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	Comentários sobre: Estado de exceção dirigido &#8211; quando as regras mudam no meio do jogo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Robson		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2014 23:07:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[creio que a crítica definitiva ao texto se encontra no próprio texto: &quot;Com a anulação súbita dos partidos políticos tradicionais e o esvaziamento dos coxinhas, a atuação dessas pequenas frações organizadas de extrema-esquerda presentes na fase inicial assumiu uma importância ideológica desproporcional ao seu número de participantes e mesmo à sua base social&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>creio que a crítica definitiva ao texto se encontra no próprio texto: &#8220;Com a anulação súbita dos partidos políticos tradicionais e o esvaziamento dos coxinhas, a atuação dessas pequenas frações organizadas de extrema-esquerda presentes na fase inicial assumiu uma importância ideológica desproporcional ao seu número de participantes e mesmo à sua base social&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186967</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2014 16:13:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Rodrigo,
outra vez concordo com sua formulação dos problemas. 
Sobre o sentido de &quot;radical&quot;, usei no sentido comparativo, de vários níveis (o catracaço seria mais radical que a passeata, a greve mais radical que o catracaço, etc.); de fato o uso do termo se torna tão mais adequado quanto mais as ações vão à raiz do problema, ou seja, o controle da produção pela classe burguesa.
Sobre o tema do Forum tal como vc formulou (que lembra o embate entre Mandel e Moreno sobre entrismo), veja, eu argumentei a favor da existência de um espaço tal como aquela plenária, o que não significa que defendi a entrada (e muito menos diluição) no Forum. Se o Forum atrapalha uma Plenária mais democrática e de base e desburocratizada, façamos-la por fora, sendo o Forum apenas mais um convidado. A Plenária é importante pra politizar os iniciantes e nivelar pra cima os debates centrais e questões ideológicas organizacionais etc em disputa, tal como a panfletagem e a experiência prática nas ruas. Toda essa conversa trate de uma contradição viva, por isso é forte seu argumento sobre o embate entre os grupos estar se formulando e resolvendo na própria experiência prática das formas organizativas, e tbm acho que a pressão por fora do Forum via multiplas organizações seja por hora a melhor opção, no sentido de que nos defende das tendências burocratizantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rodrigo,<br />
outra vez concordo com sua formulação dos problemas.<br />
Sobre o sentido de &#8220;radical&#8221;, usei no sentido comparativo, de vários níveis (o catracaço seria mais radical que a passeata, a greve mais radical que o catracaço, etc.); de fato o uso do termo se torna tão mais adequado quanto mais as ações vão à raiz do problema, ou seja, o controle da produção pela classe burguesa.<br />
Sobre o tema do Forum tal como vc formulou (que lembra o embate entre Mandel e Moreno sobre entrismo), veja, eu argumentei a favor da existência de um espaço tal como aquela plenária, o que não significa que defendi a entrada (e muito menos diluição) no Forum. Se o Forum atrapalha uma Plenária mais democrática e de base e desburocratizada, façamos-la por fora, sendo o Forum apenas mais um convidado. A Plenária é importante pra politizar os iniciantes e nivelar pra cima os debates centrais e questões ideológicas organizacionais etc em disputa, tal como a panfletagem e a experiência prática nas ruas. Toda essa conversa trate de uma contradição viva, por isso é forte seu argumento sobre o embate entre os grupos estar se formulando e resolvendo na própria experiência prática das formas organizativas, e tbm acho que a pressão por fora do Forum via multiplas organizações seja por hora a melhor opção, no sentido de que nos defende das tendências burocratizantes.</p>
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		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186948</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2014 14:36:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Pablo,

Acho que todos nós não temos certeza absoluta do que falamos, no entanto temos algumas convicções que precisam ser debatidas. Me parece que os atos mais importantes não podem ser classificados superficialmente como radicais (porque radical aqui pode significar uma ampla gama de coisas e isto impede a compreensão do processo real). Penso que devem sim ser entendidos como atos que tinham a intenção clara e bem definida de ao mesmo tempo dialogar com os sofrimentos cotidianos das pessoas comuns, mobilizá-las para a prática da ação direta e desobediência civil por meio do não pagamento da tarifa (portanto, subversão da ordem e disciplina desta sociedade), com isso pressionando o governo a ceder. Isto assusta os governantes, pois quando as mobilizações extrapolam os limites dos espaço de discussão dos militantes e se torna generalizado pela sociedade há a possibilidade real de construção de uma nova sociabilidade com uma potência difícil de controlar. Tanto é verdade que deu certo logo no início. (embora agora frente a desmobilização causada pelo ataque que foi o caso do cinegrafista morto o Estado tenha recuperado o seu espaço e já tenha autorizado novo aumento nas barcas e trens, mesmo depois de anteriormente ter anunciado o congelamento destas tarifas para este ano). 
