exatamente com os termos colocados por elxs (o de não ser o melhor momento para se fazer críticas), mas não acredito que se trata também de um mero desejo semi-stalinista pela construção de um pensamento único avesso as críticas, mesmo porque, o consenso não é o único modo de triunfo da ideologia que, aliás, pode ser ainda mais forte ali mesmo onde reina a verdade, sendo este, inclusive, o modelo preferido pelo capitalismo. Pensando nesses termos, em que estar perto da “verdade” significa, ao mesmo tempo, estar mais perto do ideológico, é que podemos pensar no risco da série de artigos do passa palavra. Desse modo, creio responder diretamente a crítica feita por dokonal em 8 de agosto, de que “sob o pretexto de que a forma (o estilo), o conteúdo ou o momento de escrever e publicar o texto estão equivocados, as mesmas pessoas que reconhecem existir a necessidade de crítica a certas tendências do feminismo pretendem descaracterizar a crítica feita pelo Passa Palavra”. Na verdade, acredito que é exatamente esse um daqueles casos que Adorno adoraria, em que a ideologia se encontra mais na forma que propriamente no plano do conteúdo. E é por isso que iremos fazer uma crítica ao desenvolvimento formal dos ensaios em questão.</p>
<p>&#8211; Leandro Narloch, ex-Veja, escreveu no “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” que Zumbi dos Palmares tinha seus próprios escravos, e não existem a princípio razões para duvidar de que o fato possa ser “verdadeiro”. Contudo, junte-se a isso a intenção polêmica do livro expressa desde o título com a referência ao jornal em que o senhor Leandro trabalhava e pronto, está dado o salto para um livro conservador anticotas, para dizer o mínimo. Ou seja, a ideologia não está nos fatos, ou não apenas neles. Acho que faltou algo desse movimento nos artigos do passa palavra, o reconhecimento humilde da possibilidade da crítica se converter em seu oposto (cuidado que é levado mais a sério no primeiro artigo). Imaginar, por exemplo, um artigo de Reinaldo Azevedo citando o conjunto de ensaios em um artigo chamado “Nem os petralhas esquerdopatas aguentam mais as feministas peludas”. Isso é, existe um risco de desserviço com relação a necessidade de integração da esquerda presente na postura do passa palavra, risco que eles afirmam ser um dos problemas principais do feminismo excludente. Não pelo conteúdo do que é dito, mas por sua opção formal de se utilizar de um tom polêmico. E sim, é possível minimizar esses riscos – tanto, que o primeiro artigo o faz.</p>
<p> &#8211; O primeiro artigo minimiza esse risco da passagem para o polo oposto ao levar em consideração o aspecto complexo de seu objeto. Desde o título «Dois feminismos: um que inclui e outro que exclui», estamos diante de duas faces do feminismo, uma excludente e outra transformadora que serão consideradas em seus aspectos positivos e negativos. [Mesmo aqui, contudo, acredito que já se encontra um problema de base, pois é esse dualismo que vai tornar possível a passagem para a polarização seguinte, bem mais prejudicial, na medida em que o polo positivo será deixado de lado. Esse artigo seria mais interessante se considerasse não só a existência &#8211; acertada &#8211; dos dois polos, mas também a relação de necessidade dialética entre ambos, como partes de um mesmo feminismo. Em que medida os aspectos progressistas do feminismo, responsáveis por avanços sociais, engendram por seu próprio desenvolvimento os aspectos regressivos e (esse o movimento mais interessante que o passa palavra deixa de examinar) de que forma os traços negativos – a possibilidade de essencialização do gênero mediante as formas de segregação – podem também oferecer condições de superação de tais dicotomias]. </p>
<p>&#8211; Ou seja, no primeiro artigo o feminismo não é encarado como adversário (o interlocutor pressuposto é mais amplo, alguém que pode “desconhecer” as vantagens do feminismo), pois o feminismo é considerado também como lugar de experiências positivas. A propósito, é por não perceber esse movimento, bastante óbvio no texto, que algumas críticas fáceis tentaram reduzir os argumentos apresentados, taxando-os de machistas e afins, o que deixou seus autores obviamente putos – com razão &#8211; deslocando o que poderia ser o início de um debate mais profundo. Não estamos, portanto, querendo culpar o coletivo passa palavra pelos rumos dos acontecimentos sem, contudo, desconsiderar também o seu maior lugar de autoridade na qualidade de produtor dos artigos e detentores da ‘marca’ passa palavra. No mais, interessa pouco aqui se o ovo ou a galinha, a questão é que desde o título do segundo artigo, «Duas ou três coisas sobre o feminismo», o feminismo será reduzido a apenas um dos seus aspectos, justamente seu polo excludente. “Assim, pudemos constatar que aqueles questionamentos ignoraram um dos objetivos expressos no artigo — o apoio ao feminismo transformador. Isso tornou pública uma dimensão que ao mesmo tempo sustenta e expressa a estrutura que