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	Comentários sobre: Uma «Carta aberta»: aberta para quê?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-137240</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Sep 2013 16:25:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os apontamentos do operário gay foram os melhores. Perdemos 95 comentários, muita leitura, muito stress, muito debate, muita acusação para chegarmos, enfim, em alguém que aponta o óbvio. 

A forma como tem sido feito o debate de gênero dentro do MPL é um retrocesso. O MPL das ruas ensina a unir, a colocar as individualidades de lado em prol da dimensão coletiva. O MPL de gênero ensina a desunir, coloca que os problemas pessoais são maiores que as questões coletivas. 

O MPL das ruas busca a reflexão, a ação estratégica, o estudo, o racionalismo para angariar argumentos, adquirir força, fazer o debate. O MPL de gênero é obscurantista, irracionalista, biologiza o social.

O MPL das ruas é aberto, aceita pessoas e se junta à outras lutas. Compõe com outros coletivos, outros fóruns, se unifica num quadro maior, reconhece as lutas dos trabalhadores. O MPL de gênero se limita a sí próprio, não reconhece as tradições de luta das mulheres trabalhadoras, não reconhece outros grupos, outros fóruns. 

O MPL das ruas não exclui, coloca homens e mulheres nas ruas, jovens e idosos, pretos e brancos, moças e rapazes. Foram mais de 100 mil em São Paulo, sem casos de agressão, com muita solidariedade. O MPl de gênero exclui por sexo, diz que o rapaz que é companheiro na hora de enfrentar a polícia, ser preso e tomar bala de borracha é inimigo depois. Deve ser isolado e proibido de participar de reuniões, debates e decisões. O companheiro das lutas na rua é transformado no inimigo no dia seguinte, ao qual cabe isolar e segregar.  

O MPL das ruas aceita o contraditório, se rodeia de vários grupos políticos distintos. O MPL de gênero é homogêneo, recusa as diferenças. 

O MPL das ruas é libertador. O MPL de gênero é punitivista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os apontamentos do operário gay foram os melhores. Perdemos 95 comentários, muita leitura, muito stress, muito debate, muita acusação para chegarmos, enfim, em alguém que aponta o óbvio. </p>
<p>A forma como tem sido feito o debate de gênero dentro do MPL é um retrocesso. O MPL das ruas ensina a unir, a colocar as individualidades de lado em prol da dimensão coletiva. O MPL de gênero ensina a desunir, coloca que os problemas pessoais são maiores que as questões coletivas. </p>
<p>O MPL das ruas busca a reflexão, a ação estratégica, o estudo, o racionalismo para angariar argumentos, adquirir força, fazer o debate. O MPL de gênero é obscurantista, irracionalista, biologiza o social.</p>
<p>O MPL das ruas é aberto, aceita pessoas e se junta à outras lutas. Compõe com outros coletivos, outros fóruns, se unifica num quadro maior, reconhece as lutas dos trabalhadores. O MPL de gênero se limita a sí próprio, não reconhece as tradições de luta das mulheres trabalhadoras, não reconhece outros grupos, outros fóruns. </p>
<p>O MPL das ruas não exclui, coloca homens e mulheres nas ruas, jovens e idosos, pretos e brancos, moças e rapazes. Foram mais de 100 mil em São Paulo, sem casos de agressão, com muita solidariedade. O MPl de gênero exclui por sexo, diz que o rapaz que é companheiro na hora de enfrentar a polícia, ser preso e tomar bala de borracha é inimigo depois. Deve ser isolado e proibido de participar de reuniões, debates e decisões. O companheiro das lutas na rua é transformado no inimigo no dia seguinte, ao qual cabe isolar e segregar.  </p>
<p>O MPL das ruas aceita o contraditório, se rodeia de vários grupos políticos distintos. O MPL de gênero é homogêneo, recusa as diferenças. </p>
<p>O MPL das ruas é libertador. O MPL de gênero é punitivista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Operário gay		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-137140</link>

		<dc:creator><![CDATA[Operário gay]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2013 22:31:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de ler também todos os comentários, além do artigo e da Carta Aberta, cheguei à conclusão que discordo da Simone.

Penso que seria péssima ideia que o Movimento Passe Livre participasse do seminário &quot;Há Machismo na Esquerda?&quot; ou de qualquer outro fórum de discussão de esquerda sobre esse tipo de tema.
A esquerda já tem problemas demais para ser consumida internamente por mais atitudes e ideias que em nada tem de progressistas. Creio que o Iluminismo foi um avanço.

