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	Comentários sobre: Da primavera ao inverno	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: le		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[le]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2014 12:29:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Adoro vocês, e agradeço muito pela oportunidade que nos dão de aperfeiçoar nossos próprios discursos. Muito triste perceber que o aprofundamento e a complexidade na abordagem de assuntos densos virou sinônimo de arrogância. Parece que virou obrigação permanecer na superficialidade para não se &quot;ofender&quot; ninguém. Considero um elogio ter um texto comparado ao de professores da USP, pois lamentavelmente estamos assistindo uma geração de juventude cuja maioria faz trabalhos do tipo copiar/colar. Por conta disso, tem dificuldade de ler e construir textos mais complexos, e por isso fica numas de querer que tudo venha mastigadinho. Só falta pedir pra colocar na boquinha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro vocês, e agradeço muito pela oportunidade que nos dão de aperfeiçoar nossos próprios discursos. Muito triste perceber que o aprofundamento e a complexidade na abordagem de assuntos densos virou sinônimo de arrogância. Parece que virou obrigação permanecer na superficialidade para não se &#8220;ofender&#8221; ninguém. Considero um elogio ter um texto comparado ao de professores da USP, pois lamentavelmente estamos assistindo uma geração de juventude cuja maioria faz trabalhos do tipo copiar/colar. Por conta disso, tem dificuldade de ler e construir textos mais complexos, e por isso fica numas de querer que tudo venha mastigadinho. Só falta pedir pra colocar na boquinha.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-136464</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 03:23:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E o curioso é a quantidade de &quot;ex-leitor&quot; que veio se encontrar aqui nestes últimos dias!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o curioso é a quantidade de &#8220;ex-leitor&#8221; que veio se encontrar aqui nestes últimos dias!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135733</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 15:56:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O conhecimento - ou o conhecimento verdadeiramente útil para as lutas sociais - só se produz fazendo uso da contradição. Muito me surpreende que pessoas militantes ou simpatizantes da militância anticapitalista se sintam desconfortáveis em serem contraditas. E a agressividade da argumentação é justamente aquilo que suscita o debate. É só observar os artigos que não são caracterizados por um discurso de tom agressivo: nestes quase sempre não há nenhum comentário e, portanto, nenhum debate. Eu mesmo já me senti desconfortável com teses expostas neste site de maneira agressiva, teses que contradiziam crenças que eu nutria com muita estima. Mas só o desconforto em relação à contradição dessas crenças me fez parar para refletir sobre aquelas teses e mudar as minhas opiniões.

Um dos comentadores disse que a maior parte dos artigos, desde há algum tempo, estão a ser escritos pelo próprio coletivo do Passa Palavra. Por que é então que estas pessoas não escrevem textos em resposta, com tons mais agressivos ainda, trazendo as pessoas para o debate e a reflexão, como propôs outro dos comentadores? Aí está algo para se refletir.

Uma das melhores formas de se ensinar qualquer coisa, quando existem pessoas dispostas a aprender, é uso de provocações. Se o Passa Palavra assumiu uma postura demasiado pedagógica, que se realiza através da polêmica, isto ocorre exatamente porque não existem interlocutores dispostos a assumir posturas idênticas, embora contrárias, no mesmo site, o qual disponibiliza o seu espaço justamente para a polêmica. Na luta e na reflexão sobre a luta, todos podem contribuir para o aprendizado. Se nem todos estão dispostos a fazê-lo, aí o problema já é outro.

Quanto à linguagem complexa utilizada pelo site: se existem leitores que não conseguem entendê-la, trata-se mais da constatação de que o público leitor não dispõe de qualificações para fazê-lo. Quando lemos alguma coisa que não entendemos e que, mesmo assim, em seu tema, nos interessa, o mais recomendável e que nos coloquemos a tentar ampliar os nossos conhecimentos. Caso contrário, o Passa Palavra se tornaria mais um dos muitos sites doutrinários que se limitam a reproduzir o be-a-bá das esquerdas, sem suscitar nenhum debate e nenhuma reflexão.