busca justificar as práticas de exclusão, pois ali qualificamos como excludente aquele feminismo que procura enquadrar o homem como um criminoso potencial, e é esta noção que pretendemos agora atacar”. A estratégia desse e do terceiro texto, «O feminismo no espelho dos comentários» é concentrar o ataque nos pressupostos negativos do modelo feminista e, embora ainda afirme não se tratar de todo feminismo, ao não apresentar no texto essa positividade, o feminismo passa a ser o alvo dos ataques, forçando os que são contrários a se posicionar, em alguma medida, contrários ao texto. Ou seja, a partir do segundo artigo não se deixa espaços para se entender que o feminismo está para além daquilo que ali se condena, como ficava claro no primeiro. São palavras de alguém irritado. Ainda que seus autores não sejam antifeministas, o tom do seu texto o é, na medida em que os aspectos positivos do feminismo desaparecem do horizonte. Ao invés de dialética, passa-se ao confronto, a disputa pela “verdade”. Desse modo, é mais facilmente cooptado pelo pacto com o diabo, engrossando as fileiras antifeministas (o texto, não seus autores, é sempre bom deixar bem claro), ainda que bem articulado em suas críticas. A mudança de forma, de tom, e de interlocutor (deixa de ser o feminismo e suas contradições para se empenhar no combate ao feminismo excludentes) cobra seu preço.</p>
<p>&#8211; Não que o tom polêmico não possa cumprir função crítica. O filme Borat, por exemplo, usa a polêmica de modo progressista, para desvelar o pior do conservadorismo americano, e existem claras vantagens em operar assim contra uma ideologia hegemônica (polemizar com Feliciano, ao invés de debater, parece o melhor caminho em termos estratégicos). É óbvio que os americanos são bem mais complexos do que aquilo que o pseudodocumentário apresenta, mas o retrato redutor funciona perfeitamente bem na medida em que cumpre a função de confrontar certa ideologia hegemônica. Contudo, a transposição da mesma estratégia para o feminismo traz problemas, porque nem as conquistas feministas são hegemônicas e nem o feminismo excludente é a prática feminista majoritária nesses coletivos. Ou seja, é fácil imaginar uma sociedade dominada pelos valores conservadores atacados no filme, mas a imagem de uma sociedade dominada por feministas que querem acabar com os homens só existe em distopias conservadoras. O peso do ataque é, então, redimensionado.  Por isso, alguns argumentos apresentados pelo texto soam como generalizações apressadas, que deveriam ser cuidadosamente matizadas, justificando-se apenas em função da polêmica: “é certo que este auto-enclausuramento caracteriza diversos meios considerados de esquerda, mas o feminismo excludente é talvez o campo que mais longe vai no fanatismo delirante”. A resposta cínica mais óbvia seria: é mesmo companheiro? Camarada Stalin, feminista convicto, que o diga&#8230; A propósito, o desmedido dessa resposta é por si revelador do movimento que um tipo de argumentação polêmica tende a provocar. </p>
<p>&#8211; Um dos principais recursos formais da polêmica é a generalização, a adequação do Outro à uma imagem prévia necessariamente redutora &#8211;  o que não significa que seja falsa. Nos dois últimos textos, fica-se com a impressão de que o feminismo excludente é a prática hegemônica dos coletivos feministas (o que o primeiro texto demonstrou não ser totalmente verdadeiro). Os autores dos textos reclamaram que nunca tiveram que excluir tantos comentários ofensivos. O tom polêmico, contudo, espera gerar respostas apaixonadas, e cabe aqui um questionamento infantil: ué, mas não foi você quem começou? O gato ou o Quico? Afinal, polemizar é provocar, e todo mundo sabe que feministas não tem sangue de barata. Aliás, pode-se dizer que os autores dos textos contam com essa reação apaixonada, uma vez que o objetivo principal dos últimos artigos é materializar a presença perigosa das feministas excludentes. O tom polêmico, assim, funciona antes como armadilha, ou instrumento de poder: “Houve ainda outra vantagem em termos adotado um estilo polêmico, pois isto fez com que opositoras e opositores à nossa posição em relação a este assunto evidenciassem em seus comentários os aspectos preocupantes para os quais justamente procurávamos chamar a atenção”. A mudança de estilo serve para confirmar a argumentação anterior, mais do que fazer avançar o debate, confirmando a imagem “demonizada” (porque parcial e perfeitamente “fechada”) de suas “opositoras”. </p>
