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	Comentários sobre: Autodefesa em manifestações, para quê?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-232977</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 12:18:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente artigo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Comunista Heterodoxo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-194603</link>

		<dc:creator><![CDATA[Comunista Heterodoxo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2014 16:25:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Liberó tocou num ponto essencial. Essas manifestações convocadas publicamente (inclusive com a divulgação do ponto de concentração, o que já potencializa o isolamento prévio de certos setores da manifestação), e geralmente por meio das redes sociais e por movimentos ou frentes que não desenvolvem, já, há muito tempo, um trabalho de base de forte enraizamento, são, a meu ver, incapazes de ousar diversas colunas de ação, descentralizadas mas coordenadas, como ele colocou. E há, também, um outro problema: elas acabam, como tentei refletir no texto, formando um agregado muito heterogêneo de pessoas: elas agregam pessoas mais despreparadas, mais ingênuas. Já vi crianças (de uns 10 de idade, aproximadamente) num ato relacionado ao transporte público, no meio de uns 200 manifestantes cercados, de todos os lados, pela tropa de choque, pela cavalaria etc. E, no mesmo ato, havia um cadeirante. Por sorte, não houve nenhum confronto, pois os agentes da repressão, em geral, não querem nem saber. É preciso refletir com cuidado sobre esse tipo de situação: se é para a manifestação ser uma espécie de evento cívico, cheio de cor e conduzido ao ritmo de cantos, batuques e gritos de guerra (um espetáculo mesmo), ou se é para ela ser um estágio relativamente avançado de desobediência e resistência civil contra o capital e o Estado capitalista. Pode ser que uma coisa exclua, necessariamente, a outra. Eu acho que, para se romper com o unitarismo, é necessária uma preparação, muito cuidadosa, de base. E, se se optar por uma estratégia descentralizada, é preciso haver um planejamento e uma coordenação dos objetivos, dos trajetos e das ações ainda maior: o esforço exigido será, sem a menor dúvida, muito grande.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Liberó tocou num ponto essencial. Essas manifestações convocadas publicamente (inclusive com a divulgação do ponto de concentração, o que já potencializa o isolamento prévio de certos setores da manifestação), e geralmente por meio das redes sociais e por movimentos ou frentes que não desenvolvem, já, há muito tempo, um trabalho de base de forte enraizamento, são, a meu ver, incapazes de ousar diversas colunas de ação, descentralizadas mas coordenadas, como ele colocou. E há, também, um outro problema: elas acabam, como tentei refletir no texto, formando um agregado muito heterogêneo de pessoas: elas agregam pessoas mais despreparadas, mais ingênuas. Já vi crianças (de uns 10 de idade, aproximadamente) num ato relacionado ao transporte público, no meio de uns 200 manifestantes cercados, de todos os lados, pela tropa de choque, pela cavalaria etc. E, no mesmo ato, havia um cadeirante. Por sorte, não houve nenhum confronto, pois os agentes da repressão, em geral, não querem nem saber. É preciso refletir com cuidado sobre esse tipo de situação: se é para a manifestação ser uma espécie de evento cívico, cheio de cor e conduzido ao ritmo de cantos, batuques e gritos de guerra (um espetáculo mesmo), ou se é para ela ser um estágio relativamente avançado de desobediência e resistência civil contra o capital e o Estado capitalista. Pode ser que uma coisa exclua, necessariamente, a outra. Eu acho que, para se romper com o unitarismo, é necessária uma preparação, muito cuidadosa, de base. E, se se optar por uma estratégia descentralizada, é preciso haver um planejamento e uma coordenação dos objetivos, dos trajetos e das ações ainda maior: o esforço exigido será, sem a menor dúvida, muito grande.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Libéro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-193357</link>

