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	Comentários sobre: Apropriação do poder político e superação do Estado na transição socialista. 7) os limites do legado político de Marx	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/12/88811/#comment-167729</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2014 16:54:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro JB, me referia às &quot;cartas&quot; já mencionando os 3 rascunhos que não foram enviados. Como de praxe, concordo com teu comentário e agradeço as indicações bibliográficas.
 
Quem tiver interesse em ler as Cartas, as encontrará no link que disponibilizei e, também, recentemente essas cartas saíram pela Boitempo, no livro &quot;Lutas de classes na Rússia&quot;. (lembrando que Marx somente enviou uma carta pequena exageradamente sintética à Vera Zasulich, sob a alegação de que demorou  responder porque vinha sofrendo de fortes dores de cabeça - que não o impediram de elaborar 3 rascunhos, tamanha a pulga atrás da orelha que a pergunta de Vera implantou-lhe rs)

Caro João Ilha, você pode adquirir o livro de Moshe Lewin pela abebooks.com a um preço bem melhor. É possível que tenha também os outros títulos indicados pelo JB. Se tiver interesse, também há na internet um texto em pdf de Tauger &quot;Soviet Peasants, Collectivization, Resistance and Adaptation&quot;.

Obrigado pelos comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JB, me referia às &#8220;cartas&#8221; já mencionando os 3 rascunhos que não foram enviados. Como de praxe, concordo com teu comentário e agradeço as indicações bibliográficas.</p>
<p>Quem tiver interesse em ler as Cartas, as encontrará no link que disponibilizei e, também, recentemente essas cartas saíram pela Boitempo, no livro &#8220;Lutas de classes na Rússia&#8221;. (lembrando que Marx somente enviou uma carta pequena exageradamente sintética à Vera Zasulich, sob a alegação de que demorou  responder porque vinha sofrendo de fortes dores de cabeça &#8211; que não o impediram de elaborar 3 rascunhos, tamanha a pulga atrás da orelha que a pergunta de Vera implantou-lhe rs)</p>
<p>Caro João Ilha, você pode adquirir o livro de Moshe Lewin pela abebooks.com a um preço bem melhor. É possível que tenha também os outros títulos indicados pelo JB. Se tiver interesse, também há na internet um texto em pdf de Tauger &#8220;Soviet Peasants, Collectivization, Resistance and Adaptation&#8221;.</p>
<p>Obrigado pelos comentários.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/12/88811/#comment-167377</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2014 18:18:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Ilha,
O livro de Moshe Lewin que citei é excelente e parece-me indispensável para entender os motivos da ascensão do stalinismo em 1928-1931 e do colapso do trotskismo. Se você economizar um mês de cervejas para comprar o livro, acho que fará uma boa aplicação do dinheiro.
Quanto ao Neil Harding, trata-se do capítulo com que ele contribuiu para Terence Ball e Richard Bellamy (orgs.), &lt;em&gt;The Cambridge History of Twentieth-Century Political Thought&lt;/em&gt;, Cambridge: Cambridge University Press, 2003. É um capítulo muito interessante, que abre algumas perspectivas proveitosas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Ilha,<br />
O livro de Moshe Lewin que citei é excelente e parece-me indispensável para entender os motivos da ascensão do stalinismo em 1928-1931 e do colapso do trotskismo. Se você economizar um mês de cervejas para comprar o livro, acho que fará uma boa aplicação do dinheiro.<br />
Quanto ao Neil Harding, trata-se do capítulo com que ele contribuiu para Terence Ball e Richard Bellamy (orgs.), <em>The Cambridge History of Twentieth-Century Political Thought</em>, Cambridge: Cambridge University Press, 2003. É um capítulo muito interessante, que abre algumas perspectivas proveitosas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Ilha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/12/88811/#comment-167066</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Ilha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2013 21:09:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo
Andei pesquisando sobre os autores citados: do Lewin há tradução brasileira do &#039;Século Soviético&#039; e do livro citado somente em inglês, mas é caro, mais de R$ 100,00.
Mas qual livro do Harding, são obteníveis em inglês: Marxism in Russia, Leninism e Lenin&#039;s political thought (este de 2006)?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo<br />
Andei pesquisando sobre os autores citados: do Lewin há tradução brasileira do &#8216;Século Soviético&#8217; e do livro citado somente em inglês, mas é caro, mais de R$ 100,00.<br />
Mas qual livro do Harding, são obteníveis em inglês: Marxism in Russia, Leninism e Lenin&#8217;s political thought (este de 2006)?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/12/88811/#comment-165184</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Dec 2013 09:54:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=88811#comment-165184</guid>