Para fazer polêmica ainda com um certo sentido da radicalização, lembro ainda que nestes atos não houve um único embate físico com quem quer que seja, o que obviamente não fez destes atos menos radicais (no sentido de ir à raiz do problema). Obviamente não estou aqui defendendo que isto não deva acontecer (porque são outras situações que impõem a necessidade do embate), mas quero somente dizer que objetivos políticos diferentes colocam necessidades organizativas diferentes. O fórum é definitivamente é um espaço bastante satisfeito com o que faz e só se moveu para outro campo porque foi empurrado pelo contexto (o ineditismo e a ousadia de alguns). Eu entendo suas colocações, tanto sobre a potência que seria um número muito maior de pessoas envolvidas na organização destas ações, bem como o papel pedagógico que isto teria na cabeça de vários novos militantes. No entanto percebo que uma das vias de conseguir este objetivo passa pela crítica das formas de organização dos espaços (feita muitas vezes de forma prática pela eficiência mostrada por outras formas de se organizar) e o consequente o embate com forças bastante consolidadas (inclusive dentro do aparelho estatal), tornando a estratégia de embate direto bastante mais complicada, mas concordo que não menos necessário. O que fico pensando é se na situação atual a melhor forma de realizar isso seria a de se diluir no interior do fórum ou continuar tentando empurrá-lo por fora, cobrando deles compromisso com a luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pablo,</p>
<p>Acho que todos nós não temos certeza absoluta do que falamos, no entanto temos algumas convicções que precisam ser debatidas. Me parece que os atos mais importantes não podem ser classificados superficialmente como radicais (porque radical aqui pode significar uma ampla gama de coisas e isto impede a compreensão do processo real). Penso que devem sim ser entendidos como atos que tinham a intenção clara e bem definida de ao mesmo tempo dialogar com os sofrimentos cotidianos das pessoas comuns, mobilizá-las para a prática da ação direta e desobediência civil por meio do não pagamento da tarifa (portanto, subversão da ordem e disciplina desta sociedade), com isso pressionando o governo a ceder. Isto assusta os governantes, pois quando as mobilizações extrapolam os limites dos espaço de discussão dos militantes e se torna generalizado pela sociedade há a possibilidade real de construção de uma nova sociabilidade com uma potência difícil de controlar. Tanto é verdade que deu certo logo no início. (embora agora frente a desmobilização causada pelo ataque que foi o caso do cinegrafista morto o Estado tenha recuperado o seu espaço e já tenha autorizado novo aumento nas barcas e trens, mesmo depois de anteriormente ter anunciado o congelamento destas tarifas para este ano).<br />
Para fazer polêmica ainda com um certo sentido da radicalização, lembro ainda que nestes atos não houve um único embate físico com quem quer que seja, o que obviamente não fez destes atos menos radicais (no sentido de ir à raiz do problema). Obviamente não estou aqui defendendo que isto não deva acontecer (porque são outras situações que impõem a necessidade do embate), mas quero somente dizer que objetivos políticos diferentes colocam necessidades organizativas diferentes. O fórum é definitivamente é um espaço bastante satisfeito com o que faz e só se moveu para outro campo porque foi empurrado pelo contexto (o ineditismo e a ousadia de alguns). Eu entendo suas colocações, tanto sobre a potência que seria um número muito maior de pessoas envolvidas na organização destas ações, bem como o papel pedagógico que isto teria na cabeça de vários novos militantes. No entanto percebo que uma das vias de conseguir este objetivo passa pela crítica das formas de organização dos espaços (feita muitas vezes de forma prática pela eficiência mostrada por outras formas de se organizar) e o consequente o embate com forças bastante consolidadas (inclusive dentro do aparelho estatal), tornando a estratégia de embate direto bastante mais complicada, mas concordo que não menos necessário. O que fico pensando é se na situação atual a melhor forma de realizar isso seria a de se diluir no interior do fórum ou continuar tentando empurrá-lo por fora, cobrando deles compromisso com a luta.</p>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186782</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2014 00:07:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Rodrigo, concordo com teu comentário, mas mantenho (titubeante) a ressalva sobre a importância de um espaço unificado...
