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	<title>
	Comentários sobre: Escolhas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-145746</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2013 03:46:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A base social da oposição civil na Síria - http://vientosur.info/spip.php?article8461]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A base social da oposição civil na Síria &#8211; <a href="http://vientosur.info/spip.php?article8461" rel="nofollow ugc">http://vientosur.info/spip.php?article8461</a></p>
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		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136561</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 18:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Ir em defesa da nação é ir em defesa de um mundo fictício, de um mundo fictício inventado para favorecer os interesses das classes dominantes.&quot;

 
Quando os trabalhadores forem a classe dominante o país passa a ser em benefício dos seus interesses. É disto que se trata e é por isso que há que preservar a ideia de independência nacional embora essa independência no plano institucional possa apresentar formulações específicas a sociedades comunistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ir em defesa da nação é ir em defesa de um mundo fictício, de um mundo fictício inventado para favorecer os interesses das classes dominantes.&#8221;</p>
<p>Quando os trabalhadores forem a classe dominante o país passa a ser em benefício dos seus interesses. É disto que se trata e é por isso que há que preservar a ideia de independência nacional embora essa independência no plano institucional possa apresentar formulações específicas a sociedades comunistas.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136522</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 13:07:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Retirar o espaço geográfico independente aos trabalhadores é retirar operacionalidade à sua luta e ao seu trabalho político, é jogá-los num mundo virtual, de fantasia mesmo, em que se esperaria que cada decisão local tivesse que ser conhecida e aprovada pelos trabalhadores de todo o mundo – porque ou existem capacidades localizadas e com vários níveis e graus ou toda a iniciativa tem que ser aprovada pelo universo completo&quot;.

1 - No passado, já foi um consenso entre as esquerdas marxistas de vários países a noção  de que a luta anticapitalista deveria se operar internacionalmente, não em espaços nacionais isolados. O isolamento da revolução num país levaria (e levou) à derrota da revolução internacional e, portanto, à não derrubada do capitalismo.

2 - O trabalho político dos trabalhadores só pode se dar de modo favorável num país democrático. Mas, para que um país seja democrático de fato, não basta que esteja escrito que ele o é na sua constituição ou coisa do tipo. A democracia só se efetiva quando os trabalhadores se colocam em movimento, colocando as autoridades na defensiva. As ditaduras, por outro lado, que colocam os movimentos de trabalhadores na defensiva, são o pior cenário para se desenvolver qualquer luta.

3 - Não se trata de jogar os trabalhadores num mundo virtual, de fantasia. O nacionalismo já se encarregou e já se encarrega disso. O nacionalismo cria uma ficção, a nação, que nada mais é do que um instrumento de afirmação dos interesses sociais de classes sociais dominantes sobre um dado território e sobre a população que nele reside. Ir em defesa da nação é ir em defesa de um mundo fictício, de um mundo fictício inventado para favorecer os interesses das classes dominantes.

