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	Comentários sobre: Congresso Nacional Africano: 100 anos a serviço do capital	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90402/#comment-175680</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 14:50:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João e Fagner,

o mais espantoso de tudo é como ocorre essa transmutação de dirigentes sindicais e partidários em novos gestores. Claro que o acesso ao poder permite e acelera esse processo. O que falta saber é quando e como isso ocorreu na percepção daqueles indivíduos.
Na realidade, quando as organizações se estruturam sob uma forma relativamente análoga aos princípios hierárquicos de funcionamento do Estado, já se antevê a probabilidade de se tornarem em gestores. No fundo, essas organizações já contêm em si mesmas princípios de organização potenciadores da passagem de dirigentes sindicais a gestores plenos.

O que me intriga é da ordem da percepção da parte de quem participa naquele processo. Digo isto porque é raríssimo alguém (eu nem me lembro de ninguém, mas posso estar errado) naquelas situações rejeitar essa via. Isso também demonstra que a sociedade capitalista funciona claramente de um modo estrutural e não individual, já que as instituições sobrepõem-se sempre a eventuais desejos individuais divergentes dentro do campo do poder. Para ser mais exacto, é raríssimo encontrar-se vozes dissonantes dentro do campo que aspira ao poder, precisamente porque a sua inclusão nesse campo exige previamente uma incorporação dos princípios de funcionamento desse espaço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João e Fagner,</p>
<p>o mais espantoso de tudo é como ocorre essa transmutação de dirigentes sindicais e partidários em novos gestores. Claro que o acesso ao poder permite e acelera esse processo. O que falta saber é quando e como isso ocorreu na percepção daqueles indivíduos.<br />
Na realidade, quando as organizações se estruturam sob uma forma relativamente análoga aos princípios hierárquicos de funcionamento do Estado, já se antevê a probabilidade de se tornarem em gestores. No fundo, essas organizações já contêm em si mesmas princípios de organização potenciadores da passagem de dirigentes sindicais a gestores plenos.</p>
<p>O que me intriga é da ordem da percepção da parte de quem participa naquele processo. Digo isto porque é raríssimo alguém (eu nem me lembro de ninguém, mas posso estar errado) naquelas situações rejeitar essa via. Isso também demonstra que a sociedade capitalista funciona claramente de um modo estrutural e não individual, já que as instituições sobrepõem-se sempre a eventuais desejos individuais divergentes dentro do campo do poder. Para ser mais exacto, é raríssimo encontrar-se vozes dissonantes dentro do campo que aspira ao poder, precisamente porque a sua inclusão nesse campo exige previamente uma incorporação dos princípios de funcionamento desse espaço.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90402/#comment-175389</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2014 22:09:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner,
Não devemos esquecer que a questão não se resume à família Mandela e que se trata da transformação generalizada de uma antiga vanguarda política revolucionária numa nova elite que rejuvenesceu as classes capitalistas sul-africanas. O exemplo mais flagrante é o de Cyril Ramaphosa, que durante o &lt;em&gt;apartheid&lt;/em&gt; foi o combativo dirigente do sindicato dos mineiros, &lt;em&gt;National Union of Mineworkers&lt;/em&gt;, e que é agora um dos homens mais ricos da África do Sul, possivelmente a principal fortuna negra. Em Agosto de 2012 ele classificou como «criminosa» a célebre greve dos trabalhadores nas minas de platina, cuja repressão provocou dezenas de mortos e feridos, mas a posição tomada por Ramaphosa não nos deve espantar, porque ele é um dos accionistas dessas minas. No final de 2012 Ramaphosa foi eleito vice-presidente do Congresso Nacional Africano, o que o coloca na linha de frente para a sucessão ao actual presidente da República. Uma vez mais, o importante não são as taxas de melanina mas as classes sociais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner,<br />
Não devemos esquecer que a questão não se resume à família Mandela e que se trata da transformação generalizada de uma antiga vanguarda política revolucionária numa nova elite que rejuvenesceu as classes capitalistas sul-africanas. O exemplo mais flagrante é o de Cyril Ramaphosa, que durante o <em>apartheid</em> foi o combativo dirigente do sindicato dos mineiros, <em>National Union of Mineworkers</em>, e que é agora um dos homens mais ricos da África do Sul, possivelmente a principal fortuna negra. Em Agosto de 2012 ele classificou como «criminosa» a célebre greve dos trabalhadores nas minas de platina, cuja repressão provocou dezenas de mortos e feridos, mas a posição tomada por Ramaphosa não nos deve espantar, porque ele é um dos accionistas dessas minas. No final de 2012 Ramaphosa foi eleito vice-presidente do Congresso Nacional Africano, o que o coloca na linha de frente para a sucessão ao actual presidente da República. Uma vez mais, o importante não são as taxas de melanina mas as classes sociais.