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	Comentários sobre: Post-scriptum: contra a ecologia. 5) Georgescu-Roegen e o decrescimento económico	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-314334</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 14:21:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto (e série) seminal, e também os comentários, muito interessantes. Talvez interesse a vocês esse outro texto que trata basicamente das mesmas questões (ideologia da escassez, entropia, recompensas e punições, ecologia, economia, fetichismo da mercadoria, teodiceia, auto-sacrifício etc):

DISSECANDO A METAFÍSICA DA ESCASSEZ [link: https://goo.gl/WlAko3]
&quot;Anteriormente [em https://goo.gl/aXk4oy], criticamos a ideologia da escassez do ponto de vista da transformação da vida cotidiana [1], ou seja, na perspectiva concreta da práxis social-histórica; no entanto, alguns acreditam que, independentemente disso, a escassez continuaria válida como característica inerente ao tempo e ao espaço, como fundamento metafísico (geralmente usam o conceito termodinâmico de &quot;entropia&quot; para fundamentar essa ideia). Com isso, alguns supõem que, nesse universo entrópico, cada ser específico se pauta pela competição recíproca pela escasso, e, consequentemente, também os seres humanos e as sociedades, o que faria a forma social que a escassez toma, a propriedade privada (e, portanto, a sociedade de classes, o trabalho, o Estado e o capital), ter um fundamento eterno, cósmico e imutável. Neste texto, procuraremos criticar essa metafísica de um ponto de vista especificamente filosófico. [...]&quot; O resto do texto: https://goo.gl/WlAko3]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto (e série) seminal, e também os comentários, muito interessantes. Talvez interesse a vocês esse outro texto que trata basicamente das mesmas questões (ideologia da escassez, entropia, recompensas e punições, ecologia, economia, fetichismo da mercadoria, teodiceia, auto-sacrifício etc):</p>
<p>DISSECANDO A METAFÍSICA DA ESCASSEZ [link: <a href="https://goo.gl/WlAko3%5D" rel="nofollow ugc">https://goo.gl/WlAko3%5D</a><br />
&#8220;Anteriormente [em <a href="https://goo.gl/aXk4oy%5D" rel="nofollow ugc">https://goo.gl/aXk4oy%5D</a>, criticamos a ideologia da escassez do ponto de vista da transformação da vida cotidiana [1], ou seja, na perspectiva concreta da práxis social-histórica; no entanto, alguns acreditam que, independentemente disso, a escassez continuaria válida como característica inerente ao tempo e ao espaço, como fundamento metafísico (geralmente usam o conceito termodinâmico de &#8220;entropia&#8221; para fundamentar essa ideia). Com isso, alguns supõem que, nesse universo entrópico, cada ser específico se pauta pela competição recíproca pela escasso, e, consequentemente, também os seres humanos e as sociedades, o que faria a forma social que a escassez toma, a propriedade privada (e, portanto, a sociedade de classes, o trabalho, o Estado e o capital), ter um fundamento eterno, cósmico e imutável. Neste texto, procuraremos criticar essa metafísica de um ponto de vista especificamente filosófico. [&#8230;]&#8221; O resto do texto: <a href="https://goo.gl/WlAko3" rel="nofollow ugc">https://goo.gl/WlAko3</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Penteado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-241013</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Penteado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2014 00:25:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sensacional, temos agora gente que acredita em leis da física que permitirão criarmos novo planeta se quisermos, enquanto afundamos numa crise gigantesca com extinção acelerada da vida, essa crença não vai nos ajudar muito... mesmo que fosse verdadeira...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sensacional, temos agora gente que acredita em leis da física que permitirão criarmos novo planeta se quisermos, enquanto afundamos numa crise gigantesca com extinção acelerada da vida, essa crença não vai nos ajudar muito&#8230; mesmo que fosse verdadeira&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ST		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-143307</link>

