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	Comentários sobre: Post-scriptum: contra a ecologia. 8) oportunidades de investimento e agravamento da exploração	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-793359</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 14:11:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Aguiar,

Já em &lt;em&gt;The Skeptical Environmentalist&lt;/em&gt; (Cambridge: Cambridge University Press, 2001), Bjørn Lomborg observou que assim como o movimento ecológico alerta para tudo o que considera riscos de poluição e ataques à natureza, opõe-se firmemente a tudo o que poderia mais facilmente resolver esses problemas. Isto, com a condição de que tais problemas existam realmente. Basta lembrar os relatórios alarmistas provenientes dos &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; ecológicos acerca da construção de pontes, portos ou quaisquer outras infra-estruturas, que logo depois foram esquecidos, quando se revelaram infundados. Mas surgem sempre novos alvos, para manter a histeria em ebulição.

O que os ecológicos nunca anunciam é o custo das medidas que propõem, porque esses não serão as empresas que os pagam, mas os consumidores (no aumento dos preços) e os trabalhadores (na deterioração das condições de trabalho). Ultimamente, na Europa, assistimos a um enorme aumento do custo da energia, bem visível quando olhamos para a factura da electricidade. E é hilariante ouvir nos parlamentos português, espanhol, francês e por aí adiante aqueles mesmos partidos que mais vigorosamente propõem medidas destinadas a restringir a emissão de CO2 derramarem agora lágrimas de crocodilo pela subida do preço da electricidade.

No &lt;a href=&quot;https://www.economist.com/leaders/2021/10/09/the-world-economys-shortage-problem&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;principal editorial&lt;/a&gt; do seu último número, com data de amanhã, &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt; escreve: «A mudança do carvão para a energia renovável deixou a Europa, e especialmente a Grã-Bretanha, vulnerável ao pânico relativamente ao fornecimento de gás natural, que num certo momento desta semana fez os preços à vista subirem mais de 60%. O aumento dos preços aplicados às emissões de carbono na União Europeia dificulta o recurso a outras formas de energia poluentes. Vastas regiões da China enfrentaram cortes de energia devidos ao facto de algumas províncias se precipitarem para obedecer a normas ambientais estritas».

Seria interessante que os movimentos ecológicos anunciassem claramente à população, com contas e números, o montante que ela deverá pagar por cada nova cruzada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Aguiar,</p>
<p>Já em <em>The Skeptical Environmentalist</em> (Cambridge: Cambridge University Press, 2001), Bjørn Lomborg observou que assim como o movimento ecológico alerta para tudo o que considera riscos de poluição e ataques à natureza, opõe-se firmemente a tudo o que poderia mais facilmente resolver esses problemas. Isto, com a condição de que tais problemas existam realmente. Basta lembrar os relatórios alarmistas provenientes dos <em>lobbies</em> ecológicos acerca da construção de pontes, portos ou quaisquer outras infra-estruturas, que logo depois foram esquecidos, quando se revelaram infundados. Mas surgem sempre novos alvos, para manter a histeria em ebulição.</p>
<p>O que os ecológicos nunca anunciam é o custo das medidas que propõem, porque esses não serão as empresas que os pagam, mas os consumidores (no aumento dos preços) e os trabalhadores (na deterioração das condições de trabalho). Ultimamente, na Europa, assistimos a um enorme aumento do custo da energia, bem visível quando olhamos para a factura da electricidade. E é hilariante ouvir nos parlamentos português, espanhol, francês e por aí adiante aqueles mesmos partidos que mais vigorosamente propõem medidas destinadas a restringir a emissão de CO2 derramarem agora lágrimas de crocodilo pela subida do preço da electricidade.</p>
<p>No <a href="https://www.economist.com/leaders/2021/10/09/the-world-economys-shortage-problem" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">principal editorial</a> do seu último número, com data de amanhã, <em>The Economist</em> escreve: «A mudança do carvão para a energia renovável deixou a Europa, e especialmente a Grã-Bretanha, vulnerável ao pânico relativamente ao fornecimento de gás natural, que num certo momento desta semana fez os preços à vista subirem mais de 60%. O aumento dos preços aplicados às emissões de carbono na União Europeia dificulta o recurso a outras formas de energia poluentes. Vastas regiões da China enfrentaram cortes de energia devidos ao facto de algumas províncias se precipitarem para obedecer a normas ambientais estritas».</p>
<p>Seria interessante que os movimentos ecológicos anunciassem claramente à população, com contas e números, o montante que ela deverá pagar por cada nova cruzada.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-792511</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 18:47:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João,