Talvez o MPL tenha a contribuir em outros aspectos, mas sobre discussão de gênero, pelo que parece, traria um grande retrocesso para a esquerda se essa sua visão de mundo se difundisse dentro dela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler também todos os comentários, além do artigo e da Carta Aberta, cheguei à conclusão que discordo da Simone.</p>
<p>Penso que seria péssima ideia que o Movimento Passe Livre participasse do seminário &#8220;Há Machismo na Esquerda?&#8221; ou de qualquer outro fórum de discussão de esquerda sobre esse tipo de tema.<br />
A esquerda já tem problemas demais para ser consumida internamente por mais atitudes e ideias que em nada tem de progressistas. Creio que o Iluminismo foi um avanço.</p>
<p>Talvez o MPL tenha a contribuir em outros aspectos, mas sobre discussão de gênero, pelo que parece, traria um grande retrocesso para a esquerda se essa sua visão de mundo se difundisse dentro dela.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-137006</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2013 02:43:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Traços de autoritarismo 


1-É a primeira vez na vida que vejo alguém reclamar que seja feito um debate sobre uma carta aberta. Alguém precisa avisar que carta aberta é um gênero literário usado justamente para incitar o debate. Na verdade, esperavam total concordância e ficaram surpresas que o caminho tenha seguido outros rumos. Daí agora essa estratégia. Primeiro chamam o debate, depois dizem que ninguém pode falar nada porque ninguém vai pautar o MPL. 

2-De início, recusaram a existência da Simone e tentaram responsabilizar o Passapalavra, mais precisamente os machos (quanta imaginação), por aquilo que ela tinha escrito. Tal como chefes de organizações reclamam aos dirigentes de outros grupos a responsabilidade sobre um dos militantes. Velho leninismo. 

3-Como fracassou tentar negar a existência da Simone, foram para o polo oposto. Num momento, não quiseram aceitar o que ela escreveu. No outro, quiseram responsabilizá-la pelo o que ela não escreveu. Responsabilizá-la por meus comentários, como se fosse a minha mãe ou minha chefe (me lembraram a diretora da escola). E ela teve que recordar que assim como as moças do MPL possuem direito ao dissenso e a expor suas ideias, outras pessoas também possuem. 


Eu prefiro viver num mundo em que eu tenha o direito de comentar e debater uma carta aberta, onde uma mulher tenha reconhecido um texto seu e onde nenhuma mãe seja chamada a se responsabilizar por meus comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Traços de autoritarismo </p>
<p>1-É a primeira vez na vida que vejo alguém reclamar que seja feito um debate sobre uma carta aberta. Alguém precisa avisar que carta aberta é um gênero literário usado justamente para incitar o debate. Na verdade, esperavam total concordância e ficaram surpresas que o caminho tenha seguido outros rumos. Daí agora essa estratégia. Primeiro chamam o debate, depois dizem que ninguém pode falar nada porque ninguém vai pautar o MPL. </p>
<p>2-De início, recusaram a existência da Simone e tentaram responsabilizar o Passapalavra, mais precisamente os machos (quanta imaginação), por aquilo que ela tinha escrito. Tal como chefes de organizações reclamam aos dirigentes de outros grupos a responsabilidade sobre um dos militantes. Velho leninismo. </p>
<p>3-Como fracassou tentar negar a existência da Simone, foram para o polo oposto. Num momento, não quiseram aceitar o que ela escreveu. No outro, quiseram responsabilizá-la pelo o que ela não escreveu. Responsabilizá-la por meus comentários, como se fosse a minha mãe ou minha chefe (me lembraram a diretora da escola). E ela teve que recordar que assim como as moças do MPL possuem direito ao dissenso e a expor suas ideias, outras pessoas também possuem. </p>
<p>Eu prefiro viver num mundo em que eu tenha o direito de comentar e debater uma carta aberta, onde uma mulher tenha reconhecido um texto seu e onde nenhuma mãe seja chamada a se responsabilizar por meus comentários.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Elisão		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136972</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elisão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 21:18:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[hum, que interessante simone... em vários momentos, nos comentários aqui, se falou na insistencia em dialogar com os &quot;machos do pp&quot; e não ter a você como interlocutora direta. crítica que eu concordo, apesar de ter caído na tentação de responder a provocações que me levaram a expor este ou outros argumentos. mas aí você me aparece com um comentário um tanto quanto estranho, que fala três coisas que me parecem bem defensivas,  até mais do que a resposta a esta ou outra provocação. Só vou comentar duas aqui, e a terceira não vou comentar jsutamente porque me importo com o movimento no qual milito.
1) você em mais de um momento invoca uma coletividade, como no comentário &quot;Afirmei com todas as letras que estava colocando questões e esperava obter algumas pistas para pensamos conjuntamente sobre elas. E vocês nos deram.&quot;
Quem é essa coletividade que pensará sobre as questões que você coloca e que nós &quot;demos pistas para vocês&quot;, numa lógica que eu diria até manipuladora. Porque se provoca as respostas que se quer ter, se obtem as respostas que se quer ter, e depois se utiliza de forma adversa ao posicionamento das pessoas que responderam. Desculpa, mas essa lógica sim é a de um tribunal &quot;de caça as bruxas&quot; é a mesma lógica do sistema penal que pergunta já tendo uma verdade presumida e só terá a fala da pessoa para retificar essa verdade. 
 
