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	Comentários sobre: Post-scriptum: contra a ecologia. 7) «Os Limites do Crescimento» ou crescimento sem limites?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: perdido em tokyo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-838912</link>

		<dc:creator><![CDATA[perdido em tokyo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 18:52:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vejamos, tanto em inglês como em francês estão presentes palavras que indicam um sentido de &quot;suficiência&quot;, enough e assez, segundo meus dicionários. Em ambos casos, se os encaramos de forma analítica, existe uma afirmação: A produção global de alimentos É SUFICIENTE (ou até mais do que suficiente, na versão inglesa) para alimentar a população mundial. Se trata de um dado, uma descrição do estado atual das coisas.
No entanto, não encontramos isso na versão espanhola. A frase inicial não fala sobre o dado concreto da produção global de alimentos em relação a ser suficiente ou não para alimentar a população. Ao invés disso, muito diferente das outras duas versões, é uma afirmação conceitual a respeito do que deveríamos entender por &quot;produção mundial de alimentos&quot;. 

Quis expor isso nestes comentários pois me parece que a argumentação do texto usa essa citação no sentido que encontramos em inglês e em francês: técnicamente já estamos em condições de alimentar a população mundial. Enquanto que a versão espanhola pareceria eludir esta afirmação, colocando o debate em outros termos, mais simpáticos à agroecologia. Não consigo entender de outra forma o motivo pelo qual não se traduziu para algo como &quot;La producción mundial de alimentos es más que suficiente para alimentar la población mundial, el problema...&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejamos, tanto em inglês como em francês estão presentes palavras que indicam um sentido de &#8220;suficiência&#8221;, enough e assez, segundo meus dicionários. Em ambos casos, se os encaramos de forma analítica, existe uma afirmação: A produção global de alimentos É SUFICIENTE (ou até mais do que suficiente, na versão inglesa) para alimentar a população mundial. Se trata de um dado, uma descrição do estado atual das coisas.<br />
No entanto, não encontramos isso na versão espanhola. A frase inicial não fala sobre o dado concreto da produção global de alimentos em relação a ser suficiente ou não para alimentar a população. Ao invés disso, muito diferente das outras duas versões, é uma afirmação conceitual a respeito do que deveríamos entender por &#8220;produção mundial de alimentos&#8221;. </p>
<p>Quis expor isso nestes comentários pois me parece que a argumentação do texto usa essa citação no sentido que encontramos em inglês e em francês: técnicamente já estamos em condições de alimentar a população mundial. Enquanto que a versão espanhola pareceria eludir esta afirmação, colocando o debate em outros termos, mais simpáticos à agroecologia. Não consigo entender de outra forma o motivo pelo qual não se traduziu para algo como &#8220;La producción mundial de alimentos es más que suficiente para alimentar la población mundial, el problema&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-838891</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 09:11:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os três textos afirmam o mesmo, e a versão francesa segue a par e passo a inglesa. A versão em francês traduz-se, literalmente, assim: «O planeta produz o suficiente para alimentar todos os habitantes do mundo. O problema consiste em fornecer alimentos a todos os que necessitam deles». A única diferença é que a versão em espanhol está construída de uma maneira que a mim, pessoalmente, me parece mais elegante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os três textos afirmam o mesmo, e a versão francesa segue a par e passo a inglesa. A versão em francês traduz-se, literalmente, assim: «O planeta produz o suficiente para alimentar todos os habitantes do mundo. O problema consiste em fornecer alimentos a todos os que necessitam deles». A única diferença é que a versão em espanhol está construída de uma maneira que a mim, pessoalmente, me parece mais elegante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: perdido em tokyo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-838881</link>

		<dc:creator><![CDATA[perdido em tokyo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 03:51:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[olha que curioso são as diferentes versões de um mesmo documento, citado no texto:

Global food production is more than enough to feed the global population, the problem is getting it to the people who need it. 
https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/en/

La producción mundial de alimentos es algo más que contar con suficientes alimentos para la población mundial, el problema es hacerlos llegar a las personas que los necesitan.
https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/es/