		<dc:creator><![CDATA[Libéro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2014 14:42:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótimo texto entretanto tenho algumas considerações sobre a questão da problemática do  &quot;isolamento&quot; ou &quot;encurralamento&quot; de certas parcelas da manifestação.
Vejo como uma evolução da ação das forças repressoras, por exemplo as tentativas de isolar previamente alguns setores da manifestação.
Tais evoluções trazem elementos que dificultam planejamento por parte dos organizadores.
Vejo que depois das jornadas de Junho, tanto a parcela do movimento mais combativo, criativo e compromissado com as pautas sociais, como e principalmente a esquerda institucional tem estado hipnotizada pela possibilidade de se criar grandes marchas, de um milhão de pessoas ou mais, numa só grande coluna, o que gera necessariamente um acorrentamento das possibilidades táticas do uso da rua como expressão de luta.
Ou seja fica-se atrelado a certos trajetos, a certa ritualística, a certos pontos de encontro e dispersão, mas principalmente a determinados objetivos táticos.
No Rio de Janeiro pode-se notar a absorção no cotidiano das marchas Candelaria- Cinelandia e mais recentemente Candelaria-Central-Prefeitura o que por um lado esvazia a importancia de atos como uma quebra do cotidiano, por outra facilita a gestão do &quot;problema&quot; pelo Estado, o manejamento do transito causado está cada vez mais bem gerido para exemplificar.
Vejo dessa maneira que ousar estratégias e objetivos, trabalho de base, estudo das ações repressivas como fundamental.
Entretanto há que se ousar, estratégias de diversas colunas de ação,  reduzidas em numero de participantes, mas ampliadas na sua area de atuação ou abrangência de alcance, descentralizadas entretanto coordenadas, como foi feito nas famosas campanhas de Seatle, Genova, e mesmo na Alemanha uns anos atras, certamente dificultariam as ações da repressão e ampliariam a relevância das ações.
Precisa-se em minha opinião romper com o unitarianismo tão cara a esquerda institucional, que sacrifica objetivos das manifestações pelo espetáculo representativo das grandes marchas tão caro ao centralismo democratico vigente nas mesmas.
Desculpem pelo tamanho do texto mas é isso ae!

Saúde e Liberdade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto entretanto tenho algumas considerações sobre a questão da problemática do  &#8220;isolamento&#8221; ou &#8220;encurralamento&#8221; de certas parcelas da manifestação.<br />
Vejo como uma evolução da ação das forças repressoras, por exemplo as tentativas de isolar previamente alguns setores da manifestação.<br />
Tais evoluções trazem elementos que dificultam planejamento por parte dos organizadores.<br />
Vejo que depois das jornadas de Junho, tanto a parcela do movimento mais combativo, criativo e compromissado com as pautas sociais, como e principalmente a esquerda institucional tem estado hipnotizada pela possibilidade de se criar grandes marchas, de um milhão de pessoas ou mais, numa só grande coluna, o que gera necessariamente um acorrentamento das possibilidades táticas do uso da rua como expressão de luta.<br />
Ou seja fica-se atrelado a certos trajetos, a certa ritualística, a certos pontos de encontro e dispersão, mas principalmente a determinados objetivos táticos.<br />
No Rio de Janeiro pode-se notar a absorção no cotidiano das marchas Candelaria- Cinelandia e mais recentemente Candelaria-Central-Prefeitura o que por um lado esvazia a importancia de atos como uma quebra do cotidiano, por outra facilita a gestão do &#8220;problema&#8221; pelo Estado, o manejamento do transito causado está cada vez mais bem gerido para exemplificar.<br />
Vejo dessa maneira que ousar estratégias e objetivos, trabalho de base, estudo das ações repressivas como fundamental.<br />
Entretanto há que se ousar, estratégias de diversas colunas de ação,  reduzidas em numero de participantes, mas ampliadas na sua area de atuação ou abrangência de alcance, descentralizadas entretanto coordenadas, como foi feito nas famosas campanhas de Seatle, Genova, e mesmo na Alemanha uns anos atras, certamente dificultariam as ações da repressão e ampliariam a relevância das ações.<br />
Precisa-se em minha opinião romper com o unitarianismo tão cara a esquerda institucional, que sacrifica objetivos das manifestações pelo espetáculo representativo das grandes marchas tão caro ao centralismo democratico vigente nas mesmas.<br />
Desculpem pelo tamanho do texto mas é isso ae!</p>
<p>Saúde e Liberdade</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Outro CH		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-193071</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro CH]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2014 01:58:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92329#comment-193071</guid>