2) Bom saber que este espaço do Passa Vergonha, ops, Palavra, se auto-reivindica como o legitimo analista dos coletivos e movimentos e está aqui para propor a verdade suprema sobre todos. Não sou do mpl-sp, apoio em GÊNERO, número e grau a publicação da carta que inclusive achei muito boa, não posso falar por elas,  mas acredito mesmo que as companheiras não se importam com as críticas, e se se tratasse de algo construtivo seriam comentários interessantes. Mas EU me importo com essa necessidade quase compulsória que este espaço, este site, tem em publicizar de forma controversa (e não construtiva, mas sim autoritária e arrogante) as problemáticas do feminismo ou dos discursos que estão preocupados em tornar um espaço livre de violência para que possa ser receptivo a diversidade de pessoas. 

E Lucas: a dificuldade de se abastrair as supostas besteiras, como todas essas que você acabou de escrever, está na mesma incapacidade de aceitar discursos de intolerância (que ao contrário do que supostamente se pretende colocar aqui em relação aos machos, é o que está acontecendo em relação às feministas reiteradamente).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>hum, que interessante simone&#8230; em vários momentos, nos comentários aqui, se falou na insistencia em dialogar com os &#8220;machos do pp&#8221; e não ter a você como interlocutora direta. crítica que eu concordo, apesar de ter caído na tentação de responder a provocações que me levaram a expor este ou outros argumentos. mas aí você me aparece com um comentário um tanto quanto estranho, que fala três coisas que me parecem bem defensivas,  até mais do que a resposta a esta ou outra provocação. Só vou comentar duas aqui, e a terceira não vou comentar jsutamente porque me importo com o movimento no qual milito.<br />
1) você em mais de um momento invoca uma coletividade, como no comentário &#8220;Afirmei com todas as letras que estava colocando questões e esperava obter algumas pistas para pensamos conjuntamente sobre elas. E vocês nos deram.&#8221;<br />
Quem é essa coletividade que pensará sobre as questões que você coloca e que nós &#8220;demos pistas para vocês&#8221;, numa lógica que eu diria até manipuladora. Porque se provoca as respostas que se quer ter, se obtem as respostas que se quer ter, e depois se utiliza de forma adversa ao posicionamento das pessoas que responderam. Desculpa, mas essa lógica sim é a de um tribunal &#8220;de caça as bruxas&#8221; é a mesma lógica do sistema penal que pergunta já tendo uma verdade presumida e só terá a fala da pessoa para retificar essa verdade. </p>
<p>2) Bom saber que este espaço do Passa Vergonha, ops, Palavra, se auto-reivindica como o legitimo analista dos coletivos e movimentos e está aqui para propor a verdade suprema sobre todos. Não sou do mpl-sp, apoio em GÊNERO, número e grau a publicação da carta que inclusive achei muito boa, não posso falar por elas,  mas acredito mesmo que as companheiras não se importam com as críticas, e se se tratasse de algo construtivo seriam comentários interessantes. Mas EU me importo com essa necessidade quase compulsória que este espaço, este site, tem em publicizar de forma controversa (e não construtiva, mas sim autoritária e arrogante) as problemáticas do feminismo ou dos discursos que estão preocupados em tornar um espaço livre de violência para que possa ser receptivo a diversidade de pessoas. </p>
<p>E Lucas: a dificuldade de se abastrair as supostas besteiras, como todas essas que você acabou de escrever, está na mesma incapacidade de aceitar discursos de intolerância (que ao contrário do que supostamente se pretende colocar aqui em relação aos machos, é o que está acontecendo em relação às feministas reiteradamente).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Simone		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136963</link>

		<dc:creator><![CDATA[Simone]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 19:59:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fiz três perguntas iniciais ao MPL:

1)	Que recado esta Carta aberta dá?
2)	Por quê?
3)	Será este o MPL a triunfar?

Em seguida, nos comentários, eu fiz as seguintes observações:

a)	 insistiu no episódio de violência de gênero de 2011, e com isso isola o MPL de um campo mais amplo;
b)	 não reconheceu o Seminário Há Machismo na Esquerda? como um espaço legítimo do debate sobre a questão e violência de gênero;
c)	não entendeu o Seminário como um avanço da discussão do tema atualmente, nem como como um espaço público ampliado, consoante com aquele que o MPL criou em junho, articulando questões sociais e econômicas.
d)	Por que reforçar como prioritária a questão de gênero para legitimar as ações do MPL?
Sobre estas questões algumas pessoas ligadas ao MPL responderam:

Rafael, em 11 de setembro de 2013 12:21 : “Primeiro e mais importante que o MPL SP não está prestando contas a ninguém. Está refletindo internamente e iniciando um debate importante dentro do movimento. E é obviamente legítimo que o faça. Simples”.

