<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Acabou a magia: uma intervenção sobre o Fora do Eixo e a mídia NINJA (2ª parte)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2013/08/82709/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Jul 2017 18:32:39 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-146479</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2013 18:00:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-146479</guid>

					<description><![CDATA[O artigo do link abaixo, escrito pela porta-voz do Fora do Eixo, Ivana Bentes, é um relato sobre o Grito da Liberdade, manifestação que ocorreu no Rio de Janeiro na semana passada, organizada pelo Fora do Eixo.

Lendo esse relato percebi que o Fora do Eixo pretende ser uma espécie de UPP das manifestações.

http://revistaforum.com.br/blog/2013/11/dos-black-bloc-aos-big-brothers-formacao-politica-por-contagio/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo do link abaixo, escrito pela porta-voz do Fora do Eixo, Ivana Bentes, é um relato sobre o Grito da Liberdade, manifestação que ocorreu no Rio de Janeiro na semana passada, organizada pelo Fora do Eixo.</p>
<p>Lendo esse relato percebi que o Fora do Eixo pretende ser uma espécie de UPP das manifestações.</p>
<p><a href="http://revistaforum.com.br/blog/2013/11/dos-black-bloc-aos-big-brothers-formacao-politica-por-contagio/" rel="nofollow ugc">http://revistaforum.com.br/blog/2013/11/dos-black-bloc-aos-big-brothers-formacao-politica-por-contagio/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-133377</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2013 02:23:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-133377</guid>

					<description><![CDATA[O caso dos cubanos, o fato de o ódio dos médicos se concentrar justamente naquele grupo onde há muitos médicos negros se compararmos com a realidade branca da medicina brasileira confirma, uma vez mais, o foco de minhas preocupações. O conceito de mais-valia relativa não dá conta do caso Brasil. 

O país, fundado na escravidão e em regimes de servidão vários, promoveu para posições de destaque os brancos descendentes de imigrantes espanhóis, portugueses, italianos, árabes, japoneses, alemães. Ao ponto de termos uma eleição presidencial, a última, disputada por um filho de italiano e uma filha de búlgaro. Essa massa de brancos que ocupou posições confortáveis se esforça bravamente em manter a ralé, sem formação e fortemente negra, num quadro muito precário. 

Enquanto o PT era o braço hegemônico na esquerda, havia ainda alguma problematização sobre os sem-terra, os sem-teto, os desempregados, o racismo, os excluídos, os analfabetos. Deixando quase vazio o espaço da mobilização olho a olho, a esquerda multiculturalista que veio a seguir abandonou a temática da pobreza e da humilhação social. O que temos é gente preocupada se mulheres podem amamentar em centros culturais, se árvores são cortadas, se o Belas Artes é fechado, se há bicicletário para quem mora em apartamentos chics, se homens podem usar saia, se meninas podem andar com os seios à mostra, se os reitores receberão mais verbas das quais não prestam conta, se a banda índie vai se apresentar na virada cultural...