4 - As decisões locais não precisarão ser conhecidas e aprovadas pelos trabalhadores de todo o mundo para que sejam tomadas localmente, na sociedade comunista: os trabalhadores de diferentes nacionalidades precisarão é de abolir as fronteiras nacionais, que inexistem para as classes dominantes (a não ser quando lhes convém), e, em conjunto, estabelecer uma forma de planejar e gerir globalmente uma economia mundialmente integrada. Assim, as decisões locais, em termos gestão econômica, serão tomadas de acordo com as diretrizes gerais já estabelecidas por um planejamento global. As únicas decisões locais que não terão lugar serão as decisões políticas, pois a política deixará de existir. Mas isso é só para quando a esquerda e os trabalhadores aprenderem algo a partir de suas sucessões de derrotas e se convencerem da justeza das teses internacionalistas (se isto ocorrer algum dia).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Retirar o espaço geográfico independente aos trabalhadores é retirar operacionalidade à sua luta e ao seu trabalho político, é jogá-los num mundo virtual, de fantasia mesmo, em que se esperaria que cada decisão local tivesse que ser conhecida e aprovada pelos trabalhadores de todo o mundo – porque ou existem capacidades localizadas e com vários níveis e graus ou toda a iniciativa tem que ser aprovada pelo universo completo&#8221;.</p>
<p>1 &#8211; No passado, já foi um consenso entre as esquerdas marxistas de vários países a noção  de que a luta anticapitalista deveria se operar internacionalmente, não em espaços nacionais isolados. O isolamento da revolução num país levaria (e levou) à derrota da revolução internacional e, portanto, à não derrubada do capitalismo.</p>
<p>2 &#8211; O trabalho político dos trabalhadores só pode se dar de modo favorável num país democrático. Mas, para que um país seja democrático de fato, não basta que esteja escrito que ele o é na sua constituição ou coisa do tipo. A democracia só se efetiva quando os trabalhadores se colocam em movimento, colocando as autoridades na defensiva. As ditaduras, por outro lado, que colocam os movimentos de trabalhadores na defensiva, são o pior cenário para se desenvolver qualquer luta.</p>
<p>3 &#8211; Não se trata de jogar os trabalhadores num mundo virtual, de fantasia. O nacionalismo já se encarregou e já se encarrega disso. O nacionalismo cria uma ficção, a nação, que nada mais é do que um instrumento de afirmação dos interesses sociais de classes sociais dominantes sobre um dado território e sobre a população que nele reside. Ir em defesa da nação é ir em defesa de um mundo fictício, de um mundo fictício inventado para favorecer os interesses das classes dominantes.</p>
<p>4 &#8211; As decisões locais não precisarão ser conhecidas e aprovadas pelos trabalhadores de todo o mundo para que sejam tomadas localmente, na sociedade comunista: os trabalhadores de diferentes nacionalidades precisarão é de abolir as fronteiras nacionais, que inexistem para as classes dominantes (a não ser quando lhes convém), e, em conjunto, estabelecer uma forma de planejar e gerir globalmente uma economia mundialmente integrada. Assim, as decisões locais, em termos gestão econômica, serão tomadas de acordo com as diretrizes gerais já estabelecidas por um planejamento global. As únicas decisões locais que não terão lugar serão as decisões políticas, pois a política deixará de existir. Mas isso é só para quando a esquerda e os trabalhadores aprenderem algo a partir de suas sucessões de derrotas e se convencerem da justeza das teses internacionalistas (se isto ocorrer algum dia).</p>
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		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136501</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 10:16:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O problema é que você dizendo-se anticapitalistas seguem a dinâmica do capitalismo contemporâneo, nomeadamente o de dissolver todas as diferenças associadas por exemplo à história dos conceitos - o nacionalismo sempre esteve ligado a uma base de afirmação mística da nação e do povo mas vocês ignoram isso para agora tornar o nacionalismo numa noção sem valor específico, que já não distingue nada. Esta tendência para a indistinção, para as meias-tintas, é uma face evidente do capitalismo actual que é cada vez mais indiferente ao discurso das ciências humanas. 

Então enquanto vocês falam de anticapitalismo percebe-se que todo o vosso discurso é uma extensão do capitalismo actual para o qual decididamente as independências nacionais são para dissolver.