</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90402/#comment-175364</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2014 20:52:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todo gestor precisa de um bom currículo, já que a tecnocracia costuma derivar o seu poder de classe do seu conhecimento técnico: os de Nelson Mandela &#038; Cia. estão disponíveis neste site: http://whoswho.co.za, o qual disponibiliza online perfis de gestores e empresários sul-africanos. E, quando se fala em Nelson Mandela &#038; Cia., é talvez melhor especificar que se trata, de modo bastante considerável, na verdade, de Nelson Mandela &#038; Família. Basta cruzar as informações deste site: http://www.nelsonmandela.org/content/page/genealogy, a respeito da genealogia da família Mandela, com os perfis disponibilizados naquele outro site. Cf., por exemplo: http://whoswho.co.za/nelson-mandela-3961, http://whoswho.co.za/makaziwe-mandela-8320, http://whoswho.co.za/zindzi-mandela-6358, http://whoswho.co.za/makgatho-mandela-513959, http://whoswho.co.za/ndaba-mandela-746586, http://whoswho.co.za/mandla-mandela-193734, http://whoswho.co.za/zoleka-zindzi-746852, http://whoswho.co.za/mbuso-mandela-746615, http://whoswho.co.za/tukwini-mandela-746659, http://whoswho.co.za/dumani-mandela-746687, http://whoswho.co.za/zondwa-mandela, http://whoswho.co.za/nandi-mandela-746569, http://whoswho.co.za/bambatha-mandela-746880, http://whoswho.co.za/ndileka-mandela-746405, http://whoswho.co.za/kweku-mandela-746700. Como colocado neste outro artigo: http://passapalavra.info/2013/12/89384, &quot;existe [...] um grupo na sociedade sul-africana que se tem beneficiado desde o colapso do apartheid. É, evidentemente, a família Mandela&quot;. Se criar uma burguesia negra (e, eu acrescentaria, uma classe de tecnocratas) sempre foi a meta do CNA, parece que Nelson Mandela tratou de fazer dessa burguesia negra (e desses tecnocratas negros) uma que fosse do seu próprio sangue.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo gestor precisa de um bom currículo, já que a tecnocracia costuma derivar o seu poder de classe do seu conhecimento técnico: os de Nelson Mandela &amp; Cia. estão disponíveis neste site: <a href="http://whoswho.co.za" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za</a>, o qual disponibiliza online perfis de gestores e empresários sul-africanos. E, quando se fala em Nelson Mandela &amp; Cia., é talvez melhor especificar que se trata, de modo bastante considerável, na verdade, de Nelson Mandela &amp; Família. Basta cruzar as informações deste site: <a href="http://www.nelsonmandela.org/content/page/genealogy" rel="nofollow ugc">http://www.nelsonmandela.org/content/page/genealogy</a>, a respeito da genealogia da família Mandela, com os perfis disponibilizados naquele outro site. Cf., por exemplo: <a href="http://whoswho.co.za/nelson-mandela-3961" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/nelson-mandela-3961</a>, <a href="http://whoswho.co.za/makaziwe-mandela-8320" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/makaziwe-mandela-8320</a>, <a href="http://whoswho.co.za/zindzi-mandela-6358" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/zindzi-mandela-6358</a>, <a href="http://whoswho.co.za/makgatho-mandela-513959" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/makgatho-mandela-513959</a>, <a href="http://whoswho.co.za/ndaba-mandela-746586" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/ndaba-mandela-746586</a>, <a href="http://whoswho.co.za/mandla-mandela-193734" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/mandla-mandela-193734</a>, <a href="http://whoswho.co.za/zoleka-zindzi-746852" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/zoleka-zindzi-746852</a>, <a href="http://whoswho.co.za/mbuso-mandela-746615" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/mbuso-mandela-746615</a>, <a href="http://whoswho.co.za/tukwini-mandela-746659" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/tukwini-mandela-746659</a>, <a href="http://whoswho.co.za/dumani-mandela-746687" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/dumani-mandela-746687</a>, <a href="http://whoswho.co.za/zondwa-mandela" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/zondwa-mandela</a>, <a href="http://whoswho.co.za/nandi-mandela-746569" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/nandi-mandela-746569</a>, <a href="http://whoswho.co.za/bambatha-mandela-746880" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/bambatha-mandela-746880</a>, <a href="http://whoswho.co.za/ndileka-mandela-746405" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/ndileka-mandela-746405</a>, <a href="http://whoswho.co.za/kweku-mandela-746700" rel="nofollow ugc">http://whoswho.co.za/kweku-mandela-746700</a>. Como colocado neste outro artigo: <a href="http://passapalavra.info/2013/12/89384" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/12/89384</a>, &#8220;existe [&#8230;] um grupo na sociedade sul-africana que se tem beneficiado desde o colapso do apartheid. É, evidentemente, a família Mandela&#8221;. Se criar uma burguesia negra (e, eu acrescentaria, uma classe de tecnocratas) sempre foi a meta do CNA, parece que Nelson Mandela tratou de fazer dessa burguesia negra (e desses tecnocratas negros) uma que fosse do seu próprio sangue.</p>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90402/#comment-174349</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 09:18:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro TM,
&lt;em&gt;The Internationalists&lt;/em&gt; é o nome da publicação e &lt;em&gt;Internationalist Communist Tendency&lt;/em&gt; é o nome da corrente internacional em que se integra a organização que a publica. Mas aceitamos a sua sugestão e corrigimos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro TM,<br />
<em>The Internationalists</em> é o nome da publicação e <em>Internationalist Communist Tendency</em> é o nome da corrente internacional em que se integra a organização que a publica. Mas aceitamos a sua sugestão e corrigimos.</p>
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		<title>
		Por: TM		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90402/#comment-174145</link>

		<dc:creator><![CDATA[TM]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 04:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sugestão: acho que a autoria do texto ficaria melhor como Tendência Comunista Internacional (TCI) (ou o nome em inglês, tanto faz) em lugar de The Internationalists.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão: acho que a autoria do texto ficaria melhor como Tendência Comunista Internacional (TCI) (ou o nome em inglês, tanto faz) em lugar de The Internationalists.</p>
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