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	Comentários sobre: Acabou a magia: uma intervenção sobre o Fora do Eixo e a mídia NINJA (1ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Eduardo Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2013 21:39:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma análise muito bem organizada e agura; parabéns!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma análise muito bem organizada e agura; parabéns!</p>
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		<title>
		Por: Paulo Cezar da Rosa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132383</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Cezar da Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 16:13:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o artigo. Parabéns ao Passa Palavra. Não conhecia. Excelente iniciativa. O debate é muito necessário. 
Minha impressão é que a era Lula, por limitação em seu projeto, às vezes por ausência de políticas consistentes, como nessa área da cultura, acabou criando problemas potencialmente graves. É o caso desse Fde; também pode se tornar o caso do pessoal que gira em torno ao Software Livre e outras áreas de interesse social e econômico... 
Na ausência de um projeto de Nação (não estou falando do nacionalismo clássico - estou pensando em um projeto de Brasil no contexto atual), os aliados ao lulismo têm feito barbaridades à esquerda e à direita. Minha impressão é que urge discutir um projeto capaz de atrair também estas franjas da juventude e retirá-las da influência ideológica a que foram submetidas. Só combater os Ninjas e Fdes não basta. É preciso ser superior a eles na teoria e na prática. 
Como ponto de partida, tenho trabalhado com a ideia de que os norte-americanos são mais espertos do que a gente imagina. Quando viram que o seu sistema de dominação iria entrar numa crise profunda, passaram a investir fortemente na geração que viria a fazer os protestos. Desde 2000 temos assistido à onda de manifestações mundo afora, em geral contra governos autoritários. Agora, estas manifestações chegaram à América do Sul, mas contra governos de esquerda ou centro-esquerda. A mudança de tática dos norte-americanos se articula com a mudança da sua economia (diminuiu o peso da indústria armamentista/automobilística etc, ganhou protagonismo a indústria do software, a indústria criativa), com a mudança na política interna (saíram os republicanos e entrou Obama), e tem como meta estabelecer uma nova ordem internacional. Num certo sentido, os norte-americanos adotaram um velho adágio brasileiro: &quot;vamos fazer a revolução antes que o povo a faça&quot;. E estão fazendo isso com enorme eficiência. 
Para entender o Fde e a Mídia Ninja em profundidade é preciso investigar as suas fontes de financiamento e a sua retaguarda ideológica para além do que eles conseguem chupar do Estado e extrair da juventude como trabalho gratuito. 
Uma pesquisa na rede mostra por exemplo que o Steve Jobs do Fde é membro da Ashoka. Essa organização (e outras como o CANVAS, o Hilos, o Anonymous etc que também precisam ser mapeadas), presente no mundo inteiro, tem propósitos claros, e todos se coadunam com os do Fde. A Ashoka, aliás, também tem grande relação com a candidata Marina. E é por aí que a velha luta de classes parece ser o pano de fundo desse processo. 
Ah, não é rancor. É só lucidez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o artigo. Parabéns ao Passa Palavra. Não conhecia. Excelente iniciativa. O debate é muito necessário.<br />
Minha impressão é que a era Lula, por limitação em seu projeto, às vezes por ausência de políticas consistentes, como nessa área da cultura, acabou criando problemas potencialmente graves. É o caso desse Fde; também pode se tornar o caso do pessoal que gira em torno ao Software Livre e outras áreas de interesse social e econômico&#8230;<br />
Na ausência de um projeto de Nação (não estou falando do nacionalismo clássico &#8211; estou pensando em um projeto de Brasil no contexto atual), os aliados ao lulismo têm feito barbaridades à esquerda e à direita. Minha impressão é que urge discutir um projeto capaz de atrair também estas franjas da juventude e retirá-las da influência ideológica a que foram submetidas. Só combater os Ninjas e Fdes não basta. É preciso ser superior a eles na teoria e na prática.<br />
Como ponto de partida, tenho trabalhado com a ideia de que os norte-americanos são mais espertos do que a gente imagina. Quando viram que o seu sistema de dominação iria entrar numa crise profunda, passaram a investir fortemente na geração que viria a fazer os protestos. Desde 2000 temos assistido à onda de manifestações mundo afora, em geral contra governos autoritários. Agora, estas manifestações chegaram à América do Sul, mas contra governos de esquerda ou centro-esquerda. A mudança de tática dos norte-americanos se articula com a mudança da sua economia (diminuiu o peso da indústria armamentista/automobilística etc, ganhou protagonismo a indústria do software, a indústria criativa), com a mudança na política interna (saíram os republicanos e entrou Obama), e tem como meta estabelecer uma nova ordem internacional. Num certo sentido, os norte-americanos adotaram um velho adágio brasileiro: &#8220;vamos fazer a revolução antes que o povo a faça&#8221;. E estão fazendo isso com enorme eficiência.<br />
Para entender o Fde e a Mídia Ninja em profundidade é preciso investigar as suas fontes de financiamento e a sua retaguarda ideológica para além do que eles conseguem chupar do Estado e extrair da juventude como trabalho gratuito.<br />
Uma pesquisa na rede mostra por exemplo que o Steve Jobs do Fde é membro da Ashoka. Essa organização (e outras como o CANVAS, o Hilos, o Anonymous etc que também precisam ser mapeadas), presente no mundo inteiro, tem propósitos claros, e todos se coadunam com os do Fde. A Ashoka, aliás, também tem grande relação com a candidata Marina. E é por aí que a velha luta de classes parece ser o pano de fundo desse processo.<br />
Ah, não é rancor. É só lucidez.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132377</link>