Os ecologistas falam, instrumentalmente e para efeitos de propaganda, em seguir a ciência na questão das alterações climáticas (aquecimento global), mas desprezam as reais soluções tecnológicas de ponta que permitiria solucionar o problema: a energia nuclear. Até do ponto de vista económico, a vantagem do nuclear implica empregos qualificados e de base tecnológica. Ora, os ecologistas não podem defender o nuclear porque: 1) acabaria (ou controlaria) com uma das suas razões de existência (o aquecimento global); 2) ainda mais importante, são uma das pontas de lança dos gestores ideológicos e, por isso, defendem medidas tributárias de modalidades meta-capitalistas. O seu modelo social e económico arcaico não se coaduna com a mais-valia relativa ou com o progresso tecnológico e científico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>Os ecologistas falam, instrumentalmente e para efeitos de propaganda, em seguir a ciência na questão das alterações climáticas (aquecimento global), mas desprezam as reais soluções tecnológicas de ponta que permitiria solucionar o problema: a energia nuclear. Até do ponto de vista económico, a vantagem do nuclear implica empregos qualificados e de base tecnológica. Ora, os ecologistas não podem defender o nuclear porque: 1) acabaria (ou controlaria) com uma das suas razões de existência (o aquecimento global); 2) ainda mais importante, são uma das pontas de lança dos gestores ideológicos e, por isso, defendem medidas tributárias de modalidades meta-capitalistas. O seu modelo social e económico arcaico não se coaduna com a mais-valia relativa ou com o progresso tecnológico e científico.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-792320</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 09:58:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há poucos dias o site &lt;em&gt;Cogito&lt;/em&gt; publicou um artigo muito interessante, com o título «&lt;a href=&quot;https://www.cogito.pt/2021/10/03/nova-abordagem-energia-nuclear-ecologica/?utm_source=mailpoet&#038;utm_medium=email&#038;utm_campaign=cogito-newsletter-test_1&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;O nuclear vai salvar a ecologia?&lt;/a&gt;», que contribui para esclarecer uma digressão que efectuei no § 6. Para poupar aos leitores o esforço de um &lt;em&gt;click&lt;/em&gt;, reproduzo-o aqui:

«A China tem uma economia de elevado crescimento e transformou-se no maior emissor de gases com efeito de estufa do mundo. Como é o país mais populoso e o nível de vida de parte da sua população é ainda baixo, o seu consumo energético irá continuar a aumentar nos próximos anos.
Por isso, a China é o maior investidor mundial em energia renovável, tanto em eólico, como fotovoltaico, como hidroelétrico. E, como as suas necessidades são enormes, até novas e  muito poluentes centrais a carvão, continuam a ser construídas. No entanto, os compromissos de baixar as emissões impõem que o carvão deixe de ser aposta e para tal, a China está também a avançar com fortes investimentos em energia nuclear.
Isto é particularmente interessante porque muitos países desenvolvidos praticamente deixaram de investir em novas centrais nucleares e por isso deixaram de desenvolver a esta tecnologia.
Há muito que as centrais salinas, que dispensam o arrefecimento a água, utilizam tório e urânio 233 ao invés de urânio 235 e plutónio, são muito promissoras. As vantagens são múltiplas já que permitem usar matérias primas mais abundantes, dispensam a necessidade de água e reutilizam os resíduos radioativos reduzindo os resíduos.
Estamos perante um enorme evolução tecnológica que poderá permitir maior facilidade de implementação, menor custo, maior segurança e impacto ambiental baixo.
Na verdade, este tipo de centrais já foi testado há algumas décadas no ocidente, mas na altura não existia tecnologia para resolver algumas das dificuldades e é isso que a China se propõe fazer avançando com a construção de uma pequena central de 2 MW, capaz de alimentar 1000 casas. Este é apenas um passo intermédio para o plano final, que visa construir até 2030 uma central de 370 MW, capaz de alimentar mais de 185 000 residências.
O mundo olha com expectativa para este avanço porque, caso se confirmem as suas vantagens teóricas, poderá ser a melhor forma de produzir energia – pelo menos até que a fusão nuclear se torne uma realidade – resolvendo-se assim o problema das emissões de CO2 emitidas na produção de energia e isto sem as dificuldades de intermitência que a energia renovável tem».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias o site <em>Cogito</em> publicou um artigo muito interessante, com o título «<a href="https://www.cogito.pt/2021/10/03/nova-abordagem-energia-nuclear-ecologica/?utm_source=mailpoet&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=cogito-newsletter-test_1" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">O nuclear vai salvar a ecologia?</a>», que contribui para esclarecer uma digressão que efectuei no § 6. Para poupar aos leitores o esforço de um <em>click</em>, reproduzo-o aqui:</p>
<p>«A China tem uma economia de elevado crescimento e transformou-se no maior emissor de gases com efeito de estufa do mundo. Como é o país mais populoso e o nível de vida de parte da sua população é ainda baixo, o seu consumo energético irá continuar a aumentar nos próximos anos.<br />
Por isso, a China é o maior investidor mundial em energia renovável, tanto em eólico, como fotovoltaico, como hidroelétrico. E, como as suas necessidades são enormes, até novas e  muito poluentes centrais a carvão, continuam a ser construídas. No entanto, os compromissos de baixar as emissões impõem que o carvão deixe de ser aposta e para tal, a China está também a avançar com fortes investimentos em energia nuclear.<br />
Isto é particularmente interessante porque muitos países desenvolvidos praticamente deixaram de investir em novas centrais nucleares e por isso deixaram de desenvolver a esta tecnologia.<br />
Há muito que as centrais salinas, que dispensam o arrefecimento a água, utilizam tório e urânio 233 ao invés de urânio 235 e plutónio, são muito promissoras. As vantagens são múltiplas já que permitem usar matérias primas mais abundantes, dispensam a necessidade de água e reutilizam os resíduos radioativos reduzindo os resíduos.<br />
Estamos perante um enorme evolução tecnológica que poderá permitir maior facilidade de implementação, menor custo, maior segurança e impacto ambiental baixo.<br />
Na verdade, este tipo de centrais já foi testado há algumas décadas no ocidente, mas na altura não existia tecnologia para resolver algumas das dificuldades e é isso que a China se propõe fazer avançando com a construção de uma pequena central de 2 MW, capaz de alimentar 1000 casas. Este é apenas um passo intermédio para o plano final, que visa construir até 2030 uma central de 370 MW, capaz de alimentar mais de 185 000 residências.<br />
O mundo olha com expectativa para este avanço porque, caso se confirmem as suas vantagens teóricas, poderá ser a melhor forma de produzir energia – pelo menos até que a fusão nuclear se torne uma realidade – resolvendo-se assim o problema das emissões de CO2 emitidas na produção de energia e isto sem as dificuldades de intermitência que a energia renovável tem».</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jayro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-363501</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jayro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 22:36:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo,
Veja este documentário que é excelente Por que os gigantes do petróleo conquistaram o mundo
https://youtu.be/VzkX-I4pzAU
Neste documentário mostra as estratégias políticas e ideológicas para o controle populacional produzidas pelos oligopolistas do petróleo que são sustentados pela burocracia internacional (ONU e as suas agendas). Aqui mostra exemplarmente a transição entre a eugenia e o ambientalismo e a atuação do poder tecnocrático.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,<br />
Veja este documentário que é excelente Por que os gigantes do petróleo conquistaram o mundo<br />
<a href="https://youtu.be/VzkX-I4pzAU" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/VzkX-I4pzAU</a><br />
Neste documentário mostra as estratégias políticas e ideológicas para o controle populacional produzidas pelos oligopolistas do petróleo que são sustentados pela burocracia internacional (ONU e as suas agendas). Aqui mostra exemplarmente a transição entre a eugenia e o ambientalismo e a atuação do poder tecnocrático.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Simplista, mas não simplório...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-337021</link>

