<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Pensando um esquema tático. Final da Copa: Capital x Multidão	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2014/02/91284/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sat, 03 Feb 2024 10:19:19 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-310637</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 May 2016 01:34:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-310637</guid>

					<description><![CDATA[Dois anos depois:

&quot;NAO VAI TER COPA: A APROPRIAÇÃO CONSERVADORA NAS REDES
Trabalhando na revisão da dissertação de Jean Medeiros sobre o movimento ‪#‎NãoVaiTerCopa‬ (2014) no Twitter. A dissertação apresentará também o conceito de &quot;taxa de diálogo&quot;, que construímos conjuntamente. Mas queria dar um spoiler sobre minha conclusão em torno do movimento #NãoVaiTerCopa: ele foi completamente embalado à vácuo por perfis ligados ao atual campo conservador. Foi uma dobradinha interessante: os movimentos de rua eram brutalmente reprimidos na rua, e a turma do ‪#‎VemPraRua‬ construía massivamente uma máquina de bots e outros bichos para propagar essa repressão, notificando continuamente muitos veículos de imprensa e webcelebridades, mas sempre com um viés antipetista. Não é à toa que a correlação das hashtags &quot;NãoVaiTerCopa&quot; e &quot;ForaDilma&quot; tenha se revelado a simbiose mais oportunista no discurso das publicações no Twitter. Quem estiver a fim de dar um confere pode analisar o perfil-hub @_naovaitercopa (http://twitter.com/_naovaitercopa). Hoje ele se chama ‪#‎VemPraRuaBrasil‬, com avatar escrito &quot;tchau querida&quot;. É impressionante como os coletivos que conduziram as ruas de 2013 a 2014 deixaram um vácuo enorme na condução das narrativas sobre seus respectivos movimentos. E isso explica, contraditoriamente, a própria emergência da &quot;nova direita&quot;, que se apropriou inteiramente das lutas para ressignificá-las através de um vocabulário antipetista (que servia a um alvo eleitoral do período). É claro, houve uma contra-narrativa governista (a tal ‪#‎copadascopas‬), mas que foi atropelada pela rede boleira (‪#‎vaitercopasim‬ ‪#‎imaginanacopa‬, a da zueira). Proporcionalmente, no campo eleitoral, esse vácuo narrativo também ocorreu (ainda continua) na campanha de Marina Silva (não na do Eduardo Campos, que, é bom lembrar, abusou de robôs logo no começo da sua campanha, quando se lançou presidente). E talvez esse antipetismo, longe de ser o traço que amalgama a crítica dos movimentos pós-junho, seja o substrato narrativo mais bem sucedido desde lá.&quot;

https://www.facebook.com/fabio.malini/posts/10154182969736151]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois anos depois:</p>
<p>&#8220;NAO VAI TER COPA: A APROPRIAÇÃO CONSERVADORA NAS REDES<br />
Trabalhando na revisão da dissertação de Jean Medeiros sobre o movimento ‪#‎NãoVaiTerCopa‬ (2014) no Twitter. A dissertação apresentará também o conceito de &#8220;taxa de diálogo&#8221;, que construímos conjuntamente. Mas queria dar um spoiler sobre minha conclusão em torno do movimento #NãoVaiTerCopa: ele foi completamente embalado à vácuo por perfis ligados ao atual campo conservador. Foi uma dobradinha interessante: os movimentos de rua eram brutalmente reprimidos na rua, e a turma do ‪#‎VemPraRua‬ construía massivamente uma máquina de bots e outros bichos para propagar essa repressão, notificando continuamente muitos veículos de imprensa e webcelebridades, mas sempre com um viés antipetista. Não é à toa que a correlação das hashtags &#8220;NãoVaiTerCopa&#8221; e &#8220;ForaDilma&#8221; tenha se revelado a simbiose mais oportunista no discurso das publicações no Twitter. Quem estiver a fim de dar um confere pode analisar o perfil-hub @_naovaitercopa (<a href="http://twitter.com/_naovaitercopa" rel="nofollow ugc">http://twitter.com/_naovaitercopa</a>). Hoje ele se chama ‪#‎VemPraRuaBrasil‬, com avatar escrito &#8220;tchau querida&#8221;. É impressionante como os coletivos que conduziram as ruas de 2013 a 2014 deixaram um vácuo enorme na condução das narrativas sobre seus respectivos movimentos. E isso explica, contraditoriamente, a própria emergência da &#8220;nova direita&#8221;, que se apropriou inteiramente das lutas para ressignificá-las através de um vocabulário antipetista (que servia a um alvo eleitoral do período). É claro, houve uma contra-narrativa governista (a tal ‪#‎copadascopas‬), mas que foi atropelada pela rede boleira (‪#‎vaitercopasim‬ ‪#‎imaginanacopa‬, a da zueira). Proporcionalmente, no campo eleitoral, esse vácuo narrativo também ocorreu (ainda continua) na campanha de Marina Silva (não na do Eduardo Campos, que, é bom lembrar, abusou de robôs logo no começo da sua campanha, quando se lançou presidente). E talvez esse antipetismo, longe de ser o traço que amalgama a crítica dos movimentos pós-junho, seja o substrato narrativo mais bem sucedido desde lá.&#8221;</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/fabio.malini/posts/10154182969736151" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/fabio.malini/posts/10154182969736151</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: primo do zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-183379</link>