		<dc:creator><![CDATA[ST]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2013 13:31:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tentarei uma síntese difícil das difíceis questões que este outro texto de João Bernardo e respostas dos comentaristas me suscitaram. Não consigo deixar de encontrar argumentos aceitáveis de ambos os lados, apesar de uma total &quot;desidentificação&quot; com sistema capitalista, fascista e comunista. Como proceder em relação às profundas modificações recentes do planeta (que muito pouco sabemos sobre elas e menos ainda sobre o futuro)? Por outro lado, a natureza não é fascista, nem comunista, nem capitalista, não é uma fonte de recursos, nem é um deus castigador. É um sistema complexo e limitado, tal como Homem. Mas tem uma enorme capacidade de transformação, tal como o Homem. Não faz sentido empobrecer, mas também não fazem sentido os I&#039;pods, na minha opinião. Confesso-me perdida perante um texto de qualidade extraordinária, que revela uma enorme pesquisa, e também dos comentadores que se lhe opõem. Poderá ajudar-me, pelo menos no que diga respeita à possibilidade de um sistema que integre a natureza nas suas estruturas ou processos? obrigada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tentarei uma síntese difícil das difíceis questões que este outro texto de João Bernardo e respostas dos comentaristas me suscitaram. Não consigo deixar de encontrar argumentos aceitáveis de ambos os lados, apesar de uma total &#8220;desidentificação&#8221; com sistema capitalista, fascista e comunista. Como proceder em relação às profundas modificações recentes do planeta (que muito pouco sabemos sobre elas e menos ainda sobre o futuro)? Por outro lado, a natureza não é fascista, nem comunista, nem capitalista, não é uma fonte de recursos, nem é um deus castigador. É um sistema complexo e limitado, tal como Homem. Mas tem uma enorme capacidade de transformação, tal como o Homem. Não faz sentido empobrecer, mas também não fazem sentido os I&#8217;pods, na minha opinião. Confesso-me perdida perante um texto de qualidade extraordinária, que revela uma enorme pesquisa, e também dos comentadores que se lhe opõem. Poderá ajudar-me, pelo menos no que diga respeita à possibilidade de um sistema que integre a natureza nas suas estruturas ou processos? obrigada</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-139582</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2013 14:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Renato,
É a primeira vez que ouço falar desse projecto e de Jacque Fresco, e para lhe dar uma opinião fundamentada teria de os estudar atentamente, o que não tenho tempo de fazer agora. Para mais, seria necessário entendê-los no contexto das utopias sociais geradas nos Estados Unidos, sobretudo na Califórnia, a partir da década de 1960 e das utopias tecnológicas. O problema é que nós temos vivido entre utopias que na prática se revelam como distopias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Renato,<br />
É a primeira vez que ouço falar desse projecto e de Jacque Fresco, e para lhe dar uma opinião fundamentada teria de os estudar atentamente, o que não tenho tempo de fazer agora. Para mais, seria necessário entendê-los no contexto das utopias sociais geradas nos Estados Unidos, sobretudo na Califórnia, a partir da década de 1960 e das utopias tecnológicas. O problema é que nós temos vivido entre utopias que na prática se revelam como distopias.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renato		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-139493</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2013 04:50:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, acompanho muito dos seus textos e e tenho grande afinidade com o marxismo heterodoxo. Gostaria de saber se o senhor conhece o chamado Projeto Vênus, que vem de um projeto de engenharia social de Jacque Fresco. Se conhece, o acha a respeito.
uma visão superficial do assim chamado Projeto Vênus: 
http://youtu.be/KphWsnhZ4Ag

Me parece uma visão bem século XX de uma sociedade planificada, mas com os assuntos na moda do século XXI. Como estamos num período terrível de refluxo e contrarrevolução pensar em utopias torna-se urgente.