		<dc:creator><![CDATA[João da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 13:27:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalho é morte.
http://miseriahq.blogspot.com.br/2011/02/trabalho.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho é morte.<br />
<a href="http://miseriahq.blogspot.com.br/2011/02/trabalho.html" rel="nofollow ugc">http://miseriahq.blogspot.com.br/2011/02/trabalho.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JUpagulL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132333</link>

		<dc:creator><![CDATA[JUpagulL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 04:36:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa análise ! E acrescentaria algumas palavras sobre a &quot;magica&quot; de se ressignificar. Após, muitas denúncias e alertas o Fora do Eixo estava se ressignificando como Midia Ninja. A participação do Pablo Capilé como responsavel pelo Midia Ninja desmascarou a &quot;ressignificação&quot; de vez. 

Vale lembrar que a própria midia ninja é uma pratica que se apropria de uma cobertura colaborativa e muitas vezes autonoma e conforme ja mapeado: para se utilizar de contrapartida em editais para corporações, governos e bancos, entre outros fins.

Portanto, estejamos atent@s as proximas &quot;ressignificações&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa análise ! E acrescentaria algumas palavras sobre a &#8220;magica&#8221; de se ressignificar. Após, muitas denúncias e alertas o Fora do Eixo estava se ressignificando como Midia Ninja. A participação do Pablo Capilé como responsavel pelo Midia Ninja desmascarou a &#8220;ressignificação&#8221; de vez. </p>
<p>Vale lembrar que a própria midia ninja é uma pratica que se apropria de uma cobertura colaborativa e muitas vezes autonoma e conforme ja mapeado: para se utilizar de contrapartida em editais para corporações, governos e bancos, entre outros fins.</p>
<p>Portanto, estejamos atent@s as proximas &#8220;ressignificações&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Birkhann		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132204</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Birkhann]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 22:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[muito bom a matéria da Carta Capital!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>muito bom a matéria da Carta Capital!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carol (complemento)		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132201</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carol (complemento)]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 21:24:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Complementando... A discussão sobre mostrar ou não os trabalhos sobre a Prestes Maia no Museu de Arte do Rio se deu em maior parte na lista do Ipê, e pode ser lida aqui:

http://vazador.wordpress.com/2013/02/26/ipe-na-discussao/

Fabiana Borges argumenta fortemente a favor da mostra e, assim como o Capilé fala em &quot;esquerda rancorosa&quot;, ela fala em &quot;esquerda que não gosta de piada&quot;:

&quot;então… Vcs que não gostam de piadas e pensam que humor não é sério… eu entendo… Vcs que estão criticando o museu e a higienização operada no espaço para que ele possa existir, tbm entendo… Alias faremos a exposição apesar dessas críticas já pensadas e avaliadas. Tem uma só coisa que faz com que tenha havido um consenso sobre dizer sim para essa exposição, é que a gente quer fazer esse material circular.&quot;

Estou insistindo nisso porque essas práticas não estão só no FdE, estão generalizadas. Quem foi na derrubada do Muro da Vergonha, no Moinho, viu o Fernando Sato colando lambe lambe pela favela sem perguntar se quem mora lá curtiu os lambes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complementando&#8230; A discussão sobre mostrar ou não os trabalhos sobre a Prestes Maia no Museu de Arte do Rio se deu em maior parte na lista do Ipê, e pode ser lida aqui:</p>
<p><a href="http://vazador.wordpress.com/2013/02/26/ipe-na-discussao/" rel="nofollow ugc">http://vazador.wordpress.com/2013/02/26/ipe-na-discussao/</a></p>
<p>Fabiana Borges argumenta fortemente a favor da mostra e, assim como o Capilé fala em &#8220;esquerda rancorosa&#8221;, ela fala em &#8220;esquerda que não gosta de piada&#8221;:</p>
<p>&#8220;então… Vcs que não gostam de piadas e pensam que humor não é sério… eu entendo… Vcs que estão criticando o museu e a higienização operada no espaço para que ele possa existir, tbm entendo… Alias faremos a exposição apesar dessas críticas já pensadas e avaliadas. Tem uma só coisa que faz com que tenha havido um consenso sobre dizer sim para essa exposição, é que a gente quer fazer esse material circular.&#8221;</p>
<p>Estou insistindo nisso porque essas práticas não estão só no FdE, estão generalizadas. Quem foi na derrubada do Muro da Vergonha, no Moinho, viu o Fernando Sato colando lambe lambe pela favela sem perguntar se quem mora lá curtiu os lambes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132200</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carol]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 20:26:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com o Guajaman, o FdE é apenas o pior, mas existem muitos grupos por aí capitalizando demandas de movimentos sociais. Podemos recuperar discussões da época da Ocupação Prestes Maia, sobre a atuação de coletivos de artistas na ocupação. O último capítulo desta celeuma se deu na inauguração do MAR, Museu de Arte do Rio, este ano: do lado de fora manifestação das pessoas que foram despejadas para construção do Museu (no &quot;Porto Maravilha&quot;), do lado de dentro os artistas expondo trabalhos sobre a Prestes Maia para &quot;conscientizar a população sobre os problemas de moradia&quot;.

Concordo também com o Gabriel Barcelos e texto do Korpus Krisis, Precisamos começar a imaginar caminhos para sair do impasse trabalho x ativismo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o Guajaman, o FdE é apenas o pior, mas existem muitos grupos por aí capitalizando demandas de movimentos sociais. Podemos recuperar discussões da época da Ocupação Prestes Maia, sobre a atuação de coletivos de artistas na ocupação. O último capítulo desta celeuma se deu na inauguração do MAR, Museu de Arte do Rio, este ano: do lado de fora manifestação das pessoas que foram despejadas para construção do Museu (no &#8220;Porto Maravilha&#8221;), do lado de dentro os artistas expondo trabalhos sobre a Prestes Maia para &#8220;conscientizar a população sobre os problemas de moradia&#8221;.</p>
<p>Concordo também com o Gabriel Barcelos e texto do Korpus Krisis, Precisamos começar a imaginar caminhos para sair do impasse trabalho x ativismo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: David		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132168</link>

