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	Comentários sobre: Buro-ácrata	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-219588</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 15:35:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em novembro do ano passado o MPL-DF lançou uma nota sobre o processo de reuniões com o GDF. Talvez ela não tenha circulado muito, mas aqui está:

Direito não se negocia, conquista-se - A Tarifa Zero só vira se for pelos de baixo

Quando as manifestações contra o aumento da passagem estavam em seu auge ao redor do país, aqui no Distrito Federal o Goveno do Distrito Federal convidou o Movimento Passe Livre para uma reunião, na véspera da manifestação marcada pelo movimento. Sem aumento de passagem previsto, as reivindicações do MPL-DF consistiam, desde então, na Tarifa Zero e no transporte 24 horas. O ato de mais tarde era de fato o determinante, mas não vimos problema em expor nossas pautas pra quem quer que fosse. Por isso fomos ao Buriti com nossas vestes catraqueiras encontrar um tanto de secretários engravatados. Nessa reunião o governo admitiu que a Tarifa Zero era possível. Embora nós do MPL já soubéssemos da sua viabilidade,  isso nunca tinha sido admitido pelo governo, o que foi um pequeno avanço. No mesmo dia fomos pra rua, lugar onde vemos de fato as mudanças acontecerem.

Reivindicamos ao governo que, se dizia que a Tarifa Zero era possível mas não tinha segurança para implementá-la, realizasse um debate público sobre o tema. Após algumas conversas mais, fomos convidadxs para participar de um seminário com membros do GDF, movimentos sociais, pesquisadores e empresários. Embora o espaço não fosse deliberativo, concordamos em apresentar novamente nossa proposta de Tarifa Zero para um transporte coletivo realmente público. Nesse diálogo também ouvimos de especialistas que a Tarifa Zero é viável e necessária para uma sociedade mais justa. Já os setores do governo não apresentaram qualquer proposta para a implementação da Tarifa Zero. Apenas continuavam com a mesma enrolação. Já os empresários de transporte fingiram querer algo amistoso conosco, quando sabemos nossas diferenças de classe que nos colocam em lados opostos. Com os movimentos sociais sempre estivemos irmanados... com eles fizemos nossa força.

Sabendo que a conquista da Tarifa Zero e Transporte 24 Horas não virá de cima, seguimos trabalhando nos espaços em que realmente acreditamos. Realizamos aulas públicas, conversas, trocas e oficinas em diversas cidades: Águas Lindas, Estrutural, Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, São Sebatião, Paranoá, Santa Maria, Valparaíso, Sobradinho, Taguatinga. Continuamos construindo nossas relações com movimentos sociais: participamos de atividades de formação, fizemos piquete e fechamos ruas com nossxs companheirxs. Na semana do dia 26/10 - Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre - nos acorrentamos no Buriti e mais tarde fomos para rua reivindicar a implementação imediata da Tarifa Zero. O ato terminou com um emocionante catracaço na estação central do metrô.

Nesse mesmo dia, fomos chamadxs para conversar novamente com o governo. Dessa vez, para supostamente ouvirmos as decisões do GDF depois  do seminário sobre a Tarifa Zero. Fomos. Escutamos o mesmo discurso de quatro meses atrás. Nenhuma medida concreta, nenhuma proposta. Apenas o blablabla de antes. Somado a ele, muita hipocrisia.

Se o GDF acha que vai nos enrolar com reuniões e burocracias, ele nem sequer se deu ao trabalho de nos conhecer melhor. O MPL, em seus quase 10 anos, nunca acreditou que era nas mesas de negociação que nossos direitos seriam conquistados. Foi ocupando órgãos públicos e parando o trânsito que fizemos o passe livre estudantil acontecer. Foi conversando nas escolas e comunidades e deixando a rodoviária em chamas que fizemos com que nenhum governo tivesse a coragem de aumentar a passagem nos últimos sete anos. Será pulando as catracas e nos organizando que chegaremos à tarifa zero de fato - não um discurso, mas uma realidade.

Fomos às mesas de diálogo sem qualquer intenção de negociar nossos direitos, pois direito não se negocia: se conquista. Além da enrolação, também sabemos que existe um movimento de vários setores do estado em cooptar as lutas sociais. Se estão tentando domar a rebelião expressa em junho, cometem mais um erro grotesco: a força das ruas é coletiva - e o MPL só existe enquanto é fruto dos de baixo.  Qualquer passo com os de cima não amansa a indignação popular: só afasta dela o pequeno grupo que se burocratiza. 

