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	Comentários sobre: Post-scriptum: contra a ecologia. 2) o lugar-comum dos nossos dias	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-159182</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2013 13:24:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[talvez Hannah Arendt não seja a autora mais lida nestas bandas, mas essa discussão remete ao seu livro &quot;A Condição Humana&quot;, no qual faz uma distinção entre work e labour. Labour seria aquele trabalho que o ser humano foi obrigado a fazer para sobreviver a partir do momento em que foi expulso do paraíso, a manutenção necessária para não ser engolido de volta pelas forças naturais (seja a produção de comida para evitar a morte, seja a manutenção de edifícios para evitar que a natureza os destrua), a relação &quot;bíblica&quot; vem justamente do uso inglês da palavra &quot;labour&quot; para se referir aos trabalhos de parto (presentinho de Deus também no momento da expulsão).
Já work (traduzido para trabalho) seria o trabalho que cria o mundo humano, ou seja, que não é consumido diretamente. Se aplicaria à produção de ferramentas, edifício, estátuas, móveis, obras de arte, enfim, coisas que não estão feitas para o consumo imediato, que são feitas ou para auxiliar outros trabalhos em geral ou apenas &quot;para existir&quot; e delimitar/criar o mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>talvez Hannah Arendt não seja a autora mais lida nestas bandas, mas essa discussão remete ao seu livro &#8220;A Condição Humana&#8221;, no qual faz uma distinção entre work e labour. Labour seria aquele trabalho que o ser humano foi obrigado a fazer para sobreviver a partir do momento em que foi expulso do paraíso, a manutenção necessária para não ser engolido de volta pelas forças naturais (seja a produção de comida para evitar a morte, seja a manutenção de edifícios para evitar que a natureza os destrua), a relação &#8220;bíblica&#8221; vem justamente do uso inglês da palavra &#8220;labour&#8221; para se referir aos trabalhos de parto (presentinho de Deus também no momento da expulsão).<br />
Já work (traduzido para trabalho) seria o trabalho que cria o mundo humano, ou seja, que não é consumido diretamente. Se aplicaria à produção de ferramentas, edifício, estátuas, móveis, obras de arte, enfim, coisas que não estão feitas para o consumo imediato, que são feitas ou para auxiliar outros trabalhos em geral ou apenas &#8220;para existir&#8221; e delimitar/criar o mundo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-159013</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2013 04:02:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Thiago e JB,
A referida nota é de número 16 e está no capítulo primeiro do Livro 1. Trata-se de uma nota de Engels à 4a edição. Nela se lê: &quot;A lingua inflesa tem a vantagem de possuir duas palavras distintas para esses dois aspecto diferentes do trabalho. O trabalho que gera valores de uso e é qualitativamente determinado chama-se work, em oposição a labour; o trabalho que cria valor e é mediado apenas quantitativamente chama-se labour em oposição à work.