<p>&#8211; Ao final, é claro, os textos do passa palavra conseguem atingir seu objetivo: provar que estavam certos. Mas, não seria o verdadeiro avanço do pensamento o exato oposto, o esforço para conseguir abalar as próprias certezas, ou em termos mais negativos, violentar o próprio pensamento? Uma boa resposta feminista (que eu sou incapaz de realizar) aos artigos seria, por exemplo, fugir das armadilhas criadas pelo estilo polêmico e demonstrar o quanto dessa necessidade de polemizar surge das tensões estruturais entre o conceito de gênero e alguns padrões conceituais da “velha” esquerda (Spivak, Judith Butler) como classe social, trabalho, etc. Não para criar nova polêmica afirmando que tais conceitos estão superados, mas para inverter a perspectiva e pensar, por exemplo, se não seria no interior dessas novas fissuras que as velhas estruturas de poder se realizam, a partir de suas mediações identitárias (um debate que já tem bem seus 50 anos). Em suma, a polêmica acaba por tolher, infelizmente, o potencial crítico do debate, justamente por se preocupar em marcar posição mediante a construção de argumentos de autoridade e generalizações. E ainda que os últimos textos afirmem que o feminismo é mais do que aquela dimensão criticada, é óbvio que esse suplemento positivo é atonizado, só aparecendo enquanto fantasmagoria. Nesse sentido é justa a reclamação das companheiras que afirmaram que usar Valerie Solanas foi um golpe baixo. O coletivo respondeu a isso: “No entanto, em ciências sociais, onde não há possibilidade de construir experiências laboratoriais, recorre-se habitualmente a casos extremos para mostrar as potencialidades de desenvolvimento existentes em formas menos extremas. Este mesmo recurso metodológico se deve empregar na luta política. Quem não quiser fazê-lo corre o risco daqueles que diziam aqui isso não acontecerá, mas depois…”. Ou seja, a intenção principal seria crítica, revelando uma prática comum no feminismo, cuja consequência nefasta pode ser a realização da caricatura. Na verdade, eu que não sou cientista social sei que essa estratégia argumentativa é usada também com intenções, por assim dizer, menos “nobres”. Reinaldo Azevedo, por exemplo &#8211; meu malvado favorito &#8211; sempre evoca o stalinismo para apontá-lo como consequência inevitável de todo e qualquer movimento de esquerda, (até o Fora do Eixo pra ele é uma movimento de comunistinhas). A imagem faz tabula rasa das contradições presentes dos movimentos, e cria sua própria teleologia deslegitimadora. Em suma, pode até fazer algum sentido, mas a passagem nesses casos é rápida demais, e visa confundir mais do que esclarecer. Ou melhor, polemizar. E como é uma imagem rebaixada, a argumentação lógica (não, seu Reinaldo, nem todo movimento de esquerda recairá no stalinismo) fica algo deslocada, porque não parece ter nenhum lugar possível na representação. As respostas, então, são passionais, e perversamente confirmam a “intolerância” do Outro. Outra caricatura infantil cabe aqui: o passa palavra xinga as feministas de Valerie. Elas respondem com um sonoro Valerie é seu avô e o passa palavra retruca, chamado as moças de intolerantes, confirmando perversamente que elas são mesmo, Valeries em potencial&#8230; Não é esse o mesmíssimo círculo vicioso que o artigo rejeita nas feministas excludentes, de que o homem é um agressor machista em potencial?</p>
<p>&#8211; Quem tem culpa ou razão nesse caso? Vai saber&#8230; em todo caso, o tom com que as críticas são feitas a partir do segundo texto é bem mais problemático a meu ver que seu conteúdo, que tem muito de verdadeiro (ainda que deva ser debatido pois, assim como acontece no racismo cordial brasileiro, o machismo pode existir inclusive ali onde as diferenças de gênero são completamente desacreditadas, não sendo suficiente, portanto, reconhecer que essas diferenças não existem). Ou seja, o aspecto formal do texto produz um ruído ideológico difícil de definir (não se resolve tachando seus autores de machistas), mas cuja identificação permite entender as reações indignadas dxs moçxs que deixam de ser, assim, facilmente classificadas como feministas excludentes, na medida em que foram sendo criadas pelos próprios textos que as atacava. No máximo, dá pra dizer que elas caíram direitinho na cama que foi cuidadosamente armada, mas essa “vitória” não deixa de ser bem amarga para um site que é bastante sério.  Como comenta muito sensatamente a companheira Nina Karina, em 25 de julho de 2013, “Foi o próprio passapalavra que forçou respostas nessa direção, ao mudar o tom e o formato do artigo, construindo-o como argumento de autoridade. O terceiro então, é praticamente a confirmação da própria superioridade, que recua diante da necessidade de debater para fazer a mesma coisa que acusa nas feministas excludentes: rebaixar o lugar do Outro como uma imagem que confirma meu próprio lugar de fala”. As respostas foram rebaixadas porque o tom polêmico rebaixa o debate, mesclando argumentação séria com rebaixamento do lugar de fala do outro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131945</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2013 23:51:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto postado pelo Júlio é fantástico. Postei já umas três vezes sobre o fato de que as feministas tenham somente os de fora como alvo, nunca os da família, os pais, irmãos, os maridos. E justamente muito do início do ódio contra os homens se deve a algo que foi feito por alguém da família. 