De fato acho que a &quot;criação de órgãos comuns&quot; ainda é um horizonte distante, mas ainda vejo uma Plenária como aquela dos 3 mil como um espaço importantíssimo que faz muita falta. Com todos os problemas que teve, aquele talvez tenha sido um dos momentos mais altos das lutas de junho. Melhor um espaço daquele, com seus problemas e contradições internas inevitáveis (que ao menos tinham, em tese, um lugar pra se expandir e serem enfrentadas conscientemente), do que essa manutenção de múltiplos espaços que na maioria dos casos não dialogam pra fora de si e, por isso, sequer formulam os problemas adequadamente, de um ponto de vista mais amplo. O fato de que às vezes tal forma pluricentral resultar em atos mais radicais não me parece ser um argumento incriticável, pq ao menos em tese tais atos poderiam ter ocorrido e ainda com mais força e articulação. A ordem impõe pautas regressivas pra gente: em vez do passe livre, mais uma vez a luta contra um aumento. Ficamos centrados na tarifa, concordo que seja o mais sensato, porém a radicalização da pauta, as formas do enfrentamento, tudo isso tem que ter um espaço unificado de debate onde possam ao menos ser formuladas algumas questões em disputa. Até porque essa articulação significa mais material humano e, por isso, mais força. O que parece é que os diversos grupos tem medo da disputa por hegemonia e preferem ficar cada um no seu canto seguro, de perguntas e respostas pré-formuladas e pré-respondidas. Isso às vezes têm seus prós, mas minha opinião é de que tem mais debilidades do que força. O espaço unificado onde seja possível o embate direto de diferentes organizações da esquerda me parece ser positivo tbm por conta da nova militância... não dá pra subestimar a força política (tbm simbólica) que um espaço como aquela plenária têm pra esse pessoal desorganizado e sem pretensões de se organizar nos órgãos disponíveis. O ponto negativo é que um espaço assim facilita o trabalho dos agentes da ordem, como de fato ocorreu na sequência daquela Plenária, quando a PM superprotegeu o trajeto tirado na Plenária e não seguido até o fim pelos Partidos (salvo MEPR e coletivo Vamos à luta, do Psol), Sindicatos e MS.
Em todo caso não disse nada de novo e nem eu mesmo estou seguro das minhas opiniões. Estou mais conversando com vocês, que debatendo. Esperemos pra ver as respostas que a classe vai formular nos próximos meses... Abraços camaradas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rodrigo, concordo com teu comentário, mas mantenho (titubeante) a ressalva sobre a importância de um espaço unificado&#8230;<br />
De fato acho que a &#8220;criação de órgãos comuns&#8221; ainda é um horizonte distante, mas ainda vejo uma Plenária como aquela dos 3 mil como um espaço importantíssimo que faz muita falta. Com todos os problemas que teve, aquele talvez tenha sido um dos momentos mais altos das lutas de junho. Melhor um espaço daquele, com seus problemas e contradições internas inevitáveis (que ao menos tinham, em tese, um lugar pra se expandir e serem enfrentadas conscientemente), do que essa manutenção de múltiplos espaços que na maioria dos casos não dialogam pra fora de si e, por isso, sequer formulam os problemas adequadamente, de um ponto de vista mais amplo. O fato de que às vezes tal forma pluricentral resultar em atos mais radicais não me parece ser um argumento incriticável, pq ao menos em tese tais atos poderiam ter ocorrido e ainda com mais força e articulação. A ordem impõe pautas regressivas pra gente: em vez do passe livre, mais uma vez a luta contra um aumento. Ficamos centrados na tarifa, concordo que seja o mais sensato, porém a radicalização da pauta, as formas do enfrentamento, tudo isso tem que ter um espaço unificado de debate onde possam ao menos ser formuladas algumas questões em disputa. Até porque essa articulação significa mais material humano e, por isso, mais força. O que parece é que os diversos grupos tem medo da disputa por hegemonia e preferem ficar cada um no seu canto seguro, de perguntas e respostas pré-formuladas e pré-respondidas. Isso às vezes têm seus prós, mas minha opinião é de que tem mais debilidades do que força. O espaço unificado onde seja possível o embate direto de diferentes organizações da esquerda me parece ser positivo tbm por conta da nova militância&#8230; não dá pra subestimar a força política (tbm simbólica) que um espaço como aquela plenária têm pra esse pessoal desorganizado e sem pretensões de se organizar nos órgãos disponíveis. O ponto negativo é que um espaço assim facilita o trabalho dos agentes da ordem, como de fato ocorreu na sequência daquela Plenária, quando a PM superprotegeu o trajeto tirado na Plenária e não seguido até o fim pelos Partidos (salvo MEPR e coletivo Vamos à luta, do Psol), Sindicatos e MS.<br />