		<dc:creator><![CDATA[Simplista, mas não simplório...]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 20:43:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Será coincidência, ou não, o fato de nas últimas décadas a ascenção  dos movimentos ecológicos (e por que não dizer também identitários e multiculturalistas...) também ter vindo acompanhanda do brutal aumento das desigualdades sociais (desigualdades sociais! eis o termo chave...!), ou seja, 1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes? Será coincidência, ou não, que a ampliação do &quot;empoderamento&quot; ecológico (ou identitário, ou multicultural...) não ocorreu ao mesmo tempo da brutal  precarização do trabalho e, portanto, do trabalhador (trabalhador, eis outra palavra chave)? Será coincidência, ou não, que num mesmo movimento de ascensão da &quot;consciência ecológica&quot;  (ou identitária, ou multicultural...),  7 em cada 10 (alunos) do ensino médio não dominam Português e Matemática (http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/08/mec-7-em-cada-10-do-ensino-medio-nao-dominam-portugues-e-matematica)?

Algo não cheira bem, e não é apenas o bafo de cebola dos ecólogos cabeças de batatas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será coincidência, ou não, o fato de nas últimas décadas a ascenção  dos movimentos ecológicos (e por que não dizer também identitários e multiculturalistas&#8230;) também ter vindo acompanhanda do brutal aumento das desigualdades sociais (desigualdades sociais! eis o termo chave&#8230;!), ou seja, 1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes? Será coincidência, ou não, que a ampliação do &#8220;empoderamento&#8221; ecológico (ou identitário, ou multicultural&#8230;) não ocorreu ao mesmo tempo da brutal  precarização do trabalho e, portanto, do trabalhador (trabalhador, eis outra palavra chave)? Será coincidência, ou não, que num mesmo movimento de ascensão da &#8220;consciência ecológica&#8221;  (ou identitária, ou multicultural&#8230;),  7 em cada 10 (alunos) do ensino médio não dominam Português e Matemática (<a href="http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/08/mec-7-em-cada-10-do-ensino-medio-nao-dominam-portugues-e-matematica" rel="nofollow ugc">http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/08/mec-7-em-cada-10-do-ensino-medio-nao-dominam-portugues-e-matematica</a>)?</p>
<p>Algo não cheira bem, e não é apenas o bafo de cebola dos ecólogos cabeças de batatas&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-336948</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Sep 2018 11:07:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Heitor,

1) Não me parece que a produção em grande escala implique a má qualidade dos produtos. Pelo contrário, um dos êxitos do capitalismo é ter conseguido uma produção em massa com qualidade e segurança, a tal ponto que hoje convivemos com familiaridade e sem medo com máquinas muito complexas. O exemplo que mais me fascina é o dos automóveis, nós tranquilamente na calçada e eles a passarem velozmente a escassos centímetros de distância, sem que tenhamos medo de que repentinamente se descontrolem e nos atropelem ou expludam com efeitos catastróficos. E isto para tudo. A familiaridade que temos com a máquina demonstra o êxito da produção em massa.

Para além deste limiar genérico, é certo que dentro da produção em massa há enormes diferenças de qualidade e, portanto, de preço. Mas há também diferenças que se devem sobretudo a questões de status e de estilo de vida que, por si só, vale como uma demonstração de status. É nestas que eu insiro os tais produtos orgânicos.
a) Aliás, antes de mais, é curiosa a credulidade dos consumidores desses produtos, idêntica à dos fiéis das Igrejas, porque basta anunciar que o produto é orgânico para as pessoas acreditarem.
b) Mais fundamentalmente, não creio que os produtos orgânicos façam melhor à saúde ou sejam sequer mais saborosos do que os outros, e tratei deste aspecto no quarto artigo desta série.
c) Um grande êxito do marketing ecológico foi convencer as chamadas classes médias de que consumir produtos orgânicos faz parte de um estilo de vida politicamente correcto. Isso tem o seu preço, que as ditas classes médias pagam com a mesma alegria com que os crentes dão dinheiro nos peditórios das igrejas.

2) Quanto aos mecanismos capitalistas de alerta e correcção dos efeitos nocivos de algumas técnicas, é conveniente não esquecer que quando o alerta surge ele deve-se, explícita ou disfarçadamente, a empresas concorrentes. Uma coisa em que o mercado funciona muito bem é na delação recíproca. Passa-se na economia o mesmo que na política.

