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	Comentários sobre: Causas próximas do contexto ucraniano	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92280/#comment-192020</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2014 12:10:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Penso que certa esquerda europeia e portuguesa presta demasiada atenção ao que ocorre sistematicamente nestas situações políticas: as acções da CIA, dos serviços secretos e do exército russos, etc. Isso é mais do mesmo e é
óbvio que não seria de esperar outra coisa.

O problemático na situação ucraniana é realmente a questão da extrema-direita. Para já os fascistas têm sido joguetes nas mãos de sectores das classes dominantes. Mas isso não os impede de se poderem autonomizar no futuro.
Repare-se que até agora eles têm estado controlados. Por exemplo, na Grécia, a Aurora Dourada andou a distribuir porrada, meter medo a imigrantes, etc. Contudo, chegou uma altura que os tecnocratas viram que os cabeças rapadas andavam a crescer demasiado e toca a metê-los na ordem.
A actual inexistência de manifestações em Kiev aparenta um fenómeno parecido mas com dois dados distintos. Por um lado, há gente do Svoboda no novo governo. Por outro lado, eles não pararam as  manifestações porque foram reprimidos, mas porque deverão estar a cumprir ordens para baixar as hostilidades. Até quando?

O meu maior receio é que eles eventualmente catapultem a insatisfação existente, transformando as dificuldades que as pessoas sentem no seu dia-a-dia de um país quase falido num ódio irracional nacionalista. Se a &quot;nação em cólera&quot; se voltar a manifestar e crescer, a possibilidade da extrema-direita se autonomizar surge como um dado equacionável. Nessa altura, os tecnocratas irão a reboque. E as cabeças dos trabalhadores serão os carris por onde rolarão os comboios delirantes do irracionalismo.

Para terminar. Este site tem debatido e bem os processos de construção de uma rede institucional e de temas que recubrem os eixos estruturais do fascismo (vd. artigos do Sternhell).
Ora, na Ucrânia o próprio facto de existirem fascistas com influência num processo de derrube de um governo pró-russo demonstra um dado preocupante.
Apesar de eles ainda não estarem autonomizados (bastou chegar a Timochenko para que eles não prosseguissem), o facto deles terem chegado ao ponto que descrevi na frase anterior já representa um dado inimaginável para o avanço da extrema-direita. Numa Europa que está a dois meses de realizar
eleições para o Parlamento Europeu e em que toda a extrema-direita e grande parte da esquerda se vão bater contra o euro, numa Europa que vê situações como a da Suiça, e numa Europa em que não existem lutas autónomas da classe trabalhadora, parece-me óbvio que se a situação económica piorasse, o nacionalismo, à esquerda e à direita, teria hoje melhores condições políticas e ideológicas para avançar. Porém, este é acima de tudo um risco potencial, já que aparentemente os processos de integração europeia irão
prosseguir. Paradoxalmente, e provavelmente por muitos anos, ao mesmo tempo que avançar o processo económico de integração económica o nacionalismo terá guarida política e ideológica à esquerda e à direita. Continuando portanto a germinar e a expandir conexões aparentemente improváveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que certa esquerda europeia e portuguesa presta demasiada atenção ao que ocorre sistematicamente nestas situações políticas: as acções da CIA, dos serviços secretos e do exército russos, etc. Isso é mais do mesmo e é<br />
óbvio que não seria de esperar outra coisa.</p>
<p>O problemático na situação ucraniana é realmente a questão da extrema-direita. Para já os fascistas têm sido joguetes nas mãos de sectores das classes dominantes. Mas isso não os impede de se poderem autonomizar no futuro.<br />
Repare-se que até agora eles têm estado controlados. Por exemplo, na Grécia, a Aurora Dourada andou a distribuir porrada, meter medo a imigrantes, etc. Contudo, chegou uma altura que os tecnocratas viram que os cabeças rapadas andavam a crescer demasiado e toca a metê-los na ordem.<br />
A actual inexistência de manifestações em Kiev aparenta um fenómeno parecido mas com dois dados distintos. Por um lado, há gente do Svoboda no novo governo. Por outro lado, eles não pararam as  manifestações porque foram reprimidos, mas porque deverão estar a cumprir ordens para baixar as hostilidades. Até quando?</p>
<p>O meu maior receio é que eles eventualmente catapultem a insatisfação existente, transformando as dificuldades que as pessoas sentem no seu dia-a-dia de um país quase falido num ódio irracional nacionalista. Se a &#8220;nação em cólera&#8221; se voltar a manifestar e crescer, a possibilidade da extrema-direita se autonomizar surge como um dado equacionável. Nessa altura, os tecnocratas irão a reboque. E as cabeças dos trabalhadores serão os carris por onde rolarão os comboios delirantes do irracionalismo.</p>
<p>Para terminar. Este site tem debatido e bem os processos de construção de uma rede institucional e de temas que recubrem os eixos estruturais do fascismo (vd. artigos do Sternhell).<br />
Ora, na Ucrânia o próprio facto de existirem fascistas com influência num processo de derrube de um governo pró-russo demonstra um dado preocupante.<br />
Apesar de eles ainda não estarem autonomizados (bastou chegar a Timochenko para que eles não prosseguissem), o facto deles terem chegado ao ponto que descrevi na frase anterior já representa um dado inimaginável para o avanço da extrema-direita. Numa Europa que está a dois meses de realizar<br />
eleições para o Parlamento Europeu e em que toda a extrema-direita e grande parte da esquerda se vão bater contra o euro, numa Europa que vê situações como a da Suiça, e numa Europa em que não existem lutas autónomas da classe trabalhadora, parece-me óbvio que se a situação económica piorasse, o nacionalismo, à esquerda e à direita, teria hoje melhores condições políticas e ideológicas para avançar. Porém, este é acima de tudo um risco potencial, já que aparentemente os processos de integração europeia irão<br />
prosseguir. Paradoxalmente, e provavelmente por muitos anos, ao mesmo tempo que avançar o processo económico de integração económica o nacionalismo terá guarida política e ideológica à esquerda e à direita. Continuando portanto a germinar e a expandir conexões aparentemente improváveis.</p>
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		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92280/#comment-191134</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2014 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Abaixo, uma declaração emitida por vários comunistas internacionalistas e anarquistas da Rússia, Ucrânia e de outros lugares, sobre a possibilidade de guerra na Ucrânia, rejeitando o nacionalismo e afirmando que o proletariado deve lutar por seus próprios interesses:

http://www.aitrus.info/node/3616

&quot;Nem uma única gota de sangue pela “nação”!

A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se num conflito armado internacional. O capitalismo russo pretende utilizar a recomposição do poder no Estado Ucraniano de maneira a satisfazer as suas aspirações imperiais e expansionistas de longa data sobre a Crimeia e o leste da Ucrânia, onde detém fortes interesses económicos, financeiros e políticos.

Prevendo a próxima crise económica iminente, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos problemas socio-económicos da classe trabalhadora que estão em crescimento: salários e pensões de miséria, o desmantelamento dos serviços de saúde existentes, a educação e outros sectores da área social. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil concluir a construção de um Estado autoritário e corporativo assente em valores conservadores reaccionários e em políticas repressivas.

Na Ucrânia, a crise económica e política aguda levou ao acentuar do confronto entre “velhos” e “novos” clãs oligárquicos e os primeiros utilizaram mesmo formações ultra-direitistas e ultra-nacionalistas para provocarem um golpe de Estado em Kiev. A elite política da Crimeia e do Leste da Ucrânia não tenciona partilhar o seu poder e os seus bens com os próximos dirigentes de Kiev e para isso julgam contar com a ajuda do governo russo. Ambos os lados recorreram a uma crescente histeria nacionalista, respectivamente ucraniana e russa. Tem havido confrontos armados e sangue derramado. As potências ocidentais têm os seus próprios interesses e aspirações e a sua intervenção no conflito poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial.

A guerra entre chefes de grupo faz, como tem sido hábito, que lutemos entre nós, pessoas comuns – trabalhadores assalariados, desempregados, estudantes, aposentados…-,  pelos seus interesses. Embebedam-nos com a droga nacionalista, põem-nos uns contra os outros, fazendo-nos esquecer as nossas reais necessidades e os nossos interesses: não temos nada que nos preocupar com as suas “nações” quando temos problemas mais importantes e urgentes – como acabar com o sistema que eles encontraram para nos escravizar e nos oprimir.

Não vamos cair na embriaguez nacionalista. Que vão para o inferno com os seus Estados e as suas nações, as suas bandeiras e as suas sedes! Esta guerra não é nossa e nós não devemos cair nela, pagando com o nosso sangue os seus palácios, as suas contas bancárias e o prazer de se sentarem nas fofas cadeiras do poder. E se os chefes em Moscovo, Kiev, Lviv, Kharkov, Donetsk e Simferopol começarem esta guerra o nosso dever é resistir por todos os meios!

Não à guerra entre “nações” – Não à paz entre as classes !