A independência nacional não é um fim, mas um meio para que os trabalhadores, os povos, tenham um universo específico de afirmação de suas conquistas. Retirar o espaço geográfico independente aos trabalhadores é retirar operacionalidade à sua luta e ao seu trabalho político, é jogá-los num mundo virtual, de fantasia mesmo, em que se esperaria que cada decisão local tivesse que ser conhecida e aprovada pelos trabalhadores de todo o mundo - porque ou existem capacidades localizadas e com vários níveis e graus ou toda a iniciativa tem que ser aprovada pelo universo completo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema é que você dizendo-se anticapitalistas seguem a dinâmica do capitalismo contemporâneo, nomeadamente o de dissolver todas as diferenças associadas por exemplo à história dos conceitos &#8211; o nacionalismo sempre esteve ligado a uma base de afirmação mística da nação e do povo mas vocês ignoram isso para agora tornar o nacionalismo numa noção sem valor específico, que já não distingue nada. Esta tendência para a indistinção, para as meias-tintas, é uma face evidente do capitalismo actual que é cada vez mais indiferente ao discurso das ciências humanas. </p>
<p>Então enquanto vocês falam de anticapitalismo percebe-se que todo o vosso discurso é uma extensão do capitalismo actual para o qual decididamente as independências nacionais são para dissolver.</p>
<p>A independência nacional não é um fim, mas um meio para que os trabalhadores, os povos, tenham um universo específico de afirmação de suas conquistas. Retirar o espaço geográfico independente aos trabalhadores é retirar operacionalidade à sua luta e ao seu trabalho político, é jogá-los num mundo virtual, de fantasia mesmo, em que se esperaria que cada decisão local tivesse que ser conhecida e aprovada pelos trabalhadores de todo o mundo &#8211; porque ou existem capacidades localizadas e com vários níveis e graus ou toda a iniciativa tem que ser aprovada pelo universo completo.</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136473</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 06:12:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas, João., o que você não entendeu até agora é que estamos a defender não a independência de nações, mas a independência de classe, a independência da classe trabalhadora, a qual só poderá ser alcançada, em todos os países, a partir do momento em que as classes trabalhadoras de cada país passarem a colaborar entre si, em oposição a suas respectivas classes dominantes. O que interessa não é compartimentar as pessoas em divisões nacionais, mas compartimentá-las em divisões de classe. O classismo é incompatível com o nacionalismo e é por isto que as classes dominantes são internacionalistas entre e si, de um lado, e promovem o nacionalismo entre os trabalhadores, de outro. Não posso dizer muito a respeito das polêmicas envolvendo Portugal, a UE e a Alemanha, pois não tenho acompanhado com a devida atenção as discussões que têm sido realizadas aqui sobre isto. Mas, no meu último comentário, eu não me referi à relação Portugal-UE-Alemanha. Eu me referi à relação entre trabalhadores brasileiros e trabalhadores portugueses: eu disse, e muito claramente, que os trabalhadores brasileiros deveriam - numa época de globalização - desenvolver atos conjuntos com os trabalhadores portugueses. É claro que, para desenvolver algo do tipo, ambos precisam conhecer uns aos outros e estabelecer contato uns com os outros: isso é facilitado pelo fato de que ambos falam a mesma língua. O problema é que, enquanto uns estão a defender o internacionalismo, outros estão a criticá-los, em favor do nacionalismo, argumentando que, primeiro se devem estabelecer relações recíprocas em pé de igualdade entre os Estados nacionais, sem uns Estados nacionais exercendo domínio sobre outros, para que, só então, comecemos a pensar algo acerca do internacionalismo. Eu acho que isto faz parte do ideal do stalinismo soviético, de promoção de revoluções nacionais &quot;anti-imperialistas&quot;: afinal, se o governo da URSS promovesse a internacionalização da luta proletária anticapitalista ele estaria a promover a derrubada de si mesmo. Então o melhor seria promover uma série de revoluções nacionais e &quot;anti-imperialistas&quot;, mediante as quais se colocariam sob sua órbita (imperialista) os países que estavam antes sob a órbita (imperialista) dos EUA. Daí o interesse dos