O embate central  entre os humilhados socialmente e os escravocratas brancos inseridos ficou por conta das pesquisas de Jessé Souza, de alguns quebras feitos pela ralé e alguns espancamentos de crianças e idosas realizados por domésticas não domesticadas. Fazem de conta que não existe mais pobreza, racismo e humilhação social, que todos possuem dentes. A mistificação de tudo veio com o conceito de &quot;nova classe média&quot;, onde se tenta passar que os humilhados sumiram nas variadas identidades do capitalismo multiculturalista. Já não há mulheres condenadas a limpar apartamentos depois de horas de tortura nos trens e ônibus. Agora existem as empreguetes. Termo máximo para quando a inferiorização é glamurizada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso dos cubanos, o fato de o ódio dos médicos se concentrar justamente naquele grupo onde há muitos médicos negros se compararmos com a realidade branca da medicina brasileira confirma, uma vez mais, o foco de minhas preocupações. O conceito de mais-valia relativa não dá conta do caso Brasil. </p>
<p>O país, fundado na escravidão e em regimes de servidão vários, promoveu para posições de destaque os brancos descendentes de imigrantes espanhóis, portugueses, italianos, árabes, japoneses, alemães. Ao ponto de termos uma eleição presidencial, a última, disputada por um filho de italiano e uma filha de búlgaro. Essa massa de brancos que ocupou posições confortáveis se esforça bravamente em manter a ralé, sem formação e fortemente negra, num quadro muito precário. </p>
<p>Enquanto o PT era o braço hegemônico na esquerda, havia ainda alguma problematização sobre os sem-terra, os sem-teto, os desempregados, o racismo, os excluídos, os analfabetos. Deixando quase vazio o espaço da mobilização olho a olho, a esquerda multiculturalista que veio a seguir abandonou a temática da pobreza e da humilhação social. O que temos é gente preocupada se mulheres podem amamentar em centros culturais, se árvores são cortadas, se o Belas Artes é fechado, se há bicicletário para quem mora em apartamentos chics, se homens podem usar saia, se meninas podem andar com os seios à mostra, se os reitores receberão mais verbas das quais não prestam conta, se a banda índie vai se apresentar na virada cultural&#8230;</p>
<p>O embate central  entre os humilhados socialmente e os escravocratas brancos inseridos ficou por conta das pesquisas de Jessé Souza, de alguns quebras feitos pela ralé e alguns espancamentos de crianças e idosas realizados por domésticas não domesticadas. Fazem de conta que não existe mais pobreza, racismo e humilhação social, que todos possuem dentes. A mistificação de tudo veio com o conceito de &#8220;nova classe média&#8221;, onde se tenta passar que os humilhados sumiram nas variadas identidades do capitalismo multiculturalista. Já não há mulheres condenadas a limpar apartamentos depois de horas de tortura nos trens e ônibus. Agora existem as empreguetes. Termo máximo para quando a inferiorização é glamurizada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-133330</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2013 17:48:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-133330</guid>

					<description><![CDATA[olha como a direita é propriamente quem gosta de acosar e humilhar moralmente os trabalhadores por sua condição:
http://www.youtube.com/watch?v=TTJLnl6ZWV4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>olha como a direita é propriamente quem gosta de acosar e humilhar moralmente os trabalhadores por sua condição:<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=TTJLnl6ZWV4" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=TTJLnl6ZWV4</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132908</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2013 03:46:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132908</guid>

					<description><![CDATA[Marcos,
eu acho que você se equivoca na leitura da crítica. Não se trata de uma crítica moral, onde quem veste a camisa deve ser perseguido por suas escolhas. Se trata de uma crítica a um modelo social de trabalho, que se expressa hoje como a novidade do capitalismo. O capitalismo não se congelou a partir da análise de Marx, por isso as análises e as ênfases da teoria também mudam. 