A meu ver, este é um site que abre espaços para polêmicas indispensáveis para que a esquerda se engaje no exercício da autocrítica, o que a tornaria capaz de reavaliar o seu terreno de atuação, as forças em luta, as táticas, as estratégias... e, quem sabe, o que a tornaria capaz de começar a ganhar, para variar. Temas como ecologia, feminismo e nacionalismo, que se tornaram lugares-comuns na esquerda contemporânea... só encontramos opiniões contraditórias em relação a tais lugares-comuns aqui.

Parabéns aos membros do coletivo pela coragem de dizer &quot;na lata&quot; o que as pessoas parecem não querer ouvir, por estarem muito confortáveis com as crenças que nutrem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conhecimento &#8211; ou o conhecimento verdadeiramente útil para as lutas sociais &#8211; só se produz fazendo uso da contradição. Muito me surpreende que pessoas militantes ou simpatizantes da militância anticapitalista se sintam desconfortáveis em serem contraditas. E a agressividade da argumentação é justamente aquilo que suscita o debate. É só observar os artigos que não são caracterizados por um discurso de tom agressivo: nestes quase sempre não há nenhum comentário e, portanto, nenhum debate. Eu mesmo já me senti desconfortável com teses expostas neste site de maneira agressiva, teses que contradiziam crenças que eu nutria com muita estima. Mas só o desconforto em relação à contradição dessas crenças me fez parar para refletir sobre aquelas teses e mudar as minhas opiniões.</p>
<p>Um dos comentadores disse que a maior parte dos artigos, desde há algum tempo, estão a ser escritos pelo próprio coletivo do Passa Palavra. Por que é então que estas pessoas não escrevem textos em resposta, com tons mais agressivos ainda, trazendo as pessoas para o debate e a reflexão, como propôs outro dos comentadores? Aí está algo para se refletir.</p>
<p>Uma das melhores formas de se ensinar qualquer coisa, quando existem pessoas dispostas a aprender, é uso de provocações. Se o Passa Palavra assumiu uma postura demasiado pedagógica, que se realiza através da polêmica, isto ocorre exatamente porque não existem interlocutores dispostos a assumir posturas idênticas, embora contrárias, no mesmo site, o qual disponibiliza o seu espaço justamente para a polêmica. Na luta e na reflexão sobre a luta, todos podem contribuir para o aprendizado. Se nem todos estão dispostos a fazê-lo, aí o problema já é outro.</p>
<p>Quanto à linguagem complexa utilizada pelo site: se existem leitores que não conseguem entendê-la, trata-se mais da constatação de que o público leitor não dispõe de qualificações para fazê-lo. Quando lemos alguma coisa que não entendemos e que, mesmo assim, em seu tema, nos interessa, o mais recomendável e que nos coloquemos a tentar ampliar os nossos conhecimentos. Caso contrário, o Passa Palavra se tornaria mais um dos muitos sites doutrinários que se limitam a reproduzir o be-a-bá das esquerdas, sem suscitar nenhum debate e nenhuma reflexão.</p>
<p>A meu ver, este é um site que abre espaços para polêmicas indispensáveis para que a esquerda se engaje no exercício da autocrítica, o que a tornaria capaz de reavaliar o seu terreno de atuação, as forças em luta, as táticas, as estratégias&#8230; e, quem sabe, o que a tornaria capaz de começar a ganhar, para variar. Temas como ecologia, feminismo e nacionalismo, que se tornaram lugares-comuns na esquerda contemporânea&#8230; só encontramos opiniões contraditórias em relação a tais lugares-comuns aqui.</p>
<p>Parabéns aos membros do coletivo pela coragem de dizer &#8220;na lata&#8221; o que as pessoas parecem não querer ouvir, por estarem muito confortáveis com as crenças que nutrem.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel Caribé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135723</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Caribé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 14:30:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=84588#comment-135723</guid>

					<description><![CDATA[O mais contraditório é que muitos destes militantes que chamam o Passa Palavra de arrogante e academicista estão em universidades conceituadas, quando não estudando em programas de mestrado ou doutorado. Escrevem semanalmente inúmeras linhas entre artigos, monografias, teses e dissertações, mas são incapazes de escrever textos que contribuam para a militância. Sequer se preocupam em direcionar os seus estudos para produzir conhecimentos relacionados às bandeiras que levantam. Se contentam com as bolsas e o sonho de uma vaga em algum departamento. Sabem que se expor através da crítica, como fazem os colaboradores do Passa Palavra, é abrir mão da própria academia, pois a academia hoje é exatamente o silêncio ou a futilidade, com raras exceções. 

