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	Comentários sobre: Será possível melhorar o capitalismo introduzindo-lhe medidas anticapitalistas?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92149/#comment-187844</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2014 12:40:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[1) onde é que insultei? Chamei nomes a alguém?

2) então porque vocês escrevem textos em que praticamente só falam na soberania, na pátria, no interesse nacional? E mesmo quando falam da classe trabalhadora abordam-na unicamente como parte da nação (comunidade que agrega exploradores e explorados) e não como antagónica a essa instituição inicialmente criada pelos dominantes? Quando a nação se torna a única forma de imaginar a compreensão política...

3) no seu lugar preocupava-me com o facto de um dos gurus da saída do euro defender explicitamente uma aliança política com a extrema-direita (http://resistir.info/europa/sapir_29jan14_parte_2.html) de Marine Le Pen. Com a agravante de o site que publicou a tradução não ter colocado nenhuma observação crítica a esse respeito, o que me parece um silêncio muito significativo.

4) interessante como vocês só sabem despachar a discussão com chavões &quot;que conclusão mais absurda&quot; ou &quot;não me consta&quot;. Não lhe vi nenhum argumento. E quando usam é apenas o argumento da soberania, visto que os pseudo-argumentos económicos dos nacionalistas nunca abordam as críticas que lhes são feitas. Se se preocupassem com o facto de alguns andarem a pensar fazer alianças com sectores da extrema-direita já não seria mau de todo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1) onde é que insultei? Chamei nomes a alguém?</p>
<p>2) então porque vocês escrevem textos em que praticamente só falam na soberania, na pátria, no interesse nacional? E mesmo quando falam da classe trabalhadora abordam-na unicamente como parte da nação (comunidade que agrega exploradores e explorados) e não como antagónica a essa instituição inicialmente criada pelos dominantes? Quando a nação se torna a única forma de imaginar a compreensão política&#8230;</p>
<p>3) no seu lugar preocupava-me com o facto de um dos gurus da saída do euro defender explicitamente uma aliança política com a extrema-direita (<a href="http://resistir.info/europa/sapir_29jan14_parte_2.html" rel="nofollow ugc">http://resistir.info/europa/sapir_29jan14_parte_2.html</a>) de Marine Le Pen. Com a agravante de o site que publicou a tradução não ter colocado nenhuma observação crítica a esse respeito, o que me parece um silêncio muito significativo.</p>
<p>4) interessante como vocês só sabem despachar a discussão com chavões &#8220;que conclusão mais absurda&#8221; ou &#8220;não me consta&#8221;. Não lhe vi nenhum argumento. E quando usam é apenas o argumento da soberania, visto que os pseudo-argumentos económicos dos nacionalistas nunca abordam as críticas que lhes são feitas. Se se preocupassem com o facto de alguns andarem a pensar fazer alianças com sectores da extrema-direita já não seria mau de todo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Mário Reis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92149/#comment-187656</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2014 18:45:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que conclusão mais absurda JVA. A parte do insulto que era de todo evitável, mas lá saberá por que a ele recorrer, eu conheço a situação portuguesa e não me consta que os que se interrogam sobre o euro se resuma ao enquadramento que lhe está a dar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que conclusão mais absurda JVA. A parte do insulto que era de todo evitável, mas lá saberá por que a ele recorrer, eu conheço a situação portuguesa e não me consta que os que se interrogam sobre o euro se resuma ao enquadramento que lhe está a dar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92149/#comment-187594</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2014 13:05:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92149#comment-187594</guid>

					<description><![CDATA[Para o leitor menos familiarizado com a situação portuguesa e europeia sugiro que leia a homilia semanal no jornal i de um intelectual leninista português: http://www.ionline.pt/iopiniao/eurocracia. Esta semana, como quase sempre, a análise desse portento de sagacidade analítica consegue criticar a zona euro enquanto zona e não enquanto euro. Isto é, consegue ignorar totalmente os mecanismos económicos das economias capitalistas e transformá-los em decorrências geopolíticas. Como disse no meu comentário anterior, «tornam geopolítico e nacional o que é especificamente capitalista e social».