stalinistas em promover o mito de que o comunismo defende, na verdade, não a abolição das nações, mas a existência de várias nações que se relacionam reciprocamente em pé de igualdade. Se assim fosse, no interior da URSS e da parcela do planeta que vivia sob sua órbita, teriam se desenvolvido relações desse tipo entre as nações. Mas, então, por que é que a implosão da URSS se caracterizou, justamente, pela eclosão de uma série de revoluções nacionais contra a URSS, as quais só levaram a uma fragmentação maior ainda de vastas regiões em minúsculos Estados nacionais, a qual serviu, sobretudo, de obstáculo para que, em todo o território controlado pela URSS, emergisse a solidariedade internacional e anticapitalista da classe trabalhadora? O mito amplamente difundido era o de que, no interior da URSS, não existia a opressão de uma nação por outra. Trata-se de algo interessante para se refletir, isto é: como que a proposta de realização de inúmeras revoluções nacionais e &quot;anti-imperialistas&quot; - sob o argumento de que os vários países independentes se inseririam, a partir de então, num âmbito marcado pela igualdade entre as nações - serviu para colocar um punhado delas sob a autocracia imperialista do stalinismo soviético? Tudo isso se deu sob a palavra de ordem da &quot;autodeterminação dos povos&quot;, mas sabemos que a única autodeterminação que realmente importa é a autodeterminação da classe trabalhadora. Não se pode confundir geopolítica com luta de classes. Trata-se de algo muito perigoso, para a classe trabalhadora (de fato, trata-se de uma das razões da sua sucessão de derrotas). Para os comunistas (ou para os marxistas libertários, pelo menos, defensores da autogestão), como eu, a luta de classes deve ser mais importante do que a geopolítica. Quando os trabalhadores deixam de lado sua autodeterminação enquanto classe, a qual só pode ser alcançada em termos internacionais, isto é, mediante uma luta internacional e integrada, e colocam como meta a autodeterminação nacional, eles estão negando, para si mesmos, sua autodeterminação. Agora, voltando à razão das polêmicas (a ditadura de Assad): defender esta ditadura, em favor da autodeterminação do povo sírio, é negar ao proletariado sírio sua autodeterminação. Como poderiam os trabalhadores sírios lutarem pela sua autodeterminação, enquanto classe, num país governado por uma ditadura como a de Assad? As democracias, para a organização e para a prática das lutas sociais anticapitalistas, já não são lá essas coisas, imagine uma ditadura como aquela! Devemos torcer para que os trabalhadores sírios desenvolvam relações de solidariedade com trabalhadores oprimidos de outros países - e voltem-se contra Assad - ou, pelo menos, para que, ao fim dessa guerra, surja um regime democrático na síria. Assad é um inimigo da democracia, que o diga da autodeterminação dos trabalhadores!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, João., o que você não entendeu até agora é que estamos a defender não a independência de nações, mas a independência de classe, a independência da classe trabalhadora, a qual só poderá ser alcançada, em todos os países, a partir do momento em que as classes trabalhadoras de cada país passarem a colaborar entre si, em oposição a suas respectivas classes dominantes. O que interessa não é compartimentar as pessoas em divisões nacionais, mas compartimentá-las em divisões de classe. O classismo é incompatível com o nacionalismo e é por isto que as classes dominantes são internacionalistas entre e si, de um lado, e promovem o nacionalismo entre os trabalhadores, de outro. Não posso dizer muito a respeito das polêmicas envolvendo Portugal, a UE e a Alemanha, pois não tenho acompanhado com a devida atenção as discussões que têm sido realizadas aqui sobre isto. Mas, no meu último comentário, eu não me referi à relação Portugal-UE-Alemanha. Eu me referi à relação entre trabalhadores brasileiros e trabalhadores portugueses: eu disse, e muito claramente, que os trabalhadores brasileiros deveriam &#8211; numa época de globalização &#8211; desenvolver atos conjuntos com os trabalhadores portugueses. É claro que, para desenvolver algo do tipo, ambos precisam conhecer uns aos outros e estabelecer contato uns com os outros: isso é facilitado pelo fato de que ambos falam a mesma língua. O problema é que, enquanto uns estão a defender o internacionalismo, outros estão a criticá-los, em favor do