Não foram em poucas oportunidades que ouvi de militantes que eles próprios fariam textos em resposta ao Passa Palavra, principalmente contra a posição do site e de seus colaboradores em relação à agroecologia e ao feminismo excludente, mas estes textos nunca apareceram. Nem aqui nem em outro lugar. Minto: sobre a agroecologia e a ecologia apareceram textos, e o debate foi muito bom. Mas sofre o feminismo, até hoje espero... 

Como essas práticas se perpetuam (tanto o Passa Palavra continua elaborando suas críticas quanto a maioria dos militantes continua a não escrever nada que eles mesmos consideram valer a pena divulgar ou falta coragem), os ataques ao Passa Palavra e aos seus colaboradores passam a atingir o nível pessoal. Comentários ofensivos passaram a ser a rotina. 

Na boa, fiquem a morder suas próprias testas, ou parem com esse choro e escrevam textos em respostas. Se acham que o Passa Palavra perdeu a pluralidade, e continuam achando o Passa Palavra importante, enviem textos com linhas diferentes a que o site vem adotando. Ou, se o Passa Palavra já está perdido de vez dentro da sua arrogância ou cretinice (último adjetivo que ouvi), façam outro site e travem o debate por lá. Este tipo de ataque, entre todos os já sofridos pelo site, é o mais lamentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais contraditório é que muitos destes militantes que chamam o Passa Palavra de arrogante e academicista estão em universidades conceituadas, quando não estudando em programas de mestrado ou doutorado. Escrevem semanalmente inúmeras linhas entre artigos, monografias, teses e dissertações, mas são incapazes de escrever textos que contribuam para a militância. Sequer se preocupam em direcionar os seus estudos para produzir conhecimentos relacionados às bandeiras que levantam. Se contentam com as bolsas e o sonho de uma vaga em algum departamento. Sabem que se expor através da crítica, como fazem os colaboradores do Passa Palavra, é abrir mão da própria academia, pois a academia hoje é exatamente o silêncio ou a futilidade, com raras exceções. </p>
<p>Não foram em poucas oportunidades que ouvi de militantes que eles próprios fariam textos em resposta ao Passa Palavra, principalmente contra a posição do site e de seus colaboradores em relação à agroecologia e ao feminismo excludente, mas estes textos nunca apareceram. Nem aqui nem em outro lugar. Minto: sobre a agroecologia e a ecologia apareceram textos, e o debate foi muito bom. Mas sofre o feminismo, até hoje espero&#8230; </p>
<p>Como essas práticas se perpetuam (tanto o Passa Palavra continua elaborando suas críticas quanto a maioria dos militantes continua a não escrever nada que eles mesmos consideram valer a pena divulgar ou falta coragem), os ataques ao Passa Palavra e aos seus colaboradores passam a atingir o nível pessoal. Comentários ofensivos passaram a ser a rotina. </p>
<p>Na boa, fiquem a morder suas próprias testas, ou parem com esse choro e escrevam textos em respostas. Se acham que o Passa Palavra perdeu a pluralidade, e continuam achando o Passa Palavra importante, enviem textos com linhas diferentes a que o site vem adotando. Ou, se o Passa Palavra já está perdido de vez dentro da sua arrogância ou cretinice (último adjetivo que ouvi), façam outro site e travem o debate por lá. Este tipo de ataque, entre todos os já sofridos pelo site, é o mais lamentável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135699</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 11:29:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguns debatedores demonstram um desconhecimento de boa parte dos artigos aqui publicados. Para não ser repetitiva, já que os comentadores antes de mim deram diversos exemplos de como este site debate há tempos a questão da internet e movimentos sociais, acrescento mais um artigo, publicado em 2011: &quot;Curtir or not curtir&quot; - http://passapalavra.info/2011/10/46696]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns debatedores demonstram um desconhecimento de boa parte dos artigos aqui publicados. Para não ser repetitiva, já que os comentadores antes de mim deram diversos exemplos de como este site debate há tempos a questão da internet e movimentos sociais, acrescento mais um artigo, publicado em 2011: &#8220;Curtir or not curtir&#8221; &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2011/10/46696" rel="ugc">http://passapalavra.info/2011/10/46696</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135665</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 05:40:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu pessoalmente sinto uma falta tremenda de um outro site de conteúdos originais com textos debatendo temas de esquerda com a seriedade e sobriedade que se tenta praticar neste espaço.