KRAS , secção russa da Associação Internacional dos Trabalhadores

Internacionalistas da Ucrânia , Rússia, Moldávia, Israel, Lituânia, Romania, Polonia

Federação Anarquista da Moldávia

Fracção dos socialistas revolucionários (Ucrânia)

 

Esta declaração foi apoiada por:

Alliance de Solidariedade Operaria (America do Norte)

Internacionalista EUA 

Anarco-sindicalista Initiative Roménia 

libertários Barcelona 

A esquerda comunista e internacionalistas de Equador, Peru, República Dominicana, México, Uruguai e Venezuela

Iniciativa Trabalhador-Comunista (França) 

Grupo Leicester Federação Anarquista (Grã-Bretanha)

(aberto á assinatura de outros colectivos…)&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, uma declaração emitida por vários comunistas internacionalistas e anarquistas da Rússia, Ucrânia e de outros lugares, sobre a possibilidade de guerra na Ucrânia, rejeitando o nacionalismo e afirmando que o proletariado deve lutar por seus próprios interesses:</p>
<p><a href="http://www.aitrus.info/node/3616" rel="nofollow ugc">http://www.aitrus.info/node/3616</a></p>
<p>&#8220;Nem uma única gota de sangue pela “nação”!</p>
<p>A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se num conflito armado internacional. O capitalismo russo pretende utilizar a recomposição do poder no Estado Ucraniano de maneira a satisfazer as suas aspirações imperiais e expansionistas de longa data sobre a Crimeia e o leste da Ucrânia, onde detém fortes interesses económicos, financeiros e políticos.</p>
<p>Prevendo a próxima crise económica iminente, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos problemas socio-económicos da classe trabalhadora que estão em crescimento: salários e pensões de miséria, o desmantelamento dos serviços de saúde existentes, a educação e outros sectores da área social. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil concluir a construção de um Estado autoritário e corporativo assente em valores conservadores reaccionários e em políticas repressivas.</p>
<p>Na Ucrânia, a crise económica e política aguda levou ao acentuar do confronto entre “velhos” e “novos” clãs oligárquicos e os primeiros utilizaram mesmo formações ultra-direitistas e ultra-nacionalistas para provocarem um golpe de Estado em Kiev. A elite política da Crimeia e do Leste da Ucrânia não tenciona partilhar o seu poder e os seus bens com os próximos dirigentes de Kiev e para isso julgam contar com a ajuda do governo russo. Ambos os lados recorreram a uma crescente histeria nacionalista, respectivamente ucraniana e russa. Tem havido confrontos armados e sangue derramado. As potências ocidentais têm os seus próprios interesses e aspirações e a sua intervenção no conflito poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial.</p>
<p>A guerra entre chefes de grupo faz, como tem sido hábito, que lutemos entre nós, pessoas comuns – trabalhadores assalariados, desempregados, estudantes, aposentados…-,  pelos seus interesses. Embebedam-nos com a droga nacionalista, põem-nos uns contra os outros, fazendo-nos esquecer as nossas reais necessidades e os nossos interesses: não temos nada que nos preocupar com as suas “nações” quando temos problemas mais importantes e urgentes – como acabar com o sistema que eles encontraram para nos escravizar e nos oprimir.</p>
<p>Não vamos cair na embriaguez nacionalista. Que vão para o inferno com os seus Estados e as suas nações, as suas bandeiras e as suas sedes! Esta guerra não é nossa e nós não devemos cair nela, pagando com o nosso sangue os seus palácios, as suas contas bancárias e o prazer de se sentarem nas fofas cadeiras do poder. E se os chefes em Moscovo, Kiev, Lviv, Kharkov, Donetsk e Simferopol começarem esta guerra o nosso dever é resistir por todos os meios!</p>
<p>Não à guerra entre “nações” – Não à paz entre as classes !</p>
<p>KRAS , secção russa da Associação Internacional dos Trabalhadores</p>
<p>Internacionalistas da Ucrânia , Rússia, Moldávia, Israel, Lituânia, Romania, Polonia</p>
<p>Federação Anarquista da Moldávia</p>
<p>Fracção dos socialistas revolucionários (Ucrânia)</p>
<p>Esta declaração foi apoiada por:</p>
<p>Alliance de Solidariedade Operaria (America do Norte)</p>
<p>Internacionalista EUA </p>
<p>Anarco-sindicalista Initiative Roménia </p>
<p>libertários Barcelona </p>
<p>A esquerda comunista e internacionalistas de Equador, Peru, República Dominicana, México, Uruguai e Venezuela</p>
<p>Iniciativa Trabalhador-Comunista (França) </p>
<p>Grupo Leicester Federação Anarquista (Grã-Bretanha)</p>
<p>(aberto á assinatura de outros colectivos…)&#8221;</p>
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