La planète produit assez pour nourrir tous les habitants du monde. Le problème est de fournir des aliments à tous ceux qui en ont besoin.
https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/fr/

Quem pode me ajudar com uma interpretação correta do francês? Estaria mais próximo da versão em inglês ou em espanhol??]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>olha que curioso são as diferentes versões de um mesmo documento, citado no texto:</p>
<p>Global food production is more than enough to feed the global population, the problem is getting it to the people who need it.<br />
<a href="https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/en/" rel="nofollow ugc">https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/en/</a></p>
<p>La producción mundial de alimentos es algo más que contar con suficientes alimentos para la población mundial, el problema es hacerlos llegar a las personas que los necesitan.<br />
<a href="https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/es/" rel="nofollow ugc">https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/es/</a></p>
<p>La planète produit assez pour nourrir tous les habitants du monde. Le problème est de fournir des aliments à tous ceux qui en ont besoin.<br />
<a href="https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/fr/" rel="nofollow ugc">https://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq7/fr/</a></p>
<p>Quem pode me ajudar com uma interpretação correta do francês? Estaria mais próximo da versão em inglês ou em espanhol??</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-246906</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2014 09:12:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-246906</guid>

					<description><![CDATA[Cara Heloísa,
Muito sinteticamente, penso que as teses do decrescimento se inserem na actual reorganização dos centros económicos.
A recuperação económica dos Estados Unidos depara com sérios limites provocados pela carência de infra-estruturas e pela degradação das existentes. O actual governo japonês tenta fazer o país sair de uma depressão pluridecenal. E são do conhecimento geral os problemas que têm atingido a zona euro.
Entretanto a China surge como o novo grande centro económico, acompanhada pelos restantes BRICs. A África, o continente que durante mais tempo esteve marginalizado pelo capitalismo, encontra-se desde há poucos anos plenamente inserida na dinâmica de crescimento capitalista graças ao neoimperialismo chinês e ao neoimperialismo brasileiro.
Neste contexto, é importante verificar, antes de mais, que é na Europa e nos Estados Unidos (ignoro o que a este respeito se passa no Japão) que as teorias do decrescimento encontram audiência, ou seja, precisamente nos antigos centros económicos em declínio. Para compreendermos a função desempenhada por estas teorias convém atentar no facto de elas incidirem no consumo particular. Chamo a atenção para esta passagem do artigo: «Desprezando um dos eixos tradicionais da teoria económica, focado na produção, os ecologistas e os defensores do decrescimento reatam a linhagem teórica mais conservadora, centrada no consumo, e transferem para ali os velhos fantasmas religiosos, culpabilizando os consumidores pelo facto de consumirem». Trata-se, para empregar termos marxistas, de impor patamares de mais-valia absoluta. Com efeito, sempre que países capitalistas, ou conjuntos de países, deparam com obstáculos ao crescimento da produtividade, impõem restrições ao consumo dos trabalhadores, para aumentarem por aí os lucros, que são o mecanismo motor da economia. Assim, enquanto na periferia meridional da zona euro os governantes e as autoridades de Bruxelas promulgam medidas de austeridade económica, prometendo que elas só hão-de vigorar durante algum tempo, os defensores das teorias do decrescimento, muitos deles situados na esquerda ou mesmo na extrema-esquerda, anunciam que esse decrescimento deverá durar para sempre.
O que se passa na China é muito diferente. O papel desempenhado pelo mercado interno no crescimento económico tem sido cada vez maior, do mesmo modo que o aumento da qualificação da força de trabalho. Ora, ambos estes processos exigem uma melhoria das condições materiais de vida, o que inclui uma diminuição não só da poluição industrial mas igualmente das formas pré-industriais de poluição, nomeadamente pela generalização dos banheiros (na versão portuguesa da língua: casas de banho) privados e pela melhoria do sistema de esgotos. Por que será que os ecologistas falam tanto da fumaça nos céus de Pequim e tão pouco do cheiro a merda nos bairros populares anteriores a 1949, com lugares de defecação colectiva estabelecidos a várias centenas de metros uns dos outros? Para mais, com a recente atribuição dos direitos legais de habitantes das cidades a muitos milhões de imigrantes provenientes dos campos, se não se melhorassem as condições sanitárias o sistema de saúde pública correria o risco de entrar em colapso. Ora, se se investe na qualificação crescente dos trabalhadores não é para os ver adoecer e ficar inválidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Heloísa,<br />