nacionalismo, argumentando que, primeiro se devem estabelecer relações recíprocas em pé de igualdade entre os Estados nacionais, sem uns Estados nacionais exercendo domínio sobre outros, para que, só então, comecemos a pensar algo acerca do internacionalismo. Eu acho que isto faz parte do ideal do stalinismo soviético, de promoção de revoluções nacionais &#8220;anti-imperialistas&#8221;: afinal, se o governo da URSS promovesse a internacionalização da luta proletária anticapitalista ele estaria a promover a derrubada de si mesmo. Então o melhor seria promover uma série de revoluções nacionais e &#8220;anti-imperialistas&#8221;, mediante as quais se colocariam sob sua órbita (imperialista) os países que estavam antes sob a órbita (imperialista) dos EUA. Daí o interesse dos stalinistas em promover o mito de que o comunismo defende, na verdade, não a abolição das nações, mas a existência de várias nações que se relacionam reciprocamente em pé de igualdade. Se assim fosse, no interior da URSS e da parcela do planeta que vivia sob sua órbita, teriam se desenvolvido relações desse tipo entre as nações. Mas, então, por que é que a implosão da URSS se caracterizou, justamente, pela eclosão de uma série de revoluções nacionais contra a URSS, as quais só levaram a uma fragmentação maior ainda de vastas regiões em minúsculos Estados nacionais, a qual serviu, sobretudo, de obstáculo para que, em todo o território controlado pela URSS, emergisse a solidariedade internacional e anticapitalista da classe trabalhadora? O mito amplamente difundido era o de que, no interior da URSS, não existia a opressão de uma nação por outra. Trata-se de algo interessante para se refletir, isto é: como que a proposta de realização de inúmeras revoluções nacionais e &#8220;anti-imperialistas&#8221; &#8211; sob o argumento de que os vários países independentes se inseririam, a partir de então, num âmbito marcado pela igualdade entre as nações &#8211; serviu para colocar um punhado delas sob a autocracia imperialista do stalinismo soviético? Tudo isso se deu sob a palavra de ordem da &#8220;autodeterminação dos povos&#8221;, mas sabemos que a única autodeterminação que realmente importa é a autodeterminação da classe trabalhadora. Não se pode confundir geopolítica com luta de classes. Trata-se de algo muito perigoso, para a classe trabalhadora (de fato, trata-se de uma das razões da sua sucessão de derrotas). Para os comunistas (ou para os marxistas libertários, pelo menos, defensores da autogestão), como eu, a luta de classes deve ser mais importante do que a geopolítica. Quando os trabalhadores deixam de lado sua autodeterminação enquanto classe, a qual só pode ser alcançada em termos internacionais, isto é, mediante uma luta internacional e integrada, e colocam como meta a autodeterminação nacional, eles estão negando, para si mesmos, sua autodeterminação. Agora, voltando à razão das polêmicas (a ditadura de Assad): defender esta ditadura, em favor da autodeterminação do povo sírio, é negar ao proletariado sírio sua autodeterminação. Como poderiam os trabalhadores sírios lutarem pela sua autodeterminação, enquanto classe, num país governado por uma ditadura como a de Assad? As democracias, para a organização e para a prática das lutas sociais anticapitalistas, já não são lá essas coisas, imagine uma ditadura como aquela! Devemos torcer para que os trabalhadores sírios desenvolvam relações de solidariedade com trabalhadores oprimidos de outros países &#8211; e voltem-se contra Assad &#8211; ou, pelo menos, para que, ao fim dessa guerra, surja um regime democrático na síria. Assad é um inimigo da democracia, que o diga da autodeterminação dos trabalhadores!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136415</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2013 19:12:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner,

O Passa Palavra secção portuguesa não defende o internacionalismo defende sim a dissolução das independências nacionais em favor de um federalismo europeu claramente capitalista e alemão. E isto não é anti-germanismo mas sim a simples constatação de que não haverá federalismo sem ditadura da Alemanha sobre a UE. Quem tem acompanhado a vida da UE já notou o crescente esvaziamento da comissão europeia em favor da Alemanha que é hoje não só o centro económico da UE mas o seu centro político - o governo alemão é simultaneamente o governo da Alemanha e o governo da UE.