Ora aqui está um exemplo muito ilustrativo do processo de nacionalização da análise política na esquerda portuguesa. Um texto que consegue dar a pensar que critica as políticas capitalistas de Bruxelas e Frankfurt quando, afinal, acentua unicamente a transferência de riqueza a partir de um país sobre outro. Ou como diz o autor, «a capitulação do país perante uma instituição supranacional». «Tutela», «capitulação», «especulação financeira global», «transferência de soberania», tudo expressões em nada coincidentes com uma abordagem classista da realidade. Tudo se passa como se apenas existissem Estados, nações e ingerências externas. Aliás, o texto consegue falar das políticas nocivas para o país e nunca mencionar sequer os trabalhadores ou a sua perda de direitos, salários e empregos. A esquerda anda a alimentar o caldo de discussão política exclusivamente em torno da nação. Não é preciso ser-se dotado de poderes sobrenaturais para ver os perigos que estas abordagens comportam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o leitor menos familiarizado com a situação portuguesa e europeia sugiro que leia a homilia semanal no jornal i de um intelectual leninista português: <a href="http://www.ionline.pt/iopiniao/eurocracia" rel="nofollow ugc">http://www.ionline.pt/iopiniao/eurocracia</a>. Esta semana, como quase sempre, a análise desse portento de sagacidade analítica consegue criticar a zona euro enquanto zona e não enquanto euro. Isto é, consegue ignorar totalmente os mecanismos económicos das economias capitalistas e transformá-los em decorrências geopolíticas. Como disse no meu comentário anterior, «tornam geopolítico e nacional o que é especificamente capitalista e social».</p>
<p>Ora aqui está um exemplo muito ilustrativo do processo de nacionalização da análise política na esquerda portuguesa. Um texto que consegue dar a pensar que critica as políticas capitalistas de Bruxelas e Frankfurt quando, afinal, acentua unicamente a transferência de riqueza a partir de um país sobre outro. Ou como diz o autor, «a capitulação do país perante uma instituição supranacional». «Tutela», «capitulação», «especulação financeira global», «transferência de soberania», tudo expressões em nada coincidentes com uma abordagem classista da realidade. Tudo se passa como se apenas existissem Estados, nações e ingerências externas. Aliás, o texto consegue falar das políticas nocivas para o país e nunca mencionar sequer os trabalhadores ou a sua perda de direitos, salários e empregos. A esquerda anda a alimentar o caldo de discussão política exclusivamente em torno da nação. Não é preciso ser-se dotado de poderes sobrenaturais para ver os perigos que estas abordagens comportam.</p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92149/#comment-187471</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2014 01:15:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92149#comment-187471</guid>

					<description><![CDATA[O que me espanta nos defensores da saída do euro é o unilateralismo do seu pensamento. Focando apenas a questão cambial, esquecem outros factores muito mais decisivos como o caso da estrutura produtiva. Além disso, quanto mais insistem na treta da ingerência externa mais isso serve para desculpabilizar vastos sectores de capitalistas portugueses mais arcaicos e que sempre se notabilizaram por praticar a chamada austeridade ao longo das últimas décadas (não pagamento da segurança social, fuga aos impostos, enorme disparidade salarial entre homens e mulheres, horários de trabalho extensos e acima da lei, corte no tempo de idas à casa de banho dos seus funcionários, meter ao bolso fundos europeus para qualificação e formação de trabalhadores, política de salários baixos, ausência de modernização tecnológica, etc). Focar a crise económica em Portugal nas teses da ingerência externa e do ataque à soberania nacional corresponde a uma fusão de demagogia populista com uma grande dose de concordância com as políticas da mais-valia absoluta protagonizadas por uma parte significativa dos capitalistas portugueses. E depois ainda vem essa esquerda cheia de autoridade considerar que tem algum tipo de proposta alternativa... A não ser que se estejam a referir a um capitalismo alternativo à mais-valia relativa, então não sei que alternativa é que possam conceber.

Em paralelo, importa frisar que uma saída do euro levaria os grandes capitalistas a colocar os seus investimentos noutra parte do mundo e apenas sobraria uma classe trabalhadora depauperada e politicamente exausta para ser sobre-explorada por capitalistas da mais-valia absoluta. Evidentemente, tudo isto é agravado pelo facto, sublinho de importância nevrálgica, de praticamente não existirem lutas autónomas no continente europeu. Até a CGTP que conseguiu colocar 200 mil pessoas nas suas acções de protesto em 2012 não consegue hoje mais do que 20 ou 30 mil pessoas como as duas últimas acções deles demonstraram. Descontando o nacionalismo destas propostas, como é possível alguém à esquerda achar que é possível concretizar um programa político com uma classe trabalhadora desorganizada? Como alguém me disse aí há uns tempos, apetece perguntar: de derrota em derrota rumo à vitória?

Por outro lado, os meninos que se dedicam a vomitar contra a Alemanha e a Europa também estão a omitir o papel dos grandes capitalistas europeus, na medida em que tornam geopolítico e nacional o que é especificamente capitalista e social.

