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	Comentários sobre: Nacionalismo debiloide	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85601/#comment-138435</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2013 22:36:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vavá, não sei dizer. Acho que depende de cada situação concreta. A situação retratada no link que você compartilhou... acho que se trata de um partido fascista mesmo (o AfD), como se pode notar. Eu acho que o confronto aberto, de fato - que é, mediatamente, um confronto entre classes, pois é um confronto entre instituições que resultam da práticas destas classes (e que ao mesmo tempo condicionam seu desenvolvimento) -, só pode ser sempre &quot;adiado&quot;. Quero com isso dizer que a tendência para a qual caminham as lutas sociais é sempre para o confronto aberto, e brutal. O importante é &quot;adiar&quot; o confronto aberto, o confronto &quot;final&quot;, para uma situação na qual o proletariado esteja em condições de vantagem. O problema é que, fazendo uso do nacionalismo, os grupos de esquerda &quot;adiam&quot; tal confronto aberto para uma situação na qual a vitória do proletariado encontra-se seriamente comprometida, ou então para as famosas &quot;calendas gregas&quot; mesmo. Agora, uma reflexão necessária: será que a &quot;vitalidade&quot; do nacionalismo - no seio da esquerda - não resulta de uma situação, de certa forma (ou totalmente), alimentada pela própria esquerda, que não consegue dar uma resposta internacionalista ao capitalismo? Eu acho que sim. Depois que o problema já está instalado fica difícil dizer &quot;bem, agora que estes nacionalistas estão aí, temos que partir para brigas de rua com eles&quot;, porque isto não eliminaria o problema em sua raiz. De qualquer forma, eu acho que internacionalismo deve voltar ao centro mesmo de uma estratégia revolucionária global e de longo prazo, capaz de reunir a esquerda anticapitalista, a ser delineada desde já e a ser colocada em prática o quanto antes possível, mas o nacionalismo de esquerda é um grande empecilho (vide os comentários de nacionalistas de esquerda que volta e meia surgem neste site). Uma tal estratégia global vai, necessariamente, de encontro à ideologia e às práticas dos nacionalistas de esquerda (e de direita), e os confrontos aí talvez sejam inevitáveis. Mas o importante é que seja gestada uma nova síntese programática para a esquerda comunista em geral, que seja internacionalista e autogestionária em sua essência, além de ser formulada com base numa análise científica da realidade em processo. Em resumo: temos que atacar o nacionalismo em suas bases mesmo, em sua raiz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vavá, não sei dizer. Acho que depende de cada situação concreta. A situação retratada no link que você compartilhou&#8230; acho que se trata de um partido fascista mesmo (o AfD), como se pode notar. Eu acho que o confronto aberto, de fato &#8211; que é, mediatamente, um confronto entre classes, pois é um confronto entre instituições que resultam da práticas destas classes (e que ao mesmo tempo condicionam seu desenvolvimento) -, só pode ser sempre &#8220;adiado&#8221;. Quero com isso dizer que a tendência para a qual caminham as lutas sociais é sempre para o confronto aberto, e brutal. O importante é &#8220;adiar&#8221; o confronto aberto, o confronto &#8220;final&#8221;, para uma situação na qual o proletariado esteja em condições de vantagem. O problema é que, fazendo uso do nacionalismo, os grupos de esquerda &#8220;adiam&#8221; tal confronto aberto para uma situação na qual a vitória do proletariado encontra-se seriamente comprometida, ou então para as famosas &#8220;calendas gregas&#8221; mesmo. Agora, uma reflexão necessária: será que a &#8220;vitalidade&#8221; do nacionalismo &#8211; no seio da esquerda &#8211; não resulta de uma situação, de certa forma (ou totalmente), alimentada pela própria esquerda, que não consegue dar uma resposta internacionalista ao capitalismo? Eu acho que sim. Depois que o problema já está instalado fica difícil dizer &#8220;bem, agora que estes nacionalistas estão aí, temos que partir para brigas de rua com eles&#8221;, porque isto não eliminaria o problema em sua raiz. De qualquer forma, eu acho que internacionalismo deve voltar ao centro mesmo de uma estratégia revolucionária global e de longo prazo, capaz de reunir a esquerda anticapitalista, a ser delineada desde já e a ser colocada em prática o quanto antes possível, mas o nacionalismo de esquerda é um grande empecilho (vide os comentários de nacionalistas de esquerda que volta e meia surgem neste site). Uma tal estratégia global vai, necessariamente, de encontro à ideologia e às práticas dos nacionalistas de esquerda (e de direita), e os confrontos aí talvez sejam inevitáveis. Mas o importante é que seja gestada uma nova síntese programática para a esquerda comunista em geral, que seja internacionalista e autogestionária em sua essência, além de ser formulada com base numa análise científica da realidade em processo. Em resumo: temos que atacar o nacionalismo em suas bases mesmo, em sua raiz.</p>
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		<title>
		Por: Vavá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85601/#comment-138415</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vavá]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2013 19:41:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto, Fagner.