Muitas outras informações no sítio de internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, acompanho muito dos seus textos e e tenho grande afinidade com o marxismo heterodoxo. Gostaria de saber se o senhor conhece o chamado Projeto Vênus, que vem de um projeto de engenharia social de Jacque Fresco. Se conhece, o acha a respeito.<br />
uma visão superficial do assim chamado Projeto Vênus:<br />
<a href="http://youtu.be/KphWsnhZ4Ag" rel="nofollow ugc">http://youtu.be/KphWsnhZ4Ag</a></p>
<p>Me parece uma visão bem século XX de uma sociedade planificada, mas com os assuntos na moda do século XXI. Como estamos num período terrível de refluxo e contrarrevolução pensar em utopias torna-se urgente.</p>
<p>Muitas outras informações no sítio de internet.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-138573</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2013 21:46:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo Vinicius,

OK, admito que a minha formulação é suficientemente ambígua para permitir essa interpretação. Entre outras. Porque o facto é que a existência de classes não é exclusiva do sistema de dominação capitalista. Em todo o caso, esse ponto parece-me acessório. O ponto principal, para mim, é a inevitabilidade do decrescimento nos países da OCDE, e o modo como esse decrescimento se fará, se democraticamente e de forma justa e equilibrada, ou se de forma caótica e autoritária. A minha preferência vai, como é óbvio, para a primeira via. Infelizmente, não acredito que a transição para a sustentabilidade se vá processar com a suavidade desejada, se até a esquerda supostamente anti-capitalista (e que devia ser o aliado natural da ecologia) prefere ignorar os dados das ciências e projectar no futuro as fantasias material-positivistas do passado, ou aquilo a que alguns chamam a &quot;religião civil do progresso&quot;. 
Portanto, e só para clarificar posições, eu não acredito que as propostas dos decrescimentistas tenham qualquer viabilidade. Considero-as positivas, mas não acredito (por razões que levaria demasiado tempo a explicar) que elas algum dia recolham a aprovação de um número significativo de cidadãos. Neste aspecto, os inimigos do decrescimento podem ficar descansados. Só que, ao contrário do que eles julgam, isso não é uma boa notícia. 
Só para que não haja dúvidas, aquilo em que eu acredito, com base nos dados da biologia, da geologia, da climatologia, etc., é que o planeta Terra está a caminho da sexta mega-extinção, muito provavelmente ainda no decurso deste século. O que, suponho, me qualifica mais como catastrofista (doomer em inglês) do que como ambientalista do género a-salvação-está-nas-energias-renováveis. Porque na verdade o ambientalismo é mais uma variedade de wishful thinking, e a ingenuidade deles é quase tão grande como a dos defensores do business as usual da sociedade industrial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo Vinicius,</p>
<p>OK, admito que a minha formulação é suficientemente ambígua para permitir essa interpretação. Entre outras. Porque o facto é que a existência de classes não é exclusiva do sistema de dominação capitalista. Em todo o caso, esse ponto parece-me acessório. O ponto principal, para mim, é a inevitabilidade do decrescimento nos países da OCDE, e o modo como esse decrescimento se fará, se democraticamente e de forma justa e equilibrada, ou se de forma caótica e autoritária. A minha preferência vai, como é óbvio, para a primeira via. Infelizmente, não acredito que a transição para a sustentabilidade se vá processar com a suavidade desejada, se até a esquerda supostamente anti-capitalista (e que devia ser o aliado natural da ecologia) prefere ignorar os dados das ciências e projectar no futuro as fantasias material-positivistas do passado, ou aquilo a que alguns chamam a &#8220;religião civil do progresso&#8221;.<br />
Portanto, e só para clarificar posições, eu não acredito que as propostas dos decrescimentistas tenham qualquer viabilidade. Considero-as positivas, mas não acredito (por razões que levaria demasiado tempo a explicar) que elas algum dia recolham a aprovação de um número significativo de cidadãos. Neste aspecto, os inimigos do decrescimento podem ficar descansados. Só que, ao contrário do que eles julgam, isso não é uma boa notícia.<br />