De todo modo as palavras mudam tanto de acepção, ao longo da história, que essa divisão (se é que se aplica ainda ao inglês) me parece que não se aplica às portuguesas &quot;trabalho&quot; e &quot;labor&quot;. No português brasileiro, tenho a impressão de que labor é algo muito mais carregado de sentido e consciente do que &quot;trabalho&quot;, sendo portanto o inverso do que Engels afirmou. Sem falar que normalmente se usa inclusive o termo &quot;trabalhou laboriosamente&quot; para referir a um trabalho com muita atenção e capricho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago e JB,<br />
A referida nota é de número 16 e está no capítulo primeiro do Livro 1. Trata-se de uma nota de Engels à 4a edição. Nela se lê: &#8220;A lingua inflesa tem a vantagem de possuir duas palavras distintas para esses dois aspecto diferentes do trabalho. O trabalho que gera valores de uso e é qualitativamente determinado chama-se work, em oposição a labour; o trabalho que cria valor e é mediado apenas quantitativamente chama-se labour em oposição à work.</p>
<p>De todo modo as palavras mudam tanto de acepção, ao longo da história, que essa divisão (se é que se aplica ainda ao inglês) me parece que não se aplica às portuguesas &#8220;trabalho&#8221; e &#8220;labor&#8221;. No português brasileiro, tenho a impressão de que labor é algo muito mais carregado de sentido e consciente do que &#8220;trabalho&#8221;, sendo portanto o inverso do que Engels afirmou. Sem falar que normalmente se usa inclusive o termo &#8220;trabalhou laboriosamente&#8221; para referir a um trabalho com muita atenção e capricho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-158706</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2013 10:41:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Thiago,
Se a observação de Engels estiver correcta, ela refere-se a uma evolução semântica que 1) se processou na maior parte antes do capitalismo e 2) diz respeito a um leque de acepções muito mais vasto do que a questão do trabalho. Não me recordo se Engels evocou esse problema a propósito da divisão em trabalho abstracto e trabalho concreto e não tenho agora tempo para procurar. De qualquer modo, não me parece que essa divisão conceptual se tivesse devido à diferença entre os termos de origem anglo-saxónica e os de origem latina na língua inglesa, e além disso ela operou-se também noutras áreas linguísticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago,<br />
Se a observação de Engels estiver correcta, ela refere-se a uma evolução semântica que 1) se processou na maior parte antes do capitalismo e 2) diz respeito a um leque de acepções muito mais vasto do que a questão do trabalho. Não me recordo se Engels evocou esse problema a propósito da divisão em trabalho abstracto e trabalho concreto e não tenho agora tempo para procurar. De qualquer modo, não me parece que essa divisão conceptual se tivesse devido à diferença entre os termos de origem anglo-saxónica e os de origem latina na língua inglesa, e além disso ela operou-se também noutras áreas linguísticas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thiago Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-158501</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thiago Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2013 01:26:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo esta diferença entre work e labour, tem haver com a questão do trabalho abstrato e trabalho concreto? no sentido em que o concreto diz repeito a categoria/profissão, e trabalho abstrato indicando a produção de valor ou classe(em vez de categoria)?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo esta diferença entre work e labour, tem haver com a questão do trabalho abstrato e trabalho concreto? no sentido em que o concreto diz repeito a categoria/profissão, e trabalho abstrato indicando a produção de valor ou classe(em vez de categoria)?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157892</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2013 20:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João,
Lembro-me de Engels -- mas em que obra? -- observar que o termo &lt;em&gt;work&lt;/em&gt; e derivados, sendo de origem anglo-saxónica, tem uma acepção concreta e particularizada, enquanto o termo &lt;em&gt;labour&lt;/em&gt; e derivados, sendo de origem latina, tem uma acepção abstracta e genérica. Engels considerava que esta divisão semântica consoante as etimologias ocorria também nos outros casos. Para dar agora um exemplo, o &lt;em&gt;Labour Party&lt;/em&gt; foi formado por &lt;em&gt;workers&lt;/em&gt;. Evidentemente, esta divisão não pode ser reproduzida em português.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
Lembro-me de Engels &#8212; mas em que obra? &#8212; observar que o termo <em>work</em> e derivados, sendo de origem anglo-saxónica, tem uma acepção concreta e particularizada, enquanto o termo <em>labour</em> e derivados, sendo de origem latina, tem uma acepção abstracta e genérica. Engels considerava que esta divisão semântica consoante as etimologias ocorria também nos outros casos. Para dar agora um exemplo, o <em>Labour Party</em> foi formado por <em>workers</em>. Evidentemente, esta divisão não pode ser reproduzida em português.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157881</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2013 20:20:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83039#comment-157881</guid>

					<description><![CDATA[Sobre o proletário, operário e trabalhador. Reparem que na língua inglesa worker tanto se refere a trabalhador como a operário. Ora, a tradução do &quot;Manifesto Comunista&quot; mencionou desde sempre &quot;Workers of the world, unite&quot;. E isto ocorreu um pouco por todo o mundo e em todas as correntes políticas da esquerda socialista. A versão portuguesa, pelo menos a de Portugal, pelo contrário, evidencia  o lema &quot;Proletários...&quot;. Mas essa é uma excepção e a generalidade das organizações operárias (ou seja, as organização políticas e sociais  que se foram reivindicando da área socialista) mencionaram sempre as figuras do trabalhador e do operário. Ou seja, focaram a acção profissional e não o termo na sua relação com a condição social da exploração económica. Por outras palavras, as figuras do trabalhador e do operário surgem, em parte, como uma decorrência técnica do processo de trabalho: trabalhador é/seria quem trabalha, quem desempenha um acto de laborar.  Ora, neste plano genérico tanto o operário fabril como o gestor de uma empresa desempenham um papel activo na organização. Creio que é impossível separar essa preferência recorrente das organizações que se reivindicaram do socialismo pelas figuras do trabalhador e do operário, do processo de vinculação  dos gestores às lutas operárias, como o Marx fez em dois capítulos do Livro terceiro de &quot;O Capital&quot;: http://passapalavra.info/2013/10/87371

