<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Sobre a esquerda e as esquerdas (2ª parte)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2014/05/93828/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 14 Jun 2017 13:24:25 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Marcos Antônio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-237209</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos Antônio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 02:52:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-237209</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Grato pelo texto.

Como se não bastassem as dores de cabeça intelectuais, agora está a me proporcionar algumas dores de cabeça musicais (também no bom sentido).

Fiz algumas composições musicais, ainda não bem gravadas. Estou acertando isso com minha banda. Minhas letras são, quem sabe, revolucionárias; já com minha guitarra, quando ligada, só consigo tirar dela o &quot;bom e velho rock &#039;n&#039; roll&quot;, ou o &quot;Heavy Metal&quot;. Não há esteticamente nada fundamentalmente novo, a não ser dentro do estilo (ou seja, não seria tão novo). Tento usar todas as técnicas que aprendi e que estou a aprender, mas minha criação passa por estruturas já criadas. Fica até difícil imaginar ou tocar algo de fato novo, numa forma nova. Enfim, eis a vida como anda e sabe-se lá o que virá doravante. Mas desejo que seja com a guitarra inclusa (ao menos por enquanto).

Abraço.
Marcos Antônio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Grato pelo texto.</p>
<p>Como se não bastassem as dores de cabeça intelectuais, agora está a me proporcionar algumas dores de cabeça musicais (também no bom sentido).</p>
<p>Fiz algumas composições musicais, ainda não bem gravadas. Estou acertando isso com minha banda. Minhas letras são, quem sabe, revolucionárias; já com minha guitarra, quando ligada, só consigo tirar dela o &#8220;bom e velho rock &#8216;n&#8217; roll&#8221;, ou o &#8220;Heavy Metal&#8221;. Não há esteticamente nada fundamentalmente novo, a não ser dentro do estilo (ou seja, não seria tão novo). Tento usar todas as técnicas que aprendi e que estou a aprender, mas minha criação passa por estruturas já criadas. Fica até difícil imaginar ou tocar algo de fato novo, numa forma nova. Enfim, eis a vida como anda e sabe-se lá o que virá doravante. Mas desejo que seja com a guitarra inclusa (ao menos por enquanto).</p>
<p>Abraço.<br />
Marcos Antônio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-237121</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2014 12:08:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-237121</guid>

					<description><![CDATA[Marcos Antônio,
Procurei e encontrei o artigo reproduzido &lt;a href=&quot;http://grupogetrama.blogspot.pt/2009/02/joao-bernardo_04.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; &lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.
Quanto ao sistema artesanal, os muitos anos que dediquei ao estudo do regime senhorial serviram-me, entre outras coisas, para perder quaisquer ilusões que ainda pudesse ter sobre a capacidade do artesão de controlar o seu processo de trabalho e os instrumentos que usava. O que hoje muita gente de esquerda — tanto de linhagem marxista como anarquista — diz sobre este assunto nada tem a ver com a história e vem em linha recta dos mitos do romantismo alemão. Quando os leio, mais parece que estou a ler Novalis.
Um abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos Antônio,<br />
Procurei e encontrei o artigo reproduzido <a href="http://grupogetrama.blogspot.pt/2009/02/joao-bernardo_04.html" rel="nofollow"> <em>aqui</em></a>.<br />
Quanto ao sistema artesanal, os muitos anos que dediquei ao estudo do regime senhorial serviram-me, entre outras coisas, para perder quaisquer ilusões que ainda pudesse ter sobre a capacidade do artesão de controlar o seu processo de trabalho e os instrumentos que usava. O que hoje muita gente de esquerda — tanto de linhagem marxista como anarquista — diz sobre este assunto nada tem a ver com a história e vem em linha recta dos mitos do romantismo alemão. Quando os leio, mais parece que estou a ler Novalis.<br />
Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos Antônio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-237095</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos Antônio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2014 02:36:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-237095</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Você teria um link para este texto seu?
BERNARDO, João. Aridez e Futilidade: Parábola da mais –valia absoluta e da mais-valia relativa. Revista Educação &#038; Sociedade, nº 51, ano XVI, 1995.

Ficaria grato. 