Rafael, em 11 de setembro de 2013 15:41:  “Continuo acreditando que tanto a carta do MPL como o texto da Simone são combustíveis importantes pra discussão de gênero e classe. Tanto que, o início da carta do MPL (aqui omitido na discussão) é esse: “Esta carta é uma publicização da discussão de gênero dentro do Movimento Passe Livre: das suas reflexões, erros e perspectivas. Não é um ponto final, mas parte de um processo permanente de discussão e auto-crítica.”

Mayara Vivian, em 11 de setembro de 2013 17:30: “Sim Simone, nós falamos por nós mesmas, e isso não é problema algum.
[...] não só os militantes do coletivo São Paulo (gostaria de conhecer alguma militante do MPL que participe desse coletivo…) Deliberamos que publicaríamos os dissensos do movimento, para colaborar interna e externamente com o debate, e acho estranho inclusive que não tenham sido estes companheiros que o tenham colocado diretamente”.

Legume, em  11 de setembro de 2013 12:58 : Eu sou dos militantes do MPL que discordou da carta por entender que essa não representava uma avanço no debate sobre machismo.
Acho que carta ao focar-se centralmente nos erros que consideram ter sido cometidos em 2011, alegando que agora eles não seriam cometidos, permite a leitura dela como uma resposta a posicionamentos externos. Sei que ela foi fruto de discussões internas, mas seu conteúdo final não expressa o debate e as diferentes perspectivas colocadas sobre o machismo no movimento. 

Monique, em 18 de setembro de 2013 02:28:  “As pessoas que compõe do MPL-SP tem todo o direito de apresentar o que acham que, para eles, avança nas suas formulações internas sobre machismo, sobre opressões. Faz parte da autonomia de um movimento social escolher sua própria formula de como fazer isso, de onde fazer isso e com quem pretende dialogar. Você pode discordar das escolhas feitas pelo MPL-SP, Simone, mas não pode apontá-las como não legitimas por estarem fiadas em um certo feminismo “excludente”, que está “influenciando” os movimento sociais.
“... Não é possível que se entenda o seminário como um espaço público ampliando consoante aquele de junho. Em junho, o MPL-SP virou um interlocutor público de uma massa de gente que há décadas um movimento social e mesmo qualquer outra organização verdadeiramente de esquerda não alcançava. Por isso, não, o Seminário não é um espaço público equivalente a junho. O MPL-SP é um movimento social, e é nessa esteira que tem que tocar seus debates”.

Primeiro, se antes eu suspeitava que a questão da violência de gênero estava assumindo um papel central na discussão do MPL, e as pessoas que estavam reafirmando o tema como central o reivindicavam sob pena de deslegitimar todo o trabalho do MPL, agora eu estou convencida desta perspectiva e tendência.

Segundo, acabo de perceber existir uma confusão interna ao MPL/SP. Ora seus membros afirmam que o MPL/SP é um coletivo (“os militantes do coletivo São Paulo”)  ora afirmam que é um Movimento. O que é o MPL afinal? 

Monique, eu achava que as “formulações internas” trazidas a público pela carta aberta resultavam de uma formulação do Movimento – sim, eu considero o MPL um Movimento! – e não de pessoas que reagiram internamente, e, aqui no debate, como se o MPL fosse um coletivo. Você afirmou o meu “desconhecimento” sobre “os processos internos do MPL-SP”. Sim, Monique, é verdade que eu desconheço. E em nenhum momento disse o contrário. Mas vocês trouxeram a público alguns aspectos desses “processos”, ou não? 

Monique pediu-me: “gostaria de pedir que a Simone se posicionasse sobre esses comentários que alinham o texto dela a: “na perifa as mulheres sabem se defender, não precisam desse mimimi de espaço seguro não” , ou “na esquerda que eu frequento não tem isso de estupro e essas coisas não, vcs feministas que andam frequentando espaços errados”. Acho extremamente importante problematizar o que são os espaços seguros, os espaços auto-organizados, os caminhos do feminismo. Mas isso não pode incorrer em deixar em aberto comentários absurdos como esses que tentei reproduzir acima, muito mesmo dizer que companheiras que buscam suas próprias formas de organização estão criando catracas no movimento”.

Eu não pautei esta discussão como central no texto; não pautei a importância ou não dos espaços auto-organizados. Da mesma maneira que as “pessoas” dos MPL podem falar por “elas mesmas”, colocar suas opiniões, transportando as questões pessoas para o plano político, sem qualquer preocupação com as implicações delas para o Movimento, os comentadores podem expressar as suas opiniões, claro que respeitando os limites do debate sério, sem acusações ou calúnias.
Não utilizarei este espaço para transformar o debate num Tribunal de caça às bruxas nem de caça aos machos.