					<description><![CDATA[CH,
1) Criticar ações precipitadas é sempre pertinente quando se trata de enfrentamentos diretos com os CRE&#039;s. Aqui talvez fosse o caso tão somente da dar maior precisão à redação.
2) Tocas em ponto fundamental que complementa muito o texto e nossa troca de argumentos: toda ação direta deve incorporar a capacidade de evoluir para outra ação direta em um processo de mutação/adaptabilidade com a correlação de forças no terreno.
3) Quando falamos em &quot;local seguro&quot; na verdade devemos pensar em um local que permita a dispersão dos manifestantes em segurança. Dispersar em segurança é tarefa das mais complexas e exige planejamento dos setores encarregados da organização da manifestação. Aliás, planejamento é central. Durante a ditadura civil-militar soube de um relato de uma ação direta (tomada de fábrica) que levou 5 meses de planejamento para 20 minutos de execução.
4)Quanto a manter unidos os manifestantes, temos pleno acordo que, em regra, é o melhor. No entanto, levantei a situação considerando não como iniciativa própria dos manifestantes de se dividirem, mas como resultado provável de uma carga policial que consiga produzir tal efeito. Aí,diante do fato consumado, pode-se adotar a medida que me referi na outra mensagem.
Tomara que esse texto e os comentários sirvam de instrumento de reflexão para ações mais planejadas e melhor executadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CH,<br />
1) Criticar ações precipitadas é sempre pertinente quando se trata de enfrentamentos diretos com os CRE&#8217;s. Aqui talvez fosse o caso tão somente da dar maior precisão à redação.<br />
2) Tocas em ponto fundamental que complementa muito o texto e nossa troca de argumentos: toda ação direta deve incorporar a capacidade de evoluir para outra ação direta em um processo de mutação/adaptabilidade com a correlação de forças no terreno.<br />
3) Quando falamos em &#8220;local seguro&#8221; na verdade devemos pensar em um local que permita a dispersão dos manifestantes em segurança. Dispersar em segurança é tarefa das mais complexas e exige planejamento dos setores encarregados da organização da manifestação. Aliás, planejamento é central. Durante a ditadura civil-militar soube de um relato de uma ação direta (tomada de fábrica) que levou 5 meses de planejamento para 20 minutos de execução.<br />
4)Quanto a manter unidos os manifestantes, temos pleno acordo que, em regra, é o melhor. No entanto, levantei a situação considerando não como iniciativa própria dos manifestantes de se dividirem, mas como resultado provável de uma carga policial que consiga produzir tal efeito. Aí,diante do fato consumado, pode-se adotar a medida que me referi na outra mensagem.<br />
Tomara que esse texto e os comentários sirvam de instrumento de reflexão para ações mais planejadas e melhor executadas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Comunista Heterodoxo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-191039</link>

		<dc:creator><![CDATA[Comunista Heterodoxo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2014 14:18:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92329#comment-191039</guid>

					<description><![CDATA[Outro CH,

Sobre as suas duas primeiras colocações (a de que, sendo as ações vinculadas ao fracasso dos objetivos políticos, elas acabam sendo uma forma de &quot;retaliação&quot; ou &quot;ressentimento&quot;; e a de que, sendo elas realizadas nos trajetos de recuo ou de avanço para os refúgios escolhidos, elas acabam proporcionando o mapeamento desses refúgios por parte da repressão): concordo, em parte, com o que você disse, mas, em primeiro lugar, meu objetivo era, na verdade, criticar a realização de ações que, sendo realizadas precipitadamente, acabam servindo de pretexto para a repressão, frustrando-se, assim, o objetivo político de um ato. Se o objetivo de um ato é fazer um catracaço num terminal, não faz sentido realizar essas ações antes de se chegar ao terminal e conseguir fazer o catracaço, por exemplo. O problema é que, para certos militantes, com os quais precisamos nos relacionar na luta, um ato deve ser, sempre e desde o seu início, ofensivo; mas, na verdade, um ato deve ir passando de um estágio a outro, progressivamente: não é possível querer ter sucesso quando as pessoas querem começar, diretamente, pelo estágio mais radicalizado. Também acho que não se pode pensar em termos de &quot;retaliação&quot; ou &quot;ressentimento&quot;, mas que se deve pensar em termos de &quot;o que devemos e o que temos condições de fazer agora?&quot;.

Em segundo lugar, se os abrigos escolhidos tiverem que ser secretos, realmente não concordo que sejam proporcionadas, à repressão, condições para que se possa mapeá-los (no caso, uma trilha de destruição). Mas manter esses abrigos em segredo é, atualmente, algo muito problemático, pois a repressão dispõe, por exemplo, de suporte aéreo (helicópteros), e, num futuro próximo, talvez torne-se comum o uso de drones.

Sobre a sua terceira colocação (sobre as ações serem capazes de aliviar a pressão sobre um grupo de manifestantes encurralados; e sobre elas serem capazes de desviar a atenção, da repressão, de manifestantes com baixa capacidade de deslocamento): eu, particularmente, penso ser melhor manter os manifestantes unidos, coesos, num mesmo bloco, do que separá-los; mesmo porque, o objetivo é impedir que hajam manifestantes encurralados (separados do bloco, portanto) e fazer com que todos os manifestantes, mantendo o bloco, possam buscar proteção para resistir. Se há manifestantes com baixa capacidade de deslocamento, os demais manifestantes não podem, em hipótese alguma, deixá-los à própria sorte. Mas isso é o ideal e nem sempre é possível fazê-lo: manter o bloco é quase impossível, quando se está sendo atingido por bombas de efeito moral e balas de borracha ou quando se está diante do avanço da cavalaria.