Só para que não haja dúvidas, aquilo em que eu acredito, com base nos dados da biologia, da geologia, da climatologia, etc., é que o planeta Terra está a caminho da sexta mega-extinção, muito provavelmente ainda no decurso deste século. O que, suponho, me qualifica mais como catastrofista (doomer em inglês) do que como ambientalista do género a-salvação-está-nas-energias-renováveis. Porque na verdade o ambientalismo é mais uma variedade de wishful thinking, e a ingenuidade deles é quase tão grande como a dos defensores do business as usual da sociedade industrial.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-138559</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2013 19:50:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JMS,

quando você diz que a &quot;austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria&quot; qual outra conclusão se pode tirar? Havendo ainda os de cima e os de baixo, se não é capitalismo, certamente é alguma formação com existência de classes. E mais, a própria idéia de &quot;austeridade&quot; pressupõe mecanismos de repressão e controle do &quot;consumo&quot;, e portanto a lógica do consumo (no sentido baudrillardiano da expressão), produto de um sistema de produção baseado em certas relações de produção, continuaria a existir. Portanto, o sonho capitalista do descrescimento sustentado está implícito na sua argumentação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JMS,</p>
<p>quando você diz que a &#8220;austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria&#8221; qual outra conclusão se pode tirar? Havendo ainda os de cima e os de baixo, se não é capitalismo, certamente é alguma formação com existência de classes. E mais, a própria idéia de &#8220;austeridade&#8221; pressupõe mecanismos de repressão e controle do &#8220;consumo&#8221;, e portanto a lógica do consumo (no sentido baudrillardiano da expressão), produto de um sistema de produção baseado em certas relações de produção, continuaria a existir. Portanto, o sonho capitalista do descrescimento sustentado está implícito na sua argumentação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-138545</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2013 18:39:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo Vinicius,

Se não se importa, indique-me em que parte do meu comentário é que encontrou fundamento para afirmar que &quot;Você quer trocar então “o sonho capitalista do consumismo”, pelo sonho capitalista do “descrescimento sustentado”.

O capitalismo não é compatível com o decrescimento, pois baseia-se na emissão de dívida. Outros sistemas sócio-económicos de dominação são compatíveis com o decrescimento ou com uma economia de estado estacionário. Por exemplo, o feudalismo. Mas o capitalismo não. E espero é que a minha alusão à economia medieval não me valha agora o apodo de feudalista!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo Vinicius,</p>
<p>Se não se importa, indique-me em que parte do meu comentário é que encontrou fundamento para afirmar que &#8220;Você quer trocar então “o sonho capitalista do consumismo”, pelo sonho capitalista do “descrescimento sustentado”.</p>
<p>O capitalismo não é compatível com o decrescimento, pois baseia-se na emissão de dívida. Outros sistemas sócio-económicos de dominação são compatíveis com o decrescimento ou com uma economia de estado estacionário. Por exemplo, o feudalismo. Mas o capitalismo não. E espero é que a minha alusão à economia medieval não me valha agora o apodo de feudalista!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-138530</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2013 15:06:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JMS escreveu:
&quot;O que defendo, já agora, é que a austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria, e que isso só se pode fazer tendo como base um programa político de decrescimento sustentado. O que a maioria não pode, porém, é continuar a acreditar no sonho capitalista do consumismo, porque esse sonho se transformou num pesadelo destrutivo.&quot;

Você quer trocar então &quot;o sonho capitalista do consumismo&quot;, pelo sonho  capitalista do &quot;descrescimento sustentado&quot;.