E aqui o papel do seu nacionalismo é pernicioso porque os trabalhadores e activistas que ainda se vão revoltando contra as injustiças estão a ser formados numa visão que não visa a solidariedade transfronteiriça entre os trabalhadores. Até nisto mete impressão o nacionalismo que certa esquerda gosta de fomentar. Andam sempre a falar nos &quot;portugueses&quot; e no &quot;país&quot; que é destruído e arrasado. Pois, e as dezenas de milhares de trabalhadores imigrantes andam felizes é? Nos últimos três anos muita gente à esquerda redescobriu o caminho para a mãe-pátria, que estaria em perigo. Os trabalhadores perderam o emprego, mas os &quot;portugueses&quot;, essa estranha comunidade de diferentes classes agregadas numa ideologia una, foram promovidos ao escalão mais elevado da linguagem política. Não foram apenas os trabalhadores portugueses que, como dizem os brasileiros, levaram sumiço.  Também os trabalhadores imigrantes ficaram ainda mais invisíveis nos discursos. É pelo seio desta invisibilidade que um dia destes que alguém se vai lembrar de atacar os cerca de 400 a 500 mil estrangeiros a viver em Portugal. Quando só se fala no &quot;país&quot;, nos &quot;portugueses&quot;, na soberania perdida ou em &quot;comunidades de destino&quot;, crescem exponencialmente os perigos de slogans de &quot;devolver Portugal aos portugueses&quot;. Se só existe Portugal, se não existem mais classes nos discursos políticos, a que é que as pessoas se podem &quot;agarrar&quot; para se moverem numa realidade que lhes escapa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que me espanta nos defensores da saída do euro é o unilateralismo do seu pensamento. Focando apenas a questão cambial, esquecem outros factores muito mais decisivos como o caso da estrutura produtiva. Além disso, quanto mais insistem na treta da ingerência externa mais isso serve para desculpabilizar vastos sectores de capitalistas portugueses mais arcaicos e que sempre se notabilizaram por praticar a chamada austeridade ao longo das últimas décadas (não pagamento da segurança social, fuga aos impostos, enorme disparidade salarial entre homens e mulheres, horários de trabalho extensos e acima da lei, corte no tempo de idas à casa de banho dos seus funcionários, meter ao bolso fundos europeus para qualificação e formação de trabalhadores, política de salários baixos, ausência de modernização tecnológica, etc). Focar a crise económica em Portugal nas teses da ingerência externa e do ataque à soberania nacional corresponde a uma fusão de demagogia populista com uma grande dose de concordância com as políticas da mais-valia absoluta protagonizadas por uma parte significativa dos capitalistas portugueses. E depois ainda vem essa esquerda cheia de autoridade considerar que tem algum tipo de proposta alternativa&#8230; A não ser que se estejam a referir a um capitalismo alternativo à mais-valia relativa, então não sei que alternativa é que possam conceber.</p>
<p>Em paralelo, importa frisar que uma saída do euro levaria os grandes capitalistas a colocar os seus investimentos noutra parte do mundo e apenas sobraria uma classe trabalhadora depauperada e politicamente exausta para ser sobre-explorada por capitalistas da mais-valia absoluta. Evidentemente, tudo isto é agravado pelo facto, sublinho de importância nevrálgica, de praticamente não existirem lutas autónomas no continente europeu. Até a CGTP que conseguiu colocar 200 mil pessoas nas suas acções de protesto em 2012 não consegue hoje mais do que 20 ou 30 mil pessoas como as duas últimas acções deles demonstraram. Descontando o nacionalismo destas propostas, como é possível alguém à esquerda achar que é possível concretizar um programa político com uma classe trabalhadora desorganizada? Como alguém me disse aí há uns tempos, apetece perguntar: de derrota em derrota rumo à vitória?</p>
<p>Por outro lado, os meninos que se dedicam a vomitar contra a Alemanha e a Europa também estão a omitir o papel dos grandes capitalistas europeus, na medida em que tornam geopolítico e nacional o que é especificamente capitalista e social.</p>
<p>E aqui o papel do seu nacionalismo é pernicioso porque os trabalhadores e activistas que ainda se vão revoltando contra as injustiças estão a ser formados numa visão que não visa a solidariedade transfronteiriça entre os trabalhadores. Até nisto mete impressão o nacionalismo que certa esquerda gosta de fomentar. Andam sempre a falar nos &#8220;portugueses&#8221; e no &#8220;país&#8221; que é destruído e arrasado. Pois, e as dezenas de milhares de trabalhadores imigrantes andam felizes é? Nos últimos três anos muita gente à esquerda redescobriu o caminho para a mãe-pátria, que estaria em perigo. Os trabalhadores perderam o emprego, mas os &#8220;portugueses&#8221;, essa estranha comunidade de diferentes classes agregadas numa ideologia una, foram promovidos ao escalão mais elevado da linguagem política. Não foram apenas os trabalhadores portugueses que, como dizem os brasileiros, levaram sumiço.  Também os trabalhadores imigrantes ficaram ainda mais invisíveis nos discursos. É pelo seio desta invisibilidade que um dia destes que alguém se vai lembrar de atacar os cerca de 400 a 500 mil estrangeiros a viver em Portugal. Quando só se fala no &#8220;país&#8221;, nos &#8220;portugueses&#8221;, na soberania perdida ou em &#8220;comunidades de destino&#8221;, crescem exponencialmente os perigos de slogans de &#8220;devolver Portugal aos portugueses&#8221;. Se só existe Portugal, se não existem mais classes nos discursos políticos, a que é que as pessoas se podem &#8220;agarrar&#8221; para se moverem numa realidade que lhes escapa?</p>
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		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92149/#comment-187449</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2014 22:50:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ou, a miséria sem socialismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou, a miséria sem socialismo.</p>
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