Por fim, concordo com as suas complementações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro CH,</p>
<p>Sobre as suas duas primeiras colocações (a de que, sendo as ações vinculadas ao fracasso dos objetivos políticos, elas acabam sendo uma forma de &#8220;retaliação&#8221; ou &#8220;ressentimento&#8221;; e a de que, sendo elas realizadas nos trajetos de recuo ou de avanço para os refúgios escolhidos, elas acabam proporcionando o mapeamento desses refúgios por parte da repressão): concordo, em parte, com o que você disse, mas, em primeiro lugar, meu objetivo era, na verdade, criticar a realização de ações que, sendo realizadas precipitadamente, acabam servindo de pretexto para a repressão, frustrando-se, assim, o objetivo político de um ato. Se o objetivo de um ato é fazer um catracaço num terminal, não faz sentido realizar essas ações antes de se chegar ao terminal e conseguir fazer o catracaço, por exemplo. O problema é que, para certos militantes, com os quais precisamos nos relacionar na luta, um ato deve ser, sempre e desde o seu início, ofensivo; mas, na verdade, um ato deve ir passando de um estágio a outro, progressivamente: não é possível querer ter sucesso quando as pessoas querem começar, diretamente, pelo estágio mais radicalizado. Também acho que não se pode pensar em termos de &#8220;retaliação&#8221; ou &#8220;ressentimento&#8221;, mas que se deve pensar em termos de &#8220;o que devemos e o que temos condições de fazer agora?&#8221;.</p>
<p>Em segundo lugar, se os abrigos escolhidos tiverem que ser secretos, realmente não concordo que sejam proporcionadas, à repressão, condições para que se possa mapeá-los (no caso, uma trilha de destruição). Mas manter esses abrigos em segredo é, atualmente, algo muito problemático, pois a repressão dispõe, por exemplo, de suporte aéreo (helicópteros), e, num futuro próximo, talvez torne-se comum o uso de drones.</p>
<p>Sobre a sua terceira colocação (sobre as ações serem capazes de aliviar a pressão sobre um grupo de manifestantes encurralados; e sobre elas serem capazes de desviar a atenção, da repressão, de manifestantes com baixa capacidade de deslocamento): eu, particularmente, penso ser melhor manter os manifestantes unidos, coesos, num mesmo bloco, do que separá-los; mesmo porque, o objetivo é impedir que hajam manifestantes encurralados (separados do bloco, portanto) e fazer com que todos os manifestantes, mantendo o bloco, possam buscar proteção para resistir. Se há manifestantes com baixa capacidade de deslocamento, os demais manifestantes não podem, em hipótese alguma, deixá-los à própria sorte. Mas isso é o ideal e nem sempre é possível fazê-lo: manter o bloco é quase impossível, quando se está sendo atingido por bombas de efeito moral e balas de borracha ou quando se está diante do avanço da cavalaria.</p>
<p>Por fim, concordo com as suas complementações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Outro CH		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-190710</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro CH]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2014 23:06:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92329#comment-190710</guid>

					<description><![CDATA[Texto importantíssimo e muito bem escrito.
Tenho a fazer um pequeno reparo e algumas complementações.
Ao abrir a possibilidade da prática de ações destrutivas  &quot;depois de frustrado o objetivo político da manifestação&quot; e no caminho para o &quot;para o abrigo previamente estudado, debatido e cuidadosamente escolhido antes da manifestação&quot; o autor talvez não tenha se atentado para alguns problemas:
1) a realização ou não de ações de destruição não se vincula ao sucesso ou fracasso de objetivos políticos, mas deve ser parte componente desses mesmos objetivos, do modo como escrito deu a impressão de funcionar como &quot;retaliação&quot; ou &quot;ressentimento&quot; por terem seus objetivos frustrados;
2) Deixar uma trilha de destruição no caminho de locais de recuo ou de avanço ajuda os serviços de inteligência dos CRE&#039;s (corpos repressivos do Estado) a mapear trajetórias e fluxos de movimentações na melhor das hipóteses, quando não indica claramente a localização de tais abrigos e locais que se quer manter preservados;
3) a prática de ações de destruição pode ser usada em manifestações diante de situações muito concretas (ex1: para aliviar a pressão sobre um grupo de manifestantes encurralados pelos CRE&#039;s e assim forçá-los a se dividirem, aumentando as chances de furo do cerco pelos manifestantes encurralados. ex2: para atrair para si as atividades repressivas e, assim, possibilitar maior tempo de mobilidade para manifestantes com baixa capacidade de deslocamento - idosos, crianças e gestantes) fora disso, em regra, devem ser evitadas.
COMPLEMENTAÇÕES:
a) O que determina o caráter ofensivo ou defensivo de ações de segurança reside na conjuntura geral das lutas e dos conflitos sociais. Pretender que uma manifestação pontual seja ofensiva é ilusão que se costuma pagar com altas perdas humanas e de recursos;
b) as manifestações deveriam ser concebidas como consequência de lutas nos locais de trabalho, moradia e estudo e não como ações para gerar visibilidade. Enquanto as primeiras expressam generalizações de lutas e são necessárias para propiciar intercâmbios e unificações vitais para o crescimento e a força da luta em curso, as segundas se contentam em &quot;chamar a atenção&quot; e obter simpatias em geral passivas. Não por acaso o PP publicou vários artigos chamando atenção para este problema.