Muito sinteticamente, penso que as teses do decrescimento se inserem na actual reorganização dos centros económicos.<br />
A recuperação económica dos Estados Unidos depara com sérios limites provocados pela carência de infra-estruturas e pela degradação das existentes. O actual governo japonês tenta fazer o país sair de uma depressão pluridecenal. E são do conhecimento geral os problemas que têm atingido a zona euro.<br />
Entretanto a China surge como o novo grande centro económico, acompanhada pelos restantes BRICs. A África, o continente que durante mais tempo esteve marginalizado pelo capitalismo, encontra-se desde há poucos anos plenamente inserida na dinâmica de crescimento capitalista graças ao neoimperialismo chinês e ao neoimperialismo brasileiro.<br />
Neste contexto, é importante verificar, antes de mais, que é na Europa e nos Estados Unidos (ignoro o que a este respeito se passa no Japão) que as teorias do decrescimento encontram audiência, ou seja, precisamente nos antigos centros económicos em declínio. Para compreendermos a função desempenhada por estas teorias convém atentar no facto de elas incidirem no consumo particular. Chamo a atenção para esta passagem do artigo: «Desprezando um dos eixos tradicionais da teoria económica, focado na produção, os ecologistas e os defensores do decrescimento reatam a linhagem teórica mais conservadora, centrada no consumo, e transferem para ali os velhos fantasmas religiosos, culpabilizando os consumidores pelo facto de consumirem». Trata-se, para empregar termos marxistas, de impor patamares de mais-valia absoluta. Com efeito, sempre que países capitalistas, ou conjuntos de países, deparam com obstáculos ao crescimento da produtividade, impõem restrições ao consumo dos trabalhadores, para aumentarem por aí os lucros, que são o mecanismo motor da economia. Assim, enquanto na periferia meridional da zona euro os governantes e as autoridades de Bruxelas promulgam medidas de austeridade económica, prometendo que elas só hão-de vigorar durante algum tempo, os defensores das teorias do decrescimento, muitos deles situados na esquerda ou mesmo na extrema-esquerda, anunciam que esse decrescimento deverá durar para sempre.<br />
O que se passa na China é muito diferente. O papel desempenhado pelo mercado interno no crescimento económico tem sido cada vez maior, do mesmo modo que o aumento da qualificação da força de trabalho. Ora, ambos estes processos exigem uma melhoria das condições materiais de vida, o que inclui uma diminuição não só da poluição industrial mas igualmente das formas pré-industriais de poluição, nomeadamente pela generalização dos banheiros (na versão portuguesa da língua: casas de banho) privados e pela melhoria do sistema de esgotos. Por que será que os ecologistas falam tanto da fumaça nos céus de Pequim e tão pouco do cheiro a merda nos bairros populares anteriores a 1949, com lugares de defecação colectiva estabelecidos a várias centenas de metros uns dos outros? Para mais, com a recente atribuição dos direitos legais de habitantes das cidades a muitos milhões de imigrantes provenientes dos campos, se não se melhorassem as condições sanitárias o sistema de saúde pública correria o risco de entrar em colapso. Ora, se se investe na qualificação crescente dos trabalhadores não é para os ver adoecer e ficar inválidos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Heloísa Flores		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-246737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heloísa Flores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2014 18:46:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-246737</guid>

					<description><![CDATA[Fui ansiosa, só agora terminei a série e percebi que parte de meus questionamentos foram respondidos na seção final (8) desta.

Quem sabe, no processo de desenvolvimento do meu artigo eu possa levantar outras questões.

Obrigada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui ansiosa, só agora terminei a série e percebi que parte de meus questionamentos foram respondidos na seção final (8) desta.</p>
<p>Quem sabe, no processo de desenvolvimento do meu artigo eu possa levantar outras questões.</p>
<p>Obrigada!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Heloísa Flores		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-246721</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heloísa Flores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2014 17:54:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-246721</guid>

					<description><![CDATA[João, muito boa essa série post scriptum. Estou lendo desde ontem pois pretendo escrever um artigo sobre mercado imobiliário e a questão ambiental no meu recorte de estudo da dissertação de mestrado, e estou tentando evitar a falácia ecológica.