No entanto, eu referia-me neste artigo a uma questão de âmbito mais geral, a de que o capitalismo suscita capacidades técnicas capazes de corrigir rapidamente os eventuais defeitos de outras técnicas. Uma boa parte da actividade dos cientistas destina-se precisamente a isso. Para não prolongar inutilmente este comentário, aconselho os leitores interessados a consultarem na 3ª versão do meu livro Labirintos do Fascismo (https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n0 ) as págs. 1380-1382.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Heitor,</p>
<p>1) Não me parece que a produção em grande escala implique a má qualidade dos produtos. Pelo contrário, um dos êxitos do capitalismo é ter conseguido uma produção em massa com qualidade e segurança, a tal ponto que hoje convivemos com familiaridade e sem medo com máquinas muito complexas. O exemplo que mais me fascina é o dos automóveis, nós tranquilamente na calçada e eles a passarem velozmente a escassos centímetros de distância, sem que tenhamos medo de que repentinamente se descontrolem e nos atropelem ou expludam com efeitos catastróficos. E isto para tudo. A familiaridade que temos com a máquina demonstra o êxito da produção em massa.</p>
<p>Para além deste limiar genérico, é certo que dentro da produção em massa há enormes diferenças de qualidade e, portanto, de preço. Mas há também diferenças que se devem sobretudo a questões de status e de estilo de vida que, por si só, vale como uma demonstração de status. É nestas que eu insiro os tais produtos orgânicos.<br />
a) Aliás, antes de mais, é curiosa a credulidade dos consumidores desses produtos, idêntica à dos fiéis das Igrejas, porque basta anunciar que o produto é orgânico para as pessoas acreditarem.<br />
b) Mais fundamentalmente, não creio que os produtos orgânicos façam melhor à saúde ou sejam sequer mais saborosos do que os outros, e tratei deste aspecto no quarto artigo desta série.<br />
c) Um grande êxito do marketing ecológico foi convencer as chamadas classes médias de que consumir produtos orgânicos faz parte de um estilo de vida politicamente correcto. Isso tem o seu preço, que as ditas classes médias pagam com a mesma alegria com que os crentes dão dinheiro nos peditórios das igrejas.</p>
<p>2) Quanto aos mecanismos capitalistas de alerta e correcção dos efeitos nocivos de algumas técnicas, é conveniente não esquecer que quando o alerta surge ele deve-se, explícita ou disfarçadamente, a empresas concorrentes. Uma coisa em que o mercado funciona muito bem é na delação recíproca. Passa-se na economia o mesmo que na política.</p>
<p>No entanto, eu referia-me neste artigo a uma questão de âmbito mais geral, a de que o capitalismo suscita capacidades técnicas capazes de corrigir rapidamente os eventuais defeitos de outras técnicas. Uma boa parte da actividade dos cientistas destina-se precisamente a isso. Para não prolongar inutilmente este comentário, aconselho os leitores interessados a consultarem na 3ª versão do meu livro Labirintos do Fascismo (<a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n0" rel="nofollow ugc">https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n0</a> ) as págs. 1380-1382.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Heitor		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-336877</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2018 15:56:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JB, concordo plenamente com suas análises. Mas, sem querer paracer que estou simplesmente provocando, quando você diz que os capitalistas &quot;não gastam dinheiro em vão&quot;, e se &quot;Por aqui se pode aferir a demagogia de quem afirma que a agricultura orgânica familiar fornece alimentos para os pobres. Pelo contrário, são os pobres a fornecer alimentos para os ricos&quot; e já que, da mesma forma que há uma produção do proletário, há uma produção do burguês, isso não poderia significar que o alimento orgânico &quot;em si&quot;  não seria melhor para o consumo do que o produzido em larga escala (assim como outros tantos recursos, como o educacional, que difere imensamente daquele produzido em larga escala para o proletariado daquele produzido para a burguesia)? E em relação à afirmação de &quot;Quando uma técnica começa a não funcionar ou a ocasionar efeitos paralelos nocivos, o próprio capitalismo dispõe de mecanismos de alerta e de correcção&quot;. Mas a mesma Volkswagen que financia os ecológos é aquela acusada de fraudar os testes de poluentes de seus carros (além de tantas outras atividades vis, como o apoio à ditadura militar de 1964), numa veradeira atualização da fraude dos pães que Marx denunciava no Capital. Parece que o espírito do &quot;empreendor capitalista&quot; não se alterou muito desde então e, se eu não estiver enganado, nem poderia se alterar, senão, deixaria de ser capitalista, ou seja, além da violência e da exploração, a fraude não continuaria inerente ao modo de produção capitalista? Essas são de fato dúvidas e não provocações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JB, concordo plenamente com suas análises. Mas, sem querer paracer que estou simplesmente provocando, quando você diz que os capitalistas &#8220;não gastam dinheiro em vão&#8221;, e se &#8220;Por aqui se pode aferir a demagogia de quem afirma que a agricultura orgânica familiar fornece alimentos para os pobres. Pelo contrário, são os pobres a fornecer alimentos para os ricos&#8221; e já que, da mesma forma que há uma produção do proletário, há uma produção do burguês, isso não poderia significar que o alimento orgânico &#8220;em si&#8221;  não seria melhor para o consumo do que o produzido em larga escala (assim como outros tantos recursos, como o educacional, que difere imensamente daquele produzido em larga escala para o proletariado daquele produzido para a burguesia)? E em relação à afirmação de &#8220;Quando uma técnica começa a não funcionar ou a ocasionar efeitos paralelos nocivos, o próprio capitalismo dispõe de mecanismos de alerta e de correcção&#8221;. Mas a mesma Volkswagen que financia os ecológos é aquela acusada de fraudar os testes de poluentes de seus carros (além de tantas outras atividades vis, como o apoio à ditadura militar de 1964), numa veradeira atualização da fraude dos pães que Marx denunciava no Capital. Parece que o espírito do &#8220;empreendor capitalista&#8221; não se alterou muito desde então e, se eu não estiver enganado, nem poderia se alterar, senão, deixaria de ser capitalista, ou seja, além da violência e da exploração, a fraude não continuaria inerente ao modo de produção capitalista? Essas são de fato dúvidas e não provocações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-336793</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2018 13:22:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=85412#comment-336793</guid>