		<dc:creator><![CDATA[primo do zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 13:09:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-183379</guid>

					<description><![CDATA[Por mais que não concorde com tudo, belo texto, Leo. Principalmente por iniciar um debate estratégico tão incomum na esquerda autonomista.

Agora vamos ao importante:

Antes de tudo gostaria de deixar claro que assim como o autor, vou assumir posições aqui que podem ser que sejam transformadas em uma semana. Acho que isso tem se tornado comum nas análises pela incapacidade que temos tido em ler o momento que estamos passando.

Ao contrário do P.S., acho que ir para as ruas contra a Copa é a grande luta a ser travada nesse primeiro semestre para todos nós. Essa é uma pauta capaz de aglutinar os diferentes setores da esquerda e perder essa oportunidade eu acho uma pena. Acho sim que os estudos táticos de como bloquear o evento devem começar a serem feitos. Não que eu ache que vamos conseguir, nem que não conseguir vai significar uma grande derrota, mas acredito que uma preparação desse tipo representa num avanço qualitativo para o movimento muito grande. Isso porque será necessário estudar as armas da repressão, estudar nossos territórios, realizar articulações, aprender a garantir nossa segurança e a lidar com essa multidão maior que raramente irá para uma reunião, entre outras milhões de coisas. Esse esforço - que já tenta ser neutralizado pelo controle do Estado - é altamente pedagógico.

Uma vitória contra a Copa (um atraso, o reposicionamento de um jogo, o cancelamento!), é realocar as &quot;consequências&quot; da Copa para além do Brasil. É incalculável o efeito contágio que isso pode gerar em todo mundo como incentivador de revoltas em potencial. Isso sem falar que pode ser garantido um legado de lutas contra a Copa que se viralizem nos próximos eventos da FIFA.

Por enquanto, é isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que não concorde com tudo, belo texto, Leo. Principalmente por iniciar um debate estratégico tão incomum na esquerda autonomista.</p>
<p>Agora vamos ao importante:</p>
<p>Antes de tudo gostaria de deixar claro que assim como o autor, vou assumir posições aqui que podem ser que sejam transformadas em uma semana. Acho que isso tem se tornado comum nas análises pela incapacidade que temos tido em ler o momento que estamos passando.</p>
<p>Ao contrário do P.S., acho que ir para as ruas contra a Copa é a grande luta a ser travada nesse primeiro semestre para todos nós. Essa é uma pauta capaz de aglutinar os diferentes setores da esquerda e perder essa oportunidade eu acho uma pena. Acho sim que os estudos táticos de como bloquear o evento devem começar a serem feitos. Não que eu ache que vamos conseguir, nem que não conseguir vai significar uma grande derrota, mas acredito que uma preparação desse tipo representa num avanço qualitativo para o movimento muito grande. Isso porque será necessário estudar as armas da repressão, estudar nossos territórios, realizar articulações, aprender a garantir nossa segurança e a lidar com essa multidão maior que raramente irá para uma reunião, entre outras milhões de coisas. Esse esforço &#8211; que já tenta ser neutralizado pelo controle do Estado &#8211; é altamente pedagógico.</p>
<p>Uma vitória contra a Copa (um atraso, o reposicionamento de um jogo, o cancelamento!), é realocar as &#8220;consequências&#8221; da Copa para além do Brasil. É incalculável o efeito contágio que isso pode gerar em todo mundo como incentivador de revoltas em potencial. Isso sem falar que pode ser garantido um legado de lutas contra a Copa que se viralizem nos próximos eventos da FIFA.</p>
<p>Por enquanto, é isso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-183170</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 02:13:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-183170</guid>

					<description><![CDATA[Nossa, mais porque essa obsessão com a &quot;midia&quot;?  Este é o papel dela, seria estranho se estivesse agindo de outro modo.