Seus livros e textos sempre me provocam dores de cabeça (no bom sentido). Eles me fazem retomar reflexões e posições, muitas vezes mudando-as de direção. Exemplo: como eu pensava o artesão e a &quot;virtuose&quot; daquele trabalho; você me fez perceber que idealizava, que exagerei na &quot;autonomia&quot;, que &quot;tirava poesia do passado&quot;, que não se defende retomada de formas arcaicas de exploração, mesmo que pareçam &quot;libertárias&quot; - não são. Agradeço-lhe por isso.

Abraço.
Marcos Antônio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Você teria um link para este texto seu?<br />
BERNARDO, João. Aridez e Futilidade: Parábola da mais –valia absoluta e da mais-valia relativa. Revista Educação &amp; Sociedade, nº 51, ano XVI, 1995.</p>
<p>Ficaria grato. </p>
<p>Seus livros e textos sempre me provocam dores de cabeça (no bom sentido). Eles me fazem retomar reflexões e posições, muitas vezes mudando-as de direção. Exemplo: como eu pensava o artesão e a &#8220;virtuose&#8221; daquele trabalho; você me fez perceber que idealizava, que exagerei na &#8220;autonomia&#8221;, que &#8220;tirava poesia do passado&#8221;, que não se defende retomada de formas arcaicas de exploração, mesmo que pareçam &#8220;libertárias&#8221; &#8211; não são. Agradeço-lhe por isso.</p>
<p>Abraço.<br />
Marcos Antônio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-236949</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2014 12:33:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-236949</guid>

					<description><![CDATA[Fagner Enrique,
Esqueci-me ontem de acrescentar uma coisa. Uma crítica séria ao multiculturalismo poderia começar pela polémica — convertida depois numa franca oposição — entre Cheikh Anta Diop e Léopold Senghor. De um lado uma actividade científica e o esforço por erguer as bases de uma história científica da África, do outro os mitos da &lt;em&gt;négritude&lt;/em&gt;, um movimento antecessor do multiculturalismo. Os leitores que estiverem interessados na crítica ao multiculturalismo não deveriam deixar de estudar a figura Cheikh Anta Diop e a sua obra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Enrique,<br />
Esqueci-me ontem de acrescentar uma coisa. Uma crítica séria ao multiculturalismo poderia começar pela polémica — convertida depois numa franca oposição — entre Cheikh Anta Diop e Léopold Senghor. De um lado uma actividade científica e o esforço por erguer as bases de uma história científica da África, do outro os mitos da <em>négritude</em>, um movimento antecessor do multiculturalismo. Os leitores que estiverem interessados na crítica ao multiculturalismo não deveriam deixar de estudar a figura Cheikh Anta Diop e a sua obra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-236827</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 09:28:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-236827</guid>