O internacionalismo, tal como o conceito indica, preserva as independências e é um campo de relações aprofundadas entre elas . Já o Passa Palavra Brasileiro é outra história uma vez que os brasileiros aqui não admitem facilmente cedência de soberania do Brasil e países estrangeiros. Há uma grande diferença entre o Passa Palavra português e o Passa Palavra brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner,</p>
<p>O Passa Palavra secção portuguesa não defende o internacionalismo defende sim a dissolução das independências nacionais em favor de um federalismo europeu claramente capitalista e alemão. E isto não é anti-germanismo mas sim a simples constatação de que não haverá federalismo sem ditadura da Alemanha sobre a UE. Quem tem acompanhado a vida da UE já notou o crescente esvaziamento da comissão europeia em favor da Alemanha que é hoje não só o centro económico da UE mas o seu centro político &#8211; o governo alemão é simultaneamente o governo da Alemanha e o governo da UE.</p>
<p>O internacionalismo, tal como o conceito indica, preserva as independências e é um campo de relações aprofundadas entre elas . Já o Passa Palavra Brasileiro é outra história uma vez que os brasileiros aqui não admitem facilmente cedência de soberania do Brasil e países estrangeiros. Há uma grande diferença entre o Passa Palavra português e o Passa Palavra brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136406</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2013 17:52:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83792#comment-136406</guid>

					<description><![CDATA[João., sim, a guerra tem que terminar, mas temos que querer que ela termine com uma correlação de forças favorável aos trabalhadores. Se ela terminar com a vitória de Bashar al-Assad, não é o que ocorrerá. Se ela terminar com a vitória dos vários fundamentalismos religiosos oportunistas, também não é o que ocorrerá. Ela só pode terminar com uma correlação de forças favorável aos trabalhadores se, de um lado, Assad for derrotado e, de outro, forem também derrotados os fundamentalismos religiosos, e, de outro lado ainda, forem derrotadas também as intervenções imperialistas, que já estão ocorrendo e as que, porventura, podem vir a ocorrer. A Rússia e o Irã, por exemplo, já estão intervindo em favor do regime, isto é, contra a autodeterminação de um povo (na verdade, de uma parcela do povo sírio) que resolveu dar um basta à tirania de Assad: este imperialismo não conta? Se você é a favor da autodeterminação do povo sírio, deveria começar por criticar a Assad, que está fazendo uso do auxílio militar e diplomático de países imperialistas, para conseguir se manter no poder. A vitória de Assad será não só a vitória de uma ditadura que vitima os trabalhadores, mas a vitória de um bloco de países imperialistas! Esta guerra já ultrapassou as fronteiras da Síria: ela envolve trabalhadores da Síria, trabalhadores do Irã, trabalhadores da Rússia, de outros países mais, e, se os EUA invadirem, envolverá os trabalhadores dos EUA. O que todos os trabalhadores de todos estes países precisam fazer é se unir contra a guerra imperialista e a favor da guerra civil contra as classes dominantes. Não há só um imperialismo, há vários! É curioso que, numa época em que existe a internet e em que a internet (entre outras coisas) seria capaz de garantir a comunicação e a colaboração entre os revolucionários de todos os países, não hajam, pelo menos até agora, movimentos revolucionários anticapitalistas integrados internacionalmente, trabalhando em conjunto para a derrubada do capitalismo em toda parte, ou, pelo menos, dialogando entre si! Os trabalhadores do Brasil, por exemplo, não conseguem organizar uma passeata sequer em conjunto com os trabalhadores de Portugal... imagine uma revolução (na verdade, isto nem passa por suas mentes)! E quando um site como o Passa Palavra, luso-brasileiro, defende o internacionalismo, aparecem, nos comentários, militantes do PCP e de outros grupos, sabe-se-lá, enraivecidos, em protesto contra o que chamam de &quot;dualismo&quot;, de &quot;simplismo&quot; e de &quot;purismo&quot;! Quanto tempo mais levará para que os revolucionários saibam utilizar a tecnologia à sua disposição para fazer o que tem que ser feito?! Parece um pesadelo do qual não se acorda: na contramão da resolução das lutas sociais em favor do proletariado, vêm os nacionalistas, &quot;de esquerda&quot;, utilizando a internet para prestar solidariedade ao governo de Assad!