Monique, você me acusou de trazer argumentações subliminares, e afirma que estaria eu tentando impor ao MPL uma discussão à revelia dos seus interesses. Pois bem, você é quem acaba reproduzindo aquilo que disse que eu faço no texto. O que fiz foi colocar perguntas. 

Até onde eu entendo, colocar perguntas significa pensar junto.
 
Agora, se vocês nem o MPL não quisessem que fosse discutida, então não deviam tornar pública esta carta! Se foi tornada pública, então é para ouvirem o que as pessoas têm a dizer.

Afirmei com todas as letras que estava colocando questões e esperava obter algumas pistas para pensamos conjuntamente sobre elas. E vocês nos deram. 

A partir desse debate, o que farei daqui em diante é refletir sobre as questões levantadas, principalmente as que surgiram nos comentários, na esteira de um debate mais amplo, e, que, insisto, não estão restritas e nem acontecem no âmbito apenas do MPL.  
Agora, me parece que o debate aqui sustentado serviu para apresentar novas questões, a nós e ao próprio MPL , como: o MPL é um movimento ou um coletivo? fala por si e para si ou, enquanto ferramenta de luta da classe trabalhadora, vai reproduzir a dualidade inversa, inscrita no binômio Eu=fêmea outro=macho? Enfim, são algumas questões...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz três perguntas iniciais ao MPL:</p>
<p>1)	Que recado esta Carta aberta dá?<br />
2)	Por quê?<br />
3)	Será este o MPL a triunfar?</p>
<p>Em seguida, nos comentários, eu fiz as seguintes observações:</p>
<p>a)	 insistiu no episódio de violência de gênero de 2011, e com isso isola o MPL de um campo mais amplo;<br />
b)	 não reconheceu o Seminário Há Machismo na Esquerda? como um espaço legítimo do debate sobre a questão e violência de gênero;<br />
c)	não entendeu o Seminário como um avanço da discussão do tema atualmente, nem como como um espaço público ampliado, consoante com aquele que o MPL criou em junho, articulando questões sociais e econômicas.<br />
d)	Por que reforçar como prioritária a questão de gênero para legitimar as ações do MPL?<br />
Sobre estas questões algumas pessoas ligadas ao MPL responderam:</p>
<p>Rafael, em 11 de setembro de 2013 12:21 : “Primeiro e mais importante que o MPL SP não está prestando contas a ninguém. Está refletindo internamente e iniciando um debate importante dentro do movimento. E é obviamente legítimo que o faça. Simples”.</p>
<p>Rafael, em 11 de setembro de 2013 15:41:  “Continuo acreditando que tanto a carta do MPL como o texto da Simone são combustíveis importantes pra discussão de gênero e classe. Tanto que, o início da carta do MPL (aqui omitido na discussão) é esse: “Esta carta é uma publicização da discussão de gênero dentro do Movimento Passe Livre: das suas reflexões, erros e perspectivas. Não é um ponto final, mas parte de um processo permanente de discussão e auto-crítica.”</p>
<p>Mayara Vivian, em 11 de setembro de 2013 17:30: “Sim Simone, nós falamos por nós mesmas, e isso não é problema algum.<br />
[&#8230;] não só os militantes do coletivo São Paulo (gostaria de conhecer alguma militante do MPL que participe desse coletivo…) Deliberamos que publicaríamos os dissensos do movimento, para colaborar interna e externamente com o debate, e acho estranho inclusive que não tenham sido estes companheiros que o tenham colocado diretamente”.</p>
<p>Legume, em  11 de setembro de 2013 12:58 : Eu sou dos militantes do MPL que discordou da carta por entender que essa não representava uma avanço no debate sobre machismo.<br />
Acho que carta ao focar-se centralmente nos erros que consideram ter sido cometidos em 2011, alegando que agora eles não seriam cometidos, permite a leitura dela como uma resposta a posicionamentos externos. Sei que ela foi fruto de discussões internas, mas seu conteúdo final não expressa o debate e as diferentes perspectivas colocadas sobre o machismo no movimento. </p>
<p>Monique, em 18 de setembro de 2013 02:28:  “As pessoas que compõe do MPL-SP tem todo o direito de apresentar o que acham que, para eles, avança nas suas formulações internas sobre machismo, sobre opressões. Faz parte da autonomia de um movimento social escolher sua própria formula de como fazer isso, de onde fazer isso e com quem pretende dialogar. Você pode discordar das escolhas feitas pelo MPL-SP, Simone, mas não pode apontá-las como não legitimas por estarem fiadas em um certo feminismo “excludente”, que está “influenciando” os movimento sociais.<br />
“&#8230; Não é possível que se entenda o seminário como um espaço público ampliando consoante aquele de junho. Em junho, o MPL-SP virou um interlocutor público de uma massa de gente que há décadas um movimento social e mesmo qualquer outra organização verdadeiramente de esquerda não alcançava. Por isso, não, o Seminário não é um espaço público equivalente a junho. O MPL-SP é um movimento social, e é nessa esteira que tem que tocar seus debates”.</p>
<p>Primeiro, se antes eu suspeitava que a questão da violência de gênero estava assumindo um papel central na discussão do MPL, e as pessoas que estavam reafirmando o tema como central o reivindicavam sob pena de deslegitimar todo o trabalho do MPL, agora eu estou convencida desta perspectiva e tendência.</p>
<p>Segundo, acabo de perceber existir uma confusão interna ao MPL/SP. Ora seus membros afirmam que o MPL/SP é um coletivo (“os militantes do coletivo São Paulo”)  ora afirmam que é um Movimento. O que é o MPL afinal? </p>
<p>Monique, eu achava que as “formulações internas” trazidas a público pela carta aberta resultavam de uma formulação do Movimento – sim, eu considero o MPL um Movimento! – e não de pessoas que reagiram internamente, e, aqui no debate, como se o MPL fosse um coletivo. Você afirmou o meu “desconhecimento” sobre “os processos internos do MPL-SP”. Sim, Monique, é verdade que eu desconheço. E em nenhum momento disse o contrário. Mas vocês trouxeram a público alguns aspectos desses “processos”, ou não? </p>