		<dc:creator><![CDATA[David]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 15:19:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arbeit macht Frei (o trabalho liberta) foi escrito pelos nazista no portão de entrada de Auschwitz. O modus operandi e o slogan &quot;Trabalho é vida&quot; da turma Fora do Eixo são de arrepiar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arbeit macht Frei (o trabalho liberta) foi escrito pelos nazista no portão de entrada de Auschwitz. O modus operandi e o slogan &#8220;Trabalho é vida&#8221; da turma Fora do Eixo são de arrepiar!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thiago Oliveira Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132156</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thiago Oliveira Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 13:59:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo artigo.Gostaria de sugerir a vocês uma pesquisa sobre a Corporação Monstro de propriedade de Fabrício Nobre. Essa corporação, está controlando já faz algum tempo a Cena Cultural de Goiás, sendo que durante a atual gestão de Marconi Perillo (atual governador do Estado), o poder deles aumentaram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo artigo.Gostaria de sugerir a vocês uma pesquisa sobre a Corporação Monstro de propriedade de Fabrício Nobre. Essa corporação, está controlando já faz algum tempo a Cena Cultural de Goiás, sendo que durante a atual gestão de Marconi Perillo (atual governador do Estado), o poder deles aumentaram.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel de Barcelos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82548/#comment-132112</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel de Barcelos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2013 06:31:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa análise! Mas acredito que o Fora do Eixo não só é uma instituição capitalista, como aprofunda muito os seus mecanismos de dominação. Acho que aí sim residiria o &quot;pós&quot; deles: conseguem realizar de forma muito mais sofisticada a extração da mais-valia, a centralização do poder empresarial e outras formas de exploração, mas através de um viés que simula empoderamento e autonomia. A comparação com o sacerdócio pré-capitalista e o gangsterismo como mecanismos de acumulação é muito boa! 

Um dos poucos textos do Deleuze que aprecio é o post scriptum &quot;Sociedade de controle&quot;. http://www.ufes.br/ppgpsi/files/textos/Deleuze%20-%20Post%20scriptum%20sobre%20sociedades%20de%20controle.pdf Ele exemplifica como o capitalismo hoje se desloca da indústria para as empresas, e da sociedade disciplinar para a sociedade de controle, onde o que existe &quot;são figuras cifradas, deformáveis e transformáveis, de uma mesma 
empresa que só tem gerentes.&quot; Para avançar nos processos de dominação, se torna necessário &quot;dividir o homem de si mesmo&quot; e torná-lo um agente ativo da sua própria dominação. Um dos exemplos usados são os salários por méritos e bonificações. Mas acho que Deleuze se embasbacaria ao conhecer o FDE. Diferente (e muito pior) do que um sistema de &quot;trabalhador-colaborador&quot; via bonificação, o FDE precisa criar formas onde os trabalhadores aceitem se sentir parte do projeto, mas ganhando muito menos em relação ao montante total produzido pela empresa (a mais-valia elevada à enésima potência). Isso se dá realmente das formas expostas no texto: através do sacerdócio e do gansterismo (e esse vídeo sobre &quot;como se tornar um líder de culto é bem ilustrativo http://www.youtube.com/watch?v=Yunq85w1XnQ ). Se o primeiro método é usado para quem está &quot;dentro&quot; das casas e do FDE, o gangsterismo é a forma utilizada em relação aos &quot;de fora&quot;, através de enganação e charlatanismo. Os artistas &quot;caretas&quot; e &quot;fordistas&quot; são importantes para o FDE, pois o dinheiro que geram (sem pagamento) colaboram para o crescimento do negócio. Destas duas formas, ambas explorando o trabalho, eles conseguem a &quot;mágica&quot; de multiplicar dinheiro.

Minha única crítica ao texto (e à maioria dos textos sobre o FDE) é que eles não conseguem ir além da crítica direta ao grupo. Tenho muitas questões ainda não resolvidas que se relacionam a espectros mais amplos sobre capitalismo, cultura, autonomia, resistência, etc.. Temos que começar a tentar pensar sobre algumas perguntas: - Seriam os movimentos políticos e culturais que adotam o discurso da horizontalidade e autonomia (sendo verdadeiro ou não), típicos da era digital, facetas do estágio atual do capitalismo? - Ou isso seria apenas uma apropriação realizada pelo Capital? - De que formas podemos produzir ações de resistência no capitalismo hoje? -E de que forma podemos pensar o trabalho dentro disso?  Se pensarmos no conflito &quot;emprego formal&quot;,( a serviço direto do Capital, com melhores salários e direitos) X trabalho dentro de organizações e iniciativas de resistência, (que são inevitavelmente precarizadas, justamente por elas estarem à margem do poder econômico e da hegemonia dominante).