Não estou habilitado a dizer se o capitalismo é compatível com descrescimento programado, mas posso dizer que o &#039;consumismo&#039; não é um sonho, mas uma consequência de relações de produção, ou melhor, de um sistema de produção (capitalista). Sendo assim acho bem estranho - sem discutir se o apocalipse ainda está por vir ou se nos acostumamos a ele - tratar o &#039;consumismo&#039; como um sonho e não algo determinado pelas relações de produção, como se fosse questão de impor uma moral, uma pedagogia, criar uma consciência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JMS escreveu:<br />
&#8220;O que defendo, já agora, é que a austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria, e que isso só se pode fazer tendo como base um programa político de decrescimento sustentado. O que a maioria não pode, porém, é continuar a acreditar no sonho capitalista do consumismo, porque esse sonho se transformou num pesadelo destrutivo.&#8221;</p>
<p>Você quer trocar então &#8220;o sonho capitalista do consumismo&#8221;, pelo sonho  capitalista do &#8220;descrescimento sustentado&#8221;.</p>
<p>Não estou habilitado a dizer se o capitalismo é compatível com descrescimento programado, mas posso dizer que o &#8216;consumismo&#8217; não é um sonho, mas uma consequência de relações de produção, ou melhor, de um sistema de produção (capitalista). Sendo assim acho bem estranho &#8211; sem discutir se o apocalipse ainda está por vir ou se nos acostumamos a ele &#8211; tratar o &#8216;consumismo&#8217; como um sonho e não algo determinado pelas relações de produção, como se fosse questão de impor uma moral, uma pedagogia, criar uma consciência.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83316/#comment-138471</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2013 02:48:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Resposta a João Aguiar no blogue Vias de Facto, na qual, e não por acaso, se responde a algumas das acusações e insinuações feitas por J. Bernardo no post acima. E gostaria de recordar, talvez para que se aprecie devidamente a &quot;qualidade intelectual&quot; e moral do autor, que JB NUNCA tentou refutar ou sequer contestar a nenhuma das inúmeras objecções que eu coloquei às suas curiosas ideias sobre ciência em geral e ecologia em particular, e que ainda agora no seu comentário prefira chamar a atenção para o anedótico duns insultozinhos inocentes e não para os FACTOS que eu propus à sua reflexão. Não compreendo como é que alguém intelectualmente tão superior e tão mais de esquerda do que eu não consegue, aparentemente, argumentar com mais do que o conhecido impostor e pró-capitalista Lomborg. Mas há coisas em certa &quot;esquerda&quot; que eu já desisti de tentar compreender. (Ou talvez compreenda bem demais...) 


João Aguiar,
Lamento, mas você não está a perceber nada. Aquilo a que chama &quot;previsões sem qualquer sentido&quot; são simplesmente os factos da geologia e da física. Devo concluir que o J. Aguiar acredita que as alterações climáticas, a acidificação dos oceanos, a extinção de espécies, a perda de biodiversidade, o pico petrolífero, a sobrepopulação, etc. não são problemas reais? Será então tudo uma conspiração da comunidade científica, a soldo dos verdes? Será que o pico petrolífero que ocorreu nas explorações petrolíferas dos EUA (1970), do RU (2006), da Indonésia (1997), da Síria (1995) ou do Egipto (1997) entre outros, é uma mentira? Se é uma mentira, apetece perguntar, porque é que não está em grandes parangonas na comunicação social? E se é verdade, como afirmam os geólogos, não será um bocadito provável que o mesmo aconteça mais tarde ou mais cedo na Arábia Saudita ou na Rússia? 
E não será verdade que o petróleo é cada vez mais caro, porque a maior parte daquele que era fácil (barato) de extrair já se extraiu? Porque é as petrolíferas andarão a investir balúrdios de milhões em perfurações de alto mar ou em lugares cada vez mais inóspitos como a Sibéria e o norte do Alasca – pior, porque é que se anda a explorar o pseudo-petróleo das areias betuminosas do Canadá, cuja viabilidade económica só se justifica com preços de 80-90 dólares o barril, se há, supostamente, petróleo barato aos pontapés? Será só para disfarçar? Melhor, será uma conspiração dos magnatas do petróleo e da finança (vulgo New World Order) para implementar a austeridade a nível global? Oh!