Sinto enorme falta pois vejo muitos e muitos comentaristas capazes de criticar o estilo dos textos do PP, mas não vejo ninguém desenvolver um pensamento de verdade sobre isso, são apenas comentários curtos que não desenvolvem nenhuma idéia propriamente, apenas indica uma inadequação de linguagem. 

Beirando ao anti-intelectualismo, diz-se que são textos academicos ou arrogantes. Como se incentivar um diálogo, um debate fosse o pior dos aspectos da academia, como se aprofundar os arguentos com fontes fosse coisa de quem se acha melhor que os outros. Como é possível levar a cabo uma esquerda que não se debruça sobre os temas com a maior sobriedade possível num espaço aberto e acessível como a internet? Digo isso pois vejo acusações de que o site perdeu pluralidade. Oras, mas e o resto da internet? A pluralidade se realiza no âmbito geral da internet, assim como pluralidade de midia não quer dizer apenas um canal com variada programação. Onde estão os outros sites de coletivos dispostos não apenas a fazer análise e crítica de maneira empenhada, mas a publicá-las para que seja objeto de crítica de qualquer anônimo da internet?
Ao meu ver, as feridas de outros lugares recaem sobre o PassaPalavra, pois é um dos poucos lugares onde as pessoas se propõe a incomodar as outras, tirá-las das certezas reconfortantes. 
Se fosse verdade que um debate legal não rola por falta de abertura do PP, veríamos um movimento de contestação por fora do site, o que não vejo ocorrer, da maneira como se pode ver que ocorre nos textos sobre Portugal, onde parece de fato haver um debate entre blogs, com textos em resposta de textos, e não apenas comentários de queixas que mais parece um Serviço de Atenção ao Cliente dos leitores descontentes com a linha editorial ou uma palpitagem sobre pautas mais importantes a se escrever.
Falta conteúdo para a esquerda ou falta vontade de fazer um debate profundo aberto? Quem são os que hoje estão interessados em pensar a luta da esquerda, contribuindo com análises, críticas, debates e polemicas? Gostaria que houvessem muitas outras fontes do que apenas o PassaPalavra!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu pessoalmente sinto uma falta tremenda de um outro site de conteúdos originais com textos debatendo temas de esquerda com a seriedade e sobriedade que se tenta praticar neste espaço.<br />
Sinto enorme falta pois vejo muitos e muitos comentaristas capazes de criticar o estilo dos textos do PP, mas não vejo ninguém desenvolver um pensamento de verdade sobre isso, são apenas comentários curtos que não desenvolvem nenhuma idéia propriamente, apenas indica uma inadequação de linguagem. </p>
<p>Beirando ao anti-intelectualismo, diz-se que são textos academicos ou arrogantes. Como se incentivar um diálogo, um debate fosse o pior dos aspectos da academia, como se aprofundar os arguentos com fontes fosse coisa de quem se acha melhor que os outros. Como é possível levar a cabo uma esquerda que não se debruça sobre os temas com a maior sobriedade possível num espaço aberto e acessível como a internet? Digo isso pois vejo acusações de que o site perdeu pluralidade. Oras, mas e o resto da internet? A pluralidade se realiza no âmbito geral da internet, assim como pluralidade de midia não quer dizer apenas um canal com variada programação. Onde estão os outros sites de coletivos dispostos não apenas a fazer análise e crítica de maneira empenhada, mas a publicá-las para que seja objeto de crítica de qualquer anônimo da internet?<br />
Ao meu ver, as feridas de outros lugares recaem sobre o PassaPalavra, pois é um dos poucos lugares onde as pessoas se propõe a incomodar as outras, tirá-las das certezas reconfortantes.<br />
Se fosse verdade que um debate legal não rola por falta de abertura do PP, veríamos um movimento de contestação por fora do site, o que não vejo ocorrer, da maneira como se pode ver que ocorre nos textos sobre Portugal, onde parece de fato haver um debate entre blogs, com textos em resposta de textos, e não apenas comentários de queixas que mais parece um Serviço de Atenção ao Cliente dos leitores descontentes com a linha editorial ou uma palpitagem sobre pautas mais importantes a se escrever.<br />