Há muito mais a tratar sobre este tema, mas para não alongar muito o comentário, fico por aqui.
Saudações heterodoxas ao autor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto importantíssimo e muito bem escrito.<br />
Tenho a fazer um pequeno reparo e algumas complementações.<br />
Ao abrir a possibilidade da prática de ações destrutivas  &#8220;depois de frustrado o objetivo político da manifestação&#8221; e no caminho para o &#8220;para o abrigo previamente estudado, debatido e cuidadosamente escolhido antes da manifestação&#8221; o autor talvez não tenha se atentado para alguns problemas:<br />
1) a realização ou não de ações de destruição não se vincula ao sucesso ou fracasso de objetivos políticos, mas deve ser parte componente desses mesmos objetivos, do modo como escrito deu a impressão de funcionar como &#8220;retaliação&#8221; ou &#8220;ressentimento&#8221; por terem seus objetivos frustrados;<br />
2) Deixar uma trilha de destruição no caminho de locais de recuo ou de avanço ajuda os serviços de inteligência dos CRE&#8217;s (corpos repressivos do Estado) a mapear trajetórias e fluxos de movimentações na melhor das hipóteses, quando não indica claramente a localização de tais abrigos e locais que se quer manter preservados;<br />
3) a prática de ações de destruição pode ser usada em manifestações diante de situações muito concretas (ex1: para aliviar a pressão sobre um grupo de manifestantes encurralados pelos CRE&#8217;s e assim forçá-los a se dividirem, aumentando as chances de furo do cerco pelos manifestantes encurralados. ex2: para atrair para si as atividades repressivas e, assim, possibilitar maior tempo de mobilidade para manifestantes com baixa capacidade de deslocamento &#8211; idosos, crianças e gestantes) fora disso, em regra, devem ser evitadas.<br />
COMPLEMENTAÇÕES:<br />
a) O que determina o caráter ofensivo ou defensivo de ações de segurança reside na conjuntura geral das lutas e dos conflitos sociais. Pretender que uma manifestação pontual seja ofensiva é ilusão que se costuma pagar com altas perdas humanas e de recursos;<br />
b) as manifestações deveriam ser concebidas como consequência de lutas nos locais de trabalho, moradia e estudo e não como ações para gerar visibilidade. Enquanto as primeiras expressam generalizações de lutas e são necessárias para propiciar intercâmbios e unificações vitais para o crescimento e a força da luta em curso, as segundas se contentam em &#8220;chamar a atenção&#8221; e obter simpatias em geral passivas. Não por acaso o PP publicou vários artigos chamando atenção para este problema.</p>
<p>Há muito mais a tratar sobre este tema, mas para não alongar muito o comentário, fico por aqui.<br />
Saudações heterodoxas ao autor.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Comunista Heterodoxo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-190266</link>

		<dc:creator><![CDATA[Comunista Heterodoxo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 17:12:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92329#comment-190266</guid>