Apontar os mecanismos que fazem com que estes jovens hoje funcionem como a nova face da exploração capitalista definitivamente não serve para coagi-los moralmente a fim de que abandonem tais práticas. A crítica é feita para que qualquer pessoa possa ler e absorver, se assim lhe parecer, conhecimento a respeito do mundo em que vivemos hoje. Serve também, me parece, para demostrar que há ainda uma forte vigência de mecanismos capitalistas nas formas do trabalho, e vigentes também são as críticas que setores da esquerda fazem a estes mecanismos.
A esquerda que parte de um desejo de liberdade é sem dúvidas romântica, e pode servir para muito militante universitário levar menininhas para a cama. Qualquer luta por liberdade que abdica de conceitos e ideias está fadada a ser marginalizada, o que muitas vezes representa sua vontade latente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos,<br />
eu acho que você se equivoca na leitura da crítica. Não se trata de uma crítica moral, onde quem veste a camisa deve ser perseguido por suas escolhas. Se trata de uma crítica a um modelo social de trabalho, que se expressa hoje como a novidade do capitalismo. O capitalismo não se congelou a partir da análise de Marx, por isso as análises e as ênfases da teoria também mudam. </p>
<p>Apontar os mecanismos que fazem com que estes jovens hoje funcionem como a nova face da exploração capitalista definitivamente não serve para coagi-los moralmente a fim de que abandonem tais práticas. A crítica é feita para que qualquer pessoa possa ler e absorver, se assim lhe parecer, conhecimento a respeito do mundo em que vivemos hoje. Serve também, me parece, para demostrar que há ainda uma forte vigência de mecanismos capitalistas nas formas do trabalho, e vigentes também são as críticas que setores da esquerda fazem a estes mecanismos.<br />
A esquerda que parte de um desejo de liberdade é sem dúvidas romântica, e pode servir para muito militante universitário levar menininhas para a cama. Qualquer luta por liberdade que abdica de conceitos e ideias está fadada a ser marginalizada, o que muitas vezes representa sua vontade latente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132891</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2013 23:12:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132891</guid>

					<description><![CDATA[Marcos,

Não sei por qual motivo todos aqueles que demonstram maior consentimento em se submeterem ou realizarem uma atividade em que são explorados você enxerga como sendo de classe média, num perfil meio de &#039;playboy&#039; ou coisa do tipo.
Não vi pesquisa alguma sobre perfil dos futuros voluntários da Copa, ou dos que foram na Copa das Confederações. Mas a imagem que vem à minha cabeça está em geral longe de ser dessa classe média que vc pinta. Muito pelo contrário.

Bem, mas a questão é que todos esses trabalhadores carregam contradição em algum nível. O funcionário do banco, por exemplo, que se esforça pra alcançar as metas e veste a camisa da empresa, ao mesmo tempo só aguenta essa vida tomando tarja preta.
O desejo por liberdade não se expressa apenas na revolta explícita e consciente. O estatuto do trabalhador é contraditório na sociedade capitalista, e dessas contradições que podem começar algo novo. Tem algo nos desejos e na própria atividade humana que excede os contornos do capitalismo

Se concordo com alguma coisa é que a teoria deve partir da rebeldia, do movimento em constituição, e não a teoria tentar determinar quem deve ser o sujeito rebelde, com é comum principalmente em meios intelectuais ou de dirigentes marxistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos,</p>
<p>Não sei por qual motivo todos aqueles que demonstram maior consentimento em se submeterem ou realizarem uma atividade em que são explorados você enxerga como sendo de classe média, num perfil meio de &#8216;playboy&#8217; ou coisa do tipo.<br />
Não vi pesquisa alguma sobre perfil dos futuros voluntários da Copa, ou dos que foram na Copa das Confederações. Mas a imagem que vem à minha cabeça está em geral longe de ser dessa classe média que vc pinta. Muito pelo contrário.</p>
<p>Bem, mas a questão é que todos esses trabalhadores carregam contradição em algum nível. O funcionário do banco, por exemplo, que se esforça pra alcançar as metas e veste a camisa da empresa, ao mesmo tempo só aguenta essa vida tomando tarja preta.<br />
O desejo por liberdade não se expressa apenas na revolta explícita e consciente. O estatuto do trabalhador é contraditório na sociedade capitalista, e dessas contradições que podem começar algo novo. Tem algo nos desejos e na própria atividade humana que excede os contornos do capitalismo</p>
<p>Se concordo com alguma coisa é que a teoria deve partir da rebeldia, do movimento em constituição, e não a teoria tentar determinar quem deve ser o sujeito rebelde, com é comum principalmente em meios intelectuais ou de dirigentes marxistas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132878</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2013 19:42:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132878</guid>

					<description><![CDATA[Leo,

Aí que está a questão. Realidades como a dos voluntários da Copa colocam abaixo toda a linha de esquerda na qual fomos formados. A gente foi formado num modelo de esquerda no qual os trabalhadores, por vários meios, eram amarrados e impingidos à exploração como uma condenação da qual não tinham como fugir. O papel da esquerda nisso era pensar meios de libertação e etc: melhores salários, mais tempo livre, menos punições, mais direitos, mais autonomia. 