<p>Monique pediu-me: “gostaria de pedir que a Simone se posicionasse sobre esses comentários que alinham o texto dela a: “na perifa as mulheres sabem se defender, não precisam desse mimimi de espaço seguro não” , ou “na esquerda que eu frequento não tem isso de estupro e essas coisas não, vcs feministas que andam frequentando espaços errados”. Acho extremamente importante problematizar o que são os espaços seguros, os espaços auto-organizados, os caminhos do feminismo. Mas isso não pode incorrer em deixar em aberto comentários absurdos como esses que tentei reproduzir acima, muito mesmo dizer que companheiras que buscam suas próprias formas de organização estão criando catracas no movimento”.</p>
<p>Eu não pautei esta discussão como central no texto; não pautei a importância ou não dos espaços auto-organizados. Da mesma maneira que as “pessoas” dos MPL podem falar por “elas mesmas”, colocar suas opiniões, transportando as questões pessoas para o plano político, sem qualquer preocupação com as implicações delas para o Movimento, os comentadores podem expressar as suas opiniões, claro que respeitando os limites do debate sério, sem acusações ou calúnias.<br />
Não utilizarei este espaço para transformar o debate num Tribunal de caça às bruxas nem de caça aos machos.</p>
<p>Monique, você me acusou de trazer argumentações subliminares, e afirma que estaria eu tentando impor ao MPL uma discussão à revelia dos seus interesses. Pois bem, você é quem acaba reproduzindo aquilo que disse que eu faço no texto. O que fiz foi colocar perguntas. </p>
<p>Até onde eu entendo, colocar perguntas significa pensar junto.</p>
<p>Agora, se vocês nem o MPL não quisessem que fosse discutida, então não deviam tornar pública esta carta! Se foi tornada pública, então é para ouvirem o que as pessoas têm a dizer.</p>
<p>Afirmei com todas as letras que estava colocando questões e esperava obter algumas pistas para pensamos conjuntamente sobre elas. E vocês nos deram. </p>
<p>A partir desse debate, o que farei daqui em diante é refletir sobre as questões levantadas, principalmente as que surgiram nos comentários, na esteira de um debate mais amplo, e, que, insisto, não estão restritas e nem acontecem no âmbito apenas do MPL.<br />
Agora, me parece que o debate aqui sustentado serviu para apresentar novas questões, a nós e ao próprio MPL , como: o MPL é um movimento ou um coletivo? fala por si e para si ou, enquanto ferramenta de luta da classe trabalhadora, vai reproduzir a dualidade inversa, inscrita no binômio Eu=fêmea outro=macho? Enfim, são algumas questões&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136871</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 04:10:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[querem agora transvestir a culpa de auto-crítica. Me parece fazer sentido: quando nos deparado com a dificuldade em se criticar algo ao menos pode-se ter a esperança de que a própria pessoa se auto-criticará. É a melhor maneira de se manter confortável na posição inicial sem ter que se dar ao trabalho de formular uma crítica. Critica-se a falta de crítica!
Oras, reproduzindo este nivel de superficialidade os meninos e meninas não vão aprender nada.
a lingua escrita, o pensamento formal, é para quem está disposto a usá-lo. Quem prefere o afeto personalista como retórica de suas idéias que não venha frequentar o espaço para se sentir eternamente ofendido. Qual é a dificuldade de se abstrair as supostas besteiras? Isso sim me soa um problema mais tradicional da suposta faixa etária do MPL. Talvez no fundo então o que falte ao movimento é envelhecer uns 10 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>querem agora transvestir a culpa de auto-crítica. Me parece fazer sentido: quando nos deparado com a dificuldade em se criticar algo ao menos pode-se ter a esperança de que a própria pessoa se auto-criticará. É a melhor maneira de se manter confortável na posição inicial sem ter que se dar ao trabalho de formular uma crítica. Critica-se a falta de crítica!<br />
Oras, reproduzindo este nivel de superficialidade os meninos e meninas não vão aprender nada.<br />
a lingua escrita, o pensamento formal, é para quem está disposto a usá-lo. Quem prefere o afeto personalista como retórica de suas idéias que não venha frequentar o espaço para se sentir eternamente ofendido. Qual é a dificuldade de se abstrair as supostas besteiras? Isso sim me soa um problema mais tradicional da suposta faixa etária do MPL. Talvez no fundo então o que falte ao movimento é envelhecer uns 10 anos.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Marcia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136870</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 04:01:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O MPL por meio dessa carta torna publico a discussão de um problema que é de toda a sociedade e que, mais cedo, ou mais tarde, mostra-se em todas as nossos movimentos, coletivos, associações, instituições e, no geral, os movimentos ignoram e escondem em nome de suas causas (causas???). A carta do MPL deveria somar! Não posso entender o texto da Simone que pretende desmerecer essa publicização da discussão interna ao movimento  porque não passou por um espaço de legitimação (o que ela quer? Ser ela a dar o aval do que pode ou não ser pensado e dito em publico por outr@s?)... E é risível os comentários de homens se sentindo vitimizados pelas vitimas da violência por eles praticada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O MPL por meio dessa carta torna publico a discussão de um problema que é de toda a sociedade e que, mais cedo, ou mais tarde, mostra-se em todas as nossos movimentos, coletivos, associações, instituições e, no geral, os movimentos ignoram e escondem em nome de suas causas (causas???). A carta do MPL deveria somar! Não posso entender o texto da Simone que pretende desmerecer essa publicização da discussão interna ao movimento  porque não passou por um espaço de legitimação (o que ela quer? Ser ela a dar o aval do que pode ou não ser pensado e dito em publico por outr@s?)&#8230; E é risível os comentários de homens se sentindo vitimizados pelas vitimas da violência por eles praticada!</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Be A.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136852</link>