Enfim, até o momento, o que eu senti falta foi do porquê da utilização desse discurso ideológico da crise ambiental. Não ficou bem claro. Por que desacelerar o crescimento e a produção? E onde? Quais seriam as vantagens? E pra quem?

Por exemplo: atualmente, a China aderiu esse discurso - pudera, a qualidade urbana e ambiental da fábrica do mundo é mesmo crítica -, mas a questão real é a organização dos trabalhadores e as recentes conquistas trabalhistas que têm afetado a lucratividade. Sob o pretexto da poluição, o país tem movido suas fábricas para países do sudeste asiático, como Vietnam e Camboja, onde a mão de obra é mais barata. 

Penso, então, que ficou pendente essa questão de como esse discurso funciona na divisão internacional do trabalho. A quem serve. Porque a própria ascensão do capital financeiro, por exemplo, também utilizou do discurso ecológico e anti-industrial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, muito boa essa série post scriptum. Estou lendo desde ontem pois pretendo escrever um artigo sobre mercado imobiliário e a questão ambiental no meu recorte de estudo da dissertação de mestrado, e estou tentando evitar a falácia ecológica.</p>
<p>Enfim, até o momento, o que eu senti falta foi do porquê da utilização desse discurso ideológico da crise ambiental. Não ficou bem claro. Por que desacelerar o crescimento e a produção? E onde? Quais seriam as vantagens? E pra quem?</p>
<p>Por exemplo: atualmente, a China aderiu esse discurso &#8211; pudera, a qualidade urbana e ambiental da fábrica do mundo é mesmo crítica -, mas a questão real é a organização dos trabalhadores e as recentes conquistas trabalhistas que têm afetado a lucratividade. Sob o pretexto da poluição, o país tem movido suas fábricas para países do sudeste asiático, como Vietnam e Camboja, onde a mão de obra é mais barata. </p>
<p>Penso, então, que ficou pendente essa questão de como esse discurso funciona na divisão internacional do trabalho. A quem serve. Porque a própria ascensão do capital financeiro, por exemplo, também utilizou do discurso ecológico e anti-industrial.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: louis stettner		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-176797</link>

		<dc:creator><![CDATA[louis stettner]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2014 09:10:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Very pleased to see my photograph being apppreciated on this site very best ``louis stettner]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Very pleased to see my photograph being apppreciated on this site very best &#8220;louis stettner</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-151907</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2013 19:38:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-151907</guid>

					<description><![CDATA[Gustavo,
No meu artigo cito dois casos de previsões não só erradas como ridículas, que dizem respeito a duas matérias-primas muito importantes, o petróleo e o gás natural. De resto, aconselho os leitores interessados a lerem o relatório do Clube de Roma e a compararem com o que escrevi.
Num aspecto, e só num aspecto, o relatório do Clube de Roma foi um êxito — enquanto fraude destinada a iludir os incautos. Tal como escrevi, «O fracasso das profecias do Clube de Roma não serve para abrir os olhos aos seus seguidores pela mesma razão por que o fracasso dos sucessivos anúncios do Fim dos Tempos não afasta os fiéis das Igrejas apocalípticas».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,<br />
No meu artigo cito dois casos de previsões não só erradas como ridículas, que dizem respeito a duas matérias-primas muito importantes, o petróleo e o gás natural. De resto, aconselho os leitores interessados a lerem o relatório do Clube de Roma e a compararem com o que escrevi.<br />
Num aspecto, e só num aspecto, o relatório do Clube de Roma foi um êxito — enquanto fraude destinada a iludir os incautos. Tal como escrevi, «O fracasso das profecias do Clube de Roma não serve para abrir os olhos aos seus seguidores pela mesma razão por que o fracasso dos sucessivos anúncios do Fim dos Tempos não afasta os fiéis das Igrejas apocalípticas».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-151891</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2013 18:49:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-151891</guid>

					<description><![CDATA[Há quem interprete, hoje, as previsões do Clube de Roma não como fracasso, mas sucesso.