Falta conteúdo para a esquerda ou falta vontade de fazer um debate profundo aberto? Quem são os que hoje estão interessados em pensar a luta da esquerda, contribuindo com análises, críticas, debates e polemicas? Gostaria que houvessem muitas outras fontes do que apenas o PassaPalavra!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135583</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 17:04:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Deixa-me perplexo que um leitor, num comentário em que acusa o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; de uma ocasional «falta de honestidade intelectual», escreva o seguinte: «Todos sabiam da estratégia do MPL de usar o Facebook como instrumento de mobilização mas ninguém escreveu uma linha sequer sobre os riscos desta estratégia». Nunca vi o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; recusar a internet, o Facebook e o Twitter como meios de acção, até porque, se não me engano, é na internet que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; existe e usa tanto o Twitter como o Facebook. O que eu leio neste artigo — e a ideia encontra-se em vários outros artigos assinados pelo colectivo do &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; — é: «Não nos disseram que a noção de um trabalho organizativo de base deve ser colocada no museu de antiguidades ao lado da máquina a vapor e que tudo o que existe no Facebook é real porque a realidade agora é o Facebook». Sempre vi o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; prevenir dos riscos de esquecer o trabalho organizativo ou de imaginar que se possa fazer trabalho organizativo só na internet, e nunca o vi afirmar que a internet e especificamente o Facebook não devam ser usados como instrumentos, embora o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; tivesse vezes sem conta chamado a atenção para os riscos de segurança inerentes à internet. Será que esse comentador ignora os anos e anos de trabalho de base, trabalho organizativo físico e pedestre, que o MPL de São Paulo fez para conseguir o que conseguiu em Junho? Mas a partir do momento em que ocorreu a primeira das grandes manifestações, o curto lapso de tempo que mediava entre elas fez com que o Facebook e o Twitter aumentassem de importância e, sobretudo, que a sua utilização se multiplicasse entre pessoas que nem pertenciam ao MPL nem estavam na sua órbita de influência directa. Por isso neste artigo eu leio também que «em Junho, no Brasil, os telemóveis (ou celulares) e os twitters ajudaram o Movimento Passe Livre a encher cada vez mais as avenidas, até que os mesmos meios permitissem aos coxinhas virar, por dentro, as manifestações do avesso e desencadearem a sua contra-revolução». Precisamente por isso o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;, num artigo de 24 de Junho (http://passapalavra.info/2013/06/79985 ), assinalou a necessidade urgente de prosseguir o trabalho de base onde ele é socialmente mais favorável aos anticapitalistas: «A rua, pois, é o lugar onde devemos estar, mas é o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Há anos que nossas siglas às vezes contêm mais letras do que militantes ou base social. [...] Como a nossa clivagem não é política, no seu sentido partidário, mas é de classe, saiamos às ruas, mas pelas bordas». Tudo isto a propósito da «falta de honestidade intelectual».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deixa-me perplexo que um leitor, num comentário em que acusa o <em>Passa Palavra</em> de uma ocasional «falta de honestidade intelectual», escreva o seguinte: «Todos sabiam da estratégia do MPL de usar o Facebook como instrumento de mobilização mas ninguém escreveu uma linha sequer sobre os riscos desta estratégia». Nunca vi o <em>Passa Palavra</em> recusar a internet, o Facebook e o Twitter como meios de acção, até porque, se não me engano, é na internet que o <em>Passa Palavra</em> existe e usa tanto o Twitter como o Facebook. O que eu leio neste artigo — e a ideia encontra-se em vários outros artigos assinados pelo colectivo do <em>Passa Palavra</em> — é: «Não nos disseram que a noção de um trabalho organizativo de base deve ser colocada no museu de antiguidades ao lado da máquina a vapor e que tudo o que existe no Facebook é real porque a realidade agora é o Facebook». Sempre vi o <em>Passa Palavra</em> prevenir dos riscos de esquecer o trabalho organizativo ou de imaginar que se possa fazer trabalho organizativo só na internet, e nunca o vi afirmar que a internet e especificamente o Facebook não devam ser usados como instrumentos, embora o <em>Passa Palavra</em> tivesse vezes sem conta chamado a atenção