					<description><![CDATA[Caro Pablo Polese,
Você menciona, não sei se por lapso, as «cartas» de Marx para Vera Zassulitch, em resposta a uma carta de Fevereiro de 1881 em que a marxista russa indagara a posição do mestre quanto à questão central levantada pelos populistas, a de saber se as colectividades rurais eslavas, o &lt;em&gt;mir&lt;/em&gt;, poderiam servir de quadro para o comunitarismo de produção e de distribuição que devia caracterizar o socialismo ou se, pelo contrário, estariam inevitavelmente condenadas pela evolução do capitalismo e seria a proletarização o único destino dos camponeses. Ora, o mais importante neste caso é que tais «cartas» não existiram. Marx escreveu três rascunhos, que nunca enviou e foram mais tarde descobertos e publicados por Riazanov. A carta efectivamente enviada, tão breve e evasiva que caíra no esquecimento, foi também descoberta por Riazanov e limitara-se a afirmar que apenas na Europa ocidental os camponeses eram inevitavelmente vítimas da expropriação dos meios de produção e que na Rússia as possibilidades históricas se mantinham em aberto. Os três rascunhos são importantes como esboço teórico e confirmam o interesse que uma nova área do conhecimento, a antropologia, estava a despertar em Marx, tal como em Engels. Mas o importante politicamente é que nenhum dos três rascunhos foi enviado como carta.
Só no ano seguinte, em 1882, no prefácio à nova edição russa do &lt;em&gt;Manifesto Comunista&lt;/em&gt;, é que Marx e Engels responderam publicamente ao problema. «A questão vital», escreveram eles, «consiste em saber se a comunidade rural russa, apesar de estar já seriamente minada enquanto forma arcaica de propriedade colectiva do solo, pode ser directamente transformada na forma superior de propriedade comunista da terra ou se terá de percorrer o mesmo processo de decomposição que mostra os seus resultados na evolução histórica do Ocidente. Para esta questão existe hoje uma única resposta. Se a revolução russa der o sinal para uma revolução proletária no Ocidente, de maneira que ambas se completem uma à outra, a forma predominante de propriedade colectiva da terra na Rússia poderá converter-se no ponto de partida de um processo de desenvolvimento comunista».
Quanto à posição adoptada por Lenin desde a sua obra sobre o desenvolvimento do capitalismo rural na Rússia, convém saber que, segundo Moshe Lewin (&lt;em&gt;La Paysannerie et le Pouvoir Soviétique, 1928-1930&lt;/em&gt;, Paris e Haia: Mouton, 1966), «é curioso que o &lt;em&gt;mir&lt;/em&gt; tivesse beneficiado de um renascimento durante e depois da revolução [de 1917]. Foi ele que efectuou o confisco e a repartição das terras da nobreza. Durante a NEP era uma instituição rural cheia de vida, perante a qual o &lt;em&gt;sel’sovet&lt;/em&gt; [soviete de aldeia] apresentava o aspecto de um parente pobre». E este autor indica que em 1926, segundo o comissário para a Agricultura, nove décimos dos camponeses estavam integrados no &lt;em&gt;mir&lt;/em&gt;. Afinal, o &lt;em&gt;mir&lt;/em&gt; só foi destroçado quando Stalin, apoiando-se nos factores de conflito social existentes no interior do campesinato, ao invés dos factores de cooperação, como Marx e Engels haviam pensado, desencadeou com a conhecida brutalidade a colectivização da agricultura, que constituiu de facto uma segunda guerra civil, e acabou de implantar aquilo que Neil Harding denominou «a variante saint-simoniana do marxismo».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pablo Polese,<br />
Você menciona, não sei se por lapso, as «cartas» de Marx para Vera Zassulitch, em resposta a uma carta de Fevereiro de 1881 em que a marxista russa indagara a posição do mestre quanto à questão central levantada pelos populistas, a de saber se as colectividades rurais eslavas, o <em>mir</em>, poderiam servir de quadro para o comunitarismo de produção e de distribuição que devia caracterizar o socialismo ou se, pelo contrário, estariam inevitavelmente condenadas pela evolução do capitalismo e seria a proletarização o único destino dos camponeses. Ora, o mais importante neste caso é que tais «cartas» não existiram. Marx escreveu três rascunhos, que nunca enviou e foram mais tarde descobertos e publicados por Riazanov. A carta efectivamente enviada, tão breve e evasiva que caíra no esquecimento, foi também descoberta por Riazanov e limitara-se a afirmar que apenas na Europa ocidental os camponeses eram inevitavelmente vítimas da expropriação dos meios de produção e que na Rússia as possibilidades históricas se mantinham em aberto. Os três rascunhos são importantes como esboço teórico e confirmam o interesse que uma nova área do conhecimento, a antropologia, estava a despertar em Marx, tal como em Engels. Mas o importante politicamente é que nenhum dos três rascunhos foi enviado como carta.<br />
Só no ano seguinte, em 1882, no prefácio à nova edição russa do <em>Manifesto Comunista</em>, é que Marx e Engels responderam publicamente ao problema. «A questão vital», escreveram eles, «consiste em saber se a comunidade rural russa, apesar de estar já seriamente minada enquanto forma arcaica de propriedade colectiva do solo, pode ser directamente transformada na forma superior de propriedade comunista da terra ou se terá de percorrer o mesmo processo de decomposição que mostra os seus resultados na evolução histórica do Ocidente. Para esta questão existe hoje uma única resposta. Se a revolução russa der o sinal para uma revolução proletária no Ocidente, de maneira que ambas se completem uma à outra, a forma predominante de propriedade colectiva da terra na Rússia poderá converter-se no ponto de partida de um processo de desenvolvimento comunista».<br />
Quanto à posição adoptada por Lenin desde a sua obra sobre o desenvolvimento do capitalismo rural na Rússia, convém saber que, segundo Moshe Lewin (<em>La Paysannerie et le Pouvoir Soviétique, 1928-1930</em>, Paris e Haia: Mouton, 1966), «é curioso que o <em>mir</em> tivesse beneficiado de um renascimento durante e depois da revolução [de 1917]. Foi ele que efectuou o confisco e a repartição das terras da nobreza. Durante a NEP era uma instituição rural cheia de vida, perante a qual o <em>sel’sovet</em> [soviete de aldeia] apresentava o aspecto de um parente pobre». E este autor indica que em 1926, segundo o comissário para a Agricultura, nove décimos dos camponeses estavam integrados no <em>mir</em>. Afinal, o <em>mir</em> só foi destroçado quando Stalin, apoiando-se nos factores de conflito social existentes no interior do campesinato, ao invés dos factores de cooperação, como Marx e Engels haviam pensado, desencadeou com a conhecida brutalidade a colectivização da agricultura, que constituiu de facto uma segunda guerra civil, e acabou de implantar aquilo que Neil Harding denominou «a variante saint-simoniana do marxismo».</p>
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