As características do nacionalismo identificadas por vc formam o esquema do atual renascimento nacionalista de algumas regiões da Europa. Penso em Portugal, mas também na Catalunha e na Sardenha, onde a crise econômica fortaleceu o nacionalismo apesar da multiplicidade linguística, religiosa e do capital &quot;transnacionalizado&quot;. Um nacionalismo de base supraclassista, porém com ares progressistas e apoiado por setores da esquerda. Seu texto me fez pensar ainda no seguinte: se nem a história catastrófica do nacionalismo europeu, nem o internacionalismo proletário e a transnacionalização do capital barraram o nacionalismo ideológico atual, resta aos trabalhadores tão somente a radicalização anti-nacionalista; resta somente o confronto. Evocar e praticar o internacionalismo  entre organizações proletárias anticapitalistas talvez seja insuficiente. O que vc acha? 
( um exemplo - http://passapalavra.info/2013/08/83171)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto, Fagner.<br />
As características do nacionalismo identificadas por vc formam o esquema do atual renascimento nacionalista de algumas regiões da Europa. Penso em Portugal, mas também na Catalunha e na Sardenha, onde a crise econômica fortaleceu o nacionalismo apesar da multiplicidade linguística, religiosa e do capital &#8220;transnacionalizado&#8221;. Um nacionalismo de base supraclassista, porém com ares progressistas e apoiado por setores da esquerda. Seu texto me fez pensar ainda no seguinte: se nem a história catastrófica do nacionalismo europeu, nem o internacionalismo proletário e a transnacionalização do capital barraram o nacionalismo ideológico atual, resta aos trabalhadores tão somente a radicalização anti-nacionalista; resta somente o confronto. Evocar e praticar o internacionalismo  entre organizações proletárias anticapitalistas talvez seja insuficiente. O que vc acha?<br />
( um exemplo &#8211; <a href="http://passapalavra.info/2013/08/83171" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/08/83171</a>)</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85601/#comment-138031</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2013 15:37:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A conciliação internacional dos grandes capitais só poderá ser enfrentada se houver, como contrapartida, uma conciliação internacional dos movimentos proletários anticapitalistas (mas não para, a partir daí, estabelecer uma conciliação nacional entre trabalhadores e classes dominantes capitalistas). Esquematicamente: grandes capitais se associam em enormes empresas, as quais utilizam tecnologias avançadíssimas e são, portanto, capazes de explorar seus trabalhadores numa escala sempre maior; os trabalhadores destas empresas, porém, gozam de uma qualidade de vida superior, pois, apesar de serem eles explorados ao extremo (pelo mecanismo da mais-valia relativa), trabalham sob condições mais confortáveis, são melhor remunerados e têm empregos estáveis; os demais trabalhadores são obrigados a se contentar com empregos de menor remuneração e a trabalhar sob condições extremamente precárias de trabalho, além de enfrentar a instabilidade do emprego, entre outras coisas (a sua realidade é a da mais-valia absoluta); uns são capazes de acessar e de usufruir de uma parte das riquezas concentradas nos centros dos grandes centros urbanos; os demais são excluídos do acesso a grande parte destas riquezas e amontoam-se nas periferias, onde ficam total ou parcialmente segregados; tanto uns quanto outros são obrigados a encarar uma realidade na qual os sindicatos não têm mais (ou têm cada vez menos) a capacidade de lhes garantir qualquer ascensão social e que são eles, individualmente e no interior de suas respectivas empresas, que têm que alcançar esta ascensão social, por conta própria (pois os sindicatos têm visto reduzida, em sua importância econômica, sua base de sustentação, o Estado nacional, o mesmo ocorrendo com os partidos social-democratas do &quot;Estado de bem-estar social&quot;); esta situação se reproduz, igualmente, em todos os países, tanto nos países centrais como nos periféricos; isto é, em todos os países capitalistas, sejam eles avançados ou atrasados, se observa um abismo entre o grande capital e os capitais pequeno e médio, se observa um abismo entre trabalhadores qualificados e trabalhadores precários, se observa um abismo entre os centros dos grandes centros urbanos e suas periferias, e estes abismos são cada vez maiores. Essa é a geografia do mundo capitalista contemporâneo, e é essa nova geografia que os trabalhadores precisam conhecer e se preparar para enfrentar, internacionalmente articulados numa estratégia global de luta anticapitalista. Confrontar a conciliação internacional de interesses de classes dominantes, fazendo uso do nacionalismo econômico, não deu certo ontem e não dará certo hoje, sobretudo hoje, em tempos de