		<dc:creator><![CDATA[Be A.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 01:21:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só queria fazer um adendo... o pouco contato que ja tive com o MPL-SP, percebi que a composição de seu quadro de militantes ativxs é composto majoritariamente por pessoas entre 18-23 anos, mais ou menos... assim como também imagino que xs autores da entrevista &quot;México: o valor da palavra própria&quot; também estejam nessa faixa de idade, e logo, estão, obviamente,em processo de formação política e ideológica...

licença aos &quot;libertárixs-natxs&quot;, mas imagino que a maior parte das pessoas &quot;normais&quot; cometem erros, mesmo quando miram &quot;acertos&quot;. a crítica é sempre bem vinda para a continuação da construção e formação -- seja enquanto umx sujeitx, seja enquanto coletivo. E ninguém está imune quando criadx numa sociedade doente como é a ogra sociedade ocidental capitalista...
Todxs que se consideram da esquerda ou militam em algum movimento de esquerda deveriam exercer constante crítica de seus valores -- o contrário significa conservação, que a gente bem sabe no que essa palavra acaba por derivar.

Muitas vezes quando leio os artigos do PP e seus comentários, a primeira coisa que me vem à cabeça é: falta humildade. Falta auto-crítica, falta lembrar do teu próprio passado e lembrar das tuas próprias ações conservadoras ou autoritárias ou machistas, em resumo, tuas ações passadas que acabaram por seguir a lógica opressora, que provavelmente foi a lógica por meio da qual tu foi criadx e educadx..