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João., sim, a guerra tem que terminar, mas temos que querer que ela termine com uma correlação de forças favorável aos trabalhadores. Se ela terminar com a vitória de Bashar al-Assad, não é o que ocorrerá. Se ela terminar com a vitória dos vários fundamentalismos religiosos oportunistas, também não é o que ocorrerá. Ela só pode terminar com uma correlação de forças favorável aos trabalhadores se, de um lado, Assad for derrotado e, de outro, forem também derrotados os fundamentalismos religiosos, e, de outro lado ainda, forem derrotadas também as intervenções imperialistas, que já estão ocorrendo e as que, porventura, podem vir a ocorrer. A Rússia e o Irã, por exemplo, já estão intervindo em favor do regime, isto é, contra a autodeterminação de um povo (na verdade, de uma parcela do povo sírio) que resolveu dar um basta à tirania de Assad: este imperialismo não conta? Se você é a favor da autodeterminação do povo sírio, deveria começar por criticar a Assad, que está fazendo uso do auxílio militar e diplomático de países imperialistas, para conseguir se manter no poder. A vitória de Assad será não só a vitória de uma ditadura que vitima os trabalhadores, mas a vitória de um bloco de países imperialistas! Esta guerra já ultrapassou as fronteiras da Síria: ela envolve trabalhadores da Síria, trabalhadores do Irã, trabalhadores da Rússia, de outros países mais, e, se os EUA invadirem, envolverá os trabalhadores dos EUA. O que todos os trabalhadores de todos estes países precisam fazer é se unir contra a guerra imperialista e a favor da guerra civil contra as classes dominantes. Não há só um imperialismo, há vários! É curioso que, numa época em que existe a internet e em que a internet (entre outras coisas) seria capaz de garantir a comunicação e a colaboração entre os revolucionários de todos os países, não hajam, pelo menos até agora, movimentos revolucionários anticapitalistas integrados internacionalmente, trabalhando em conjunto para a derrubada do capitalismo em toda parte, ou, pelo menos, dialogando entre si! Os trabalhadores do Brasil, por exemplo, não conseguem organizar uma passeata sequer em conjunto com os trabalhadores de Portugal&#8230; imagine uma revolução (na verdade, isto nem passa por suas mentes)! E quando um site como o Passa Palavra, luso-brasileiro, defende o internacionalismo, aparecem, nos comentários, militantes do PCP e de outros grupos, sabe-se-lá, enraivecidos, em protesto contra o que chamam de &#8220;dualismo&#8221;, de &#8220;simplismo&#8221; e de &#8220;purismo&#8221;! Quanto tempo mais levará para que os revolucionários saibam utilizar a tecnologia à sua disposição para fazer o que tem que ser feito?! Parece um pesadelo do qual não se acorda: na contramão da resolução das lutas sociais em favor do proletariado, vêm os nacionalistas, &#8220;de esquerda&#8221;, utilizando a internet para prestar solidariedade ao governo de Assad!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136331</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2013 02:46:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu não tenho que dizer que a terceira via não existe, julgo que até nem disse que não existia, o que eu digo é que é ineficaz para chegar ao povo Sírio dada a guerra que vivem. Parece-me que o primeiro passo é acabar com a guerra, vencendo um ou outro e depois partir daí. A meu ver os EUA não confiam na oposição armada e como não querem também o Assad o que eles vão fazer, a meu ver, é manter a guerra mais ou menos empatada no sentido de fazer continuar a guerra sem querer propriamente que os seus aliados vençam, basta que não percam - mesmo este possível acordo com a Rússia não é para acabar com a guerra é para resolver a questão das armas químicas e da face do Obama que tem de ser salva independentemente dos custos para a Síria.

A guerra, a meu ver, é do interesse dos EUA que continue mais ou menos como está - sem vencedor e sem fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho que dizer que a terceira via não existe, julgo que até nem disse que não existia, o que eu digo é que é ineficaz para chegar ao povo Sírio dada a guerra que vivem. Parece-me que o primeiro passo é acabar com a guerra, vencendo um ou outro e depois partir daí. A meu ver os EUA não confiam na oposição armada e como não querem também o Assad o que eles vão fazer, a meu ver, é manter a guerra mais ou menos empatada no sentido de fazer continuar a guerra sem querer propriamente que os seus aliados vençam, basta que não percam &#8211; mesmo este possível acordo com a Rússia não é para acabar com a guerra é para resolver a questão das armas químicas e da face do Obama que tem de ser salva independentemente dos custos para a Síria.</p>
<p>A guerra, a meu ver, é do interesse dos EUA que continue mais ou menos como está &#8211; sem vencedor e sem fim.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136328</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2013 02:27:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João.,
A União Soviética desapareceu, mas você adiantou o caso hipotético de um exército espanhol invadindo Portugal em nome da defesa dos trabalhadores e eu respondi-lhe com dois casos reais, representando aliás contextos sociais práticos muito distintos.
