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	Comentários sobre: Marx e a nação. Um abraço pela frente e uma facada por trás &#8211; II. O espaço nacional no centro da constituição do proletariado em classe	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/86339/#comment-147495</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2013 02:01:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Andre,

não adianta querer apagar o que o Marx escreveu de querer construir um socialismo nacional. Repare, e leia bem o texto, onde eu falo na existência de uma tensão entre o nacionalismo e o internacionalismo. Recomendo também a leitura da passagem que coloco a propósito da crítica que o Marx fez à obra económica do List. O pensamento do Marx era contraditório e ambíguo. Isso trouxe vantagens mas também problemas políticos que foram agravados pela esquerda ortodoxa subsequente. Enquanto o Marx pode dar-se ao luxo de ter criado um pensamento absolutamente inovador e de esse pensamento estar alicerçado numa tensão/contradição ele tinha, apesar de tudo, traços internacionalistas e instrumentos para criticar a exploração económica. Pelo contrário, a generalidade da esquerda marxista ortodoxa subsequente foi sendo cada vez menos internacionalista e cada vez menos preocupada com a exploração capitalista. Repare como a dita esquerda marxista só critica o lado financeiro do capitalismo e nunca as relações sociais capitalistas. Não é uma questão teórica, já que os seus impactos práticos têm sido de tal forma que hoje, para nossa desgraça, não existe, no plano organizativo e material, uma alternativa política realmente anticapitalista.

Sobre a social-democracia de 1848. Certamente que você deve estar lembrado que o Marx e o Engels foram importantes referências teóricas e políticas na criação e desenvolvimento do SPD alemão. Como também deve estar lembrado das inúmeras intervenções de ambos ao longo da história do SPD. Lembro apenas a &quot;Crítica ao Programa de Gotha&quot;, escrita contra aspectos programáticos do SPD, mas em 1875, não em 1848.

Para terminar. O que você chama de «desigualdade entre nações» é a materialização da desigualdade na expansão das relações económicas capitalistas no plano territorial. Ou seja, essas chamadas desigualdades nacionais são o resultado não o ponto de partida. Certamente concordará comigo que a crítica ao capitalismo deve ser feita, digamos de modo muito simples (e até simplista), sobre as políticas e as práticas deste modo de produção e não, por exemplo, às máquinas em sentido estrito. O mesmo é dizer: de que serve criticar a tecnologia se se deixar os capitalistas e o Estado incólumes? Ora, no plano territorial e administrativo, as nações são tecnologias políticas de enquadramento e controlo da classe trabalhadora. Por conseguinte, não é o choque entre efeitos que cria o capitalismo na base mas a exploração da força de trabalho. Espantosamente a maioria da esquerda muito gosta de focar o fenomenológico e o resultado mas muito raramente aborda a raiz dos problemas. Apesar de todas as ambiguidades, é inegável que a teoria da exploração do Marx procurou apontar (e continua a apontar) para a raiz dos problemas da nossa contemporaneidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andre,</p>
<p>não adianta querer apagar o que o Marx escreveu de querer construir um socialismo nacional. Repare, e leia bem o texto, onde eu falo na existência de uma tensão entre o nacionalismo e o internacionalismo. Recomendo também a leitura da passagem que coloco a propósito da crítica que o Marx fez à obra económica do List. O pensamento do Marx era contraditório e ambíguo. Isso trouxe vantagens mas também problemas políticos que foram agravados pela esquerda ortodoxa subsequente. Enquanto o Marx pode dar-se ao luxo de ter criado um pensamento absolutamente inovador e de esse pensamento estar alicerçado numa tensão/contradição ele tinha, apesar de tudo, traços internacionalistas e instrumentos para criticar a exploração económica. Pelo contrário, a generalidade da esquerda marxista ortodoxa subsequente foi sendo cada vez menos internacionalista e cada vez menos preocupada com a exploração capitalista. Repare como a dita esquerda marxista só critica o lado financeiro do capitalismo e nunca as relações sociais capitalistas. Não é uma questão teórica, já que os seus impactos práticos têm sido de tal forma que hoje, para nossa desgraça, não existe, no plano organizativo e material, uma alternativa política realmente anticapitalista.</p>
<p>Sobre a social-democracia de 1848. Certamente que você deve estar lembrado que o Marx e o Engels foram importantes referências teóricas e políticas na criação e desenvolvimento do SPD alemão. Como também deve estar lembrado das inúmeras intervenções de ambos ao longo da história do SPD. Lembro apenas a &#8220;Crítica ao Programa de Gotha&#8221;, escrita contra aspectos programáticos do SPD, mas em 1875, não em 1848.</p>
<p>Para terminar. O que você chama de «desigualdade entre nações» é a materialização da desigualdade na expansão das relações económicas capitalistas no plano territorial. Ou seja, essas chamadas desigualdades nacionais são o resultado não o ponto de partida. Certamente concordará comigo que a crítica ao capitalismo deve ser feita, digamos de modo muito simples (e até simplista), sobre as políticas e as práticas deste modo de produção e não, por exemplo, às máquinas em sentido estrito. O mesmo é dizer: de que serve criticar a tecnologia se se deixar os capitalistas e o Estado incólumes? Ora, no plano territorial e administrativo, as nações são tecnologias políticas de enquadramento e controlo da classe trabalhadora. Por conseguinte, não é o choque entre efeitos que cria o capitalismo na base mas a exploração da força de trabalho. Espantosamente a maioria da esquerda muito gosta de focar o fenomenológico e o resultado mas muito raramente aborda a raiz dos problemas. Apesar de todas as ambiguidades, é inegável que a teoria da exploração do Marx procurou apontar (e continua a apontar) para a raiz dos problemas da nossa contemporaneidade.</p>
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		<title>
		Por: Andre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/86339/#comment-147468</link>