Eu sei que para um marxista tradicional a energia nem sequer conta como factor de produção (porque de facto era quase irrelevante no tempo do profeta), mas será mentira que os combustíveis fósseis são um recurso finito, e que o mais importante deles – o petróleo – custa hoje cinco vezes mais do que em 2001?  E esta subida de preço não terá provocado um choquezito na economia global? Eu diria que sim, e que a famigerada austeridade, pelo menos para países totalmente dependentes de importações de petróleo como Portugal, Espanha, Grécia, etc. é INFELIZMENTE inevitável. Se eu concordo com ESTA austeridade, que nos é imposta pela banca internacional em seu favor? É ÓBVIO que não concordo. O que defendo, já agora,  é que a austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria, e que isso só se pode fazer tendo como base um programa político de decrescimento sustentado. O que a maioria não pode, porém, é continuar a acreditar no sonho capitalista do consumismo, porque esse sonho se transformou num pesadelo destrutivo.
Aquilo da natureza ser fascista era uma ironia metafórica, mas o seu colega Bernardo fez-me compreender que é contraproducente usar de ironia e metáforas em discussões com cabeçorras tão apegadas a compêndios de sociologia. Mas eu explico: tal como um regime fascista se apoia na coação da liberdade geral, também a natureza impõe restrições ao geral das espécies. Tal como elefantes não podem voar, nem os peixes cantar ópera, a liberdade humana está SEMPRE condicionada pelas leis da natureza, essa fascista de merda (percebeu agora?). Eu compreendo que certas disposições da natureza (doença, finitude, entropia, acessos de mau génio, etc.) sejam um pouco chocantes, mas dou-lhe aqui a minha palavra de honra de que não fui eu quem as escreveu, nem qualquer ecologista que eu conheça. Por outras palavras, por muito injustas e cruéis que as leis da natureza pareçam aos elefantes e aos homens, isso não altera em nada a sua força e a sua inevitabilidade. 
Quanto ao genocídio (o termo técnico é extinção), tem piada que você fale nisso, porque esse é precisamente o locus horrendus para onde a nossa e muitas outras espécies tendem a passos largos, se a humanidade não perceber que a tentativa (de resto, condenada ao fracasso) de manter em funções a nossa economia de crescimento está a matar o planeta Terra. Vou repetir em câmara lenta, porque a ideia tem a sua importância. Está. A. Matar. O. Planeta. Terra. Você talvez prefira não acreditar nisso. Mas eu confesso que ainda não percebi ao certo o  que é que você defende ou em que é que acredita e por quê. A única coisa que eu vejo, mas pode ser dos meus óculos, na “esquerda” que o J. Aguiar e o J. Bernardo representam é um desprezo absurdo pela ciência e uma tremenda confusão ideológica e moral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resposta a João Aguiar no blogue Vias de Facto, na qual, e não por acaso, se responde a algumas das acusações e insinuações feitas por J. Bernardo no post acima. E gostaria de recordar, talvez para que se aprecie devidamente a &#8220;qualidade intelectual&#8221; e moral do autor, que JB NUNCA tentou refutar ou sequer contestar a nenhuma das inúmeras objecções que eu coloquei às suas curiosas ideias sobre ciência em geral e ecologia em particular, e que ainda agora no seu comentário prefira chamar a atenção para o anedótico duns insultozinhos inocentes e não para os FACTOS que eu propus à sua reflexão. Não compreendo como é que alguém intelectualmente tão superior e tão mais de esquerda do que eu não consegue, aparentemente, argumentar com mais do que o conhecido impostor e pró-capitalista Lomborg. Mas há coisas em certa &#8220;esquerda&#8221; que eu já desisti de tentar compreender. (Ou talvez compreenda bem demais&#8230;) </p>
<p>João Aguiar,<br />