para os riscos de segurança inerentes à internet. Será que esse comentador ignora os anos e anos de trabalho de base, trabalho organizativo físico e pedestre, que o MPL de São Paulo fez para conseguir o que conseguiu em Junho? Mas a partir do momento em que ocorreu a primeira das grandes manifestações, o curto lapso de tempo que mediava entre elas fez com que o Facebook e o Twitter aumentassem de importância e, sobretudo, que a sua utilização se multiplicasse entre pessoas que nem pertenciam ao MPL nem estavam na sua órbita de influência directa. Por isso neste artigo eu leio também que «em Junho, no Brasil, os telemóveis (ou celulares) e os twitters ajudaram o Movimento Passe Livre a encher cada vez mais as avenidas, até que os mesmos meios permitissem aos coxinhas virar, por dentro, as manifestações do avesso e desencadearem a sua contra-revolução». Precisamente por isso o <em>Passa Palavra</em>, num artigo de 24 de Junho (<a href="http://passapalavra.info/2013/06/79985" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/06/79985</a> ), assinalou a necessidade urgente de prosseguir o trabalho de base onde ele é socialmente mais favorável aos anticapitalistas: «A rua, pois, é o lugar onde devemos estar, mas é o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Há anos que nossas siglas às vezes contêm mais letras do que militantes ou base social. [&#8230;] Como a nossa clivagem não é política, no seu sentido partidário, mas é de classe, saiamos às ruas, mas pelas bordas». Tudo isto a propósito da «falta de honestidade intelectual».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135581</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 17:02:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O coletivo não tem falado sobre os perigos das mídias eletrônicas e a comunicação via internet (incluída aí o Facebook)? Pois existe uma etiqueta que praticamente só trata deste assunto no site e conta com cerca de 27 postagens: http://passapalavra.info/tag/vigilancia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O coletivo não tem falado sobre os perigos das mídias eletrônicas e a comunicação via internet (incluída aí o Facebook)? Pois existe uma etiqueta que praticamente só trata deste assunto no site e conta com cerca de 27 postagens: <a href="http://passapalavra.info/tag/vigilancia" rel="ugc">http://passapalavra.info/tag/vigilancia</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Wagner Pyter		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135578</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wagner Pyter]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 16:51:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=84588#comment-135578</guid>

					<description><![CDATA[O PassaPalavra versão 2012/2013 ficou interessante. Ao apoiar certas lutas e depois se afastar. Dando folego ao Desocupa em Salvador e depois ao MPL Salvador. Será que em 2014 vamos dar folego a Desmilitarização da PM e do Ocupe a Midia?

Hoje se briga por referencias aos nomes dos coletivos ao inves de criar interações com as diversas redes. Os novos-organizados não se desorganizam com as diversas frentes. E as frentes de luta ainda precisam de umas oficinas de hacktivismo e prism-break.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PassaPalavra versão 2012/2013 ficou interessante. Ao apoiar certas lutas e depois se afastar. Dando folego ao Desocupa em Salvador e depois ao MPL Salvador. Será que em 2014 vamos dar folego a Desmilitarização da PM e do Ocupe a Midia?</p>
<p>Hoje se briga por referencias aos nomes dos coletivos ao inves de criar interações com as diversas redes. Os novos-organizados não se desorganizam com as diversas frentes. E as frentes de luta ainda precisam de umas oficinas de hacktivismo e prism-break.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84588/#comment-135553</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 14:32:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já que o texto deu margem para uma avaliação do PP, não ficarei indiferente em contribuir com um projeto que tem sido o único no Brasil a andar com uma agulha a furar balões de ilusões e confusões disseminadas aos montes no chamado meio de &quot;esquerda&quot;. Ao mesmo tempo sem abrir mão de uma postura intransigente de enfrentamento com o reacionarismo tradicional.
Por falta de tempo, me limitarei a abordar um tópico: a alegada perda de pluralidade.