consenso neoliberal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A conciliação internacional dos grandes capitais só poderá ser enfrentada se houver, como contrapartida, uma conciliação internacional dos movimentos proletários anticapitalistas (mas não para, a partir daí, estabelecer uma conciliação nacional entre trabalhadores e classes dominantes capitalistas). Esquematicamente: grandes capitais se associam em enormes empresas, as quais utilizam tecnologias avançadíssimas e são, portanto, capazes de explorar seus trabalhadores numa escala sempre maior; os trabalhadores destas empresas, porém, gozam de uma qualidade de vida superior, pois, apesar de serem eles explorados ao extremo (pelo mecanismo da mais-valia relativa), trabalham sob condições mais confortáveis, são melhor remunerados e têm empregos estáveis; os demais trabalhadores são obrigados a se contentar com empregos de menor remuneração e a trabalhar sob condições extremamente precárias de trabalho, além de enfrentar a instabilidade do emprego, entre outras coisas (a sua realidade é a da mais-valia absoluta); uns são capazes de acessar e de usufruir de uma parte das riquezas concentradas nos centros dos grandes centros urbanos; os demais são excluídos do acesso a grande parte destas riquezas e amontoam-se nas periferias, onde ficam total ou parcialmente segregados; tanto uns quanto outros são obrigados a encarar uma realidade na qual os sindicatos não têm mais (ou têm cada vez menos) a capacidade de lhes garantir qualquer ascensão social e que são eles, individualmente e no interior de suas respectivas empresas, que têm que alcançar esta ascensão social, por conta própria (pois os sindicatos têm visto reduzida, em sua importância econômica, sua base de sustentação, o Estado nacional, o mesmo ocorrendo com os partidos social-democratas do &#8220;Estado de bem-estar social&#8221;); esta situação se reproduz, igualmente, em todos os países, tanto nos países centrais como nos periféricos; isto é, em todos os países capitalistas, sejam eles avançados ou atrasados, se observa um abismo entre o grande capital e os capitais pequeno e médio, se observa um abismo entre trabalhadores qualificados e trabalhadores precários, se observa um abismo entre os centros dos grandes centros urbanos e suas periferias, e estes abismos são cada vez maiores. Essa é a geografia do mundo capitalista contemporâneo, e é essa nova geografia que os trabalhadores precisam conhecer e se preparar para enfrentar, internacionalmente articulados numa estratégia global de luta anticapitalista. Confrontar a conciliação internacional de interesses de classes dominantes, fazendo uso do nacionalismo econômico, não deu certo ontem e não dará certo hoje, sobretudo hoje, em tempos de consenso neoliberal.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/09/85601/#comment-138022</link>

		<dc:creator><![CDATA[João.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2013 14:48:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Ao invés de denunciar a conciliação internacional de interesses de classes dominantes, a esquerda nacionalista prefere sair em defesa de um desenvolvimento nacional pactuado com suas respectivas classes dominantes.&quot;




 - Há que tempos que a esquerda anda a dizer que a federalização da UE caminha por dentro da conciliação dos interesses do grande capital - nomeadamente o financeiro mas não só. E há que tempos que o Passa Palavra, secção portuguesa, se anda a defender o federalismo capitalista contra o que se diz o nacionalismo quando, na realidade, do que se trata é de retomar algum poder ao grande capital por parte dos povos em sua situação económica  concreta - concretude essa que sem terra, sem geografia, não é mais do que uma variável qualquer em quadros gráficos e equações matemáticas congeminadas pela banca para tomar o lugar do real e reproduzir o seu domínio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ao invés de denunciar a conciliação internacional de interesses de classes dominantes, a esquerda nacionalista prefere sair em defesa de um desenvolvimento nacional pactuado com suas respectivas classes dominantes.&#8221;</p>
<p> &#8211; Há que tempos que a esquerda anda a dizer que a federalização da UE caminha por dentro da conciliação dos interesses do grande capital &#8211; nomeadamente o financeiro mas não só. E há que tempos que o Passa Palavra, secção portuguesa, se anda a defender o federalismo capitalista contra o que se diz o nacionalismo quando, na realidade, do que se trata é de retomar algum poder ao grande capital por parte dos povos em sua situação económica  concreta &#8211; concretude essa que sem terra, sem geografia, não é mais do que uma variável qualquer em quadros gráficos e equações matemáticas congeminadas pela banca para tomar o lugar do real e reproduzir o seu domínio.</p>
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