Não podemos controlar o que a midia vai dizer, mas podemos dar uma resposta convincente nas ruas... de outra forma só ficaremos angustiados e presos as nossas próprias obsessões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, mais porque essa obsessão com a &#8220;midia&#8221;?  Este é o papel dela, seria estranho se estivesse agindo de outro modo.</p>
<p>Não podemos controlar o que a midia vai dizer, mas podemos dar uma resposta convincente nas ruas&#8230; de outra forma só ficaremos angustiados e presos as nossas próprias obsessões.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182989</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2014 13:51:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182989</guid>

					<description><![CDATA[Noticiário sobre as manifestações contra tarifas do transporte de ontem pode nos trazer algumas pistas. O papel da grande imprensa nunca foi e nunca será noticiar e divulgar pauta de movimentos sociais, e não temos controle sobre as distorções que eles cometem propositalmente. Mas diante da probabilidade de repetição da tática de captura e exploração de manifestações, essas distorções podem ser indicativas. Todas as notícias abaixo são da Globo.

Manifestação em BH que tinha como pauta unicamente o transporte. No lead da matéria fizeram questão de colocar que manifestantes também questionaram realização da Copa (eventualmente manifestantes gritaram &quot;FIFA paga a minha Tarifa&quot; e coisas do tipo, mas era manifestação unicamente em torno do transporte): http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/02/ato-em-bh-pede-reducao-de-tarifa-e-divulgacao-de-auditoria-do-transporte.html

Manifestação no Rio, contra aumento das tarifas de transporte. Duas matérias no G1 em que aparecem faixas. Numa delas faixa sobre a pauta da manifestação. Na outra a faixa que aparece é uma gigantesca levada por um partido trotskista, contra a Corrupção (o masoquismo e falta de leitura da realidade de um partido desses é uma outra questão a discutir): http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/rio-tem-nova-manifestacao-contra-reajuste-aumento-de-tarifas-de-onibus.html
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/cinegrafista-e-ferido-na-cabeca-em-manifestacao-no-centro-do-rio.html
Foram buscar essa faixa contra a Corrupção do meio da manifestação, demonstrando alta seletividade. A matéria fez questão de apontar que manifestantes gritavam &quot;Não Vai ter Copa, nem Aumento&quot;.

Pra fechar, mudando um pouco de assunto: &quot;Ministra da Cultura diz que povo vai &#039;escorraçar black blocs&#039; se houver protestos na Copa&quot;
http://globotv.globo.com/eptv-sp/g1-eptv/v/ministra-da-cultura-diz-que-povo-vai-escorracar-black-blocs-se-houver-protestos-na-copa/3130132/