Por que meu sobrinho de 2 anos ou meu filho de 12 anos devem ser tidos como &quot;potencialmente agressores&quot; por mulheres que,na verdade, foram violentadas pelos pais, irmãos, primos? Enfim, uma feminista honesta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto postado pelo Júlio é fantástico. Postei já umas três vezes sobre o fato de que as feministas tenham somente os de fora como alvo, nunca os da família, os pais, irmãos, os maridos. E justamente muito do início do ódio contra os homens se deve a algo que foi feito por alguém da família. </p>
<p>Por que meu sobrinho de 2 anos ou meu filho de 12 anos devem ser tidos como &#8220;potencialmente agressores&#8221; por mulheres que,na verdade, foram violentadas pelos pais, irmãos, primos? Enfim, uma feminista honesta!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131913</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2013 17:10:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Descansem seus gatilhos e leiam esse texto, pesado, triste, mas bem interessante.

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/08/guest-post-como-odiar-alguem-que-eu-amo.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descansem seus gatilhos e leiam esse texto, pesado, triste, mas bem interessante.</p>
<p><a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/08/guest-post-como-odiar-alguem-que-eu-amo.html" rel="nofollow ugc">http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/08/guest-post-como-odiar-alguem-que-eu-amo.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131819</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 20:17:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Simples, Hugo, você disse que todo homem é um potencial machista agressor. 