Agora, quando temos um batalhão de moças e rapazes universitários - que falam línguas estrangeiras, cuja maioria nunca foi assalariada na vida, que mora em apartamentos bacanas, saem do ar condicionado da casa para o ar condicionado do carro, tiram foto no espelho pra postar no Facebook (onde todo mundo é bonito, bom e justo)- se estapeando para conseguir uma vaga pra trabalhar gratuitamente na copa o que se pode fazer? A esquerda vai criar uma milícia que os obriguem a não trabalhar gratuitamente? Veja, nós podemos chamá-los de explorados mas é uma realidade distinta que está sendo posta sob a mesma palavra. E quem é que consegue dar jeito nisso? O sujeito vai lá trabalhar gratuitamente nos eventos universitários e toda uma série de coisas na universidade são feitas com trabalho não pago, mas o faz porque quer muito ter o seu nome associado ou próximo a uma dada professora. O que se vai fazer? Vai invadir a sua casa e proibi-lo de passar a noite transcrevendo entrevistas gratuitamente? Isso tudo coloca em xeque o próprio alicerce do que se entende por esquerda, que partiria de um desejo dos trabalhadores por liberdade.

Acaso, a autonomia é um consenso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo,</p>
<p>Aí que está a questão. Realidades como a dos voluntários da Copa colocam abaixo toda a linha de esquerda na qual fomos formados. A gente foi formado num modelo de esquerda no qual os trabalhadores, por vários meios, eram amarrados e impingidos à exploração como uma condenação da qual não tinham como fugir. O papel da esquerda nisso era pensar meios de libertação e etc: melhores salários, mais tempo livre, menos punições, mais direitos, mais autonomia. </p>
<p>Agora, quando temos um batalhão de moças e rapazes universitários &#8211; que falam línguas estrangeiras, cuja maioria nunca foi assalariada na vida, que mora em apartamentos bacanas, saem do ar condicionado da casa para o ar condicionado do carro, tiram foto no espelho pra postar no Facebook (onde todo mundo é bonito, bom e justo)- se estapeando para conseguir uma vaga pra trabalhar gratuitamente na copa o que se pode fazer? A esquerda vai criar uma milícia que os obriguem a não trabalhar gratuitamente? Veja, nós podemos chamá-los de explorados mas é uma realidade distinta que está sendo posta sob a mesma palavra. E quem é que consegue dar jeito nisso? O sujeito vai lá trabalhar gratuitamente nos eventos universitários e toda uma série de coisas na universidade são feitas com trabalho não pago, mas o faz porque quer muito ter o seu nome associado ou próximo a uma dada professora. O que se vai fazer? Vai invadir a sua casa e proibi-lo de passar a noite transcrevendo entrevistas gratuitamente? Isso tudo coloca em xeque o próprio alicerce do que se entende por esquerda, que partiria de um desejo dos trabalhadores por liberdade.</p>
<p>Acaso, a autonomia é um consenso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132870</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2013 17:43:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132870</guid>

					<description><![CDATA[Marcos,

Outras pessoas já disseram isso aqui. A questão é simples. Eu e outras pessoas achamos que não é só os trabalhadores que se revoltam contra a exploração que são explorados. Simples assim.
Vai numa agência bancária e veja quanta gente veste a camisa da empresa, muita gente dando o sangue no trabalho para &#039;melhorar de vida&#039;, colaborando muito ativamente para o lucro da empresa.
Ser explorado não é questão de estética.