O que se liga ao link que coloquei no primeiro comentário. Faltou a Ministra dizer se o tal &quot;povo&quot; irá escorraçar os manifestantes que não se vestem de preto também, ou se o repúdio é só à cor da roupa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noticiário sobre as manifestações contra tarifas do transporte de ontem pode nos trazer algumas pistas. O papel da grande imprensa nunca foi e nunca será noticiar e divulgar pauta de movimentos sociais, e não temos controle sobre as distorções que eles cometem propositalmente. Mas diante da probabilidade de repetição da tática de captura e exploração de manifestações, essas distorções podem ser indicativas. Todas as notícias abaixo são da Globo.</p>
<p>Manifestação em BH que tinha como pauta unicamente o transporte. No lead da matéria fizeram questão de colocar que manifestantes também questionaram realização da Copa (eventualmente manifestantes gritaram &#8220;FIFA paga a minha Tarifa&#8221; e coisas do tipo, mas era manifestação unicamente em torno do transporte): <a href="http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/02/ato-em-bh-pede-reducao-de-tarifa-e-divulgacao-de-auditoria-do-transporte.html" rel="nofollow ugc">http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/02/ato-em-bh-pede-reducao-de-tarifa-e-divulgacao-de-auditoria-do-transporte.html</a></p>
<p>Manifestação no Rio, contra aumento das tarifas de transporte. Duas matérias no G1 em que aparecem faixas. Numa delas faixa sobre a pauta da manifestação. Na outra a faixa que aparece é uma gigantesca levada por um partido trotskista, contra a Corrupção (o masoquismo e falta de leitura da realidade de um partido desses é uma outra questão a discutir): <a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/rio-tem-nova-manifestacao-contra-reajuste-aumento-de-tarifas-de-onibus.html" rel="nofollow ugc">http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/rio-tem-nova-manifestacao-contra-reajuste-aumento-de-tarifas-de-onibus.html</a><br />
<a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/cinegrafista-e-ferido-na-cabeca-em-manifestacao-no-centro-do-rio.html" rel="nofollow ugc">http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/02/cinegrafista-e-ferido-na-cabeca-em-manifestacao-no-centro-do-rio.html</a><br />
Foram buscar essa faixa contra a Corrupção do meio da manifestação, demonstrando alta seletividade. A matéria fez questão de apontar que manifestantes gritavam &#8220;Não Vai ter Copa, nem Aumento&#8221;.</p>
<p>Pra fechar, mudando um pouco de assunto: &#8220;Ministra da Cultura diz que povo vai &#8216;escorraçar black blocs&#8217; se houver protestos na Copa&#8221;<br />
<a href="http://globotv.globo.com/eptv-sp/g1-eptv/v/ministra-da-cultura-diz-que-povo-vai-escorracar-black-blocs-se-houver-protestos-na-copa/3130132/" rel="nofollow ugc">http://globotv.globo.com/eptv-sp/g1-eptv/v/ministra-da-cultura-diz-que-povo-vai-escorracar-black-blocs-se-houver-protestos-na-copa/3130132/</a></p>
<p>O que se liga ao link que coloquei no primeiro comentário. Faltou a Ministra dizer se o tal &#8220;povo&#8221; irá escorraçar os manifestantes que não se vestem de preto também, ou se o repúdio é só à cor da roupa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: a.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182321</link>

		<dc:creator><![CDATA[a.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2014 11:30:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182321</guid>

					<description><![CDATA[Sei que esse tema do controle das lutas pelas lutadoras e lutadores é fundamental, mas as vezes acho que ele fica superdimensionado. É certo que no 20 de junho de 2013 todo mundo ficou alarmado com isso. Mas a minha impressão, pelo menos no Rio de Janeiro, é que esse assunto foi superado se não no dia 21, pelo menos no dia 22 de junho. As manifestações que se seguiram forma populares, de esquerda. 

E mais, além do &quot;não vai ter copa&quot;, outro grito que surgiu nas ruas, e é tão importante quanto o primeiro, foi o &quot;não tem arrego&quot;. Quer dizer, não tem suborno, não tem apropriação das lutas por parte da direita, nem nas ruas nem na mídia corporativa nem no governo. E não tem mesmo.

E 2014 já começou. A direita não quer e não iria conseguir sequestrar os sentidos das lutas contra a remoção da favela da mangueira nos primeiros dias do ano. E a Globo, por mais que durante dias tenha feito matérias sobre as condições precárias dos trens, ignorou completamente as manifestações contra o aumento das passagens que inclusive garantiram &#039;tarifa zero&#039; para muitos que usam o trem nos dias dos protestos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que esse tema do controle das lutas pelas lutadoras e lutadores é fundamental, mas as vezes acho que ele fica superdimensionado. É certo que no 20 de junho de 2013 todo mundo ficou alarmado com isso. Mas a minha impressão, pelo menos no Rio de Janeiro, é que esse assunto foi superado se não no dia 21, pelo menos no dia 22 de junho. As manifestações que se seguiram forma populares, de esquerda. </p>
<p>E mais, além do &#8220;não vai ter copa&#8221;, outro grito que surgiu nas ruas, e é tão importante quanto o primeiro, foi o &#8220;não tem arrego&#8221;. Quer dizer, não tem suborno, não tem apropriação das lutas por parte da direita, nem nas ruas nem na mídia corporativa nem no governo. E não tem mesmo.</p>
<p>E 2014 já começou. A direita não quer e não iria conseguir sequestrar os sentidos das lutas contra a remoção da favela da mangueira nos primeiros dias do ano. E a Globo, por mais que durante dias tenha feito matérias sobre as condições precárias dos trens, ignorou completamente as manifestações contra o aumento das passagens que inclusive garantiram &#8216;tarifa zero&#8217; para muitos que usam o trem nos dias dos protestos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182133</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 19:06:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182133</guid>