Abraços!

Gabriel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa análise! Mas acredito que o Fora do Eixo não só é uma instituição capitalista, como aprofunda muito os seus mecanismos de dominação. Acho que aí sim residiria o &#8220;pós&#8221; deles: conseguem realizar de forma muito mais sofisticada a extração da mais-valia, a centralização do poder empresarial e outras formas de exploração, mas através de um viés que simula empoderamento e autonomia. A comparação com o sacerdócio pré-capitalista e o gangsterismo como mecanismos de acumulação é muito boa! </p>
<p>Um dos poucos textos do Deleuze que aprecio é o post scriptum &#8220;Sociedade de controle&#8221;. <a href="http://www.ufes.br/ppgpsi/files/textos/Deleuze%20-%20Post%20scriptum%20sobre%20sociedades%20de%20controle.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.ufes.br/ppgpsi/files/textos/Deleuze%20-%20Post%20scriptum%20sobre%20sociedades%20de%20controle.pdf</a> Ele exemplifica como o capitalismo hoje se desloca da indústria para as empresas, e da sociedade disciplinar para a sociedade de controle, onde o que existe &#8220;são figuras cifradas, deformáveis e transformáveis, de uma mesma<br />
empresa que só tem gerentes.&#8221; Para avançar nos processos de dominação, se torna necessário &#8220;dividir o homem de si mesmo&#8221; e torná-lo um agente ativo da sua própria dominação. Um dos exemplos usados são os salários por méritos e bonificações. Mas acho que Deleuze se embasbacaria ao conhecer o FDE. Diferente (e muito pior) do que um sistema de &#8220;trabalhador-colaborador&#8221; via bonificação, o FDE precisa criar formas onde os trabalhadores aceitem se sentir parte do projeto, mas ganhando muito menos em relação ao montante total produzido pela empresa (a mais-valia elevada à enésima potência). Isso se dá realmente das formas expostas no texto: através do sacerdócio e do gansterismo (e esse vídeo sobre &#8220;como se tornar um líder de culto é bem ilustrativo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Yunq85w1XnQ" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=Yunq85w1XnQ</a> ). Se o primeiro método é usado para quem está &#8220;dentro&#8221; das casas e do FDE, o gangsterismo é a forma utilizada em relação aos &#8220;de fora&#8221;, através de enganação e charlatanismo. Os artistas &#8220;caretas&#8221; e &#8220;fordistas&#8221; são importantes para o FDE, pois o dinheiro que geram (sem pagamento) colaboram para o crescimento do negócio. Destas duas formas, ambas explorando o trabalho, eles conseguem a &#8220;mágica&#8221; de multiplicar dinheiro.</p>
<p>Minha única crítica ao texto (e à maioria dos textos sobre o FDE) é que eles não conseguem ir além da crítica direta ao grupo. Tenho muitas questões ainda não resolvidas que se relacionam a espectros mais amplos sobre capitalismo, cultura, autonomia, resistência, etc.. Temos que começar a tentar pensar sobre algumas perguntas: &#8211; Seriam os movimentos políticos e culturais que adotam o discurso da horizontalidade e autonomia (sendo verdadeiro ou não), típicos da era digital, facetas do estágio atual do capitalismo? &#8211; Ou isso seria apenas uma apropriação realizada pelo Capital? &#8211; De que formas podemos produzir ações de resistência no capitalismo hoje? -E de que forma podemos pensar o trabalho dentro disso?  Se pensarmos no conflito &#8220;emprego formal&#8221;,( a serviço direto do Capital, com melhores salários e direitos) X trabalho dentro de organizações e iniciativas de resistência, (que são inevitavelmente precarizadas, justamente por elas estarem à margem do poder econômico e da hegemonia dominante).</p>
<p>Abraços!</p>
<p>Gabriel</p>
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