Você diz que na Síria não existe a tal &lt;em&gt;terceira opção&lt;/em&gt;, mas quando eu vejo um sírio escrever o contrário, em quem hei-de acreditar? Por isso escrevi num comentário, lá para cima nesta longa fila, que me parecia mais lógico que esta discussão prosseguisse no artigo de Darth Nader (http://passapalavra.info/2013/09/83991 ). Agora você pergunta: e se as coisas durarem vinte anos, será que ainda haverá esquerda na Síria? Quem sabe, talvez não, mas nesse caso a catástrofe — mais uma das derrotas da luta anticapitalista — foi precipitada por aqueles que fizeram todo o possível por que só existissem dois campos em jogo, o do Ba’ath e o do governo de Washington. Quanto mais se quiserem restringir as escolhas a um de dois lados, tanto mais se enfraquecerá o terceiro lado, o de uma posição autónoma da classe trabalhadora. E é precisamente nisto que estamos a insistir desde o início.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João.,<br />
A União Soviética desapareceu, mas você adiantou o caso hipotético de um exército espanhol invadindo Portugal em nome da defesa dos trabalhadores e eu respondi-lhe com dois casos reais, representando aliás contextos sociais práticos muito distintos.<br />
Você diz que na Síria não existe a tal <em>terceira opção</em>, mas quando eu vejo um sírio escrever o contrário, em quem hei-de acreditar? Por isso escrevi num comentário, lá para cima nesta longa fila, que me parecia mais lógico que esta discussão prosseguisse no artigo de Darth Nader (<a href="http://passapalavra.info/2013/09/83991" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/09/83991</a> ). Agora você pergunta: e se as coisas durarem vinte anos, será que ainda haverá esquerda na Síria? Quem sabe, talvez não, mas nesse caso a catástrofe — mais uma das derrotas da luta anticapitalista — foi precipitada por aqueles que fizeram todo o possível por que só existissem dois campos em jogo, o do Ba’ath e o do governo de Washington. Quanto mais se quiserem restringir as escolhas a um de dois lados, tanto mais se enfraquecerá o terceiro lado, o de uma posição autónoma da classe trabalhadora. E é precisamente nisto que estamos a insistir desde o início.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/83792/#comment-136326</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2013 02:03:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83792#comment-136326</guid>

					<description><![CDATA[Quanto à URSS, certo. Lembro apenas que a URSS já desapareceu.

Agora você pede uma compreensão que não quer oferecer. Diga-me uma coisa, as escolhas dos anticapitalistas, como lhes chama, que capacidade têm de agir no terreno, junto do povo Sírio, dada a guerra em curso? E se a guerra em curso for, por exemplo, como a de Angola e daqui a 20 anos ainda andarem nisto? O que fazem os anticapitalistas? E porque é que os anticapitalistas não hão-de ser cúmplices da continuação da guerra precisamente dada a sua espécie de neutralidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à URSS, certo. Lembro apenas que a URSS já desapareceu.</p>
<p>Agora você pede uma compreensão que não quer oferecer. Diga-me uma coisa, as escolhas dos anticapitalistas, como lhes chama, que capacidade têm de agir no terreno, junto do povo Sírio, dada a guerra em curso? E se a guerra em curso for, por exemplo, como a de Angola e daqui a 20 anos ainda andarem nisto? O que fazem os anticapitalistas? E porque é que os anticapitalistas não hão-de ser cúmplices da continuação da guerra precisamente dada a sua espécie de neutralidade?</p>
]]></content:encoded>
		
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