&quot;Le point essentiel, que tous les gouvernements, que toutes les entreprises, tout les média auraient du noter, est que le rapport de 2012 confirme celui de 1972&quot;

(O ponto essencial, que todos os governos, que todas as empresas, todas as mídias têm que entender é que o relatório de 2012 confirma aquele de 1972&quot;) (&quot;1972-2012: O Clube de Roma confirma a data da catástrofe&quot;, em http://blogs.mediapart.fr/blog/jean-paul-baquiast/080412/1972-2012-le-club-de-rome-confirme-la-date-de-la-catastrophe)

O físico-químico italiano Ugo Bardi afirma em seu livro &quot;Os Limites do Crescimento Revisitado&quot; que &quot;reexaminar a história do LDC revela um mundo novo que as lendas urbanas e a propaganda tentaram enterrar debaixo de várias camadas de mentiras e interpretações errôneas. Todos nós já ouvimos falar dos &#039;erros&#039; que os autores do LDC, ou seus patrocinadores, o CLube de Roma, teriam cometido. Mas o LDC não estava &#039;errado&#039;: em nenhum lugar do livro de 1972 se encontram os erros comummente atribuídos a ele. O LDC nunca previu para breve a ocorrência de catástrofes, nunca estimou a data de esgotamento deste ou daquele recurso mineral, não contém profecias do apocalipse.  (&quot;Os Limites do Crescimento Revisitado&quot;, em http://cassandralegacy.blogspot.com.br/2011/06/limits-to-growth-revisited.html)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem interprete, hoje, as previsões do Clube de Roma não como fracasso, mas sucesso.</p>
<p>&#8220;Le point essentiel, que tous les gouvernements, que toutes les entreprises, tout les média auraient du noter, est que le rapport de 2012 confirme celui de 1972&#8243;</p>
<p>(O ponto essencial, que todos os governos, que todas as empresas, todas as mídias têm que entender é que o relatório de 2012 confirma aquele de 1972&#8221;) (&#8220;1972-2012: O Clube de Roma confirma a data da catástrofe&#8221;, em <a href="http://blogs.mediapart.fr/blog/jean-paul-baquiast/080412/1972-2012-le-club-de-rome-confirme-la-date-de-la-catastrophe" rel="nofollow ugc">http://blogs.mediapart.fr/blog/jean-paul-baquiast/080412/1972-2012-le-club-de-rome-confirme-la-date-de-la-catastrophe</a>)</p>
<p>O físico-químico italiano Ugo Bardi afirma em seu livro &#8220;Os Limites do Crescimento Revisitado&#8221; que &#8220;reexaminar a história do LDC revela um mundo novo que as lendas urbanas e a propaganda tentaram enterrar debaixo de várias camadas de mentiras e interpretações errôneas. Todos nós já ouvimos falar dos &#8216;erros&#8217; que os autores do LDC, ou seus patrocinadores, o CLube de Roma, teriam cometido. Mas o LDC não estava &#8216;errado&#8217;: em nenhum lugar do livro de 1972 se encontram os erros comummente atribuídos a ele. O LDC nunca previu para breve a ocorrência de catástrofes, nunca estimou a data de esgotamento deste ou daquele recurso mineral, não contém profecias do apocalipse.  (&#8220;Os Limites do Crescimento Revisitado&#8221;, em <a href="http://cassandralegacy.blogspot.com.br/2011/06/limits-to-growth-revisited.html" rel="nofollow ugc">http://cassandralegacy.blogspot.com.br/2011/06/limits-to-growth-revisited.html</a>)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/83446/#comment-142482</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2013 20:26:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=83446#comment-142482</guid>