Tem gente aqui que fala como se tivesse nascido com a bandeira rubro-negra grudada ao corpo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só queria fazer um adendo&#8230; o pouco contato que ja tive com o MPL-SP, percebi que a composição de seu quadro de militantes ativxs é composto majoritariamente por pessoas entre 18-23 anos, mais ou menos&#8230; assim como também imagino que xs autores da entrevista &#8220;México: o valor da palavra própria&#8221; também estejam nessa faixa de idade, e logo, estão, obviamente,em processo de formação política e ideológica&#8230;</p>
<p>licença aos &#8220;libertárixs-natxs&#8221;, mas imagino que a maior parte das pessoas &#8220;normais&#8221; cometem erros, mesmo quando miram &#8220;acertos&#8221;. a crítica é sempre bem vinda para a continuação da construção e formação &#8212; seja enquanto umx sujeitx, seja enquanto coletivo. E ninguém está imune quando criadx numa sociedade doente como é a ogra sociedade ocidental capitalista&#8230;<br />
Todxs que se consideram da esquerda ou militam em algum movimento de esquerda deveriam exercer constante crítica de seus valores &#8212; o contrário significa conservação, que a gente bem sabe no que essa palavra acaba por derivar.</p>
<p>Muitas vezes quando leio os artigos do PP e seus comentários, a primeira coisa que me vem à cabeça é: falta humildade. Falta auto-crítica, falta lembrar do teu próprio passado e lembrar das tuas próprias ações conservadoras ou autoritárias ou machistas, em resumo, tuas ações passadas que acabaram por seguir a lógica opressora, que provavelmente foi a lógica por meio da qual tu foi criadx e educadx..</p>
<p>Tem gente aqui que fala como se tivesse nascido com a bandeira rubro-negra grudada ao corpo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mayara Vivian		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136833</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mayara Vivian]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2013 19:58:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=84768#comment-136833</guid>

					<description><![CDATA[Buscando responder algumas questões:

Quan disse que estamos de boa de dar satisfação, isso não quer dizer &#039;estamos de boa de críticas&#039;. significa que sim, que não estávamos nos pautando por esse seminário (aliás, que teor sagrado que vcs dão pra ele né?), e nem devemos nos pautar por fora. Vai por mim, se esse movimento ficasse se pautando por tudo aquilo  que a galera acha]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Buscando responder algumas questões:</p>
<p>Quan disse que estamos de boa de dar satisfação, isso não quer dizer &#8216;estamos de boa de críticas&#8217;. significa que sim, que não estávamos nos pautando por esse seminário (aliás, que teor sagrado que vcs dão pra ele né?), e nem devemos nos pautar por fora. Vai por mim, se esse movimento ficasse se pautando por tudo aquilo  que a galera acha</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/84768/#comment-136829</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2013 18:50:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=84768#comment-136829</guid>

					<description><![CDATA[Sem querer entrar no debate, pois não tenho condições para isso, queria no entanto comentar algo sobre os espaços exclusivos no transporte público.
Li esses dias num jornal, publicado pela Associação de Mulheres do Grajaú, que data de 1983, a seguinte nota que acho interessante compartilhar:

&quot;MULHER DENTRO DE ÔNIBUS É O SEGUINTE...

Transporte coletivo para o povo É naquela base. Nos momentos de pico mais parece uma lata de sardinha. São os donos das empresas lucrando as custas do trabalhador. Como se isto não bastasse, as mulheres são mais prejudicadas. Além de serem super discriminadas, ainda sofrem agressões psicológicas e morais por parte de alguns engraçadinhos que se aproveitam dos ônibus Iotados, para se beneficiarem com repugnantes esfregas-esfregas.
Este tipo de coisa nao pode continuar acontecendo. As mulheres têm de tomar providências. É preciso reclamar para que tenhamos ônibus em quantidade suficiente, para que se possa andar dentro dele como gente. 
É preciso que as mulheres tomem uma posição enérgica contra este tipo de agressão machista.

ATENÇÃO MULHERES, VALE TUDO: alfinetada, agulhada, cotovelada no estmago, chute na canela, etc&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer entrar no debate, pois não tenho condições para isso, queria no entanto comentar algo sobre os espaços exclusivos no transporte público.<br />
Li esses dias num jornal, publicado pela Associação de Mulheres do Grajaú, que data de 1983, a seguinte nota que acho interessante compartilhar:</p>
<p>&#8220;MULHER DENTRO DE ÔNIBUS É O SEGUINTE&#8230;</p>
<p>Transporte coletivo para o povo É naquela base. Nos momentos de pico mais parece uma lata de sardinha. São os donos das empresas lucrando as custas do trabalhador. Como se isto não bastasse, as mulheres são mais prejudicadas. Além de serem super discriminadas, ainda sofrem agressões psicológicas e morais por parte de alguns engraçadinhos que se aproveitam dos ônibus Iotados, para se beneficiarem com repugnantes esfregas-esfregas.<br />
Este tipo de coisa nao pode continuar acontecendo. As mulheres têm de tomar providências. É preciso reclamar para que tenhamos ônibus em quantidade suficiente, para que se possa andar dentro dele como gente.<br />
É preciso que as mulheres tomem uma posição enérgica contra este tipo de agressão machista.</p>
<p>ATENÇÃO MULHERES, VALE TUDO: alfinetada, agulhada, cotovelada no estmago, chute na canela, etc&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
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