					<description><![CDATA[ORDEM DO DIA AOS LEOPARDOS &#038; OUTROS FELINOS
É chegada a vossa hora de comer burgueses e eucaliptopalitar os dentes com gestores!
as.: Exército Simbiótico de Transemancipação Humanimal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ORDEM DO DIA AOS LEOPARDOS &amp; OUTROS FELINOS<br />
É chegada a vossa hora de comer burgueses e eucaliptopalitar os dentes com gestores!<br />
as.: Exército Simbiótico de Transemancipação Humanimal</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-336745</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 21:40:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No seu indubitável pendor místico, a ecologia retomou o velho mito da Árvore da Sabedoria e do Pecado Original. Possuidor da técnica e, pior ainda, da ciência e dos laboratórios, o ser humano teria passado a exercer uma acção destrutiva sobre a natureza, ou seja, sobre o paraíso. Para nos remir deste pecado surgiu um novo Messias, só que agora na forma colectiva do movimento ecológico. E como não há Messias sem polícia atrás, rapidamente os ecologistas somaram às suas outras competências, ou incompetências, a de fiscalizadores dos costumes. Nos últimos tempos, porém, o policiamento ecológico deixou de parar nos seres humanos e passou a incluir o resto da natureza. É assim que em vários países os ecologistas proclamaram contra os eucaliptos um ódio mortal, a tal ponto que onde antes a esquerda gritava «Morte aos capitalistas», hoje aquilo a que alguns ainda chamam esquerda berra «Morte ao eucaliptal». Neste artigo evoquei o caso da empresa de consultoria ecológica Wildlife Management International (WMIL) que matou todos os gatos selvagens na ilha de Ascensão, situada no Atlântico Sul, para converter aquela área numa reserva exclusiva de pássaros, estendendo este afã exterminador a mais de quarenta ilhas em todo o mundo. Leio agora (https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/aldeia-da-nova-zelandia-quer-banir-gatos-para-proteger-outras-especies-9776842.html ) que «a aldeia de Omaui, na costa sul da Nova Zelândia, quer proteger a vida selvagem de aves e de outras espécies da região e vai avançar com uma medida radical: a proibição de gatos domésticos». E a jornalista termina explicando: «A questão se os gatos são ou não uma ameaça para alguns ecossistemas não é nova. Há cientistas que alertam há muito para o impacto de gatos selvagens que circulam na rua sem dono. Peter Marra diz haver 63 espécies em vias de extinção devido à atividade dos felinos. &quot;Parece extremo&quot;, afirma, &quot;mas a situação ficou fora de controlo.&quot; Marra defende que os donos de gatos precisam de trabalhar uma nova mentalidade: os animais devem ser adotados, sempre que possível, mas castrados e treinados, através de brinquedos, para que aprendam a lidar com outras espécies». A castração parece-me uma óptima ideia. Já desde há mais de um século que os partidários da eugenia defendiam a castração dos seres humanos considerados nocivos e parece haver hoje candidatos presidenciais com as mesmas simpáticas intenções. Igualmente boa me parece ser a ideia de ensinar os gatos, «através de brinquedos, para que aprendam a lidar com outras espécies». Com efeito, é urgente fazer com que os animais carnívoros se tornem herbívoros. Talvez se pudesse começar, por