Assim, Não estamos  rompendo as negociações com o governo, pois elas nunca existiram. Todos os eventos em que participamos foram claramente direcionados à conquista de nossa pauta. Só que agora apenas participaremos de reuniões em que forem debatidas propostas concretas sobre a Tarifa Zero e Transporte 24 horas. Nelas, apresentaremos nossas concepções e só. De resto, ação direta é a nossa linguagem.


É que sabemos bem que é fechando ruas que abriremos caminho para uma cidade de todxs e para um transporte público de verdade. E que as catracas têm que ser quebradas pela base.

Distrito Federal, 01 de novembro de 2014

Por uma vida sem catracas
Movimento Passe Livre - DF]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro do ano passado o MPL-DF lançou uma nota sobre o processo de reuniões com o GDF. Talvez ela não tenha circulado muito, mas aqui está:</p>
<p>Direito não se negocia, conquista-se &#8211; A Tarifa Zero só vira se for pelos de baixo</p>
<p>Quando as manifestações contra o aumento da passagem estavam em seu auge ao redor do país, aqui no Distrito Federal o Goveno do Distrito Federal convidou o Movimento Passe Livre para uma reunião, na véspera da manifestação marcada pelo movimento. Sem aumento de passagem previsto, as reivindicações do MPL-DF consistiam, desde então, na Tarifa Zero e no transporte 24 horas. O ato de mais tarde era de fato o determinante, mas não vimos problema em expor nossas pautas pra quem quer que fosse. Por isso fomos ao Buriti com nossas vestes catraqueiras encontrar um tanto de secretários engravatados. Nessa reunião o governo admitiu que a Tarifa Zero era possível. Embora nós do MPL já soubéssemos da sua viabilidade,  isso nunca tinha sido admitido pelo governo, o que foi um pequeno avanço. No mesmo dia fomos pra rua, lugar onde vemos de fato as mudanças acontecerem.</p>
<p>Reivindicamos ao governo que, se dizia que a Tarifa Zero era possível mas não tinha segurança para implementá-la, realizasse um debate público sobre o tema. Após algumas conversas mais, fomos convidadxs para participar de um seminário com membros do GDF, movimentos sociais, pesquisadores e empresários. Embora o espaço não fosse deliberativo, concordamos em apresentar novamente nossa proposta de Tarifa Zero para um transporte coletivo realmente público. Nesse diálogo também ouvimos de especialistas que a Tarifa Zero é viável e necessária para uma sociedade mais justa. Já os setores do governo não apresentaram qualquer proposta para a implementação da Tarifa Zero. Apenas continuavam com a mesma enrolação. Já os empresários de transporte fingiram querer algo amistoso conosco, quando sabemos nossas diferenças de classe que nos colocam em lados opostos. Com os movimentos sociais sempre estivemos irmanados&#8230; com eles fizemos nossa força.</p>
<p>Sabendo que a conquista da Tarifa Zero e Transporte 24 Horas não virá de cima, seguimos trabalhando nos espaços em que realmente acreditamos. Realizamos aulas públicas, conversas, trocas e oficinas em diversas cidades: Águas Lindas, Estrutural, Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, São Sebatião, Paranoá, Santa Maria, Valparaíso, Sobradinho, Taguatinga. Continuamos construindo nossas relações com movimentos sociais: participamos de atividades de formação, fizemos piquete e fechamos ruas com nossxs companheirxs. Na semana do dia 26/10 &#8211; Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre &#8211; nos acorrentamos no Buriti e mais tarde fomos para rua reivindicar a implementação imediata da Tarifa Zero. O ato terminou com um emocionante catracaço na estação central do metrô.</p>
<p>Nesse mesmo dia, fomos chamadxs para conversar novamente com o governo. Dessa vez, para supostamente ouvirmos as decisões do GDF depois  do seminário sobre a Tarifa Zero. Fomos. Escutamos o mesmo discurso de quatro meses atrás. Nenhuma medida concreta, nenhuma proposta. Apenas o blablabla de antes. Somado a ele, muita hipocrisia.</p>
<p>Se o GDF acha que vai nos enrolar com reuniões e burocracias, ele nem sequer se deu ao trabalho de nos conhecer melhor. O MPL, em seus quase 10 anos, nunca acreditou que era nas mesas de negociação que nossos direitos seriam conquistados. Foi ocupando órgãos públicos e parando o trânsito que fizemos o passe livre estudantil acontecer. Foi conversando nas escolas e comunidades e deixando a rodoviária em chamas que fizemos com que nenhum governo tivesse a coragem de aumentar a passagem nos últimos sete anos. Será pulando as catracas e nos organizando que chegaremos à tarifa zero de fato &#8211; não um discurso, mas uma realidade.</p>
<p>Fomos às mesas de diálogo sem qualquer intenção de negociar nossos direitos, pois direito não se negocia: se conquista. Além da enrolação, também sabemos que existe um movimento de vários setores do estado em cooptar as lutas sociais. Se estão tentando domar a rebelião expressa em junho, cometem mais um erro grotesco: a força das ruas é coletiva &#8211; e o MPL só existe enquanto é fruto dos de baixo.  Qualquer passo com os de cima não amansa a indignação popular: só afasta dela o pequeno grupo que se burocratiza. </p>
<p>Assim, Não estamos  rompendo as negociações com o governo, pois elas nunca existiram. Todos os eventos em que participamos foram claramente direcionados à conquista de nossa pauta. Só que agora apenas participaremos de reuniões em que forem debatidas propostas concretas sobre a Tarifa Zero e Transporte 24 horas. Nelas, apresentaremos nossas concepções e só. De resto, ação direta é a nossa linguagem.</p>
<p>É que sabemos bem que é fechando ruas que abriremos caminho para uma cidade de todxs e para um transporte público de verdade. E que as catracas têm que ser quebradas pela base.</p>
<p>Distrito Federal, 01 de novembro de 2014</p>
<p>Por uma vida sem catracas<br />
Movimento Passe Livre &#8211; DF</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cracatua		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-219278</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cracatua]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 00:17:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se não tivesse minhas asinhas para voar para onde quero, eu poderia responder ao Leo Vinicius que eu já poderia ter andado de ônibus, ficado parado no trânsito, inalado fumaça de caminhão, apanhado da polícia em alguma manifestação do passe livre, lido e pensado a respeito. Eu até poderia ser alguém que se interessa pela questão porque viveria ela todo dia quando iria trabalhar, passear, ir pra escola, pro médico, namorar... 
Será então que eu sou um agente externo (tipo um tira, como você disse)? Se for isso, então quer dizer que a luta pelo passe livre é dos donos do passe livre e o resto da arraia miúda que catem seus coquinhos? Isso seria só bobagem ou burocratismo? No que se diferencia essa posta da de um dirigente sindical do tipo burocrático clássico? Eu teria vergonha de sugerir isto.