					<description><![CDATA[Fagner Enrique,
Agora que Narendra Modi e o partido hinduísta Bharatiya Janata estão a governar a Índia, um dos principais capitalismos emergentes, que se destaca pelo elevado nível tecnológico dos serviços electrónicos, será interessante ver como conseguirão conciliar o crescimento económico com os mitos do revivalismo hindu. Mas as ameaças decorrentes do pós-modernismo, do multiculturalismo e da noção de que a ciência seria um constructo não se fazem sentir apenas no plano intelectual. Exactamente três semanas antes da publicação desta 2ª parte do meu Manifesto, a organização islâmica Boko Haram, conhecida pelos massacres que comete, raptou mais de duzentas meninas de uma escola secundária em Chibok, no nordeste da Nigéria, declarando que as tinha tornado escravas e as ia vender em países vizinhos. Aliás, não tive conhecimento de que quer no Brasil quer em Portugal os movimentos feministas tivessem organizado concentrações de protesto contra esta escravização massiva de jovens do sexo feminino. Será pelo facto de a atrocidade ter sido cometida por uma organização, além de africana, declaradamente hostil ao eurocentrismo? É que, para quem não o saiba, o nome Boko Haram significa aproximadamente que a educação introduzida pelos colonizadores britânicos, ou seja, a educação de origem ocidental, é um pecado (quanto à complexidade desta tradução, ver &lt;a href=&quot;http://www.csmonitor.com/World/Security-Watch/Backchannels/2014/0506/Boko-Haram-doesn-t-really-mean-Western-education-is-a-sin&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; &lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;). Talvez agora se entenda melhor o motivo por que a escravização da totalidade das alunas de uma escola preocupou pouco aquilo que hoje se chama &lt;em&gt;esquerda&lt;/em&gt;. É que os jihadistas do Boko Haram são, afinal, gloriosos combatentes do multiculturalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Enrique,<br />
Agora que Narendra Modi e o partido hinduísta Bharatiya Janata estão a governar a Índia, um dos principais capitalismos emergentes, que se destaca pelo elevado nível tecnológico dos serviços electrónicos, será interessante ver como conseguirão conciliar o crescimento económico com os mitos do revivalismo hindu. Mas as ameaças decorrentes do pós-modernismo, do multiculturalismo e da noção de que a ciência seria um constructo não se fazem sentir apenas no plano intelectual. Exactamente três semanas antes da publicação desta 2ª parte do meu Manifesto, a organização islâmica Boko Haram, conhecida pelos massacres que comete, raptou mais de duzentas meninas de uma escola secundária em Chibok, no nordeste da Nigéria, declarando que as tinha tornado escravas e as ia vender em países vizinhos. Aliás, não tive conhecimento de que quer no Brasil quer em Portugal os movimentos feministas tivessem organizado concentrações de protesto contra esta escravização massiva de jovens do sexo feminino. Será pelo facto de a atrocidade ter sido cometida por uma organização, além de africana, declaradamente hostil ao eurocentrismo? É que, para quem não o saiba, o nome Boko Haram significa aproximadamente que a educação introduzida pelos colonizadores britânicos, ou seja, a educação de origem ocidental, é um pecado (quanto à complexidade desta tradução, ver <a href="http://www.csmonitor.com/World/Security-Watch/Backchannels/2014/0506/Boko-Haram-doesn-t-really-mean-Western-education-is-a-sin" rel="nofollow"> <em>aqui</em></a>). Talvez agora se entenda melhor o motivo por que a escravização da totalidade das alunas de uma escola preocupou pouco aquilo que hoje se chama <em>esquerda</em>. É que os jihadistas do Boko Haram são, afinal, gloriosos combatentes do multiculturalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-236784</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 00:28:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-236784</guid>