					<description><![CDATA[uma questão de leitura: se haverá manifestações de rua pela Copa, o governo terá de optar como relacionar-se com elas. Se a pressão for apenas de direita, num W.O. da esquerda, não será o aumento da tarifa que será barrado em mais de 100 cidades, talvez seja a vez de um corte nos impostos diretos, talvez seja a privatização de mais partes do SUS para que os hospitais tenham mais cara de Europa, talvez seja o fortalecimento de &quot;lideranças&quot; da classe média coxinha dentro máquina do governo, talvez seja o aumento dos juros e o aperto do orçamento e dos pagamentos dos funcionários públicos, enfim.
A midia tradicional e alguns setores da direita conseguiram transformar a narrativa de junho, talvez não dominá-la. Mas em efeitos práticos quais foram os enormes ganhos assim obtidos? Para mim não há comparação no saldo das manifestações. Pode ser que a grande midia assuste, passe a impressão subjetiva de que ela tomou o controle da coisa, mas botando as coisas no papel não consigo concordar com isso.
Não deixo de concordar, no entanto, que a esquerda que estiver articulada nas ruas deverá contar com um bom potencial de fazer sua própria midia, isso será um grande desafio. Em junho não havia tempo de preparação para isso, foi do jeito que foi. Agora há mais tempo para organizar uma tal rede de pessoas e coletivos que o façam de maneira mais em sintonia.

(entendo que o autor não pensa realmente num W.O., mas uso a expressão para pensar o que poderia ocorrer caso os movimentos sociais não coloquem a devida importância nos eventos da Copa).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma questão de leitura: se haverá manifestações de rua pela Copa, o governo terá de optar como relacionar-se com elas. Se a pressão for apenas de direita, num W.O. da esquerda, não será o aumento da tarifa que será barrado em mais de 100 cidades, talvez seja a vez de um corte nos impostos diretos, talvez seja a privatização de mais partes do SUS para que os hospitais tenham mais cara de Europa, talvez seja o fortalecimento de &#8220;lideranças&#8221; da classe média coxinha dentro máquina do governo, talvez seja o aumento dos juros e o aperto do orçamento e dos pagamentos dos funcionários públicos, enfim.<br />
A midia tradicional e alguns setores da direita conseguiram transformar a narrativa de junho, talvez não dominá-la. Mas em efeitos práticos quais foram os enormes ganhos assim obtidos? Para mim não há comparação no saldo das manifestações. Pode ser que a grande midia assuste, passe a impressão subjetiva de que ela tomou o controle da coisa, mas botando as coisas no papel não consigo concordar com isso.<br />
Não deixo de concordar, no entanto, que a esquerda que estiver articulada nas ruas deverá contar com um bom potencial de fazer sua própria midia, isso será um grande desafio. Em junho não havia tempo de preparação para isso, foi do jeito que foi. Agora há mais tempo para organizar uma tal rede de pessoas e coletivos que o façam de maneira mais em sintonia.</p>
<p>(entendo que o autor não pensa realmente num W.O., mas uso a expressão para pensar o que poderia ocorrer caso os movimentos sociais não coloquem a devida importância nos eventos da Copa).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182122</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 18:00:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182122</guid>

					<description><![CDATA[Olá Eduardo,

tentando ser breve pois já escrevi demais.