Sobre a parte do &quot;reunião esporádica&quot;, parece que quem é agente externo e não sabe do que fala é você (e pelo visto ninguém vai ficar sabendo também, pq o que mais importava pra mim já não vou mais ficar sabendo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se não tivesse minhas asinhas para voar para onde quero, eu poderia responder ao Leo Vinicius que eu já poderia ter andado de ônibus, ficado parado no trânsito, inalado fumaça de caminhão, apanhado da polícia em alguma manifestação do passe livre, lido e pensado a respeito. Eu até poderia ser alguém que se interessa pela questão porque viveria ela todo dia quando iria trabalhar, passear, ir pra escola, pro médico, namorar&#8230;<br />
Será então que eu sou um agente externo (tipo um tira, como você disse)? Se for isso, então quer dizer que a luta pelo passe livre é dos donos do passe livre e o resto da arraia miúda que catem seus coquinhos? Isso seria só bobagem ou burocratismo? No que se diferencia essa posta da de um dirigente sindical do tipo burocrático clássico? Eu teria vergonha de sugerir isto.</p>
<p>Sobre a parte do &#8220;reunião esporádica&#8221;, parece que quem é agente externo e não sabe do que fala é você (e pelo visto ninguém vai ficar sabendo também, pq o que mais importava pra mim já não vou mais ficar sabendo).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-219173</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2014 18:31:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto isso: 
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-de-dancarino-morto-recusa-convite-para-se-reunir-com-o-governador-do-rio,1158562,0.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto isso:<br />
<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-de-dancarino-morto-recusa-convite-para-se-reunir-com-o-governador-do-rio,1158562,0.htm" rel="nofollow ugc">http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-de-dancarino-morto-recusa-convite-para-se-reunir-com-o-governador-do-rio,1158562,0.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-219151</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2014 17:52:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uai legume,

&quot;derrubamos&quot; não é o MPL-DF não. Foi um movimento bem amplo do qual o MPL participou. Foi o &quot;movimento fora arruda e toda máfia&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uai legume,</p>
<p>&#8220;derrubamos&#8221; não é o MPL-DF não. Foi um movimento bem amplo do qual o MPL participou. Foi o &#8220;movimento fora arruda e toda máfia&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-219149</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2014 17:43:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo,

Meu comentário foi exclusivo ao absurdo último comentário de Cracatua, e não sobre o texto, que apresenta uma reflexa genérica, e por isso válida.