Em todo caso não disse nada de novo e nem eu mesmo estou seguro das minhas opiniões. Estou mais conversando com vocês, que debatendo. Esperemos pra ver as respostas que a classe vai formular nos próximos meses&#8230; Abraços camaradas.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186773</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 22:53:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se a história estivesse condenada a repetir-se, não havia história e o mundo ficaria sempre na mesma. Por outro lado, todavia, as experiências passadas valem de alguma coisa, e ao ler a frase final do último comentário do Eduardo Tomazine — «a atual conjuntura tem suas brechas importantes que os deixam em uma situação desconfortável: a visibilidade global da Copa e as eleições» — de imediato me ocorreram à memória as Olimpíadas de 1968 no México e aquela repressão que ficou conhecida como &lt;em&gt;massacre de Tlatelolco&lt;/em&gt;. Quem não saiba do que se trata pode buscar no Google com esse nome. Meio milhão de pessoas na rua, «&lt;em&gt;No queremos olimpiadas, queremos revolución!&lt;/em&gt;», vários milhares de presos e algumas centenas de mortos. Isto quando o mundo tinha os olhos postos no país onde dez dias depois iriam começar os Jogos Olímpicos. O Brasil de 2014 não é o México de 1968, o mundo também não, mas à cautela não se fiem muito na «visibilidade global».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se a história estivesse condenada a repetir-se, não havia história e o mundo ficaria sempre na mesma. Por outro lado, todavia, as experiências passadas valem de alguma coisa, e ao ler a frase final do último comentário do Eduardo Tomazine — «a atual conjuntura tem suas brechas importantes que os deixam em uma situação desconfortável: a visibilidade global da Copa e as eleições» — de imediato me ocorreram à memória as Olimpíadas de 1968 no México e aquela repressão que ficou conhecida como <em>massacre de Tlatelolco</em>. Quem não saiba do que se trata pode buscar no Google com esse nome. Meio milhão de pessoas na rua, «<em>No queremos olimpiadas, queremos revolución!</em>», vários milhares de presos e algumas centenas de mortos. Isto quando o mundo tinha os olhos postos no país onde dez dias depois iriam começar os Jogos Olímpicos. O Brasil de 2014 não é o México de 1968, o mundo também não, mas à cautela não se fiem muito na «visibilidade global».</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Tomazine		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186771</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 22:33:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Pablo, desde o último ato aconteceu uma série de coisas, como plenárias abertas convocadas por alguns dos principais grupos políticos que estão nas ruas, principalmente aqueles  que foram descritos aqui como as &quot;frentes comuns de luta entre vários grupos, que adquiriram uma dinâmica própria&quot;, mas também entre um dos partidos diretamente atacados pela mídia corporativa. Essas plenárias abertas e bem divulgadas pelas redes sociais estavam bastante cheias, com novos integrantes e com uma militância mais mobilizada do que nunca e realizando um trabalho de base intenso, influenciando, inclusive, os rumos de diversas lutas classistas, como greves e paralisações, resistências a remoções, criação de novos coletivos em espaços da classe trabalhadora e por aí vai. Percebi que o discurso em ambos os espaços é de fortalecimento da solidariedade entre os setores e indivíduos perseguidos, de intensificação do trabalho de mobilização e propaganda e de desenvolvimento de táticas e expedientes de autopreservação. 