Se no meio acadêmico a pluralidade é algo valioso (até pq caso ela dali desapareça, será em benefício do status quo), nos meios militantes e de luta social muitas vezes não o é.
O que muitas vezes passa por &quot;pluralidade&quot; no segundo ambiente, na verdade é uma política de condescendência com um certo tipo sutil de oportunismo que pretende ganhar  - ou pelo menos manter o &quot;diálogo&quot; - pessoas situadas em movimentos e organizações com concepções das quais se discorda.
Assim, não se deve &quot;bater o martelo&quot; sobre o MST, afinal a base é uma coisa e a direção é outra não é mesmo?
Não se deve &quot;bater o martelo&quot; sobre feminismo, afinal existem feministas que podemos ganhar não é mesmo?
Não se deve &quot;bater o martelo&quot; sobre a ecologia, afinal existem pessoas sinceras que atuam neste meio não é mesmo?
Nada disso o PP fez até o dia de hoje. E é justamente por não tê-lo feito que ele tem se mantido com condições políticas de analisar e contribuir com as lutas em profundidade a amplitude.
E essa linha adotada pelo PP me parece ser a única possível de adotar para que ele não seja mais um dentre incontáveis projetos que nascem com perspectivas anticapitalistas e se permitem ser recuperados pelo capitalismo.
Diante disso, isolamento, incompreensão, ataques de todo tipo e afastamentos de pessoas próximas são preços a se pagar claramente previsíveis.
Tenho afirmado que, nos tempos que correm - e que devem durar muito - de três coisas quem pretende se manter anticapitalista nunca deve se afastar: 1) ideias claras; 2) determinação inabalável, e 3) métodos coerentes.
E isso o coletivo do PP até hoje tem mantido, para a sua não recuperação e para a sanidade mental de pessoas como eu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já que o texto deu margem para uma avaliação do PP, não ficarei indiferente em contribuir com um projeto que tem sido o único no Brasil a andar com uma agulha a furar balões de ilusões e confusões disseminadas aos montes no chamado meio de &#8220;esquerda&#8221;. Ao mesmo tempo sem abrir mão de uma postura intransigente de enfrentamento com o reacionarismo tradicional.<br />
Por falta de tempo, me limitarei a abordar um tópico: a alegada perda de pluralidade.<br />
Se no meio acadêmico a pluralidade é algo valioso (até pq caso ela dali desapareça, será em benefício do status quo), nos meios militantes e de luta social muitas vezes não o é.<br />
O que muitas vezes passa por &#8220;pluralidade&#8221; no segundo ambiente, na verdade é uma política de condescendência com um certo tipo sutil de oportunismo que pretende ganhar  &#8211; ou pelo menos manter o &#8220;diálogo&#8221; &#8211; pessoas situadas em movimentos e organizações com concepções das quais se discorda.<br />
Assim, não se deve &#8220;bater o martelo&#8221; sobre o MST, afinal a base é uma coisa e a direção é outra não é mesmo?<br />
Não se deve &#8220;bater o martelo&#8221; sobre feminismo, afinal existem feministas que podemos ganhar não é mesmo?<br />
Não se deve &#8220;bater o martelo&#8221; sobre a ecologia, afinal existem pessoas sinceras que atuam neste meio não é mesmo?<br />
Nada disso o PP fez até o dia de hoje. E é justamente por não tê-lo feito que ele tem se mantido com condições políticas de analisar e contribuir com as lutas em profundidade a amplitude.<br />
E essa linha adotada pelo PP me parece ser a única possível de adotar para que ele não seja mais um dentre incontáveis projetos que nascem com perspectivas anticapitalistas e se permitem ser recuperados pelo capitalismo.<br />
Diante disso, isolamento, incompreensão, ataques de todo tipo e afastamentos de pessoas próximas são preços a se pagar claramente previsíveis.<br />
Tenho afirmado que, nos tempos que correm &#8211; e que devem durar muito &#8211; de três coisas quem pretende se manter anticapitalista nunca deve se afastar: 1) ideias claras; 2) determinação inabalável, e 3) métodos coerentes.<br />
E isso o coletivo do PP até hoje tem mantido, para a sua não recuperação e para a sanidade mental de pessoas como eu.</p>
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