					<description><![CDATA[Comentando a ascensão conjunta, de um lado, das teorias que afirmam ser o pensamento científico moderno um construto social e cultural do Ocidente e, de outro, dos revivalistas religiosos que começaram a dominar a política em várias regiões do mundo não-ocidental, Meera Nanda afirmou que &quot;enquanto a esquerda indiana se ocupava elaborando teorias sobre a &#039;descolonização do conhecimento&#039;, as forças revivalistas hindus conseguiram realmente descolonizar a matemática e a história da ciência. Nos estados em que subiram ao poder, os partidos revivalistas decretaram a substituição da matemática moderna por uma versão visivelmente fraudulenta da &#039;matemática védica&#039;. Do mesmo modo, conseguiram revisar a história da ciência e da tecnologia, com o objetivo de nela incorporar elementos mais nacionalistas. Mas foi este um caso leve de reenfeitiçamento, quando comparado com a situação do Paquistão, onde o clero tem muito mais voz sobre o será ensinado, e como - incluindo, segundo o físico Pervez Hoodbhoy, regras sobre previsões meteorológicas e astronômicas&quot; (Meera Nanda. Contra a destruição/desconstrução da ciência. In: Ellen Meiksins Wood &#038; John Bellamy Foster (orgs.). Em defesa da História: marxismo e pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999. p. 98-99). Em outro trecho, a autora afirma que &quot;instalados com todo conforto nas academias, os críticos da ciência no Ocidente tendem a aplaudir os esforços de movimentos nativos de ciência no ex-mundo colonial para produzir [...] &#039;conhecimentos situados&#039; - como, por exemplo, ciência &#039;islâmica&#039;, matemática &#039;védica&#039;, ciência &#039;indiana&#039;, ciência &#039;das mulheres do Terceiro Mundo&#039; etc. [...] Mas se examinarmos a história concreta de movimentos sociais que procuram estimular e implementar a ciência e a tecnologia culturalmente &#039;autênticas&#039;, emerge um quadro muito diferente e muito mais preocupante. Em seu melhor aspecto, os movimento nativos de ciência geraram agitação neopopulista, antimodernização e antiestado, dirigida indiscriminadamente contra as instituições e ideologias modernas do Terceiro Mundo (como na Índia); e, no pior, conjugaram forças com fundamentalistas religiosos, como na maioria dos países islâmicos (e até certo ponto, pelo menos indiretamente, também na Índia). Realmente, torna-se cada vez mais difícil discernir grandes diferenças entre as posições dos críticos religiosos (em geral, da direita) e seculares (geralmente da esquerda) da ciência, tecnologia e modernidade na Índia e em outros países do Terceiro Mundo (op. cit., p. 86-87)&quot;. E afirma, mais à frente, que &quot;o clima intelectual em muitos países não-ocidentais [...] não é &#039;particularmente propício ao pensamento livre e à ciência&#039; (p. 99)&quot;. É curioso que sejamos obrigados (nós, que somos estudantes universitários) a aturar, a toda hora, professores universitários que criticam o marxismo em favor da &quot;descolonização do conhecimento&quot;, o que é visto na academia como o que há de mais à esquerda na atualidade, ao mesmo tempo em que o discurso da &quot;descolonização do conhecimento&quot; é utilizado em ex-colônias, por forças políticas reacionárias, nacionalistas e tradicionalistas, para legitimar a supressão das liberdade de pensamento e produção científica, entre outras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentando a ascensão conjunta, de um lado, das teorias que afirmam ser o pensamento científico moderno um construto social e cultural do Ocidente e, de outro, dos revivalistas religiosos que começaram a dominar a política em várias regiões do mundo não-ocidental, Meera Nanda afirmou que &#8220;enquanto a esquerda indiana se ocupava elaborando teorias sobre a &#8216;descolonização do conhecimento&#8217;, as forças revivalistas hindus conseguiram realmente descolonizar a matemática e a história da ciência. Nos estados em que subiram ao poder, os partidos revivalistas decretaram a substituição da matemática moderna por uma versão visivelmente fraudulenta da &#8216;matemática védica&#8217;. Do mesmo modo, conseguiram revisar a história da ciência e da tecnologia, com o objetivo de nela incorporar elementos mais nacionalistas. Mas foi este um caso leve de reenfeitiçamento, quando comparado com a situação do Paquistão, onde o clero tem muito mais voz sobre o será ensinado, e como &#8211; incluindo, segundo o físico Pervez Hoodbhoy, regras sobre previsões meteorológicas e astronômicas&#8221; (Meera Nanda. Contra a destruição/desconstrução da ciência. In: Ellen Meiksins Wood &amp; John Bellamy Foster (orgs.). Em defesa da História: marxismo e pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999. p. 98-99). Em outro trecho, a autora afirma que &#8220;instalados com todo conforto nas academias, os críticos da ciência no Ocidente tendem a aplaudir os esforços de movimentos nativos de ciência no ex-mundo colonial para produzir [&#8230;] &#8216;conhecimentos situados&#8217; &#8211; como, por exemplo, ciência &#8216;islâmica&#8217;, matemática &#8216;védica&#8217;, ciência &#8216;indiana&#8217;, ciência &#8216;das mulheres do Terceiro Mundo&#8217; etc. [&#8230;] Mas se examinarmos a história concreta de movimentos sociais que procuram estimular e implementar a ciência e a tecnologia culturalmente &#8216;autênticas&#8217;, emerge um quadro muito diferente e muito mais preocupante. Em seu melhor aspecto, os movimento nativos de ciência geraram agitação neopopulista, antimodernização e antiestado, dirigida indiscriminadamente contra as instituições e ideologias modernas do Terceiro Mundo (como na Índia); e, no pior, conjugaram forças com fundamentalistas religiosos, como na maioria dos países islâmicos (e até certo ponto, pelo menos indiretamente, também na Índia). Realmente, torna-se cada vez mais difícil discernir grandes diferenças entre as posições dos críticos religiosos (em geral, da direita) e seculares (geralmente da esquerda) da ciência, tecnologia e modernidade na Índia e em outros países do Terceiro Mundo (op. cit., p. 86-87)&#8221;. E afirma, mais à frente, que &#8220;o clima intelectual em muitos países não-ocidentais [&#8230;] não é &#8216;particularmente propício ao pensamento livre e à ciência&#8217; (p. 99)&#8221;. É curioso que sejamos obrigados (nós, que somos estudantes universitários) a aturar, a toda hora, professores universitários que criticam o marxismo em favor da &#8220;descolonização do conhecimento&#8221;, o que é visto na academia como o que há de mais à esquerda na atualidade, ao mesmo tempo em que o discurso da &#8220;descolonização do conhecimento&#8221; é utilizado em ex-colônias, por forças políticas reacionárias, nacionalistas e tradicionalistas, para legitimar a supressão das liberdade de pensamento e produção científica, entre outras.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-227298</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2014 20:10:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-227298</guid>