O que me deixou relativamente esperançoso é que estas movimentações estão de acordo com várias das propostas descritas no &quot;segundo cenário&quot; deste artigo. Cabe compreender, ademais, o significado da pesquisa de opinião divulgada recentemente pelo Datafolha (feita nos dias 13 e 14 de fevereiro - isto é, no calor da morte de Santiago), que mostra que 54% da população no Rio ainda apoia as manifestações, contra 40% que se opõe. Ora, se há um bom tempo as manifestações são compostas basicamente pelos grupos descritos aqui e os partidos de esquerda de oposição ao governo (que não foram completamente anulados), isso significa que, apesar de TUDO o que o Estado e a mídia corporativa têm feito para nos isolar, tal isolamento ainda não se deu e é perfeitamente possível ampliar o apoio popular  a partir de agora, com alguns dos passos que vejo que estão sendo dados. Amanhã há atos contra o aumento das passagens em Niterói e São Gonçalo (importantes cidades da metrópole, somando quase 2 milhões de habitantes), e na quinta há uma nova manifestação no Rio. Não creio que serão muito grandes, mas acho que poderão abrir o caminho para outros mais massificados. 

O carnaval já vem aí - e carnaval é povo na rua satirizando a ordem. No desse ano podemos esperar intensa propaganda em favor dos protestos. Logo em seguida, já começam os primeiros atos contra a Copa, que se somarão aos do aumento da passagem. Enfim, é verdade que dos capitalistas podemos esperar muitas manobras, mas a atual conjuntura tem suas brechas importantes que os deixam em uma situação desconfortável: a visibilidade global da Copa e as eleições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pablo, desde o último ato aconteceu uma série de coisas, como plenárias abertas convocadas por alguns dos principais grupos políticos que estão nas ruas, principalmente aqueles  que foram descritos aqui como as &#8220;frentes comuns de luta entre vários grupos, que adquiriram uma dinâmica própria&#8221;, mas também entre um dos partidos diretamente atacados pela mídia corporativa. Essas plenárias abertas e bem divulgadas pelas redes sociais estavam bastante cheias, com novos integrantes e com uma militância mais mobilizada do que nunca e realizando um trabalho de base intenso, influenciando, inclusive, os rumos de diversas lutas classistas, como greves e paralisações, resistências a remoções, criação de novos coletivos em espaços da classe trabalhadora e por aí vai. Percebi que o discurso em ambos os espaços é de fortalecimento da solidariedade entre os setores e indivíduos perseguidos, de intensificação do trabalho de mobilização e propaganda e de desenvolvimento de táticas e expedientes de autopreservação. </p>
<p>O que me deixou relativamente esperançoso é que estas movimentações estão de acordo com várias das propostas descritas no &#8220;segundo cenário&#8221; deste artigo. Cabe compreender, ademais, o significado da pesquisa de opinião divulgada recentemente pelo Datafolha (feita nos dias 13 e 14 de fevereiro &#8211; isto é, no calor da morte de Santiago), que mostra que 54% da população no Rio ainda apoia as manifestações, contra 40% que se opõe. Ora, se há um bom tempo as manifestações são compostas basicamente pelos grupos descritos aqui e os partidos de esquerda de oposição ao governo (que não foram completamente anulados), isso significa que, apesar de TUDO o que o Estado e a mídia corporativa têm feito para nos isolar, tal isolamento ainda não se deu e é perfeitamente possível ampliar o apoio popular  a partir de agora, com alguns dos passos que vejo que estão sendo dados. Amanhã há atos contra o aumento das passagens em Niterói e São Gonçalo (importantes cidades da metrópole, somando quase 2 milhões de habitantes), e na quinta há uma nova manifestação no Rio. Não creio que serão muito grandes, mas acho que poderão abrir o caminho para outros mais massificados. </p>
<p>O carnaval já vem aí &#8211; e carnaval é povo na rua satirizando a ordem. No desse ano podemos esperar intensa propaganda em favor dos protestos. Logo em seguida, já começam os primeiros atos contra a Copa, que se somarão aos do aumento da passagem. Enfim, é verdade que dos capitalistas podemos esperar muitas manobras, mas a atual conjuntura tem suas brechas importantes que os deixam em uma situação desconfortável: a visibilidade global da Copa e as eleições.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186768</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 22:18:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pablo,

