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	Comentários sobre: O recuo conservador à esquerda &#8211; I	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Giancarlo Sanguinetti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/12/89821/#comment-164894</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo Sanguinetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2013 17:49:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto faz uma ótima análise da &quot;mudança de enfoque&quot; do Tropa de Elite I para o II!! Eu havia também tido uma apreciação parecida, embora bem mais simplificada:

Inimigo no Tropa de Elite 1: traficantes, usuários, policiais corruptos (solução: BOPE).
Problema está na sociedade civil e o Estado tem que resolver.

Inimigo no Tropa de Elite 2: politicagem-corrupção (solução: discurso liberal de ética no Estado, Marcelo Freixo, valorização do voto consciente).
Problema está no Estado e a &quot;sociedade civil organizada&quot; tem que resolver. 

O debate de proposição para a área de segurança pública é de quem deve controlar (ser o &quot;Estado&quot;) nas favelas, o tráfico de drogas, as milícias ou o estado burguês através da UPP (e o Freixo defende esta última). A possibilidade da revolução socialista e da supressão do Estado e de toda a violência ligada a ele e a propriedade privada não aparece como opção, nem no discurso.

Observem a frase de Freixo na entrevista após a pré-estréia do Tropa de Elite II.  (http://www.youtube.com/watch?v=01I5iBtfqHQ&#038;feature=related) :
“-A população [moradores de favelas] não pode ficar escolhendo entre o tráfico ou a milícia, a população tem direito a soberania, tem direito ao Estado, ao poder público.&quot;


Há, só gostaria de fazer uma observação também sobre a questão da ironia e da percepção da mesma pelas pessoas. Recentemente vi um quadro sobre um jovem empresário que gastava milhares de reais por noite nas baladas (&quot;O rei do camarote&quot;, http://www.youtube.com/watch?v=atQvZ-nq0Go), acho que todos viram. Após a visualização eu fiquei confuso sobre a veracidade do personagem, existe mesmo este ser tal como foi mostrado ou era um &quot;trote&quot; da mídia?? Depois de refletir cheguei a conclusão que as duas coisas eram possíveis, mas isto não era o central, e central é que vivemos em uma sociedade dividida em classes e a existência de tal ser era não só possível como provável. No caso do texto do Antonio Prata a única pista segura para mostrar a ironia do texto era o histórico do autor. Fora disto o texto pode ser lido, sem nenhum problema, como &quot;real&quot;, já que existem pessoas que pensam o mesmo de forma &quot;elaborada&quot;... não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto faz uma ótima análise da &#8220;mudança de enfoque&#8221; do Tropa de Elite I para o II!! Eu havia também tido uma apreciação parecida, embora bem mais simplificada:</p>
<p>Inimigo no Tropa de Elite 1: traficantes, usuários, policiais corruptos (solução: BOPE).<br />
Problema está na sociedade civil e o Estado tem que resolver.</p>
<p>Inimigo no Tropa de Elite 2: politicagem-corrupção (solução: discurso liberal de ética no Estado, Marcelo Freixo, valorização do voto consciente).<br />
Problema está no Estado e a &#8220;sociedade civil organizada&#8221; tem que resolver. </p>
<p>O debate de proposição para a área de segurança pública é de quem deve controlar (ser o &#8220;Estado&#8221;) nas favelas, o tráfico de drogas, as milícias ou o estado burguês através da UPP (e o Freixo defende esta última). A possibilidade da revolução socialista e da supressão do Estado e de toda a violência ligada a ele e a propriedade privada não aparece como opção, nem no discurso.</p>
<p>Observem a frase de Freixo na entrevista após a pré-estréia do Tropa de Elite II.  (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=01I5iBtfqHQ&#038;feature=related" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=01I5iBtfqHQ&#038;feature=related</a>) :<br />
“-A população [moradores de favelas] não pode ficar escolhendo entre o tráfico ou a milícia, a população tem direito a soberania, tem direito ao Estado, ao poder público.&#8221;</p>
<p>Há, só gostaria de fazer uma observação também sobre a questão da ironia e da percepção da mesma pelas pessoas. Recentemente vi um quadro sobre um jovem empresário que gastava milhares de reais por noite nas baladas (&#8220;O rei do camarote&#8221;, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=atQvZ-nq0Go" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=atQvZ-nq0Go</a>), acho que todos viram. Após a visualização eu fiquei confuso sobre a veracidade do personagem, existe mesmo este ser tal como foi mostrado ou era um &#8220;trote&#8221; da mídia?? Depois de refletir cheguei a conclusão que as duas coisas eram possíveis, mas isto não era o central, e central é que vivemos em uma sociedade dividida em classes e a existência de tal ser era não só possível como provável. No caso do texto do Antonio Prata a única pista segura para mostrar a ironia do texto era o histórico do autor. Fora disto o texto pode ser lido, sem nenhum problema, como &#8220;real&#8221;, já que existem pessoas que pensam o mesmo de forma &#8220;elaborada&#8221;&#8230; não?</p>
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