exemplo, treinando os leopardos a comer eucaliptos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seu indubitável pendor místico, a ecologia retomou o velho mito da Árvore da Sabedoria e do Pecado Original. Possuidor da técnica e, pior ainda, da ciência e dos laboratórios, o ser humano teria passado a exercer uma acção destrutiva sobre a natureza, ou seja, sobre o paraíso. Para nos remir deste pecado surgiu um novo Messias, só que agora na forma colectiva do movimento ecológico. E como não há Messias sem polícia atrás, rapidamente os ecologistas somaram às suas outras competências, ou incompetências, a de fiscalizadores dos costumes. Nos últimos tempos, porém, o policiamento ecológico deixou de parar nos seres humanos e passou a incluir o resto da natureza. É assim que em vários países os ecologistas proclamaram contra os eucaliptos um ódio mortal, a tal ponto que onde antes a esquerda gritava «Morte aos capitalistas», hoje aquilo a que alguns ainda chamam esquerda berra «Morte ao eucaliptal». Neste artigo evoquei o caso da empresa de consultoria ecológica Wildlife Management International (WMIL) que matou todos os gatos selvagens na ilha de Ascensão, situada no Atlântico Sul, para converter aquela área numa reserva exclusiva de pássaros, estendendo este afã exterminador a mais de quarenta ilhas em todo o mundo. Leio agora (<a href="https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/aldeia-da-nova-zelandia-quer-banir-gatos-para-proteger-outras-especies-9776842.html" rel="nofollow ugc">https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/aldeia-da-nova-zelandia-quer-banir-gatos-para-proteger-outras-especies-9776842.html</a> ) que «a aldeia de Omaui, na costa sul da Nova Zelândia, quer proteger a vida selvagem de aves e de outras espécies da região e vai avançar com uma medida radical: a proibição de gatos domésticos». E a jornalista termina explicando: «A questão se os gatos são ou não uma ameaça para alguns ecossistemas não é nova. Há cientistas que alertam há muito para o impacto de gatos selvagens que circulam na rua sem dono. Peter Marra diz haver 63 espécies em vias de extinção devido à atividade dos felinos. &#8220;Parece extremo&#8221;, afirma, &#8220;mas a situação ficou fora de controlo.&#8221; Marra defende que os donos de gatos precisam de trabalhar uma nova mentalidade: os animais devem ser adotados, sempre que possível, mas castrados e treinados, através de brinquedos, para que aprendam a lidar com outras espécies». A castração parece-me uma óptima ideia. Já desde há mais de um século que os partidários da eugenia defendiam a castração dos seres humanos considerados nocivos e parece haver hoje candidatos presidenciais com as mesmas simpáticas intenções. Igualmente boa me parece ser a ideia de ensinar os gatos, «através de brinquedos, para que aprendam a lidar com outras espécies». Com efeito, é urgente fazer com que os animais carnívoros se tornem herbívoros. Talvez se pudesse começar, por exemplo, treinando os leopardos a comer eucaliptos.</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/85412/#comment-159340</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2013 21:46:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fazendo uma pesquisa esses dias encontrei por acaso uma foto de um caso que ilustra bem o comentário que fiz acima:

http://www.centrodocumentazionemarghera.it/sicap/ShowDialog.aspx?TITLE=VIEWERTITLE&#038;TBL=F&#038;ID=312716&#038;Ext=jpg&#038;Folder=&#038;MODE=VIEW&#038;OPAC=Marghera&#038;WEB=Venezia

Foto de operários na fábrica Petrolchimico, em Porto Marghera, Itália, por volta de 1973.

Em meio a greves contra os agravos à saúde, autoridades locais chamaram as partes, e após ouví-las decidiram que a partir de então os operários teriam que usar máscaras de gás (os Equipamentos de Proteção Individual). O sindicato, para parecer combativo, queria que o uso das máscaras fosse estendido para as fábricas das áreas vizinhas a Porto Marghera.
Os operários que constituíam a Assembléia Autônoma de Porto Marghera construíram esse crucifixo com um boneco com uma máscara de gás, durante a greve, e o colocaram na frente de um dos portões da fábrica, com um cartaz: &quot;Montedison te deixa morrer uma segunda vez&quot;. [Montedison é a empresa dona da fábica].
O que os operários na sua luta autônoma a sindicatos e partidos reivindicavam era que a empresa descobrisse a causa dos agravos à saúde e a eliminasse, fechando a planta e o setor até que a causa fosse eliminada, mantendo o pagamento do salário dos trabalhadores.

Esse crucifixo é uma ilustração genial do que significa o uso do EPI para o trabalhador.

O relato sobre essa luta e o crucifixo pode ser lido no depoimento de Italo Sbrogiò aqui:  http://libcom.org/files/firebrands_booklet_2_horizontal.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazendo uma pesquisa esses dias encontrei por acaso uma foto de um caso que ilustra bem o comentário que fiz acima:</p>
<p><a href="http://www.centrodocumentazionemarghera.it/sicap/ShowDialog.aspx?TITLE=VIEWERTITLE&#038;TBL=F&#038;ID=312716&#038;Ext=jpg&#038;Folder=&#038;MODE=VIEW&#038;OPAC=Marghera&#038;WEB=Venezia" rel="nofollow ugc">http://www.centrodocumentazionemarghera.it/sicap/ShowDialog.aspx?TITLE=VIEWERTITLE&#038;TBL=F&#038;ID=312716&#038;Ext=jpg&#038;Folder=&#038;MODE=VIEW&#038;OPAC=Marghera&#038;WEB=Venezia</a></p>
<p>Foto de operários na fábrica Petrolchimico, em Porto Marghera, Itália, por volta de 1973.</p>
<p>Em meio a greves contra os agravos à saúde, autoridades locais chamaram as partes, e após ouví-las decidiram que a partir de então os operários teriam que usar máscaras de gás (os Equipamentos de Proteção Individual). O sindicato, para parecer combativo, queria que o uso das máscaras fosse estendido para as fábricas das áreas vizinhas a Porto Marghera.<br />
Os operários que constituíam a Assembléia Autônoma de Porto Marghera construíram esse crucifixo com um boneco com uma máscara de gás, durante a greve, e o colocaram na frente de um dos portões da fábrica, com um cartaz: &#8220;Montedison te deixa morrer uma segunda vez&#8221;. [Montedison é a empresa dona da fábica].<br />
O que os operários na sua luta autônoma a sindicatos e partidos reivindicavam era que a empresa descobrisse a causa dos agravos à saúde e a eliminasse, fechando a planta e o setor até que a causa fosse eliminada, mantendo o pagamento do salário dos trabalhadores.</p>
<p>Esse crucifixo é uma ilustração genial do que significa o uso do EPI para o trabalhador.</p>
<p>O relato sobre essa luta e o crucifixo pode ser lido no depoimento de Italo Sbrogiò aqui:  <a href="http://libcom.org/files/firebrands_booklet_2_horizontal.pdf" rel="nofollow ugc">http://libcom.org/files/firebrands_booklet_2_horizontal.pdf</a></p>
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