Sua proposta se parece muito com o que vem sendo defendido no Rio pelo Fórum de Lutas e um problema concreto que se coloca aqui é o autismo político deste espaço. O Fórum se pretende um espaço de articulação de toda e qualquer luta, seguindo o centralismos democrático e por isso reiteradamente atacando toda e qualquer iniciativa que não esteja gravitando em sua órbita. No ano passado o fórum chegou a ter 3.000 pessoas em uma de suas plenárias, mas por conta do burocratismo inconsequente das organizações que o hegemonizam (plenárias absurdas, com disputas sobre coordenação de pautas e mesa típicas do movimento estudantil) a iniciativa rachou e deixou uma impressão muito negativa nos setores não afinados com estas práticas. Como consequência deste processo é que se formaram as várias assembleias populares, como a Assembleia do Largo (e suas congêneres), a FIP e pode-se dizer mesmo que o próprio MPL do Rio. Por isso me parece seguro afirmar que estas e outras organizações, que de certa forma se estruturaram em oposição ao fórum, é que deram esse gás todo que podemos ver de junho até aqui. O Fórum gosta disto, levar bandeirinhas e fazer algo similar a um desfile cívico. No entanto mesmo considerando isto é de se destacar, como você já fez, a importância deste ato na semana passada. 
Mas por exemplo, se o MPL tivesse se fundido ao fórum desde o começo desta jornada de lutas contra o aumento é muito provável que nem mesmo tivesse acontecido o catracasso do dia 28 de fevereiro (ato que rebocou o fórum ao catracasso do dia 30) que colaboraram decisivamente para o congelamento das tarifas de metrô, trens e barcas. 
Concordo que é indispensável uma ação coordenada das várias organizações para barrarem os ataques vindos à direita, no entanto esta colaboração dificilmente se dará em termos de criação de órgãos comuns, ainda mais quando o fórum e outras organizações insistem em se diluírem em uma miríade de pautas, enquanto parece que a estratégia mais adequada deveria ser a de manter o foco em barrar o aumento (para conquistar ainda mais setores populares para a causa) ao mesmo tempo em que vão se defendendo dos ataques vindos do poder. O amplo apelo popular e a urgência da pauta teriam a capacidade de fazer com que as diferenças fossem superadas em prol de uma unidade prática contra um contexto que ataca, mesmo que de forma desigual, a todos os que estão nas ruas. No entanto o Império contra ataca e as perspectivas para o próximo ato já não são tão lisonjeiras: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/02/17/governo-do-rio-autoriza-reajuste-de-passagem-das-barcas-para-r-480.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo,</p>
<p>Sua proposta se parece muito com o que vem sendo defendido no Rio pelo Fórum de Lutas e um problema concreto que se coloca aqui é o autismo político deste espaço. O Fórum se pretende um espaço de articulação de toda e qualquer luta, seguindo o centralismos democrático e por isso reiteradamente atacando toda e qualquer iniciativa que não esteja gravitando em sua órbita. No ano passado o fórum chegou a ter 3.000 pessoas em uma de suas plenárias, mas por conta do burocratismo inconsequente das organizações que o hegemonizam (plenárias absurdas, com disputas sobre coordenação de pautas e mesa típicas do movimento estudantil) a iniciativa rachou e deixou uma impressão muito negativa nos setores não afinados com estas práticas. Como consequência deste processo é que se formaram as várias assembleias populares, como a Assembleia do Largo (e suas congêneres), a FIP e pode-se dizer mesmo que o próprio MPL do Rio. Por isso me parece seguro afirmar que estas e outras organizações, que de certa forma se estruturaram em oposição ao fórum, é que deram esse gás todo que podemos ver de junho até aqui. O Fórum gosta disto, levar bandeirinhas e fazer algo similar a um desfile cívico. No entanto mesmo considerando isto é de se destacar, como você já fez, a importância deste ato na semana passada.<br />
Mas por exemplo, se o MPL tivesse se fundido ao fórum desde o começo desta jornada de lutas contra o aumento é muito provável que nem mesmo tivesse acontecido o catracasso do dia 28 de fevereiro (ato que rebocou o fórum ao catracasso do dia 30) que colaboraram decisivamente para o congelamento das tarifas de metrô, trens e barcas.<br />
Concordo que é indispensável uma ação coordenada das várias organizações para barrarem os ataques vindos à direita, no entanto esta colaboração dificilmente se dará em termos de criação de órgãos comuns, ainda mais quando o fórum e outras organizações insistem em se diluírem em uma miríade de pautas, enquanto parece que a estratégia mais adequada deveria ser a de manter o foco em barrar o aumento (para conquistar ainda mais setores populares para a causa) ao mesmo tempo em que vão se defendendo dos ataques vindos do poder. O amplo apelo popular e a urgência da pauta teriam a capacidade de fazer com que as diferenças fossem superadas em prol de uma unidade prática contra um contexto que ataca, mesmo que de forma desigual, a todos os que estão nas ruas. No entanto o Império contra ataca e as perspectivas para o próximo ato já não são tão lisonjeiras: <a href="http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/02/17/governo-do-rio-autoriza-reajuste-de-passagem-das-barcas-para-r-480.htm" rel="nofollow ugc">http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/02/17/governo-do-rio-autoriza-reajuste-de-passagem-das-barcas-para-r-480.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186749</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 19:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente balanço. O PassaPalavra tem produzido as análises mais lúcidas.
