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	Comentários sobre: • 22 OUT, 21h30, PT Porto	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 13:20:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[DA FARSA COMO PRELÚDIO À TRAGÉDIA ou
Do autonomismo caricatural ao neojdanovismo cultural: [in ?]voluntário deboche/homenagem ao realismo socialista, de triste memória...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DA FARSA COMO PRELÚDIO À TRAGÉDIA ou<br />
Do autonomismo caricatural ao neojdanovismo cultural: [in ?]voluntário deboche/homenagem ao realismo socialista, de triste memória&#8230;</p>
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		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 12:52:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não adianta expulsar a realidade pela porta que ela volta pela janela. Alguns exemplos:

a) Na história da Chapeuzinho [Capuchinho] Vermelho, tal como originalmente recolhida por Charles Perrault nos Contos da Mamãe Gansa, o lobo come a menina. E não há caçador algum para salvá-la; morta ficou, morta permanece, e com ela morta a história se encerra. A cadeia alimentar foi respeitada, mas a &quot;moral da história&quot; recomenda às menininhas que jamais confiem em estranhos. Sai a quebra da cadeia alimentar e entra a opressão de gênero?

b) Na história da Branca de Neve dos irmãos Grimm ela não é posta a dormir por uma maçã enfeitiçada, mas sim por sufocação: a maçã entalou em sua garganta. Sequer foi despertada pelo beijo amoroso do príncipe encantado: o que houve, na versão dos irmãos Grimm, é que o príncipe achou-a tão bonita morta que quis levar o caixão para seu castelo, e com o solavanco da carroça a maçã desentalou de sua garganta e ela pôde respirar e voltar a viver. Sai a opressão de gênero e entra a necrofilia?

c) No Japão, onde a morte ocupa outro lugar no imaginário social que não o de grande inimiga a ser postergada a todo custo (dietas, remédios, cirurgias plásticas, etc.), é comum, mas muito comum mesmo, que gente morra nas histórias. Mesmo nas histórias mais &quot;fofinhas&quot;, sempre há alguém que morre, e em geral é de morte &quot;matada&quot;, não de morte &quot;morrida&quot;. Apologia ao assassinato?

d) Como contar uma história de piratas sem assassinatos, mutilações, maquiavelismos e coisas horrendas como o keelhauling? Seriam politicamente corretos apenas aqueles da Ilha dos Piratas, nos parques da Disney?

Moral da história: muito melhor que contar histórias politicamente corretas é lidar, junto com as crianças, com as opressões do cotidiano. Na prática, e não no mundo da fantasia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não adianta expulsar a realidade pela porta que ela volta pela janela. Alguns exemplos:</p>
<p>a) Na história da Chapeuzinho [Capuchinho] Vermelho, tal como originalmente recolhida por Charles Perrault nos Contos da Mamãe Gansa, o lobo come a menina. E não há caçador algum para salvá-la; morta ficou, morta permanece, e com ela morta a história se encerra. A cadeia alimentar foi respeitada, mas a &#8220;moral da história&#8221; recomenda às menininhas que jamais confiem em estranhos. Sai a quebra da cadeia alimentar e entra a opressão de gênero?</p>
<p>b) Na história da Branca de Neve dos irmãos Grimm ela não é posta a dormir por uma maçã enfeitiçada, mas sim por sufocação: a maçã entalou em sua garganta. Sequer foi despertada pelo beijo amoroso do príncipe encantado: o que houve, na versão dos irmãos Grimm, é que o príncipe achou-a tão bonita morta que quis levar o caixão para seu castelo, e com o solavanco da carroça a maçã desentalou de sua garganta e ela pôde respirar e voltar a viver. Sai a opressão de gênero e entra a necrofilia?</p>
<p>c) No Japão, onde a morte ocupa outro lugar no imaginário social que não o de grande inimiga a ser postergada a todo custo (dietas, remédios, cirurgias plásticas, etc.), é comum, mas muito comum mesmo, que gente morra nas histórias. Mesmo nas histórias mais &#8220;fofinhas&#8221;, sempre há alguém que morre, e em geral é de morte &#8220;matada&#8221;, não de morte &#8220;morrida&#8221;. Apologia ao assassinato?</p>
<p>d) Como contar uma história de piratas sem assassinatos, mutilações, maquiavelismos e coisas horrendas como o keelhauling? Seriam politicamente corretos apenas aqueles da Ilha dos Piratas, nos parques da Disney?</p>
<p>Moral da história: muito melhor que contar histórias politicamente corretas é lidar, junto com as crianças, com as opressões do cotidiano. Na prática, e não no mundo da fantasia.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/87099/#comment-143800</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 12:41:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho andado desde há alguns dias a pensar neste evento, organizado por uma associação cultural anarquista ou libertária. Numa primeira leitura imaginei que a intenção seria irónica, mas alguma coisa me soou mal, voltei a ler e reli de novo. É mesmo a sério.
Stalinismo sem Stalin é o mais aterrador de tudo. O &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt; já não precisa de ser exterior, é interiorizado por aqueles mesmos que antes se destinavam a ser apenas vítimas. E chegamos assim a esta lastimável versão do autonomismo: Seja você mesmo o seu próprio &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt;. É o que a chamada esquerda tem hoje para nos oferecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho andado desde há alguns dias a pensar neste evento, organizado por uma associação cultural anarquista ou libertária. Numa primeira leitura imaginei que a intenção seria irónica, mas alguma coisa me soou mal, voltei a ler e reli de novo. É mesmo a sério.<br />
Stalinismo sem Stalin é o mais aterrador de tudo. O <em>Big Brother</em> já não precisa de ser exterior, é interiorizado por aqueles mesmos que antes se destinavam a ser apenas vítimas. E chegamos assim a esta lastimável versão do autonomismo: Seja você mesmo o seu próprio <em>Big Brother</em>. É o que a chamada esquerda tem hoje para nos oferecer.</p>
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