Lamento, mas você não está a perceber nada. Aquilo a que chama &#8220;previsões sem qualquer sentido&#8221; são simplesmente os factos da geologia e da física. Devo concluir que o J. Aguiar acredita que as alterações climáticas, a acidificação dos oceanos, a extinção de espécies, a perda de biodiversidade, o pico petrolífero, a sobrepopulação, etc. não são problemas reais? Será então tudo uma conspiração da comunidade científica, a soldo dos verdes? Será que o pico petrolífero que ocorreu nas explorações petrolíferas dos EUA (1970), do RU (2006), da Indonésia (1997), da Síria (1995) ou do Egipto (1997) entre outros, é uma mentira? Se é uma mentira, apetece perguntar, porque é que não está em grandes parangonas na comunicação social? E se é verdade, como afirmam os geólogos, não será um bocadito provável que o mesmo aconteça mais tarde ou mais cedo na Arábia Saudita ou na Rússia?<br />
E não será verdade que o petróleo é cada vez mais caro, porque a maior parte daquele que era fácil (barato) de extrair já se extraiu? Porque é as petrolíferas andarão a investir balúrdios de milhões em perfurações de alto mar ou em lugares cada vez mais inóspitos como a Sibéria e o norte do Alasca – pior, porque é que se anda a explorar o pseudo-petróleo das areias betuminosas do Canadá, cuja viabilidade económica só se justifica com preços de 80-90 dólares o barril, se há, supostamente, petróleo barato aos pontapés? Será só para disfarçar? Melhor, será uma conspiração dos magnatas do petróleo e da finança (vulgo New World Order) para implementar a austeridade a nível global? Oh!<br />
Eu sei que para um marxista tradicional a energia nem sequer conta como factor de produção (porque de facto era quase irrelevante no tempo do profeta), mas será mentira que os combustíveis fósseis são um recurso finito, e que o mais importante deles – o petróleo – custa hoje cinco vezes mais do que em 2001?  E esta subida de preço não terá provocado um choquezito na economia global? Eu diria que sim, e que a famigerada austeridade, pelo menos para países totalmente dependentes de importações de petróleo como Portugal, Espanha, Grécia, etc. é INFELIZMENTE inevitável. Se eu concordo com ESTA austeridade, que nos é imposta pela banca internacional em seu favor? É ÓBVIO que não concordo. O que defendo, já agora,  é que a austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria, e que isso só se pode fazer tendo como base um programa político de decrescimento sustentado. O que a maioria não pode, porém, é continuar a acreditar no sonho capitalista do consumismo, porque esse sonho se transformou num pesadelo destrutivo.<br />
Aquilo da natureza ser fascista era uma ironia metafórica, mas o seu colega Bernardo fez-me compreender que é contraproducente usar de ironia e metáforas em discussões com cabeçorras tão apegadas a compêndios de sociologia. Mas eu explico: tal como um regime fascista se apoia na coação da liberdade geral, também a natureza impõe restrições ao geral das espécies. Tal como elefantes não podem voar, nem os peixes cantar ópera, a liberdade humana está SEMPRE condicionada pelas leis da natureza, essa fascista de merda (percebeu agora?). Eu compreendo que certas disposições da natureza (doença, finitude, entropia, acessos de mau génio, etc.) sejam um pouco chocantes, mas dou-lhe aqui a minha palavra de honra de que não fui eu quem as escreveu, nem qualquer ecologista que eu conheça. Por outras palavras, por muito injustas e cruéis que as leis da natureza pareçam aos elefantes e aos homens, isso não altera em nada a sua força e a sua inevitabilidade.<br />
Quanto ao genocídio (o termo técnico é extinção), tem piada que você fale nisso, porque esse é precisamente o locus horrendus para onde a nossa e muitas outras espécies tendem a passos largos, se a humanidade não perceber que a tentativa (de resto, condenada ao fracasso) de manter em funções a nossa economia de crescimento está a matar o planeta Terra. Vou repetir em câmara lenta, porque a ideia tem a sua importância. Está. A. Matar. O. Planeta. Terra. Você talvez prefira não acreditar nisso. Mas eu confesso que ainda não percebi ao certo o  que é que você defende ou em que é que acredita e por quê. A única coisa que eu vejo, mas pode ser dos meus óculos, na “esquerda” que o J. Aguiar e o J. Bernardo representam é um desprezo absurdo pela ciência e uma tremenda confusão ideológica e moral.</p>
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