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	Comentários sobre: Goiânia: mais uma manifestação a favor do transporte coletivo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91890/#comment-186031</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2014 04:27:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O interessante é que - quando a Frente de Luta pelo Transporte voltou à ativa em Goiânia, no começo do ano - na primeira reunião foi levantado que seria melhor tentar, aproveitando a expressão do artigo acima, &quot;sair do roteiro&quot;, isto é, organizar um trabalho de base nas periferias: um trabalho de longo duração do qual resultariam manifestações &quot;descentralizadas&quot;, ao invés das tradicionais manifestações &quot;centralizadas&quot; (em bairros próximos ao centro da cidade). Mas uma manifestação leva à outra e a coisa vai assumindo, rapidamente, a forma de uma bola de neve rolando montanha abaixo. Logo após a primeira manifestação &quot;centralizada&quot;, foi organizada já a segunda manifestação &quot;centralizada&quot;. E, provavelmente, novas manifestações &quot;centralizadas&quot;, &quot;seguindo o roteiro&quot; de sempre, vêm vindo por aí.

Algumas pessoas não entendem que esse tipo de manifestação é o mais adequado à repressão e o mais inadequado à autodefesa - ou entendem mas não se importam com isso: saímos às ruas no terreno, cercado, do inimigo. Não construímos &quot;o nosso próprio terreno&quot;. Pelo contrário, nos arriscamos partindo para a briga num espaço já reorganizado, temporariamente, sem muita dificuldade, para a repressão (ruas fechadas, trânsito desviado, terminais rapidamente esvaziados, policiais por toda parte etc.). Certos manifestantes pensam que, por estarem segurando um escudo feito de compensado, são capazes de resistir - ou até de triunfar, fisicamente, sobre os agentes da repressão. Um completo absurdo. O que acontece, contudo, quando começam a explodir as bombas de efeito moral, a rebentar as balas de borracha e a irromper os golpes de cassetete? Lançam os escudos para trás, que de nada valem, de tal modo que é possível vê-los rodopiando no ar, e colocam-se a correr como todos os demais, aderindo ao &quot;salve-se quem puder&quot;. Afinal, quem é que é suficientemente imbecil para tentar resistir ao avanço de homens melhor treinados, equipados e armados; sentados no lombo de cavalos que podem, com muita facilidade, passar por cima de um manifestante; num perímetro cercado, com cada rua, cada viela, ao redor, vigiadas?

Mas a explicação para tudo isso é, relativamente, simples. São manifestantes que fogem do trabalho de base, como se fossem o próprio Diabo fugindo da Cruz. Parece até que preferem as explosões, os tiros e as cacetadas, que lhes deixam manchas roxas nos corpos, as quais competem apenas com as tatuagens revolucionárias - que exibem com prazer. E a única maneira de fazê-los correr mais rápido, como se estivessem correndo do próprio Jesus Cristo, é sugerindo que façam uma leitura (nem é preciso que seja a de um pequeno livro ou a de um artigo do Passa Palavra... Uma reportagem, de qualquer site de notícias, já é mais do que estão acostumados, isto é, já é mais do que as habituais duas ou três linhas daquelas tirinhas de humor, engraçadinhas, do Facebook).

Sair o roteiro é preciso, mas é tão complicado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O interessante é que &#8211; quando a Frente de Luta pelo Transporte voltou à ativa em Goiânia, no começo do ano &#8211; na primeira reunião foi levantado que seria melhor tentar, aproveitando a expressão do artigo acima, &#8220;sair do roteiro&#8221;, isto é, organizar um trabalho de base nas periferias: um trabalho de longo duração do qual resultariam manifestações &#8220;descentralizadas&#8221;, ao invés das tradicionais manifestações &#8220;centralizadas&#8221; (em bairros próximos ao centro da cidade). Mas uma manifestação leva à outra e a coisa vai assumindo, rapidamente, a forma de uma bola de neve rolando montanha abaixo. Logo após a primeira manifestação &#8220;centralizada&#8221;, foi organizada já a segunda manifestação &#8220;centralizada&#8221;. E, provavelmente, novas manifestações &#8220;centralizadas&#8221;, &#8220;seguindo o roteiro&#8221; de sempre, vêm vindo por aí.</p>
<p>Algumas pessoas não entendem que esse tipo de manifestação é o mais adequado à repressão e o mais inadequado à autodefesa &#8211; ou entendem mas não se importam com isso: saímos às ruas no terreno, cercado, do inimigo. Não construímos &#8220;o nosso próprio terreno&#8221;. Pelo contrário, nos arriscamos partindo para a briga num espaço já reorganizado, temporariamente, sem muita dificuldade, para a repressão (ruas fechadas, trânsito desviado, terminais rapidamente esvaziados, policiais por toda parte etc.). Certos manifestantes pensam que, por estarem segurando um escudo feito de compensado, são capazes de resistir &#8211; ou até de triunfar, fisicamente, sobre os agentes da repressão. Um completo absurdo. O que acontece, contudo, quando começam a explodir as bombas de efeito moral, a rebentar as balas de borracha e a irromper os golpes de cassetete? Lançam os escudos para trás, que de nada valem, de tal modo que é possível vê-los rodopiando no ar, e colocam-se a correr como todos os demais, aderindo ao &#8220;salve-se quem puder&#8221;. Afinal, quem é que é suficientemente imbecil para tentar resistir ao avanço de homens melhor treinados, equipados e armados; sentados no lombo de cavalos que podem, com muita facilidade, passar por cima de um manifestante; num perímetro cercado, com cada rua, cada viela, ao redor, vigiadas?</p>
<p>Mas a explicação para tudo isso é, relativamente, simples. São manifestantes que fogem do trabalho de base, como se fossem o próprio Diabo fugindo da Cruz. Parece até que preferem as explosões, os tiros e as cacetadas, que lhes deixam manchas roxas nos corpos, as quais competem apenas com as tatuagens revolucionárias &#8211; que exibem com prazer. E a única maneira de fazê-los correr mais rápido, como se estivessem correndo do próprio Jesus Cristo, é sugerindo que façam uma leitura (nem é preciso que seja a de um pequeno livro ou a de um artigo do Passa Palavra&#8230; Uma reportagem, de qualquer site de notícias, já é mais do que estão acostumados, isto é, já é mais do que as habituais duas ou três linhas daquelas tirinhas de humor, engraçadinhas, do Facebook).</p>
<p>Sair o roteiro é preciso, mas é tão complicado&#8230;</p>
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