Impossível não ler aquele comentário não enxergar uma espécie de pretenso fiscal de uma linha política que nãos e sabe qual é. Um fiscal, isto é, alguém externo, uma espécie de auditor. Revolucionário para mim é alguém que participando do movimento, questiona seus caminhos, e principalmente age de forma que se evite processos de separação internos, em hierarquias e similares.

A pergunta sobre quais ganhos de mobilização se tem numa reunião esporádica com um autoridade é na melhor das hipóteses infantil. Pelos motivos que já expliquei. Não faz sentido perguntar isso uma vez que não se espera aumento de mobilização numa reunião dessas.
Como já disse, a resposta que o Cracatua deve responder é qual a perda de mobilizaçao em se reunir naquela ocasião com a presidenta?

Mas enfim, a discussão é inútil, pois quem participa é que dará os rumos às coisas e decidirá sobre os rumos.

Um texto de reflexão, mesmo que externo, acho que é só próprio papel do intelectual.
Cobrar atitudes sobre isto ou aquilo pontualmente, como fez Cracatua, é simplesmente uma tentativa infantil de ser uma direção externa, o ápice da burocracia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,</p>
<p>Meu comentário foi exclusivo ao absurdo último comentário de Cracatua, e não sobre o texto, que apresenta uma reflexa genérica, e por isso válida.</p>
<p>Impossível não ler aquele comentário não enxergar uma espécie de pretenso fiscal de uma linha política que nãos e sabe qual é. Um fiscal, isto é, alguém externo, uma espécie de auditor. Revolucionário para mim é alguém que participando do movimento, questiona seus caminhos, e principalmente age de forma que se evite processos de separação internos, em hierarquias e similares.</p>
<p>A pergunta sobre quais ganhos de mobilização se tem numa reunião esporádica com um autoridade é na melhor das hipóteses infantil. Pelos motivos que já expliquei. Não faz sentido perguntar isso uma vez que não se espera aumento de mobilização numa reunião dessas.<br />
Como já disse, a resposta que o Cracatua deve responder é qual a perda de mobilizaçao em se reunir naquela ocasião com a presidenta?</p>
<p>Mas enfim, a discussão é inútil, pois quem participa é que dará os rumos às coisas e decidirá sobre os rumos.</p>
<p>Um texto de reflexão, mesmo que externo, acho que é só próprio papel do intelectual.<br />
Cobrar atitudes sobre isto ou aquilo pontualmente, como fez Cracatua, é simplesmente uma tentativa infantil de ser uma direção externa, o ápice da burocracia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-218799</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2014 14:51:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paique,
Achei curiosa a passagem &quot; desde que derrubamos o governo arruda&quot;. Essa coletividade é o MPL-DF, são todos os movimentos juntos?  Quem se aproveitou da derrubada do Governo Arruda, os trabalhadores e trabalhadoras, ou aqueles e aquelas que o sucederam?
Acho particularmente estranho nós do MPL nos colocarmos como vanguarda de outras lutas que não as específicas sobre transporte - isso não quer dizer que não devemos apoia-las - acho que este caminho é o escolhido por agremiações de orientação leninista que pretendem sempre estar a frente dos processos de luta, acho também um passo importante para se converter em uma burocracia pois acho difícil que exista um trabalho organizativo com um grupo amplo de pessoas sobre todas as pautas. Claro que o reverso disso pode ser o isolamento político social que você mencionou, porém a ruptura com esse isolamento deve vir com a solidariedade e com uma organização concreta desde abaixo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paique,<br />
Achei curiosa a passagem &#8221; desde que derrubamos o governo arruda&#8221;. Essa coletividade é o MPL-DF, são todos os movimentos juntos?  Quem se aproveitou da derrubada do Governo Arruda, os trabalhadores e trabalhadoras, ou aqueles e aquelas que o sucederam?<br />
Acho particularmente estranho nós do MPL nos colocarmos como vanguarda de outras lutas que não as específicas sobre transporte &#8211; isso não quer dizer que não devemos apoia-las &#8211; acho que este caminho é o escolhido por agremiações de orientação leninista que pretendem sempre estar a frente dos processos de luta, acho também um passo importante para se converter em uma burocracia pois acho difícil que exista um trabalho organizativo com um grupo amplo de pessoas sobre todas as pautas. Claro que o reverso disso pode ser o isolamento político social que você mencionou, porém a ruptura com esse isolamento deve vir com a solidariedade e com uma organização concreta desde abaixo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-218272</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 13:15:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se os litigantes tiverem que escolher um jogo de tabuleiro, o Go talvez seja mais propício.
A cor do gato é, segundo um velho chinês, indiferente. Desde que ele cace ratos, à luz do pragmatismo revisionista...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se os litigantes tiverem que escolher um jogo de tabuleiro, o Go talvez seja mais propício.<br />
A cor do gato é, segundo um velho chinês, indiferente. Desde que ele cace ratos, à luz do pragmatismo revisionista&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-218262</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 12:34:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=94231#comment-218262</guid>