					<description><![CDATA[Sobre a questão do &quot;local protegido&quot;: eu acho que as manifestações convocadas publicamente - geralmente, pelas redes sociais - e realizadas em regiões centrais das grandes cidades, os órgãos e os agentes da repressão já se habituaram e já se adaptaram a elas. Se adaptaram de que modo? Reorganizando, prévia e preventivamente, o espaço em que se dará a manifestação, adequando-o a uma estratégia de repressão (o trânsito é desviado; os terminais são rapidamente esvaziados; o comércio é obrigado a fechar as portas; o perímetro é cercado; e, por fim, há mais policiais nas ruas do que qualquer outra coisa). Nessas circunstâncias, acho que é impossível existir um &quot;local protegido&quot;, já que os lutadores sociais são obrigados a se aventurar num terreno controlado pelo inimigo. E é aí que está a raiz do problema. Essa lógica precisa ser invertida. É preciso fazer com que os agentes da repressão tenham que se aventurar num terreno controlado pelo inimigo: ao invés de nos entrarmos no seu território, eles é que devem se entrar no nosso território. Os lutadores sociais precisam adquirir a capacidade de reorganizar, a seu modo, os espaços urbanos, trazendo o adversário para jogar em casa. E isso só pode acontecer a partir de um trabalho de organização política de base, localizado e de longo prazo. Só então, eles poderão pensar rotas de fuga para locais mais seguros, onde poderão se refugiar e se reagrupar para resistir. Nesse sentido, não existe, e nem deve existir, uma &quot;fórmula&quot;. Cada região e cada situação, avaliadas pelos organizadores de um ato, terão suas rotas de fuga e os seus refúgios particulares. E, mesmo assim, não existe garantia de vitória, embora, a meu ver, a probabilidade de vitória seja maior. Deve-se ter em mente, por exemplo, que, a partir do momento em que é divulgado o local de concentração de uma manifestação, os agentes da repressão já começam a pensar as possíveis rotas e os possíveis pontos de chegada dessa manifestação. Isso é difícil de fazer em manifestações gigantescas, como as do 20 de junho do ano passado, mas em manifestações menores, como as que temos visto atualmente, é mais fácil. E, avaliando qualitativamente, são as manifestações menores, que temos visto atualmente, que são as mais importantes. E - se, em cada caso, teremos rotas de fuga e locais protegidos particulares - sua definição só pode ser resultado de um debate e de uma autocrítica permanentes. Mas essas duas palavras - debate e autocrítica -, acabam repelindo, mais do que reunindo, (certos) militantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a questão do &#8220;local protegido&#8221;: eu acho que as manifestações convocadas publicamente &#8211; geralmente, pelas redes sociais &#8211; e realizadas em regiões centrais das grandes cidades, os órgãos e os agentes da repressão já se habituaram e já se adaptaram a elas. Se adaptaram de que modo? Reorganizando, prévia e preventivamente, o espaço em que se dará a manifestação, adequando-o a uma estratégia de repressão (o trânsito é desviado; os terminais são rapidamente esvaziados; o comércio é obrigado a fechar as portas; o perímetro é cercado; e, por fim, há mais policiais nas ruas do que qualquer outra coisa). Nessas circunstâncias, acho que é impossível existir um &#8220;local protegido&#8221;, já que os lutadores sociais são obrigados a se aventurar num terreno controlado pelo inimigo. E é aí que está a raiz do problema. Essa lógica precisa ser invertida. É preciso fazer com que os agentes da repressão tenham que se aventurar num terreno controlado pelo inimigo: ao invés de nos entrarmos no seu território, eles é que devem se entrar no nosso território. Os lutadores sociais precisam adquirir a capacidade de reorganizar, a seu modo, os espaços urbanos, trazendo o adversário para jogar em casa. E isso só pode acontecer a partir de um trabalho de organização política de base, localizado e de longo prazo. Só então, eles poderão pensar rotas de fuga para locais mais seguros, onde poderão se refugiar e se reagrupar para resistir. Nesse sentido, não existe, e nem deve existir, uma &#8220;fórmula&#8221;. Cada região e cada situação, avaliadas pelos organizadores de um ato, terão suas rotas de fuga e os seus refúgios particulares. E, mesmo assim, não existe garantia de vitória, embora, a meu ver, a probabilidade de vitória seja maior. Deve-se ter em mente, por exemplo, que, a partir do momento em que é divulgado o local de concentração de uma manifestação, os agentes da repressão já começam a pensar as possíveis rotas e os possíveis pontos de chegada dessa manifestação. Isso é difícil de fazer em manifestações gigantescas, como