		<dc:creator><![CDATA[Andre]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2013 23:22:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me desculpe, mas um pegar um trecho do &quot;Manifesto Comunista&quot; para avaliar e tirar conclusões de obra vasta e complexa como a de Marx é no mínimo ingenuidade.
Os pontos do Manifesto Comunista,no meu entendimento, se referem a estratégia que MArx considerava adequada nas condições do momento. Tanto é assim que em prefácios e cartas de edições posteriores, Marx chamava atenção que vários desses pontos deveriam ser revistos. Na teoria, Marx sempre,em toda sua vida, entendia o comunismo como a sociedade em que o Estado seria abolido.
Por outro lado, Marx nunca abandonou na teoria e na prática, que a revolução que levaria a sociedade comunista seria internacional, ainda que começando por algum país dado a desigualdade do desenvolvimento capitalista entre as nações. Certamente o marxismo em algum momento abandonou essas ideias, mas para mim isso significa abandonar Marx.
MArx social democrata é algo, me desculpe, risivel. Marx detestava a social democracia do seu tempo que surgiu na França na revolução de 1848.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me desculpe, mas um pegar um trecho do &#8220;Manifesto Comunista&#8221; para avaliar e tirar conclusões de obra vasta e complexa como a de Marx é no mínimo ingenuidade.<br />
Os pontos do Manifesto Comunista,no meu entendimento, se referem a estratégia que MArx considerava adequada nas condições do momento. Tanto é assim que em prefácios e cartas de edições posteriores, Marx chamava atenção que vários desses pontos deveriam ser revistos. Na teoria, Marx sempre,em toda sua vida, entendia o comunismo como a sociedade em que o Estado seria abolido.<br />
Por outro lado, Marx nunca abandonou na teoria e na prática, que a revolução que levaria a sociedade comunista seria internacional, ainda que começando por algum país dado a desigualdade do desenvolvimento capitalista entre as nações. Certamente o marxismo em algum momento abandonou essas ideias, mas para mim isso significa abandonar Marx.<br />
MArx social democrata é algo, me desculpe, risivel. Marx detestava a social democracia do seu tempo que surgiu na França na revolução de 1848.</p>
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		<title>
		Por: Thiago Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/86339/#comment-142439</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thiago Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2013 15:00:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=86339#comment-142439</guid>

					<description><![CDATA[João vc tem este livro do rosdolsky em pdf no português ou espanhol, para me enviar? procurei na net e não achei, e nem em site de compras.Abraços!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João vc tem este livro do rosdolsky em pdf no português ou espanhol, para me enviar? procurei na net e não achei, e nem em site de compras.Abraços!!</p>
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