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	Comentários sobre: Combatendo a opressão?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Marcos		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 02:32:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Discordo do posicionamento dos colegas mas compreendo. Vindo das quebradas paulistas, fui estudante universitário, virei professor e, por 13 anos morei em cidades universitárias e circulava pelo meio. Podia beber e papear de segunda a segunda, a qualquer horário. Nos 13 anos nunca fui abordado pela polícia. Desfrutava da segunda cidadania que é ser universitário, algo que facilita muitas coisas. 

Em apenas 2 anos e meio que voltei para a quebrada já levei 5 gerais, enquadros. A última foi agora, às 23 horas, quando acabou o primeiro tempo do jogo do Corinthians. Os policiais colocam todos na parede, com as mãos para trás e de cabeça baixa. Um rapaz resolveu falar alguma coisa. Fomos liberados e o rapaz ficou lá. Eles deixam sozinhos e por último os que vão apanhar. 

Quando é universitário pode-se beber numa quarta-feira enquanto vê o jogo da Copa do Brasil. Quando a pessoa é tida como mais um peão da quebrada, fica sob a ditadura dos batalhões, que acham que trabalhador deve somente trabalhar e ficar em casa. Tratando todos os demais como potenciais bandidos. 

Ouví o policial dizer para um rapaz:

-Você está errado, não devia estar em casa descansando para trabalhar? Pensam assim: da casa para o trabalho e de volta para o trancafiamento domiciliar. Quem sai disso é tratado como  sub-cidadão, proibido de assistir o segundo tempo de um jogo e passível de apanhar caso não fale aquilo que foi estritamente perguntado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo do posicionamento dos colegas mas compreendo. Vindo das quebradas paulistas, fui estudante universitário, virei professor e, por 13 anos morei em cidades universitárias e circulava pelo meio. Podia beber e papear de segunda a segunda, a qualquer horário. Nos 13 anos nunca fui abordado pela polícia. Desfrutava da segunda cidadania que é ser universitário, algo que facilita muitas coisas. </p>
<p>Em apenas 2 anos e meio que voltei para a quebrada já levei 5 gerais, enquadros. A última foi agora, às 23 horas, quando acabou o primeiro tempo do jogo do Corinthians. Os policiais colocam todos na parede, com as mãos para trás e de cabeça baixa. Um rapaz resolveu falar alguma coisa. Fomos liberados e o rapaz ficou lá. Eles deixam sozinhos e por último os que vão apanhar. </p>
<p>Quando é universitário pode-se beber numa quarta-feira enquanto vê o jogo da Copa do Brasil. Quando a pessoa é tida como mais um peão da quebrada, fica sob a ditadura dos batalhões, que acham que trabalhador deve somente trabalhar e ficar em casa. Tratando todos os demais como potenciais bandidos. </p>
<p>Ouví o policial dizer para um rapaz:</p>
<p>-Você está errado, não devia estar em casa descansando para trabalhar? Pensam assim: da casa para o trabalho e de volta para o trancafiamento domiciliar. Quem sai disso é tratado como  sub-cidadão, proibido de assistir o segundo tempo de um jogo e passível de apanhar caso não fale aquilo que foi estritamente perguntado.</p>
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