Ora, inversamente o termo proletário, se levado à sua consequência última, apela não apenas ao vago acto/desempenho laboral como lembra o facto de o proletário não ter nada mais do que a sua  força de trabalho, o que naturalmente implica lembrar que o poder de comando sobre o trabalho e a produção pertencem a outrém que não os proletários. Aqui o termo aponta para relações sociais, não apenas para uma actividade genérica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o proletário, operário e trabalhador. Reparem que na língua inglesa worker tanto se refere a trabalhador como a operário. Ora, a tradução do &#8220;Manifesto Comunista&#8221; mencionou desde sempre &#8220;Workers of the world, unite&#8221;. E isto ocorreu um pouco por todo o mundo e em todas as correntes políticas da esquerda socialista. A versão portuguesa, pelo menos a de Portugal, pelo contrário, evidencia  o lema &#8220;Proletários&#8230;&#8221;. Mas essa é uma excepção e a generalidade das organizações operárias (ou seja, as organização políticas e sociais  que se foram reivindicando da área socialista) mencionaram sempre as figuras do trabalhador e do operário. Ou seja, focaram a acção profissional e não o termo na sua relação com a condição social da exploração económica. Por outras palavras, as figuras do trabalhador e do operário surgem, em parte, como uma decorrência técnica do processo de trabalho: trabalhador é/seria quem trabalha, quem desempenha um acto de laborar.  Ora, neste plano genérico tanto o operário fabril como o gestor de uma empresa desempenham um papel activo na organização. Creio que é impossível separar essa preferência recorrente das organizações que se reivindicaram do socialismo pelas figuras do trabalhador e do operário, do processo de vinculação  dos gestores às lutas operárias, como o Marx fez em dois capítulos do Livro terceiro de &#8220;O Capital&#8221;: <a href="http://passapalavra.info/2013/10/87371" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/10/87371</a></p>
<p>Ora, inversamente o termo proletário, se levado à sua consequência última, apela não apenas ao vago acto/desempenho laboral como lembra o facto de o proletário não ter nada mais do que a sua  força de trabalho, o que naturalmente implica lembrar que o poder de comando sobre o trabalho e a produção pertencem a outrém que não os proletários. Aqui o termo aponta para relações sociais, não apenas para uma actividade genérica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157660</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2013 10:12:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No seu último comentário, a Heloísa levantou uma questão terminologicamente interessante, a de que &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt; não foi vítima da mesma operação de assimilação e recuperação que sucedeu com &lt;em&gt;trabalhador&lt;/em&gt;. Alguém que esteja à frente de um grande gabinete de arquitectura, por exemplo, decerto se reivindica de ser um &lt;em&gt;trabalhador&lt;/em&gt;, mas nunca um &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt;. Ora, isto é tanto mais elucidativo quanto a palavra &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt; foi desde o início usada numa acepção estritamente revolucionária. Quem tiver tempo e paciência leia as págs. 43-61 aqui
http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/12/Os-Sentidos-das-Palavras-Jo%C3%A3o-Bernardo.pdf 
ou aqui
http://biblioteca-autonomia.webnode.pt/news/jo%C3%A3o-bernardo,-a-sociedade-burguesa-de-um-e-de-outro-lado-do-espelho-la-comedie-humaine-e-os-sentidos-das-palavras,-terminologia-economica-e-social-em-la-comedie-humaine/ 
ou ainda aqui
http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Bernardo,%20João/Os%20Sentidos%20das%20Palavras.pdf 
(existem outros links também). Com base num vasto corpus literário, pretendi mostrar que enquanto &lt;em&gt;operário&lt;/em&gt; foi desde a origem um termo neutro, o termo &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt; foi empregue num sentido revolucionário ou pelo menos de desafio. É certo que a &lt;em&gt;ditadura do proletariado&lt;/em&gt; constituiu um caso extremo de inversão de sentido, mas isso não parece ter sucedido com os termos &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;proletariado&lt;/em&gt; quando não compõem nenhum sintagma. Mas por que motivo &lt;em&gt;proletário&lt;/em&gt; manteve a pureza semântica originária?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seu último comentário, a Heloísa levantou uma questão terminologicamente interessante, a de que <em>proletário</em> não foi vítima da mesma operação de assimilação e recuperação que sucedeu com <em>trabalhador</em>. Alguém que esteja à frente de um grande gabinete de arquitectura, por exemplo, decerto se reivindica de ser um <em>trabalhador</em>, mas nunca um <em>proletário</em>. Ora, isto é tanto mais elucidativo quanto a palavra <em>proletário</em> foi desde o início usada numa acepção estritamente revolucionária. Quem tiver tempo e paciência leia as págs. 43-61 aqui<br />
<a href="http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/12/Os-Sentidos-das-Palavras-Jo%C3%A3o-Bernardo.pdf" rel="nofollow ugc">http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/12/Os-Sentidos-das-Palavras-Jo%C3%A3o-Bernardo.pdf</a><br />
ou aqui<br />
<a href="http://biblioteca-autonomia.webnode.pt/news/jo%C3%A3o-bernardo,-a-sociedade-burguesa-de-um-e-de-outro-lado-do-espelho-la-comedie-humaine-e-os-sentidos-das-palavras,-terminologia-economica-e-social-em-la-comedie-humaine/" rel="nofollow ugc">http://biblioteca-autonomia.webnode.pt/news/jo%C3%A3o-bernardo,-a-sociedade-burguesa-de-um-e-de-outro-lado-do-espelho-la-comedie-humaine-e-os-sentidos-das-palavras,-terminologia-economica-e-social-em-la-comedie-humaine/</a><br />
ou ainda aqui<br />
<a href="http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Bernardo,%20João/Os%20Sentidos%20das%20Palavras.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Bernardo,%20João/Os%20Sentidos%20das%20Palavras.pdf</a><br />
(existem outros links também). Com base num vasto corpus literário, pretendi mostrar que enquanto <em>operário</em> foi desde a origem um termo neutro, o termo <em>proletário</em> foi empregue num sentido revolucionário ou pelo menos de desafio. É certo que a <em>ditadura do proletariado</em> constituiu um caso extremo de inversão de sentido, mas isso não parece ter sucedido com os termos <em>proletário</em> e <em>proletariado</em> quando não compõem nenhum sintagma. Mas por que motivo <em>proletário</em> manteve a pureza semântica originária?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157659</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2013 10:11:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[hello Helô