					<description><![CDATA[Leo,
O seu comentário deixou-me perplexo. A esse «trabalho voluntário» de «fiscal», para empregar as suas expressões, eu chamo actividade revolucionária, a grande atenção que todo o revolucionário tem de prestar às manifestações de burocratização surgidas no interior dos movimentos, as mais graves de todas. É que há uma diferença abissal entre as conversas informais que um militante ou activista deve estabelecer com pessoas de todos os quadrantes ou mesmo sem quadrante nenhum, que são uma condição indispensável para compreendermos as várias forças em jogo, e o facto de representantes de um movimento se sentarem à mesa de negociações com agentes do poder de Estado. Para definir o carácter deste facto é necessário saber se existe um grande avanço das lutas e se o movimento se encontra na mó de cima ou se, pelo contrário, se trata de um período de refluxo das lutas e o movimento se encontra isolado. É disto que o artigo trata e que trataram os comentários de Cracatua. E veja você que eu sou tão «infantil» ou tão «cretino», para empregar as suas palavras, que concordei com aqueles comentários.
Leo, você dá o exemplo do xadrez. Também eu jogo xadrez e se soubesse que você joga já lhe tinha dado o prazer de me ganhar. Mas olhe uma coisa. No xadrez as brancas são sempre brancas e as pretas são pretas, não existem processos internos de burocratização que façam as peças mudar de cor e um lado come as peças do outro, não as recupera nem as assimila. Quem julga que a luta de classes é como um jogo de xadrez está cego à ascensão dos novos burocratas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo,<br />
O seu comentário deixou-me perplexo. A esse «trabalho voluntário» de «fiscal», para empregar as suas expressões, eu chamo actividade revolucionária, a grande atenção que todo o revolucionário tem de prestar às manifestações de burocratização surgidas no interior dos movimentos, as mais graves de todas. É que há uma diferença abissal entre as conversas informais que um militante ou activista deve estabelecer com pessoas de todos os quadrantes ou mesmo sem quadrante nenhum, que são uma condição indispensável para compreendermos as várias forças em jogo, e o facto de representantes de um movimento se sentarem à mesa de negociações com agentes do poder de Estado. Para definir o carácter deste facto é necessário saber se existe um grande avanço das lutas e se o movimento se encontra na mó de cima ou se, pelo contrário, se trata de um período de refluxo das lutas e o movimento se encontra isolado. É disto que o artigo trata e que trataram os comentários de Cracatua. E veja você que eu sou tão «infantil» ou tão «cretino», para empregar as suas palavras, que concordei com aqueles comentários.<br />
Leo, você dá o exemplo do xadrez. Também eu jogo xadrez e se soubesse que você joga já lhe tinha dado o prazer de me ganhar. Mas olhe uma coisa. No xadrez as brancas são sempre brancas e as pretas são pretas, não existem processos internos de burocratização que façam as peças mudar de cor e um lado come as peças do outro, não as recupera nem as assimila. Quem julga que a luta de classes é como um jogo de xadrez está cego à ascensão dos novos burocratas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-217983</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 01:40:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=94231#comment-217983</guid>

					<description><![CDATA[É espantoso ver que se criou uma nova forma de trabalho voluntário: o fiscal de ortodoxia &quot;libertária&quot; ou &quot;esquerdista&quot; de movimento social.
Pois desse último comentário de Cracatua, parece que é disso que se trata.
O mais paradoxal é que em nome da desburocratização, ou da antiburocratização, se cria um burocrata, o fiscal, alguém de fora com a função de manter algo numa linha política imaginada e estabelecida...  por quem?