Não tenho o otimismo do Eduardo Tomazine, embora seja inegável que a luta esteja ainda em bons patamares por aqui no RJ. O último ato tinha uma moçada das quebradas, gente pobre de short e havaianas, mas pelo q conversei e vi suspeito que a intenção dessa moçada era apenas a chance de &quot;descontar&quot; na PM algum ódio acumulado. Nada de mais profundo e politizado. A maioria das pessoas do Ato era gente de Partido ou alguma outra organização (a maioria estudantes, professores), e ainda diria que uns 20% era de trabalhadores animados com a luta ou que passavam e se somaram à passeata. O problema mais sério, talvez, esteja aí: foi uma passeata, escoltada repressivamente por cordões policiais. No contexto de criminalização, foi uma puta vitória pra gente, mas tem sido &quot;passeata&quot; já tem um tempo (embora passeata com confronto ao fim). Não houve na concentração qualquer tipo de conversa que tentasse aglutinar minimamente os grupos, discutir as questões. Tudo era feito em duplas ou no máximo roda de 6 pessoas. Mesmo entre partidos que caminharam lado a lado havia nítida cisão, como se a união de toda aquela gente fosse por um &quot;inimigo em comum, que torna meu inimigo, amigo&quot;, e não pelo que é: &quot;mesma classe com mesmos interesses históricos e políticos de classe&quot;. Claro que não esperava todos de mãos dadas, mas me parece que o patamar de união mínimo está num nível muito baixo, tudo muito no &quot;implícito&quot;. Chegam e encontram-se grupos de amigos, que fazem uma roda e não conversam com mais ninguém. As exceções só confirmam a regra. Segue-se o Ato assim, uma soma de micronúcleos não-comunicantes, que só se tornam um nos gritos de guerra. Antes do Ato as organizações conversam dentro de si, mas já passou da hora dessa conversa se expandir pra Assembléias maiores e unificadas, como chegamos a fazer ano passado. Os BBs tem uma importância fundamental nos Atos, não só pela tática que nos defende, mas pela composição social deles - gente da quebrada que interessa-nos que estejam cada vez mais politizados - e nessa onda de criminalização as demais organizações estão todas tirando o corpo fora, como medo da ilegalidade. A preocupação com eleições tbm é outra face da tragédia da forma-partido. Chegou a hora de confiarem mais na força das ruas, poxa. Não é recuando e compondo apenas entre si que as organizações da classe vão se defender melhor. Pelo contrário. Enfim, queria muito ter o otimismo do Eduardo Tomazine, e até acho que o último ato já mostra que junho deixou um legado de cultura de luta, pois o contexto é regressivo e mesmo assim um ótimo número de gente animada e sem medo saiu às ruas. Entretanto, pra avançarmos pra além dessa coragem falta organização e meios de fazer avançar a organização. Senão daqui a pouco as passeatas não terão ninguém de preto e clamando contra o capital e sim bandeiras com algum número estampado, como se não bastasse os ensinamentos da social-democracia alemã, do eurocomunismo, do petismo... (sobre &quot;chegar ao poder&quot; pela &quot;via eleitoral&quot;).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente balanço. O PassaPalavra tem produzido as análises mais lúcidas.<br />
Não tenho o otimismo do Eduardo Tomazine, embora seja inegável que a luta esteja ainda em bons patamares por aqui no RJ. O último ato tinha uma moçada das quebradas, gente pobre de short e havaianas, mas pelo q conversei e vi suspeito que a intenção dessa moçada era apenas a chance de &#8220;descontar&#8221; na PM algum ódio acumulado. Nada de mais profundo e politizado. A maioria das pessoas do Ato era gente de Partido ou alguma outra organização (a maioria estudantes, professores), e ainda diria que uns 20% era de trabalhadores animados com a luta ou que passavam