as do 20 de junho do ano passado, mas em manifestações menores, como as que temos visto atualmente, é mais fácil. E, avaliando qualitativamente, são as manifestações menores, que temos visto atualmente, que são as mais importantes. E &#8211; se, em cada caso, teremos rotas de fuga e locais protegidos particulares &#8211; sua definição só pode ser resultado de um debate e de uma autocrítica permanentes. Mas essas duas palavras &#8211; debate e autocrítica -, acabam repelindo, mais do que reunindo, (certos) militantes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui Padila		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-189853</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui Padila]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 16:12:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma sugestão: não seria possível aos mantenedores do site Passa Palavra incluir nas páginas o link &quot;indicar a um amigo&quot;?. Acho que facilitaria a divulgação dos conteúdos aqui publicados. Saudações libertárias!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma sugestão: não seria possível aos mantenedores do site Passa Palavra incluir nas páginas o link &#8220;indicar a um amigo&#8221;?. Acho que facilitaria a divulgação dos conteúdos aqui publicados. Saudações libertárias!</p>
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		<title>
		Por: Padaqui Padila		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-189850</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui Padila]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 16:07:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Comunista Heterodoxo, quero parabenizá-lo pelo excelente texto e pela forma lúcida e coerente pela qual foram expostas suas ideias e propostas. A título de exemplo, fui um dos presos no Hotel Linsen. Em minha avaliação, caímos direto numa armadilha previamente planejada pelas forças de repressão. A esmagodora maioria dos detidos, de composição muito heterogênia, estavam participando pacificamente, e fortemente decididos a alcançar os fins políticos ao qual se prestava o protesto. Encurralados na Rua Augusta (que notoriamente é um local inapropriado, porque facilita a repressão - a rua é relativamente estreita e os quarteirões são grandes, com poucas alternativas de autodefesa ou mesmo fuga), pois a tropa de choque fechou o quarteirão nas duas pontas, e bombardeou os manifestantes, não restou alternativa a não ser o refugiu no hotel. Porém, mesmo no hotel a PM brutalizou, por isso minha dúvida quanto a &quot;lugares seguros&quot; especialmente em protestos de maiores proporções. De qualquer forma, acho que a proposta do André em ampliar e divulgar intensamente os debates se faz urgente e necessário, posto que um dos objetivos da repressão é o de justamente causar o medo não só durante os atos, mas, e talvez principalmente, depois, especialmente naqueles que estão sob a ameaça e os &quot;rigores da lei&quot;, como é o caso dos detidos no dia 25/01 e 22/02, entre outros. Saudações libertárias!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comunista Heterodoxo, quero parabenizá-lo pelo excelente texto e pela forma lúcida e coerente pela qual foram expostas suas ideias e propostas. A título de exemplo, fui um dos presos no Hotel Linsen. Em minha avaliação, caímos direto numa armadilha previamente planejada pelas forças de repressão. A esmagodora maioria dos detidos, de composição muito heterogênia, estavam participando pacificamente, e fortemente decididos a alcançar os fins políticos ao qual se prestava o protesto. Encurralados na Rua Augusta (que notoriamente é um local inapropriado, porque facilita a repressão &#8211; a rua é relativamente estreita e os quarteirões são grandes, com poucas alternativas de autodefesa ou mesmo fuga), pois a tropa de choque fechou o quarteirão nas duas pontas, e bombardeou os manifestantes, não restou alternativa a não ser o refugiu no hotel. Porém, mesmo no hotel a PM brutalizou, por isso minha dúvida quanto a &#8220;lugares seguros&#8221; especialmente em protestos de maiores proporções. De qualquer forma, acho que a proposta do André em ampliar e divulgar intensamente os debates se faz urgente e necessário, posto que um dos objetivos da repressão é o de justamente causar o medo não só durante os atos, mas, e talvez principalmente, depois, especialmente naqueles que estão sob a ameaça e os &#8220;rigores da lei&#8221;, como é o caso dos detidos no dia 25/01 e 22/02, entre outros. Saudações libertárias!</p>
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		<title>
		Por: André		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/02/92329/#comment-189561</link>