E agora me dei conta que, sim, potencialmente, eu sou um machista agressor. Potencialmente, sou um capitalista que explora trabalho infantil nalguma cidade do interior do nordeste - quem me impediria?. E, chegado a esse ponto, potencialmente eu posso ir mais longe, por que não: me tornar um assassino de criancinhas.

Eu sou um patricida também - potencialmente. E se é assim, é possível também que eu estrangule minha mãe. Além disso, potencialmente eu posso ser um serial killer, posso explodir o quarteirão da casa onde moro. E se se juntar a tese de que posso ser um capitalista, terei meios para isso.

Potencialmente, eu sou um envenenador de caixas d&#039;água de um creche cheia de crianças. Potencialmente, eu sou.. eu sou... Meu Deus, o que estou fazendo aqui? Chamem logo a polícia, não tenho condições de viver em sociedade. Venham rápido, porque eu posso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Simples, Hugo, você disse que todo homem é um potencial machista agressor. </p>
<p>E agora me dei conta que, sim, potencialmente, eu sou um machista agressor. Potencialmente, sou um capitalista que explora trabalho infantil nalguma cidade do interior do nordeste &#8211; quem me impediria?. E, chegado a esse ponto, potencialmente eu posso ir mais longe, por que não: me tornar um assassino de criancinhas.</p>
<p>Eu sou um patricida também &#8211; potencialmente. E se é assim, é possível também que eu estrangule minha mãe. Além disso, potencialmente eu posso ser um serial killer, posso explodir o quarteirão da casa onde moro. E se se juntar a tese de que posso ser um capitalista, terei meios para isso.</p>
<p>Potencialmente, eu sou um envenenador de caixas d&#8217;água de um creche cheia de crianças. Potencialmente, eu sou.. eu sou&#8230; Meu Deus, o que estou fazendo aqui? Chamem logo a polícia, não tenho condições de viver em sociedade. Venham rápido, porque eu posso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131816</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 20:05:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;o que faz todos os homens serem potenciais agressores machistas&quot;

&quot;Pelo menos Stalin, quando montou o seu regime repressivo, nunca pretendeu que todos os trabalhadores seriam potenciais trotskistas&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;o que faz todos os homens serem potenciais agressores machistas&#8221;</p>
<p>&#8220;Pelo menos Stalin, quando montou o seu regime repressivo, nunca pretendeu que todos os trabalhadores seriam potenciais trotskistas&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Scabello		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131810</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Scabello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 19:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Pelo menos Stalin, quando montou o seu regime repressivo, nunca pretendeu que todos os trabalhadores seriam potenciais trotskistas&quot;

Fantástico... O que tem a ver com o que eu escrevi???

Bem, pelo menos vocês me divertem

=*]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Pelo menos Stalin, quando montou o seu regime repressivo, nunca pretendeu que todos os trabalhadores seriam potenciais trotskistas&#8221;</p>
<p>Fantástico&#8230; O que tem a ver com o que eu escrevi???</p>
<p>Bem, pelo menos vocês me divertem</p>
<p>=*</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Questões de estilo?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131798</link>

		<dc:creator><![CDATA[Questões de estilo?]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 17:28:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nosso estilo polêmico corresponde à combatividade que achamos necessária para a luta social - leia-se, somos arrogantes ao extremo, sabemos disso e não ligamos. Ouvimos as críticas, das mais delirantes às mais sensatas, e colocamos todas no mesmo balaio - &quot;não nos entenderam, não leram direito&quot;. Logo, não precisamos mudar nada, nem sequer repensar a forma com que buscamos dialogar - que mudem os leitores, que não venham mais, que vão para a casa do chapéu. 