Rebarbo a dica: eu me prefiro escoliasta a polemista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>hello Helô</p>
<p>Rebarbo a dica: eu me prefiro escoliasta a polemista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157428</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Dec 2013 23:49:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83039#comment-157428</guid>

					<description><![CDATA[ao menos em São Paulo, os médicos já adotaram bem a expressão &quot;passar&quot; no sentido de fazer uma consulta. Dizem &quot;às 10h30 vou passar com uma paciente minha no consultório e depois vou ao hospital&quot;, expressão que anteriormente era utilizada pelas classes baixas, sua provável origem. Acho que até a &quot;elite&quot; dos médicos hoje já se deu conta da analogia com uma linha fordista de trabalho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ao menos em São Paulo, os médicos já adotaram bem a expressão &#8220;passar&#8221; no sentido de fazer uma consulta. Dizem &#8220;às 10h30 vou passar com uma paciente minha no consultório e depois vou ao hospital&#8221;, expressão que anteriormente era utilizada pelas classes baixas, sua provável origem. Acho que até a &#8220;elite&#8221; dos médicos hoje já se deu conta da analogia com uma linha fordista de trabalho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Heloísa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83039/#comment-157413</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heloísa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Dec 2013 23:18:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83039#comment-157413</guid>

					<description><![CDATA[Muito boa observação! Maluf também se fiz trabalhador e que trabalha muito...


Inclusive discutimos isso num curso de Marx que fui. Já que todas as profissões estão se proletarizando, até mesmo as liberais de &quot;prestígio&quot;, como médicos e arquitetos (sou arquiteta), se não seria o caso utilizar a palavra proletário, em vez de trabalhador, pro assalariado ou autônomo fudido(eu), ao nos designarmos. Radicalizar o vocabulário. 

Ulisses, taí uma dica de artigo pra você, então. Como se dá esse processo &#039;metabólico&#039; da ideologia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito boa observação! Maluf também se fiz trabalhador e que trabalha muito&#8230;</p>
<p>Inclusive discutimos isso num curso de Marx que fui. Já que todas as profissões estão se proletarizando, até mesmo as liberais de &#8220;prestígio&#8221;, como médicos e arquitetos (sou arquiteta), se não seria o caso utilizar a palavra proletário, em vez de trabalhador, pro assalariado ou autônomo fudido(eu), ao nos designarmos. Radicalizar o vocabulário. </p>
<p>Ulisses, taí uma dica de artigo pra você, então. Como se dá esse processo &#8216;metabólico&#8217; da ideologia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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