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	Comentários sobre: O nascimento da ideologia fascista (3ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 14:44:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leninismo epigonal &quot;modus defecandi&quot;?
Não, obrigado.
Prefiro o Gasset...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leninismo epigonal &#8220;modus defecandi&#8221;?<br />
Não, obrigado.<br />
Prefiro o Gasset&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Ortega		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/91689/#comment-193593</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ortega]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 01:54:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E não sei aonde está o &quot;propósito&quot;, o tal contexto do texto de Otto Ruhle, quando o que temos aqui serve justamente para explicar o abismo ideológico entre o fascismo e o bolchevismo, demonstra inclusive a infatilidade de Ruhle.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E não sei aonde está o &#8220;propósito&#8221;, o tal contexto do texto de Otto Ruhle, quando o que temos aqui serve justamente para explicar o abismo ideológico entre o fascismo e o bolchevismo, demonstra inclusive a infatilidade de Ruhle.</p>
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		<title>
		Por: Ortega		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/91689/#comment-193592</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ortega]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 01:52:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Valente Aguiar:

&quot;Pelo contrário, os bolcheviques, por via da política do gestor único, conseguiram integrar os mecanismos de controlo central da economia e das várias unidades de produção com a simpatia política da geração operária seguinte à revolução.&quot;

Pode explicar um pouco melhor? A que você se refere exatamente como &quot;política do gestor único&quot;, tal política é referida por outros nomes ou coisa assim?


SOBRE O TEXTO DE OTTO RUHLE: 

O ápice do oportunismo político da ultra-esquerda pequeno burguesa, que se entrega a aparências ao invés de realidades sociais e por isso acaba assumindo posturas politicamente catastróficas. Não é preciso ser muito estudioso para saber as diferenças entre fascismo e bolchevismo, nesse caso basta ser um pouco mais honesto com os próprios valores (de esquerda) para perceber o absurdo que é fazer essa afirmação, subestimando as conquistas bolcheviques em prol de um pequeno burguês histérico desligado da realidade e impressionado com a guerra civil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Valente Aguiar:</p>
<p>&#8220;Pelo contrário, os bolcheviques, por via da política do gestor único, conseguiram integrar os mecanismos de controlo central da economia e das várias unidades de produção com a simpatia política da geração operária seguinte à revolução.&#8221;</p>
<p>Pode explicar um pouco melhor? A que você se refere exatamente como &#8220;política do gestor único&#8221;, tal política é referida por outros nomes ou coisa assim?</p>
<p>SOBRE O TEXTO DE OTTO RUHLE: </p>
<p>O ápice do oportunismo político da ultra-esquerda pequeno burguesa, que se entrega a aparências ao invés de realidades sociais e por isso acaba assumindo posturas politicamente catastróficas. Não é preciso ser muito estudioso para saber as diferenças entre fascismo e bolchevismo, nesse caso basta ser um pouco mais honesto com os próprios valores (de esquerda) para perceber o absurdo que é fazer essa afirmação, subestimando as conquistas bolcheviques em prol de um pequeno burguês histérico desligado da realidade e impressionado com a guerra civil.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/91689/#comment-190181</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 12:20:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A PROPÓSITO:

http://guy-debord.blogspot.com.br/2009/06/luta-contra-o-fascismo-comeca-pela-luta.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A PROPÓSITO:</p>
<p><a href="http://guy-debord.blogspot.com.br/2009/06/luta-contra-o-fascismo-comeca-pela-luta.html" rel="nofollow ugc">http://guy-debord.blogspot.com.br/2009/06/luta-contra-o-fascismo-comeca-pela-luta.html</a></p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/91689/#comment-189919</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 20:05:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Curiosamente a esquerda nacionalista partilha vários dos predicados enunciados pelo Sternhell. Daqueles três princípios fundamentais desenvolvidos a oropósito do Sorel, só o primeiro - a «economia de mercado, vista como representante das leis universais da atividade econômica» - é que eventualmente não se aplica. E mesmo aí há que ver a questão de um modo mais amplo, já que as experiências que essa esquerda valoriza (URSS, Cuba, Venezuela) não acabaram propriamente com o mercado capitalista. Nesse sentido, grande parte da esquerda europeia e portuguesa defende pelo menos dois princípios basilares: o recurso a mitos (no caso actual, a luta contra a ingerência externa e pela soberania nacional) e o ódio à democracia liberal.
E aqui chegamos ao ponto em que a esquerda nacionalista defende, cem anos depois, praticamente os mesmos princípios do sindicalismo revolucionário do Sorel.

Por outro lado, vendo apenas o que o Sternhell escreve nesta introdução, não me parece correcto afirmar que «a Revolução Bolchevique foi em última análise uma revolução feita em benefício do proletariado, e em nome dele. A revolução dos sorelianos, ao contrário, transformou-se numa revolução nacionalista». É certo que a revolução de 1917 foi inicialmente, de modo incontestável, uma revolução conduzida pelos trabalhadores organizados nos comités de fábrica. Todavia, ela também se transformou numa revolução nacionalista precisamente pelo papel que o Partido Bolchevique teve na penetração e na captação das ambiguidades inerentes ao movimento de base de então. Brest-Litovsk e a centralidade do socialismo nacional russo deriva dessa capacidade de hetero-organização protagonizada pelos bolcheviques.
Por outro lado, o fascismo italiano floresceu à medida que o movimento de lutas nas fábricas no norte de Itália recua. Portanto, no caso italiano também é de um fenómeno de esgotamento das lutas sociais e de hetero-organização das mesmas que deriva a posterior edificação de um regime totalitário.