A sua última pergunta é excelente, dá uma boa pesquisa de porta ou chão de fábrica, entender os condicionantes e a subjetividade desses trabalhadores.
E eu acrescentaria ainda por que tanta gente vai fazer &#039;trabalho voluntário&#039; e se deixar ser explorado de tal forma pela FIFA, alegremente e livremente, na Copa do Mundo?
Para você os &#039;voluntários&#039; da Copa do Mundo não são explorados, já que estão ali a princípio por livre e espontânea vontade? São por isso &quot;patrãozinhos&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos,</p>
<p>Outras pessoas já disseram isso aqui. A questão é simples. Eu e outras pessoas achamos que não é só os trabalhadores que se revoltam contra a exploração que são explorados. Simples assim.<br />
Vai numa agência bancária e veja quanta gente veste a camisa da empresa, muita gente dando o sangue no trabalho para &#8216;melhorar de vida&#8217;, colaborando muito ativamente para o lucro da empresa.<br />
Ser explorado não é questão de estética.</p>
<p>A sua última pergunta é excelente, dá uma boa pesquisa de porta ou chão de fábrica, entender os condicionantes e a subjetividade desses trabalhadores.<br />
E eu acrescentaria ainda por que tanta gente vai fazer &#8216;trabalho voluntário&#8217; e se deixar ser explorado de tal forma pela FIFA, alegremente e livremente, na Copa do Mundo?<br />
Para você os &#8216;voluntários&#8217; da Copa do Mundo não são explorados, já que estão ali a princípio por livre e espontânea vontade? São por isso &#8220;patrãozinhos&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132857</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2013 15:51:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132857</guid>

					<description><![CDATA[Ronaldo,

Reitero o que já havia dito. Em nenhum momento eu afirmei que só existem trabalhadores sob &quot;mais-valia absoluta&quot;. Eu comentei única e exclusivamente sobre o pessoal da foto. Eles me parecemAqui é tão comum que as pessoas tenham pressa em estar com a verdade que, inúmeras vezes, deslocam o que se disse sobre um fato ou local para outros fatos ou locais. Na sequência vem o carimbo: &quot;eu estou certo&quot;. 

Ok. Talvez eu esteja errado e os bonitões da foto sejam explorados e não patrãozinhos da rua Augusta. Isso me fez vir outro questionamento. Não é curioso que esses explorados ai da foto, explorados da &quot;mais-valia relativa&quot;, os trabalhadores que são mais qualificados, mais inteligentes, mais proativos, mais sociáveis, estéticos e um monte de coisas precisem que alguém vá lhes escrever um texto os avisando que são explorados? Tão inteligentes e não são capazes de descobrirem a própria exploração? Ou será que há muitos outros lucros sociais que o conceito puramente econômico de &quot;mais-valia relativa&quot; não consegue captar? 

Enfim, porque os trabalhadores de Francisco Morato estão destruindo estações de trem enquanto a turma da mais-valia relativa abre disputa pela oportunidade de trabalhar gratuitamente para o FDE?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ronaldo,</p>
<p>Reitero o que já havia dito. Em nenhum momento eu afirmei que só existem trabalhadores sob &#8220;mais-valia absoluta&#8221;. Eu comentei única e exclusivamente sobre o pessoal da foto. Eles me parecemAqui é tão comum que as pessoas tenham pressa em estar com a verdade que, inúmeras vezes, deslocam o que se disse sobre um fato ou local para outros fatos ou locais. Na sequência vem o carimbo: &#8220;eu estou certo&#8221;. </p>
<p>Ok. Talvez eu esteja errado e os bonitões da foto sejam explorados e não patrãozinhos da rua Augusta. Isso me fez vir outro questionamento. Não é curioso que esses explorados ai da foto, explorados da &#8220;mais-valia relativa&#8221;, os trabalhadores que são mais qualificados, mais inteligentes, mais proativos, mais sociáveis, estéticos e um monte de coisas precisem que alguém vá lhes escrever um texto os avisando que são explorados? Tão inteligentes e não são capazes de descobrirem a própria exploração? Ou será que há muitos outros lucros sociais que o conceito puramente econômico de &#8220;mais-valia relativa&#8221; não consegue captar? </p>
<p>Enfim, porque os trabalhadores de Francisco Morato estão destruindo estações de trem enquanto a turma da mais-valia relativa abre disputa pela oportunidade de trabalhar gratuitamente para o FDE?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132753</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2013 17:10:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132753</guid>