					<description><![CDATA[Jayro,
Desde há bastantes anos que a minha principal área de pesquisa é o fascismo, por isso é para mim clara a íntima relação entre eugenia e ecologia no nacional-socialismo germânico. Num livro que publiquei sobre o fascismo dei algumas indicações rápidas sobre a questão e tudo o que pesquisei posteriormente só as confirma. O discurso proferido por Himmler em Posen em 4 de Outubro de 1943 é talvez o lugar ideológico onde mais intimamente se fundiram a ecologia e o racismo eugenista. Aliás, as pessoas esquecem convenientemente que em 1935, precisamente no mesmo ano em que foram promulgadas as chamadas Leis de Nuremberga, destinadas a assegurar a preservação da raça, as autoridades do Terceiro Reich promulgaram um complexo legal visando a preservação da natureza, com um escopo sem precedentes. Todavia, o opróbrio que a partir de 1945 cobriu o fascismo, e sobretudo o nazismo, torna estas filiações mais difíceis de detectar, enquanto que no caso dos Estados Unidos, que você cita, a continuidade pôde ser mais clara.
Já agora, você fornece a este respeito o link do site &lt;em&gt;Environmentalism is Fascism&lt;/em&gt;, que eu já tenho citado em várias ocasiões. Com efeito, é um site excelente, onde destaco como especialmente importante a resenha de três livros de Anna Bramwell que é muito mais do que isso, é uma verdadeira história ideológica e política da agroecologia.
Porém, você escreve que as teses da ecologia prolongam as noções de Malthus. Ora, foi precisamente por isso que eu escrevi o sexto artigo desta série, sobre Malthus enquanto teórico do crescimento económico, na sua obra final, &lt;em&gt;Principles of Political Economy&lt;/em&gt;. Este livro, apesar de Keynes o ter resgatado, foi secundarizado ou mesmo esquecido por muitos motivos, mas para isso contribui decerto o facto de aquele economista que os ecologistas consideram como um pai fundador ter evoluído para posições opostas às que os ecologistas defendem. Remeto para o que escrevi naquele artigo.
Quanto ao último parágrafo do seu comentário, acho que você vai ter oportunidade para o desenvolver a propósito do oitavo e último artigo desta série, que será publicado na próxima sexta-feira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jayro,<br />
Desde há bastantes anos que a minha principal área de pesquisa é o fascismo, por isso é para mim clara a íntima relação entre eugenia e ecologia no nacional-socialismo germânico. Num livro que publiquei sobre o fascismo dei algumas indicações rápidas sobre a questão e tudo o que pesquisei posteriormente só as confirma. O discurso proferido por Himmler em Posen em 4 de Outubro de 1943 é talvez o lugar ideológico onde mais intimamente se fundiram a ecologia e o racismo eugenista. Aliás, as pessoas esquecem convenientemente que em 1935, precisamente no mesmo ano em que foram promulgadas as chamadas Leis de Nuremberga, destinadas a assegurar a preservação da raça, as autoridades do Terceiro Reich promulgaram um complexo legal visando a preservação da natureza, com um escopo sem precedentes. Todavia, o opróbrio que a partir de 1945 cobriu o fascismo, e sobretudo o nazismo, torna estas filiações mais difíceis de detectar, enquanto que no caso dos Estados Unidos, que você cita, a continuidade pôde ser mais clara.<br />
Já agora, você fornece a este respeito o link do site <em>Environmentalism is Fascism</em>, que eu já tenho citado em várias ocasiões. Com efeito, é um site excelente, onde destaco como especialmente importante a resenha de três livros de Anna Bramwell que é muito mais do que isso, é uma verdadeira história ideológica e política da agroecologia.<br />
Porém, você escreve que as teses da ecologia prolongam as noções de Malthus. Ora, foi precisamente por isso que eu escrevi o sexto artigo desta série, sobre Malthus enquanto teórico do crescimento económico, na sua obra final, <em>Principles of Political Economy</em>. Este livro, apesar de Keynes o ter resgatado, foi secundarizado ou mesmo esquecido por muitos motivos, mas para isso contribui decerto o facto de aquele economista que os ecologistas consideram como um pai fundador ter evoluído para posições opostas às que os ecologistas defendem. Remeto para o que escrevi naquele artigo.<br />
Quanto ao último parágrafo do seu comentário, acho que você vai ter oportunidade para o desenvolver a propósito do oitavo e último artigo desta série, que será publicado na próxima sexta-feira.</p>
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