Isso me lembrou muito a letra dessa musica: http://www.youtube.com/watch?v=6N8fDRA4Eq0

As perguntas ou são infantis ou são cretinas.
Não sou do DF e nem do MPL, mas é o tipo de pergunta que poderiam ser feitas a qualquer movimento que vai a uma reunião com uma autoridade. Oras, e desde quando quando um representante de movimento se senta em uma reunião com representante do governo achando que isso trará um ganho em mobilização??!! Mesmo sendo o principal, e da onde vem a força de um movimento social, há momentos de diálogo, de ouvir e sentir a postura do governo. 
Quem fez a pergunta é que tem que responder o que se perde indo um representante de movimento a uma reunião com a presidência numa manhã ou numa tarde? Me parece uma tremenda estupidez não ir, perder a oportunidade de ter uma avaliação melhor do discurso do governo, das suas táticas...
Outra coisa muito diferente seria focar energias que não se tem participando de conselhos e outras instâncias de mediações estatais.

Luta de classes é jogo de xadrez, e quem só sabe mexer um tipo de peça está fadado a perder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É espantoso ver que se criou uma nova forma de trabalho voluntário: o fiscal de ortodoxia &#8220;libertária&#8221; ou &#8220;esquerdista&#8221; de movimento social.<br />
Pois desse último comentário de Cracatua, parece que é disso que se trata.<br />
O mais paradoxal é que em nome da desburocratização, ou da antiburocratização, se cria um burocrata, o fiscal, alguém de fora com a função de manter algo numa linha política imaginada e estabelecida&#8230;  por quem?</p>
<p>Isso me lembrou muito a letra dessa musica: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N8fDRA4Eq0" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=6N8fDRA4Eq0</a></p>
<p>As perguntas ou são infantis ou são cretinas.<br />
Não sou do DF e nem do MPL, mas é o tipo de pergunta que poderiam ser feitas a qualquer movimento que vai a uma reunião com uma autoridade. Oras, e desde quando quando um representante de movimento se senta em uma reunião com representante do governo achando que isso trará um ganho em mobilização??!! Mesmo sendo o principal, e da onde vem a força de um movimento social, há momentos de diálogo, de ouvir e sentir a postura do governo.<br />
Quem fez a pergunta é que tem que responder o que se perde indo um representante de movimento a uma reunião com a presidência numa manhã ou numa tarde? Me parece uma tremenda estupidez não ir, perder a oportunidade de ter uma avaliação melhor do discurso do governo, das suas táticas&#8230;<br />
Outra coisa muito diferente seria focar energias que não se tem participando de conselhos e outras instâncias de mediações estatais.</p>
<p>Luta de classes é jogo de xadrez, e quem só sabe mexer um tipo de peça está fadado a perder.</p>
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		Por: Cracatua		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94231/#comment-217940</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cracatua]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2014 23:31:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paique, acho realmente muito proveitoso que você possa questionar alguns pontos colocados, porém são completamente inúteis estas adjetivações quanto a mim e a outros leitores pode até parecer uma tática para tentar ofuscar o que mais importa. Por isso sugiro que deixemos esse tentador caminho de lado, pelo bem da discussão. Indo ao que interessa pergunto: de fato estiveram em reunião com a presidência? Pois a nota do coletivo da a entender que não. Mas se estiveram (o que de fato tornaria o conteúdo da nota um tanto esquizofrênica ), quais foram os objetivos com esta reunião? Quais resultados alcançados? Além do mais, também seria importante esclarecer se andam tendo reuniões com o GDF (governo de Brasília) e quais os ganhos de mobilização que disso tem decorrido. Saudações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paique, acho realmente muito proveitoso que você possa questionar alguns pontos colocados, porém são completamente inúteis estas adjetivações quanto a mim e a outros leitores pode até parecer uma tática para tentar ofuscar o que mais importa. Por isso sugiro que deixemos esse tentador caminho de lado, pelo bem da discussão. Indo ao que interessa pergunto: de fato estiveram em reunião com a presidência? Pois a nota do coletivo da a entender que não. Mas se estiveram (o que de fato tornaria o conteúdo da nota um tanto esquizofrênica ), quais foram os objetivos com esta reunião? Quais resultados alcançados? Além do mais, também seria importante esclarecer se andam tendo reuniões com o GDF (governo de Brasília) e quais os ganhos de mobilização que disso tem decorrido. Saudações.</p>
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