Do João Bernardo (que escreve reflexões interessantíssimas em conteúdo e extremamente deselegantes na forma), eu não esperava humildade (nem mesmo com H maiúsculo e dourado), mas é ruim que o restante do coletivo encampe esta arrogância militante sem sequer se questionar, sem entender que a comunicação é o que chega no receptor, não o que o emissor busca emitir. Sem entender também o quão ACADÊMICA ela é, no pior sentido, de relações de poder, de capital simbólico, de superioridade e hierarquização. Depois ainda falam em fragmentação e coisas do gênero. Marcelo resumiu bem, uma pena - se por um lado provoca, a arrogância por outro desestimula, afasta, e inclusive abre margem para as interpretações erradas, &quot;fanáticas&quot;. Mas quem somos nós para dizer algo aos donos da verdade, não é mesmo? Já é uma honra que abram espaço para comentários de nós pobres mortais, deveríamos agradecer de joelhos pela Iluminação. E pela AÇÃO CONCRETA feminista includente desse coletivo, que é referência interplanetária neste assunto por.... é.... por....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso estilo polêmico corresponde à combatividade que achamos necessária para a luta social &#8211; leia-se, somos arrogantes ao extremo, sabemos disso e não ligamos. Ouvimos as críticas, das mais delirantes às mais sensatas, e colocamos todas no mesmo balaio &#8211; &#8220;não nos entenderam, não leram direito&#8221;. Logo, não precisamos mudar nada, nem sequer repensar a forma com que buscamos dialogar &#8211; que mudem os leitores, que não venham mais, que vão para a casa do chapéu. </p>
<p>Do João Bernardo (que escreve reflexões interessantíssimas em conteúdo e extremamente deselegantes na forma), eu não esperava humildade (nem mesmo com H maiúsculo e dourado), mas é ruim que o restante do coletivo encampe esta arrogância militante sem sequer se questionar, sem entender que a comunicação é o que chega no receptor, não o que o emissor busca emitir. Sem entender também o quão ACADÊMICA ela é, no pior sentido, de relações de poder, de capital simbólico, de superioridade e hierarquização. Depois ainda falam em fragmentação e coisas do gênero. Marcelo resumiu bem, uma pena &#8211; se por um lado provoca, a arrogância por outro desestimula, afasta, e inclusive abre margem para as interpretações erradas, &#8220;fanáticas&#8221;. Mas quem somos nós para dizer algo aos donos da verdade, não é mesmo? Já é uma honra que abram espaço para comentários de nós pobres mortais, deveríamos agradecer de joelhos pela Iluminação. E pela AÇÃO CONCRETA feminista includente desse coletivo, que é referência interplanetária neste assunto por&#8230;. é&#8230;. por&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82057/#comment-131796</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 16:54:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82057#comment-131796</guid>

					<description><![CDATA[Em Agosto de 1922, em conferência sobre a emancipação da mulher sob o prisma libertário, Isabel Cerruti dizia: &quot;Igualá-la [a mulher] aos homens, é ficar onde estamos, pois que o homem é escravo e explorado; o que devemos é lutar, ao lado e junto aos homens, para que a emancipação seja um fato, não para a mulher ou para o homem, mas sim para a humanidade [...]. (A Plebe, 21 de outubro de 1922, apud RODRIGUES, 1978b , p. 89-90).&quot; (ADDOR, 2012).