		<dc:creator><![CDATA[André]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2014 15:55:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Artigo excelente e necessário para debates entre os movimentos sociais. Mas, sendo já pessimista, creio que haverá defensores quase religiosos que se recusarão a aceitá-lo. Os que estão aí pelo fetiche miliciano do enfrentamento com a polícia podem interpretá-lo como uma opinião avessa à tática black bloc ao estilo PSTU e grande imprensa... mas está bem evidente que o artigo propõe uma constante auto-crítica, e não se opõe - pelo contrário até - à tática.
Em manifestações, coisas vão ficando preocupantes. É fato que a polícia tem um papel político e de que ela é, digamos, um &quot;tema transversal&quot; em todos os atos das mais diversas pautas. Mas infelizmente acaba que as vozes se preocupam mais em denunciar o óbvio (a repressão da polícia). Por exemplo, em uma manifestação de luta pelo transporte público, à certa altura as falas e provocações são contra a polícia e não contra os empresários, fazendo com que a pauta inicial se dissolva. No fim, os empresários podem ficar mais tranquilos porque a polícia foi o alvo da vez. Aliás, o roteiro das manifestações já decorado pelas forças de repressão geram situações incômodas como antecipação da polícia em fechar ruas nas redondezas e cercar os manifestantes por todos os lados. A repressão às manifestações organizadas, às espontâneas e ao cotidiano dos trabalhadores e moradores das periferias demonstram o papel político da polícia que deve ser melhor problematizado para além dos gritos de &quot;polícia fascista&quot;. É muito pretensioso alguns manifestantes ficarem &quot;desmascarando&quot; o tempo todo o caráter repressivo da polícia, que já está em bastante descrédito entre grande parte da população que não a vê como um aparato de segurança. Os militantes organizados, que ensinaram muito a quem fecha terminais de ônibus ou ruas em bairros com barricadas, também precisam aprender com esses um quesito fundamental: sair do script já esperado pela polícia e pelos empresários.
A partir do momento em que a auto-defesa se preocupa mais com símbolos e em ser uma caricatura da tropa de choque, as coisas ficam mais preocupantes. Deveríamos aprender que sabotagens e outras demonstrações de ação direta são coisas a se fazer no dia-a-dia, de preferência voando abaixo do radar. Deveríamos aprender também que o cultivo de valores como &quot;combatividade&quot; e &quot;bravura&quot; podem levar mais a tendências militaristas que libertárias, e que não devemos lamentar quando algum ato organizado não termina em confronto com a polícia.
Em vídeos que mostram a ação de black blocs em encontros do G8 ou outros eventos, fica claro que são um bloco e que só entram em confronto a partir do ataque da repressão. E que a destruição de vidraças e construção de barricadas se dá normalmente nos recuos organizados (contra a dispersão esperada pela polícia).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo excelente e necessário para debates entre os movimentos sociais. Mas, sendo já pessimista, creio que haverá defensores quase religiosos que se recusarão a aceitá-lo. Os que estão aí pelo fetiche miliciano do enfrentamento com a polícia podem interpretá-lo como uma opinião avessa à tática black bloc ao estilo PSTU e grande imprensa&#8230; mas está bem evidente que o artigo propõe uma constante auto-crítica, e não se opõe &#8211; pelo contrário até &#8211; à tática.<br />
Em manifestações, coisas vão ficando preocupantes. É fato que a polícia tem um papel político e de que ela é, digamos, um &#8220;tema transversal&#8221; em todos os atos das mais diversas pautas. Mas infelizmente acaba que as vozes se preocupam mais em denunciar o óbvio (a repressão da polícia). Por exemplo, em uma manifestação de luta pelo transporte público, à certa altura as falas e provocações são contra a polícia e não contra os empresários, fazendo com que a pauta inicial se dissolva. No fim, os empresários podem ficar mais tranquilos porque a polícia foi o alvo da vez. Aliás, o roteiro das manifestações já decorado pelas forças de repressão geram situações incômodas como antecipação da polícia em fechar ruas nas redondezas e cercar os manifestantes por todos os lados. A repressão às manifestações organizadas, às espontâneas e ao cotidiano dos trabalhadores e moradores das periferias demonstram o papel político da polícia que deve ser melhor problematizado para além dos gritos de &#8220;polícia fascista&#8221;. É muito pretensioso alguns manifestantes ficarem &#8220;desmascarando&#8221; o tempo todo o caráter repressivo da polícia, que já está em bastante descrédito entre grande parte da população que não a vê como um aparato de segurança. Os militantes organizados, que ensinaram muito a quem fecha terminais de ônibus ou ruas em bairros com barricadas, também precisam aprender com esses um quesito fundamental: sair do script já esperado pela polícia e pelos empresários.<br />
A partir do momento em que a auto-defesa se preocupa mais com símbolos e em ser uma caricatura da tropa de choque, as coisas ficam mais preocupantes. Deveríamos aprender que sabotagens e outras demonstrações de ação direta são coisas a se fazer no dia-a-dia, de preferência voando abaixo do radar. Deveríamos aprender também que o cultivo de valores como &#8220;combatividade&#8221; e &#8220;bravura&#8221; podem levar mais a tendências militaristas que libertárias, e que não devemos lamentar quando algum ato organizado não termina em confronto com a polícia.<br />
Em vídeos que mostram a ação de black blocs em encontros do G8 ou outros eventos, fica claro que são um bloco e que só entram em confronto a partir do ataque da repressão. E que a destruição de vidraças e construção de barricadas se dá normalmente nos recuos organizados (contra a dispersão esperada pela polícia).</p>
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