					<description><![CDATA[Para se perceber os contactos entre a esquerda que despreza a racionalidade técnica talvez valha a pena ver o que a extrema-direita diz sobre o assunto. Um mesmo assunto e uma abordagem muito semelhante.

http://legio-victrix.blogspot.pt/2011/08/tecnica-devoradora-de-homens.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para se perceber os contactos entre a esquerda que despreza a racionalidade técnica talvez valha a pena ver o que a extrema-direita diz sobre o assunto. Um mesmo assunto e uma abordagem muito semelhante.</p>
<p><a href="http://legio-victrix.blogspot.pt/2011/08/tecnica-devoradora-de-homens.html" rel="nofollow ugc">http://legio-victrix.blogspot.pt/2011/08/tecnica-devoradora-de-homens.html</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Exílio Mano Brown - o cara pobre e feio e tá ligado...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-227238</link>

		<dc:creator><![CDATA[Exílio Mano Brown - o cara pobre e feio e tá ligado...]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2014 18:17:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-227238</guid>

					<description><![CDATA[Pra galera do Movimento Negro ver qual é: 

Esse ano, pela primeira vez na vida, encontrei pra trabalhar uma escola na qual as chefias são pretas. É preta a gerente escolar, a diretora, a vice diretora, a coordenadora. De cara, fiquei feliz porque quase não há diretoras negras nas escolas públicas. Seguem os dias....justamente essa escola chefiada por mulheres pretas é a escola com maior rigor e disciplina sobre os professores que já encontrei. Nem merenda os professores podem comer. E há cobranças várias. O que eu imaginei, de início, ser um reino da liberdade, é justamente a maior disciplina de trabalho que já encontrei. Elas rancam o couro dos professores e para os alunos também é linha dura total. 

De um lado, fico feliz de ver pretas mulheres na direção. Mas de outro, é cobrança atrás de cobrança. Se eu sobreviver a essas chefes pretas, acho que encaro qualquer trabalho depois.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra galera do Movimento Negro ver qual é: </p>
<p>Esse ano, pela primeira vez na vida, encontrei pra trabalhar uma escola na qual as chefias são pretas. É preta a gerente escolar, a diretora, a vice diretora, a coordenadora. De cara, fiquei feliz porque quase não há diretoras negras nas escolas públicas. Seguem os dias&#8230;.justamente essa escola chefiada por mulheres pretas é a escola com maior rigor e disciplina sobre os professores que já encontrei. Nem merenda os professores podem comer. E há cobranças várias. O que eu imaginei, de início, ser um reino da liberdade, é justamente a maior disciplina de trabalho que já encontrei. Elas rancam o couro dos professores e para os alunos também é linha dura total. </p>
<p>De um lado, fico feliz de ver pretas mulheres na direção. Mas de outro, é cobrança atrás de cobrança. Se eu sobreviver a essas chefes pretas, acho que encaro qualquer trabalho depois.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-226549</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2014 12:17:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-226549</guid>

					<description><![CDATA[KAIRONOMIA: PassaPalavra &#038;...

TELEONOMIA: Auto-organizado em partido histórico mundial, o proletariado abole o capital, destrói o estado e se dissolve na livre federação das comunas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>KAIRONOMIA: PassaPalavra &amp;&#8230;</p>
<p>TELEONOMIA: Auto-organizado em partido histórico mundial, o proletariado abole o capital, destrói o estado e se dissolve na livre federação das comunas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93828/#comment-224390</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2014 11:10:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93828#comment-224390</guid>

					<description><![CDATA[Eis o (pseudo)paradoxo: pensar&#038;agir classista [&quot;afirmar... a autonomia da classe&quot;] e atualizar a tese &#039;aclassista&#039; da necessária autossupressão comunista do proletariado. 
Kaironomia e teleonomia intromisturadas, em recíproca pressuposição - arte da guerra de classes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis o (pseudo)paradoxo: pensar&amp;agir classista [&#8220;afirmar&#8230; a autonomia da classe&#8221;] e atualizar a tese &#8216;aclassista&#8217; da necessária autossupressão comunista do proletariado.<br />
Kaironomia e teleonomia intromisturadas, em recíproca pressuposição &#8211; arte da guerra de classes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