Acho que a Globo será mais um vez o principal agente da direita para tentar dar o sentido e significado das manifestações. O seu lucro será garantido pelas forças militares que o governo colocará à disposição, o que lhe dará tranquilidade para tentar usar as manifestações para mudar o governo nas eleições: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/preocupada-globo-orienta-reporter-a-denunciar-irregularidades-da-copa-2124

Só para deixar claro (não que ache que vc tenha entendido errado, mas para não haver dúvida a outros leitores): quis dizer no comentário (uma espécie de P.S.) que exatamente hoje minha impressão é de que os movimentos organizados não deveriam entrar em campo, ou pelo menos não deveriam esquecer essa possibilidade como melhor tática a adotar; o que não significa evidentemente deixarem de existir em 2014, mas simplesmente continuarem focando as energias nas suas pautas, objetivos e calendários específicos, em vez de se entregarem à disputa sobre a Copa. Aliás é o que parece que tem feito, por exemplo, o MPL aí no Rio e o Bloco de Lutas pelo Transporte em Porto Alegre. E &quot;focar&quot; também não significa deixar o que ocorre em volta completamente de lado. 

Mas é possível que semana que vem eu mude de opinião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Eduardo,</p>
<p>tentando ser breve pois já escrevi demais.</p>
<p>Acho que a Globo será mais um vez o principal agente da direita para tentar dar o sentido e significado das manifestações. O seu lucro será garantido pelas forças militares que o governo colocará à disposição, o que lhe dará tranquilidade para tentar usar as manifestações para mudar o governo nas eleições: <a href="http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/preocupada-globo-orienta-reporter-a-denunciar-irregularidades-da-copa-2124" rel="nofollow ugc">http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/preocupada-globo-orienta-reporter-a-denunciar-irregularidades-da-copa-2124</a></p>
<p>Só para deixar claro (não que ache que vc tenha entendido errado, mas para não haver dúvida a outros leitores): quis dizer no comentário (uma espécie de P.S.) que exatamente hoje minha impressão é de que os movimentos organizados não deveriam entrar em campo, ou pelo menos não deveriam esquecer essa possibilidade como melhor tática a adotar; o que não significa evidentemente deixarem de existir em 2014, mas simplesmente continuarem focando as energias nas suas pautas, objetivos e calendários específicos, em vez de se entregarem à disputa sobre a Copa. Aliás é o que parece que tem feito, por exemplo, o MPL aí no Rio e o Bloco de Lutas pelo Transporte em Porto Alegre. E &#8220;focar&#8221; também não significa deixar o que ocorre em volta completamente de lado. </p>
<p>Mas é possível que semana que vem eu mude de opinião.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Tomazine		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182108</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 17:03:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182108</guid>

					<description><![CDATA[Caro Léo, o texto vinha seguindo uma trajetória brilhante, até você dar esses dois passos atrás no comentário. Ainda pretendo escrever a respeito da especificidade do tema/relação/evento Copa do Mundo e as distintas implicações de tal especificidade para os protestos e seu significado. De antemão, há fortes razões para acreditar que um elemento fundamental para a captura pela direita do sentido das manifestações não desempenhará o mesmo papel que em junho de 2013; a saber, a grande mídia e, em especial, a Globo. Para pensar a Copa, é interessante que nos perguntemos por que a grande mídia não se empenhou em capturar o significado da greve dos professores do Rio e como a &quot;multidão&quot; nas ruas (alguns atos contaram com dezenas de milhares de manifestantes) logrou controlar, em grande medida, o sentido e o significado da sua ação. Não acho que a resposta se encontre no caráter localizado da disputa, o que supostamente diminuiria seu interesse para fins de manipulação nas eleições presidenciais -- até mesmo porque no Estado haverá eleições. Como participante das movimentações durante a greve, notei claramente que a direita jogou peso para se apropriar da narrativa no princípio, mas o esforço resultou inócuo e o que se viu foi o fortalecimento do papel da esquerda, que tinha consciência do que ocorrera em junho-julho e se preparara melhor. Alegar, como você fez no comentário, que o mais inteligente para os militantes dos movimentos sociais é não colocar o time em campo é fomentar o esvaziamento do campo de luta, o que seria uma derrota estratégica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Léo, o texto vinha seguindo uma trajetória brilhante, até você dar esses dois passos atrás no comentário. Ainda pretendo escrever a respeito da especificidade do tema/relação/evento Copa do Mundo e as distintas implicações de tal especificidade para os protestos e seu significado. De antemão, há fortes razões para acreditar que um elemento fundamental para a captura pela direita do sentido das manifestações não desempenhará o mesmo papel que em junho de 2013; a saber, a grande mídia e, em especial, a Globo. Para pensar a Copa, é interessante que nos perguntemos por que a grande mídia não se empenhou em capturar o significado da greve dos professores do Rio e como a &#8220;multidão&#8221; nas ruas (alguns atos contaram com dezenas de milhares de manifestantes) logrou controlar, em grande medida, o sentido e o significado da sua ação. Não acho que a resposta se encontre no caráter localizado da disputa, o que supostamente diminuiria seu interesse para fins de manipulação nas eleições presidenciais &#8212; até mesmo porque no Estado haverá eleições. Como participante das movimentações durante a greve, notei claramente que a direita jogou peso para se apropriar da narrativa no princípio, mas o esforço resultou inócuo e o que se viu foi o fortalecimento do papel da esquerda, que tinha consciência do que ocorrera em junho-julho e se preparara melhor. Alegar, como você fez no comentário, que o mais inteligente para os militantes dos movimentos sociais é não colocar o time em campo é fomentar o esvaziamento do campo de luta, o que seria uma derrota estratégica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91284/#comment-182076</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 14:01:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=91284#comment-182076</guid>