Conheço melhor o caso soviético, pelo que não posso dar uma resposta definitiva mas arrisco a dizer que os bolcheviques foram mais bem-sucedidos do que os fascistas no controlo interno das manifestações operárias de base. Os fascistas espancavam os operários e activistas em luta, mas nunca conseguiram tornar-se maioritários entre os operários dentro das fábricas. Pelo contrário, os bolcheviques, por via da política do gestor único, conseguiram integrar os mecanismos de controlo central da economia e das várias unidades de produção com a simpatia política da geração operária seguinte à revolução. É isso que, por exemplo, explica a difusão do ideal stakhanovista  e da capacidade dos  soviéticos em aumentarem a produção (mas não tanto a produtividade) e construírem uma economia industrial colossal, quando comparada com o mar camponês anterior à revolução. Se a União Soviética foi um dos exemplos mais bem-sucedidos do fordismo nas décadas de 20 a 40, isso deve-se à capitalização das energias e do entusiasmo dos operários (que começaram a trabalhar dez anos depois da revolução) com o que achavam ser um socialismo. Neste aspecto, a capacidade de embeber o operariado numa falsa consciência da pátria do socialismo foi muito mais poderosa do que a do fascismo italiano.

A crítica do fascismo só é compreensível numa perspectiva de comparação entre regimes, iluminando tanto as semelhanças como as discrepâncias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosamente a esquerda nacionalista partilha vários dos predicados enunciados pelo Sternhell. Daqueles três princípios fundamentais desenvolvidos a oropósito do Sorel, só o primeiro &#8211; a «economia de mercado, vista como representante das leis universais da atividade econômica» &#8211; é que eventualmente não se aplica. E mesmo aí há que ver a questão de um modo mais amplo, já que as experiências que essa esquerda valoriza (URSS, Cuba, Venezuela) não acabaram propriamente com o mercado capitalista. Nesse sentido, grande parte da esquerda europeia e portuguesa defende pelo menos dois princípios basilares: o recurso a mitos (no caso actual, a luta contra a ingerência externa e pela soberania nacional) e o ódio à democracia liberal.<br />
E aqui chegamos ao ponto em que a esquerda nacionalista defende, cem anos depois, praticamente os mesmos princípios do sindicalismo revolucionário do Sorel.</p>
<p>Por outro lado, vendo apenas o que o Sternhell escreve nesta introdução, não me parece correcto afirmar que «a Revolução Bolchevique foi em última análise uma revolução feita em benefício do proletariado, e em nome dele. A revolução dos sorelianos, ao contrário, transformou-se numa revolução nacionalista». É certo que a revolução de 1917 foi inicialmente, de modo incontestável, uma revolução conduzida pelos trabalhadores organizados nos comités de fábrica. Todavia, ela também se transformou numa revolução nacionalista precisamente pelo papel que o Partido Bolchevique teve na penetração e na captação das ambiguidades inerentes ao movimento de base de então. Brest-Litovsk e a centralidade do socialismo nacional russo deriva dessa capacidade de hetero-organização protagonizada pelos bolcheviques.<br />
Por outro lado, o fascismo italiano floresceu à medida que o movimento de lutas nas fábricas no norte de Itália recua. Portanto, no caso italiano também é de um fenómeno de esgotamento das lutas sociais e de hetero-organização das mesmas que deriva a posterior edificação de um regime totalitário.</p>
<p>Conheço melhor o caso soviético, pelo que não posso dar uma resposta definitiva mas arrisco a dizer que os bolcheviques foram mais bem-sucedidos do que os fascistas no controlo interno das manifestações operárias de base. Os fascistas espancavam os operários e activistas em luta, mas nunca conseguiram tornar-se maioritários entre os operários dentro das fábricas. Pelo contrário, os bolcheviques, por via da política do gestor único, conseguiram integrar os mecanismos de controlo central da economia e das várias unidades de produção com a simpatia política da geração operária seguinte à revolução. É isso que, por exemplo, explica a difusão do ideal stakhanovista  e da capacidade dos  soviéticos em aumentarem a produção (mas não tanto a produtividade) e construírem uma economia industrial colossal, quando comparada com o mar camponês anterior à revolução. Se a União Soviética foi um dos exemplos mais bem-sucedidos do fordismo nas décadas de 20 a 40, isso deve-se à capitalização das energias e do entusiasmo dos operários (que começaram a trabalhar dez anos depois da revolução) com o que achavam ser um socialismo. Neste aspecto, a capacidade de embeber o operariado numa falsa consciência da pátria do socialismo foi muito mais poderosa do que a do fascismo italiano.</p>
<p>A crítica do fascismo só é compreensível numa perspectiva de comparação entre regimes, iluminando tanto as semelhanças como as discrepâncias.</p>
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