Nesta passagem Cerruti claramente dá a entender que o importante seria construir um mundo onde não existisse espaço nem para opressão entre os sexos, nem para exploração de classe e que se livrar do primeiro sem o segundo não seria nada mais do que permanecer sob as limitações da mesma sociedade. Assim me parece que precisamente a dimensão humana da questão foi perdida pelas correntes excludentes do feminismo atual, - ou melhor, de construção de um novo ser humano -, transformando os desníveis nas relações entre os sexos em oposições binárias, que no limite se expressam no quadro de disputas geopolíticas, como neste texto: 
&quot;Todo ato de penetração para a mulher é uma invasão que mina sua confiança e esgota sua força. Para um homem é um ato de poder e domínio que o torna mais forte, não somente sobre uma mulher, mas sobre todas as mulheres. Então toda mulher que se engaja na penetração reforça o opressor e reinforça o poder de classe dos homens.&quot; 
Onde
&quot;Somente no sistema de opressão que é a supremacia masculina o opressor efetivamente invade e coloniza o interior do corpo do oprimido. Ligados a todas as formas de comportamento sexual estão significados de dominação e submissão, poder e a falta dele, conquista e humilhação.&quot; (https://materialfeminista.milharal.org/2012/10/27/traducao-lesbianismo-politico-a-causa-contra-a-heterossexualidade-primeira-parte/). 
Ocorre que a perda da noção do outro como ser humano do mesmo nível não é uma das bases fundantes de todo tipo de corrente de extrema-direita?
Mas o problema maior que esta polêmica vem tentando demonstrar nem é esta, pq posições assim devem ser combatidas por qualquer grupo que se reivindique de esquerda e isto deveria ser mais do que evidente para qualquer um que se pretende como tal (ou melhor, isto deveria ser um valor fundante da distinção entre esquerda e direita). E não adianta muito dizer que este texto citado não necessariamente representa a visão do movimento em seu conjunto, pq se não há publicização de críticas a estas posições é pq no interior do movimento feminista (de forma ampla, não só as excludentes), há alguma cumplicidade corporativista com este tipo de tese, que cresce, senão no interior, no mínimo paralelamente à ele. 
E é aí entra a postura inaceitável, que causa asco a qualquer militante que já mais tarimbado e que justifica completamente o tom dos artigos: contra práticas de extrema-direita não deve haver concessão. Eu ousaria até dizer: não passarão! 
No entanto deixo aqui minha saudação para todos os militantes sérios (mulheres e homens), lamento só por parecerem tão poucos (ou estariam todos entocados pela pressão deste corporativismo absurdo?).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Agosto de 1922, em conferência sobre a emancipação da mulher sob o prisma libertário, Isabel Cerruti dizia: &#8220;Igualá-la [a mulher] aos homens, é ficar onde estamos, pois que o homem é escravo e explorado; o que devemos é lutar, ao lado e junto aos homens, para que a emancipação seja um fato, não para a mulher ou para o homem, mas sim para a humanidade [&#8230;]. (A Plebe, 21 de outubro de 1922, apud RODRIGUES, 1978b , p. 89-90).&#8221; (ADDOR, 2012).</p>
<p>Nesta passagem Cerruti claramente dá a entender que o importante seria construir um mundo onde não existisse espaço nem para opressão entre os sexos, nem para exploração de classe e que se livrar do primeiro sem o segundo não seria nada mais do que permanecer sob as limitações da mesma sociedade. Assim me parece que precisamente a dimensão humana da questão foi perdida pelas correntes excludentes do feminismo atual, &#8211; ou melhor, de construção de um novo ser humano -, transformando os desníveis nas relações entre os sexos em oposições binárias, que no limite se expressam no quadro de disputas geopolíticas, como neste texto:<br />
&#8220;Todo ato de penetração para a mulher é uma invasão que mina sua confiança e esgota sua força. Para um homem é um ato de poder e domínio que o torna mais forte, não somente sobre uma mulher, mas sobre todas as mulheres. Então toda mulher que se engaja na penetração reforça o opressor e reinforça o poder de classe dos homens.&#8221;<br />
Onde<br />
&#8220;Somente no sistema de opressão que é a supremacia masculina o opressor efetivamente invade e coloniza o interior do corpo do oprimido. Ligados a todas as formas de comportamento sexual estão significados de dominação e submissão, poder e a falta dele, conquista e humilhação.&#8221; (<a href="https://materialfeminista.milharal.org/2012/10/27/traducao-lesbianismo-politico-a-causa-contra-a-heterossexualidade-primeira-parte/" rel="nofollow ugc">https://materialfeminista.milharal.org/2012/10/27/traducao-lesbianismo-politico-a-causa-contra-a-heterossexualidade-primeira-parte/</a>).<br />
Ocorre que a perda da noção do outro como ser humano do mesmo nível não é uma das bases fundantes de todo tipo de corrente de extrema-direita?<br />
Mas o problema maior que esta polêmica vem tentando demonstrar nem é esta, pq posições assim devem ser combatidas por qualquer grupo que se reivindique de esquerda e isto deveria ser mais do que evidente para qualquer um que se pretende como tal (ou melhor, isto deveria ser um valor fundante da distinção entre esquerda e direita). E não adianta muito dizer que este texto citado não necessariamente representa a visão do movimento em seu conjunto, pq se não há publicização de críticas a estas posições é pq no interior do movimento feminista (de forma ampla, não só as excludentes), há alguma cumplicidade corporativista com este tipo de tese, que cresce, senão no interior, no mínimo paralelamente à ele.<br />
E é aí entra a postura inaceitável, que causa asco a qualquer militante que já mais tarimbado e que justifica completamente o tom dos artigos: contra práticas de extrema-direita não deve haver concessão. Eu ousaria até dizer: não passarão!<br />
No entanto deixo aqui minha saudação para todos os militantes sérios (mulheres e homens), lamento só por parecerem tão poucos (ou estariam todos entocados pela pressão deste corporativismo absurdo?).</p>
]]></content:encoded>
		
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