					<description><![CDATA[O texto foi escrito 3 dias atrás. Hoje eu acrescentaria algumas coisas.
Antes de tudo deve-se pensar se vale a pena entrar com time em campo, ou se é melhor se focar nos campeonatos que os movimentos constituídos já tem disputado.
Há demonstrações de que os dois lados da disputa eleitoral estão vendendo até a mãe para ganhar as eleições. Forças militares e de comunicação estão sendo jogadas em peso. Aprenderam já, depois de muitos anos, que nessa composição social a repressão faz aumentar as manifestações. Por outro lado os governos tem cada vez menos controle sobre as polícias.
Pelo que tem surgido pela internet, o governo pode apelar para &quot;milícias&quot;, e está fazendo um esforço de divisão do proletariado: http://tvkajuru.com/?p=6588

Para os Comitês Populares da Copa e famílias removidas, evidentemente essa é a luta que não se pode furtar, e é provável que consigam avanços pelo simples medo que o governo tem tido das manifestações esse ano.

Mas para aqueles que militam em movimentos sociais com seu próprio foco e pauta, hoje me parece que o mais inteligente é não colocar o time em campo, não aplicar energia no que tem grandes chances de se dissipar em algo sem avanço. Medir as forças que estão colocadas em campo com as suas próprias. Autonomia é isso, saber definir quando entrar, quando sair, quando avançar, quando recuar, a partir do seu próprio objetivo, e de capacidade de controle, não necessariamente sobre as ações, mas do seu sentido e resultado. A guerra é ganha também em função de saber quais batalhas deve disputar, e como disputar, de acordo com seus objetivos, suas forças e possibilidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto foi escrito 3 dias atrás. Hoje eu acrescentaria algumas coisas.<br />
Antes de tudo deve-se pensar se vale a pena entrar com time em campo, ou se é melhor se focar nos campeonatos que os movimentos constituídos já tem disputado.<br />
Há demonstrações de que os dois lados da disputa eleitoral estão vendendo até a mãe para ganhar as eleições. Forças militares e de comunicação estão sendo jogadas em peso. Aprenderam já, depois de muitos anos, que nessa composição social a repressão faz aumentar as manifestações. Por outro lado os governos tem cada vez menos controle sobre as polícias.<br />
Pelo que tem surgido pela internet, o governo pode apelar para &#8220;milícias&#8221;, e está fazendo um esforço de divisão do proletariado: <a href="http://tvkajuru.com/?p=6588" rel="nofollow ugc">http://tvkajuru.com/?p=6588</a></p>
<p>Para os Comitês Populares da Copa e famílias removidas, evidentemente essa é a luta que não se pode furtar, e é provável que consigam avanços pelo simples medo que o governo tem tido das manifestações esse ano.</p>
<p>Mas para aqueles que militam em movimentos sociais com seu próprio foco e pauta, hoje me parece que o mais inteligente é não colocar o time em campo, não aplicar energia no que tem grandes chances de se dissipar em algo sem avanço. Medir as forças que estão colocadas em campo com as suas próprias. Autonomia é isso, saber definir quando entrar, quando sair, quando avançar, quando recuar, a partir do seu próprio objetivo, e de capacidade de controle, não necessariamente sobre as ações, mas do seu sentido e resultado. A guerra é ganha também em função de saber quais batalhas deve disputar, e como disputar, de acordo com seus objetivos, suas forças e possibilidades.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