e se somaram à passeata. O problema mais sério, talvez, esteja aí: foi uma passeata, escoltada repressivamente por cordões policiais. No contexto de criminalização, foi uma puta vitória pra gente, mas tem sido &#8220;passeata&#8221; já tem um tempo (embora passeata com confronto ao fim). Não houve na concentração qualquer tipo de conversa que tentasse aglutinar minimamente os grupos, discutir as questões. Tudo era feito em duplas ou no máximo roda de 6 pessoas. Mesmo entre partidos que caminharam lado a lado havia nítida cisão, como se a união de toda aquela gente fosse por um &#8220;inimigo em comum, que torna meu inimigo, amigo&#8221;, e não pelo que é: &#8220;mesma classe com mesmos interesses históricos e políticos de classe&#8221;. Claro que não esperava todos de mãos dadas, mas me parece que o patamar de união mínimo está num nível muito baixo, tudo muito no &#8220;implícito&#8221;. Chegam e encontram-se grupos de amigos, que fazem uma roda e não conversam com mais ninguém. As exceções só confirmam a regra. Segue-se o Ato assim, uma soma de micronúcleos não-comunicantes, que só se tornam um nos gritos de guerra. Antes do Ato as organizações conversam dentro de si, mas já passou da hora dessa conversa se expandir pra Assembléias maiores e unificadas, como chegamos a fazer ano passado. Os BBs tem uma importância fundamental nos Atos, não só pela tática que nos defende, mas pela composição social deles &#8211; gente da quebrada que interessa-nos que estejam cada vez mais politizados &#8211; e nessa onda de criminalização as demais organizações estão todas tirando o corpo fora, como medo da ilegalidade. A preocupação com eleições tbm é outra face da tragédia da forma-partido. Chegou a hora de confiarem mais na força das ruas, poxa. Não é recuando e compondo apenas entre si que as organizações da classe vão se defender melhor. Pelo contrário. Enfim, queria muito ter o otimismo do Eduardo Tomazine, e até acho que o último ato já mostra que junho deixou um legado de cultura de luta, pois o contexto é regressivo e mesmo assim um ótimo número de gente animada e sem medo saiu às ruas. Entretanto, pra avançarmos pra além dessa coragem falta organização e meios de fazer avançar a organização. Senão daqui a pouco as passeatas não terão ninguém de preto e clamando contra o capital e sim bandeiras com algum número estampado, como se não bastasse os ensinamentos da social-democracia alemã, do eurocomunismo, do petismo&#8230; (sobre &#8220;chegar ao poder&#8221; pela &#8220;via eleitoral&#8221;).</p>
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		<title>
		Por: Eduardo Tomazine		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/91972/#comment-186574</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 04:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado pelo artigo, camaradas. Ele chega em uma hora decisiva e será de grande valia na busca de soluções para a sinuca em que nos encontramos. 

Acompanhando as movimentações das forças políticas que estão nas ruas desde junho, ao menos aqui no Rio de Janeiro, acredito ser possível que o segundo cenário se concretize (mesmo que em parte) e que consigamos romper o isolamento social e político e fortalecer a cultura de classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelo artigo, camaradas. Ele chega em uma hora decisiva e será de grande valia na busca de soluções para a sinuca em que nos encontramos. </p>
<p>Acompanhando as movimentações das forças políticas que estão nas ruas desde junho, ao menos aqui no Rio de Janeiro, acredito ser possível que o segundo cenário se concretize (mesmo que em parte) e que consigamos romper o isolamento social e político e fortalecer a cultura de classe.</p>
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