					<description><![CDATA[Tanto Marcos quanto Luciana parecem sofrer da igual miopia social refletidas em lados distintos da mesma moeda.
Um enxerga apenas para baixo e ali vê somente a mais-valia absoluta, as formas mais brutais de exploração e está convicto que só lá existe trabalhador. A outra olhando apenas para cima enxerga o fetiche da mais-valia relativa, e se o trabalhador não se considera como explorado é porque &quot;colaborador&quot; ele deve ser.
E assim a miséria simbólica do pensamento na esquerda cria tentáculos na prática. 
As empresas capitalistas como o Fora do Eixo agradecem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto Marcos quanto Luciana parecem sofrer da igual miopia social refletidas em lados distintos da mesma moeda.<br />
Um enxerga apenas para baixo e ali vê somente a mais-valia absoluta, as formas mais brutais de exploração e está convicto que só lá existe trabalhador. A outra olhando apenas para cima enxerga o fetiche da mais-valia relativa, e se o trabalhador não se considera como explorado é porque &#8220;colaborador&#8221; ele deve ser.<br />
E assim a miséria simbólica do pensamento na esquerda cria tentáculos na prática.<br />
As empresas capitalistas como o Fora do Eixo agradecem.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/08/82709/#comment-132668</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2013 23:56:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=82709#comment-132668</guid>

					<description><![CDATA[Apenas complementando com uma situação mais concreta, e já respondendo à luciana, que disse que &quot;O Torturra estava sim correndo os mesmos riscos que os outros ninjas à (sic) duas semanas atrás&quot;, façamos o desafio: invertamos os papéis. Sim, invertamos os papéis. Quantos destes ninjas que andam correndo as ruas com seus celulares poderão se sentar ao lado de grandes gestores estatais ou de empresas para negociar parcerias e transações políticas e financeiras? Quantos detêm o estatuto de &quot;sentáveis&quot; ao lado de um Lula, de uma Dilma, da Ministra da Cultura, de gerentes da Vale, da Petrobrás? 

E não me refiro a tirar fotos (político que é político bate foto com todo o mundo), me refiro a ter poder de agendar compromisso, ser porta-voz da organização e tomar decisões. Decerto, quase nenhum. Então me parece bem questionável dizer que dispõem todos do mesmo capital simbólico, como quis Marcos, ou que ocupam posições hierarquicamente equivalentes, como quis a luciana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas complementando com uma situação mais concreta, e já respondendo à luciana, que disse que &#8220;O Torturra estava sim correndo os mesmos riscos que os outros ninjas à (sic) duas semanas atrás&#8221;, façamos o desafio: invertamos os papéis. Sim, invertamos os papéis. Quantos destes ninjas que andam correndo as ruas com seus celulares poderão se sentar ao lado de grandes gestores estatais ou de empresas para negociar parcerias e transações políticas e financeiras? Quantos detêm o estatuto de &#8220;sentáveis&#8221; ao lado de um Lula, de uma Dilma, da Ministra da Cultura, de gerentes da Vale, da Petrobrás? </p>
<p>E não me refiro a tirar fotos (político que é político bate foto com todo o mundo), me refiro a ter poder de agendar compromisso, ser porta-voz da organização e tomar decisões. Decerto, quase nenhum. Então me parece bem questionável dizer que dispõem todos do mesmo capital simbólico, como quis Marcos, ou que ocupam posições hierarquicamente equivalentes, como quis a luciana.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
